Fanfic: Amor Sublime Amor

Autora: Viola Psiquê Black

Beta: Anna Clara Snape

Shipper: Severo X O.C

Classificação: M

Capítulo 37: Ovos e Colares

Flashback:

-Luna você é brilhante! –Sorri feliz estalando os dedos.

-Sou? Como? –Perguntou surpresa com minha reação.

-Ovos cozidos de Páscoa, é isso! Obrigada. –Agradeci e acenei com a cabeça quando passamos pela mesa da Grifinória. Ela acenou com a mão e sentou-se com Gina e Hermione. Eu continuei meu caminho até a mesa dos professores.

-Sabe que eu não gosto de surpresas, não? E que quilos de chocolate pelo chalé não é exatamente uma imagem agradável para mim. –Eu voltei a rir imaginando o que ele achava que eu lhe daria de Páscoa. Neguei com a cabeça e disse:

-Dessa surpresa você gostará. Venha aqui, sente-se enquanto preparo um chá para nós dois. –Ele sentou em meu sofá, quando a água entrou em ebulição eu apaguei o fogo e pus um sachê de chá preto para Severo e um de camomila para mim, adicionei a água e nos servi.

Severo me observou durante todo o tempo, eu sorria vez ou outra. Ele certamente estava ficando mais estressado com meu silêncio. Sentei-me próxima a ele e passei os braços envolta de seu pescoço. Comentei:

-Sabe que só é surpresa se você não souber certo? –Ele bufou, mas aceitou meu abraço contornando os próprios braços em minha cintura.

Estava tudo pronto, e eu e Judy tínhamos tinta pelas mãos, braços e rosto. Ela havia tirado uma foto enquanto eu pintava um dos ovinhos, eu ria observando a foto da polaroide mágica que ela tirara. Guardei a foto e fui me lavar novamente, tirar toda a tinta. Pedi a Judy que aparatasse para o chalé e guardasse a surpresa de Severo no armário.

Depois de limpa eu fui via floo aos aposentos de Severo. Quando cheguei ele lia sério um exemplar da revista "Potion's and People". Levantou uma sobrancelha, largou a revista e se levantou. Dei-lhe um abraço e ouvi sua alfinetada:

-Achei que não viria mais.

-Eu disse que demoraria um pouco; estava ocupada com algumas coisas... –Outra levantada de sobrancelhas, nenhum comentário dessa vez.

Eu sorri e o acompanhei até a lareira...

#Fim do Flashback.

N.A: Hello povo! Quantos anos ein? Gostaria primeiramente de me desculpar pelos anos (literalmente) que fiquei afastada e não atualizei a fic. Desculpem me. De verdade. Infelizmente a vida real é mais foda que qualquer livro do R.R. Martin, e ferra a gente com bem mais força e pouca sutileza. Sim, essa autora perdeu muito mais a vergonha e agora fala (escreve) palavrões. Ainda assim, meu amor e admiração pelo querido Severo continua da mesma forma! Agradeço imenso aos reviews do último comentário e continuarei daqui de onde parei. Infelizmente parte da demora foi porque meu notebook antigo pifou e apagou toda a minha fic, incluindo os capítulos que ainda não havia postado no , de qualquer forma reescrevi eles, e é isso que postarei aqui. (felizmente tenho memória eidética e lembro todos os detalhes e do futuro da fic e dos personagens), então sem mais delongas, apertem os cintos e enjoy it!

;***

Psquê P.O.V:

Eu estava muito satisfeita em ter dispensado as aulas do Clube de Duelos, amanhã seria Páscoa e todos estavam atarefados comprando ovos de última hora para parentes e namorados. Sorri feliz ao sair da lareira do chalé de mãos dadas à Severo. Sentira saudades de nosso Ninho de Amor e pela expressão no rosto dele o sentimento era o mesmo. O abracei com carinho e depois de depositar um beijo em seus lábios o guiei para nosso laboratório particular.

-Preciso fazer a poção da memória para minha mãe, me ajuda? –Pedi.

-Claro, posso até mesmo fazê-la sozinho. Ainda lembro dos ingredientes, pesos e modo de fazer. –Severo respondeu de forma nada modesta, eu ri e repliquei:

-Ótimo, faça que vou sentar e observar. Se fizer tudo direito ganhará um prêmio, se fizer errado ganhará uma detenção. E posso garantir que sei ser severa com castigos. –Comentei displicente enquanto o abraçava apertado. Severo riu incrédulo e comentou:

-Nunca deu detenções para seus alunos, como pode saber como é ser severa? –Eu ri e conjurei uma cadeira defronte a ele e ao caldeirão, sentenciei:

-Verá conforme conclua sua tarefa, pode começar. –Cruzei as pernas e o vi arregaçar as mangas com um sorriso sardônico.

