Capítulo 37
Ela virou a cabeça, expondo o pescoço para mim. Suavemente, eu guiei seu rosto de volta para mim e encontrei os olhos dela enquanto eu beijava seus lábios quentes pela última vez. Apesar de me matar me afastar, eu deixei meus lábios caírem para seu pescoço, e pela primeira vez, eu afundei meus dentes em sua pele.
A camada fina como papel não fez nada para protegê-la de mim. O sangue jorrou imediatamente de sua jugular e explodiu em uma cascata de sabor na minha língua. Só no último minuto eu me lembrei de não engolir, de não respirar até ter isso feito. Era impossível resistir, mas então, sempre tinha sido. Bella era a única pessoa que poderia fazer o impossível parecer possível depois de tudo.
Ainda assim, levou algum tempo para eu realmente me afastar e selar a ferida com um golpe da minha língua. Como eu poderia alcançar mais quatro mordidas quando o gosto do sangue dela já tinha me deixado no limite?
Eu olhei de volta para o rosto de Bella, já tenso com a dor, o queixo cerrado contra seus gritos. Sim, eu tinha que continuar indo por ela – apenas com esta quantidade de veneno em seu sistema, a mudança seria muito lenta.
Você está indo bem,Edward, Carlisle me disse, seus pensamentos vindo a partir da sala de estar. Apenas lembre-se porque você está fazendo isso, e você vai conseguir.
Peguei o pulso de Bella e hesitante trouxe meus lábios em sua pele. Seu pulso martelava em suas veias pequenas. "Não engula," murmurei para mim mesmo, e então rapidamente mordi. Eu tinha bastante presença de espírito neste momento para fechar a ferida antes que o sangue pudesse fluir muito em minha boca. Eu rapidamente fiz o mesmo com seu outro pulso.
Olhando para suas pernas nuas, eu tive que me firmar novamente. Estar perto dessa parte do seu corpo quando eu me sentia tão perto da beira poderia ser desastroso. Coloquei-me entre as coxas dela e me direcionei para sua artéria femoral direita antes que eu pudesse desistir.
O sangue correu quase tão rápido quanto de seu pescoço, e eu lutei para lamber a ferida fechada, sem deixar muito sair. Foi impossível conter o sangue dela na minha boca, sem engolir, por isso escorreu pelo meu queixo. Mais uma.
Virei-me para sua perna esquerda e mordi. Sangue, tanto sangue invadindo minha boca. Foi fisicamente doloroso me afastar e fechar a ferida, mas eu fiz isso.
Sentando para trás, a boca cheia do sangue de Bella, eu sabia que eu deveria cuspir, mas eu não podia. Foi tão precioso, tão delicioso... tão quente na minha língua. Como eu poderia desperdiçar? Apenas uma pequena engolida não iria doer nada, não é?
Edward, eu ouvi os pensamentos firmes de Carlisle tentando me avisar, mas eu estava muito longe.
Engoli a boca cheia de sangue.
O efeito foi instantâneo. A corrida, quente e doce de líquido na minha garganta libertaram uma onda de prazer tão intensa que minha cabeça nadou. Alguém na história já experimentou algo parecido com isso? Eu me senti bêbado e agudamente consciente tudo de uma vez... meus sentidos aguçados, meu corpo tenso. Como eu tinha resistido por tanto tempo? Eu poderia ter resistido, se eu soubesse?
Apenas um pouco mais... o que um pouco mais iria machucar? Eu assisti o sangue descendo por sua coxa, embebendo inutilmente o lençol abaixo dela. Um desperdício. Eu não podia deixá-lo ir para o lixo... eu não podia...
Edward, Carlisle quase gritou em sua mente. Edward, me diga que você está no controle.
Não, eu não estava no controle. Eu queria mais, muito mais. Havia uma boa razão para eu não ter mais – uma razão muito importante, vital – mas eu não conseguia lembrar agora. Fechei os olhos, tentando voltar para o lugar onde havia algo mais importante do que o sangue trazendo vida ao meu corpo de pedra.
Tão perdido em minhas lutas, eu estava mal ciente de qualquer coisa até que uma pequena mão agarrou meu braço. Virei-me para ver um par de olhos castanhos assustados olhando para mim.
"Bella," eu ofeguei, registrando a dor em seus olhos. Ela foi o motivo. Claro, a única razão – minha única razão para tudo. "Oh, Deus, Bella, me desculpe. Eu estou aqui. Você vai ficar bem. Eu sei que dói, querida, mas não vai durar para sempre."
