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Um bipe soava ao longe...

Meu corpo doía. Parecia que eu tinha sido atropelada. O cheiro de éter invadiu minhas narinas.

Então as memórias atingiram em cheio minha mente.

- EDWARD! – Gritei pulando de onde quer que eu tivesse.

- Calma, meu amor. – a voz da minha mãe soou ao meu lado. Ela também estava assustada. Ela empurrou meu ombro para que eu pudesse me deitar de volta. Notei que o rosto dela estava vermelho, ela devia ter chorado. – Está tudo bem. Acabou. Você está em perfeita segurança agora.

Olhei ao redor e vi minha família ao redor da minha cama, estávamos num hospital. Todos estavam sorrindo para mim. Suspirei um pouco aliviada.

O pesadelo havia acabado.

- Cadê ele? – perguntei.

Mamãe se afastou. Então tive a visão de Edward dormindo no leito ao lado do meu.

- Ele está bem. – meu pai falou beijando minha testa. – ele está em coma induzido para que o corpo dele consiga sarar mais rápido aos efeitos do remédio sem ter que passar por nenhum tipo de ansiedade.

- O que aconteceu comigo? – perguntei olhando para um dos meus braços que estava com tala nos pulsos.

- Você quebrou um braço, cortou a cabeça e está com vários arranhões no corpo. – Papai disse sério.

- E Edward?

- Bem... – papai hesitou – ele está mais grave. Uma perna quebrada, vários arranhões e teve uma hemorragia interna. Mas tudo pode ser controlado e ele logo estará bem.

- Como chegamos aqui? – perguntei, na verdade eu tinha muitas dúvidas e havia algo no olhar de todos que eu sabia que eles me escondiam algo... Eu queria descobrir o que é.

- Um amigo seu da faculdade viu quando você foi seqüestrada. – Kate respondeu. – Ele contatou a policia, depois as suas colegas de quarto e por fim Rosalie e Alice e elas nos contaram. Não tinha muito o que fazer... Vocês simplesmente sumiram no mapa. Seus nomes apareceram em jornais, revistas, na televisão... Você passou três semanas seqüestrada. Encontraram você e Edward perto de uma estrada por um casal que viu vocês na televisão e eles ligaram para o hospital e para a policia.

- Onde estamos? – perguntei.

- Agora? Em Seattle. Te encontramos numa cidade não muito longe daqui...

- E quem foi esse cara da faculdade que viu o seqüestro?

- Adrian... Acho que era esse o nome dele.

Assenti levemente, minha cabeça estava zonza e eu realmente queria voltar a dormir.

- Bella... – mamãe murmurou. – A policia está esperando sua concessão para colher seu depoimento...

- Quero dormir mais um pouco e então eu darei. – falei assentindo para ela. Quanto mais rápido me livrasse disso melhor.

- Bella... há mais uma coisa. – olhei para ela e notei que ela estava para falar o que ela devia esta escondendo de mim. – Quem foi que fez isso? Ele chegou a lhe fazer algo?

- Foi o James. A casa pegou fogo um pouco antes que ele conseguisse...

- Então ele não fez nada com você não é... - ela perguntou mordendo os lábios.

- Não mãe... Mas por que...

- Filha você está grávida. – papai cortou a minha pergunta.

Arregalei os olhos e fiquei estática. Como?

Não havia como... ou havia?

Então eu lembrei. Edward e eu transamos sem camisinha na segunda vez em diante. Ele só tinha uma...

Senti meu corpo tremer. O que eu faria agora?

Criar o filho, isso era óbvio. Mas como seria minha vida daqui para frente? Como seria a reação de Edward?

- Filha... – papai me tirou dos meus devaneios. – Quem é o pai da criança?

Mordi os lábios. – Do único homem que me tocou até hoje. – murmurei.

Automaticamente todos olharam para o Edward que estava adormecido sem ter noção do que ocorria ali.

- Verdade? – uma mulher veio para os pés da minha cama. Ela tinha um rosto em forma de coração e cabelos ruivos, quase acobreados. – Você está grávida do meu filho?

Olhei para ela e assenti, com medo da reação dela. Nunca havia conhecido ela e se ela for do tipo superprotetora? E se ela me odiasse pelo o que fiz o filho dela passar?

Mas ao contrario do que eu pensei ela sorriu e começou a chorar e sussurrou: - Vou ser avó.

