Bleach pertence a Tite Kubo sensei. Eu não pretendo lucrar com esta história.
Yo minna! Quero agradecer às lindas JJDani e Hoshimura Hinata pelo review no capítulo anterior, e agradecer também a todos que, apesar de não comentar, favoritaram/seguiram à história e à mim. Vocês são uns fofolindos... Mas ainda aguardo seus reviews hehehe.
Agradecimento mais do que especial à Lara-chan, por betar o capítulo pra mim. ^.^
Hoshimura Hinata: Claro que eu lembrei de você! Seu review fez meu dia ficar muito mais feliz, com certeza! Eu já me sent assim com Hentais e Lemons também, mas IchiRuki quebra as barreiras, pq eu vejo tanto amor nesta relação... Então, o ato se torna o mais sublime: a união de duas pessoas que se amam...
JJDani: Nem tenho o que te falar, né? O Ichi é o ser mais lindo e fofo do mundo! Ah, e você é diva sim! ^.^
Aliança
Ichigo remexeu-se na cama, despertando ao sentir uma pequena mão repousar delicadamente em seu peito. Por um momento, sentiu-se confuso com o toque, mas antes mesmo de abrir os olhos, lembrou dos acontecimentos da noite anterior. Virou-se na cama com um sorriso para a mulher que dormia ao seu lado.
Era a primeira vez que dormiam e acordavam juntos e, ao observar o pequeno corpo largado displicentemente na cama, os cabelos negros espalhados pelo travesseiro emoldurando o rosto tranquilo e os lábios rosados entreabertos, ela lhe pareceu tão bela que sentiu o coração acelerar, ansioso pelo momento em que acordaria ao lado dela todos os dias.
Olhou para a janela e espantou-se ao constatar que já era de manhã, provavelmente 8:00 horas, pela posição em que o sol se encontrava. Não sentia vontade de se levantar, queria ficar ainda um tempo com a pequena naquele mundo especial que pertencia unicamente aos dois. Um sorriso maior brincou em seus lábios quando uma ideia – considerada por ele genial – surgiu em sua mente.
Ichigo retirou a mão delicada de seu peito cuidadosamente, temeroso de acordá-la, e a depositou sobre a cama, não sem antes beijá-la com carinho. Levantou-se, colocando apenas uma calça, pronto para sair em busca de algum dos servos. Entretanto, parou assim que viu seu reflexo no espelho. Marcas roxas e avermelhadas espalhavam-se pelo seu tórax e abdômen, como que fazendo prova da noite intensa de amor que Rukia e ele compartilharam. Analisou seu pescoço em busca de mais marcas, porém verificou que, milagrosamente, ele saíra ileso. Colocou uma camisa, depois observou a beldade ainda adormecida em sua cama. Aquela mulher seria sua esposa.
Fechando a cortina do dossel, dirigiu-se à porta e a abriu. Para sua sorte, uma das criadas que lhe atendia costumeiramente passava naquele exato momento pelo corredor.
- Kyone-san! Preciso de sua ajuda!
- Em que posso lhe ser útil, Kurosaki-sama?
- Eu não dormi muito bem esta noite... Então, gostaria de repousar até a hora do almoço. Poderia providenciar para que o café da manhã seja servido em meu quarto?
- Claro, Kurosaki-sama! Parece realmente cansado, se me permite o comentário.
- Tudo bem – corou involuntariamente. – Ah! Quando trouxer o café, por favor, providencie que seja o suficiente para duas pessoas ou mais... – disse e, ao ver o olhar confuso da criada, emendou: - é que estou com muita fome.
A garota apenas assentiu e já se retirava, quando Ichigo a chamou novamente:
- Quando trouxer a comida, por favor apenas deixe a bandeja neste móvel – apontou uma mesinha que havia no corredor, ao lado da porta. – E bata na porta. Eu mesmo sairei aqui para pegá-la.
- Sim, Kurosaki-sama. Algo mais?
- Sim, avise a todos que pedi para não ser incomodado. E todos incluem minha mãe e Hanatarou. Entendido?
- Entendido, Kurosaki-sama.
- Obrigado, Kyone-san! – agradeceu.
Entrou no quarto e, vendo Rukia se remexer na cama, andou rapidamente até ela, deixando a porta simplesmente encostada.
