Capítulo 37

Edward PDV

"Onde está o monopólio?" Meu irmão sorri para Jasper. "Já faz um longo tempo desde que eu te dei um bom chute na bunda."

Tentei conter meu riso quando minha mãe deu ao Emmett um olhar feio. Ele apenas sorriu e beijou sua bochecha. Enquanto a nossa mãe insistia para que seus filhos sejam cavalheiros, ela sempre teve um fraquinho por Emmett. O bastardo poderia se safar de um assassinato, desde que ele mostrasse aquelas covinhas bonitas e aquele sorriso brilhante.

"Eu acho que está no porão", disse Alice. "Talvez no armário?"

Bella beijou meu rosto e desceu ansiosamente do meu colo, oferecendo-se para pegar o jogo lá em baixo. Senti falta do contato, mas eu sabia que ela estava provavelmente cansada de ficar sentada. Com sete meses, ela estava começando a sentir os efeitos de sua gravidez. Mas ela nunca reclamava. Minha garota era uma santa, e eu a amava mais a cada dia que passava.

Eu assisti fascinado enquanto ela saiu da cozinha e foi para as escadas do porão. Ela era a coisa mais linda do meu mundo, e ela me deu tanto. Meu olhar viajou para o meu filho.

Meu filho.

Essa palavra era tão linda para mim.

Eu assisti com orgulho enquanto Seth teve uma briga de polegares com seu tio Emmett. Sua risada encheu a cozinha, e todos sentaram hipnotizados enquanto observávamos eles. Eu estava tão grato que a minha família veio de Forks para estar conosco hoje. Eles haviam aceitado Seth tão facilmente, tão completamente. Ele era tão fácil de amar. Ele fazia ser impossível não amá-lo.

Fechei os olhos com um contentamento silencioso assim que meu coração começou a acelerar. Um sentimento de mal-estar – uma onda colossal de ansiedade – corria em minhas veias.

Algo estava errado.

Eu pulei da minha cadeira e corri para as escadas do porão justo no momento em que um grito de torcer o coração vindo de Bella resoou pelo ar.

~x~

Alice PDV

Poucas coisas me assustavam.

Ver a minha melhor amiga grávida – a esposa do meu irmão, a mãe da minha sobrinha e sobrinhos, o coração de nossa família – deitada no fim das escadas...

Eu estava fodidamente petrificada.

Eu assisti em completo distanciamento enquanto vozes frenéticas ecoaram em meus ouvidos e corpos ficavam borrados em torno de mim. Esme ligou para o 911. Carlisle pegou sua maleta de médico. Jasper levou Seth para o andar de cima para protegê-lo da visão de sua mãe deitada no chão. Emmett correu para o fundo das escadas, latindo ordens para os paramédicos e ameaçando-os com lesões corporais, se não cuidassem de nossa irmã e nossos bebês. Bella estava deitado no chão – as pernas torcidas em nós, soluçando sem fôlego, e segurando seu estômago em contrações.

E Edward...

Seu rosto era de pedra. Ele estava segurando a cabeça de Bella em seu colo, sussurrando palavras doces de conforto. Eu poderia dizer pela expressão em seu rosto que ele não acreditava em nenhuma delas. Ele fechava os olhos em agonia cada vez que ela choramingou. Suas expressões estavam gravadas com estresse e sofrimento enquanto tentava acalmá-la da melhor maneira que sabia. E ouvi o seu gemido quando os enfermeiros confirmaram o que Carlisle temia.

Bella estava em trabalho de parto.

O olhar no rosto de Edward era um de devastação completa.

Seu mundo inteiro tinha apenas quebrado.

~x~

Carlisle PDV

Eu vi através do vidro com desespero quando a minha doce filha foi levada para a sala de parto. Meu filho estava ao seu lado, com a mão em um punho de ferro em torno dela. A expressão no rosto de Edward era impassível. O som dos soluços dolorosos de Bella estavam enviando ondas de choque através de cada um dos membros da minha família. A cada gemido sentia como se uma faca estivesse cortando os nossos corações.

Tentei permanecer profissional e pragmático. Eu sabia dos riscos de partos prematuros, especialmente com 30 semanas. Hiperbilirrubinemia – uma condição que causa icterícia – era a menor das nossas preocupações. Uma apneia do sono era mais angustiante. Os bebês podem parar de respirar, ter uma diminuição da frequência cardíaca, e ficarem arroxeados ou azuis. Mas todos os bebês que nascem com 30 semanas ou mais cedo têm algum tipo de apneia.