Severo separou os materiais corretamente, pesou cada um dos ingredientes e os limpou e cortou de forma adequada. Colocou água no caldeirão e começou o preparo da poção. Conforme a poção evoluía ele colocava os ingredientes no caldeirão. Duas horas e meia depois a poção estava perfeita, eu podia perceber pela forma como a fumaça subia em espirais. Ainda assim não lhe daria a vitória tão facilmente. Levantei e fui até próximo ao caldeirão observando atentamente.

-A cor da poção está correta, e a fumaça também espirala como deve ser... –Peguei uma concha e retirei um pouco da poção, primeiro cheirando e depois experimentando uma pequena gota.

-O gosto e o cheiro também estão corretos. Meus parabéns, se tivesse de pontuar lhe daria um nove e meio. –Sorri jocosa para Severo, que levantou uma sobrancelha indignado.

-Nove e meio? Menos que dez é um insulto por um preparo de excelência como esse. –Comentou sarcástico, eu ri alto, ainda assim ele respondeu ao meu abraço e ao beijo que rocei em seus lábios.

-Nove e meio por causa da pouca modéstia. –Concluí resoluta, Severo bufou mas deixou passar a alfinetada. No lugar cobrou:

-E meu prêmio? É um prêmio nota dez ou terei de me contentar com um prêmio nove e meio também? –Dessa vez tive de gargalhar, as mãos dele em minha cintura ainda eram firmes e desejosas, de forma que não pude responder outra coisa que não fosse:

-Pela forma como sempre geme meu nome, sempre é uma nota dez. –Foi a vez de Severo rir, não uma risada sarcástica, e sim uma risada densa e um tanto quanto cafajeste.

-Para o quarto. –Sentenciou assim que conseguiu conter-se, ainda assim seus braços me apertaram e eu pude sentir sua vontade de receber seu prêmio entre suas calças.

-Me espere só engarrafar a poção e enviá-la. –Respondi corada, ele confirmou com a cabeça e para minha total surpresa Severo deu-me um tapa nas nádegas, incitando-me a não demorar.

Quase derramei a poção no processo, e pude jurar ouvi-lo prender um riso. Quando a poção finalmente estava engarrafada e a caminho de Paris por Vênus, minha águia eu praticamente o arrastava para nosso quarto. Severo tentava ser gentil com meu vestido branco de alças finas e cetim branco na altura dos joelhos. Eu por outro lado não conseguia ser gentil com os milhares de botões que haviam em seu blusão. Quando finalmente consegui desabotoar a metade passei a mão por seu peitoral e senti a execrável camisa branca que ele usava por debaixo.

-Urgh, Severo! Juro que se não se livrar dessas camisas eu irei queimá-las!

Severo apenas riu e continuou a me despir. Já estávamos ao lado da cama quando finalmente consegui despir a maldita camisa e finalmente rumei para seu cinto. Se ele ainda estava parcialmente vestido eu por outro lado já estava apenas de calcinha e sutiã brancos de renda. Murmurei impaciente e tão logo ele desabotoou meu sutiã, se dirigiu as próprias calças desabotoando e já as retirando com boxer e meias. A ereção de Severo aparentemente sempre me deixaria surpresa. Eu não conseguia desviar o olhar quando me puxando para um abraço ele nos deitou na cama.

Mordi o lábio inferior e o toquei devagar lá, descendo e subindo uma mão com cuidado. Era a primeira vez que o tocava assim. A respiração de Severo já era densa quando passei o polegar pela glande, sentindo-o tremer e gemer sob meu toque.

-Consegue ouvir o dez? –Alfinetei com voz suave. Severo soltou um palavrão baixo e me acomodou melhor na cama, o sorriso dele, no entanto era um tanto quanto maligno quando puxou minha calcinha e a jogou em algum lugar.

Arfei alto quando ele entreabriu minhas pernas e se postou lá, tocou minha intimidade e para meu desespero colou os lábios também. Arquejei surpresa com sua atitude. Ele, porém, só parou os movimentos com a boca e língua depois que gritei seu nome entre gemidos, meu ápice fora tão pronunciado e intenso que eu tremia completamente, dos pés à cabeça quando ele engatinhou até próximo do meu rosto, me beijou e respondeu cínico:

-Consegui ouvir perfeitamente o dez.