Eu limpei da minha mente qualquer pensamento de seu sangue quando me deitei ao lado dela. Lembrando seu pedido, eu puxei o lençol sobre suas pernas, ignorando o fluido que tinha o manchado de vermelho. Quando eu a envolvi em meus braços, meu coração se partiu um pouco pela confiança em seus olhos.
"Vai acabar logo. Quando você acordar, você vai estar tão bonita e forte. Vou te levar para caçar. Vamos ir para algum lugar longe, apenas nós dois, e não haverá qualquer outro vampiro ou lobisomens ou humanos para causar problemas para nós. Só você e eu."
Bella não disse nada, simplesmente observava e ouvia, mas a tensão em seus músculos, os punhos cerrados e a mandíbula tensa me disse que ela estava se esforçando para não gritar.
"Não se segure por minha causa," disse. "Eu sei o quanto dói. Deixe sair se você precisa."
Ela permaneceu em silêncio. "Ou não." Lutei contra um sorriso em sua teimosia. "Pisque se ajuda eu continuar falando."
Ela moveu suas pálpebras lentamente. Minha menina corajosa. Eu iria falar o tempo todo se isso a distrai até de sua mínima agonia.
"Eu realmente sinto muito pela dor. Gostaria que houvesse outra maneira. Carlisle pensou que morfina poderia ajudar, mas testei com veneno de vampiro, e o veneno comeu direto através dele. Isto deve ir mais rápido que a média de transformação embora. Há um monte de veneno em sua corrente sanguínea, e veneno se move rapidamente," eu divaguei.
Ouvi a porta da frente fechar quando Carlisle foi embora, evidentemente satisfeito com meu estado de espírito. Nós estávamos sozinhos.
"Temos algum tempo para preencher, então eu vou lhe contar uma história. É uma longa história sobre um vampiro cansado que se apaixonou por uma humana desconcertante," eu sussurrei em seu ouvido, e então comecei. Segurando-a perto, eu disse a ela tudo o que havia passado por minha cabeça na noite que nos conhecemos: como eu tinha sido incapaz de beber de um ser humano desde então e como eu tinha a intenção de tirá-la do meu sistema, apenas para me tornar mais e mais absorvido.
Falei por horas, dando-lhe o relato completo do meu amor por ela, cada pensamento errante e observação que tinha vindo ao longo do caminho. Membros da família entraram e saíram. Alice entrou na cabana brevemente para entregar as coisas que Bella tinha deixado no seu dormitório e muitas coisas do apartamento. Carlisle voltou para verificar a paciente, seu progresso prometia uma transformação de dois dias, tanto quanto ele poderia avaliar. Emmett veio para descobrir por que Bella não estava gritando e expressar sua admiração pelas "enormes bolas" dela.
Todos nos deixaram sozinhos depois da meia noite, e estava perto de amanhecer quando eu ouvi alguém abordar a casa. No início, pensei que o dono do andar leve era Alice. Então eu percebi que não podia ouvir os pensamentos do vampiro, e eu instintivamente fiquei tenso. Nenhum dos Cullens já havia fechado inteiramente seus pensamentos para mim. Sentei-me rapidamente, consciente dos olhos de Bella me seguindo, em silêncio, fazendo perguntas que eu ainda não podia responder.
"Alguém está vindo," eu disse baixinho. "Eu não sei quem é."
Em um movimento, saltei para a janela e abri uma fresta. A corrente de ar que entrou carregava apenas o mais tênue cheiro, mas foi o suficiente para enviar um frio de medo congelando minha espinha.
Victoria.
Instinto assumiu completamente. Eu me posicionei entre a cama e as entradas para o quarto. Nada era mais importante do que proteger Bella neste momento. Ela era ainda mais vulnerável do que o normal, incapaz de correr ou colocar qualquer tipo de luta. O veneno pode curar muitas coisas, mas a mudança não pode progredir sem um coração batendo.
Meu celular começou a tocar insistentemente com uma série de mensagens de texto. Eu não ousava me permitir a distração de lê-los. Minha atenção não podia vacilar por um único segundo. Victoria estava aguardando seu tempo, e eu me recusei a dar-lhe qualquer oportunidade para atacar.
"Edward," Bella gemeu, a primeira palavra que ela pronunciou uma vez que a mudança começou. Virei um pouco para olhar minha pobre menina, completamente tensa pela força de sua agonia, encharcada de suor e, agora, me olhando com olhos cheios de medo.
