At Your Side
Capítulo 34
Lily estacionou o carro no meio fio. A brisa batia cortante em sua face enquanto se desfazia do cinto de segurança. James mantinha-se afundado no banco do passageiro com o olhar distante, olhando para a rua que seguia e para os carros que passavam lentamente. Estava pálido e aquilo não passou despercebido pela garota que, com cuidado, removeu o cinto de segurança que protegia o namorado.
Foi o único momento em que ele erguera o olhar. Seus olhos ficaram fixos nos da ruiva que sentiu um calafrio percorrer sua espinha como sempre acontecia quando olhava diretamente para o moreno. As mãos do rapaz penderam sobre seu rosto por alguns instantes antes dele selar seus lábios nos dela suavemente. O silêncio ainda perdurou por mais alguns instantes quando James sentiu algo chacoalhar dentro do seu bolso.
- Deve ser seu celular. - disse a ruiva, fazendo carinho no rosto de James enquanto ele esticava a mão preguiçosamente na direção do aparelho.
- Não vou atender. - o nome de sua mãe piscava furiosamente no visor e, sem demora, desligou o aparelho largando-o dentro do porta luva do carro.
- Quem era?
- Minha mãe.
James moveu-se desconfortavelmente no banco, cobrindo a cabeça com o capuz do casaco. Não sentia força suficiente nas pernas para sair do automóvel. Parecia que seu corpo estava dormente e que o único órgão que conseguia mover ainda com muito esforço era sua boca.
- Você deveria falar com ela, Jay. - disse Lily, pegando uma mão de James e segurando com firmeza. Espantou-se ao senti-la absurdamente fria.
- Não, não deveria. - James dera uma tossida fraca. Começava a sentir frio e seus olhos pesarem. A única coisa que queria naquele momento era ficar largado na cama sem que ninguém o incomodasse.
- Jay, eu acho que eu a vi na saída do hospital.
James erguera o olhar na direção da jovem. Não sorrira, mas também não demonstrara qualquer outro tipo de emoção.
- Ótimo! Era tudo que eu mais precisava.
A porta do carro fora aberta com certa violência. Quando tentara firmar as duas pernas no chão, James esquecera do topo da calçada acabando por tropeçar e cair.
- James!
Ele se levantou com dificuldade espanando a poeira da calça. Lily caminhou em sua direção afoita, apoiando as mãos em seus ombros e ajudando-o a se erguer.
- Está tudo bem. Estou aqui.
O sentimento que se apossara dele foi muito maior do que um dragão enfurecido. Ele sentia-se fraco devido a bateria de exames e não conseguia ter força o suficiente para se manter alerta. Intimamente, começou a se arrepender por ter chamado Lily para sua casa. Não era justo com ela aguentar alguém naquele estado que ele se auto-entitulava deplorável.
- Se apoie aqui. Vou pegar a chave do carro.
Parecia a espera mais longa da sua vida. Lily travou as portas, mas antes dera uma verificada no porta-luvas para encontrar as chaves da porta de entrada da casa de James. Voltou a caminhar na direção do namorado, que agora respirava pesadamente aumentando a preocupação da jovem.
- Se apoie em mim.
James passou um braço pelo ombro de Lily e caminhou ao seu lado. Ultrapassaram o pequeno degrau e logo agradeceram por estarem seguros na casa que estava muito mais aquecida do que o lado de fora.
As luzes foram acessas e Lily não ficou nem um pouco surpresa ao ver a bagunça. Havia pratos na mesa de centro e copos perto da televisão. O sofá estava coberto de casacos e cadernos e a poeira se emaranhava pelos poucos móveis que se alojavam no pequeno espaço. Respirando pesado, a ruiva colocou James sentado no espaço mais vazio e colocou-se diante dele apoiada nos joelhos.
Era horrível observá-lo daquela maneira. Parecia que a energia de James foi completamente sugada restando-lhe apenas o corpo sem espírito. Seus olhos estavam muito escuros e sua pele parecia macilenta de encontro a luminosidade do aposento. Suas mãos ainda permaneciam geladas e a tosse rasgante que saía de sua garganta era pior do que uma facada certeira no peito.
- Onde seu quarto fica? Você precisa deitar.
Ela esfregava suas mãos nas dele enquanto se encaravam. James queria que ela fosse embora, mas ao mesmo tempo queria que ficasse. Ele estava enfrentando um conflito interno muito grande fazendo-o sentir-se mais incapaz de tomar qualquer decisão mais adiante.
