Desculpem pelo atraso, mas estou tentando postar desde sexta,
mas o site estava dando pau!
Aqui está, beijo a todas e um excelente domingo!
CAPITULO XXXIII
- Não acredito nisso! Com que cara vou olhar para os seus pais agora? – Bella dizia exasperada.
- Com essa carainha linda que você tem! – Edward respondeu como se fosse óbvio recebendo um olhar significativo. – Venha, vamos tomar logo esse banho e descer.
- O que eles fazem aqui? – perguntou estancando.
- Não sei, talvez meu pai queira falar com a gente, ou só vieram ver Nessie. – disse dando de ombros enquanto se despia.
- Todos de uma só vez? Acho estranho, ai tem coisa! – a jovem disse desconfiada, também se despindo. -Talvez não seja uma boa ideia tomarmos este banho juntos.
- Por quê? – Edward perguntou confuso.
- Porque provavelmente eles tenham que esperar um pouco mais. – Isabella mordeu o lábio percorrendo o corpo do marido milimetricamente, ele a puxou para junto de si, sob o jato d'água tomando seus lábios em um beijo arrebatador. Depois de um longo banho e devidamente trocados, finalmente desceram.
- Até que em fim! – disparou Emmett. – Resolveram tirar o atraso todo em um só dia?
- Emmett! – sua mãe o repreendeu.
-Bom dia a todos e desculpem a demora! – Bella disse ignorando Emmett é claro.
- Não tem problema, nós entendemos! – o cunhado a provocou, Edward riu abraçando a esposa.
- Mas o que os traz aqui? E todos juntos? – perguntou diretamente.
- Precisamos conversar, com os dois! – ambos assentiram e Bella indicou a sala de jantar para que acomodasse a todos.
- Eu também preciso falar com você Carlisle. – Isabella se apressou em dizer.
- Sobre o que exatamente?
- Sobre o meu retorno ao trabalho, e a volta dos Giotto pra casa! – todos estancaram olhando de Edward para ela.
- Eu não disse que falaria com ele? – o tom de Edward deixava claro seu desagrado.
- Sim, mas já que estão aqui, podemos resolver isso de uma vez por todas.
- Qual o problema bambina? – questionou Caterina.
- Você sabe o quanto eu amo você e Joseph, não sabe?
- Si!
-Eu adoro tê-los aqui comigo, mas não é justo de minha parte mantê-los aqui, sei que Joseph sente falta de sua bela Itália, assim como você! Também sei que estão preocupados com o vinhedo, eu estou bem, não é justo mantê-los aqui comigo seria egoísmo demais!
- Entendo bambina, mas tem certeza de que está bem?
- Sim Caterina, eu estou muito bem, e acredito que o trabalho vá me fazer sentir ainda melhor!
- Sendo assim, creio que podemos retornar em breve para nostra Itália!
-Se quiser, posso providenciar uma equipe de segurança que...
- Pode deixar pai, eu mesmo me encarrego disto! – Edward disse o cortando, o casal Giotto era de grande estima sua e de sua esposa, precisava garantir que os melhores homens os acompanhassem.
- Vai mesmo voltar a trabalhar? – sua irmã perguntou. – Acha que isto é seguro, Carlisle? Mesmo depois de tudo que houve?
- Não vou ficar trancada dentro desta casa, Alice! – Isabella retrucou. – Preciso me sentir útil, e sei que se eu estiver trabalhando, me ajudará em meu tratamento.
- Se você se sente segura para trabalhar, não vejo problema, desde que obedeça a algumas regras. – Carlisle sorriu quando a nora fez careta.
- Que regras?
- Lhe direi quanto traçarmos um esquema de segurança pra você! – a jovem revirou os olhos, contrariada.
-Vou ter que andar com aqueles caras me seguindo o tempo todo?
- Pra começar! – respondeu seu marido.
- Mas...
- Isto não está em discussão Isabella! – a jovem bufou cruzando os braços diante do peito, contrariada.
- Eu vim avisar que já dei entrada na papelada, e acredito que em alguns dias tudo esteja pronto para oficializarmos a situação de vocês. – avisou Rosálie.