Havia outras complicações, também. Os bebês prematuros tinham riscos de ter anemia, baixa pressão arterial, síndrome do desconforto respiratório, infecções diversas...

A lista era interminável e cruel, mas a alternativa era impensável.

Eles teriam de sobreviver.

~x~

"Por que diabos eles não estão falando nada?" Emmett gemeu quando bateu com o punho sobre a divisória de vidro separando a área de espera da recepção. Esme colocou a mão em seu ombro e ele desmoronou em uma cadeira próxima.

"Edward disse que nos avisaria assim que os bebês nascessem", Alice lembrou-lhe calmamente. "O médico disse que deveria ser muito rápido, tanto quanto essas coisas são. Só faz uma hora, Em."

Sentei-me ao lado de minha querida esposa e ela colocou sua mão na minha. Ela suspirou, mas eu sabia que o som não era de satisfação. Meus olhos foram para os rostos dos meus filhos. A dor e a ansiedade estavam gravadas em cada uma de suas faces.

"Alguém já verificou o Seth?" Esme murmurou suavemente. "Tenho certeza que Jasper tem as mãos cheias. Aquele menino é inteligente. Ele sabe que algo não está certo."

Alice assentiu. "Eu mandei uma mensagem para ele. Ele disse que Seth chorou até finalmente dormir. Ele continuou implorando por sua mamãe e papai e eventualmente adormeceu em seu colo."

Outros trinta minutos se passaram antes que as portas duplas se abrissem. Todas as nossas cabeças viraram. Edward – vestido com roupa de hospital – estava fazendo o seu caminho para a sala de espera.

Nós todos pulamos de uma vez e encontramos com ele no meio do caminho. Ele estava exausto e traumatizado, mas seu rosto quase parecia aliviado.

"Eu não posso ficar muito tempo. Eles não nos deixaram segurar os bebês, e Bella não está lidando muito bem com isso", ele explicou, sem fôlego. "Mas os bebês estão na UTI neonatal. Eles estão colocando-os nas incubadoras, e eles prometeram que poderemos vê-los o mais rápido possível."

"Quão pequenos eles são?" Eu perguntei, nervoso.

"Ele tem 1,190kg. Ela tem 1,210kg."

"Isso é... pouco. Isso não é pouco?" Emmett sussurrou. "Será que eles podem sobreviver?"

Os olhos de Edward brilharam com uma determinação flamejante. "Eles vão sobreviver. Óbvio que eles vão sobreviver..." Sua voz tremia de desespero. "Oh meu Deus, eles têm que sobreviver..." Suas pernas começaram a tremer, e Emmett e eu agarramos cada um de seus ombros, levando-o para a cadeira mais próxima.

"Não!" Ele rosnou desafiadoramente, empurrando-nos para longe. "Eu tenho que voltar para Bella. Tenho que..."

"Filho, não será bom para Bella se você desabar na frente dela", sussurrei com calma. "Sente-se por alguns minutos. Tire algum tempo para reunir sua coragem."

"Eu não quero que ela fique só..." Edward sussurrou urgentemente, mas me permitiu empurrá-lo para a cadeira. Ele fechou os olhos enquanto deu um suspiro longo e inclinou a cabeça contra a parede. Esme e eu tomamos assentos em cada lado dele. Sua mãe pegou sua mão – que estava nervosamente puxando seu cabelo – e segurou-a firmemente na sua.

Olhei para Alice, e sem uma palavra, ela balançou a cabeça e atravessou as portas duplas que levavam à emergência.

"A Bella não está sozinha agora", eu murmurei suavemente. "Nós sempre vamos cuidar dela. Você sabe disso, não é?"

"E vamos sempre cuidar de você", Esme sorriu calorosamente.

Emmett, que nunca tinha sido conhecido por sua sensibilidade, olhou para baixo por cima de seu irmão com toda a sinceridade. "Irmão, vai ficar tudo bem. Esses bebês são Cullens. E a mãe deles é a mulher mais forte que eu já conheci."

Seus olhos permaneceram fechados, mas Edward balançou a cabeça em concordância.

"Eu vou ligar para o Charlie e a Renee. Tenho cerca de 20 mensagens de voz de cada um deles. E eu vou ligar por Jazz e pro Seth, também. Vou contar a boa notícia", Emmett ofereceu. Edward assentiu com agradecimentos e inclinou a cabeça contra a parede mais uma vez.