- Eu fico por aqui. - a voz de James soou rouca. Lentamente, esticou-se na direção de Lily e lhe dera um beijo na testa. - Desculpe ter pedido para você vir. Meus exames não foram facéis e até agora não entendo o porque fui submetido a tudo isso.
- O que fizeram com você? - perguntou Lily cerrando os olhos ao sentir os lábios de James tocar-lhe a testa.
- Exames de prevenção. - James se afastou um pouco. Queria desabafar, mas tinha medo de assustá-la. - Eu estou com uma anemia muito forte. Quase profunda. Eu preciso me cuidar.
- Isso explica porque você está tão fraco, Jay. Você precisa descansar. - Lily removeu o capuz da cabeça de James e acariciou seus cabelos. - Eu estou aqui e não vou para lugar algum.
Era reconfortante ouvir aquilo. Ele sorriu de canto, pois foi o único gesto que fez seu coração se acalmar por alguns instantes. Amar Lily era um sentimento tão forte que chegava a doer só de imaginar perdê-la.
- Vou te roubar hoje então. - James acariciou sua face lentamente. - Você não vai para casa. Não vou deixar.
Lily sorriu e levantou-se. Estendeu as duas mãos na direção do namorado fazendo-o segurá-las e se colocar em pé.
- Minha mãe vai me matar. - respondeu Lily apertando seu nariz. - E já basta Alice querendo me matar, não preciso da minha mãe para entrar no time.
- E tem sua querida irmã também.
- É...Não se pode agradar todo mundo. - Lily sorriu dando-lhe um selinho. - Agora me diga, onde fica seu quarto.
- Eu posso entender isso como uma frase de segundas intenções?
James alteou a sobrancelha fazendo Lily sorrir.
- Deixa de ser bobico, James. Estou fazendo essa pergunta na maior inocência.
- Você quer aproveitar que não tem ninguém em casa e abusar do meu corpinho.
- Bom... - Lily fizera uma pausa reflexiva. - ...quando você estiver alimentado e descansado, quem sabe.
- Isso foi um sinal, srta. Evans?
- Encare como quiser.
James sorriu e a trouxe para um beijo lento e carinhoso. Os lábios se moviam com calma e cuidado, como se algo dentro deles precisasse ser acalmado com urgência. Lily precisava sentir que James ainda estava alí com ela independente do que fosse acontecer quando fosse embora. E, James, só bastava saber que ela existia.
- Meu quarto é o primeiro a direita. - respondeu ele, afastando os cabelos do ombro da namorada.
- Consegue subir?
- Consigo sim.
De mãos dadas, eles subiram as escadas empoeiradas. Por um momento, James imaginou que Lily sorria enquanto passavam pelo corredor estreito e tão bagunçado quanto a sala. As portas do quarto de Sirius e Remus estavam fechadas e James não deixou de agradecer intimamente por isso, pois ambos conseguiam fazer mais bagunça do que ele.
Até mesmo Remus Lupin.
De fato, Lily se espantaria com a bagunça no quarto do garoto que todos julgavam perfeccionista demais.
Com cautela, Lily abrira a porta do quarto e acendera a luz. James soltou a mão da jovem e caminhou até sua cama, jogando-se nela. Tirou os tênis com rapidez e deixou seu corpo afundar no colchão enquanto Lily o cobria.
- Acho melhor você dormir um pouco, Jay. - Lily sentou-se na beirada da cama. Sentiu um aperto súbito dentro do peito enquanto observava James completamente calado.
- Eu não quero dormir. - contestou James, movendo-se lentamente na cama.
- Durma. Eu vou comprar alguma coisa para podermos comer. Quando todo esse clima de hospital sair de você, sua fome vai ser imensa.
- Acredito que nem tanto assim. - James dera um sorriso de canto, segurando o cobertor com as pontas dos dedos. - Eu não tenho me alimentado direito.
- O médico passou alguma receita para você?
- As mesmas vitaminas de sempre.
- Onde está a receita?
James parou de chofre.
- Não precisa se incomodar com isso, Lily.
- Eu só quero a receita.
- Deixei no carro com a minha carteira.
- Certo!
Lily tentou se levantar, mas foi impedida por um braço de James.
- Você não vai mexer né?
