Feliz ABM-feira, meninas! Eu ia falar sobre a reação Edward x Bella aqui, mas já falei muito sobre isso... só peço paciência e confiança, que eu já tenho tudo planejado e boa parte está escrita também. (:
Boa leitura!
Capítulo Trinta e Dois – A Beautiful Mess
Edward POV.
Da janela do avião eu via Chicago ficar cada vez menor aos meus olhos e então logo estávamos alto o suficiente para eu não conseguir distinguir muita coisa. O sol já estava se pondo, o voo saindo pontualmente às cinco horas da tarde. Ainda teríamos boas onze horas de voo até chegarmos em nosso primeiro destino: Florença. Olhei para o lado e vi minha irmã mordendo os lábios, enquanto brincava com as mãos e parecia extremamente nervosa. Charlie não fazia a menor ideia de que estávamos indo até eles e ela tinha medo da sua reação. Eu sabia que ele iria adorar a surpresa. Era um pouco - na verdade muito - egoísta da minha parte ter sugerido a viagem, parte de mim só queria saber como seria ver Isabella novamente após esses dias. Eu não havia falado com ela desde a festa de Natal da empresa de Charlie e eu sabia que minhas últimas palavras dirigidas à ela haviam sido muito grossas, mas eu não conseguia me arrepender. Talvez um pouco, talvez muito… eu não sei. Estava tudo confuso demais. Ela precisava ouvir aquilo, precisava saber que o que ela fez com minha irmã havia sido errado… mas ainda assim eu não sabia se havia agido certo ao explodir daquela forma. Não que eu pudesse mudar o que havia acontecido. Não foi como se na hora eu estivesse realmente pensando no que estava fazendo ou não. Tudo o que eu sabia é que o homem que machucou minha irmã mais do que tudo, o homem que matou meu sobrinho, estava de volta na frente da minha irmã… e a culpada disso era Isabella.
Por outro lado, eu não podia negar o que eu sentia. Não podia negar que ficar longe de Isabella estava sendo torturante. Não podia negar que, mesmo querendo ficar longe dela, parte de mim gritava para vê-la e tocá-la novamente. Eu não pretendia me relacionar com ela naquela viagem, não pretendia voltar a ser o que éramos antes. Eu havia decidido que não seria bom. Nem para mim, nem para ela. Tudo o que eu precisava era vê-la. Talvez isso fosse bastante masoquista da minha parte. Provavelmente Isabella estava feliz por ter tido seu plano concluído. Provavelmente ela estava feliz por ter conseguido me enganar durante todos esses meses. Ela devia estar aproveitando a vida noturna da Itália, fazendo compras e curtindo seu tempo ali. E bom, talvez quando eu visse isso com meus próprios olhos, eu poderia enfim me desapegar do que eu sentia por ela.
Coloquei minha mão por cimas das mãos da minha irmã, tranquilizando-a e ela sorriu para mim. Eu não podia garantir que tudo ia ficar bem, não podia garantir que ela e Charlie conseguiriam se acertar, não podia garantir que o relacionamento dos dois fosse sobreviver a Isabella e a tudo o que ela fazia. Mas eu não ia deixar de tentar.
- Fique calma - sussurrei. - Ainda temos longas horas de voo. Por que você não descansa?
- Não sei se consigo dormir - assumiu baixinho. - Eu estou nervosa e ansiosa.
- Vou pedir a aeromoça um remédio e um cobertor extra. Você vai tomar o remédio e fechar os olhos, está bem? Quando estivermos chegando eu prometo de acordar.
- Obrigada, Edward - disse com lágrimas nos olhos.
- Você é a minha irmã, Chris. Cuidar de você é o mínimo que eu posso fazer.
- Não por isso. Mas pela viagem. Obrigada por estar indo comigo, por me encorajar a não desistir de Charlie. Obrigada por estar fazendo isso.
- Eu faço isso porque eu amo você.
- Eu também te amo.
Fiz um carinho de leve em sua mão por baixo da minha e chamei a aeromoça, pedindo um comprimido que ajudasse minha irmã a dormir e um cobertor extra. Não muito depois a mesma aeromoça voltou com o que eu havia pedido e eu agradeci com um sorriso. Carmen tomou o remédio na mesma hora e se cobriu em seguida. Dei um beijo em sua testa e não demorou muito para ela fechar os olhos e adormecer ao meu lado.