"Como Seth está?" Ele perguntou, preocupado.

"Dormindo, a última vez que nós checamos. Jasper vai cuidar dele. Não se preocupe."

"Eu sei que ele vai", Edward murmurou. "Obrigado. A todos vocês... por estarem aqui."

"Onde mais nós estaríamos?" Esme sussurrou docemente, e ele apertou a mão dela enquanto ela se inclinava para beijar sua bochecha. Ele tentou sorrir, mas não chegou aos seus olhos. Meu filho estava completamente exausto.

"Eu preciso voltar. Eu não posso... eu não suporto estar longe de qualquer um deles", ele sussurrou ansiosamente. Abruptamente saltou de sua cadeira e virou-se para as portas da emergência.

Esme e eu assistimos enquanto nosso filho colocou em seu rosto uma fachada corajosa e saiu do saguão.

~xXx~

Bella PDV

"Eu quero ver os meus bebês!" Cuspi pela centésima vez. A Dra. Lauren ainda estava escrevendo em sua prancheta. Eu queria jogar a prancheta maldita pela janela.

Por que diabos não me deixavam ver os meus bebês? Havia algo de errado e eles não estavam me dizendo?

"Bella, nós vamos levá-la para a UTIN, em apenas alguns minutos", ela repetiu calmamente enquanto ela anexava a prancheta de volta na minha cama. "Eu quero que você esteja preparada para o que você vai ver..."

Imagens brilharam na mente dos meus lindos bebês deitados em uma incubadora, tubos e aparelhos ligados em toda a superfície externa de seus pequenos corpos. Meu coração se apertou, e eu tremi com a poderosa visão.

"Assim que Edward retornar..." A Dra. Lauren prometeu.

"Eu estou aqui", ele anunciou quando entrou pela porta. Ele imediatamente voou para o meu lado e beijou minha testa. Ele sorriu para mim, mas não era o sorriso que derretia meu coração. Meu marido doce estava mentalmente e fisicamente esgotado.

Sua cabeça virou em direção a nossa médica. O sorriso forçado se foi.

"Nós queremos ver os nossos bebês. Agora."

"Eu sei", respondeu a Dra. Lauren. "Mas eu quero que vocês estejam preparados. Edward..." os olhos da nossa médica se firmaram em seu rosto cansado. "Eu sei que você já trabalhou na UTIN de vez em quando, mas é diferente quando são os seus próprios filhos."

Ele exalou uma respiração irregular e segurou minha mão com força. Ele fechou os olhos e balançou a cabeça, dando-lhe permissão para continuar.

"Tudo bem. A boa notícia primeiro. Os bebês estão indo muito bem. Naturalmente, seus pulmões não estão desenvolvidos e seus pesos estão perigosamente baixos, mas apesar de tudo, eu estou muito otimista".

Ela estava otimista? Olhei para Edward, seus olhos estavam arregalados de apreensão.

A Dra. Lauren notou os olhares em nossos rostos. "Eles não estão fora de perigo. Eu não vou sentar aqui e prometer que tudo vai ficar bem, porque sinceramente, esses bebês têm uma jornada difícil pela frente. Minha maior preocupação neste momento é lutar contra a infecção e desenvolvimento pulmonar. Seus pesos vão aumentar à medida que alimentá-los por via intravenosa..."

"Por via intravenosa? Eu não posso nem alimentar meus filhos?" Sussurrei tristemente.

"Não, minha querido", Edward murmurou suavemente. "Eles não estão desenvolvidos o suficiente para serem amamentados ou alimentados com mamadeira. Nós nem mesmo vamos poder segurá-los por algum tempo."

Lágrimas brotaram dos meus olhos enquanto eu tentava imaginar não segurar os meus bebês nos meus braços. Edward colocou seu braço em volta de mim, e eu coloquei minha cabeça em seu ombro.

"Dependendo do progresso deles, poderemos ser capazes de alimentar os bebês através de tubos nasais dentro de um par de dias. Nesse momento, eu recomendaria que usássemos o leite materno", explicou a Dra. Lauren. "É extremamente útil para dar os bebês prematuros leite da mãe porque tem proteínas e anticorpos que ajudam a prevenir a infecção e incentivar o crescimento. Podemos ainda precisar complementar o seu leite com uma adição de vitaminas e proteínas."

"Isso não é problema. Eu planejava amamentar, de qualquer maneira."