- Vou sim. - afirmou Lily, lentamente. - Está todo mundo preocupado com você, James. Eu não vou poder ficar aqui para controlar seus remédios. Vou ter que pagar Remus e Sirius para serem suas babás.
- Não precisa se incomodar com isso. É muito provável que eu acabe voltando para casa.
- Por que está dizendo isso? - retrucou Lily, enrugando a testa.
- Uma suposição.
- Você anda muito cheio das suposições, James Potter.
Ela se desviou do braço de James e permaneceu parada diante dele. Seus olhos perambulavam por seu rosto contraído de preocupação. Era nítido que ele não estava querendo ser ajudado e isso era muito desagradável.
Diante dela, estava o famoso Potter cheio de si e ela desejou estapear seu rosto para ver se seu cérebro voltava para o lugar.
- Estou pensando mais adiante.
- Você está delirando já. Acho bom você dormir. - Lily puxou a coberta, cobrindo praticamente o rosto de James. Ele não deixou de rir com a atitude da namorada.
- Quer me matar sufocado? - perguntou ele, tirando a coberta da face.
- Seria ótimo! - respondeu Lily, indignada. - Eu não consigo aceitar você dizendo essas baboseiras. Sua mãe está preocupada e você a ignora. Remus marca exames e você não vai. Eu quero controlar suas vitaminas e não posso. James, por Deus, anemia profunda não é brincadeira.
- Você fala desse jeito sendo que o pior eu nem comentei ainda.
Os olhos de Lily se estreitaram. Perderam todo o brilho ao encarar o moreno.
- E o que tem de pior?
James suspirou.
- Eu vou deixar você controlar minhas vitaminas, não vou furar mais exames e não vou ignorar minha mãe. Tá bom assim?
- Você não respondeu minha pergunta.
- Lily, você é inteligente. Não me envergonhe.
Lily sentou na beirada da cama mais uma vez. Não disse nada, apenas continuou fitando o namorado à espera da resposta.
- Lily, se eu não me cuidar eu posso ter um câncer.
Ela não se moveu. Parecia que havia parado de respirar. Seus olhos pareciam duros e frios e James temeu que ela fosse desmaiar a qualquer momento. Com dificuldade, sentou-se na cama e emoldurou suas mãos no rosto dela que permanecia sem reação. Seus lábios não se moviam. Seus músculos pareciam terem travado.
- Eu não queria te dizer desse jeito.
Ela meneou a cabeça como se afastasse um pesadelo. Não conseguia focar seus olhos nos de James. Parecia que havia caído em um buraco escuro e fundo.
- Lily...hey...
- Jay, você tem certeza disso?
James meneou a cabeça positivamente.
- Meu Deus!
- Lily, eu não queria dizer para não te assustar, mas olhe...meu risco é mínimo se eu tomar os remédios.
- James, você não pode deixar de se cuidar, entende o que eu quero dizer?
- Entendo, mas...
- Mas nada!
Ela erguera uma das mãos encerrando o assunto. Seu corpo tremia, como se estivesse submergida em uma banheira com água gelada. Seus dentes rangiam. A vontade de gritar era controlada apenas pelo fato dela quase arrancar sangue do lábio inferior.
- Eu vou pegar a receita e comprar os remédios pra você.
- Lily...
- Eu não quero que questione ok? - ela aumentou a voz, fazendo James amuar rapidamente.
- Ok!
Silenciaram. Lily permaneceu onde estava sentindo cada parte do seu corpo protestar devido a tamanha tensão que forçavam seus músculos a permanecerem travados. Sua respiração falhava e James parecia conseguir ouvir o ruído incômodo quando a enlaçou em seus braços.
- Vai ficar tudo bem, bobonilda.
Ela sorriu. Seu rosto afundou no peito de James como se tentasse amenizar uma dor repentina. Sentia vontade de chorar, mas julgou-se internamente por tamanha estupidez. A situação era apenas um risco e não uma realidade. Não valia a pena se agarrar a idéia e fazer tanto ela quanto James sofrerem por uma causa que nem era concreta.
- Eu sei que vai. - respondeu ela com a voz abafada. Não queria soltar James. Queria ficar alí, sentindo seu perfume enquanto ele tirava o tempo livre para colocar o sono em dia.
- Eu sou o mais macho e você fica duvidando de mim.
Lily erguera a cabeça e lhe dera um selinho carinhoso.