- Ótimo! – Edward disse piscando para a esposa, um pequeno sorriso se formou em seus lábios e Bella corou levemente. – Quero regularizar isso o quanto antes.
-Phill me ligou avisando do jantar beneficente em pró a entidade que Dora ajuda, haverá um leilão e ele conta com nossa presença!
-Uma festa? Acha mesmo que é seguro? Afinal todos já sabem quem eu sou e...
- Não se preocupe Bella, acredito que será interessante, uma vez que Caius de Lucchi estará presente!
- Quem é Caius de Lucchi? – Isabella se lembrava do nome, mas não recordava de onde.
-Caius de Lucchi é o mandante do seu sequestro! – Carlisle foi direto, vendo os olhos da jovem saltar. – Segundo nossas investigações, ele assumiu o lugar de Aro, nas organizações Volterra, e...
- Me quer morta, pelo visto! – Isabella concluiu. – Mas espera um pouco, este nome não me é estranho, estamos falando do...
- Diplomata italiano, Caius de Lucchi.
- Diplomata?
- E com imunidade diplomática, o FBI e a Interpol estão fora, estamos sozinhos nesta! – disse Emmett.
-Não acha arriscado demais, Carlisle? – Alice não conseguiu esconder sua preocupação. – Pelo menos para Bella?
- Estaremos lá, além do mais, haverá homens infiltrados em todos os lugares, eu mesmo providenciei tudo! Nossa presença é imprescindível, ainda mais agora que a sociedade sabe da verdade, não ir dará margem a especulações.
- Outra daquelas festas? – Isabella disse fazendo uma careta.
- Sim filha, acha que está preparada?
- Vai estar comigo, não vai? – perguntou ao marido.
- Claro que sim, sempre! – Edward respondeu prontamente.
- Então estou pronta Carlisle, mas me fale mais sobre esse tal Caius Lucchi! – seu sogro lhe explicou em detalhes de quem se tratava, assim como sua ligação com Renata e Jane Volturi, além, do fato dele ser o mandante de seu sequestro assim como a morte da agente Sanders.
Dois dos agentes de Edward foram designados para fazer a segurança pessoal de Bella, ele também escolheu a dedo os homens que iriam com o casal Giotto para Siena.
- Pra que tudo isso Edward? – Isabella não estava nada contente por ter que andar com dois homens armados até os dentes pra cima e pra baixo, mas Edward deixou claro que sem eles nada de trabalho.
- É para a sua segurança Bella, Rogers e Burthon são de minha inteira confiança, são altamente treinados e...
- Como vou explicar estes dois para Adam?
- Não se preocupe, eu mesmo falo com ele! Vamos? – a jovem bufou revirando os olhos o acompanhando. – Vou levá-la e depois você volta com eles!
- Mas...
- Já providenciei outro carro blindado e...
- Não acha que está exagerando?
- Não quando falamos de sua segurança! Por favor, Bella, seja boazinha, sim? – a jovem não quis contrariá-lo, afinal passaram por maus momentos e o compreendia bem.
- Vai para a agência ou para a empresa?
- Para a agência, já que vai voltar ao trabalho, não faz sentido continuar afastado.
-Tome cuidado! – pediu passando seus braços ao redor dele.
- Não se preocupe meu amor, não vou sair em missão, eu prometo! – ela somente assentiu antes dele beijá-la.
Edward passou instruções a Adam e explicou à presença de seus homens, ele aceitou bem o fato e se algum cliente perguntasse, diria se tratar de seguranças da loja. No final de semana a jovem recebera uma visita inesperada, seu pai foi vê-la assim como a neta.
- Charlie? – disse ao atender a porta.
- Desculpe vir sem avisar, será que eu poderia ver minha neta? – a jovem ponderou por um momento, pensando na conversa que teve com a irmã.
- Entre! – pediu lhe dando passagem.
- Obrigado, e como você está?
- Bem! – respondeu dando de ombros, Edward cumprimentou o sogro que se derreteu todo para a pequenina.
