Bulma fica extasiada frente a quem aparece para salva-la...
Capítulo 37 - Proteção
Nisso, tenta fugir, porém se detém, ao escutar o som de ossos sendo quebrados e se vira, percebendo que era o comandante Vegeta, o mesmo da festa de casamento de seus amigos, Kakarotto e Chichi, além de um grande amigo de Bardock, um dos poucos que restara do círculo de amigos dele e que viera salva-la, pelo visto, fazendo-a chorar lágrimas de felicidade.
- Ela não está mentindo... Vermes... - e nisso, acaba de quebrar o braço do saiya-jin menor que o outro, para depois socar fortemente o abdômen deste, fazendo-o cair ao chão.
- Desgraçado...! - o outro exclama, porém, Vegeta dá uma rasteira nele e em seguida, ao se levantar, pisoteia a perna, quebrando-a, facilmente como se fosse feita de graveto, socando o queixo deste em seguida, quando tentava se levantar, fazendo-o cair no chão com um baque.
O anterior tenta ergue-se, novamente, porém, com dificuldade, mas um golpe em sua nuca com as duas mãos unidas o faz cair novamente ao chão, inconsciente, assim como o amigo deste.
A terráquea ficara surpresa, pois, não conseguira ver os movimentos dele. Somente vira os dois saiya-jins que a ameaçaram caírem no chão com Vegeta estando de pé, ileso, sem estar sequer ofegante, enquanto olhava os dois saiya-jins caídos com um olhar arrogante e altivo que tanto a agradava, pois, exibia somente para os outros. Além de perceber o quanto ele era forte.
Então, se vira para ela, que vê o olhar deste genuinamente preocupado, olhando-a de cima para baixo, buscando avidamente qualquer ferimento, enquanto perguntava, com a voz repleta de preocupação:
- Tudo bem, Bulma? Os bastados a machucaram? O bebê, também está bem?
- Não. Só me assustaram... Muito obrigada, Vegeta. Você salvou a mim e ao meu bebê. – agradece, sorrindo.
- Que bom... Fico feliz que você e seu bebê estejam bem.
Nisso, ela se aproxima e dá um leve beijo no rosto dele em agradecimento, deixando-o surpreso, para depois vê-la sorrir lindamente próximo dele.
- Muito obrigada... Se não fosse por você... Não quero nem pensar... - nisso, fica cabisbaixa, chorando, para depois senti-lo erguer o queixo dela com o dedo, delicadamente e ainda olhando preocupado, fazendo o coração dela se aquecer.
- Fico feliz que tenha resolvido visita-la, hoje, antes de ir ao castelo. Graças a isso pude salva-la. - nisso, seca a lágrima do rosto da terráquea, gentilmente, que sorri frente ao gesto.
- Desculpe as minhas alterações de humor... A gestação "bagunça" com as nossas emoções.
- Tudo bem... - nisso, beija docemente a testa dela que fecha os olhos, sentindo o toque gentil dos lábios dele, antes de se afastar - Agora, irei leva-los até o imperador. Com certeza, irá apreciar lidar com eles, a sua maneira.
- Já vai? Não quer tomar algo?
Ela pergunta, pegando no braço dele e depois ao ver o ato, fica levemente corada, não entendendo o porque de se sentir tão unida ao mesmo, sendo que o rosto dele ocupava os seus pensamentos durante todo o dia e seus sonhos, durante o sono.
- Sinto. Eu adoraria. Mas, tenho algumas reuniões agendadas, do qual é obrigatória a minha presença. Além disso, quero apresentar esses lixos ao imperador o quanto antes. - nisso, ergue a mão e passa o dorso dos dedos no rosto dela, após retirar a sua luva, fazendo-a fechar os olhos, que se deliciava a leve carícia que recebia repleta de gentileza.
- Poderia passar mais tarde? Podemos sair ou algo assim. - torna a perguntar, sentindo seus batimentos cardíacos alterados.
- Hoje não. Mas, amanhã, sim. Vou ser dispensado no fim da tarde, amanhã e poderei vir vê-la. Tudo bem?