- Sirius é mais macho, desculpe.
- Como ousa dizer isso, mocinha?
- Sirius tem todo aquele porte de galã. Sai com várias garotas...enfim...
- Isso não garante nada, srta. Evans. Ele pode ser uma maricona que disfarça muito bem.
Lily riu.
- Maricona?
- Sim, uma completa maricona. - repetiu James, sorrindo.
- Então eu acho que você deve ser marido dele. Vocês nunca se desgrudaram. Só trouxeram o Remus para cá para disfarçar o amor que existe entre os dois.
- Na verdade, eu sou bissexual. Mas ultimamente eu ando preferindo a minha namorada ruiva, linda e gostosa.
James a abraçou com força fazendo-a se encolher ainda mais em seus braços.
- Espero que não me troque pelo Sirius quando enjoar de mim.
- Enjoar de você? - James alteou uma sobrancelha. - Só se eu estiver bêbado.
Lily sorriu e lhe dera um beijo no queixo.
- Eu te amo, sabia!? - disse James afagando seus cabelos com gentileza.
Ela pegou uma mão do rapaz e a segurou. Ele parecia mais aquecido e isso a deixou um pouco mais aliviada.
- Eu também amo você.
- Eu nunca imaginei que algum dia você diria isso para mim.
- Eu nunca imaginei que você fosse me deixar dizer isso a você.
- Era tão impossível ceder um pouco para mim nem que fosse por 24 horas?
- Na verdade, era difícil resistir, mas eu consegui ser forte até o fim.
- É uma vitória e tanto.
- Não se torne convencido por causa disso ou eu te largo.
- Pode ter certeza de que não darei motivos para ser abandonado.
Eles riram baixinho ainda emaranhados no cobertor. Esticando o braço, Lily consultou o relógio e imaginou o que aconteceria quando chegasse no trabalho no dia seguinte. Seria muita sorte se não fosse mandada embora por chegar atrasada um dia e não dar sinal de vida no outro.
- Bom...Eu vou comprar suas vitaminas e comida. - Lily levantou-se, dando um beijo na bochecha de James. - Você vai ficar bem?
- Vou sim! - confirmou ele juntamente com um aceno de cabeça. - Pode usar meu carro, sem problemas. Nunca imaginei que você dirigisse.
- Há muitas coisas que você não imagina que eu faça.
- É mesmo é? - James sorriu, surpreso. - E que outra coisa você faz que eu nunca imaginaria?
- Isso você só vai saber com o tempo. - Lily lhe dera um beijo na testa.
- Ah! É assim? - James revirou os olhos, divertido. - Também nem conto o que eu faço.
- Não vale me deixar curiosa.
- Vai lá então. Enquanto você não me conta eu também nem conto.
- Chantagista!
- Justo! É diferente.
Ela sorriu com os lábios colados nos do rapaz antes de lhe dar um beijo de despedida. Queria voltar logo para casa, pois algo lhe dizia que não seria muito bom deixar James sozinho.
- Eu prometo que não vou demorar.
Lily esperou até que James se ajeitasse na cama para apagar as luzes. Deixou a porta semi-aberta e caminhou em direção as escadas e se deu conta de que havia deixado sua bolsa no banco de trás do carro do namorado.
Pegando as chaves, ela rumou em direção a porta e, ao abri-la, praguejou baixinho por não ter se agasalhado o bastante para enfrentar o frio londrino. Seus dentes começaram a ranger enquanto corria em direção ao carro quase tropeçando no mesmo lugar em que James caíra assim que chegaram. Quando dera a volta no carro, parou no mesmo instante, ao sentir que alguém estava atrás de si.
- Eu preciso falar com você.
Lily girou o corpo na direção da voz. Não ficou espantada ao ver a mãe de James dentro de um carro luxuoso, praticamente abrindo a porta para que ela entrasse. Seu olhar parecia marejado, mas ela fez um grande esforço para não encará-los tão a fundo.
- Precisa ser agora? - perguntou Lily, sentindo suas mãos tremerem. Esperava que Lorraine pensasse que fosse por causa do frio.
- Tem algum outro horário ou momento? - a voz de Lorraine estava cortante com uma ponta de urgência. Parecia que ela queria amedontrar Lily.
- Eu ia comprar o... - ela travou sentindo sua garganta secar - ...o almoço. James está com fome.
