Vamos direto ao assunto...
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CAPÍTULO 37
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Naquele momento, Dean estava tocando um ponto dentro de seu corpo com os dedos que, sinceramente, parecia ser o seu botão central. Parecia que ia ser desligado a qualquer momento. Continuava encostado na parede, próximo da janela, o corpo reclinado numa posição estranha, mantido no lugar pelo peito do mais velho, as pernas afastadas e tudo o que ele sabia é que não queria ser pego no flagra por ninguém daquele jeito. Que era delirantemente bom! A outra mão de Dean segurava seu pescoço para melhor comandar os beijos, quentes e sensuais, enquanto o corpo ondulava de encontro ao seu, uma perna pressionando deliciosamente seu membro latejante. Sam estava se sentindo absolutamente abusado num canto da parede!
"Ahhh... Dean..." ele arfou, tentando retardar o que parecia ser inevitável neste momento. Sabia muito bem que depois do orgasmo que se anunciava, ele só iria querer dormir por um mês seguido, então, era hora de agir, se quisesse mesmo fazer o que tinha em mente o tempo todo.
Mesmo Dean, tão sensível e amoroso, era um safadinho diplomado, o mais novo constatou. Quando ele afastou a cabeça para poder olhar a expressão de desespero de Sam, tinha um olhar quente e sexy que ele podia jurar já ter visto algumas vezes em Dean, o irmão. Quer dizer, não tão de perto. "Você disse alguma coisa?"
Os olhares se cruzaram divertidos, Sam estreitou os olhos, tentando se concentrar em algo que não fosse o que estava acontecendo dentro dele, mas quando viu Dean se abaixar provocante e lentamente à sua frente, para fazer algo que ele sabia, ia ser melhor que o Ano Novo no Rockfeller Center, Sam teve que impedi-lo:
"Eu queria saber onde diabos você arranjou toda esta perícia!"
O loiro riu, seus dentes perfeitos ameaçando sua carne rígida:
"Acho que não."
"Ahn?" Sam desvencilhou-se do mais velho, ganhando espaço no quarto, ao mesmo tempo em que o atraía para a cama mais próxima. Como imaginava, Dean veio atrás dele, tirando a própria roupa e jogando pelo chão. Sam observou aquele strip tease involuntário com desejo, podendo admirar o corpo que pretendia percorrer a noite toda. "Talvez esta seja uma das conversas que vamos deixar para depois, Dean. Agora, é a minha vez de te dar prazer." Ele alcançou o quadril do outro e o puxou para a cama. Deleitou-se ao perceber surpresa na face do mais velho. Rolou e engatinhou por cima dele, afastando suas pernas com um joelho, dominadora e provocativamente. Ficou satisfeito em receber um olhar quente de interesse, e não algum comentário típico do irmão, que poderia ser, por exemplo: Ei, cuidado com a jóias da família! Ou algo do gênero. Aliás, repreendeu-se por pensar nele agora, era dele aquele corpo conhecido e belo, mas não a personalidade que o encarava com desejo.
" Você faz este corpo parecer muito lindo." Confessou, curvando-se e falando em sua boca, o corpo arqueado para que não se encostassem além dos lábios. Dean deslizou as mãos por suas costelas, de uma maneira que conseguia fazer cada poro de Sam se eriçar. Ele tinha uma sensualidade tão natural e sua que parecia ter nascido só para isso. E só esta idéia já fazia Sam latejar, porque ele realmente poderia amarrar Dean naquela cama e...oh!Deus. Muito pervertido só de pensar. E aquela carinha de dúvida e surpresa que ele fez era irresistível.
"Seu olhar está me preocupando um pouco, Sam." O outro falou, deixando que Sam levantasse seus braços por cima da cabeça e os mantivesse presos, no melhor estilo vou abusar de você agora.
Era muito bom poderem falar, sem medo de serem ouvidos. E Sam estava eufórico o suficiente para falar bobagens, simplesmente porque não conseguia se conter.
"Mas não é só o meu olhar que deveria preocupar você, Dean. Eu só quero que você sinta as mesmas sensações que você me fez sentir lá na fazenda e, devo avisar, foram muito, muito intensas."
A risada cristalina de Dean não o intimidou, e ele desceu com sua boca trilhando aquela pele branca, quente e firme, com aquele cheiro que parecia nunca deixar aquele corpo: cheiro de couro, gasolina, açúcar, maçã, sexo. E foi delicioso sentir sua pele granular sob sua língua, e foi delicioso ouvir seu gemido rouco, quando seus dedos apertaram suas coxas, com força.
"Sam...ahhh."
Poderia ficar beijando aquela barriga a noite inteira, mas Dean simplesmente retorcia-se feito uma serpente sob sua boca. Não pode deixar de pensar se, em algum lugar ali dentro, Dean sabia o que estava acontecendo. E a idéia fez seu estômago se encolher e o membro latejar de excitação, embora sua mente quisesse ignorar o fato e espantar o pensamento. Porque não demorou muito, e estava acariciando com as duas mãos o membro rijo, agora de joelhos entre as pernas de Dean, olhando fixamente suas expressões de êxtase, experimentando toques e tirando gemidos, que saiam dos lábios que Dean molhava e mordia, constantemente.
Curvou as costas para provar com a língua o gosto daquele mastro em suas mãos, colhendo o sabor salgado e fazendo Dean literalmente corcovear. Sam abriu um sorriso imenso:
"Você é melhor que um playground."
"Eu sou tímido. Se você não parar de falar estas bobagens..." Dean espremeu os olhos e suspirou pesadamente quando Sam voltou a passar a língua, outra e outra vez. A sensação era maravilhosamente agônica, e Sam estava fazendo o seu melhor. Brincou um pouco, deixando a imaginação fluir, e resmungou algo com a boca um pouco cheia, sabendo que isso seria muito excitante para o irmão.
"O...que?"
"São os piores." Ele suspirou, dando pausa por um momento, e Dean o puxou de surpresa apenas para roubar-lhe um beijo. "EU sei."
Sam pode olhar nos olhos de Dean enquanto fazia o membro dele deslizar para dentro de si, lentamente, e logo o estava cavalgando, sentindo ondas quentes que o deixavam sem ar e nublavam sua mente. A princípio, lenta e sensualmente, mexendo-se até fazer Dean dentro de si roçar sua próstata e fazer Sam praticamente uivar de prazer. Sentir as mãos dele em seus quadris, em sua barriga, deslizando por seu peito, depois em sua boca, colocando os dedos para ele chupar, mexia com sua cabeça e deixava Sam completamente louco de excitação, cada vez mais. Pôde gritar, pôde chamar seu nome, estremecer sentindo-se vivo e errado e feliz por ter sobrevivido apenas para sentir isso: sentir-se empalado, entregue, possuído e amando cada segundo daquilo. Amando Dean. Amando Dean por inteiro, cada uma de suas personalidades, e desejando que o outro soubesse e sentisse tudo. Amando ouvir aquela voz linda e sensual chamar seu nome, em delírio, amando controlar aquele corpo e amando saber que os dois o amavam, mesmo que fosse de jeitos diferentes.
Quando seu gozo o consumiu, e ele trouxe Dean ao seu ápice dentro de si, ele podia jurar que, no descontrole do mais velho, ele esteve também com o outro Dean.
CONTINUA
Bom, eu separei a cena do assunto mais sério, porque, sinceramente, eu sei que tira muito a atenção...hahaahhahhah. Sam, o gulosinho, quer os dois Dean só pra ele, estão percebendo? Deixa um pra mim, faz favor?
Será que vale review?
