Capitulo 36
Edward andava nervoso de um lado para o outro no quarto, que ainda era seu no quarto dos pais, enquanto John ria dele.
– John, não tem piada. – Reclamou tentando dar o nó na sua gravata preta.
– Pai, ela não vai fugir. – Repetiu a que parecia ser a milionésima vez no dia.
– Tenho medo. – Gemeu frutado desarrumando ainda mais os cabelos. – Eu amo a tua mãe, mas ela pode perceber que não quer isto. Que é muito nova.
– Pai. – John chamou mais alto e frustrado. – Se fosse assim ela não tinha ficado comigo e com a Louise, não tinha aceitado ser nossa mãe e da Sophia e da Carol. Ela é uma grande mulher e a idade nunca foi importante.
– Desde quando meninos de nove anos dão discursos aos mais velhos?
– Desde que o meu pai está a aparecer uma barata tonta na iminência de casar com a minha mãe.
Os dois foram interrompidos pela entrada das princesas, que estavam lindas com vestidos azuis claros que condiziam com a pequena gravata de John.
– Estão lindas, princesas. – Elogiou beijando as bochechas delas.
– Obrigada pai. – Agradeceram, com pequenos sorrisos.
– Já podemos ir? – O pequeno menino questionou.
– Podemos. – Sophia assentiu. – A mãe está pronta.
– E linda. – Caroline continuou.
– Muito linda. – Finalizou Louise.
(…)
Enquanto isso, Bella estava a ser preparada pelas mulheres, Esme, Alice, Rosalie, Jane e Ângela reuniram-se para dar tratamento vip à noiva. Massagens, cabelos, maquiagem, roupa, tudo foi pensado ao pormenor.
O dia começou logo cedo, com massagens em todo o corpo, deixando a morena molinha para um banho relaxante de banheira. Teve direito a quinze minutos de descanso antes de ser mandada sair para terminar o tratamento.
– Veste uma lingerie, poem o roubo e anda. – Rosalie instruiu batendo na porta.
– A minha lingerie está guardada numa caixa no meu armário, traz-me por favor. – Pediu pondo a cabeça na porta.
– Aqui. – A loira estendeu-lhe uma caixa onde a lingerie repousava. Não era nada de extravagante, mas era muito fofa na opinião de Bella.
Depois de vestir a lingerie, a morena pegou no robe, que estava dependurado na porta, mas sentindo-se quente demais e incomodada por causa da barriga, retirou-o.
– Meninas, o roube é quente e incomodo. Não o consigo vestir, posso sair assim ou está mais alguém ai? – Questionou ainda atrás da porta.
– Só estamos nós. – Alice garantiu.
Com a garantia, Bella saiu da casa de banho, fazendo as mulheres no quarto ficarem de boca aberta.
– Estás linda. Se fosses homem pegava. – Rosalie brincou, quando viu a amiga corar como nunca.
– Obrigada, eu acho. – A morena agradeceu ainda envergonhada. A lingerie não tinha nada demais, era um cai branco, que mostrava os seios ainda mais avantajados com a gravidez e na parte de baixo, uma cueca tipo short que a deixava fofa. Não era nada que gritava sensualidade mas era fofo. A barriga acentuada ficava ainda mais evidente com a lingerie.
– Queres uma camisa, que é mais fresca? – Esme ofereceu vendo o constrangimento da moça.
– Vou tirar uma do Edward.
Depois de devidamente vestida com uma camisa branca do noivo, que mais parecia um vestido, as mulheres voltaram a atacar. Pintando as unhas, maquinado e fazendo o cabelo. Quando faltava uma meia hora para a hora do casamento, a morena entrou no vestido de noiva, que Alice tinha conseguido que ficasse pronto a tempo. Esme chorou emocionada vendo-a pronta.
– Estás linda, minha querida.
– Obrigada. – Agradeceu abraçando a mulher que era mais que uma sogra para ela, era uma mãe.
(…)
John foi quem levou a noiva ao altar, Sophia e Louise transportavam os ramos na frente, junto com Caroline que transportava as alianças. Todos sorriam com o momento. O menino tinha um sorriso mais que feliz no rosto, junto com as irmãs. Edward esperava mais que ansioso no altar pela chegada da sua noiva.
– Cuida bem dela. – O menino instruiu entregando a mão da irmã/mãe.
– Sempre. – Garantiu olhando os olhos castanhos já marejados com lagrimas.