Inoue saiu do quarto para tomar o desjejum. Iria botar em prática seu plano de ser amiga do príncipe Kurosaki. Estava na metade do caminho quando o viu à porta do próprio quarto, conversando com uma criada.
- Obrigado, Kyone-san! – ouviu-o dizer.
Assim que ele fechou a porta, a serva se afastou. Inoue seguiu-a rapidamente, alcançando a jovem nas escadas.
- Ei, você! Serva! – a empregada se virou, olhando curiosa para a princesa. – Vi que estava conversando com Kurosaki-kun. O que ele lhe disse?
- Kurosaki-sama apenas me pediu para que dissesse a todos que não descerá para o desjejum, pois não dormiu muito bem esta noite. Pediu também que lhe levasse o café e avisasse que ele não quer ser incomodado até o almoço.
"Não dormiu bem esta noite? Talvez já esteja arrependido do que me disse ontem..." – pensou a ruiva, alegremente.
- Prepare uma bandeja. Eu mesma levarei o café da manhã para Kurosaki-kun – disse imperiosamente à Kyone. – E talvez eu me atrase para o desjejum também, pois vou verificar se ele precisa de mais alguma coisa.
- Perdão, Inoue-sama, mas Kurosaki-sama ordenou expressamente que não quer que ninguém o incomode e...
- Mas que atrevimento! Como uma reles serva se atreve a dizer que eu incomodo? Apenas cale-se e cumpra minhas ordens, ou pedirei para que a rainha a castigue!
- Perdão, Inoue-sama, mas...
- Ainda está aqui? Vá agora mesmo preparar aquela bandeja! – gritou, fazendo com que a pobre jovem corresse para a cozinha.
- Onde já se viu tamanho desrespeito com um soberano? – a princesa dizia consigo, indignada. – Quando Kurosaki-kun e eu nos casarmos, terei que ensinar modos a estes servos!
Renji acordou sobressaltado, pouco antes do amanhecer. Sentiu-se confuso por um momento, pensando que ainda estava em sua missão. Mas reconheceu o seu quarto e, pouco a pouco, foi relembrando os eventos da noite anterior: a volta para casa, a conversa com seus pais... A descoberta de que Rukia não estava em casa, mas sim no castelo, a discussão com seus pais... Dentre todas as lembranças, uma se sobressaiu em sua mente: Rukia estava no castelo.
Levantou-se e abriu a porta do quarto com cuidado. Não queria que seus pais acordassem. Pé ante pé, andou até a sala e finalmente saiu porta afora, decidido a ir até o castelo e trazer a sua amada de volta. Mesmo que fosse preciso empregar a força para isso.
Youruichi levantou-se assim que o sol surgiu no horizonte. Mal havia dormido tamanha sua preocupação. Foi até o quarto do filho, abrindo a porta cuidadosamente, e se desesperou ao constatar que ele não estava mais lá.
Desanimada, sentou-se na cama do rapaz. Pensara que, com a cabeça fria, ele reconsideraria a ideia de ir até o castelo e trazer Rukia de volta. Estava enganada.
Seus olhos foram atraídos para uma das gavetas do armário, que estava entreaberta. Sem entender o porquê, levantou-se e foi até a mesma, abrindo-a por completo. Olhando para dentro, encontrou o colar de safiras com o brasão do reino Kuchiki, a prova de que sua filha era a legítima herdeira do trono. O mesmo colar dado pela rainha Hisana, retirado depois por Renji para proteção da pequena, com a promessa de devolvê-lo quando o momento certo chegasse.
O coração de Youruichi bateu dolorosamente, e uma lágrima escorreu pelo seu rosto ao constatar que o filho não era mais digno da guarda de tal relíquia. Saiu do quarto, levando o colar consigo. Sabia que ele jamais o devolveria à sua dona. E sentia, em seu íntimo, que o momento de revelar a verdade à filha rapidamente se aproximava.
Ichigo deitou-se novamente na cama, observando a face adormecida de sua amada. Sem se conter, acariciou-a suavemente, mas mesmo aquele toque tão leve acabou por acordá-la, e Rukia se sentou na cama rapidamente, olhando confusa ao redor e se deparando com a face sorridente do ruivo.
- Ichigo!
- Bom dia, meu amor – disse, puxando-a para se deitar ao seu lado novamente.