- Alice disse que voltou ao trabalho, acha mesmo seguro? – Isabella não estava acostumada com tanta atenção e ainda não sabia como agir com relação ao pai.
- Não se preocupe senhor Brandon, contratei uma equipe especializada, Bella e Nessie estão seguras, lhe garanto.
- Fico mais tranquilo, se precisar de alguma coisa filha... Qualquer coisa, é só dizer, eu...
- Não se preocupe, eu já tenho tudo de que preciso. – ela não quis ser rude, Isabella já o havia perdoado, mas ainda não conseguia demonstrar afeto ao pai, mesmo assim permitiu que ele tivesse acesso a filha.
- Como se sente? – seu marido perguntou a envolvendo em seus braços assim que Charlie havia saído.
- Estranha, ainda não consegui me acostumar com toda esta atenção dele, sei que ele está tentando e acredite, também estou, mas...
- É difícil, eu sei. – concluiu por ela, de forma sussurrada, depositando um beijo em seus lábios.
Os Giotto haviam voltado para Siena, junto com Maria, Isabella queria acompanhá-los até o aeroporto, mas Edward não achou seguro, então se despediram em sua casa mesmo. Ele fez questão de levá-los ao aeroporto e não cansou de agradecer por tudo.
- Aguardamos vocês lá em nostra Itália, ragazzo! – disse Caterina abraçada a ele. – Você, Bella e tua bambina.
- Nós iremos, eu prometo que assim que estivermos livres daquele bastardo, iremos!
- Cuida delas, e se cuida! – Maria disse ao abraçá-lo.
- Pode deixar, e você se cuida garota e cuide deles para nós.
- Cuidarei, não se preocupem.
- Ah! E não se esqueça de nos chamar pro casamento! – brincou.
- Acho que isso ainda vai levar um tempo!- disse divertida, ele se despediu de Joseph e de seus homens lhes dando as ultimas instruções.
O leilão beneficente de Dora Hanson, costumava reunir a nata da sociedade de todo o estado de Washington e alguns estados vizinhos e o country club era o lugar perfeito para reunir tantas fortunas em um só lugar.
Isabella se olhava no espelho há alguns minutos, estava deslumbrante naquele vestido escolhido a dedo por Alice, seus cabelos estavam presos em um coque elaborado, valorizando o belíssimo decote que deixava suas costas nuas.
- Uau! – ouviu o marido soltar a despertando de seus pensamentos. – Olha só pra você, senhora Cullen, está irresistivelmente linda! – ela se virou para o marido que vestia um impecável smoking.
- E você está deslumbrante nesse smoking. – disse mordendo levemente os lábios ao percorrer o corpo do marido, pousando seu olhar naquele par de olhos verdes.
- Parece tensa, algum problema amor? – perguntou levando a mão ao queixo dela.
- Confesso que estou com receio e...
- Pela presença de Caius?
- Não, quero dizer... Não sei ao certo! Só acho que será estranho aparecer lá assim, como Isabella! Muitos conheceram Catherine, mas Isabella?
- Não se preocupe, vou estar lá, nossa família vai estar lá, protegerei você meu amor. – ele a envolveu em seus braços.
- Posso te confessar uma coisa?
- O que? – novamente ele tinha a mão sob seu queixo, fazendo com que ela o olhasse nos olhos.
- Às vezes tenho vontade de voltar para a ilha e ficar lá pra sempre, eu você e Nessie!
- Seria perfeito! – disse antes de beijá-la.
Os Cullen chegaram quase todos ao mesmo tempo, o que causou certo alvoroço na imprensa que se encontrava na entrada do country club. Edward parou o carro e automaticamente um dos manobristas abriu a porta para Isabella, que olhou para o marido que somente assentiu, afinal se tratava de um agente da Angel disfarçado. Havia muitos por lá, todos estrategicamente espalhados pelo evento.
Edward desceu e logo foi para junto de sua esposa, os flashes pipocavam em direção ao casal e Isabella mal podia ver os rostos ali, perguntas viam de todas as direções.
