Capítulo 35
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O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O
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29 de Agosto de 2010
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A primeira coisa que Bella fez, depois de chegar em casa, foi abrir todas as janelas para arejar a casa. Um verão inteiro longe havia deixado um cheiro de velho e um pouco de mofo. Jack colocou suas bolsas em seus respectivos quartos e as deixou sobre as camas. Ele caminhou lentamente pelas escadas, quase com relutância, e viu sua mãe em pé na janela, olhando para longe. Bella se virou e chamou a atenção de seu filho, sorrindo gentilmente para ele.
"Seis semanas, Jack. Nós podemos fazer isso, pequenino", ela falou com uma voz reconfortante. Ele sorriu de volta, um pouco espantado com a sua habilidade de leitura de mentes.
"Eu sei", ele murmurou em resposta.
Uma batida na porta tirou-os de seu momento contemplativo. Bella olhou pela janela e riu levemente dos visitantes ansiosos esperando nos degraus da frente. A porta mal tinha sido aberta quando Jack encontrou-se no chão, sendo esmagado/abraçado por Riley e Garrett.
"Cara!" Riley gritou. "Nós sentimos sua falta! Como foi o vôo? Você tirou muitas fotos?"
"E as meninas eram bonitas? Você trouxe-me alguma coisa?" Garrett interrompeu.
Bella balançou a cabeça e entrou na cozinha para ver se havia alguma coisa aproveitável para o jantar. Encontrando os armários nus, ela decidiu que uma viagem de compras deveria ser feita. Caminhando de volta para a sala, ela encontrou os três rapazes conversando animadamente no sofá.
Jack olhou para cima, a tristeza anterior, agora substituída por excitação.
"Mãe! Posso? Posso, por favor? Por favooooooooooor?" ele pediu, saltando na cadeira.
Ela arqueou uma sobrancelha. "Por favor o quê?"
"Garrett estava no contando sobre as inscrições para o Flag Football. Eu realmente quero jogar este ano. Por favor?"
Ela colocou as mãos nos quadris, olhando seu filho com cuidado. "Deixe-me falar com seu pai e vamos ver."
Os olhos de Garrett se arregalaram e ele olhou para Jack, sorrindo. "Isso não é esquisito?"
A testa de Jack se franziu em confusão. "O quê?"
"Você ter um pai agora."
"Eu sempre tive um pai", respondeu Jack. "Eu simplesmente não conseguia me lembrar onde ele estava."
"Mas ainda assim," Garrett continuou, "depois de todo este tempo separados, isso não é estranho agora?"
Jack pensou por um momento antes de balançar a cabeça. "Não, não realmente. Isso parece certo."
Bella sentiu o calor preencher seu peito. "Ei, precisamos ir ao supermercado. Vocês querem vir junto?"
Os meninos ansiosamente assentiram, fazendo com que Bella sorrisse. Ela tinha sentido falta dos dois, quase tanto como Jack tinha.
"Ok, então. Vão perguntar as mães de vocês primeiro, ok?"
Riley e Garrett correram para fora do sofá e saíram pela porta, gritando por trás deles, "Voltamos já, Srta. Bella!"
Jack revirou os olhos. "Bajuladores", ele riu.
"Sim, mas eu senti falta deles," Bella respondeu com um sorriso melancólico.
Jack olhou em seus olhos por um minuto antes de balançar resolutamente. Ela lhe lançou um olhar interrogativo, mas ele apenas deu de ombros em resposta.
"Eu me perguntei algumas vezes se fizemos a escolha certa. Você sabe, voltar para casa em vez de nos mudar para Chicago."
Os olhos de Bella se arregalaram e ela se sentou no sofá ao lado dele.
"O que você acha?" ela perguntou, quase com medo de sua resposta.
"Acho que esse foi o caminho certo. Vou sentir falta da MeMe e do PopPop e do tio Em e da tia Rose, mas o Pops e a Nana e toda a nossa família estão aqui. Seth, Leah, tia Ali e tia Angela. O tio Ben e o tio Jasper, também. Sem mencionar os meus amigos."
Ele suspirou e descansou a cabeça contra seu ombro. "Não importa o que, nós acabaríamos sentindo falta de alguém, certo?"