Sabendo que eu não conseguiria dormir nem se tomasse algum tipo de remédio, peguei meu iPad que estava guardado em minha mala de mão, já programado para modo avião, e desbloqueei a tela, meio que me arrependendo no segundo seguinte, quando uma foto de Isabella apareceu no fundo. Eu me lembrava do dia em que ela havia colocado essa foto aqui. Ela estava no meu apartamento, aproveitando que ela não precisaria voltar para a escola naquele dia, já que ela apenas tinha aula nos dois primeiros horários e os dois últimos ela havia pegado dois spare. Então ela havia me mandado uma mensagem na hora do almoço, dizendo que estava indo para o meu apartamento e que era melhor eu estar lá quando ela chegasse. Aproveitando que eu não tinha muito que fazer naquela tarde, já que Jasper estava cuidando do nosso projeto, avisei a ele que estava pegando o resto do dia de folga e que se ele precisasse de mim, bastava me mandar uma bbm. Não que ele tivesse mandado, no entanto. Isabella e eu aproveitamos a tarde juntos naquele dia, almoçamos em meu apartamento mesmo, porque ela havia passado em um restaurante e pegado comida para nós dois. E então o resto da tarde ficamos na cama. Isabella havia escolhido aquele dia em especial para tirar muitas fotos de nós dois, fotos que ninguém um dia sequer poderia pensar em ver, como por exemplo, fotos em que ela estava completamente pelada. Porém, a foto no fundo do meu iPad não era nada disso. Isabella estava parcialmente vestida, usando um conjunto de calcinha e sutiã preto, longas meias na mesma cor e que iam um pouco acima de seus joelhos, meias que combinavam com a saia do seu uniforme da escola, saia esta que eu havia praticamente arrancado de seu corpo poucos segundos antes da foto ser tirada. De qualquer forma, eu ainda estava completamente vestido e sentado atrás dela, podendo sentir sua bunda pressionar em minha ereção e desejando mais do que nunca tê-la sentada em meu colo e de preferência nua. Não que isso não tivesse acontecido no segundo seguinte, porém.
Sabendo que eu era mesmo masoquista, ao invés de abrir um livro e ler, como eu pretendia fazer quando peguei o iPad, eu fui logo para a pasta de fotos. Passei uma por uma, parando em uma especial e soltando um gemido muito baixo. Eu sabia que Isabella havia tirado aquela, simplesmente pela posição da foto. Eu estava deitado na cama, e ela montada em mim. Suas pernas maravilhosas apertando as minhas, enquanto ela subia e descia. Mas o que me fez gemer mesmo, foi o foco da foto: a parte onde meu corpo e o corpo de Isabella se encontravam. Foi ter a lembrança daquele dia invadindo minha mente, ao saber que eu estava completamente dentro dela no momento em que ela tirou a foto. Passei mais algumas fotos e quando eu sabia que não podia mais aguentar aquilo, resolvi abrir logo o livro que eu pretendia ler antes de começar a me torturar ainda mais - se é que isso fosse mesmo possível. Não que eu tenha conseguido prestar atenção em alguma palavra, porém. Minha mente não conseguia se prender a sequer uma linha do livro, e eu me vi repetindo a leitura da mesma parte várias vezes sem conseguir assimilar uma parte nenhuma vez.
Desistindo de qualquer leitura, bloqueei o iPad mais uma vez e o guardei, resolvendo que veria algum dos filmes que estavam disponíveis no avião. Vi que estava passando The Big Bang Theory em um dos canais e deixei ali mesmo, colocando o fone e tentando relaxar. Não muito depois uma outra aeromoça passou com o carrinho e eu sabia que começariam a distribuir o jantar. Dentre as opções dadas, acabei pegando uma latinha de cerveja e o frango xadrez. Não me importei em acordar Carmen, sabendo que se eu fizesse tal coisa, ela não conseguiria voltar a dormir. Comi rapidamente, ainda assistindo ao seriado que passava na televisão, e alguns minutos mais tarde os restos foram recolhidos e eu voltei a relaxar na poltrona. Bom, eu pelo menos tentei.
O resto do voo foi tranquilo. Como já era de se esperar, eu não consegui dormir um minuto sequer. Minha irmã acordou quando estávamos a apenas duas horas de Florença e eu sabia que naquele momento ela estava mais nervosa do que qualquer outra coisa. Suas mãos ficavam tremendo, ela ficava balançando as pernas, olhava de um lado para o outro, mordia os lábios, respirava fundo. Sua ansiedade estava me lembrando de que eu também estava muito ansioso e também com medo. Eu sabia que havia tido todos aqueles pensamentos sobre ver como Isabella não estava dando a mínima para o que havia acontecido me ajudaria a seguir em frente, porém eu estava com medo do que aconteceria quando eu realmente visse tal coisa com meus próprios olhos e como já estávamos quase chegando, eu não sabia se realmente queria ver isso. É claro que eu não deixei isso transparecer, minha irmã não precisava saber como eu estava uma completa confusão por dentro. Ela não precisava saber que Isabella e eu estivemos juntos por meses. Ela não precisava saber que Isabella era parte de eu ter sugerido a viagem. Então eu apenas tentei acalmá-la e ignorar tudo o que estava sentindo no momento.
Pouco antes de a comissária de bordo avisar que estávamos entrando em processo de pouso, Carmen avisou que estava indo ao banheiro e eu assenti. Quando ela voltou, parecia um pouco mais calma e sua aparência estava melhor. Supus que ela tivesse se arrumado um pouco e sorri com o fato. Logo fomos avisados que o processo de pouso havia sido iniciado e minha irmã apertou minha mão com força.
- Relaxa - murmurei. - Charlie vai ficar feliz em vê-la.
- Você acha mesmo?
- Claro.