"É Victoria," eu sussurrei. "Ela está aqui."
"Que bom que você percebeu," disse uma voz gutural, e eu girei ao redor para ver Victoria agachada na porta.
Eu imediatamente cai em uma postura defensiva.
"Não seja assim, Edward," ela reclamou. "Você matou meu companheiro. Você tinha que saber que isso ia acontecer."
Eu cerrei meus dentes. "Seu companheiro tentou matar a minha companheira."
Victoria balançou a cabeça. "Um ser humano não é um companheiro, Edward. É a vaca de estimação na fazenda que você não consegue matar."
"Ela não vai ser humana por muito tempo," eu disse, ignorando sua avaliação superficial do meu apego.
"Assim, parece. Diga-me, Edward, você estaria a transformando se os Volturi não estivessem em seu caminho?"
Eu congelei.
"Oh, sim, eu sei tudo sobre isso. Laurent me contou tudo antes que ele foi embora – Não intencionalmente, é claro. Mas eu tive uma sensação de que ele iria derramar qualquer coisa para salvar sua própria pele. Eu tive um dos meus recém-nascidos o seguindo apenas por precaução. Quando ele pegou um vôo para a Itália, eu sabia que tinha que me apressar."
Victoria avançou para o quarto. Eu tomei um passo para trás, ficando perto da cama onde Bella estava indefesa."
"Ah, Edward. Você pode também desistir dessa charada agora. Seus amigos e sua matilha de cães estão muito ocupados com meus recém-nascidos para ajudar você a salvar sua pobre humana de mim. Vamos colocar a menina fora de sua miséria e ir embora juntos. Certamente você deve sentir falta do sabor de sangue humano," ela tentou ronronar. "Eu não me importo o que você vem dizendo a si mesmo."
Eu balancei minha cabeça. "Eu posso viver sem sangue humano, Victoria. Eu não posso viver sem ela."
A vampira em frente de mim estreitou os olhos. "Pensei que você seria razoável sobre isso, Edward, mas se você ficar com suas noções ridículas, eu não hesitarei em matar vocês dois. Eu vou me vingar, de uma forma ou de outra."
"Você é bem-vinda a tentar."
Victoria rosnou para mim. Pela primeira vez desde que ela entrou na sala, o seu rígido controle sobre seus pensamentos escorregou, e foi muito mais fácil me esquivar de seu ataque. Eu peguei o braço dela e a empurrei ao chão, indo direto para sua garganta. Mas ela foi rápida em me iludir, rolando e chutando o caminho de volta em seus pés. Victoria não era mais forte ou mais rápida do que eu era, isso estava claro, mas era astuta e engenhosa o suficiente para continuamente escapar de minhas mãos.
Uma vez mais ela se lançou, desta vez em direção a Bella. Eu peguei Victoria um segundo tarde demais, quando ela colocou a mão em torno do tornozelo de Bella – Eu ouvi os ossos esmagarem e Bella gritar.
Minha visão ficou vermelha e os meus pensamentos reduziram a uma coisa – matar a pessoa que se atreveu a machucar minha Bella.
Eu arranquei Victoria longe de Bella, mas a vampira a puxou com ela, forçando Bella a cair no chão. Eu finalmente consegui tirar Victoria longe de Bella e a arremessei através do quarto, deixando uma fenda na parede atrás dela. Saltando sobre ela, eu agarrei o braço ofensivo e com um corte dos meus dentes, o rasguei de seu ombro.
Guinchando de dor, ela se afastou do meu alcance, mais uma vez. Joguei o braço no canto da sala e fui atrás dela. Assim que pus as mãos sobre ela, ela girou para fora do meu alcance e me atacou, quase pegando minha orelha. Mas a distração causada pelo cheiro do sangue de Bella tornou fácil para eu me esquivar dela e pegar um pedaço de seu ombro em vez. Enquanto isso, Bella conseguiu rastejar para um canto, apesar da agonia que ela devia estar sofrendo. Fiquei maravilhado com sua força, assim como eu joguei Victoria na parede mais próxima. Ela não deveria ter sido capaz de se mover agora.
"Deixe-me tê-la, seu tolo sentimental," Victoria rosnou.
"Nem no inferno," eu rosnei de volta. "Se seu companheiro soubesse respeitar o território de outro vampiro, ele não estaria morto agora – e você não estaria à beira de se juntar a ele."
"Não se esqueça quem fez você," ela assobiou conforme ficamos em posições defensivas, cada um procurando vantagem.
