O SENHOR DOS DRAGÕES
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, pertencem a Masami Kuramada e a Toei Animation. Personagens como Aishi, Eraen, as valkirias, Amélia, Aaron, Cadmo e Alana são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
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Dama 9 e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!
Boa Leitura!
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CAPITULO 36: Um dia como outro qualquer.
.I.
Com olhos tristes ela o viu se afastar pela campina florida. Era doloroso saber que a próxima vez que passasse por ali, provavelmente não o veria mais. Suspirou pesadamente, aquela não seria a primeira tampouco a última vez em que veria sua imortalidade como uma maldição.
Virou-se e começou a caminhar para longe dos Elíseos, até ter seu caminho interrompido pela figura sombria de Hades. Os orbes verdes e frios, com um brilho quase vítreo fitaram-na com desaprovação.
-O que quer, Hades? –Harmonia falou pondo-se em defensiva.
-Porque esta fazendo isso a si mesma? – ele indagou, o maxilar contraído e os punhos serrados denotavam sua irritação por ter passado tanto tempo pensando naquele assunto sem encontrar uma explicação.
-Do que se refere? – ela indagou inocentemente.
-Você sabe muito bem do que estou falando, Harmonia; Hades respondeu.
-Pessoas nascem e morrem o tempo todo, não cabe a nós mudarmos sua natureza; a jovem respondeu.
-Pouco me importa aqueles que nascem e morre, estou falando de você; ele exasperou. –Porque a cada século a vejo aqui, despedindo-se desse mortal, sofrendo ao vê-lo partir, para no século seguinte à mesma coisa acontecer? Ou pior, seus caminhos não se cruzarem por longas gerações, enquanto o destino dele se ata ao de outra pessoa?
-Hades, se você soubesse que Cora iria morrer amanhã, o que você faria? –ela rebateu, vendo a indiferença abandonar o olhar da divindade para dar lugar a um temor que aparentemente vinha pairando sobre eles, mesmo que jamais fosse admitir.
-Eu...;
-Não me responda, eu entendo; Harmonia falou com um sorriso triste. –Primeiro tentaria encontrar uma forma de evitar isso, não conseguindo, faria de tudo para aproveitar os últimos segundos junto a ela. Assim é a vida Hades, da mesma forma que não posso mudar a natureza humana, que sente a dor pela perda, não posso mudar a minha, que é vive-la a cada geração;
-Mas...;
-Eu o amo mais do que minha própria vida Hades, mas tenho que deixá-lo partir, como um mortal ele tem a chance de construir uma nova vida, conhecer novas pessoas e sentir coisas novas. Não esta no meu direito impedir isso. Eu não... não poderia; ela terminou num sussurro.
-Acho que entendo...; ele balbuciou contrariado.
-Quem sabe algum dia as coisas sejam diferentes, mas até lá, serão assim; Harmonia sentenciou, passando por ele, para em seguida desaparecer.
-x-
Respirou fundo, passando a mão pela face, apartando as lágrimas que ainda caiam. Deixou o manuscrito sobre a mesa novamente, enquanto recostava-se sobre a poltrona, exausta.
Embora sempre houvesse gostado de ler de tudo, jamais pensou que se sentiria tão desgastada ao ler parte do manuscrito que Aaron estava escrevendo. Levantou-se da poltrona, enquanto aproximava-se das portas abertas para a sacada.
De onde estava podia ver o imenso jardim de tulipas e gérberas que cobriam a frente da mansão como um imenso tapete vermelho. Era difícil de acreditar que apenas uma semana havia se passado desde que tudo aquilo havia acontecido.
Relanceou um olhar para baixo, vendo Aaron conversar com Ares. Em algum momento naquela semana os dois haviam se reencontrado, era estranho vê-los conversando agora depois de tanto tempo e de tantas coisas que haviam acontecido.
-Com licença; a voz de Eraen soou vinda a porta.
-Estou aqui; Alanis avisou, logo viu a jovem de melenas lilases passar pelas portas da sacada indo encontrá-la.
-Você esta ocupada? –ela perguntou.
-Não, eu estava lendo, mas vim tomar um pouco de ar; Alanis respondeu, apoiando os braços no balaústre a sua frente.
Quando conhecera Eraen alguns anos atrás nunca a vira tão relaxada como agora. Por ser a única ponte de ligação entre o Santuário e o Extremo Norte, suas responsabilidades para com as Terras Livres eram um farde muito pesado para carregar. Suas visitas ao Santuário eram sempre rápidas, mas não havia uma única vez em que ela não estivesse com Ares.
Os dois sempre pareceram se dar bem, alias, as especulações sobre um relacionamento entre ambos eram muitas, embora ninguém nunca tivesse visto algo que o confirmasse.
Eraen sempre fora muito educada e gentil com todos, como se não notasse ou tampouco fosse afetada pela inveja que despertava principalmente em algumas amazonas.