Bom, pelo menos eu esperava. Mas eu sempre estaria pronto para quebrar a cara dele caso ele fizesse alguma coisa que pudesse magoar minha irmã. Não que eu realmente estivesse achando que precisaria fazer tal coisa, é claro. O avião finalmente parou alguns minutos mais tarde, eu e Carmen saímos do mesmo o mais rápido possível e fomos até a esteira pegar nossas duas malas.
- Vou ao banheiro bem rápido - avisei.
Aproveitei para escovar os dentes e jogar um pouco de água em meu rosto, sabendo que eu estava com a aparência cansada e não queria demonstrar isso para Isabella quando eu a visse daqui a algumas horas. Merda. Eu já estava na mesma cidade que ela. Merda, merda, merda.
Acalme-se.
Respirei fundo mais uma vez e saí do banheiro. De longe pude ver os cabelos ruivos da minha irmã parada no mesmo lugar em que eu havia deixado-a. Saímos no portão de desembarque mais próximo, e graças as indicações em inglês que haviam no aeroporto, descobri onde havia um local onde eu poderia alugar um carro. Não demoramos a chegar lá e novamente graças ao fato de ser uma filial universal de aluguel de carros e que havia atendentes que falavam Inglês, uma vez que eu não sabia falar quase nada de italiano, a não ser algumas frases, consegui alugar um porsche 997 s preto com sistema de GPS e pedi a minha irmã que colocasse o endereço da fazenda ali, enquanto eu guardava nossas malas no porta malas.
- Pronta? - indaguei entrando no carro e fechando a porta.
- Acho que sim.
Soltei uma risada e liguei o carro, ligando o ar quente em seguida. Não demorou muito e logo já estávamos na saída da cidade, na estrada que nos levaria até a Fazenda dos Swan. Minha irmã tentava se distrair observando a maravilhosa paisagem ao nosso redor e eu tentava me concentrar nas coordenações que o GPS me dava. Pelo mapa eu podia ver que não estávamos longe e o frio na barriga ia crescendo cada vez mais. Tentei não pensar muito em como seria quando eu chegasse lá, ou no que eu veria quando chegasse lá. Olhei no relógio no painel do carro e vi que já eram quase três da tarde. Eu havia perguntado minha irmã quando ainda estávamos dentro de Florença se ela queria comer algo, uma vez que ela não havia comido o jantar do avião, ficando apenas com o precário café da manhã do mesmo, mas ela havia negado.
- Vire à direita - o GPS ordenou e eu imediatamente congelei.
Ao virar a direita e seguir um pouco na estrada agora de terra, eu já podia avistar a fazenda e meu sangue gelou, vendo a casa que Isabella provavelmente estava naquele momento. Alguns poucos minutos seguindo no mesmo caminho e já estávamos de frente para a entrada da fazenda, onde havia uma enorme placa de madeira sucupira, com um design elegante, escrita Fattoria di Swan, e eu supus que aquilo seria Fazenda dos Swan e eu continuei o caminho, parando ao lado de um carro prata que estava estacionado ali também. Minha irmã parecia congelada ao meu lado e eu me lembrei que devia confortá-la naquele momento. Passei a mão em seu braço tentando chamar sua atenção e seus olhos cinzas viraram em minha direção, parecendo assustados.
- Respire fundo - ordenei e ela imediatamente fez o que falei. - Nós vamos sair do carro e não a nada para se preocupar, está bem?
Ela assentiu e eu desliguei o carro, saindo em seguida. Olhei ao redor rapidamente, vendo como o mesmo era gigante e elegante. Eu via aquilo que provavelmente seria quilômetros de plantações, por onde eu havia dirigido até chegarmos finalmente a enorme casa branca de dois andares, com todo o andar de baixo coberto por pedras em um tom claro e alguns detalhes no andar de cima também. As janelas eram grandes e de vidros, em sua maioria ocupando quase a parede inteira - do chão ao teto -, proporcionando uma maravilhosa visão. Andando um pouco para a direita chegamos em frente a uma pequena escada e eu suspirei, sabendo que aquela era a escada que nos levariam até a porta principal. Minha irmã logo estava ao meu lado, e eu abracei-a rapidamente, passando-lhe confiança. Ninguém havia se dado conta da nossa chegada, uma vez que ainda estávamos sozinhos e começamos a caminhar em direção a porta da frente. Estremeci com o vento frio batendo em meu rosto e esfreguei uma mão na outra, em busca de um pouco de calor. Dei algumas batidas na porta, sabendo que eu não deveria simplesmente entrar e gritar um surpresa e alguns minutos depois escutei alguns passos dentro da casa e então a porta se abriu.
Uma senhora um pouco gordinha, de pele bastante pálida, com os cabelos curtos e de uma cor meio loira misturada com branco e olhos incrivelmente azuis estava parada em minha frente. Seus traços eram doces e simpáticos, um enorme sorriso se abriu em seu rosto quando ela olhou para mim e minha irmã e foi impossível não sorrir de volta. Eu sabia que aquela só poderia ser a avó de Isabella.
