Epílogo – Nem sempre o caminho mais fácil, é o certo.

Quatro Anos Depois.

Bella estava sentada em sua aconchegante cadeira de balanço em seu quarto, enquanto embalava a pequena Renne em seus braços. Ela era tão frágil com seus seis meses de idade, seu incrível par de olhos verdes, herdados do pai, e sua face corada e quente. Ela era perfeita, Bella pensava, enquanto trocava o braço que a segurava. Parecia que havia sido ontem que todo o pesadelo acontecera e que havia surgido "a grande luz" literalmente em suas vidas, e ela havia concedido Renne, cujos olhos faiscavam de felicidade quando os pais e os avôs a mimavam constantemente.

Bella apoiou sua cabeça na madeira da cadeira, e começou a ver que certamente todo o sofrimento e dor que se submetera no parto de Renne, havia valido á pena. Edward havia sido um amor e muito atencioso, o pai perfeito o marido perfeito.

" – Edward, acho que a bolsa estourou! – Bella gritou do quarto enquanto Edward cozinhava uma de suas especialidades: Lasanha.

- O quê, amor? – Ele gritou de baixo sem ouvir. Bella começou a xingar baixinho toda aquela pouca audição dele, antes, quando vampiro, se ela suspirasse ele já estaria lá em cima e ela não teria que usar tanto fôlego para chamá-lo do andar de baixo.

- A BOLSA ESTOUROU! – Em uma velocidade surpreendentemente rápida Edward chegou ao quarto. Nesses quatro anos em que ele estava como humano, Bella e os Cullens achavam que apesar da transformação, ele ainda tinha algumas características de vampiros. Como um pouco mais de velocidade, equilíbrio, e ele conseguia pegar ainda alguns lampejos de pensamentos das pessoas, mesmo que pequenos e raros, mas infelizmente, Bella pensara, a boa audição não continuara.

- O meu amor, calma, calma, é... Eu vou ligar para o hospital, vou ligar para minha família, para seu pai, Ah Meu Deus o que eu faço? – Bella nunca o vira tão nervoso antes, mas logo parece que Deus resolveu dar um empurrãozinho. Ele a pegou pelo colo, mesmo com todo o peso, e levara ela para o carro enquanto ligava para o hospital e deixava Charlie e os Cullen para serem avisados por Alice.

- Amor, respira daquele jeito que o médico ensinou! Por Deus Bella! Faça aquela respiração de cachorrinho, é minha filha que está aí dentro!

- Ela também é minha filha! E se você estivesse no meu lugar, com toda a certeza, não conseguiria lembrar-se da droga de aula de respiração de cachorrinho! – Bella falava irritada. Edward e ela estavam muito nervosos, o que não era para menos, a filha deles iria nascer!"

Enquanto Bella se lembrava ela sorria, feliz... Mas logo estremeceu quando se lembrou do parto.

" – Vamos querida, vamos, rápido. Tenha fé, tenha força! Você consegue! Mas um pouquinho! A cabeça está aparecendo! Vamos, empurra! Empurra! – Bella já estava há doze horas na sala de parto, Edward estava mais preocupado do que a própria Bella que sofria as dores, e ele se recusava a sair por um momento sequer do lado de Bella. Bella já não tinha mais forças, o bebê era muito grande, tinha quatro quilos, uma jamanta, ela pensou. A sala já estava tomando o ar de desespero.

- O batimento está caindo... - A enfermeira falou. Tinham cerca de cinco profissionais ali, mas parecia que nenhum deles estavam muito esperançosos.

O meu bebê, o meu bebê, era só o que ela pensava. Ela amava tanto sua filhinha, mesmo sem a conhecer, ela não poderia perder. Não depois de tudo o que passou, e de tudo que sentia por ela, e o que ela já significava.

Passaram-se mais uma hora, há trezes horas Bella estava lá, e os médicos já haviam rasgado aos arredores do orifício vaginal para dar mais espaço para o bebê, mas era algo que Bella não sentiu, ou pelo menos não era tão forte como as contrações, que não davam nem cinco segundos para ela tomar algum fôlego.

- Acho que não tem como. – o médico disse para Edward. Edward não se conformava, e eu estava começando a ficar histérica. Todas as dores, todos os meses, todo o cuidado, todo o amor, para nada?