O padre fez toda a cerimónia com um pequeno sorriso assistindo o amor dos noivos, as mãos sempre agarradas e os olhares sempre conectados.
– Eu vos declaro marido e mulher.
Mal as palavras foram proferidas, os lábios dos dois encontram-se num beijo mais que desejado, transmitindo todo o amor que tinham um pelo outro. Quando finalmente se desgrudaram, ao som das palmas, os dois colaram as testas, olhando-se nos olhos.
– Amo-te Bella.
– Também te amo Edward.
Os pequenos abraçaram os dois com sorrisos bobos.
– Eih pequenos! – Edward cumprimentou largando um pouquinho a sua esposa.
– Parabéns! – Desejaram os quatro distribuindo ruidosos beijos, depois de os fazerem baixar-se.
– Obrigada amorzinhos. – A morena agradeceu com um sorriso mais que grandioso.
– Obrigado, queridos. – Edward pegou em Louise ao colo enchendo a bochecha da menina de beijos.
– Pai, para. – Pediu contorcendo-se para sair do colo dele.
– Mas estás linda, não resisto. Se bem que as minhas princesas loiras também. – Disse pousando delicadamente a pequena.
A bolha da pequena família foi interrompida, pelos amigos desejando os parabéns aos noivos.
– Vamos, para o copo de água? – Esme perguntou quando conseguiram cumprimentar todos os convidados.
– Vamos sim. – Bella assentiu, já notando o cansaço por causa dos sapatos altos.
– As crianças? – O ruivo questionou quando chegaram perto da limusina alugada para os transportar até ao local do copo de água.
– Estão a ver se não ficou nada nos bancos da igreja. – Explicou Esme, que tinha visto os pequenos andarem por toda a igreja a ver se algo tinha ficado esquecido.
– Eu vou indo para a limusine, que já me doem os pés. Por favor, mando-os para lá quando acabarem. – Pediu a morena apoiando-se no marido para andar.
– Anda, eu levo-te ao colo. – Com cuidado pegou na sua linda mulher ao colo que riu do gesto, levando-a até á limusine.
O motorista contratado já os esperava com a porta aberta e sorriu para o novo casal.
– Boa tarde senhor Cullen, senhora Cullen. – Cumprimentou retirando o chapéu num ato cavalheiresco.
– Boa tarde. – Os dois cumprimentaram entrando.
– Os nossos filhos devem estar a chegar, vamos esperar por eles. – Edward instruiu sentando a mulher no banco traseiro do carro.
– Sim senhor Cullen.
O motorista fechou a porta deixando-os mais à vontade, e esperando as crianças chegarem. Bella esticou os pés no colo do marido que os massajou com cuidado.
– Tens que tirar esses sapatos. – Edward meio que reclamou vendo os pés da mulher já inchados.
– Eu vou, meu querido marido preocupado. Deve haver ai uma pequena mochila com umas sapatilhas brancas.
A morena procurou até ver uma mochila largada no banco traseiro, mesmo ao seu lado, calçando-se com rapidez.
– Prontinho.
– Continuas linda. – Comentou com um sorriso bobo, beijando a boca dela.
–Não precisas de me elogiar, já me casei contigo. – Brincou roçando o nariz no dele, em brincadeira.
– Mas eu continuo a querer elogiar a minha linda mulher, que carrega o fruto do nosso amor. – As mãos dos dois pousaram na barriga saliente e bem pronunciada pelo vestido, quando sentiram um pequeno tremor.
– Ele… ele… mexeu? – O ruivo conseguiu botar para fora.
– Sentiste? – Bella tinha um sorriso lindo no rosto.
– Senti. – Disse com as lagrimas nos olhos. O casamento e ainda sentir o seu menino mexer, era o dia perfeito na vida dele. – Quando começou?
– Mais ou menos duas semanas após a ecografia, eu li que com 17 semanas já se pode sentir o bebé mexer, mas ele andava bem quieto mas esta semana, talvez com a iminência do casamento, comecei a senti-lo. Mas não dava para sentir outra pessoa.
– Como sabes?
– Numa das vezes que ele mexeu, a Carol estava a mimar a minha barriga e não sentiu nada. Por isso estranhei sentires. – Explicou com um sorriso radiante.
– Mas eu senti e bem. Parecia uma borboleta a mexer mas senti.