Como Aaron mesmo dissera certa vez, por mais que fosse amiga de Lya, não conhecia todas as facetas da amiga e acreditava que jamais a conhecera realmente, levando-se em conta as coisas que Aaron havia lhe contado durante a semana.
-Um ar? Sei...; ela falou com um sorriso nem um pouco inocente.
-Claro que sim...; Alanis parou ao vê-la indicar algo com a cabeça.
Seguiu a direção que ela indicava e sentiu a face corar ao ver que mesmo lá de baixo, com Aaron conversando com Ares, parte da atenção do cavaleiro permanecia dividida, levando-se em conta que ele estava olhando em sua direção agora.
-Ahn! Bem...; ela balbuciou.
-Como andam as coisas entre vocês? –Eraen perguntou, dando as costas a paisagem e encostando-se no balaústre.
-Indo; Alanis respondeu dando de ombros.
-Nossa, quanta animação; ela falou estarrecida.
-Poderia ser pior; a amazona respondeu, apoiando o quadril no balaústre e fitando-a de lado. –Nós conversamos bastante e ele até me deixou ler o manuscrito que estava escrevendo...;
-Mas? –Eraen indagou, vendo-a balançar a cabeça com um olhar triste.
-Preferia que ele tivesse gritado comigo e me chamado de idiota, porque é exatamente isso que eu fui nos últimos anos. Uma idiota estúpida, que agia como se o centro do universo fosse o próprio umbigo; Alanis completou.
-Então seria melhor ele não publicar esse livro, se o manuscrito já causa isso nas pessoas; ela tentou brincar, para aliviar a tensão.
-Você não entende, aquele manuscrito se chama "Anjo de Gelo"; Alanis falou, voltando-se para ela. –Apenas um dos volumes que compõe uma saga, esse era o que ele vinha escrevendo nos últimos anos com a ajuda de Freya, para contar a história sobre Aishi e Kamus; ela completou, sentindo um gosto amargo na boa.
-Eu me lembro de Harmonia, uma mocinha interessante devo dizer. Pena que não tivemos muito tempo para nos conhecer, ela sempre estava com Freya e eu bem, estava em todos lugares ao mesmo tempo em que não estava em nenhum; ela completou dando de ombros. –Mas o que tem isso?
-Durante muito tempo pensei que fosse ela a estar com Aaron, porque os vi juntos no Santuário, quando nossos pupilos foram sagrados e durante todo esse tempo fui uma idiota por ter afastado Aaron de mim e jogado a culpa nela, quando a única culpada era eu.
-Bem, isso sim pode ser um problema; Eraen falou, pensativa. –O que ele disse depois que você leu o manuscrito?
-Que seria a última vez que ele iria falar sobre o passado e que não admitiria qualquer ofensa dirigida a Harmonia, tampouco a Freya; ela respondeu, lembrando-se do ciúme que engolira quando o ouvira dizer isso, sabendo que não tinha direito algum de exigir-lhe nada, não depois de tudo.
-E você esta assim porque? –ela indagou.
-Uhn?
-Até onde eu entendi, Aaron lhe deu a chance de saber com todos os detalhes sobre o passado, o fato de não querer falar mais sobre isso, é porque ele quer colocar uma pedra de vez em todos os desentendimentos e começar de novo. Agora não entendo porque você esta assim;
-Por minha causa ele e Cadmo se afastaram;
-Bobagem menina, aqueles dois são tão amigos que nem mesmo a morte os separaria por tanto tempo; Eraen falou sorrindo. –A amizade que eles tem esta acima de qualquer desavença, mesmo que você e Cadmo tivesse levado mais longe aquela farsa de casamento, eles ainda seriam amigos. Duvido muito que alguém algum dia, seja capaz de se colocar entre eles. Então eu pergunto, qual o verdadeiro motivo de você estar assim?
-Eu, bem...; ela balbuciou, baixando os olhos.
-Acabaram-se as desculpas; Eraen falou dando um pesado suspiro. –Alanis, você ainda esta tão presa nas besteiras que fez que não esta conseguindo ver as novas oportunidades. Pare de colocar obstáculos em sua relação com Aaron e viva um dia de cada vez. Não busque explicações para isso, esta bem; ela completou dando um tapinha conciliador sobre seu ombro, antes de afastar-se do balaústre ao mesmo tempo em que ouviam a voz do aquariano na porta.
Rapidamente ela virou-se para baixo, procurando por ele, mas no local que o vira, só podia ver Ares agora. Voltou-se para Eraen, mas a mesma parecia ter desaparecido como por mágica, sem que ao menos houvesse notado.
-Pensei que você fosse descer; Aaron falou entrando na sacada, vendo-a enrubescer instantaneamente.
-Eu... Pretendia; ela mentiu.