Gemi sem nenhum pudor a sua provocação. Ele havia acendido algo que eu não sabia se poderia ser apagado. O abracei e virei na cama, eu o queria de uma forma bem específica. Ele voltou a arfar quando eu me encaixei sentada em seu quadril devagar, sentindo-me ser totalmente preenchida por ele. O empurrei de costas para o colchão e movimentei os quadris de forma lenta. Foi minha vez de ouvi-lo arfar. Me movimentei devagar, cavalgando-o, como se ele fosse meu pônei favorito em um carrossel. A sincronia era perfeita, até mesmo os tremores de nossos corpos pareciam sincronizados. Eu gemia de forma aguda em seu colo, acariciando ora seu peitoral, ora seu rosto. Severo em contraste gemia de forma grave, acariciando meus seios e apertando meus quadris e nádegas, ajudando-me com os movimentos. Quando o gozo nos encontrou eu chamei por seu nome de forma aguda; Severo respondeu chamando-me grave e sentido, ejaculou em meu interior e eu praticamente desabei sobre ele, trêmula.

-Mon amour! –Gemi em seu rosto, puxando-o para outro beijo sôfrego.

-Eu te amo. –Ele disse de forma grave, seus olhos eram intensos e faiscavam para mim.

Continuamos nos beijando por vários momentos, eu estava exausta, ainda assim não estava saciada dele, o apertei em meus braços sussurrando o quanto eu o amava.

Severo também estava trêmulo com o orgasmo intenso, nos virou na cama e continuou a me tocar, eu gemia e tremia sob seu corpo. Passei as mãos por seus cabelos, desci por suas costas ouvindo-o gemer quando encontrei seu ponto erógeno, esfreguei com cuidado a base de suas costas e finalmente desci a mão por suas nádegas, plantando um beliscão em cada lado.

Pegamos no sono apertados um contra o outro, deslizei uma coxa sobre sua perna e Severo depositou uma mão sobre minha nádega. Quando acordamos a tarde ia pela metade. Não saímos da cama, apenas ficamos abraçados por longos momentos conversando baixinho.

-Achei que fosse morrer de saudades. –Finalmente falei tocando-o no rosto.

-Eu também. –Ele respondeu de forma calma.

Agora que a tempestade do desejo havia passado Severo parecia tranquilo sobre maneira, eu sabia que ainda estava corada, por isso o abracei mais forte e me deixei ficar em seu colo. Quando finalmente escureceu tomamos uma ducha e descemos para fazer o jantar.

Dessa vez cozinhei algo rápido enquanto Severo fazia um suco para nós dois. Quando terminei de preparar a massa e passei a cozinhar a carne com molho de tomate Severo cortou os vegetais e organizou os pratos, copos e talheres.

-Eu estive pensando, sobre como serão as férias de julho... –Finalmente comentei enquanto servia nossos pratos e Severo servia nossos copos.

-Pretende ficar em Hogwarts? –Severo perguntou curioso e deu uma garfada no macarrão com carne e molho.

-Está delicioso. –Complementou apontando para o prato com o garfo.

-Obrigada. –Respondi com um sorriso.

-Na verdade já tenho algo em mente. Quero ir para a França, passar algum tempo com minha mãe... –Comentei displicente.

Severo pareceu um tanto quanto decepcionado com o que falei e se contentou em responder:

-Hm, claro, parece uma boa ideia. –Ele não me encarava quando finalmente toquei sua mão que estava sobre a mesa e continuei:

-Quero ir para Paris passar algum tempo com minha mãe. E gostaria que você fosse comigo, quero lhe apresentar a ela. –Ele ergueu uma sobrancelha surpreso por alguns instantes e finalmente respondeu:

-Sim, claro. Parece uma boa ideia. –Repetiu e entrelaçou os dedos nos meus, não parecia tão certo disso, no entanto.

-Severo, realmente quero que você vá. Quero apresenta-lo como meu namorado para ela. Sinto saudades e quero a companhia dela, mas também quero a sua. Se você se sente desconfortável, no entanto, diga-me e eu não tocarei no assunto novamente. –Finalmente concluí séria. Severo suspirou e finalmente falou:

-Quero estar com você. Aqui, em Hogwarts ou na França. Apenas não quero que nos afastemos. Quero que fiquemos juntos. –Ele concluiu sisudo.

-Está desconfortável com a perspectiva de conhece-la? –Tomei coragem e perguntei.

-Estou desconfortável com a perspectiva de que você se machuque. A memória dela ainda não está reestabelecida, e você chorou muito da última vez que conversamos sobre ela. –Severo finalmente falou, seu olhar era preocupado e eu senti meu peito se aquecer com suas palavras. Me levantei e fui até ele, tocando seu rosto eu sentei-me em seu colo e finalmente falei:

-Sim, provavelmente me machucarei, e provavelmente chorarei. Mas ficarei bem porque você estará lá comigo. Por favor venha comigo. –O abracei devagar e apoiei o rosto em seu ombro.