"Isso é ótimo", a Dra. Lauren sorriu gentilmente. Ela deu um último olhar para a área de transferência. "Como você está se sentindo, Bella? Você tem alguma dúvida? Eu sei que você está ansiosa..."

"Eu quero ver nossos bebês", eu respondi com firmeza. Edward se levantou rapidamente e pegou a cadeira de rodas colocada ao lado da porta. Ele rolou para perto da cama.

"Edward, eu deveria realmente chamar..." a dra. Lauren advertiu. Ele a ignorou, enquanto passei meus braços em volta de seu pescoço. Ele me colocou na cadeira de rodas com cuidado antes de tomar minhas mãos nas suas e beijá-las suavemente.

"Vamos ver nossos bebês", ele sorriu de forma encorajadora. Eu acariciei seu rosto suavemente, e ele derreteu em meu toque.

"A Dra. Lauren pode não ser capaz de fazer nenhuma promessa a você," Edward sussurrou quando ele beijou minha mão. "Mas nossos bebês vão ficar bem. Você sabe disso, não é?"

Ele não esperou pela minha resposta. Ele me beijou mais uma vez antes de empurrar minha cadeira para a UTIN.

~x~

Na entrada para a unidade de UTI, nós três paramos para lavar as mãos. Edward e eu nos ajudamos a vestir uma nova roupa de hospital, máscaras e luvas.

A UTIN estava movimentado com a atividade enquanto Edward me levava para a sala. Os enfermeiros estavam correndo de forma eficiente – focados atentamente nas pequenas vidas colocadas em suas mãos. Os sons de bipes de monitores ecoavam em meus ouvidos, e eu vagamente me perguntei como os enfermeiros – e os bebês – poderiam suportar esse ruído constante. A sala estava cheia de incubadoras claras, e cada uma tinha um pequeno bebê após o outro. A Dra. Lauren apresentou-nos para as enfermeiras responsáveis, que estavam atribuídas aos nossos bebês. Elas eram ao mesmo tempo doces e amigáveis, e gostei delas imediatamente.

"Aqui estamos", Edward murmurou enquanto se acomodava na cadeira ao lado das duas incubadoras mais próximas da janela.

Menininho Cullen e Menininha Cullen.

Determinada, saí da minha cadeira. A Dra. Lauren começou a protestar, mas Edward lançou-lhe um olhar antes que ela pudesse dizer uma palavra. Ele segurou minha mão firmemente na sua e inclinou-se para que nós conseguíssemos dar uma olhada melhor. Minha respiração ficou presa na minha garganta com um suspiro audível.

"Amor?" Edward perguntou ansiosamente. Segurei sua mão com força enquanto eu olhava para as incubadoras.

"Não, eu estou bem", eu assegurei a ele. "Só... eles são apenas... tão pequenos..."

Eu nunca tinha realmente considerado o quanto 1kg poderia ser. Eu tinha visto os bebês brevemente logo após o nascimento apressado, mas as enfermeiras tinham os levado antes que eu pudesse dar uma boa olhada.

Suas peles eram quase transparente, e os vasos sanguíneos eram visíveis através do véu fino de pele. Tubos de plástico estavam conectados a cada um dos seus corpos minúsculos em diversos padrões. Eu queria saber a finalidade de cada fio ofensivo e a máquina que estava ligada em nossos bebês, e Edward pacientemente respondeu a cada pergunta que fiz.

"Eu sei que eles parecem fracos e frágeis," Edward passou os braços em volta de mim e sussurrou em meu ouvido. Sua voz o traiu, e suas palavras tremiam quando ele tentou me consolar. "Mas a aparência deles é realmente muito normal para os bebês nascidos prematuramente."

"Eles são lindos", eu respondi simplesmente. "Mesmo tão vermelhos e pequenos como eles estão..."

"Eu sei", Edward concordou com convicção.

"Podemos tocá-los?" Eu perguntei em voz baixa. Edward olhou para a médica com expectativa. Parte de mim estava morrendo de medo de chegar muito perto com medo de machucá-los. A parte materna estava implorando por qualquer tipo de contato.

"Você não pode segurá-los ainda", explicou a Dra. Lauren. "Mas você pode tocar através da incubadora. Você certamente deve tentar isso. Alguns prematuros não estão pronto para ser tocados. Alguns não estão desenvolvidos o suficiente para entender a estimulação tátil, mas eu acho que devemos dar uma chance. É bom para todos, se vocês puderem manter esse vínculo de alguma forma um com o outro."