A verdade era que não sabia como encarar o cavaleiro de novo após tudo que havia lido, fora libertador a conversa que tinha com Eraen e quase se sentira pronta para falar com ele, mas pelo visto, as Deusas do Destino não queriam que se apegasse muito ao "quase".
-Então vamos; ele falou estendendo-lhe a mão.
Lançou um olhar hesitante para o cavaleiro, mas lembrou-se das palavras de Eraen, era hora de parar de colocar obstáculos aonde não devia. Contendo a respiração, pousou a mão sobre a do cavaleiro e deixou-o guiar para fora do cômodo.
.II.
Dobrou cuidadosamente a camisa, antes de colocá-la dentro da mala, fechou o zíper e ergueu-a da cama. Lançou um rápido olhar para o quarto, olhando para ver se não estava esquecendo de nada, foi quando viu um estojo preto sobre a penteadeira.
Estranho, não havia notado aquilo lá antes. Mas o que será que era? – ele se perguntou. Deixou a mala novamente sobre a cama e deu a volta. Pegou o estojo nas mãos e abriu-o.
Prendeu a respiração ao ver um belo colar de esmeraldas brilhar sobre uma almofada de veludo dentro do estojo. Notou um pequeno cartão sobre o mesmo.
Deixou o estojo sobre o tampo da penteadeira, antes de abrir o bilhete, ao passar os olhos pelas palavras ali escritas, sentiu como se a voz do cavaleiro ecoasse em sua mente.
"-Considere como um presente adiantado de casamento... Não que eu espere ser o padrinho, é claro... Ass.: Mú".
Um fino sorriso formou-se em seus lábios, enquanto balançava a cabeça levemente para os lados.
-Moleque atrevido; ele resmungou, guardando o cartão, pegou o estojo e a mala, para em seguia deixar o quarto. Certas coisas jamais iriam mudar; ele pensou, enquanto ia procurar por Alana, para que pudessem partir.
.III.
Itália / Verona... Proximidades do Palazzo Rossini.
Estacionou o carro no meio fio, por sorte a estrada não estava movimentada naquele fim de tarde. Pegou o mapa que deixara sobre o banco do passageiro e avaliou-o criticamente.
Já faziam tantos anos desde a última vez que fora visitar Giovanni no Palazzo, que não estava confiante de chegar logo a casa do amigo, provavelmente iria acabar se perdendo no caminho; ele concluiu.
Girou o mapa para todos os lados, até desistir de identificar as ruas. Jogou ele de volta ao banco, quando notou uma placa no acostamento, avisando de que a poucos quilômetros iria encontrar uma parada.
Deu de ombros, antes de ligar o carro novamente, era melhor fazer uma parada e pedir informação, ou até mesmo aproveitar para ligar para Giovanni, antes que seu celular ficasse sem bateria; ele pensou, seguindo em frente.
Poucos quilômetros depois, surpreendeu-se ao encontrar uma pequena vila. Havia pensando que encontraria um posto, ou até mesmo alguma borracharia, nunca uma vila que cortava a estrada.
Diminuiu a velocidade e atravessou a praça principal, as ruas eram de pedras e as pessoas que trafegavam ali, pareciam calmas e sem pressa. Estacionou em frente a um café, que pareceu-lhe aprazível.
Trancou o carro, trazendo consigo apenas o mapa. Puxou uma cadeira das mesas vazias na parte de fora. Deixou os orbes correrem a sua volta, fazendo uma rápida verificação do local, antes de pegar o cardápio.
-Ora! Ora! Que surpresa mais... Surpreendente! – uma voz conhecida chegou até si.
Sentiu imediatamente um arrepio de reconhecimento cortar suas costas e por um momento, temeu baixar o cardápio. Respirou fundo e recriminando-se pela covardia, voltou-se em direção a voz, para descobrir vergonhosamente, que não conseguia emitir uma palavra sequer, não diante daquele par de orbes verdes que o fitavam com desafio e algo mais, que não sabia como definir.
-Di-di-Diana; ele balbuciou, fitando-a estarrecido.
.IV.
Recostou-se no tronco da árvore, vendo Anieri e Adélia treinarem com Hórus e Nat. Tudo parecia estar caminhando normalmente agora. Em breve os elfos iriam deixar Asgard e pelo que andara ouvindo, uma boa parte deles seguiria para Ehnoryen, a lendária Terra dos Dragões, que parecia ter emergido dos destroços e estar de volta novamente, como o próprio Senhor dos Dragões; ela pensou, com uma leve pontinha de desgosto.
Não que tivesse algo contra isso, apenas sentia-se irritada por ter lidado com tão pouco caso, com as histórias de Leda e Ceres sobre ele, e constatar que o Dragão Negro não apenas existia, como o vira lutar contra Kari no Campo de Gelo.
Suspirou cansada, sempre se orgulhara de ser uma fonte confiável para que a irmã mais nova pudesse se apoiar, que lhe envergonhava saber que no fim, Ceres e Leda estavam certas e que ela deveria ser menos cínica; Coralina completou revirando os olhos, enquanto cruzava os braços em frente ao corpo.