"Como se sente sendo responsável pela morte de Aro Volturi?" "Como conheceu Edward Cullen?" "Quem é o pai de sua filha?" "Porque se envolveu com Edward sabendo que o colocaria em perigo?"" Como passou de uma simples fotógrafa a esposa de um dos homens mais cobiçados de Seattle?".
- Ignore-os. – Edward sussurrou em seu ouvido, a conduzindo para a entrada. – Desculpe por isso! – pediu acariciando o rosto da esposa, ele pôde ver em seus olhos o quanto aquelas malditas perguntas a havia afetado. Logo Carlisle e Esme juntaram-se a eles, assim como Alie e Jasper.
- Onde estão Emmett e Rose?
- Ela teve que ir ao banheiro! – Alice disse revirando os olhos. – Sem contar que estava implicando com a roupa e reclamando dos sapatos.
- É natural no estado dela. – Isabella falou em defesa da cunhada. – Verá quando tiver o seu.
- Tanto Jazz quanto eu, optamos por esperar mais um tempo, quem sabe daqui um ou dois anos? – disse dando de ombros.
- É uma experiência indescritível, Alie! – Alice olhou para a irmã como se a mesma fosse maluca.
- Só espero que ele não decida nascer justo hoje! – brincou Carlisle.
- Não diga isso Carl, nosso neto nascerá em duas semanas, foi o que disse o obstetra de Rose.
- Imprevistos acontecem! – Bella apontou.
- Sejam bem vindos!- a anfitriã disse cumprimentando a todos. - Você está deslumbrante minha filha. – Dora sussurrou ao abraçar Isabella.
- Obrigada! – a jovem agradeceu timidamente, Dora cumprimentou o restante indicando seus lugares. Os olhos de Isabella percorreram o local, havia muitos rostos conhecidos por lá. – Quem é aquela? – perguntou discretamente a Alice, ao ver seu pai acompanhado de uma mulher bem mais nova que ele.
- A namorada dele! – seu tom deixava claro que não aprovava a escolha do pai.
- Namorada? Mas...
- O divorcio ainda nem saiu e ele já está circulando com outra! Homens!
- Não deveria generalizar minha querida, há suas exceções. – apontou Esme.
- Tem razão, e acredito que estejam todos nesta mesa! – Alice disse entre risos sendo acompanhada por todos.
Isabella viu Tanya Denali a algumas mesas dali, ela tinha os olhos fixos em Edward, ignorando seu acompanhante, Anne e mais algumas pessoas compartilhavam da mesma mesa. Em outra, um pouco mais afastada estava Kate, que diferente de Tanya, só tinha olhos para o seu acompanhante, um homem muito bonito e elegante. A algumas mesas estavam Renata e Jane, havia mais alguns homens na mesa, mas um em especial tinha os olhos fixos em Isabella, a olhava de um modo desconcertante e a jovem se perguntava de onde conhecia aquele rosto?
- Quem é aquele? – perguntou a Edward de forma discreta.
- Quem?
- Aquele na mesa com Renata e Jane Volturi. – discretamente Edward virou-se e viu que o homem em questão tinha os olhos fixos em sua esposa, como um predador em sua presa.
- Bastardo! – cuspiu entre os dentes em um tom muito baixo.
- O que foi? – Jasper estranhou a atitude do irmão.
- À direita, três mesas à frente. – indicou e Jasper trocou um olhar estranho com o irmão.
- Quem é aquele homem, Edward? – Isabella insistiu.
- Caius Lucchi. – os olhos da jovem praticamente saltaram, agarrou firme a mão do marido por debaixo da mesa, Edward pôde senti-la estremecer.
- O que tem ele? – Carlisle disparou notando algo estranho, novamente Edward indicou a mesa.
- Ele tem os olhos fixos em Bella.
-Acalme-se Edward, isso era esperado, certo? – ele somente assentiu segurando firme a mão da esposa, levou-a até os lábios e depositou alguns beijos pelos nós de seus dedos.