Bella fechou os olhos por um momento, tentando recuperar o resto de energias que ainda lhe restava, para impulsionar mais ainda o bebê. Como se fosse possível, ela pensava. Quando ela abriu os olhos viu que Edward não estava mais ao seu lado, sem forças para gritar ou chamar por ele, ela o viu gritando com os médicos, enquanto tirava-os do caminho, e assumia o lugar. Ele tentaria fazer o parto. Tenho que salvar Bella tenho que salvar o bebê, era só o que ele conseguia pensar. Ele sabia que Bella não teria muitas chances se o bebê não nascesse agora. Nos anos como ajudante de Carlisle, e de faculdade de medicina, ele havia aprendido muito bem, na teoria, como fazer um bom parto. E agora nada o impedia de fazê-lo. Os médicos nem sequer cogitaram a hipótese de recusar a ordem dele, eles mesmo estavam cansados e não tinham mais esperanças para continuar, e sinceramente não achavam que Edward iria conseguir algo, eles só ignoravam que ele tinha trezentos anos de estudo.

Edward olhou fundo nos olhos de Bella, e conversando pelo olhar, Bella começou a usar as forças até que não tinha para impulsionar o bebê, enquanto Edward fazia de tudo para tirar o bebê, sempre olhando Bella e dando coragem para ela continuar.

- Vamos Bella, vamos meu amor, é nossa filha, força! – Ele repetira várias vezes. Bella arrumava forças até onde não tinha impulsionando pelo poder dos olhos verdes de Edward fixos nos dela. Depois de algum tempo, Bella perdeu as forças, mas ouviu o choro de um bebê. O choro mais lindo, o canto mais lindo, ela pensara, mas ela sequer tinha forças para abrir os olhos. Edward sorria enquanto tirava o bebê, ele havia conseguido!, Ele salvara Bella e a filha, que era a coisa mais linda do mundo. E ele não conseguia parar de olhá-la, não conseguia parar de tocá-la. Os médicos olhavam aquilo abobados, e o próprio Edward cortou o cordão umbilical e enrolou em uma manta para entregar á Bella. Ela estava toda suada e com os olhos apertados com força. Edward sorriu e continuou a abrigar a criança em seus braços firmes, esperando Bella abrir os olhos. E a única coisa, que ele pensava era que realmente havia valido a pena se tornar humano, agora ele tinha certeza ao ver a filha nos braços."

Bella sabia que se não fosse por Edward, ela e o bebê poderiam estar mortos agora. E depois daquele dia, ela o passou a amar mais, como se fosse possível. Renne era tão levinha, tão vulnerável, tão linda, e lembrava tanto sua mãe, com seu jeito mesmo aos seis meses: brincalhão e sorridente.

"– Qual vai ser o nome dela, Bella? – Esme perguntou enquanto visitava Bella e o bebê no hospital. Todos os Cullen ficaram muito emocionados, e Alice quase nem vira a sobrinha por causa das compras e decoração do pequeno quartinho dela.

- Eu pensei muito, e eu queria dar o nome de Renne, de minha mãe. Como uma homenagem, sabe? – bella estava com lágrimas nos olhos enquanto amamentava Renne.

- Tenho certeza de que ela irá gostar, onde quer que ela esteja. – Rosálie falou enquanto sorria para Bella. Elas agora eram extremamente unidas. Rosálie realmente aprovou a coragem e caráter que Bella teve em se matar só por uma promessa, e por ter concebido com tanto esforço Renne.

- Tenho certeza de que ela está feliz onde quer que esteja. – Bella dizia enquanto tocava o próprio coração."

Ela era uma benção, uma luz que se instalara na vida de todos, mesmo quando Charlie dissera que ela e Edward eram muito jovens tanto para casarem tanto para terem filhos e Edward sempre a pressionava dizendo que apesar de ser humano agora, ele já vivera trezentos anos, e era tempo de mais. Aliás, ele disse, nós não temos mais toda a eternidade. Muitas vezes Bella pensara sobre o assunto: Eternidade. Ela teria gostado tanto de viver a eternidade com Edward, parecia que setenta ou oitenta anos eram muito pouco para o amor deles, mas logo afastava o pensamento da cabeça, pois logo via a perfeita conseqüência do pedido de Edward a Deus: Renne ou como era mais chamada: Nessie.

O sono não vinha por isso Bella se permitiu vagar mais alguns anos no passado, ao tempo logo após a experiência inesquecível "sobrenatural" dos dois.

Lembrava-se de Charlie olhando Edward da cabeça aos pés notando algo de muito diferente, logo depois que eles desceram as escadas do quarto dela, sem ao menos desconfiar que eles houvessem acabado de "ressuscitar".

Lembrava-se dos Cullens chocados quando viram Edward pela primeira vez e Emmet sair gritando pela casa: "Fizeram um clone do Edward humano! Fizeram um clone do Edward humano!" e também de Jasper desafiar Edward á uma corrida pela floresta ou uma caça a leões-da-montanha, o que levou a um rosnado de Edward, o que gerou ainda mais comentários, sobre como quase nada mudara.