- Buon pomeriggio, signora - eu disse testando o que eu havia treinado de Italiano durante a minha vida. Eu não sabia se ela falava Inglês ou não, então não sabia como começar. - Lo sono Edward Masen e questa è mia sorella, Carmen.
- Oh!
- Vorremmo parlare con Charlie - minha irmã se apressou a dizer. Eu sabia que ela havia memorizado aquela frase durante todo o caminho.
- Lui è nella stalla, tesoro. Ma penso che torni presto. Non vorrebbe entrare e aspettarlo?
Olhei-a um pouco confuso, não entendendo muita parte do que ela havia falado. Seu sotaque era carregado e ela falava um pouco rápido. Percebendo minha confusão e a confusão de Carmen, ela soltou uma risada breve e voltou a falar.
- Eu disse que ele está no celeiro, mas que volta logo - esclareceu, agora em Inglês e eu me senti aliviado. Mesmo que seu Inglês possuísse muito mais sotaque do que seu Italiano, denunciando que não era sua primeira língua, eu agradeci mentalmente por ela saber falar inglês. - Vocês não querem entrar e esperar?
- Tudo bem - respondi.
- A propósito, eu sou Marie.
Sorri para ela e logo entramos na casa. Imediatamente o ambiente quente me envolveu e eu soltei um suspiro aliviado enquanto a seguia até o que provavelmente seria a sala. Escutei o barulho de uma televisão ligada e quando passamos pela porta, meu coração parou de bater por alguns milésimos de segundos. Porque ali eu vi algo que não havia me preparado para ver em nenhum dia desde a sua partida. Ali estava ela. Isabella. E ela estava... diferente. Na verdade se não fosse por aqueles olhos castanhos e seu rosto tão conhecido em minha mente, eu não a teria reconhecido. E ela parecia cansada, os olhos estavam inchados, parecendo que ela não dormia bem a alguns dias. Ela estava sentada no sofá, usando uma calça de moletom cinza e um suéter grande na cor rosa claro. O suéter parecia ser de lã, e o tom claro do rosa ficava lindo em sua pele macia e clara. Os cabelos estavam presos no alto de sua cabeça e eu sorri quando vi as meias coloridas cobrindo seus pés branquinhos. Em suas mãos pequenas estava uma enorme caneca e ela arregalou os olhos quando nos viu parados na porta da sala. Eu podia quase escutá-la ofegando da distância em que estávamos e tudo o que eu queria fazer naquele momento era abraçá-la. Ela parecia tão frágil naquele sofá. Como se estivesse machucada. Definitivamente não era isso que eu esperava ver ao chegar aqui. Era quase como se ela estivesse... sofrendo. Seria possível? Seria possível ela estar arrependida? Eu tentava ler seu olhar, mas tinha medo de estar errado mais uma vez. Eu não sabia quanto tempo eu estava ali, apenas a encarando. Tudo o que eu sabia, é que ela também me encarava. Talvez fosse errado, talvez eu devesse desviar o olhar antes que alguém notasse. Isso é, se já não tivessem notado. De qualquer forma, procurando uma força imensa dentro de mim, eu pisquei com força e rapidamente olhei em outra direção.
- Bella, bambina, olha só quem veio visitar o seu pai! - Marie exclamou quebrando o silêncio. Talvez nossa troca de olhares não tenha sido tão longa assim, afinal.
Mas ela não teve tempo de dizer nada, antes que qualquer som saísse de seus lábios uma porta se abriu na casa e então alguém ofegou atrás de nós.
- Chris? É você? - Charlie disse. - Oh meu Deus, Chris!
Sem se importar com nada naquele momento, minha irmã se virou para Charlie e sorriu timidamente, sem saber muito bem o que fazer. Eu sabia que provavelmente ela estava se controlando para não se jogar em seus braços e o abraçar apertado. Charlie também a encarava da mesma forma e talvez ele estivesse se controlando para não a puxar para um abraço também. Sorri rapidamente, sabendo naquele momento que havia feito a coisa certa ao trazer minha irmã para cá.
Resolvendo dar privacidade para os dois, parei de olhar e imediatamente meu olhar caiu em Isabella novamente. Ela ainda tinha o olhar grudado em mim, e eu queria saber o que estava se passando em sua cabeça naquele momento. Será que ela sentiu minha falta? Eu estava lutando com tudo que havia dentro de mim naquele momento para não dar alguns passos em sua direção e fazer aquilo que minha mente queria fazer desde o dia em que eu a deixei naquela festa. Mas eu não podia. Não só pelo fato de estarmos perto de outras pessoas que não sabiam sobre nós dois, mas sim pelo fato de não ser a coisa certa. Eu pensei que ela havia mudado uma vez e havia me enganado. Por que desta vez seria diferente?
- Edward! - Charlie disse e eu desviei o olhar de Isabella.
- Charlie - cumprimentei-o de volta, aceitando seu abraço. Ele não era de abraçar, mas eu sabia que ele estava radiante demais naquele momento. E então ele disse baixo o suficiente para apenas eu ouvir:
- Obrigado por trazer ela até aqui.
- Só a faça feliz, Charlie. Só isso - murmurei de volta e ele assentiu, afastando-se.