- Não se preocupe meu amor, ele não fará nada aqui, em meio a tanta gente... - dizia de forma sussurrada. – Não tenha medo, estou aqui e não vou permitir que nada lhe aconteça. – disse de forma sussurrada lhe acariciando a face, a jovem fechou os olhos, mais do que nunca desejou estar em segurança na ilha, longe de tudo e todos... Somente ela, Edward e sua pequena Nessie. Finalmente Emmett e Rosálie haviam chegado e se juntaram a eles, discretamente Carlisle os colocaram a par da situação. Isabella podia sentir os olhares sobre ela, o olhar mordaz que Renata e Jane Volturi lhe lançara, não era muito diferente do modo como Anne e Tanya Denali a olhava.
O leilão teve início, mas Isabella estava distante demais, viu Esme e sua irmã levantar suas plaquinhas dando alguns lances, ela nem se atreveu, os lances eram altos demais e muito fora do seu poder aquisitivo, mesmo com o excelente emprego que tinha.
- Não se interessou por nada? – seu marido perguntou ao seu ouvido.
- Na realidade eu nem mesmo prestei atenção. – respondeu da mesma forma. – Além do mais, os lances são pelo menos três vezes mais que o meu salário! - Edward sorriu meneando a cabeça, sua esposa era mesmo absurda, quantas vezes lhe dissera que tudo que era dele pertencia a ela também, mas Isabella teimava em dizer que somente ele lhe bastava. O próprio Edward deu alguns lances, mas a única a arrematar algo foi Esme, que comprara um lindo quadro.
Após o leilão o jantar foi servido, afinal cada membro havia pagado uma verdadeira fortuna para estar ali, não que ela estivesse reclamando, pois o dinheiro seria muito bem aplicado, já que a entidade ajudava crianças de países subdesenvolvidos na África.
As pessoas começaram a circular pelo enorme salão, a música tocava suave, enquanto o murmurinho das conversas preenchia o imenso salão. Carlisle e Esme se levantaram no mesmo instante em que Caius Lucchi se aproximara com Renata e Jane, uma de cada lado.
- Carlisle, Esme. – Renata os cumprimentou com um breve aceno.
- Como vai Renata, Jane? – Esme disse em um tom educado.
- Então você é Carlisle Cullen... – disse o homem. – Neto do congressista Cullen e filho do senador, correto?
- Perfeitamente! – Carlisle respondeu em um tom educado.
- Porque não seguiu a veia política da família?
- Preferi me dedicar às empresas da família, como vai diplomata Lucchi? Vejo que está muito bem acompanhado! Renata, Jane? – as cumprimentou também com um breve aceno.
- Estes são seus filhos, suponho? - Caius disse passando os olhos por todos na mesa.
- Sim, estes são meus filhos, Emmett e sua esposa Rosálie.
- Diplomata Lucchi... – Emmett o cumprimentou levantando-se, e Rosálie fez o mesmo, com um breve aceno de cabeça cumprimentou Renata e Jane.
- Ora veja, a família está crescendo! – brincou o homem ao ver o ventre dilatado de Rosálie.
- Muito em breve! – a loira respondeu educadamente.
- Jasper e sua esposa Alice! – Carlisle disse ao apresentar o casal.
- Jasper, Alice... – disse Caius. – Se não me engano é filha de Charlie Brando e da adorável Anne, não é mesmo?
-Sim, isso mesmo. – a jovem respondeu forçando um sorriso, como Rosálie cumprimentou Renata e Jane com um breve aceno.
- E por fim meu filho Edward e sua esposa Isabella. – os olhos de Caius recaíram sobre Isabella, o casal se levantou para cumprimentá-lo e o homem a olhou de cima abaixo.
- Vejo que seus filhos tem um excelente gosto, suas noras são belíssimas! – disse ainda com os olhos cravados em Bella.
- Isabella Swan! – a jovem estremeceu ao ouvir seu nome nos lábios daquele homem, e seu marido a puxou ainda mais pra si, mostrando a ela que não permitiria que nada lhe acontecesse.
- Cullen!- o corrigiu empinando o nariz encarando-o. – Meu nome é Isabella Cullen, senhor Lucchi.