-Ficar se martirizando não irá lhe levar a canto algum; a voz de Shido chegou até seus ouvidos, fazendo uma veinha saltar em sua tempora.
-Isso não é da sua conta; ela resmungou, vendo Ceres se aproximar das duas valkirias com Sisi a seu lado.
-É, quando você esta deixando a todos preocupados; ele ressaltou.
-Não pedi que se preocupassem comigo; ela rebateu enfezada, descruzando os braços e afastando-se da árvore, indo em direção ao bosque a suas costas.
-Coralina, deixe de ser infantil; o Guerreiro Deus exasperou.
-E você, me deixe em paz; a valkiria reclamou, mas antes que pudesse se afastar, sentiu-o segurar-lhe o braço, puxando-o para perto de si. –Me solta;
-Não até me escutar; ele falou em tom serio, sem admitir contestação.
-Fale; ela rebateu desafiadoramente.
-Você esta agindo como uma criança mimada ao ser contrariada; ele falou, vendo-a bufar exasperada. –Todos cometemos erros, julgando premeditadamente, sem levar em conta fatores importantes; ele falou, vendo-a estancar e empalidecer ao lembrar-se da flecha que acertara em Amélia, simplesmente por não racionalizar no momento.
-Me solta; ela agitou-se, tentando se afastar.
-Xiiiii.... Não tinha a intenção de te lembrar disso; Shido falou, enlaçando-a pela cintura, impedindo-a de se afastar, ao estreitá-la entre seus braços. –Só quero que você saiba que todos cometemos erros, mas você por conta disso está se afastando de Ceres e ela esta sofrendo com isso;
-Ceres; ela balbuciou.
-Por mais difícil que seja admitir que cometeu um erro, é melhor do que afastar aqueles que ama; ele completou.
Voltou-se para o local onde vira a irmã com Sisi, notou as valkirias falarem algo e rirem em seguida, porém notou que a irmã, apesar de estar com elas, não parecia feliz e sim, alheia a tudo aquilo. Sentiu o coração se apertar. Fora egoísta, por não admitir que estava errada e permitir que a irmã soubesse, acabara afastando a única pessoa que jurou, jamais permitir que alguém ferisse.
-Agora entendo; Coralina murmurou, hesitante, ergueu os orbes na direção do cavaleiro e sobressaltou-se ao deparar-se com a face dele tão perto da sua, que sentia a respiração quente chocando-se contra si. –Ahn! Obrigada, eu...;
Suas palavras morreram no instante que sentia os lábios do cavaleiro cobrirem os seus num beijo intenso. Agarrou-se aos braços dele, quando suas pernas enfraqueceram e suportar seu próprio peso tornou-se impossível.
Mal notou o som do vento a mover o galho das árvores, tampouco os dois lobos que passaram correndo por eles e iam perder-se em meio ao bosque.
Quando ele afastou-se, abriu os olhos hesitante, sentindo a face corar, ficando tão ou mais vermelha que seus cabelos.
-Agora deixe de pensar besteiras e vá falar com Ceres; ele completou com um sorriso malicioso, antes de afastar-se.
-O que? – ela balbuciou, apoiando-se contra a árvore, quando ele apenas acenou.
Cerrou os orbes perigosamente ao compreender o que ele fizera com tudo aquilo, virou-se rapidamente para pegar seu arco e acertar aquele bastardo bem no traseiro, para ele aprender a não lhe distrair mais, mas quando procurou por ele, o arco não estava mais lá.
-SHIDO! –ela gritou irritada, ouvindo o cavaleiro rir, antes de sumir de sua vista, levando seu arco e aljava com ele.
.V.
Mais um ciclo lunar estava findando, as águas do mar chocavam-se bruscamente contra as pedras da encosta, em breve a maré subiria novamente ocultando as cavernas que existiam na encosta rochosa.
No comprido balcão de sua sala, podia observar todo o vilarejo aos pés do castelo e por conseguinte as ilhas que estavam a sua volta. Deu um baixo suspiro, enquanto sentia o cheiro da brisa marinha chegar até si.
Uma semana já havia se passado e com ela, as enxaquecas insuportáveis também haviam partido. Era difícil de acreditar que isso era realmente possível dado ao fato de que, ironicamente, havia se acostumado com elas nos últimos anos.
Apoiou o quadril no beiral de balaústres, enquanto ouvia os passos de Cassandra se aproximando. A senhora idosa deteve-se nas portas de vidro que a levariam ao balcão.
-Emmus;
-Sim? – ele indagou, voltando-se para ela.
Nos últimos quinze anos Cassandra parecia não ter envelhecido mais do que um ano ou dois, embora soubesse que sua idade muito diferia da de uma pessoa comum, às vezes pegava-se pensando se consigo seria assim também. Se chegaria um momento em que o tempo iria correr de maneira diferente para si e iria envelhecer mais lentamente, como foi com Axel e era com Cassandra.