- Bom, eu suponho que vocês dois precisam conversar e resolver algumas coisas, certo? - Marie disse para Charlie e Carmen. - Eu vou até a cozinha preparar um delicioso café para todos nós. E você, ragazzo, que tal fazer companhia para minha jovem neta enquanto isso?
- Claro, senhora - respondi com um sorriso nervoso.
Antes e saírem definitivamente da sala, eu notei que Charlie lançou um olhar para Isabella e ela apenas abriu um pequeno sorriso e assentiu suavemente, como se estivesse encorajando Charlie. Ele suspirou aliviado e então, tão rapidamente quanto ele havia chegado, ele e minha irmã saíram da casa, provavelmente para conversarem e resolverem sua situação, e Marie também havia voltado para cozinha, o que fazia com que eu estivesse completamente sozinho ao lado de Isabella. Cocei a garganta, e caminhei até o sofá, sentando do seu lado. Tentei prestar atenção no que passava na televisão, mas logo meus olhos estavam presos em Isabella novamente. Eu queria que ela dissesse algo. Eu queria escutar sua voz.
- Oi - ela disse baixinho, como se estivesse lendo minha mente. Fechei os olhos por alguns segundos ao escutar sua voz. Tão diferente do que eu me lembrava. Não havia falsa inocência ali, ou um tom provocante. Era apenas uma voz baixinha, suave e ansiosa.
- Olá, Isabella - respondi.
Foi a vez dela fechar os olhos e soltar um suspiro alto. Eu queria saber o que estava se passando em sua mente. Por que ela havia fechado os olhos? Por que um pequeno sorriso nasceu em seus lábios? Por que ela parecia tímida? Eu queria saber tantas coisas, mas ao invés disso, eu fiquei apenas a observando, gravando cada traço do seu rosto novamente.
- Deus! Eu senti falta de ouvir você dizendo meu nome - ela disse abrindo os olhos e eu a encarei surpreso. - Desculpe. Foi inapropriado dizer isso.
- Está tudo bem - sorri levemente. - Então é aqui onde você passava suas férias...
- Sim - respondeu rapidamente. Ainda era possível notar como ela estava ansiosa. - Como você sabia como chegar aqui?
- Grace - respondi. - Eu disse a ela que era uma emergência e ela me passou o endereço.
- Hmm... - murmurou antes de tomar um gole do que havia na caneca. - Então era uma emergência, uh?
- Sim. Eu não podia deixar minha irmã daquele jeito mais - disse, omitindo parte da verdade. Ela não precisava saber que ela era grande parte do real motivo de eu ter vindo.
- Ah... - Ela desviou os olhos rapidamente, mas eu pude ver que sua expressão havia mudado. - Sua irmã, claro.
- Por quê?
- Nada. Estou apenas curiosa, eu acho.
- Hmm...
Eu queria perguntá-la outra coisa, qualquer coisa, mas nada vinha em mente. Então mais uma vez um silêncio mórbido se instalou na sala e nós ficamos um olhando para o outro. Os olhos dela pareciam estar mais tristes agora, mas eu não quis perguntar o motivo. Alguma coisa me dizia que eu não ia querer saber. Eu fiquei analisando sua expressão, em busca das respostas que eu não conseguia verbalizar, porém eu não conseguia dizer se as respostas que eu havia achado eram apenas coisas da minha mente, ou eram realmente reais. Era tudo tão estranho. Ela não era a mesma Isabella de uma semana atrás, eu podia ver isso apenas ao olhá-la. Mas até quando isso duraria? Por alguns meses ela parou de tentar estragar as coisas com a minha irmã, e eu realmente me deixei acreditar que ela havia mudado, mas no final ela me provou estar errado. Ela poderia fazer isso de novo. Não poderia? O que a impediria de estregar tudo mais uma vez?
- Quer chocolate quente? - indagou de repente.
- Não, obrigado.
Ela assentiu e levou a caneca até os lábios, dando alguns goles. Então quando ela abaixou a caneca, eu vi a pequena linha de chocolate cobrindo um pouco acima do seu lábio superior e um sorriso nasceu em meus lábios ao vê-la daquela forma. Eu estava confuso. Muito confuso. Todavia isso não me impediu de levar uma das minhas mãos até o rosto de Isabella e lentamente passar a ponta do dedo por cima do chocolate, limpando a região. Isabella fechou os olhos diante do toque e eu senti meu coração acelerar, sentindo aqueles arrepios que eu sempre sentia ao tocá-la. Sua respiração bateu em meus dedos e eu rapidamente tirei-os dali.
- Estava sujo - eu expliquei e rapidamente limpei meus dedos ao levá-los até minha boca. O gosto do chocolate parecia diferente, e eu sabia que era coisa da minha cabeça. Eu só o sentia diferente pelo fato de ele ter estado na pele de Isabella. Notei também que mesmo sem nos dar conta disso, nós dois já estávamos um muito próximo do outro. Nossos corpos quase se tocando.
- Edward... - ela murmurou fechando a distância entre nós dois. - Me beije.
- Isabella... eu...