Ela esfregou suas costas confortavelmente. "Eu sei o que você quer dizer. Não é realmente justo, hein?"
Ele balançou a cabeça. "Sim, é uma porcaria, mas existem mais pessoas aqui para perder. Faz sentido?" Ele virou o rosto para que ele pudesse olhar para o dela.
Ela sorriu com tristeza. "Prometemos voltar e visitá-los, embora, por isso não vai ser muito ruim, certo?"
Ele endireitou-se e sorriu, seus olhos brilhando maliciosamente. "Você sabe o que seria melhor?"
Ela olhou para ele com cautela. "O quê?"
"Um irmãozinho."
Bella começou a engasgar em estado de choque. "O qu-e quê?"
"Apenas algo para se pensar, mãe", ele respondeu antes de saltar para cima para deixar seus amigos entrarem novamente em sua casa.
Ela balançou a cabeça em descrença. Ela queria se casar e se estabelecer antes de ter um bebê. Uma expressão pensativa atravessou seu rosto e ela se perguntou se Edward ainda queria mais crianças. Isso era definitivamente um tópico a ser criado em algum ponto. Tanto quanto ela amava e adorava Jack, a idéia de uma criança crescendo e sendo carregada dentro dela trazia um sentimento de alegria.
Ela se levantou e repreendeu a si mesma por se entregar a fantasia. O que era pra ser, seria.
Quando ela abriu a porta da frente, os meninos estavam correndo ao redor no gramado da frente e Bella não podia deixar de sorrir. O pensamento errôneo de um irmão mais novo para Jack piscava em toda a sua mente de novo antes que ela engarrafá-lo para um momento posterior.
"Tudo bem, senhores, o que devemos fazer para o jantar?"
"Pizza!"
"Hot dogs!"
"Bife e batatas!"
Bella, Jack e Garrett se viraram para olhar para Riley, surpresos. O menino apenas deu de ombros.
"O quê? Minha mãe não sabe cozinhar. Pizza congelada e rápidas enjoam, cara."
Bella riu e balançou a cabeça. "Bife e batatas então, Ry."
Riley sorriu para ela. "Obrigado, Srta. B!"
Ela arrepiou seu cabelo antes de colocar os três rapazes em seu carro. "Não é um problema, garoto."
Quatro horas depois e os dois filhos a menos, Bella terminou de secar a louça do jantar, enquanto Jack falava animadamente ao telefone com seu pai.
"Uh-huh, sim. Totalmente. Sim, senhor. Boa noite, pai! Eu vou falar com você amanhã, aqui está minha mãe."
Jack entregou-lhe o telefone, sorrindo. Ela arqueou uma sobrancelha e pegou o aparelho de seu filho. Ela assentiu com a cabeça em direção as escadas. "Banho, garoto."
"É pra já, mãe!" ele gritou quando ele subiu correndo as escadas.
Ela sorriu e balançou a cabeça antes de saudar Edward.
"Oi", ela murmurou baixinho.
"Hey, baby", ele respondeu, sua voz rastejando sobre ela como um mel. "Como foi seu primeiro dia em casa?"
"Foi muito bom. Senti-me um pouco vazia, porém, se isso faz algum sentido."
Ele soltou um suspiro. "Faz sentido total, Bella. Eu sinto a falta de vocês."
Ela sentiu as lágrimas escorrendo de seus olhos e caírem sobre o sofá. "Nós sentimos sua falta, também. Dois meses não é tanto tempo, certo?"
Ele riu. "47 dias, na verdade."
Seu coração se derreteu. "Você está contando?", perguntou ela com admiração.
"Eu posso ou não estar contando os dias no meu calendário."
Ela soltou uma fungada. "Edward, eu te amo tanto."
"Eu sei, baby. Eu também te amo. Esta é apenas uma gota no oceano comparada com o resto de nossas vidas, certo?"
"Você diz as coisas mais doces às vezes. De vez em quando, eu preciso me beliscar para ter certeza de que você é real."
Ele riu. "Vou lembrar disso quando você estiver vivendo comigo e estiver me pressionando na parede, porque eu deixo minhas meias em toda parte."
Calor encheu o seu peito. "Eu gosto disso".
"De quê? Eu deixando minhas meias em toda parte? Talvez você seja realmente a mulher perfeita, Bella."