- E usaria o carro dele para isso?
Lily sentiu suas pernas enfraquecerem. Lorraine parecia outra mulher naquele momento, muito longe daquela que ela conheceu no restaurante.
- Ele me permitiu usá-lo. - respondeu ela, quase sem ar. Estava tentando controlar sua mente para não falar nenhuma besteira.
- Ótimo! - Lorraine abriu a porta do carro. - Entre!
- Mas eu...
- Por favor!
Não tinha para onde ela fugir. Não haveria como ela retrucar. Estava perdida e Lorraine não daria o braço a torcer naquele momento. No fundo, ela sentia que estava encrencada e temia por James que estava sozinho na casa.
- Tudo bem!
Lily se deu por vencida e entrou no automóvel esperando que Lorraine não fosse tão cruel como ela estava demonstrando que seria. Com um estampido, a porta se fechou fazendo o coração da jovem gelar por completo.
- Eu vi vocês dois saindo do hospital. - começou Lorraine, ajeitando a postura no banco. - Como foram os exames?
- Ele fez todos, sra. Potter. Ele só precisa se alimentar bem e descansar.
- Só isso?
Lorraine mantinha-se em sua posição indagativa enquanto Lily tentava manter sua posição defensiva. Torcia internamente para que aquela conversa acabasse logo.
- Só...só isso. - Lily dera uma olhada pela janela e ficou mais tranquila ao notar que o carro não se movia.
- Não foi o que o médico me disse.
- Sra. Potter, com todo respeito, se já estava ciente dos resultados, por que me pergunta?
- Eu preciso saber até que ponto vai seu relacionamento com meu filho, só isso. Ele está debilitado e não é qualquer garota que suportaria isso.
- A sra. acha que estou aqui por mero interesse, é isso? A sra. acha que estou tentando usar seu filho? Me fazer de boazinha para utilizar os bens que ele possui? - Lily estava começando a ficar vermelha. Seu corpo tremia mais fazendo-a sentir calafrios. - Sinto muito, mas esses não são meus objetivos.
Lorraine a encarou por alguns segundos. Estudava a jovem com olhos agéis, como se procurasse um ponto fraco.
- Você estuda, trabalha?
Lily suspirou.
- Eu só trabalho. Pretendo fazer faculdade no ano que vem. - Lily fitou a mulher a sua frente, com certo desgosto. O tempo passava deixando-a mais preocupada com James. - Olhe, eu adoraria responder suas perguntas, mas eu preciso realmente ir.
- Teremos o almoço no sábado às 14 hrs. James será notificado para te levar.
- Não tem problema. Estarei lá.
A mão de Lily já havia deslizado em direção ao controle que abriria a porta quando Lorraine pousou a mão em seu mbro.
- Desculpe pelas perguntas e por te constranger, mas estou prezando por meu filho.
Lily dera um riso abafado. Um riso desgostoso.
- A sra. está me julgando antes de me conhecer. Eu pensei que seu caráter fosse muito diferente do que eu acabei de ver, mas vejo que me enganei. Não se preocupe com James, por enquanto, ele tem a mim e eu não vou deixar que nenhum mal lhe aconteça.
Ao sair do carro, a porta fora fechada com certa fúria. Lily permaneceu parada no meio fio, observando o carro de Lorraine sair da vizinhança.
Discretamente, ela levou uma mão ao rosto, enxugando o filete de lágrima que escapou por seus olhos verdes.
N/A: Eu não morri, não virei fã de Twilight pra virar traidora, mas confesso que eu tive um ano difícil. Eu prometi terminar essa fic esse ano, mas pelo visto ela vai ser eternizada, julgando pelo dia que postei o Prólogo dela (28/07/2007) HUAHUAUAHUAHUAHUAHAUHUA, então, como presente de final de ano - isso se alguém ainda passar por aqui - o capítulo que estava mofando aqui no pc.
Eu queria agradecer a todos vocês pela paciência com relação as minhas postagens. Espero que ano que vem seja melhor pra todo mundo, com novas conquistas, sucessos e felicidade. Espero que ano que vem eu me inspire em escrever mais e travar menos e, com certerza, terminar essa fic que com toda certeza merece ser finalizada.
Agradeço a todas as reviews, a todas as cobranças, aos recados que me fizeram rir...
Espero que ano que vem eu esteja com vocês. Feliz Ano Novo, galere.
Beijos.