Eu devia beijá-la? Ou eu devia me afastar? Merda. A confusão em mim crescia cada vez mais. Eu não imaginava que seria difícil continuar com o plano inicial ao vê-la de perto. Estar perto dela depois desses dias estava me matando. Eu não sabia que merda pensar ou fazer. Beijar e ceder? Ou me afastar e esquecê-la? Eu senti seu nariz tocar o meu e sabia que eu estava prestes a ir para o inferno, quando a porta da frente se abriu e eu rapidamente me afastei de Isabella. Respirando fundo e olhando diretamente para a televisão. Salvo pelo gongo. Ou melhor, por quem quer que tenha aberto a porta. Alguns segundos depois notei que eram Charlie e Carmen, uma vez que os dois agora estavam na sala também. Sorri quando vi que eles pareciam um pouco mais relaxados, e Isabella soltou um suspiro pesado ao meu lado, murmurando que ia levar a caneca vazia para a cozinha e saiu da sala de cabeça baixa. Mas que diabos?
- Aconteceu alguma coisa? - Chis me indagou de repente.
- Não sei - respondi sinceramente. Eu não sabia o que diabos havia acontecido.
- Não se preocupem - Charlie suspirou, passando a mão na sua barba agora um pouco grande. - Ela está assim a semana inteira. Tivemos longas conversas nesses últimos dias, uma forma de nos aproximar. Acho que ela ainda esta assimilando tudo. Até eu estou um pouco deslocado e sem saber como agir.
- Não seria melhor eu e Edward irmos para um hotel? - minha irmã indagou. - Quero dizer, não quero ficar entre você e sua filha. Eu já te disse isso antes.
- De forma alguma. Bella não está brava com vocês, ela está brava consigo mesma e comigo também. Além do mais, minha mãe me mataria se eu deixasse vocês saírem por aquela porta sem que ela tivesse a chance de mostrar pra vocês a hospitalidade dos Swan.
- Bom, se você diz...
- Ótimo, já que vocês estão ficando - ele disse agora olhando para mim. -, que tal irmos no carro pegar suas coisas? Eu vou mostrar onde Edward vai dormir, e acredito que não há problema Chris dormir comigo, certo?
- Claro que não, Charlie - disse soltando uma risada pelo nariz. - Eu sei que você vai saber respeitar minha irmãzinha.
- Edward!
Eu e Charlie começamos a rir e fomos até o carro que eu havia alugado algumas horas atrás. Ele elogiou a escolha, dizendo que sempre teve vontade de ter um desses para ele. Eu concordei, rindo, e disse que havia sido o motivo de eu ter o escolhido para a viagem. Pegamos as malas e voltamos para dentro da casa. Charlie foi direto em direção as escadas que nos levava a um segundo andar igualmente grande ao primeiro, assim que terminamos de subir as escadas eu já podia ver uma lareira ali, assim como algumas salas, uma mini-biblioteca e vários outros cômodos que Charlie ia me mostrando pelo caminho. De acordo com meu cunhado, havia uma casa para convidados que ficava um pouco mais distante da casa principal, mas como éramos apenas nós ali, não teria problema ficar nos quartos disponíveis na casa principal. Após algum tempo andando pelos cômodos do segundo andar, ele finalmente parou em frente a uma porta escura de madeira e a abriu, revelando um quarto na cor marfim com alguns detalhes em vermelho, completamente elegante. O chão era de tábua corrida de marfim sintecada, havia algumas janelas de vidro que iam da metade da parede até o teto, dando uma visão maravilhosa para o exterior da casa já que as cortinas vermelhas estavam abertas e debaixo das janelas havia um sofá para dois lugares. Havia um pequeno guarda roupa de mogno que ficava ao lado de uma mesinha de escritório com um abajur. No chão, havia um enorme tapete com um design clássico, na cor vermelha. A parede estava coberta por alguns quadros pequenos e eu pude ver uma porta que provavelmente levaria a uma suíte. O quarto era magnífico, assim como o restante da casa, porém, o que realmente me chamou a atenção foi a cama king size com dossel que havia no quarto. Ela essa massiva, coberta por um forro de cama branco e o dossel tinha um design elegante, deixando a cama com um ar rústico, mas ao mesmo tempo, de realeza. Como um arquiteto e aspirante a designer de interiores, eu podia dizer que aquele quarto era de deixar uma pessoa sem palavras.
Coloquei minha mala ao lado da mesinha que ficava na parede, e a bolsa com meu notebook e iPad coloquei em cima da cama. Charlie disse que eu podia ficar a vontade ali, que ele levaria a mala da minha irmã até o quarto onde ambos dormiriam e eu pensei em tomar um banho rápido, porém não sabia quanto tempo eu tinha até a Sra. Swan nos chamar para tomarmos o café que ela estava preparando. Resolvi então apenas jogar mais um pouco de água no rosto, e retirei o casaco que eu estava usando, uma vez que o aquecedor da casa estava ligado e não estava tão frio quanto lá fora. Sabendo que eu não podia demorar muito, tornei a sair do quarto e me surpreendi quando a porta ao lado foi a aberta, e uma Isabella não muito feliz saiu do mesmo. Seus olhos se arregalaram quando ela me viu ali, e ela tentou sorrir um pouco, mas logo virou as costas e voltou a andar em direção a escada.