- Por um instante, pensei que tivesse sido um sonho... – disse, referindo-se a noite anterior. Olhou pela janela e sentou-se na cama, assustada. – Já amanheceu?! Como eu vou sair daqui?
- Pensaremos nisso mais tarde! Por enquanto, vamos esperar. Já pedi o café da manhã para nós, e pedi que não me incomodassem até a hora do almoço.
- Mas, Ichigo, o que vão pensar ao ver que não desci para o café também? E se alguém desconfiar? Na verdade, eu acho que seu pai até já sabe...
- Meu pai?! Meu pai não é tão esperto assim... Fique tranquila, Rukia! Encontraremos uma desculpa. E nem precisamos que seja muito boa, afinal, em breve nos casaremos mesmo...
- Mas...
- Chega de preocupações. Você nem me deu um beijo hoje ainda... – disse, aproximando-se mais da morena.
- Mas, Ichigo... E o café?
- Pedi para baterem na porta, mas deixarem o café na mesinha lá fora. Não ousarão me desobedecer... A porta está fechada, não tem perigo.
Puxou-a para um beijo. Estavam sentados na cama, Rukia com os lençóis enrolados no corpo. À medida que a carícia foi se intensificando, Ichigo puxou o lençol, revelando o corpo esbelto da pequena, ao passo que ela começou a abrir a blusa que ele vestia.
- Eu quero você de novo, Rukia... – disse, em tom urgente.
- Eu também te quero... – respondeu, entre beijos.
Ele a deitou na cama, ficando por cima, as mãos de ambos retirando a calça que ele vestia afoitamente.
- Parece impossível alguém ser capaz de te desejar como eu te desejo, meu amor... – disse, completamente nu, enquanto fechava a boca sobre um dos seios bem feitos.
Rukia enroscou os dedos no cabelo revoltos, em seguida o puxou para cima, colando os lábios nos dele. Girou-os na cama e, ficando por cima do ruivo, beijou-o no tórax e no abdômen. Pressionou-se contra o membro duro e pulsante, fazendo-o gemer. Desceu os lábios até o ouvido dele.
- Mostre-me o quanto me deseja, meu príncipe! – disse, a voz rouca e sexy fazendo-o se arrepiar.
Ele virou-os novamente na cama, ficando por cima dela novamente.
- Com muito prazer, sensei – disse e, sentindo-a preparada, penetrou-a num movimento perfeito e intenso, fazendo com que um agudo gemido de prazer escapasse de seus lábios.
Os suspiros e gemidos invadiram o quarto, enquanto os dois se amavam novamente.
Inoue subiu alegremente as escadas com a bandeja com o café da manhã de Ichigo nas mãos. Colocou-a sobre a mesinha e se preparou para bater na porta. Tinha a intenção de esperar que ele atendesse e então se ofereceria para cuidar dele. Levou a mão para bater à porta, entretanto, assim que a tocou, a mesma entreabriu. Decidiu espiar e, para sua surpresa, percebeu que Ichigo não estava sozinho.
A cortina do dossel permitia que apenas sombras fossem vislumbradas, entretanto, mesmo em sua inexperiência, Inoue foi capaz de perceber o que acontecia no quarto. Ainda assim, ficou ali parada, como que hipnotizada, incapaz de se mover ou de falar.
- Diga que me ama! Eu preciso que diga que me ama! – dizia o ruivo, numa voz rouca e provocante, entrecortada pela respiração ofegante devido aos movimentos fortes e constantes.
- Eu... Te... A-amo! – disse a mulher, entre gemidos.
A princesa percebeu que a voz lhe era familiar, contudo, não foi capaz de identificá-la. Quem era aquela mulher? Seria a tal que ele amava? Parecia que sim, mas quando ela chegara ao castelo?
Ouviu um gemido mais longo e rouco por parte da mulher e assistiu-a enlaçar os quadris dele com as pernas, ao passo que as mãos se agarraram aos ombros fortes.
- Ichi, eu vou... – as palavras foram interrompidas pelo gemido agudo, quase um grito.
- Oh! – Ichigo gritou, após um movimento particularmente mais forte. – Eu te amo! Rukia!
Ouvir o nome de sua rival fez com que Inoue despertasse de seu transe, e, rapidamente fechasse a porta, com uma batida, e em seguida saísse correndo, com a mente borbulhando em confusão.