"Não essa parte, estúpido. A de viver com você." Ela fez uma pausa antes de continuar. "Olha, eu só quero dizer uma coisa e então eu vou liberá-lo, ok?"
Ele cantarolou em acordo.
"Eu não quero namorar você".
"O-o quê?" ele gaguejou, tomado de surpresa.
"Eu não quero namorar você. Eu quero estar com você; Todo o tempo. Nesses próximos dois meses."
"47 dias", ele a cortou.
"47 dias", ela se corrigiu com uma risadinha. "Este tempo separados vai ser tempo suficiente de intervalo. Após esta separação, nem eu e nem Jack vamos querer estar longe de você por qualquer período de tempo, Edward."
"Ok".
"Ok? O quê?" ela respondeu em confusão.
"Ok, não vamos namorar. Não vou procurar mais apartamento. Vou morar com você."
Bella soltou um grito digno de Alice, quase deixando cair o telefone. Ela cobriu a boca e tentou segurar a felicidade sóbria borbulhando em seu peito.
"Ok", ela imitou-o. "Enquanto isso for o que você quiser", acrescentou ela, ficando séria. "Eu não quero pressioná-lo para nada. Sabendo que eu fui completamente honesta sobre como me senti, eu posso deixar isso passar. Eu vou ficar chateada, mas vou seguir em frente. Por favor não se sinta desconfortável, tentando me agradar."
Ele riu levemente. "Bella, eu realmente não quero me separar de você, de jeito nenhum. Eu só queria fazer o certo por você."
Ela suspirou. "Edward, nada sobre a nossa relação é convencional. Eu sei no meu coração o que você é para mim. Ficarei muito feliz em compartilhar minha vida e minha casa com você."
"Bem, está resolvido então. Vou cancelar a busca do apartamento."
"Mãe!" Jack gritou descendo as escadas. "Eu terminei!"
"Parece que você tem um ritual de deitar para executar, então vou dizer boa noite amor," Edward murmurou em seu ouvido.
Sua felicidade ficou perambulando em seu peito quando ela fez seu caminho até o quarto de Jack, mas ela se moveu para abrir espaço para a tristeza de seu adeus.
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04 de setembro de 2010
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No sábado seguinte Bella e Jack se encontraram estacionando fora da casa de Charlie, em Forks. Sue tinha os convidado para jantar e ela estava ansiosa para recuperar o atraso com sua família. O carro mal havia chegado a um impasse antes que Jack estivesse fora da porta e correndo até os braços estendidos de seu avô. Charlie segurou o menino perto e girou-o ao redor.
"Jack, meu menino!" exclamou alegremente.
"Pops! Eu senti sua falta!"
"Você sente falta da cidade grande?" Charlie perguntou quando ele colocou o menino de volta no chão.
Jack, acenou com a cabeça, pensativo. "Sim, mas estou feliz de estar em casa e na minha própria cama. Além do mais, Riley e Garrett precisam de mim por perto para mantê-los longe de problemas."
Bella escondeu uma risadinha com a mão, sabendo muito bem que Jack falava a verdade. Charlie bagunçou seu cabelo antes de virar para sua filha.
"Bem, isso é bom então. Por que você não entra e encontra a Sue? Eu acho que ela está tirando uns biscoitos do forno." Ele estava conversando com Jack, mas seus olhos não deixaram Bella.
Depois que Jack tinha desaparecido em busca das delícias prometidas, Charlie puxou-a para um abraço esmaga osso.
"Oh, Bells", ele sussurrou entrecortado. "Não me assuste assim novamente, você me ouviu?"
Lágrimas brotaram de seus olhos e ela apertou o pai dela com força.
"Eu prometo, pai. Sem mais seqüestros por psicopatas para mim."
Ele se afastou e olhou para ela um pouco. "Eu não estou brincando, Isabella."
Ela arqueou uma sobrancelha. "Nem eu, papai."
Seus olhos se arregalaram, antes de dar uma risada. "Você certamente deu um olhar de 'Mãe', não é?"
Ela suspirou e sorriu. "Eu tento."
Charlie passou um braço em volta dos seus ombros. "Vamos, vamos entrar."
