N.A.: Pessoas lindas do coração da tia Fla Doom, que saudades. Sério. Ontem fiquei de folga, mas só decidi postar hoje, afinal hoje é o dia certo de postagem, né? E espero que esse capítulo traga MILHÕES de reviews e teorias, pq afinal, a fic está acabando e quero por demais saber o que vocês acham e sentem. E pessoas, as reviews diminuiram e isso me deixa triste, que me faz escrever menos, e aí não tem como att toda segunda. Então, se querem mais Aos Poucos, espero que voltem a comentar, hein?
Respondi cada review conforme elas chegaram, assim fica HIPER MEGA MAIS fácil pra tia Flavia aqui. Amei cada uma delas, senti falta de outras, mas mesmo assim, amei receber as reviews e espero receber trilhões mais. *-*
E valeu pra quem colocou a fic no alerta, quem comentou e quem é novo aqui. Essa é a fic mais lida do meu perfil e agradeço demais todos. Amo vocês. Quem já me segue no twitter? Quem não me segue? Sigam, mas eu mudei de nome no twitter, viu?: Fla_Cassidy.
Sorry, sem betagem!
Boa Leitura!
34.
Bill sentou-se na cama, olhando para o pé onde os médicos conseguiram com magia e tecnologia muggle costurar seu dedo novamente. Ainda o sentia estranho, mas o médico, tanto muggle como bruxo, lhe avisaram que seria assim. Que sentiria a sensação de formigamento, como se o dedo ainda não estivesse ali. E realmente, parecia que seu dedo não estava ali, mas estava e tudo estava ajeitando-se. Fechou os olhos enquanto recostava-se nos travesseiros e passou a mão pelos longos cabelos vermelhos. Ainda conseguia ver exatamente a hora em que tudo dera errado, em que foram atacados. Lembrava-se de ver pessoas vindo de todos os lados, como que surgindo das sombras, mas tinha algo de errado. Tinha algo que não encaixava-se. Era como se eles soubessem que o grupo de Aurores e Curse Breakers fosse passar por ali, fazer aquela ronda. Abriu os olhos, uma enfermeira entrava e sorria em sua direção, dizendo que lhe aplicaria uma medicação para as dores que vinha sentindo.
"Isso não me fará dormir, não?" Perguntou preocupado, queria continuar pensando naquilo, talvez chegar a alguma conclusão ou perto disso.
"Não, é apenas para que suas dores não lhe atormentem mais do que já fazem."
A enfermeira aplicou a medicação junto do soro que Bill já tomava e sorriu saindo, sem dizer mais nada. Bill voltou a pensar no ataque. Se a informação de que um grupo do Ministério de Londres fora para a Grécia atrás dos Death Eaters remanescentes escapara e caíra no ouvido dos próprios vilões, significava que alguém de dentro espalhara isso. Não lembrava-se de quem poderia ser suspeito, apesar que mesmo depois da Guerra, as pessoas ainda eram suspeitas de algumas ações, não conseguia pensar em uma só pessoa que poderia ter feito algo como aquilo.
Relaxou na cama, o efeito do remédio começara e Bill estava mais relaxado, quase sem sentir dores, apesar de que seu dedo ainda formigava. Balançou a cabeça, observando o teto branco, tentando focar-se, mas estava começando a ficar difícil, parecia que o sono chegava com força e sua mente embaralhava-se. A última coisa que Bill conseguiu focar-se foi em que talvez alguém quisesse matar Hermione, que a emboscada fora destinada para ela, mas o sono o enlaçou e Bill adormeceu profundamente.
Hermione estava sentada no banco de madeira na frente do Hospital, aproveitando o sol maravilhoso que se fazia naquele dia. Estava pronta para ir embora, e pelo que os médicos disseram, Willian também. Sorriu disso enquanto fechava os olhos, os raios de sol esquentando sua pele. Respirou fundo, evitando pensar nas coisas que Ron e Harry haviam lhe dito na noite passada. Sabia que eles consideravam aquela teoria de que Gabrielle poderia ser a informante que dera a notícia sobre sua ida para a Grécia, mas que ela avisara os Death Eaters para matá-la, já era um pouco mirabolante.