"Com as luvas?"

A Dra. Lauren assentiu. "Para ajudar a prevenir infecções, sim. E conversar com cada um deles. Esses bebês chutavam muito quando Edward falava com eles no útero. Vamos ver como eles reagem a suas vozes."

"Juntos", sussurrei urgentemente. Edward não precisava de explicação, e manteve um braço envolvido em volta da minha cintura, sua mão com a luva rastejou através do buraco do lado da incubadora de nosso filho. Meus próprios dedos deslizaram através da abertura para a nossa filha. Nós sorrimos encorajando um ao outro enquanto tocamos nossos bebês pela primeira vez. Nós mal acariciamos seus dedos minúsculos, prontos para soltá-los se eles mostrassem qualquer sinal de perigo. Os monitores buzinaram ao mesmo tempo.

"Oi bebês", sussurrei através das minhas lágrimas não derramadas. "Vocês vieram tão rápido que não tive tempo para decidir seus nomes." Nós acariciamos para cima e para baixo em suas mãos, tendo o cuidado de observar os rostos dos bebês para qualquer sinal de desconforto.

"Vocês estão indo muito bem, gente..." Dra. Lauren murmurou suavemente. "Eu vou fazer uma checagem com a enfermeira. Eu já volto."

A voz de Edward estava calma e adorável quando ele sussurrou suavemente para nossos bebês, dizendo a cada um deles o quanto os amava. Dissemos a eles sobre o resto da família e como estavam todos ansiosos para conhecê-los. Nós conversamos com eles sobre seu berçário, o tempo... qualquer coisa inconsequente apenas para dar-lhes a oportunidade de se familiarizar com os sons de nossas vozes e nos dar a chance de nos relacionar com os nossos bebês. Meus braços doíam para segurar meus bebês, mas eu sabia que teria que esperar. Depois de um tempo, Edward e eu trocamos de incubadoras, e continuamos nossas divagações tranquilas.

Passamos horas na UTIN, apenas sussurrando e acariciando e olhando para os nossos filhos, até que a Dra. Lauren finalmente sugeriu que eu precisava descansar um pouco.

"Você tem que cuidar de si mesma, também, Bella. Esses bebês precisam que você esteja saudável."

"Eu não quero que eles fiquem sozinhos", sussurrei para Edward. Seus olhos brilharam ao olhar para nossa médica.

"Eles não têm de ficar," a Dra. Lauren concordou. "Com a exceção de vocês dois, eu vou permitir que um membro da família em um momento fique na UTIN. Sei que vai lhes trazer mais conforto, e isso lhe dará a chance de cuidar de si e descansar adequadamente."

"Obrigado", Edward murmurou com entusiasmo.

"Nós vamos estar de volta muito em breve", sussurrei para cada bebê. "Nós amamos vocês."

"E nós vamos escolher seus nomes. Nós prometemos", Edward prometeu enquanto acariciava as mãos dos nossos bebês uma última vez antes de ajudar-me a voltar para a cadeira de rodas e me empurrar de volta para o meu quarto.

~x~

"Eles são tão bonitos", sussurrei contra o peito de Edward. Nós tínhamos desafiado as instruções da enfermeira, e logo que ela saiu do quarto, Edward subiu na pequena cama e me puxou para o seu peito. Eu me aconcheguei confortavelmente em seus braços, tentando desesperadamente relaxar. Nossos bebês estavam em boas mãos. Cada membro da família Cullen trocou de turno na UTIN durante toda a noite.

"É claro que eles são", ele respondeu, e eu poderia dizer que ele estava sorrindo. Um sorriso real pela primeira vez em horas. "Olhe para a mãe deles."

Mas eu não me sentia bonita. Nem um pouco. Meu coração estava vazio e cheio de culpa.

Não era algo que eu precisava dizer para ele.

"Edward... Eu sin... sinto muito", eu gaguejei, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. A culpa tinha me torturado por horas, mas eu a ignorei, porque estava com muito medo pelos meus bebês. Agora que as coisas estavam relativamente calmas nessa área, eu me dei permissão para deixar a culpa e o ódio derramarem através de mim.

"Não se atreva a se sentir culpada", ele murmurou suavemente, pressionando os lábios contra a minha testa. "Você não fez nada errado, querida. Foi um acidente."

"Eu poderia ter perdido..." A ideia era muito angustiante até imaginar, e eu enterrei meu rosto em seu peito.