Embora soubesse que a senhora era governanta de Dream Village desde a época em que Axel assumira La Rochelle com quase vinte anos, sabia bem que, quando lhe conhecera, ele não aparentava ter mais do que sessenta anos, quando a verdade era bem diferente.
-Seus convidados chegaram; Cassandra respondeu, vendo-o assentir, embora evidentemente sua mente estivesse longe. –Tem alguma coisa lhe incomodando, menino, o que é? – ela indagou, aproximando-se dele.
-Besteira minha; ele respondeu, balançando a cabeça levemente para os lados, tentando afastar os pensamentos. –Onde eles estão?
-Na sala azul; ela respondeu, referindo-se a sala de recepção logo na entrada do palácio.
-Ótimo, e Alexandra?
-Aqui; a madrinha respondeu entrando no balcão.
-É melhor irmos então; Emmus respondeu afastando-se do balcão.
-O que devo fazer agora? – Cassandra indagou.
-Talvez seja bom contatar MacGregor, provavelmente algum deles irá precisar de assistência médica depois da conversa que teremos; Emmus respondeu com humor negro. –Afinal, não tem um jeito fácil de dar a noticia; ele completou, vendo Alexandra assentir e seguir com ele para fora do escritório.
Observou-o se afastar e deu um pesado suspiro, antes de lançar um rápido olhar para o porta-retratos sob a mesa de cedro, onde podia ver as faces sorridentes dos três Considini. Não conseguia se lembrar de ver Axel tão feliz quanto naqueles tempos.
-Onde você estiver Axel Considini, certamente deve estar muito satisfeito por ver o homem que ele se transformou, contrariando todas as possibilidades; Cassandra falou, antes de deixar o cômodo, com a intenção de contatar o médico como Emmus pedira, mal notando a imagem que desvanecia-se entre os raios solares, deixando o local que ocupara, bem ao lado do porta-retratos.
-o-o-o-o-o-
Os longos cabelos castanhos agitaram-se enquanto a jovem atravessava o campo florido da Terra de Eldar. O sorriso cristalino em seus lábios era contagiante e uma pequena amostra de toda felicidade que sentia.
-Ainda acho difícil de acreditar que Freya tomou essa decisão; Athys murmurou, vendo o Guerreiro Deus de Asgard se aproximar da jovem, enlaçando-a pela cintura, guiando-a com ele para a casa que estavam ocupando em Alfhein.
-Não, eu não acho; Freyr respondeu, lançando um rápido olhar para a nora. –Apesar de minha irmã ser totalmente imprevisível, consigo entender seus motivos por ter permitido que aquela menina vivesse na Terra em seu lugar;
-Uhn? –ela murmurou confusa.
-Lembro de quando esse rapaz veio até mim, pedindo que a prima pudesse ficar sob os cuidados de Eldar e deixasse Asgard, antes que as guerras começassem. Na época achei estranho que ele pedisse isso, ainda mais porque Amélia era uma valkiria. Entretanto, pude ver algo mais o preocupando, havia muita dor e ressentimento em seu coração quando me pediu aquilo; Freyr falou, acomodando-se melhor no banco de cedro que estava ao lado da nora. –Nunca pensei que ele fosse querer para si o poder da espada de Odin, no começo seus motivos podem até ter sido nobres, mas à medida que a ambição aumentava e a influência do Anel pesava sobre o coração de todos os cavaleiros, isso se perdeu, deixando apenas aquele desejo incontrolável de fazer todos se curvarem a suas vontades;
-Mas Freyr...;
-Eu sei, vendo-o desse jeito com a menina, não podemos dizer que pouco tempo se passou, não é? – ele falou fitando a elfa com um fino sorriso nos lábios. –Essa é mais uma prova de que as pessoas mudam e pequenos milagres podem acontecer. Sei que Freya viu isso também, a capacidade que ele teve em mudar e lutar pelo que é certo, embora jamais vá admitir isso. Agora, qualquer um pode ver o quanto ele ama essa menina e acredito que Freya também viu isso e sentiu sua dor ao saber que jamais a reencontraria;
-E onde Freya esta agora? – Athys indagou curiosa.
-Não sei; ele respondeu com simplicidade, enquanto erguia os orbes rosados para o céu. –Mas espero que onde estiver, esteja feliz...; ele respondeu, dando um tapinha conciliador no ombro da nora antes de levantar-se e com um aceno de mão, partir.
Agora com o coração leve e sem preocupações, porque em seu intimo, sabia que a irmã encontrara seu caminho, independente de onde estivesse e que agora, existiam mais guardiões sobre aquela Terra, para dividir o fardo que ela, por tantos séculos insistira em carregar sozinha.
.V.