– Ele ainda não chutou nenhuma vez com força, ai acho que vamos sentir ainda mais.
Os dois deixaram-se ficar com as mãos na barriga da morena, em silêncio, apenas aproveitando o momento. Foram retirados do seu momento, com as gargalhadas dos pequenos que vinham felizes em direção ao carro.
– Boa tarde, senhoritas e senhor Cullen, podem entrar. – O motorista abriu a porta aos quatro que riram.
– Senhor? – John questionou entrando no carro e coçando a cabeça.
– É uma maneira educada de falar, filho. – Edward garantiu ao pequeno, que nem ligou por ser chamado de Cullen.
– Podemos seguir? – O motorista questionou através da pequena janela que dividia o local dele para os passageiros.
– Podemos sim. – Edward acenou enquanto as crianças se sentavam nos seus locais.
(…)
Durante o copo de água, que decorreu numa linda quinta, os dois tiraram fotos com todos os convidados, sozinhos, com as crianças, a fazer caretas e com alguns dos animais que se encontravam lá. Eram um monte de fotografias mas os dois estavam a divertir-se.
– Pai, tens de tirar uma foto, a dar beijinhos no Tony. – Caroline lembrou enquanto estavam sentadinhos num banco a assistir às fotos.
– Boa, Carol.
Edward baixou-se de forma a conseguir beijar a barriga da mulher, onde o filho dava pequenos chutos, para mostrar que lá estava.
– Olá Tony! – Cumprimentou com um sorriso bobo pondo as mãos onde o sentiu chutar e beijando logo em seguida.
A fotógrafa que assistia à cena deixou algumas lagrimas cair, ela já tinha fotografado vários casamentos, mas este era lindo demais. Os noivos evidentemente apaixonados e os filhos só montavam o quadro perfeito. As fotografias ficavam perfeitas sem muito esforço, a alegria dos dois transbordava mesmo através da câmara.
– Ele chutou? – Caroline questionou quando viu o pai cumprimentar o pequeno.
– Sim. Bem leve mas chutou sim. – Edward assentiu beijando mais uma vez a barriga.
– Posso tentar? – A pequena questionou meio a medo.
– Claro. – Bella assentiu. – Tenta falar com ele, é mais fácil ele chutar assim.
Caroline aproximou-se da barriga da mãe, meio a medo, para puder sentir o irmão.
– Olá Tony. Será que vais chutar para a tua irmã? – Mal acabou de falar, sentiu uma pequena ondulação bem debaixo da sua pequena mãozinha.
– sentiste?
– sim. – os olhinhos da pequena brilharam em lágrimas não derramadas. - Ele é bem leve.
– Como ele é pequenino, ainda não chuta com força. Daqui a pouco vais sentir bem mais. – A morena garantiu com um sorriso.
– Obrigada mãe.
– De nada minha linda.
Os outros três também pousaram as mãozinhas para sentir o irmão, sorrindo que nem bobos, e correndo atrás dos avós e dos tios para lhe contar. Todos queriam sentir o pequeno, mas ele não mexeu mais. Deveria estar cansado de tanto lhe mexerem.
– Prometo que depois, podem tentar, novamente. – Bella tranquilizou.
O resto da festa transcorreu com normalidade. Os noivos dançando, a comida maravilhosa, o partir do bolo, o discurso dos padrinhos (Emmett, Alice, Jasper e Rosalie) que não envergonharam os noivos apesar de o puderem ter feito, e claro o brinde dos filhos.
– Um brinde, aos pais, mais lindos… (John)
– Maravilhosos (Louise)
– Fofinhos (Sophia)
– E nossos (Caroline)
Os convidados aplaudiram e brindaram junto com as crianças que sorriam mais que feliz. Bella limpava as lagrimas, que escorreram dos seus olhos, com a ajuda do marido que sorria.
– Temos os melhores filhos do mundo. – Segredou no ouvido dela.
– Acredita.
O resto do dia acabou com rapidez, Esme e Carlisle comprometeram-se a ficar com os quatro, enquanto o casal foi passar a sua noite de núpcias em um hotel, prenda dos padrinhos. No dia seguinte, todos se iriam encontrar para se despedir, antes de os noivos partirem para a sua lua-de-mel.
O casal seguiu para o luxuoso hotel, onde já os esperava uma pequena mal com as suas coisas, e um quarto decorado com todo o amor. A colcha branca na cama, com uma delicada rosa vermelha pousada em cima, uma garrafa de champanhe a refrescar, e as luzes baixas.