Sua respiração acelerou. "Shh... Está tudo bem, querida. Tudo vai ficar bem. Não pense nisso. A Dra. Lauren disse que eles estão bem tanto quanto se pode esperar. Melhor que em alguns casos. Sobre o toque, por exemplo. Bebês que são prematuros geralmente não estão prontos para ser tocados. Nós realmente fomos capazes de sentir nossos bebês. Eu vi prematuros em 33 semanas que não poderiam tolerar a sensação do toque de sua mãe. O fato de que nossos bebês podem é muito, muito encorajador."

"Sério?" Eu sussurrei, sentindo remorso imediato pelas mães. Quão terrível deve ter sido para elas serem incapazes de tocar o seu filho.

"Sério," Edward confirmou. "Esta UTIN é a melhor do estado. Nossos bebês estão em mãos muito capazes. Vai ser difícil por um tempo. Isso é inevitável. Mas eles podem fazer isso. Levaremos nosso bebês para casa e vamos ser uma família. "

Eu fiquei pensativa. "Então, você não está preocupado?"

Edward suspirou baixinho.

"Eu não diria isso", admitiu. "Eu vou ficar preocupado, até que os levemos para casa. Mas estou confiante em nossa médica e nas enfermeiras. Estou confiante na força de nossos bebês. E eu estou confiante pela nossa família."

Gostaria de saber se ele foi sincero em sua confiança, ou se ele estava apenas tentando me manter calma e aliviar a minha culpa. Eu olhei para seu rosto bonito. Olheiras tinham se formado sob seus olhos, e seu cabelo despenteado estava selvagem devido ao seu hábito nervoso de correr os dedos por ele. Mas seu rosto parecia sereno. E tomei o conforto em sua expressão.

"Nós realmente devemos escolher os nomes," Edward sorriu para mim. "Você tem certeza que Seth e eu não podemos o chamar de Peter Parker Cullen? Isso realmente soa tão bem."

Revirei os olhos e ri. "Eu poderia viver com Peter. Ou Parker. Mas não com a combinação."

"Peter Cullen. Parker Cullen. Hmm... nomes do meio?"

"Eu estava pensando em algo de cada lado da família," eu admiti. Nós ficamos obcecados, e Edward, na verdade, pegou um bloco e uma caneta e começou a escrever variações de todos os nomes que estávamos considerando.

"Ah, eu adorei esse!" Exclamei animadamente enquanto olhei para a página.

Peter Charles Cullen.

"Sim?" Ele sorriu para mim. "Bem, seu pai e nosso filho ficarão felizes."

Eu ri baixinho. "Ok, agora para nossa menina... Será que devemos ficar com a coisa de gêmeos? Ambos os nomes começando com a mesma letra? E definitivamente algo do seu lado da família agora ..."

"Hmm," Edward meditou. "Nomes de garotas que começam com P..." Nós dois olhamos um para o outro. Estávamos completamente sem opções.

"Espere! Eu sempre carrego esse livro de nomes de bebês na minha bolsa. Será que Alice trouxe a minha bolsa?"

Edward saltou da cama e se dirigiu para o canto da sala. Com certeza, minha bolsa estava lá. Ele procurou na bolsa e depois sorriu triunfante quando puxou o livro de nomes de bebês.

"Priscila... Penelope... Patsy..." Ele se acomodou ao meu lado quando ele virou as páginas gastas. "Petúnia... Pressley... Paige..."

"Paige!" Eu sussurrei animadamente. "Peter e Paige?"

"Eu gostei", ele sorriu feliz e começou a escrever furiosamente no bloco de notas. "Ok, então o meu lado da família. Paige... o que?"

E era tão óbvio, que eu não pude deixar de sorrir.

"Alice Paige," eu anunciei orgulhosamente.

"Alice Paige." Edward sorriu. E então eu assisti com fascinação enquanto ele escreveu os nomes dos nossos bebês em uma folha de papel.

Peter Charles Cullen.

Alice Paige Cullen.

Peter e Paige Cullen.


N/T: Esse foi o meu último capítulo nessa fic, e adorei traduzir mais uma vez para vocês. O capítulo me deixou tensa, temi pelos bebês, mas no final tudo está dando certo. Amei os nomes deles também. Acho Paige um nome lindo! Beijos meninas, e obrigada Neni por me dar a oportunidade de traduzir essa fic maravilhosa xx LeiliPattz