Duas horas e uma barriga cheia depois, Charlie limpou a garganta, fazendo-a olhar para ele. Ele estreitou os olhos em sua direção, fazendo com que a pele entre eles sulcassem.
"Bells, você se importaria de sair na varanda comigo, para que possamos ter uma conversa?"
Seth tinha ido ao andar de cima com Jack para jogar vídeo game, então Bella olhou para a única outra pessoa na sala. Sue deu-lhe um sorriso maternal e um aceno rápido.
"Ok, papai, com certeza", ela respondeu, colocando o guardanapo na mesa e caminhando em direção a porta da frente.
O sol tinha acabado de começar a descer, lançando uma sombra laranja ardente no céu. Seu olhar ficou momentaneamente travado pelas cores brilhantes, até que ela ouviu os passos de seu pai atrás dela.
Bella sentou-se, balançando levemente para frente e para trás, no balanço antigo da varanda de Charlie. Ela se virou e olhou seu pai, que estava descansando contra o batente da porta.
"Então, o que você queria falar comigo, pai?" ela perguntou com curiosidade, puxando uma perna debaixo dela.
Ele tomou um gole de sua garrafa de cerveja antes de se sentar no degrau mais alto da varanda, olhando para seu rosto.
"Eu soube de algumas notícias sobre Jacob outro dia. Achei que você gostaria de saber."
A respiração de Bella deixou-a em uma rajada rápida, largando seu estômago. "É ruim?" ela perguntou, nervosa.
Charlie sorriu ligeiramente e abanou a cabeça. "Depende de como você olha para isso."
Ela inclinou a cabeça para o lado um pouco. "Eu não entendo."
"Você sabia que ele estava vivendo em Olympia?"
Bella acenou com a cabeça, apontando para seu pai para continuar.
"Bem, ele estava namorando uma menina de lá e não demorou muito para mostrar suas verdadeiras cores. Ele tentou ser grosseiro com ela, mas a menina era faixa preta em karatê. Ele quebrou seu braço e deslocou algumas de suas costelas. Já que é sua terceira ocorrência, ele ficará na cadeia por cerca de 20 anos sem liberdade condicional."
Sua boca abriu em surpresa. Charlie soltou uma gargalhada alta, apontando para seu rosto cômico.
"Isso é muito parecido como me senti", respondeu ele. "Menino estúpido", ele murmurou, tomando outra bebida. Ele olhou-a com cuidado por um momento antes de continuar.
"Você certamente parece ser um imã para problemas, Bells".
Ela suspirou e balançou a cabeça. "Como se eu não soubesse."
Depois de alguns minutos desfrutando o ar fresco da noite, Charlie limpou a garganta.
"Então, quando é que o Ed estará aqui?" ele perguntou, um pouco indiferente.
Bella levantou uma sobrancelha. "Em cerca de seis semanas, mas por que tenho a sensação de que você já sabe a resposta para essa pergunta?"
Ele deu de ombros inocentemente, mas o rubor que floresceu em seu maçãs do rosto deu-lhe uma idéia.
"Pai," Bella advertiu. "O que você está escondendo?"
O bigode de Charlie se contraiu um pouco quando ele balançou a cabeça. "Não, você não irá tirar nada de mim."
Ela revirou os olhos e tentou sem sucesso conter um sorriso. Mesmo que sua curiosidade estivesse aguçada agora, ela não podia deixar de ficar feliz pelos dois estarem se dando bem.
"Entãooo", ela disse. "Você realmente gosta dele, hein?"
Pelo canto do olho, ela viu seu bigode se contrair de novo quando ele reteve o seu próprio sorriso. "Algo como isso."
Ela soltou um som exasperado e soprou alguns cabelos fora do rosto. "O que significa isso?"
Ele olhou-a nos olhos e sorriu. "Eu não tenho espanado a espingarda, no entanto, tenho?"
Bella revirou os olhos. "Isso é porque eu tenho certeza que não iriam deixá-lo trazê-la no avião."
Seus olhos se arregalaram na realização e ela começou a sacudir a cabeça para trás e para frente. "Oh, não, você não! Papai, eu juro, se você apontar a arma para ele, eu nunca-"
Charlie ergueu a mão e a cortou. "Ok, ok, calma lá, menina, eu só estou brincando com você. Eu gosto de Edward. Ele é um bom homem. Ele faz crianças bonitas, também..." Ele piscou para ela.