-Então eu irei. –Ele rodeou os braços em minha cintura e ficamos naquela posição um bom tempo.

Quando finalmente nos levantamos foi para arrumar as coisas na cozinha e voltar para o quarto. Tão logo deitamos na cama eu comecei a planejar nossa viajem. Os lugares que eu o levaria para conhecer: uma plantação de morangos que existia perto de casa. E um vinhedo local que possuía uma ótima fabricação. A feira de artesanato da praça central que acontecia aos fins de semana. E ao extremo sul a praia com as casas de veraneio. Severo riu baixo com minha narrativa, cético com a programação. Mas não me contradisse. E todas as vezes que busquei sua aprovação ele balançou a cabeça concordando. Por fim eu ri e acusei:

-Não está prestando atenção no que estou dizendo! –Ele riu e negou:

-Estou sim. Apenas não acho que nos permitirão continuar na praia se nos comportarmos assim. –Eu corei. Então ele realmente havia ouvido tudo, inclusive meu gracejo sobre fazermos amor na praia no fim da tarde. Ri e concordei com a cabeça.

-Sim, provavelmente não deixarão. –Voltei a abraça-lo e me recostar em seu peitoral. Caímos no sono naquela posição mesmo, e acordamos com câimbras algumas horas depois no meio da noite.

Severo dormia plácido ao meu lado quando acordei de manhã. Fiquei a observá-lo por alguns minutos e quando finalmente o toquei no rosto ele abriu os olhos e me encarou sereno.

-Feliz Páscoa! –Desejei baixinho.

-Feliz Páscoa. –Ele me desejou de volta. Esfregou os olhos e depois de esticar os braços e pernas voltou a me abraçar. Eu sorri e comentei:

-Severo, não quer receber sua surpresa de Páscoa?

-Preciso de meia hora. –Ele bocejou e apertou minha cintura, voltando a se recostar em mim.

-Meia hora? Para quê? –Perguntei surpresa. Severo só se demorava na cama se eu exigisse sua companhia.

-Para isso. –Respondeu beijando languidamente meus ombros e passando as mãos pelos meus cabelos. Ri e acenei. Talvez eu também estivesse precisando de meia hora.

Quando finalmente nos desenroscamos na cama Severo vestiu sua boxer negra e eu achei minha calcinha caída no banco da penteadeira do quarto, assim que a vesti procurei algo confortável e próximo que pudesse usar, achando somente a camisa branca dele eu a vesti e me levantei, assim que passamos pela porta Severo olhou de mim para o item e comentou sarcástico:

-Achei que não gostasse das minhas camisas. –Ele erguia uma sobrancelha e desviava o olhar de meus seios cobertos apenas por sua roupa.

-E não gosto delas... Em você. Em mim elas ficam bem. –Comentei de forma simples. Severo bufou uma risada e continuou o caminho até a cozinha com os lábios crispados num sorriso sardônico.

Tão logo chegamos à cozinha ele retirou de um armário lateral a minha surpresa de Páscoa. Ao vê-la compreendi seu mal humor ao imaginar que eu lhe presentearia com chocolates. A surpresa na verdade era uma grande surpresa. Uma cesta de ovos de chocolate, bombons, tabletes e pirulitos tudo de chocolate. Eu ri chocada. Tão cedo não precisaria voltar à Dedos de Mel.

-Severo obrigada! Parecem deliciosos! –Ri ainda chocada e puxei o laço rosa berrante da embalagem. Peguei um bombom e depois de abri-lo mordi um pedaço. Outra risada, ele devia ter comprado um de cada sabor que a loja dispunha já que esse era de chocolate com pimenta. Ofereci a outra metade do bombom à ele, que fez uma expressão cômica de repulsa mas aceitou o chocolate. Ao menos não reclamou, alfinetei. E ele respondeu com um rolar de olhos.

-Espere aqui que vou pegar a sua. –Pedi humilde. Minha cesta de ovos pintados à mão parecia ridícula comparada à dele.

-Feliz Páscoa! –Desejei ainda humilde. A cesta dele tinha três vezes o tamanho da minha. Ao menos eu a havia recheado de ovos de codorna, e ele teria em abundância por todo o dia de hoje e de amanhã ainda que eu o ajudasse a comer.

Ele se aproximou e tocou no laço verde escuro com que enfeitei sua cesta, em seguida pegou um ovinho vermelho que imitava uma joaninha. Riu e esfarelou a casca, em seguida experimentando-o.

-Ovos de codorna. Obrigado. –Ele agradeceu com voz grave.

