Hugh teve que sair às pressas porque havia se atrasado demais para a primeira cena daquela tarde. E quando ele atrasava tudo atrasava junto também. Deixou Lisa com um beijo apaixonado e partiu. Assim que chegou não teve tempo nem para respirar, foi direto colocando o figurino de House e já começou as sequencias de cenas.
E foi assim a tarde inteira. Ao parar por alguns minutos Hugh pegou o celular e escreveu uma mensagem de texto para Lisa.
* Me desculpe por ter saído apressadamente, mas você sabe que eu precisava vir gravar. Se dependesse de mim eu teria ficado ai com você, te olhando, te amando, te venerando... Acho que essa nossa ultima transa foi a mais incrível que já tive em toda minha vida, e sei que estou perdido com você Lisa... Perdido da melhor forma possível, mas estou. Logo menos estarei ai com você. Beijos, meu anjo. *
Duas horas depois Hugh estava batendo na porta da casa de Lisa com uma rosa vermelha em uma das mãos. Alguns segundos depois e Lisa abre a porta.
— Esqueceu as chaves, não foi? — ela diz sorrindo.
— Sim. Mas adoro quando você abre a porta pra mim. — ele a beija levemente nos lábios e entra na casa. — Trouxe isso pra você. — ele diz entregando-lhe a rosa vermelha.
— Uma rosa... Pra mim? — Lisa havia ficado surpresa, apesar de ser apenas uma simples rosa, aquele gesto era incrivelmente novo e inesperado.
— Porque a surpresa?
— É que você nunca me pareceu do tipo romântico. — ela comenta e aproxima a rosa de seu nariz para sentir o delicioso perfume que a mesma exalava.
— Talvez eu seja, ou realmente não... — ele diz. — Talvez eu não tivesse com quem ser e agora tenho. — Hugh passa delicadamente a mão no rosto dela.
— Acho que acabei de ficar mais apaixonada por você. — ela declara pondo os braços em volta do pescoço dele.
— Acho que te darei uma rosa todos os dias a partir de agora. — ele sorri agarrando a cintura dela.
— Não precisa, basta apenas me olhar assim de vez em quando.
— Assim como?
— Apaixonado. — ela responde e cola seus lábios aos dele num beijo cheio de amor.
Hugh foi para o banho e Lisa aproveitou para preparar-lhes um jantarzinho leve. Já passavam das vinte e três horas quando eles terminaram de jantar. Foram para cama porque teriam que acordar às seis da manhã. Só mais dois dias e eles teriam todo o tempo do mundo para ficarem juntos.
— Você gostou mesmo da rosa. — Hugh comenta ao se juntar a Lisa na cama e ver a rosa em um pequeno e lindo vaso na mesinha de cabeceira.
— Claro. — ela sorri. — E gostei ainda mais do seu olhar ao me entregá-la.
— O de apaixonado... — ele diz com certa timidez.
Lisa aproxima-se e o abraça.
— Esse mesmo — ela o provoca com uma mordidinha no queixo.
Ele vira o corpo e fica sobre Lisa.
— Por mais que eu fique duro e cheio de desejo pra entrar em você, hoje eu só quero te possuir com lábios, mãos e olhos. — ele diz olhando-a intensamente.
— Como você quiser meu amor. — ela acaricia os lábios dele com a ponta dos dedos.
— Sabe por que eu te chamo de "meu anjo"? — ele roça seu nariz no dela.
— Por quê? — ela pergunta curiosa.
— Porque o brilho dos seus olhos me reflete o céu. — ele beija-lhe o olho direito e depois o outro a fazendo sorrir. — E seu sorriso, assim... Meio tímido e inocente me faz lembrar um anjo. — ele conta e seus olhos brilham de amor.
Lisa suspira profundamente e seu peito se enche de amor como se estivesse absorvido tudo o que havia nos olhos dele.
— Me beija. — ela pede num sussurro.
Hugh roça suavemente seus lábios nos dela e em seguida a beija bem devagar, invadindo-a com a língua comportada, quase que pedindo licença para entrar. Ela o agarra pela cabeça dando mais intensidade ao beijo, necessitando de mais e mais.
A camisola que Lisa vestia foi subindo pelo seu corpo ate que Hugh a descartasse de vez. Agora era pele com pele, boca com boca... Ambos trajando apenas roupas íntimas. Ela completamente molhada, e ele extremamente duro.
A rosa foi tirada do pequeno vaso, e agora visitava a pele de Lisa que era tão macia quanto suas pétalas. Delicadamente, Hugh passava a rosa pelo rosto dela e ia beijando o trajeto que ele mesmo ia fazendo. Os lábios desenhados num lindo sorriso ganharam um beijo da rosa e em seguida de Hugh. Pescoço, ombro... E ele foi descendo seu caminho, presenteando a rosa com aquele contato da pele macia da mulher que ele amava, venerava... Os mamilos endurecidos feito pedra recebiam o carinho das pétalas e em seguida o dos lábios de Hugh.
Traçando uma linha reta a pequena rosa tocou o umbigo, e Hugh fez questão de brincar com sua língua por ali, em toda a região da barriga. A pele arrepiava-se a cada toque, dos mais suaves aos mais intensos. E Lisa sorria, mordia os lábios, suspirava, gemia... O desejo crescia dentro dela como uma onda forte, intensa e devastadora. Hugh colocou a rosa entre os dentes e fez seu caminho de volta. Lisa sorriu ao ver onde a rosa estava e ele beijou-lhe a boca ainda com a rosa entre os dentes e depois a colou novamente no vaso.
— Você quer gozar, meu anjo? — Hugh pressionou seu pênis sobre a vagina dela, ambos os sexos cobertos pelas roupas íntimas.
— Sim. — ela gemeu.
A mão de Hugh desceu até o sexo dela e por dentro da calcinha começou a acariciá-la com seus habilidosos dedos. Suas bocas voltaram a devorar uma a outra, Lisa estava à beira de uma explosão, sabia que não iria conseguir segurar o orgasmo por muito tempo, não com Hugh masturbando-a daquele jeito. Sentindo a primeira contração dela, Hugh olhou-a nos olhos e disse:
— Eu te amo.
Depois das três palavras ditas ele a viu gozar e não tirou os olhos dela até o ultimo tremor de seu corpo cessar. E ele também a acompanhou num gozo silencioso, mas não menos intenso.