Ela veio até mim e beijou minha bochecha e foi para a cama do filho onde ficou murmurando coisas para ele.

Alice e Rosalie chegaram a noite, como era sexta-feira eas passariam o fim de semana perto de mim. Elas me falaram que Gra, Deah e a Téh deviam vir amanhã.

Dei meu depoimento ao oficial a noite. Minha família presenciou e alguns choraram um bocado ao escutar o que havia acontecido.

Minha nutricionista liberou a alimentação para mim já que agora eu tinha que cuidar de um bebê que até agora só tinha sido mal-tratado com uma alimentação horrível. Fiz vários exames para constatar se realmente ele estava em perfeita ordem e se eu também estava.

No sábado Alice chegou com um ursinho em mão dizendo que era para o nosso bebezinho eu sorri e agradecia ela pelo carinho. Também ganhei presente de Rosalie: Um bico dourado.

- Não é de ouro de verdade. Ia ser pesado demais. É só a cor mesmo. – Eu sorri e dei um abraço nela.

A tarde, Deah, Téh, Gra, Rico, Dimitri, Kellan e Adrian chegaram para me visitar.

As meninas quase foram expulsas do quarto pelos gritinhos que deram. Edward ainda dormia.

Ele ficou no mesmo quarto por pedido dos meus pais, assim eles ficariam por perto cuidando de nós dois e eu ficaria mais calma quando acordasse e o visse.

Elas conversaram animadamente sobre os últimos acontecimentos do campus e Gra falou que entregou os meus trabalhos prontos para os professores para que eu não perdesse todas as cadeiras.

Foi animado ficar com elas, me sentia bem. Tirando pelos poucos minutos que contei a elas resumidamente o que aconteceu. Depois o resto foi só alegria. Gra era a melhor Ela fazia cada piada das coisas que qualquer uma contava que só faltava me matar de rir.

Todos eles foram convidados a dormir na minha casa para poderem me visitar amanha, antes de pegar o avião de volta para a faculdade.

Na segunda-feira, fiquei no quarto somente com a minha mãe e a mãe de Edward. Todos haviam ido embora ou para faculdade ou trabalhar. A vida voltava ao normal agora que eu estava bem.

Um dos enfermeiros me levou para passear nos jardins do hospital. Era calmo e bonito. Ele me empurrava na cadeira de rodas até que eu pedi que ele parasse e fiquei de olhos fechado sentindo o sol no meu rosto. Era bom.

Mais tarde ele me levou de volta ao quarto, dizendo durante o trajeto que mais tarde ele voltaria para nós fazermos mis alguns exames de rotina.

Quando entramos no quarto Edward estava acordado.

Eu gelei. Meu coração perdeu uma batida e passou a circular frio nas minhas veias.

- Você quer voltar para a cama ou ficar sentada um pouco, Bella? – o enfermeiro perguntou.

- Sentada. – murmurei com um fio de voz.

Meus olhos estavam fixos em Edward que também me olhava.

Eu fiquei com medo do que iria acontecer. Fiquei hiper consciente do olhar dele que desceu para o meu braço direito – o que não estava quebrado – onde a pulseira estava lá a mostra para quem quisesse ver.

- Acho que temos que deixar vocês dois a sós. – Esme falou e saiu com Renné. As duas já eram amigas.

Edward ficou me olhando sem dizer uma palavra. Eu suspirei e me levantei da cadeira e fui até a cama dele, já que eu já tinha sido liberta do soro. Só faltava alguns exames e eu iria logo para casa...

Sentei na ponta da cama dele e fitei o chão.

- Bella... – Edward murmurou e me fez olhar para ele. Ele deu um sorriso triste. – Nem sei por onde começar.

- Me desculpe. – Murmurei para ele. – Foi minha culpa você passar pelo que passou.

- Quem tem que me desculpar sou eu. Na verdade eu deveria implorar o seu perdão. Eu fui o idiota da história... Se eu tivesse escutado o que você tinha a me dizer... Talvez não tivéssemos passados por isso...

- Eu entendo o seu lado Edward. – falei olhando nos seus olhos. Ele estava infeliz e parecia está quebrado por dentro. – Você me disse inúmeras vezes que não tolerava mentiras. Mas eu tive que mentir. Não podia arriscar sua vida. – Uma lágrima desceu pelo meu rosto. – Eu falhei.