-Oh, bem... Eu deveria ter feito mais. Ou escolhido ovos maiores. –Comentei encabulada. Severo negou com a cabeça e me acarinhou os cabelos ao responder:

-Não. Estão perfeitos assim. E como você bem observou ovos de codorna são os meus favoritos. –Sorri tímida, eu o observava comendo realmente. Somente nunca desconfiei que não estava sendo discreta. Ele me abraçou e agradeceu baixinho, sorri menos acanhada e lhe dando as mãos fomos para a mesa tomar o desjejum.

Terminado o café da manhã trocamos de roupa e migramos para o escritório e assim que escolhemos os livros que leríamos nós nos apoiamos recostados no sofá e dividimos um longo momento de leitura. Apenas pausamos para o almoço. Os ovinhos com que presenteei Severo serviram de entrada nas refeições e petisco durante a leitura.

Eu estava terminando o romance de banca que havia comprado com Severo da última vez em que andamos pelo vilarejo. Estava deitada em sua coxa esquerda e Severo segurava seu livro de Herbologia com uma mão enquanto me acariciava os cabelos com a outra. O romance que eu findava tinha conteúdo adulto e lê-lo enquanto sentia as mãos de Severo em mim estava acabando com meus nervos. Ainda faltava um capítulo para o livro terminar quando desisti da leitura. Precisava de seu toque em outras partes do meu corpo!

Coloquei o marca páginas no livro e o deixei sobre a mesinha de centro. De joelhos no sofá e com carinho distribuí beijos por seu queixo. Quando passei uma mão por seu pescoço numa carícia Severo finalmente parou de ler e me encarou com uma sobrancelha erguida. Aproveitei a deixa para tirar o livro de suas mãos e marca-lo com cuidado, deixando-o ao lado do outro sobre a mesinha e voltando a lhe dar atenção. Um beijo lento em seus lábios, o vestido que eu usava era azul claro, de alças finas e na altura dos joelhos. Aproveitei que detinha toda a atenção de meu namorado e baixei as alças do vestido até a cintura sempre o encarando.

O olhar de Severo era firme e parecia acariciar meu corpo. Mesmo corada eu apenas o encarava, seminua da cintura para cima. Depois de descer os olhos pelo meu corpo ele voltou a me encarar, uma sobrancelha erguida em sarcasmo. Quando eu finalmente ameacei me tocar na sua frente (na verdade quase em seu colo) ele finalmente avançou sobre mim, me beijando e tocando voraz. Arquejei com a forma como ele massageou meu corpo. Seus lábios desceram até meus seios sensíveis. Eu o afastei e comecei a desabotoar os botões da camisa negra e lisa que ele agora usava. Alcançado meu objetivo desci e subi as mãos por seu abdômen satisfeita.

-Muito bem. –Elogiei. Ele finalmente se livrara das malditas camisas que utilizava por debaixo dos blusões que normalmente trajava.

Severo riu e voltou a me deitar no sofá, beijando de meu pescoço até os seios, ora beijava um, ora o outro. Quando ele finalmente sugou um de meus mamilos eu gemi alto. Ao mesmo tempo que as chamas da lareira se tornavam esverdeadas e a cabeça de Alvo Dumbledore surgia chamando o nome do meu namorado.

-Severo? Hm, me desculpe. –Alvo se desculpou, mas não desviou o olhar que por sinal era carregado de nós. –Assim que ouvira seu nome Severo postou-se de forma protetora na minha frente, encobrindo as partes expostas de meu corpo a visão de nosso diretor.

-Me diga que é urgente Dumbledore. –Severo pediu extremamente sério. Não lembrava em nada o amante caloroso que me beijara a pouco.

-Sim, é. Katie Bell do 7º ano foi enfeitiçada e acabamos de transferi-la para o St. Mungos. Gostaria que desse uma olhada no colar que ela tocou. –Severo concordou com a cabeça e Dumbledore começou a se afastar da lareira quando eu o chamei:

-Dumbledore? Katie Bell ficará bem? –Perguntei verdadeiramente preocupada.

-Os curandeiros estão trabalhando duro para que sim. Saberemos exatamente a extensão do dano quando Severo avaliar o colar. –Dumbledore respondeu e se despediu com um aceno de cabeça. Logo as chamas da lareira voltaram a tonalidade alaranjada.

-Alvo Dumbledore conhece o nosso endereço? –Perguntei curiosa para Severo que recolocou o blusão e começou a abotoá-lo.

-Sim. Para casos de emergência. –Severo respondeu sério enquanto eu puxava as alças do vestido para cima de volta aos meus ombros.

-Vamos. –Chamei já pronta de próximo da lareira. Com um aceno de varinha todos os botões se alinharam e em segundos a roupa de Severo estava no devido lugar outro aceno de varinha e sua capa encobria todo seu corpo.