"Isso é a única coisa que você já fez por mim."
"Hey," Bella gritou com dentes cerrados. Olhei por cima do ombro de Victoria a tempo de ver Bella arremessar um de seus sapatos em nossa direção, batendo Victoria diretamente na cabeça. Foi o suficiente para fazer a vampira se virar.
"Afaste-se do meu companheiro," Bella rosnou.
A distração foi o suficiente. Eu peguei Victoria por trás, e com os dentes e as mãos eu arranquei a cabeça de Victoria de seu corpo.
Seus pensamentos cessaram imediatamente. O alívio que eu senti era palpável.
Olhei para Bella, que continuou a assistir a partir do canto.
"Muito bem feito," disse eu, pisando com cuidado sobre o corpo de Victoria me aproximar dela. "Minha menina corajosa – você me surpreende."
Ela conseguiu apenas fazer uma careta em resposta, mas eu não precisava de mais nada. Eu a recoloquei na cama e tive certeza que ela estava estabelecida. "Como você fez isso, Bella? Você deve estar com muita dor para fazer qualquer coisa."
"Eu –" ela tentou, em seguida, fechou os olhos com força como se estivesse se concentrando. "Eu sabia... tinha que fazer... algo... e a dor... era menor."
Ela tinha feito isso tudo com o poder de sua mente? Percebi então e ali que Bella ia ser mais poderosa como uma vampira do que eu já tinha antecipado.
"Isso é incrível, Bella. Você não tem idéia de como você é especial." Eu gentilmente afastei seu cabelo do rosto, já notando sinais da transformação nela – um brilho diferente em sua pele e uma maior clareza em seus olhos. "Eu vou cuidar do corpo de Victoria agora – você vai ficar bem?"
Ela simplesmente mal conseguiu acenar com a cabeça. Eu beijei sua testa e comecei a puxar as partes para fora.
Eu estava incendiando os restos a poucos metros da cabana quando o traço do cheiro de um vampiro estranho cruzou meu nariz. Eu congelei.
"Não pare por minha causa," uma voz estranhamente agradável disse. "Você parece ter muito talento para matar vampiros, entre outras coisas."
Eu me virei lentamente para enfrentar um velho vampiro com características nítidas e longos cabelos negros, vestido com um terno preto conservador. Outro vampiro muito maior estava ao lado dele – um guarda, eu assumi.
"Olá, Edward," o primeiro vampiro disse, sorrindo como se fôssemos velhos amigos. "Perdoe-me por blindar meus pensamentos de você, mas eu prefiro manter a vantagem. Habito você sabe. Meu nome é Aro."
Ele não precisava se apresentar. Reconheci-o a partir de memórias de Carlisle, e eu sabia o suficiente para hesitar quando o vampiro estendeu a mão.
Aro sorriu levemente ao meu desprezo. "Eu vejo que meu amigo Carlisle disse a você sobre mim. Parece que estamos quites." Aro olhou por cima do ombro para a janela do quarto onde estava Bella. "Vi que Carlisle e seu clã estavam ocupados enquanto vínhamos e sabia que você devia estar em outro lugar com sua humana. Ela deveria ter sido transformada muito antes que ela soubesse de nada, Edward."
Eu tive que lutar para relaxar minha mandíbula. "Tudo aconteceu muito rapidamente."
"Sim, eu imagino," ele murmurou. "Edward, eu acho que é hora de ter uma discussão com todos os envolvidos. Venha comigo."
Eu não me movi. "Eu não posso deixar Bella."
Ele sorriu aquele sorriso misterioso. "Não seja bobo. Ela está vindo também."
"Eu vejo." Eu tive que trabalhar duro para manter uma expressão neutra, para não mostrar qualquer medo. Eu tinha ouvido como os Volturi agiam. Eles eram dissimulados e manipuladores. Eu não tinha intenção de dar-lhes qualquer coisa que eles pudessem usar contra mim.
Eu me virei e pulei pela janela. Bella estava observando tudo e olhou para mim por respostas. Peguei-a em meus braços e tentei tranquilizá-la com meus olhos, porque eu não ousaria dizer uma palavra com o Volturi escutando. Houve dor e medo em seus olhos, mas também confiança. Ela sabia que eu não tinha intenção de deixar ninguém prejudicá-la.
Eu deixei Aro e seu guarda-costas liderarem o caminho, tanto quanto eu entendi, o resto do clã estava lutando com os recém-nascidos de Victoria. Foi uma longa caminhada, mais demorada pela dor óbvia de Bella.