Balançou a cabeça, talvez seus amigos estivessem tempo demais trabalhando como Aurores que estivessem ficando como Moody, loucos e paranóicos. Não conseguia cogitar a idéia de que Gabrielle, por mais diferente que fosse do que imaginara antes, tivesse a capacidade de juntar-se ao remanescentes e armar uma emboscada para matá-la, apenas para tirá-la do caminho para que ela pudesse ficar com Bill. Sorriu enquanto balançava a cabeça e abria os olhos, era fantasioso demais, mesmo para Harry e Ron.
Seus olhos castanhos acostumaram-se novamente com o sol forte e só então percebera que havia uma pessoa do outro lado da rua, mirando-a seriamente. Suas sobrancelhas levantaram-se em questionamento e seu corpo entrou em alerta, talvez aquilo fosse o início de uma briga, mas o modo como a pessoa andou em sua direção, não aparentava isso.
"Podemos conversar?"
"Comigo?" Hermione questionou curiosa, dando espaço para que Fleur sentasse.
"Sim. Acho que está mais do que na hora de você saber a verdade." Hermione virou-se levemente para Fleur enquanto ela falava. "O que eu passei."
A morena assentiu e começou a ouvir o relato da loira, começando a mudar de idéia sobre Gabrielle não ser capaz de estar associada aos Death Eaters.
Charlie estava na cama ao lado da de Bill, Ron, Harry e Ginny davam risada de uma piada extremamente mal contada pelo Weasley mais velho. O médico viera dar a notícia de que Bill poderia ir para casa no dia seguinte, e que Charlie só precisaria fazer mais alguns exames e que também poderia ir, se ficasse em observação na própria casa. Estavam rindo, divertindo-se quando Hermione entrou.
"Esposinha, você perdeu uma excelente piada." Bill disse vendo-a entrar cautelosa. Soube naquele momento que algo não estava certo.
"Excelente? Meu Merlin, o que você considera uma piada podre?" Ginny disse, mas percebeu que Mione não estava nem ao menos sorrindo ou relaxada; algo estava errado. Todos perceberam como Hermione estava estranha, ficando preocupados.
"Mione, o quê..."
Ron foi interrompido quando uma segunda pessoa entrou no quarto. Todos arregalaram os olhos, e Mione virou-se para Bill, olhando-o dentro dos olhos. Bill mirava Mione como se não entendesse o que estava acontecendo.
"O quê ela está fazendo aqui?" Bill perguntou ficando nervoso e Hermione viu pelo canto dos olhos que ele fechava os punhos.
"Bill, acho que é hora de vocês conversarem." Hermione disse para a surpresa de todos os presentes.
Fleur deu um passo para frente, mas Bill levantou-se rapidamente, reclamando baixo de dor no pé com o dedo costurado, mas querendo afastar-se dela. Tudo já havia sido resolvido, o que ela poderia querer ali?
"Hermione..."
"Conversem. Acho que já passou a hora de vocês conversarem." Hermione foi até ele, beijando-lhe os lábios devagar, e virando-se, chamando os amigos para sairem. Quando todos saíram, relutantes, inclusive Charlie, que preferira sair de cadeira-de-rodas, Bill olhou diretamente para Fleur.
"O que quer aqui, Fleur? Eu..."
"Você está feliz." Bill sentiu que fora uma afirmação que ela fizera. Apenas assentiu, não querendo prolongar o assunto. Que tudo que tivesse que ser dito, fosse dito de uma vez. Queria afastar-se desse passado, queria viver o presente e o futuro. "Bill, o que aconteceu... Gabrielle planejou tudo. E quando digo tudo... é tudo."
"O que quer dizer com isso? Tudo o que?" Bill sentou-se na cama, vendo Fleur aproximar-se, mas manter-se a certa distância de si.