-Não esqueça de onde paramos. –Severo falou sério em meu ouvido, enquanto envolvia minha cintura com as mãos. Joguei o pó de floo na lareira e entramos juntos. Tão logo ele deu as coordenadas saímos na sala do diretor em Hogwarts.

-Onde o colar está? –Severo perguntou sério indo direto ao ponto assim que avistou Dumbledore perto de uma janela.

-Na sala de Minerva. –Dumbledore respondeu tão sério quanto Severo. Um aceno de cabeça e já caminhávamos para fora da sala do diretor.

Caminhamos lado a lado até chegar no portal. Severo se aproximou rápido de um balaústre inclinado, o lugar onde o colar estava apoiado. Harry, Rony e Hermione estavam perto de Minerva que informava o estado sério, porém estável em que Katie se encontrava em St. Mungos. Eu me aproximei rápido e sussurrei aflita:

-Apenas me diga que você está bem. –Segurei firme a mão de Harry tentando me acalmar. É claro que ele estaria envolvido.

-Sim. Não toquei o colar. –Suspirei aliviada enquanto Hermione repetia o que ocorrera para Severo. Severo levitava o colar e lançava feitiços mudos de detecção por toda a peça enquanto ouvia o relato de Hermione.

-Está cheio de magia negra, mortal para quem usar em contato continuo com a pele. –A voz de Severo era baixa, porém clara. Eu entendia o que ele queria dizer. Somente um perito em Magia Negra poderia alcançar resultado semelhante. Aquela peça com certeza custara uma pequena fortuna a quem adquirira.

-Posso falar um minuto com você? –Perguntei à Harry séria. Severo relanceou um olhar em nossa direção; e só foi ignorado porque todas as outras pessoas na sala olhavam de mim para Harry.

-Claro. –Respondeu calmo. Rony e Hermione fizeram menção de nos seguir quando eu emendei:

-A sós. –Harry concordou com a cabeça. Seus amigos, porém, trocaram olhares significativos. Assim que entramos em outra sala eu a selei magicamente. Não queria correr o risco de sermos ouvidos.

-Desembuche. –Pedi o encarando de frente.

-Não tenho nada a dizer. Não sei quem fez aquilo a Katie Bell. –Harry deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos do jeans.

-Mesmo Harry?! Pois eu tenho certeza de que você pelo menos desconfia de alguém. Só não sei ainda porque está fingindo não saber para mim. –Respondi séria me aproximando e o encarando diretamente. Depois de um longo momento de embate visual ele finalmente cedeu dizendo:

-Nem mesmo Rony e Hermione acreditam em mim, porque acreditaria? –Devolveu irritado.

-Porque eu não sou Rony e Hermione. –Respondi calmamente, Harry tirou as mãos do bolso finalmente baixando a guarda.

-Me diga. –Pedi, dando a mão a ele. Ele ainda me encarou por um minuto inteiro antes de dizer baixo:

-Malfoy. Eu o vi no início do ano na loja de Madame Malkings. Acho que ele é um deles agora. Acho que recebeu a marca negra. –Eu o observei chocada por um minuto.

Tentava conciliar a imagem do jovem que andava atrás de Hermione Granger pelos corredores de madrugada com a imagem de alguém que tenta enfeitiçar Katie Bell. Não, não Katie Bell. Katie apenas estava levando o embrulho para alguém. Ela não era o alvo, era o meio. Eu havia me perdido em pensamentos, quando finalmente firmei Harry com o olhar ele parecia zangado. Talvez pensasse que eu não acreditava nele. Quando tentou soltar minha mão eu a apertei mais e respondi baixo:

-Aquele colar só poderia ser enfeitiçado por um verdadeiro mestre em magia negra. E com certeza custou uma pequena fortuna a quem o comprou. Quem mais teria conhecimento de um lugar que venda esse tipo de artigo? E que esteja disposto a pagar caro para dispor dele? –Verdes em verdes, nos medimos por algum tempo e quando finalmente Harry acenou com a cabeça a porta foi aberta por Severo que olhou de mim para ele e finalmente disse ácido:

-Srta. Black, Dumbledore pede nossa presença em seu gabinete. Tão logo estejamos... Disponíveis. –Harry o encarou inflexível.

-Claro, Prof. Snape. –Respondi soltando a mão de Harry. O gesto não foi ignorado por Severo, que arqueou uma sobrancelha em minha direção. Eu fiz menção de sair da sala, mas pensei melhor e estanquei o passo. Virei-me para Harry e o abracei, com a boca colada ao ouvido dele eu sussurrei urgente:

-Você provavelmente está certo. Fique de olhos abertos, é possível acontecer de novo. –Finalmente me afastei e o encarei, murmurei audivelmente um "tome cuidado" e me afastei.