Merda. O quarto dela era ao lado do meu?
Com tantos quartos na casa, e uma casa de convidados, Charlie teve a brilhante ideia de me colocar ao lado do quarto de Isabella? Era alguma brincadeira? Algum teste de resistência? Merda. Balancei a cabeça, respirando fundo e desci as escadas. A Sra Swan já estava na ponta da mesma esperando por mim, e com um sorriso genuíno, guiou-me até a enorme e aconchegante cozinha que havia na casa. Eu quase senti meu estômago roncar quando vi a quantidade de coisas que haviam ali, e imediatamente salivei. Vi que Charlie e minha irmã já estavam sentados à mesa, e Isabella havia sentado em uma cadeira em frente a lareira que havia ali. O rosto estava apoiado no joelho e ela encarava o fogo com uma expressão pensativa. Eu via aquele biquinho se formando em seus maravilhosos lábios, e imediatamente soube que ela estava ponderando sobre algo. Ela sempre fazia essa expressão quando estava indecisa sobre alguma coisa. Não sei o motivo, mas vê-la fazer aquela mesma expressão naquele momento em que ela estava tão frágil, me pareceu a coisa mais fofa que ela já havia feito, e uma enorme vontade de me juntar a ela em frente a lareira tomou conta de mim, e eu quase me vi indo em sua direção. Sra Swan soltou uma risada ao meu lado, seus braços ainda estavam enlaçados aos meus, e eu olhei para ela que apenas maneou a cabeça, dizendo para eu sentar-me a mesa e comer algo.
- Obrigado, Sra Swan - disse sinceramente, sentando-me de frente para Charlie.
- Deixe de bobagens, ragazzo. Não precisa me chamar de Sra Swan - ela revirou os olhos. - Isso me faz pensar na minha sogra, que Deus a tenha bem longe de mim, a propósito.
- Mãe!
- O que foi? É a verdade, amore mio. Enfim, chame-me de Marie, ou Nonna está perfeito também. Vamos lá, sirva-se a vontade! Eu sei bem que essas comidas de avião são horríveis e você deve estar faminto, pobrezinho.
Sorri para ela em agradecimento e imediatamente comecei a me servir, um pouco perdido por onde começar, eu confesso. Havia uma enorme variedade de queijos, pães, alguns bolos e tudo cheirava tão absurdamente bom, que eu já imaginava que ganharia muitos quilos nessa viagem. Balancei a cabeça para não pensar no assunto, uma vez que o mesmo me levaria diretamente a academia, que por sua vez me levaria a pensar em Isabella.
- Bella, dolcezza, não seja rude e fique sentada aí. Junte-se a nós e coma. Seu chocolate quente já está feito do jeito que você gosta.
- Obrigada, Nonna - ela sorriu fracamente e sentou-se ao meu lado na mesa.
Fiquei tenso na mesma hora por tê-la sentada ao meu lado em uma mesa novamente, cenas de jantares e almoços passados, nos quais ela sempre me provocava com as mãos ou o pés, passaram em minha mente diversas vezes e eu me perguntei se ela tentaria algo, se ela me provocaria como antes. No entanto, quando começamos finalmente a comer, ela sequer direcionou os olhos para mim. Seus grandes olhos castanhos estavam sempre baixos, e ela parecia concentrada na xícara de chocolate quente em suas mãos. Dos seus lábios não saíam os pequenos gemidos que ela sempre dava ao comer algo, e eu meio que senti falta de ouvi-los. Suas mãos não ousaram a descer e tocar minha coxa por baixo da mesa como ela sempre fazia, e seus pés não tocaram minha canela também. Ela manteve sua distância, comeu em silêncio enquanto os outros conversavam, e eu simplesmente não conseguia prestar atenção no assunto do momento. Eu só conseguia olhar para Isabella a cada dois minutos, e me perguntar mentalmente o que diabos estava acontecendo. Me perguntando aonde estava a Isabella que eu estive junto por meses. Onde estava a Isabella provocante que gostava de me desafiar na frente de todos?
Balancei a cabeça negativamente mais uma vez naquele dia, e voltei a comer. Notei Marie lançar um rápido olhar para mim com um sorriso reconfortante, e foi impossível não sorrir de volta, mesmo que eu não tenha entendido o motivo de ela ter sorrido para mim.
- Acabei - Isabella anunciou baixinho. - Posso me retirar da mesa, Nonna?
- Claro, dolcezza.
E então, assim como alguns minutos atrás na sala, ela deixou a cozinha sem olhar para ninguém, e Charlie soltou um suspiro alto, maneando a cabeça. Escutei Marie murmurar algo em italiano para ele, mas não me preocupei muito em tentar entender. Havia ouvido a palavra "pazienza" e "Isabella" sair dos lábios dela e imaginei que ela estivesse pedindo a Charlie que tivesse um pouco de paciência com Isabella.