Não era uma princesa. Não era sequer uma nobre. Era uma plebeia. A amada de Ichigo era... Rukia!
- Parece que o nosso café chegou, meu amor – disse Ichigo, enquanto ele e Rukia trocavam suaves beijos.
- Então vai lá pegar. Eu estou morta de fome! – disse, empurrando-o para fora da cama, enquanto ria.
- Então agora é assim – respondeu, divertido, enquanto se vestia. – Seu desejo é uma ordem, minha rainha – concluiu, dando-lhe mais um beijo.
Pegou a bandeja e entrou, por fim fechando a porta. Tomaram sossegadamente o café, enquanto procuravam uma maneira de tirar Rukia dali, sem sequer imaginar que uma nova tempestade se aproximava.
Inoue correu para fora do castelo, tentando ordenar os pensamentos.
- Por uma plebeia! Eu poderia tolerar e até mesmo me conformar se fosse uma princesa, mas apaixonado por uma plebeia!
Tão distraída estava em seus pensamentos, que acabou trombando com alguém no caminho entre o castelo e o portão.
- Você está bem? – perguntou o rapaz ao perceber que ela chorava.
- Como eu poderia estar bem? Era para ele se casar comigo, e não ficar por aí se deitando com uma plebeia qualquer!
- De quem está falando?
- Do Kurosaki-kun e daquela maldita plebeia, é claro! – disse, exasperada. – Eu amaldiçoo o dia em que conheci Urahara Rukia!
- Você insinua que os dois estão juntos? – o rapaz se exaltou, segurando a princesa com força pelos braços.
- Juntos? – Ela perguntou, olhando-o e rindo sarcasticamente. – Juntos é pouco! Eu os vi agora mesmo, no quarto dele. Aquela mulher sem moral... Deitou-se com Kurosaki-kun!
- Acalme-se! – disse, num tom forte e imponente que a fez obedecer sem questionar. – Eu posso ajudá-la a separá-los. Mas antes, preciso saber: até onde está disposta a ir para ficar com o príncipe?
- Por que você me ajudaria?
- Tenho os meus motivos. Agora, responda a minha pergunta! – disse, apertando ainda mais os ombros da princesa.
- Pra ficar com o Kurosaki-kun, eu faço qualquer coisa! – respondeu com o rosto bem perto do rapaz e se livrou do aperto dele.
- Bom, muito bom... Eu sou capaz de qualquer coisa para separá-los também... Agora se acalme e vamos pensar numa maneira de atingir nossos objetivos.
- Tudo bem – respirou fundo, tentando se acalmar. Depois de alguns momentos, olhou-o com curiosidade. – Posso saber seu nome?
- Renji. Urahara Renji, irmão de Rukia.
- Bem, Renji... Posso saber por que deseja separá-los?
- Isto é algo que diz respeito somente a mim – respondeu rispidamente, e a princesa apenas sorriu.
- Tudo bem, eu não me importo... Não tenho o menor interesse em saber por que faz isso. Desde que me ajude a separar aqueles dois!
- Considere feito.
- E foi isso o que aconteceu, Masaki-sama – Inoue concluiu seu relato, ruborizada diante da lembrança da cena que testemunhou.
- Mas isso é... – a rainha estava sem fala diante das palavras da princesa. Seu filho e Rukia?
Estava na biblioteca, lendo sossegadamente, quando a princesa Inoue e aquele rapaz, que logo ela descobrira ser o irmão de Rukia, invadiram o recinto e, fechando as portas, lhe disseram que seu filho estava sendo enganado.
- Sinto dizer-lhe que é a mais pura verdade, minha rainha – disse Renji, ajoelhando-se diante da mesma e lhe tomando uma das mãos. – A princesa não tem razões para mentir. Como irmão de Rukia, estou devastado... Ainda mais em pensar que ela só faz isso para poder se tornar uma princesa...
A rainha tirou sua mão de dentro das de Renji. Não gostara do rapaz e sentia que sua simpatia e subserviência eram forçadas... Mas não podia ignorar o que estavam lhe contando, especialmente este último detalhe:
- Como assim, apenas para se tornar uma princesa?