- É verdade, queira me desculpar, minha linda jovem! - a vontade de Edward era de avançar naquele bastardo, mas se conteve mantendo Isabella próxima de si. – Lembro-me de ter lido algo sobre a forma inusitada como se conheceram e a propósito, lamento pelo que houve, deve ter sido uma experiência terrível. – Edward trincou os dentes, assim como Emmett e Jasper.
- Sim, foi uma experiência terrível... –a jovem disse em um tom inexpressível, tinha os olhos fixos nos de Caius e deu um passo a diante ficando cara a cara com o homem. – Mas estou aqui, como pode notar não é tão fácil assim se livrar de uma simples fotógrafa! – seu tom mudou para sarcástico. – E toda vez que alguém tenta me derrubar, volto mais forte do que nunca.
Carlisle, Edward e Rosálie notaram que as palavras de Isabella afetaram Caius, sua fachada de impassível por um momento vacilou.
- Está se referindo ao meu marido por acaso? – Renata cuspiu entre os dentes, lançando-lhe um olhar mordaz.
- E quem é seu marido, querida? – Isabella se fez de sonsa.
- Aro Volturi! – Jane respondeu pela mãe.
- Lamento, mas eu somente estava cumprindo com o meu dever de cidadã, e...
- Você arruinou a minha família! – a loira acuso.
- Acredito que esteja equivocada minha cara, quem arruinou a sua família foi seu pai, com seus atos ilícitos, eu somente estava no lugar certo na hora exata, para a infelicidade dele.
- Jane! – Caius interveio. – Isabella tem toda a razão, seu pai foi o único culpado pela degradação do nome Volturi, ele foi uma vergonha para a família!
"Sínico, hipócrita!" – Isabella praticamente berrou mentalmente.
- Foi um imenso prazer conhecê-la pessoalmente minha jovem, a todos vocês na realidade, nos deem licença, por favor.
- Tem toda! – respondeu Carlisle, assim que Caius se afastou Isabella sentiu as pernas fraquejarem e se não fosse o marido, teria desabado.
- Sente-se bem? – perguntou preocupado, levando-a até a cadeira. – Está suando frio meu amor.
- Eu... Eu só preciso de um pouco de ar puro. – disse respirando com certa dificuldade.
- Venha, vou levá-la para fora do salão. – ela assentiu somente, Edward a conduziu para a parte externa do salão.
- Como pode ser tão sínico? Tão hipócrita? – esbravejou, uma vez que estavam a sós.
- Não fique assim Bella, sabíamos que...
- Que ele teria a cara de pau de vir até nós?
- Amor lembre-se de que, somente os Hanson aqui sabem de nossas atividades, o restante pensa que meu pai é somente o herdeiro do congressista Cullen e filho do senador! E que nós não passamos de playboys desocupados.
- Tem certeza? E se ele descobriu algo?Viu o modo irônico como falou com seu pai?
- Acha que Victória pode ter dito algo? – o olhar da jovem encontrou o do marido, assim que ele proferiu aquele nome.
- Acredito que não, por mais que me doa dizer, não acredito que aquela mulher tenha dito uma só palavra a eles. Mas eles podem ter investigado, sei lá!
- Faz sentido, mas se fosse assim, pra que ele precisa de você, então?
- Isso somente aquele doente pode lhe responder. – Edward a envolveu em seus braços, tocou seu queixo fazendo com quer Isabella lhe olhasse nos olhos.
- Não tem com o que se preocupar Bella, vou mantê-la segura, eu prometo! Nem que isso custe a minha vida eu...
- Não! Jamais repita isso Edward... – a jovem pediu angustiada, levando o dedo aos lábios dele. – Se algo lhe acontecer... Se eu te perder, nada! Nada mais terá sentindo pra mim. – ele nada disse, em resposta a beijou de forma completamente apaixonada.
-Meu Deus, será que vocês não conseguem se desgrudar? - Emmett disse interrompendo o casal.
- Deixe-os Emm. – sua esposa disse dando com a mão em seu peito, Edward sorriu contra os lábios de Bella.
- É inevitável! – respondeu abraçando a esposa por trás. – Não consigo manter minhas mãos longe dela por muito tempo!
- Só as mãos? Eu diria muito mais que isso meu caro!