Terminamos de comer alguns minutos depois, e eu me sentia completamente satisfeito, não me lembrando da última vez que eu havia comido tanto assim. Agradeci Marie, assim como minha irmã, e ela apenas riu, dizendo que era uma das poucas coisas que uma mulher na idade dela ainda podia fazer. Carmen ofereceu para ajudá-la a lavar a louça, porém ela foi logo nos expulsando da cozinha, dizendo para relaxarmos que ela cuidaria daquilo. Após insistir muito e ver que eu estava apenas perdendo uma batalha, resolvi que seria uma boa hora para tomar banho então. Os sintomas do jat-lag já estavam me atingindo e eu sabia que não iria dormir tarde naquela noite. Tomei um banho não muito longo no chuveiro do banheiro que ficava no quarto e coloquei um par de boxers qualquer, para em seguida jogar uma calça cinza de moletom por cima, e antes que eu sequer notasse, eu havia me jogado na enorme cama e meus olhos ficaram pesados demais para que eu conseguisse pensar em alguma coisa.
Algumas horas mais tarde, eu abri os olhos e me deparei com a escuridão do quarto, não fazia a mínima ideia de que horas eram, e muito menos de quanto tempo eu havia dormido. Eu sentia meu corpo pesado, mas infinitamente melhor do que ele estava antes de eu dormir. Um cheiro gostoso de comida exalava pela casa, e eu supus ser a hora do jantar. Acendi a luz do quarto para procurar minha bolsa, e notei que a mesma ainda estava em cima da cama. Peguei meu iPad apenas para olhar as horas, e soltei um suspiro cansado ao notar que pouco se passava das seis e meia. Coloquei um moletom fechado por cima, apenas para não descer sem camisa pela casa. Eu sabia que seria desrespeitoso fazer algo assim em frente a Sra Swan, e calcei um par de chinelos, passando a mão em meus cabelos e me preparando para abrir a porta do quarto, porém algo me parou.
- Será que a gente poderia ter um minuto a sós? - eu escutei Isabella dizer. Com quem ela estava falando?
- Hm... Claro, Bella. Podemos ir andar pelo jardim de você quiser e então conversamos.
- Perfeito, eu só vou pegar meu casaco e podemos ir.
Arregalei os olhos ao notar que ela estava falando na verdade com minha irmã e muitas coisas começaram a se passar em minha cabeça. Porque ela estava querendo conversar com Carmen a sós? O que ela iria falar com minha irmã? Será que ela iria se desculpar pelo que havia feito na festa? Será que as duas finalmente tentariam achar um meio termo entre elas, para então tentarem resolver toda a confusão que elas - porque sim, mesmo sabendo que Isabella havia errado feio ao fazer o que fez na festa, eu também sabia que o silêncio da minha irmã ao não contar nada daquilo para Charlie, havia provocado algumas coisas- haviam criado? Senti um sorriso nascer em meus lábios com a possibilidade de que elas realmente fossem conversar. Eu realmente não sabia, mas uma grade parte de mim esperava que a resposta fosse positiva e as coisas começassem a se acertar.
N/A: E finalmente chegamos a fase da Itália! Estou ansiosa por essa parte desde o dia em que comecei a fic basicamente, tanto é que tenho esse e os próximos capítulos escritos desde Maio e Junho! Enfim… Edward não queria dar o braço a torcer, e ficou surpreso ao encontrar uma Bella que ele só teve a chance de ver uma vez na vida (no dia do piano) parada diante dele e ele está mais confuso do que estava antes de vê-la. Ele quer ceder, mas tem algo prendendo ele. Talvez ele não esteja 100% pronto para uma conversa ainda… Por outro lado, essa semana que passou pareceu ajudar bastante a Bella e o Charlie e já podemos ver mudanças claras na forma que eles se tratam/se consideram. Quem gostou da Beth com certeza vai amar a Nonna, eu já amo totalmente! Hahahahahaha. Uh… esse final. Bella chamou a Carmen para conversar, o que será? Pelo menos o Edward já não foi pulando e tirando conclusões precipitadas, né? ;) Bom, os próximos capítulos vão continuar no POV dele, porque eu achei que seria mais divertido ficar na cabeça dele enquanto algumas coisa aconteciam. Não deixem de comentar, por favor! Eu devo voltar antes do Natal, então fiquem ligadas. Beijos, beijos!
N/B: Edward ficou surpreso por encontrar a Bella diferente do que ele imaginava. Ela pedindo pra ele beijá-la foi tão :c ele ta magoado, ela colhendo os frutos do seu erro... mas sou a favor deles trabalharem com todos esses sentimentos, só não parece que vai ser fácil ou de imeditado. E é bom ver que Bella e Charlie estão chegando a algum lugar no relacionamento pai/filha, é importante que isso seja resolvido e que tudo entre nos trilhos com eles. Nonna s2 Amo a Nonna, ela, Beth e Pietro estão no meu Top de personagens dessa fic haha Agora, Bella chamou Carmen para conversar, tomara que seja uma boa conversa. Continuem comentando! Beijos xx LeiliPattz