Ela riu, jogando as mãos no ar. "Oh não, você também não!"
"O quê? Quem disse isso?" Charlie riu.
"Jack. No primeiro dia de volta para casa. Ele mencionou um irmãozinho," Bella respondeu, balançando a cabeça.
Charlie balançou a cabeça, mordendo a bochecha para não rir. Ele tossiu e levantou-se, ficando sério. "Bem, tanto quanto eu gosto do Ed, não há nada melhor que um anel no dedo antes de colocar um bolo no forno. É tudo que eu estou dizendo sobre esse assunto."
Bella gemeu e pôs a cabeça entre as mãos, fazendo com que Charlie risse novamente. Ele deu um tapinha nas costas dela quando passou para dentro de casa. Ela se endireitou e olhou para cima, mais uma vez, o laranja agora se misturando com o carmesim, definindo o céu em chamas. Sua barriga formigava em antecipação.
"Um dia", ela sussurrou para o vento.
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O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O
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10 de setembro de 2010
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Pouco menos de uma semana mais tarde, Bella estava à toa em seu quarto, à espera da chamada de Edward. Ele havia prometido para ela durante sua chamada no Skype na pausa do almoço e ela tinha reunido toda a sua coragem em uma tentativa de ser sedutora. Às duas da tarde em ponto, seu laptop começou a tocar. Ela rapidamente aceitou a chamada e afundou em sua cama, suspirando feliz quando ela olhou para o rosto sorridente de Edward.
"Olá, baby. Eu senti sua falta."
"Eu senti sua falta, também," Bella respondeu em um suspiro, chegando a tocar a tela do computador.
"Um mês, Bell. Um mês e eu estarei aí do seu lado. Isso não pode ser rápido o suficiente."
Ela não podia ajudar, mas devolveu o sorriso brilhante, que estava gravado em seu rosto e balançou a cabeça em concordância. Enrugando sua testa em confusão quando uma campainha tocou nos alto-falantes de seu laptop.
"Onde você está?"
Edward sorriu timidamente. "Estou na livraria a poucos quarteirões do escritório. Eu vim aqui para almoçar. Pode soar estranho, mas eu meio que me sinto mais perto de você aqui."
Ela sorriu maliciosamente e girou um fio de cabelo em torno de seu dedo.
Ele estreitou os olhos. "O que está acontecendo nessa sua cabeça?"
Ela mordeu. "Você pode mudar para um, hum, um local mais isolado?"
Seus olhos se arregalaram e ele olhou por cima do ombro, antes de rapidamente pegar o café e o laptop, movendo-se para um canto distante da loja.
Após aparecer novamente, ele se recostou na cadeira e sorriu. "Isolado, querida. Agora, o que você quer falar?"
"Falar?" ela perguntou calmamente. "Quem disse que eu queria falar?"
Depois de alguns cliques em teclado, uma batida suave começou a subir e ela manobrou o laptop para enfrentar a área aberta do quarto. Ele observava, intrigado. Isso foi até Bella estar em seu ponto de vista e começar a se balançar sedutoramente com a música. Ela passou as mãos em seu pescoço e soltou seu cabelo. Ela começou a cantar baixinho e dançar, deixando-o em um estado que foi rapidamente tornando-se desconfortável.
...
Entre dois pulmões isso foi lançado
O sopro que me carregou
O suspiro que me impulsionou para a frente
Por que ele estava preso
Preso entre dois pulmões
Foi preso entre dois pulmões
Estava preso entre dois pulmões
E os meus pés correndo podiam voar
Cada respiração gritando
"Somos todos muito jovens para morrer"
...
Quando o ritmo acelerou, ela acelerou seus movimentos e girou algumas vezes, antes de arrancar sua camisa, deixando-a em um par de calças e um top de yoga. Seus olhos se arregalaram quando ela caiu de joelhos e começou a rastejar em direção a ele, ainda cantando.
...
Agora todos os dias de mendicância
Os dias de roubo
Nem mais uma respiração ofegante
O ar encheu-me da cabeça aos pés-
E eu posso ver o chão muito abaixo
Eu tenho este ar
E eu o mantenho apertado
E eu o mantenho em meu peito
Com todas as minhas
Peço a Deus que esse fôlego dure
Quando ele se empurra pelos meus lábios
Quando eu...