– Está tudo muito lindo. – Bella suspirou no colo do marido, que não a tinha deixado sequer entrar com os próprios pés no elevador.
– Não mais lindo que tu, minha rainha.
– Seu galanteador. – Brincou distribuindo beijos no pescoço dele.
– Tu amas-me mesmo assim.
– Isso não nego.
Edward pousou-a delicadamente no chão do quarto, pegando na rosa, para passar delicadamente por toda a pele exposta.
– Delicada e linda como uma rosa. – Comentou passeando a flor pelos braços desnudados.
– Bajulador.
– Bella, tira o vestido, por favor. – Pediu enquanto trocavam beijos apaixonados e ele foi impedido de descer com eles por causa do vestido.
– Tira, tu. Sou tua. – A morena sentou na cama, enquanto ele desapertava com cuidado o feicho do vestido, desnudando aos poucos a sua linda mulher.
– Deus! – Meio que gemeu quando viu a lingerie dela. Branca, delicada mas que combinava perfeitamente com ela.
– Deus não, amor. Apenas eu. – A morena desapertou a camisa dele, visto que ele já não tinha o casaco nem a gravata. Quando chegou ás calças entrou em luta com os botões resmungando.
– aqui. – Com uma rapidez impressionante, retirou as calças ficando apenas com uma boxer preta, que nada encobria a sua latejante ereção.
– Uhm… Alguém está bem animado. – Bella passou as suas pequenas unhas pela latejante ereção fazendo-o gemer alto. – Vamos aliviar, o coitado, não o quero sufocado.
Com uma rapidez impressionante, Bella retirou a cueca boxer dele, sentando-se no colo dele, ficando frente a frente com ele, com a barriga no meio.
– Estás vestida demais, minha linda. – O ruivo retirou o soutien branco, apossando-se logo dos seios fartos, fazendo-a gemer mais que alto.
– Edward. – Com o prazer que sentia, puxou a cabeça dele, firmando-o ainda mais nos seus seios. – Quero que entres logo.
– Com pressa? – Não largando os seios fartos, levou uma mão até ao meio das pernas dela, onde apesar da cueca, se sentia a excitação crescente.
– Por favor… - Gemeu languidamente, quando passou um dedo por toda a feminilidade que escorria.
– ergue um pouquinho, linda.
Quando ela ergue ele retirou com pressa a cueca dela, fazendo-a sentar logo em seguida na sua mais que pronta ereção.
– oh! – Os gemidos dos dois fazia-se ouvir por todo o quarto. Mesmo com a barriga, a morena conseguiu subir e descer com maestria na ereção mais que desejosa dele, enquanto ele a firmava e degustava os seus seios.
– Porra. – Reclamou alto, jogando a cabeça para trás, quando ela o começou a apertar na iminência do orgasmo.
– Edward. – Gritou libertando-se num orgasmo alucinante sendo logo seguida por ele.
– Bella. – os gritos dos dois fundiram-se no quarto, fazendo-os cair exaustas na cama.
– Banho? – Questionou passando um tempinho, passeando as mãos pelas costas suadas da mulher.
– Não. – Negou manhosa, e beijando o pescoço dele. – Daqui a pouco voltamos ao mesmo, não vale de nada o banho.
– Bem pensado, minha rainha. – Riu beijando os cabelos suados.
Os dois deixaram-se ficar encostados um no outro apenas ouvindo o coração a acalmar de ritmo. Acabaram a noite amando-se uma vez mais na cama maravilhosa de hotel e na casa de banho, onde não resistiram um ao outro no banho. Adormeceram exaustos, nos braços um do outro e com as mãos na barriga, onde Tony já dormia.
Nota:
Bom dia meninas,
Desculpem a demora a voltar com mais capítulos mas não tenho tido acesso ao computador por isso não deu para postar antes.
Irá haver um capítulo extra pós epílogo que vou postar. Espero que gostem. E mesmo que a história esteja concluída podem comentar que adoro ler o que acham…
Boa leitura!
Beijinhos
Joci, caso alguma palavra lhe seja estranha não tenha problemas em perguntar que eu respondo. Eu tento não usar expressões típicas aqui de Portugal mas nem sempre consigo. Acaba por ser mais forte que eu.
Espero que continue gostando da história…
Beijinhos