"– Se Edward está feliz, nós estamos felizes. – Esme falava enquanto nós conversávamos no jardim. – Estou mais feliz ainda, pelo cheiro de Edward ser bom, porém não tentador o que não nos permite o atacar mesmo fora de Forks.

- Eu tenho algumas teorias. – Carlisle falou. – "Edward se transformou em humano, mas mesmo assim ele ainda permanecesse com algumas características de vampiro, o cheiro dele está misturado por isso que nós não nos tentamos.

- Bem. – Alice falava. – Não vou ter a eternidade para encher seu saco com roupas novas, nem com visões do futuro.

- Agora eu tenho que acabar com a aposta que eu fiz á Jasper, sobre quantas casas vocês iriam destruir se fossem vampiros" – Emmet falou com cara de tristeza. Mas todos estavam felizes, porque Edward estava feliz, e era isso que importava."

Lembrava-se também, quando Edward sentiu fome pela primeira vez, e quase se levantou da cadeira para ir morrer caçando leões da montanha, quando se lembrou que não gostava mais de sangue, e ficou desesperado sem saber o que fazer, quando Bella o salvou com três rodadas inteiras de pizza gigante de três queijos, e quando ele terminou, ele torceu o nariz e disse: "Até que é bom".

Detalhes: A comida preferida dele agora é pizza.

Lembrava-se também, quando Edward caiu enquanto subia na janela dela, e eles terem que admitir á Charlie uma vida "sexualmente ativa", para permitir que Edward continuasse passando as noites ali sem hematomas, o que deixou Charlie extremamente vermelho e o que levou também a um pedido de casamento inusitado no dia seguinte.

Lembrava-se também quando aceitou-se casar com Edward, e eles terem a primeira noite "verdadeiramente" juntos no quarto dela, enquanto Charlie ia pescar.

Lembrava-se quando Edward tornou-se "amigo" de Jacob e disse que Bella saber da verdade fora a melhor coisa que jamais acontecera, e que ele tinha colaborado bastante para aquilo. Tudo com grande ironia na voz. Lembrava-se também quando Jacob ficou constrangido e Edward ter dado um soco nele como um "acerto" por ele tomar conta da vida dos outros, apesar de ter sido bom.

Lembrava-se também quando Edward entrou na faculdade de Medicina, mesmo sem precisar, mas segundo ele, não poderia fazer nada sem um diploma. O que levou a Bella ter cuidado duplo com ele, por causa das novatas e veteranas da faculdade que se jogavam – e jogam ainda -em cima dele apesar da GRANDE aliança de casamento em sua mão, e dos telefones á meia-noite chamando-o para conhecer o paraíso. Edward sempre respondia, e Bella sempre achou graça, quando ele dizia que já tinha ido ao paraíso, o que era verdade, e com certeza lá era bem melhor do que a cama da pessoa. Bella também havia entrado na faculdade de Letras, para se aprofundar posteriormente em Literatura, e lecionar futuramente na escola de Forks, onde Mike ainda estudava devido às grandes repetências por "desvio de atenção", e para infelicidade de Edward esse desvio era sempre em direção á Bella.

Lembrava-se também do casamento luxuoso que Alice fez, de Charlie chorando enquanto levava Bella ao altar, de Emmet de moicano e Alice como padrinhos e toda a turma do colégio cantando em um coral, arrancando risos de todo o mundo.

Lembrava-se da lua de mel que fora por toda a Europa, de Edward ter gastado um milhão de euros com presentes, que incluíam carros brindados, para Bella, carros de corrida, para a família, uma vara de pescar motorizada de última geração para Charlie, e uma lingerie vermelha de Paris assinada pela Madonna, para Mike cheirar. E claro, um exemplar para Emmet. Lembrava-se de Edward gritar da cobertura do hotel mais luxuoso de Luxemburgo, o quanto amava Bella e ainda estender um tapete vermelho com rosas até a enorme cama dos dois.

Lembrava-se da primeira vez que vira á casa – ou mansão- que ela e Edward fizeram questão de estrear desde o tapete persa e a mesa de verniz da cozinha, até a enorme cama king-size no quarto com mil metros quadrados deles.

Lembrava-se também de Edward reclamando – e ainda reclama, apesar de não trocar por nada - da lentidão humana e de não poder ler mentes claramente como antes tanto para ouvir os pensamentos da filha quanto para ouvir o que Alice escondia dele. Edward também ainda não largara o vício por carros velozes, quando Bella o lembrou que ele poderia morrer, e ele diminuiu o velocímetro de 200 km/h para 190 km/h.

Lembrava-se quando Edward soube que ela estava grávida e ele – junto com Alice- fizeram um outdoor na frente da mansão com uma foto de Edward tocando minha barriga e uma frase: " Eu vou ser papai" em três línguas, grifado em letras garrafais e brilhantes.