...
Ele engoliu em seco e discretamente se ajustou. Ela se arrastou para cima da cama, empurrando o laptop mais para trás, para dar espaço para ela estar ao lado dele.
"Porra, Bella", ele assobiou.
Ela bateu os cílios e amuou. "Você não gostou da minha serenata?"
Ele fechou os olhos e bateu a cabeça no encosto da cadeira, gemendo. "É claro que eu gostei. Mas isso-", ele acenou com a mão na frente de sua virilha, "essa situação, enquanto eu estou em uma livraria cheia de gente não é minha idéia de diversão. Pelo menos em um lugar privado eu poderia ter lhe dado uma demonstração própria. "
Ele parecia morto na webcam e balançou as sobrancelhas, fazendo-a rir muito.
"Há sempre uma próxima vez", ela respondeu animadamente.
Ele abriu um grande sorriso. "Uma próxima vez?"
Ela assentiu com ansiedade.
Ele mordeu o lábio e deu-lhe um sorriso torto. "É um encontro, então."
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O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O
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13 de setembro de 2010
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O dia começou brilhante e ensolarado, até mesmo Jack acordando animadamente para uma segunda-feira. Dez minutos depois que ela deixou o menino na escola, o céu se tornou cinza escuro e os céus se abriram, criando um dilúvio de proporções bíblicas.
"Que ótima maneira de começar o meu aniversário", ela murmurou para si mesma.
Após uma rápida parada na livraria, ela voltou para casa, seu humor quase tão escuro quanto o céu. Relâmpagos e trovões estouravam. Ela fez seu caminho rapidamente para casa e tirou os sapatos ensopados e os pegou antes de fazer seu caminho para a lavanderia. Quando ela terminou, ela estava grata de que não tivesse tido a chance de tirar a roupa da secadora.
Uma batida soou bem alto pela casa. Assustada, ela olhou para seu corpo seminu e balançou a cabeça, rapidamente pegando uma calça e uma camiseta branca. Correndo pelo corredor com seus pés descalços, ela se perguntava quem diabos estava em sua porta no meio de uma tempestade. Seu coração começou a bater no peito e ela engasgou quando ela olhou pelo olho mágico. Abrindo a porta com abandono, ela se lançou nos braços de Edward, envolvendo suas pernas em torno de sua cintura e beijando cada centímetro de seu rosto.
Tomado pela surpresa, ele cambaleou para trás, apenas mal ficando em pé. Seus lábios apanhados com as mãos dela e apertando seu bumbum fortemente. Eles estavam tão perdidos em si que nenhum deles notou que suas roupas estavam encharcadas. A água da chuva fria escorria do seu rosto, enquanto seus beijos viraram lânguidos e necessitados. Edward se afastou um pouco, olhando através da chuva, mas sorrindo brilhantemente.
"Feliz aniversário, querida", ele murmurou ao lado de sua orelha.
Grossas lágrimas quentes caiam furiosamente por seu rosto enquanto Bella segurou-o como se fosse uma aparição que pudesse desaparecer como um arco-íris. Ele destravou as pernas dela e a colocou sobre o chão, antes de se inclinar para baixo e beijá-la suavemente mais uma vez. Ele se afastou e sorriu, puxou algo do bolso, mas a chuva obscureceu sua visão.
Seu peito quase explodiu quando ele desceu em um joelho. Ele sorriu para ela enquanto a chuva se derramava por toda a sua volta, e ele segurava um anel.
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O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O_o_O
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Nota da Leili: EU. MORRI. COM. O. FINAL. EU. QUERO. UM. EDWARD. DESSE. TCHAU. Comenteeeeem beijos.
Nota da Irene: Ai ai... Bella dando uma de tigresa na web cam foi tudo. E depois o Ed fazendo surpresa ATRÁS de surpresa.
O próximo é o ultimo capítulo. Preparem os baldes... teremos lemons e despedidas...
Mas depois disso ainda teremos o Epílogo. Não se preocupem.
Essa fic merece, ou não merece uma tonelada de reviews?
Tão linda!