- Não, você não falhou. E foi bom eu ter estado junto com você nesse pesadelo. Se não você poderia ter morrido nas mãos daqueles loucos.

- Edward...

- Bella. Me perdoa. Por ter sido um monstro. Por não ter escutado você, por ter sido arrogante e insensível.

Impulsivamente eu o abracei e nós dois choramos. Não fazia vergonha ver Edward chorar. Provava que ele era um humano e que cometia falhas e que se arrependia. Como qualquer um. E eu o amava assim. Aquele era o Edward que eu conheci há muito tempo atrás, correndo numa pista de Cooper e que disse que me amava no dia que me pediu em namoro.

Era o Edward por quem eu havia lutado.

- Eu te amo. – sussurrei. As palavras escaparam da minha boca e decretando a mais pura verdade dos meus sentimentos.

Ele se afastou de mim e pegou meu pulso direito.

- Você sempre o usou?

Eu assenti.

- E por que não estava com ele na noite em que ficamos juntos? – ele perguntou

- Alice me pediu. Para poder polir.

Seu rosto se encheu de compreensão.

- Então... Você... – ele suspirou com um sorriso frouxo. – Sabe... eu estou completamente sem jeito. – ele me olhou. – Minha pulseira está embaixo do meu travesseiro. Nunca me livrei dele. Eu tentei de tudo para tentar lhe esquecer, mas foi completamente em vão. O que eu sinto... o que nós sentimos... É forte demais... - ele suspirou. – eu te amo tanto... mas eu fiz tanta besteira... que estou com medo... medo de não receber o seu perdão... de ter que viver sem você... é claro que tudo isso é pouco comparado ao que eu fiz, eu mereço um castigo desse...

- Chega, Edward. - o cortei colocando uma mão na sua boca. – Ta bom, ok? Eu entendi. Nós dois erramos. E então? Como fica? Vamos voltar para a faculdade como se nada tivesse acontecido... vamos ser amigos ou...

Foi a vez de ele me cortar, agora com um beijo.

Um beijo cheio de amor e doçura. Nossos lábios se moviam com sincronia, com amor, carinho e com paixão. Todos os sentimentos eram quase palpáveis quando nossas línguas se entrelaçaram. Minhas mãos se enterram nos seus cabelos e sua mão que não estava presa por uma agulha se entrelaçou aos meus cabelos, me fazendo arrepiar. Mordi e chupei o seu lábio inferior antes de entrelaçar nossas línguas de novo. O ar ficou escasso para nós e quando não pudemos, mas nos separamos o suficiente para respirar, nossas testas coladas.

- Eu não quero ignorar tudo o que aconteceu... – ele falou com a respiração ainda falha. – Eu não quero ser somente seu amigo... Quero que você seja tudo o que eu quero que você seja para mim... Quero ser seu amigo, seu amante, seu namorado, sua vida, quero ser o ar que respiras, quero ser seu amor, sua alma... Quero ser seu tudo... Bella... Casa comigo?

Olhei para ele completamente surpresa com sua declaração. Eu sorri bobamente sem acreditar.

- Tem um pequeno detalhe antes que eu responda... – Falei mordendo os lábios e lembrando do pequeno fruto que crescia em mim. – Eu estou grávida, Edward.

Ele me olhou surpreso. Ele enrijeceu e segundos depois começou a rir bobamente.

- Um filho? Nosso filho? – Eu assenti. – Bella... Vai ser maravilhoso.. Eu... Eu...

Ele riu e voltou a me beijar com paixão.

- Eu te amo. – Nós dissemos juntos quando nos separamos e acabamos por rir.

- Eu aceito casar com você. – Falei com um sorriso enorme.

- E eu lhe prometo, Bella, que farei de tudo para ser bem perto do perfeito... E que acima de tudo vou escutar o que tem a me dizer antes de agir.

- E eu lhe prometo não mentir nem omitir nada de você.

Nós sorrimos e voltamos a nos beijar.

- Acho que estamos interrompendo algo... – A voz da minha mãe soou a nossa frente.

Nos afastamos levemente e sorrimos para as nossas mães.

- Vamos no casar. – Edward comunicou. Elas gritaram e correram para nos abraçar.

Agora minha vida entraria nos eixos.