- Emmett! – Bella ralhou ouvindo a gargalhada do cunhado, depois de um tempinho lá fora, os quatro voltavam para dentro quando Isabella foi abordada por Anne, a ex-mulher de seu pai.
- Está feliz agora Isabella? – a mulher cuspiu entre os dentes assustando a jovem. – Conseguiu o que tanto queria não é? Arruinar meu casamento, coisa que nem mesmo a vadia da sua mãe foi capaz de fazer! – o silêncio quando Isabella desferiu uma sonora bofetada em Anne.
- Limpe essa sua boca imunda ao falar da minha mãe! – exigiu em um tom cortante. – Se o seu casamento não deu certo deve ser porque Charlie abriu os olhos finalmente e viu a cobra que tinha ao seu lado! – a jovem não permitiria que aquela mulher ofendesse a memória de sua mãe. – Você é uma mulher desprezível Anne, a única coisa descente que fez nesta vida foi Alice e graças a Deus ela não puxou a você!
- Como ousa me bater sua fotógrafazinha de quinta! – seu tom era exaltado o que chamou a atenção de algumas pessoas.
Alice e Jasper estavam com Carlisle e Esme, se aproximavam exatamente no momento em que as duas discutiam, viu seu pai passar por eles como um tiro em direção as duas, Edward, Emmett e Rosálie estavam próximos a Bella.
- O que está acontecendo aqui? – Charlie Brandon exigiu.
- Mãe? O que está fazendo? – o tom de Alice deixava claro seu desapontamento.
- Só estava colocando essa garota detestável em seu devido lugar!
-Peço que modere suas palavras Anne, é de minha esposa que está falando! - Edward exigiu se colocando a frente de Bella.
- Hump! Pois saiba que você me decepcionou muito, caro Edward! Um homem com a sua posição social, com sua estirpe, não deveria jamais ter se envolvido com alguém tão... – a mulher estalou os dedos tentando encontrar um adjetivo. – Sempre o vi acompanhado das mais belas mulheres de Seattle, você merecia alguém a sua altura, e não uma bastardinha encrenqueira como esta ai.
- Cale a boca Anne! – Charlie exigiu furioso, não dando chance de Edward lhe responder a altura.
- O que foi Charlie? Vai defendê-la agora? Vai sair em defesa da filha que teve com uma das vagabundas com a qual me traiu?
- Já disse pra limpar a boca pra falar da minha mãe, sua...
- Para Bella! – Edward a conteve, já que a jovem havia partido pra cima dela novamente.
- Renée jamais foi uma vagabunda! Ela era uma mulher incrível, linda e inteligente e me amava de verdade, diferente de você! – as palavras de Charlie surpreenderam a todos, principalmente Isabella, já Alice, já Alice se encolheu nos braços do marido, tamanha sua vergonha.
- Charlie?- Carlisle interveio. - Creio que aqui não seja o momento, muito menos o local para esta discussão!
- Cuidado Carlisle! – Anne o alertou, voltando-se para ele. – Está arriscando o prestigio de sua família tendo como nora alguém tão... – Anne olhava para Isabella com desprezo. - Sempre fui contra o fato de Alice se aproximar dela, esta garota atrai o mal e a desgraça aonde quer que vá! Ela irá arruiná-los como fez com os Volturi! – acusou. – Vai desgraçar a vida de seu filho e...
-JÁ CHEGA MÃE! – Alice a cortou. - A única culpada pelo fim do seu casamento foi você mesma! Nem sei como o papai te suportou por tanto tempo? Pare de culpar minha irmã por tudo! – disse dando ênfase ao 'minha irmã'.
- Como pode defendê-la, você é minha filha!
- E Isabella é minha irmã e eu amo muito! Porque nós não temos culpa do que houve, ela não tem culpa do papai tê-la traído com Renée, Bella nunca quis tomar meu lugar ou interferir em nossa vida como sempre gostou de exaltar. – Alice disse indo pra junto da irmã, passando o braço sobre o ombro de Isabella que estava trêmula.
- Venha Anne, sua filha sempre foi uma ingrata mesmo! – Tanya disparou se colocando ao lado dela.