Severo mantinha uma distância segura de mim. Mas seus olhos a cada corredor vagavam em minha direção. Nós andávamos em silêncio. A gárgula da entrada da sala do diretor pediu a senha e depois que Severo soltou um "acidinhas" irritado ela nos deu passagem. Subimos ainda em silêncio e encontramos Dumbledore de pé. Dessa vez perto do poleiro de sua Fênix vermelha. Eu o cumprimentei e voltei-me para Severo.

-Estarei esperando quando terminarem de conversar. –Severo acenou um assentimento e com um aceno de cabeça para Dumbledore eu joguei pó de floo na lareira. Um instante depois eu estava de volta no Pearl Chalet.

Caminhei até uma poltrona e me sentei encolhida. Precisava pensar. Precisava entender o que tinha acontecido. Uma aluna se ferira, gravemente e por um artigo de magia negra. O alvo poderia ser Harry. Mas Harry vinha logo atrás dela. Se ele fosse o alvo ela só precisaria virar-se e entregar. Harry poderia estar morto. Se não estava é porque o colar não era um "presente" para ele. Um colar caro e difícil de se obter. Harry achava que Draco enviara o colar. Bem, Draco certamente saberia lançar um Imperius. Draco saberia onde comprar um colar daqueles. Mas como ele pode esquecer da revista que Filch fazia toda vez que os alunos entram ou saem do castelo? Qualquer artigo próximo de ser considerado das trevas ficava retiro pelo zelador. Qualquer aluno somente passaria com esse tipo de objeto se um professor se responsabilizasse por ambos, objeto e aluno...

Minha mente fez um clique tão alto que eu olhei para os lados em dúvida se realmente o som não acontecera. Era bem óbvio na verdade, o único outro alvo de valia na guerra que estava para se iniciar. Se ele sabia não estava fazendo nada para se defender. Porque era o que queria que pensassem. Que um simples garoto do 6º ano pudesse mata-lo. Não, não o garoto. Severo não pareceu surpreso ao saber que Katie havia se machucado. Arfei chocada. Isso não! Não era possível! Severo não faria isso. Severo não se responsabilizaria por Draco. Não a esse ponto. Mas então porque Dumbledore estava tão calmo? Ce Boor! Ce du scrotum! Aquele Cafajeste! Aquele Escroto! Por isso não ligava para a própria mão amaldiçoada! Por isso não ligava para o prenúncio de morte! Os instintos de Harry estavam corretos. Pelo menos em parte. Bufei com raiva, então meus esforços eram inúteis? Dumbledore estava fadado a morrer não importa o que eu fizesse? As lágrimas de raiva finalmente rolavam pelo meu rosto. Amargas, dolorosas, furiosas. As chamas da lareira finalmente ficaram verdes e Severo passou por elas. Passou um olhar pela sala, me procurando. Quando nossos olhos se encontraram eu tive a impressão de implodir meu próprio interior.

-Diga que não é o que estou pensando Severo. E diga que você não fará isso. Me diga que não concordou com ele. Que não foi subjugado pela vontade dele. –Implorei num sussurro. Severo desviou o olhar do meu e deixou o silêncio falar por ele. Não, eu não podia acreditar. Eu devia estar sonhando. Era um pesadelo, só podia ser.

-Lachê. Lachê! Covarde! –Sibilei furiosa, como Severo não pareceu entender eu repeti alto, em seguida eu gritei em sua língua. Tentava limpar os olhos e o rosto, mas minhas mãos tremiam muito.

-Eu não sou covarde. –Entre um esfregar e outro de olhos Severo que estava a um metro de distância apareceu de repente em cima de mim. Segurou meu pulso com força e repetiu o que acabara de dizer baixo e mortal. Havia uma raiva homicida em seus olhos, um mar inteiro de tempestades nos orbes negros que incidiam como fogo sobre meus próprios olhos.

-Eu. Não. Sou. Covarde. –Sentenciou pela terceira vez irado. Mas eu estava muito mais. Com ele, com Draco, e principalmente com Dumbledore que eu podia sentir, fora quem subjugou a vontade de Severo.

-Então porque não está lutando? –Desafiei baixo. O rosto dele estava a centímetros do meu e eu recebia as lufadas de ar que Severo soltava tentando conter-se.

-Eu estou. Eu vou lutar até o fim. –Sibilou furioso.

Eu puxei meu pulso para longe de suas mãos. Quebrando o contato visual que tínhamos. Então passei por ele pisando duro. Voltando para nosso quarto. Eu puxei a pequena maleta que estava debaixo da cama, e comecei a jogar dentro as roupas que conseguia alcançar no armário. Quando já estava na metade Severo surgiu nas minhas costas.