Alongou os braços, enquanto atravessava o portal do vilarejo das amazonas, rumo aos templos. Ainda era cedo, mas provavelmente Saori já estaria acordada. Ansiosamente começou a subir os templos, não sem antes parar em frente ao primeiro, esperou sentir a presença do guardião ali, mas decepcionada, não sentiu nada.
Voltou a subir as escadas. Uma semana já se passara e Mú ainda não voltara de viagem, parecia que um século havia se passado desde que o vira em Asgard pela última vez. Naquela semana ficara sabendo por intermédio de Shina e Marin o que ocorrera no Santuário desde que partira para Asgard.
Deu um pesado suspiro, sentindo o coração pesado, não apenas pela saudade, mas pela culpa também, sabendo que mesmo longe ele havia se preocupado consigo, quando não lhe dera noticias nem ao menos de sua partida.
Só esperava que, quando ele retornasse pudesse lhe contar tudo que aconteceu de uma vez, sem ficar escondendo mais nada e correndo principalmente o risco de ser rechaçada por isso; ela pensou aumentando o passo.
Mal chegou a Gêmeos quando ouviu o som de vozes alteradas, franziu o cenho, normalmente à essa hora Saga estaria no templo de Leão tomando café com Litus, mas com quem ele estava discutindo daquele jeito? Ou talvez não fosse ele; ela concluiu ao ouvir a voz de Celina.
-É melhor você voltar agora para o último templo; o geminiano falou.
-Não vou e você não manda em mim; Celina rebateu, dando-lhe as costas.
-Oras! Onde já se viu ir treinar com essas roupas? – o geminiano rosnou enfurecido, colocando-se no caminho da jovem.
-Os gregos da antiguidade treinavam com bem menos, alias, quase nada e ninguém nunca reclamou; Celina respondeu em tom de provocação, tentando passar por ele.
Inferno, o que ele queria com aquilo. Não era como se estivesse indo fazer topless no Colisseu, só porque estava vestindo um top justo que marcava as curvas do busto e uma calça de nylon normalmente usada para exercícios que deixava o umbigo de fora, ele parecia estar diante da próxima Guerra Santa.
-Mas não estamos na antiguidade e você vai subir agora e colocar outra roupa; Kanon exasperou.
-Não vou e você não pode me obrigar; Celina bateu o pé.
Oras! Só porque ele quer que iria deixar de usar as roupas que Laura lhe dera apenas porque estava no Santuário, embora estivesse lidando com cautela com o pai, decidira agir por conta própria agora, sem ficar segurando seu gênio apenas porque alguns achavam que tinha de ser assim. O mestre mesmo lhe dissera que deveria agir no próprio tempo e da forma que melhor se sentisse bem.
-Eu não apostaria nisso e...;
-Bom dia; Mia falou, terminando de subir os degraus bem a tempo, antes que Kanon pudesse tomar alguma atitude impensada a julgar pela forma que as unhas de Celina pareciam mais longas que o comum.
Arqueou a sobrancelha levemente, pelo visto a garota não precisava de ninguém para defendê-la, a julgar por sua postura tensa de quem estava prestes a atacar ao menor movimento do cavaleiro.
-Bom dia; Celina respondeu sorrindo graciosamente para ela.
-Vai treinar agora cedo, Celina? –ela indagou, vendo Kanon responder o cumprimento com um resmungo.
-Estou indo até o observatório. Como Yuuri esta afastada, vou ajudar a colocar em ordem as coisas, pelo menos até o mestre voltar de viagem; ela explicou.
-E ahn... Como está o Mú? –Mia perguntou hesitante.
-Muito bem; ela respondeu com um sorriso que dava pouca margem a especulação. –Bom, se você me da licença, eu tenho que ir agora; ela completou, mas antes que pudesse dar um passo, Kanon colocou-se sua frente.
-Você não vai até lá em baixo vestida assim; ele avisou.
-Verdade? Eu não apostaria nisso; ela rebateu usando as mesmas palavras dele e antes que Kanon pudesse ao menos abrir a boca, ela havia desaparecido, indo surgir aos pés da escadaria do templo de Touro.
-Celina, volte aqui! – o geminiano chamou, mas a jovem apenas deu de ombros, antes de seguir em frente. –Oras! Mestre Shion vai ser informado sobre isso; ele resmungou ameaçando segui-la, mas deteve-se ao ouvir a amazona a seu lado desatar a rir. –Não consigo ver a graça nisso tudo? – ele falou arqueando a sobrancelha.
-Você tem noção do que acabou de falar? – Mia falou, enxugando algumas lágrimas que caiam do canto de seus olhos, enquanto tentava conter o riso.
-O que?
-Não faz uma semana que Celina voltou e vocês estão brigando como cão e gato. E você esta agindo como o Mestre Shion, alias, tão ou mais neurótico que ele;
-O que eu posso fazer? Alguém tem que ser a voz da razão aqui... Você viu como ela estava vestida? –ele falou acusadoramente.