"Tudo. As cenas com um outro homem, ela o mandou até mim. Os avisos pra você. Nossas brigas. Tudo. Acho que inclusive..." Fleur olhou para o chão, deixando Bill extremamente nervoso.
"Inclusive, o quê, Fleur?"
Viu-a olhar para si, os olhos cheios de lágrimas, a boca tremendo. Era como ela começava a chorar descontroladamente, Bill lembrava-se. Mas não havia tempo para isso naquele momento. Não havia tempo para choros e tristezas, arrependimentos poderiam ser sentidos depois, tristeza também. No momento o que importava para Bill era saber o que mais Gabrielle poderia fazer ou estaria fazendo. Segurou o ombro de Fleur, com força, fazendo-a olhar dentro de seus olhos, as lágrimas deixando-os embaçados.
"Inclusive, o quê, Fleur? Fale!"
"Acho que o ataque... acho que Gabrielle possa ter tentado tirar Hermione do caminho dela."
Bill lembrou-se do que pensara por último antes de dormir naquele mesmo dia mais cedo. Alguém que sabia que Mione estava na expedição, alguém de dentro do Ministério que teria essa informação, que poderia passá-la para Gabrielle. Alguém que gostaria de ferir Hermione, matá-la. Sua mente encaixou tais peças, e o quadro começava a fazer cada vez mais sentido. Soltou o ombro de Fleur, levantando-se e mancou até a porta, mas antes de abri-la, olhou para trás, vendo Fleur de cabeça baixa sentada na cama, os braços cruzados e o corpo movendo-se com os soluços. Voltou devagar até ela, abraçando-a, sentindo-a chorar em seu peito.
"Eu sinto. Por tudo. Nunca quis magoá-la." Fleur apenas concordou, sem nada falar. "Mas agora... minha vida pertence a Hermione." Sentiu-a concordar novamente, chorando mais alto. Bill havia esquecido que Fleur conseguia alcançar notas agudas demais quando chorava. Tentou acalmá-la. "Eu... espero que você seja feliz, Fleur. De verdade. E que me perdoe."
"Já perdoei."
Ficaram alguns minutos daquele modo, e quando Bill afastou-se de Fleur, ele só tinha uma coisa em mente, sair daquele hospital, voltar para Londres e caçar Gabrielle. Faria com que ela pagasse por tentar matar sua companheira. Custasse o que custasse.
"Eles receberão alta entre hoje e amanhã." Blaise disse aproximando-se de Gabrielle, as mãos no bolso da calça, os óculos escuros no rosto, protegendo seus olhos do sol. "Não sei se seria o mais certo atacá-los aqui. Estão em grande número."
"Acha que seria melhor atacá-los em Londres?" Gabrielle perguntou em dúvida.
"Acho que seria melhor usar outra tática."
"E qual seria?" Gabrielle cruzou os braços não querendo nem ao menos pensar em uma tática que não fosse ferir Granger e afastá-la definitivamente de Bill.
"Não atacar. A sutileza é a melhor arma, Gabrielle. Você conseguiu muito da última vez que planejou bem o que fazer."
"Ele abandonou minha irmã, mas não ficou comigo mesmo assim." Blaise achou que Gabrielle parecia uma criança de cinco anos nesse momento. Balançou a cabeça.
"Mas dessa vez, você tem a mim para finalizar os pontos soltos que deixou da última vez."
Gabirelle pensou um minuto e sorriu, olhando Blaise de perto. Ele parecia querer a Granger tanto quanto ela queria Bill. E, se jogasse as cartas certas, teria Bill e eliminaria a Granger, e de quebra, Blaise. O problema é que Gabrielle não tinha idéia de com quem estava envolvendo-se.
continua...
Preview do próximo capítulo:
"Como você sabe sobre isso?" Hermione perguntou incrédula.
"Eu... consigo sentir... é como se o lobo dentro de mim avisasse."
"Bom, o lobo dentro de você estragou totalmente a surpresa." Hermione disse parte feliz, parte brava, vendo os olhos de Willian arregalar-se. "É, estou grávida."