- Desde criança, esta sempre foi a obcessão de Rukia... A principio, pensamos que isto era normal... Afinal, que menina não deseja ser uma princesa? – suspirou. – Minha mãe lhe ensinou a arte de lutar, Rukia se tornou uma sensei do esquadrão... Estava até começando um relacionamento com Shiba Kaien, vocês o conheceram... – a rainha assentiu. – Mas... A vida no castelo a seduziu, lembrando-lhe de tudo quanto sonhava quando era criança. Ela está usando seu filho, minha rainha. Ela não o ama.
- Mas esta imagem não condiz com a que meu marido sempre me contou. Ele tem sua irmã na mais alta estima – disse a rainha, atordoada.
- Claro que ela sempre agiu decentemente na frente do rei! Certamente, ela haveria de querer que o soberano gostasse dela, já que queria ser da realeza! – disse Inoue rapidamente.
- A princesa está certa, minha rainha. Pior, tenho certeza que, não fosse a amizade do rei com meus pais, ela até mesmo poderia tentar seduzi-lo – a rainha o olhou, estupefata. – Mas Rukia é muito esperta. Conquistou a confiança do rei de outra maneira... – suspirou. – Minha rainha, tanto como irmão, quanto como servo, creio que seja minha responsabilidade informá-la do que está acontecendo. Como irmão, porque sei que um casamento sem amor pode destruir a vida de uma pessoa. Como servo, porque não posso permitir tal afronta para o reino e para o orgulho da realeza. Afinal, que atitudes ela poderá tomar se vier a se tornar rainha? Não amando seu filho, pode mesmo cair na tentação de traí-lo, ou mesmo algo pior... Como matá-lo!
A rainha levou a mão à boca, horrorizada. Matar... Seu filhinho? Como poderia tanta maldade se esconder atrás de uma face tão gentil e inocente?
- Eu não queria trazer tanto desgosto para Masaki-sama! – Inoue exclamou, e a rainha a olhou, sem esboçar uma reação. – Mas eu amo demais o Kurosaki-kun para permitir de algo de mal lhe aconteça...
- Eu lhes agradeço por virem aqui. Pretendo resolver esta situação agora mesmo.
- Permita que eu a acompanhe, minha rainha.
- Não será preciso, Renji-san. Posso resolver isto sozinha.
- Minha senhora, com todo respeito, não conhece os ardis de minha irmã. Ela pode mesmo convencê-la de que está apaixonada. Se contar que sabe de tudo o que lhe disse aqui, ela negará e tentará lhe enganar. Ou pior, poderá ficar violenta.
- Está bem, Renji-san. Pode me acompanhar. De qualquer maneira, eu não planejava confrontá-la em busca da verdade. Eu iria usar um único argumento, um argumento do qual ela não pode fugir.
- Que argumento? – Renji perguntou, curioso.
- Não a quero nesta família. Ichigo precisa de uma princesa. E ela é apenas uma plebeia. E eu jurei que não permitiria que outra plebeia entrasse nesta família.
Tendo dito estas palavras, a rainha saiu imperiosamente da sala. Renji aproveitou o momento a sós com Inoue para dizer-lhe:
- Já sabe o que fazer.
Inoue apenas sorriu, enquanto ambos deixavam a biblioteca.
Rukia espiou o corredor para se certificar de que estava vazio. Não pusera fé na ideia de Ichigo ir limpando o caminho para ela até seu quarto, entretanto, tinha que admitir que estava funcionando. Até o momento, não encontrara ninguém.
Correu a pequena distancia que a separava de seu quarto, entrando rapidamente e fechando a porta. Encostou a cabeça na mesma, suspirando aliviada. Fora uma aventura e tanto. Não pode deixar de sorrir. Afastou-se da porta, pensando em tomar um banho e colocar uma roupa adequada, mas parou repentinamente, surpresa.
- Renji! – exclamou. Começou a andar em direção ao irmão, que estava sentado em sua cama, mas parou ao ver outra pessoa, parada próxima à janela de seu quarto. – Masaki-sama! – fez uma reverência desajeitada, segurando firmemente a capa para que esta não abrisse, e a rainha apenas estreitou os olhos. - O que fazem aqui?
- Creio que seja hora de conversarmos, Urahara Rukia – disse a rainha num tom sombrio.
- Conversar? Conversar sobre o que? – balbuciou Rukia, confusa.
- Sobre você... E meu filho.