-Sim, estava muito bem por sinal; Amélia respondeu ouvindo-o rosnar. –Alias, acho que a maioria dos aspirantes do Colisseu vão achar a mesma coisa; ela alfinetou vendo-o ficar escarlate.
-Grrrrrrrrrrr....;
-Kanon! Kanon! Certas coisas não mudam; ela falou balançando a cabeça levemente para os lados, enquanto retomava seu caminho.
-o-o-o-o-o-
.VI.
Deixou o copo sobre a mesa, enquanto voltava-se para os outros cavaleiros reunidos ali. Da sala que estavam, conseguiam ouvir o riso das jovens que ocupavam outro cômodo do templo.
-De onde será que elas tiram tanto assunto? –Shaka falou, vendo os outros companheiros assentirem.
-Nem Zeus sabe; Dohko respondeu.
Não demorou a ouvir a voz de Alana no meio das demais. Desde que haviam chegado ao Santuário, Alana fora tirada de si e requisitada pelas outras garotas que pareciam dispostas a tudo para obter toda espécie de informação sobre a relação dos dois no último século.
-Então, para quando é o casamento? – Shura perguntou curioso.
-Vamos esperar o bebe de Shunrei nascer, assim ficaremos mais tranqüilos para viajar; Dohko respondeu.
-Espero que vocês venham passar uma boa temporada aqui, já que você ficou tantos anos, afastado; Shion comentou.
-É o que pretendemos; ele respondeu.
-A propósito...; Shaka começou, mas foi cortado ao ver a porta abrir-se bruscamente e uma bagunçada cabeleira de fios verdes surgir.
-Mestre Shion! – Shina chamou, detendo-se na porta ao ver que o ariano não estava sozinho.
-Algum problema, Shina? –Shion perguntou preocupado.
-MESTRE SHION! – Milo chegou logo atrás, gritando pelo mestre.
-Céus! O que esta acontecendo? – Afrodite exasperou diante de tanto barulho.
-Fique quieto Escorpião, eu cheguei primeiro; Shina falou, tentando impedi-lo de passar.
-Mas é importante Shina; Milo falou evidentemente aflito.
-Pode esperar; ela rebateu.
-Não, não pode!
-Pode sim;
-Não, n-...;
-Chega! – os cavaleiros dentro da sala falaram ao mesmo tempo.
-O que aconteceu Shina? – Shura perguntou preocupado, vendo as faces da amazona vermelhas como os cabelos de Marin. Normalmente Shina não perdia o controle e vê-la assim, era preocupante.
-Mestre Shion, eu preciso que... Me mande para Verona; ela e Milo acabaram falando ao mesmo tempo.
-Verona, porque? – Shion perguntou confuso.
-Eu não sei ele, mas recebi uma mensagem de minha tia, preciso ir com urgência para Verona e como Mú não esta aqui, só resta o senhor; ela falou.
-Hei! Você não é a única que recebeu uma mensagem preocupante; Milo reclamou, apoiando uma mochila no ombro. –É meu tio que está prestes a cometer uma insanidade.
-Oras! Seu...; ela rosnou, prestes a esganá-lo.
-Chega! Brigar não vai levar a nada; Saga os cortou.
–Afinal, porque essa pressa toda? – Shaka perguntou.
-Mestre Shion, por favor, explico depois, apenas me mande pra lá; Shina pediu quase em tom de suplica, o que era assombroso vindo dela.
-Tudo bem; ele respondeu elevando seu cosmo.
Antes que qualquer um dos outros pudesse falar algo, a amazona e o Escorpião haviam desaparecido.
-Mestre, porque mandou o Escorpião também? – Shura perguntou exasperado, ao ver que Milo havia ido junto.
-Oras! Porque ele pediu isso também; Shion respondeu sem entender porque ele deixava a sala rapidamente, com o celular nas mãos. –O que ele vai fazer? –o ariano indagou, voltando-se para os demais.
-Provavelmente deve estar ligando para o aeroporto; Saga falou rindo, enquanto balançava a cabeça levemente para os lados. –Ultimamente Shura vem agindo de uma forma estranha sempre que encontra Milo muito perto da Shina;
-Você não esta insinuando que...; Afrodite começou.
-Como Dohko falou, certas coisas, nem Zeus sabe; o geminiano respondeu.
.VII.
Deixou o buquê de lírios sobre a lapide de pedra, quase coberta pelo gelo. Com um fino sorriso nos lábios e uma prece silenciosa, desceu a colina, indo encontrar o cavaleiro de melenas alaranjadas. Viu-o estender-lhe a mão e sem hesitar, segurou-a.
-Pronta? –Mime perguntou, enquanto arrumava no ombro a alça da mala que apoiava no quadril.
-Sim; Anieri respondeu, segurando sua mala, enquanto seguia com ele.