- E você não deveria se meter em assusto de família!
- Anne é minha amiga e...
- Ora não me venha com essa, Tanya! – Alice disparou a cortando. – Só está ao lado dela porque ainda tem esperança de que ela convença meu cunhado de que é a mulher certa pra ele... – a loira morango lhe lançou um olhar mortal. – Desista Tanya Denali, ele ama minha irmã, Isabella é a mulher certa para ele, em todos os sentidos.
- Isso é você quem diz. – retrucou Tanya.
- Não minha cara, foi ele quem me disse!
- Duvido que continue pensando assim quando essa fotografazinha de quinta, arruinar sua vida! – disse diretamente para Edward, tirando Anne de lá, deixando a todos atônitos. Isabella estava estranhamente calada, seu olhar estava perdido e lágrimas escorriam por seu rosto.
- Bella? Bella o que houve? Sente-se bem? – sua irmã disparou preocupada.
- Bella? – Edward chamou e nada. – Bella meu amor, está me ouvindo? – novamente ela não respondeu.
-O que ela tem? – Charlie perguntou preocupado com a filha.
- Edward, acho melhor tirá-la daqui, leve-a pra casa filho. – Esme se apressou em dizer.
- Bella está me ouvindo? – ele voltou a dizer tomando seu rosto entre as mãos, fazendo com que ela o olhasse.
- Eu... Eu... – os olhos dela rolaram para trás e Isabella perdeu os sentidos, só não chegou a cair porque Edward a pegou antes que atingisse o chão.
- Oh meu Deus! – soltou Rosálie assustada.
- Bella? Bella meu amor, abra os olhos Bella. – Edward pedia angustiado
- Charlie, veja se encontra um médico, por favor. – pediu Esme indo para junto da nora. – minutos depois e Bella continuava desacordada, para desespero de Edward. Charlie voltou com um dos convidados que era médico, Dora e Phill estavam com eles.
- Ela está fria, sua pressão está alterada, há quanto tempo está desacordada?
- Há alguns minutos! – respondeu Esme.
- É melhor levá-la ao hospital mais próximo. – mal o médico acabou de falar, Edward a ergueu em seus braços.
- Vem comigo? – pediu a cunhada, indo em direção à saída.
- Vou com vocês. – Jasper disse acompanhando a esposa.
- Emmett, Rosálie acho melhor ficarem conosco, assim que Edward ligar, nós iremos encontrá-los. – os dois somente assentiram.
- O que houve? – Dora perguntou confusa.
- Anne discutiu com ela. – Charlie disse visivelmente abatido.
- Entendo. – Dora sentia muito por Bella, a tinha como a uma filha e lamentava a jovem ter que passar por tantas provações. – É uma garota encantadora, não merecia passar por tudo isto!
-Concordo plenamente, Dora... – Esme disse ao seu lado. – Mas minha nora é forte, ela só está sensível demais neste momento.
- Também pudera, é uma atrás da outra! – disparou Rosálie preocupada com a cunhada.
Jasper pediu o carro ao motorista com urgência, assim como o carro de Edward, Alice acompanhou o cunhado, indo com a irmã no banco traseiro, enquanto Jasper os seguiam em seu carro. Edward rasgava as ruas de Seattle em direção ao hospital, Isabella simplesmente não reagia e o desespero tomava conta dele.
Assim que chegaram, pegou a esposa nos braços novamente e logo uma equipe se aproximou com uma maca, o médico de plantão fez diversas perguntas e a levou para dentro. Os minutos passavam e nada, nenhuma notícia, de repente o médico que atendera Isabella se aproximou deles.
- Doutor como ela está? – o homem pôde sentir a angustia e o desespero de Edward.
- Você deve ser o marido, suponho? – ele somente assentiu. – Sua esposa está bem, o desmaio ocorreu devido ao alto nível de estresse, o que não é aconselhável em seu estado.
- Estado? Que estado? – Edward disparou confuso.
- Fizemos vários exames assim que a paciente deu entrada e contatamos que sua esposa está grávida. – os olhos de Edward praticamente saltaram.
- Como?
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