-O que está fazendo? –Havia raiva, mas também havia temor em sua voz.

-Voltando para Hogwarts. –Respondi ríspida, jogando perfume, creme de pentear e hidratante na bagunça de roupas que a maleta havia se transformado.

-Não vai. –Severo disse ainda com raiva. Consegui fechar a maleta, mas não consegui passar por ele.

Não vi ao certo o que aconteceu, mas num instante a maleta estava em minhas mãos, e no outro estava caída perto da cama. Severo apertava os braços em minha cintura, e bufava de raiva mesmo enquanto beijava meu pescoço e queixo. Lutei contra suas mãos por aproximadamente cinco segundos. Depois disso a luta se voltou para os botões da blusa que ele usava. Puxei tão rápido que vários botões rebentaram-se no processo. Meu vestido não ficou em melhor estado com a forma como Severo o puxou de meu corpo enquanto me deitava na cama. Os beijos dele foram agressivos, todos eles. Eu respondi mordendo-o aonde alcançava em seu corpo. Esmagando-o num abraço de urso. Poderia ser uma luta, pela forma como ele me apertava contra si. Ou poderia ser uma discussão, pela forma como eu apertava seus ombros e cabelos e o fazia me encarar. Mas éramos nós dois, necessitados da presença um do outro. O olhar de Severo era muito claro para mim. "Não vá". Era o que seus olhos me diziam. "Não vou. Nunca". Era o que eu respondia ao encará-lo, e ao beijá-lo. Quando terminou ele me abraçava firme, sua cabeça deitada em meu colo. Minhas mãos o apertavam, uma nas costas e outra na nuca.

-Não tenho opção. Fiz um voto perpétuo. –Por fim murmurou, ele estava tremendo. Mas não por causa do que acabáramos de fazer.

-Quem? –Pedi assustada. Isso parecia uma emboscada.

-Narcisa Malfoy. –Respondeu finalmente me encarando. Ele não queria fazer aquilo. Cada célula do corpo dele parecia gritar para mim seu repudio à ideia.

-Dumbledore sabe? Sempre soube? De tudo? –Questionei séria. Sabia que o pior ainda estava por vir.

-Não ficou surpreso quando a ordem foi dada. Logo depois foi ferido por aquela maldição. Ele supôs... E supôs corretamente que Narcisa ou Lucius me procuraria. –Os olhos dele estavam desfocados ao dizer aquilo. Desde que o conheci isso nunca acontecera.

Porque Severo Snape nunca me parecera tão... Frágil. Eu rocei meu rosto contra o dele e deslizei as mãos por seus cabelos tentando lhe transmitir conforto. Eu finalmente podia ver o que ele via: um beco sem saída. Imaginava que os acontecimentos enveredaram por um caminho sem volta. Ele poderia considerar isso. Ele fazia as poções da escola, dava aulas, cuidava de Dumbledore toda vez que ele tentava se matar e ainda era um espião. Em que momento ele verdadeiramente poderia buscar uma cura para a maldição que Alvo sofrera? Com o segundo estalo na mente da noite eu lembrei que Severo estava fazendo pesquisas a época de nosso primeiro passeio à Hogsmead; no fatídico dia em que Carlinhos me beijou.

-As pesquisas que estava fazendo no dia em que Carlinhos me beijou? Eram com esse propósito? –Ele me deu um meio sorriso ácido, talvez rememorando o acontecido e finalmente respondeu.

-Sim. Elas não deram em nada, é claro. –Por fim comentou virando e deitando-se na cama. Suspirei, havia gostado dele deitar-se no meu colo.

-Posso dar uma olhada depois? Sempre tive curiosidade sobre seu modo de conduzir uma pesquisa. –Perguntei virando-me também, dessa vez eu deitava-me em seu peitoral.

-Sim, claro. Se eu não for covarde demais para você. –Severo espicaçou acerca de meu comentário anterior.

-Me desculpe. De verdade. –Pedi humilde. Sabia que o havia ferido ao dizer aquilo.

-Aceito suas desculpas. –Finalmente falou levantando meu rosto e plantando um beijo casto em meus lábios.

-Me desculpe de verdade, Severo. Odeio a ideia de Dumbledore obriga-lo a fazer algo. Principalmente neste nível. –Sussurrei enquanto subia e descia as mãos por seu rosto e pescoço.

-Hum. Obrigado, eu acho, por preocupar-se tanto com meu livre arbítrio. –Respondeu baixo, em tom de troça.

Balancei a cabeça em assentimento, me aconcheguei mais nele e me preparei para dormir. Era tarde, e além de darmos aula amanhã eu tinha muito o que planejar e preparar...