"Me diga, Edward," Aro disse puxando conversa enquanto caminhávamos, como se estivéssemos apenas indo para um passeio, "os pensamentos da garota são realmente silenciosos para você? Eu não acreditei quando vi isso na cabeça do jovem Laurent, mas agora eu acho que ela tem uma aura de força sobre ela."
Eu queria dizer que não era da sua maldita conta, mas eu sabia com quem eu estava lidando. "Não, eu não posso ouvi-la." Imaginei o que ele diria se soubesse o quanto ela podia fazer já.
"Que fascinante! Eu me pergunto se ela é imune a outros talentos. Felix, nós vamos ter que ver o que Jane pode fazer com ela."
Felix não foi tão bom em proteger seus pensamentos como Aro. Eu vi o que Jane poderia fazer, e eu não fiquei nada satisfeito.
"Dada a situação atual de Bella, eu não acho que terá muito efeito," eu disse com toda a calma que consegui.
"Cuidado, Felix," Aro repreendeu. "Mas isso é um bom ponto. Talvez Alec, então."
Eu não consegui ouvir qual era o dom de Alec, e eu não queria descobrir.
Quando chegamos à clareira, Aro fez uma pausa, e aproveitei o momento para observar a cena. Os lobos, agrupados juntos com os Cullen, que estavam em frente de uma linha de membros dos Volturi. Entre suas linhas estava uma pira ardente de partes de vampiros. Os recém-nascidos de Victoria estavam em menor número claramente.
Havia onze vampiros e catorze lobos do nosso lado, e apenas 12 vampiros com os Volturi, Aro e Felix incluídos, mas eles não pareciam nem um pouco preocupados. Reconheci alguns deles. Havia Caius e Marcus, os outros líderes do clã, e a figura pequena e infantil que eu sabia ser Jane. Uma criatura pequena como ela estava a seu lado – Alec, presumi. Havia seis pessoas que estavam ao redor casualmente, mas suas posturas contradiziam sua tensão. Eles estavam prontos para uma luta.
Me desculpe,Edward, pensamentos de Alice gritaram para mim instantaneamente. Eu tentei avisar você, mas isso aconteceu tão rápido. Bella está bem?
Eu dei um leve aceno de cabeça e vi ela relaxar minuciosamente.
Aro avançou com Felix ao seu lado, e eu segui à distância, circulando ao redor para me juntar ao meu clã. Eu preferia manter uma parede de seres sobrenaturais entre Bella e os Volturi.
"Bem, isso não é legal?" Aro começou, juntando-se a seus companheiros. "É tão bom ver você, meu velho amigo. Como você está, Carlisle?"
"Muito bem, Aro, e você?" Carlisle respondeu com um sorriso agradável e fácil.
"Tão bem como nunca," Aro respondeu. "E eu estou tão contente de conhecer sua família. Tanto talento! Alice, Jasper – até mesmo Emmett! Eu não acreditaria no seu tamanho, se eu não tivesse visto com meus próprios olhos."
"Isso é o que ela disse," eu ouvi Emmett resmungar baixinho. Rosalie deu uma forte cotovelada nele.
"E agora você trouxe Edward e sua futura companheira a soma. Ela mostra sinais de um dom também, eu suponho? Eleazar, meu amigo, o que você acha dela?"
Eleazar não mostrou seu desconforto, mas eu ouvi em sua mente. "Um escudo, com certeza."
"Ah, sim. Faz tanto tempo que eu quero ter um escudo entre minha guarda. Vamos ver o que ela pode fazer," Aro sugeriu como se fosse a coisa mais razoável no mundo.
"Agora? Ela precisa terminar a transformação primeiro," Carlisle argumentou.
Aro estava inabalável. "Não necessariamente. Pelo que ouvi, ela já tem algumas defesas. Se Edward não pode ouvi-la, estou curioso para ver o que mais ela pode suportar."
Coloquei Bella contra meu peito. "O que importa para você?" Eu perguntei, sabendo que era estúpido e incapaz de me ajudar. Eu não podia deixá-los submetê-la a qualquer forma de tortura ou invasão sem lutar.
"Ah, Edward," Aro suspirou. "Eu sou, em primeiro lugar, um colecionador – e eu tenho a intenção de recolher quantas peças eu puder hoje. Agora, vamos começar. Alec, por que você não vê o que pode fazer com a menina?"
A dupla de Jane deu um passo adiante, e eu me preparei para seu ataque – o que quer que seja.