Com o fim das guerras e a partida dos Cavaleiros de Ouro, haviam decidido deixar Asgard por um tempo. Agora as coisas estavam mais calmas, alguns cavaleiros de prata haviam sido enviados pelo santuário para ajudarem a reconstruir o vilarejo, sendo supervisionados por Siegfried e os outros.
Lançou um último olhar para o tumulo do tio, e pensar que tudo havia começado ali. Naquele dia, quando encontrara Mime ajoelhado em frente ao tumulo, nem imaginara toda as coisas que iriam passar depois daquilo.
O rompimento da cachoeira de gelo e o resgate a Alberich foram apenas o principio. Quando Mime mencionara seu desejo de deixar Asgard e conhecer outros lugares quando a guerra acabasse, temeu que ele jamais voltasse e foi uma verdadeira surpresa quando ele havia lhe pedido para seguir com ele.
Sentiu-o enlaçar-lhe a cintura e aconchegou-se mais em seu abraço. Não sabia ao certo para onde estavam indo, mas não se preocupava. Depois de viver sobre tensão durante todos aqueles anos, era um grande alivio saber que estavam vivos e agora, não tinham mais o peso de velarem sozinhos por aquela Terra.
Ouvira dizer que os planos para a reconstrução de Ehnoryen estavam a todo vapor. Alguns moradores do vilarejo haviam decidido seguir para a Terra dos Dragões e pelo que soubera também, uma boa parte dos elfos e anões se mudaram para lá, quando se recuperaram em Asgard.
Muitas coisas seriam diferentes dali pra frente, podia sentir isso. Só esperava que Hórus se entendesse com Adélia, o falcão sempre fora muito arredio, temia que ele ficasse nervoso com a presença dos lobos de Fenrir, agora que Adélia estava ajudando o rapaz na reconstrução da casa dos Fenrir.
-Em que esta pensando? –ele perguntou, enquanto seguiam para a estação.
-Se Hórus irá se entender com Adélia; ela respondeu, apoiando a cabeça em seu ombro.
-Ele irá ficar bem e logo estaremos de volta; Mime respondeu.
-Uhn! – ela murmurou confusa.
-Você esqueceu? – ele falou sorrindo. –Daqui dois meses Alberich e Aldrey irão se casar, não podemos perder esse evento quase épico; ele brincou.
-Não, não podemos mesmo; ela respondeu rindo.
Ainda não entendia muito bem como três pessoas tão diferentes quanto Mime, Siegfried e Alberich foram se tornar amigos, embora as necessidades da guerra e o fato de terem sido escolhidos para serem Guerreiros Deuses, serem bons motivos, sabia que era algo mais.
Talvez no fim, devesse acreditar em Destino, afinal, essa era uma boa forma de justificar como pessoas aparentemente sem nada em comum, encontravam-se no meio de uma multidão, ou até mesmo, atravessavam oceanos e continentes para se encontrarem, quando todas as possibilidades diziam o contrario.
De qualquer forma, o que o dia de amanhã lhes traria era uma incógnita e dessa vez, sentia-se feliz por isso.
E no fim.... É só isso que importa!
.:: Fim ::.Inicio: 27 de Junho de 2007
Fim: 18 de Abril de 2010
Saudações pessoal...
Agora sim, ACABOU, bem sabem aqueles momentos da vida em que temos aquele sentimentos de "Missão Cumprida", pois é, esse é um deles. Embora todo final de fic seja tanto triste quanto feliz para mim. Dessa vez estou mais do que feliz.
Senhor dos Dragões, como todas as tramas, foi incrivelmente importante para mim. Durante todo o tempo em que estivesse escrevendo-a ocorreu uma forte ligação entre nós. Não apenas os personagens, mas a história e todos os sentimentos envolvidos. E fico feliz que, apesar dos trancos e barrancos, estou aqui hoje, finalizando mais esse sonho.
Agradeço a todos que vieram me acompanhando desde o começo, me apoiando e incentivando a continuar. Sinceramente não conseguiria chegar aqui sem vocês. Então, Obrigada.
Há três anos, quando iniciei essa trama, jamais pensei que a história fosse ter a repercussão que teve, tampouco que tantas outras tramas surgiriam em paralelo a O Despertar das Valkirias.
Como vocês sabem, todas as fics da "Saga de uma nova vida" estão interligadas, então, podem esperar que muitos dos personagens que surgiram por aqui, irão aparecer novamente, em algum momento.
Bom pessoal, como disse no capitulo passado, se ficou alguma duvida, algo que vocês não entenderam, mandem as mensagens para mim, estarei esclarecendo na medida do possível.
Enfim, agora infelizmente me despeço, mas como vocês bem sabem, estarei postando as fics: O Enigma da Sirene, Quando nos Tocamos e Lê Femme Musketeers: Era de Ouro. Então, ainda não encontraremos mais vezes por aqui.
Um forte abraço de coração...
Até a próxima...
Dama 9