Lembrava-se quando Edward carregava Bella para todos os cantos, e a enchia de mimos e carinhos, conversava com a barriga dela, cozinhava comidas "sadias", e ainda bancava o médico particular, não sem também brincar um pouco de médico e "casinha" com Bella.

Bella adorava lembrar-se dessas coisas, a fazia feliz e realizada, mas ela nunca se esquecera daquele dia em que encontrou Deus. Era um dia que ela e Edward nunca esqueceriam, e ela sabia disso. Depois daquele dia, ela viu a vida de outra maneira, sem reclamar tanto, sem ver tanto o lado negativo, ela agora enxergava beleza até em coisas que nem dava para se ver, ela agora enxergava o lado bom das pessoas, e era uma pessoa bem religiosa. Pois finalmente ela havia descoberto, que Deus realmente existia e que poderia confiar nele, porque ele a amava. Mas ela sabia que aquilo significava tanto mais para Edward do que para ela, pois ele soube que ele sempre teve alma e coração, e que as pessoas são o que querem ser, e que um coração é moral e não físico.

Nessie abriu os olhos lentamente, e ficou encarando Bella, que sorriu para a filha a cobrindo de beijos. Ela ouviu ao longe uma buzina e um carro se aproximando. Sorriu mais largamente ainda e se levantou com algum esforço, aliás, ela estava grávida novamente de dois meses. Como Nessie estava em seus braços ela desceu pelo elevador da casa, que Edward havia instalado justamente quando ela ficou grávida pela primeira vez. Ao chegar embaixo viu duas empregadas da casa arrumando tudo, e sorriu para elas. Se encostou-se ao batente da porta central e esperou. E logo ele veio sorrindo como sempre, e com o brilho nos olhos sempre que via a filha e a mulher que amava.

- Oi amores da minha vida. – Edward beijou Bella, enquanto pegava Nessie do colo dela. Nessie soltou uma forte gargalhada, e Edward fez cosquinhas e caretas para ela, enquanto Bella sorria vendo os dois amores da vida dela – Está tudo bem? – Ele perguntou olhando para Bella que estava cada vez mais linda com a nova gravidez, mesmo que ele ainda não soubesse disso.

- Sim. – Ela sorriu enquanto Edward a abraçava com Nessie nos braços. – Estava me lembrando do quanto eu sou feliz.

- Sra. Cullen, e qual são os motivos de sua felicidade?

- Você, Nessie, e Edward Jr.

- Edward Jr.? – Ele perguntou confuso. Bella se soltou dele, e o olhou nos olhos, enquanto acariciava sua barriga e sorria. Edward olhou para a barriga dela e com lágrimas nos olhos pegou Bella e a rodopiou no ar, conseguindo mais gargalhadas de Nessie.

- Quando soube?

- Hoje de manhã. – Bella sorriu. – Feliz papai?

- Feliz? Eu estou estupendo! Maravilhado! Realizado! Magnífico! – Ele gritava de felicidade. – Você é magnífica. – Ele disse mais suavemente, enquanto a olhava nos olhos e agradecia mentalmente por ter ela em sua vida. Uma das empregadas da casa, olhando a cena, pegou Nessie cuidadosamente dos braços de Edward e subiu ao quarto com ela. Enquanto Edward pegava Bella no colo e subia as escadas até o quarto deles.

- Eu já disse que te amo hoje? – Ele perguntou enquanto a colocava calmamente na cama, tomando cuidado com o bebê.

- Já. E antes que me pergunte você já me mandou rosas hoje, já mandou chocolates também, e já deu uns mil telefones dizendo que me ama, e me disse mais algumas vezes pessoalmente.

- É pouco. – Ele disse enquanto acariciava o corpo da mulher e tirava a roupa dela com cuidado. – Eu te amo...

- Minha vida... – Ela completou sorrindo, enquanto faziam amor novamente por aquele dia. Bella não poderia estar mais feliz, estava realizada, e mais amadurecida. Ela iria prometer que nunca... Não, ela pensou enquanto se repreendia, chega de promessas.

THE END

OWWWWN, estou surpee emocionada!! Chegou ao fim minha fic e sempre bate aquele frio na barriga né ? Como se eu tivesse tirando meu filho ou algo assim de mim XD

agradecendo ás minhas reviews até agora, obrigada pelo incentivo : Lunna Cullen, bruna326, Amoraa, cloeh, Crisa, Helena D. Cullen , Temaris2SShika , Blackforever .

E a todos os outros que leram gostando ou não gostando ;D

Avisando que irá sim ter uma continuação, e que eu aviso aqiu por meio dessa fic mesmo quando e o link da outra. ;)