- Claro!
- Bem, vou indo... Adeus, Bulma - ele fala em um tom de voz rouco que a faz estremecer, sem deixar de sorrir, ao sentir o último toque dele em seu rosto, assim como os dedos dele acariciando os seus lábios.
- Adeus, Vegeta. Até amanhã. Estarei esperando.
- Virei sem falta. - nisso, após recolocar as luvas, pega os saiya-jins desacordados, fazendo questão de pega-los através dos membros quebrados, fazendo-os gemerem e se retirando dali, voando, deixando uma chikyuu-jin extremamente feliz, que o olha até que não consegue mais vê-lo no horizonte.
Enquanto voava, exibia o seu sorriso maligno característico, visualizando as torturas que teria prazer em aplicar neles, garantindo assim que morreriam pela dor extrema, prolongando ao máximo o sofrimento destes, certificando-se de não esquecer de separar duas medical machine´s apenas para eles, a fim de prolongar a tortura.
Enquanto isso se recorda da cena que assistira, praticamente hipnotizado, desde que Bulma saíra da casa e caminhará até aquela pedra, sabendo que ela estava alheia a sua presença no alto de uma árvore, quase que de frente a mesma.
O cheiro dela e do filho dele o impulsionava a zelar por eles, tendo que se controlar e muito para não descer e abraça-la, desejando sentir o seu filho no ventre materno.
Mais do que nunca, se amargurava pelo que fez à cientista, desejando voltar atrás, desesperadamente, para alterar sua conduta, enquanto agradecia ao seu melhor amigo e rival de tê-lo detido quando tentara abortar o filho deles, sem saber que era dele, assim como a ideia que Kakarotto teve dele ficar na forma super saiya-jin 1 para disfarçar a sua aparência, garantindo uma maior aproximação dela, assim como a sugestão do mesmo de libertar da escravidão, ao menos os terráqueos que estavam na Terra para tentar melhorar a visão da cientista para com ele, quando chegasse o momento de se revelar, pois, até esse momento, com certeza, terá conseguido, gradativamente, nesse interim, a libertação de todos os chikyuu-jins, elevando-os a uma raça aliada dos saiya-jins e não mais escravos.
Ao se lembrar do ato dos dois vermes que trazia pendurados em sua mão, pegando-os pelo membro machucado, o fez estreitar os olhos e reter um rosnado no fundo de sua garganta frente à ousadia deles, pois declarara aquela área como proibida para os demais saiya-jins.
Do alto da árvore, sentira o desejo assassino toma-lhe, assim como o cheiro de sua fêmea e de sua cria que exacerbavam seus instintos de proteção, zelo e cuidado.
Agora, os dois que ousaram feri-la e a sua cria, pagariam o preço por seus atos e faria questão de "cobrar" tudo o que tinha direito deles.
Os levaria a Bardock e faria este levar até ele, no trono, pois, precisava se transformar em super saiya-jin 4, antes de chegar ao castelo e sem ninguém ver, tomando o cuidado de rastrear o ki em um local que usava para se transformar, garantindo que ninguém saberia o que fazia quando se ausentava do castelo.
Afinal, tinha muitos inimigos e estes adorariam pega-lo na forma mais fraca. Somente a transformação super saiya-jin 4 garantia eficazmente a sua proteção.
Além disso, sabia que a irmã de Kakarotto, Lian, o seguia a distância, garantindo assim uma "escolta", já que ela estava na forma super saiya-jin 4 para ajuda-lo em qualquer eventualidade, embora detestasse isso, pois, feria o seu orgulho.
Porém, sabia que estava somente na forma super saiya-jin 1 e portanto, era um alvo fácil.
Além disso, se ele se encontrava nessa situação, a culpa era somente dele e de mais ninguém. Se não tivesse agido como um canalha e um cretino egoísta, além de um completo bastardo, não estaria naquela situação, sendo ainda pior o fato, pois Bardock e Kakarotto tentaram aconselha-lo a rever as suas atitudes, mas, fora cego e extremamente orgulhoso.
Agora, "pagava" o preço por suas ações com juros e multa.
