Oi gente voltei!
Para aqueles que estão curiosos em saber, o Anime Friends foi tudo de bom. Me diverti muito com minhas amigas Vice-chan e Yukiko-hime.
Eis aqui mais um capítulo para agradar vocês. Espero que realmente agrade.
Boa leitura!
A semana começou muito rápida e nos dias que se seguiram, em meio aos preparativos para o casamento, Rin pensava na conversa com a tia e Kagome e em sua situação com Sesshoumaru. Ela sentia cada dia mais a falta dele, de sua presença, da voz grave soando ao seu ouvido, aquele sorriso raro e absolutamente apaixonante, o calor do corpo dele ao envolver o seu. Pelos deuses, como sentia falta dele!
Num dia normal de trabalho, no meio da semana, Rin recebeu um telefonema e o atendeu com um sorriso nos lábios ao ver de quem se tratava.
- Moshi, moshi?
- Olá Rin!
- Oi Kohako! E aí como você está?
- Estou ótimo. Já consegui organizar tudo no meu apartamento, nem parece que fiquei fora por mais de dois anos. – O rapaz disse também sorrindo.
- Que bom. E como está a Lisa?
- Ela está muito bem, adorando revisitar Tóquio.
- Então ela já conhecia a cidade?
- Sim. Ela passou férias aqui há alguns anos atrás.
- Ah sim!
- Bom, eu estou ligando para convidar você para jantar. Eu quero que conheça a Lisa e ela também está ansiosa para conhecer você.
- É mesmo? – Rin indagou ligeiramente constrangida.
- Sim. E então você topa?
- Claro. – Aceitou. - Onde encontro vocês?
Kohako deu todas as coordenadas a Rin e eles combinaram o jantar para aquela noite em um restaurante aconchegante no centro da cidade.
Embora não estivesse com ânimo para sair, Rin não via como recusar o convite do amigo. Kohako já havia mencionado antes sobre o desejo de sua noiva de conhecê-la e ele prometera que as apresentaria antes de irem a Kobi para visitar os pais dele.
Após o trabalho naquele dia, Rin seguiu para casa recorrendo ao metrô como habitualmente fazia. Quando chegou viu Kagome e a tia sentada na sala vendo catálogos contendo arranjos de flores. Ela cumprimentou as duas, mas não ficou na sala. Informou que tinha um jantar marcado com Kohako e a noiva dele e que não podia se atrasar.
As duas mulheres confirmaram com um aceno e voltaram suas atenções à atividade anterior enquanto Rin subiu os degraus rapidamente até chegar ao seu quarto.
...
Cerca de uma hora mais tarde Rin saía do quarto, arrumada para ir ao jantar. Ao alcançar a sala, despediu-se da tia e da prima e saiu da casa tomando um táxi para ir ao encontro com o ex-namorado e sua noiva.
O restaurante escolhido por Kohako era de fato muito aconchegante. O ambiente era familiar e tranqüilo com várias mesas espalhadas pelo salão, estas forradas com toalhas de cor azul claro e com lindos e delicados arranjos de flores sobre elas.
Rin falou com a recepcionista do local e informou quem procurava. A funcionária logo indicou a mesa onde Kohako já estava com a noiva. Ela se aproximou deles com um sorriso no rosto e Kohako, agindo como um cavalheiro se levantou para recebê-la.
- Boa noite! – Rin cumprimentou.
- Boa noite! – A mulher sentada ao lado de Kohako respondeu também sorrindo.
- Que bom que chegou Rin. – Kohako disse puxando a cadeira para que Rin se sentasse. – Bom, deixe-me apresentá-las. Rin está é minha noiva Lisa e querida esta é a Rin.
- É um prazer conhecê-la finalmente. Kohako fala muito em você. – A mulher de olhos verdes e cabelos castanhos claros disse e sem saber exatamente porque, Rin
sentiu-se desconfortável ali, mas nada demonstrou.
- Eu digo o mesmo Lisa.
Lisa sorriu docemente e voltou seu olhar para o noivo ao seu lado. Eles pareciam de fato muito apaixonados e Rin se sentia feliz pelo amigo.
Os três conversaram e Kohako contava à noiva sobre a época em que conhecera Rin, quando eram calouros na faculdade. Contou como começaram a namorar e sobre como a amizade continuou mesmo após o término do relacionamento e a partida dele para outro país.
- Sabem, é raro um casal manter uma amizade após o fim do relacionamento. – Lisa disse. – Eu admiro muito essa capacidade. Infelizmente em meus relacionamentos anteriores não sobrou muito que pudesse ser transformado em amizade.
- Realmente é difícil algo assim, mas eu e Kohako não tivemos problemas em manter a amizade, porque sempre fomos amigos, mesmo antes de namorármos. – Rin respondeu.
- Eu acho isso muito admirável! – Reiterou a sorridente Lisa.
- Você não se incomoda, então? – Rin perguntou receosa.
- Com a amizade de vocês? Claro que não Rin. Eu confio totalmente no meu Kohako, eu sei o quanto ele me ama e não vejo problema nenhum que ele tenha amigas, mesmo que sejam ex-namoradas. Eu também tenho muitos amigos do sexo masculino e você não se importa, não é meu amor?
- Não. – Kohako respondeu tranquilamente enquanto a mulher acariciava seu rosto.
De repente o sorriso que antes estava estampado no rosto de Rin desapareceu e ela ficou pensativa. A jovem olhava para o casal a sua frente quando de repente caiu em si e se viu na mesma situação de Sesshoumaru. Era a mesma coisa, não? Ela estava ali jantando com o ex-namorado e a noiva dele. Estavam conversando sobre como eles se mantiveram próximos, como mantiveram a amizade mesmo depois de anos e aquilo não parecia absolutamente incomodar a Lisa.
- Está tudo bem Rin? – Kohako perguntou.
- Ah! Está sim Kohako. Me desculpem é que estava pensando em algo. – Ela respondeu voltando a sorrir.
- Kohako me disse que você é publicitária. – Lisa continuou a conversa.
- Sim. Eu me formei em publicidade a cerca de três anos e depois fiz pós-graduação. Agora eu trabalho numa agência e estou indo muito bem.
- Que bom! É ótimo fazer aquilo que se gosta.
- É verdade. – Kohako concordou. – Eu contei a Rin sobre o nosso escritório amor. Disse a ela para nos visitar quando for à Nova Iorque.
- É uma ótima idéia. Você vai adorar o ambiente. É bem descontraído, diferente do que costumamos ver por aí em termos de escritórios.
Kohako era designer gráfico assim como Lisa, foi trabalhando juntos que se conheceram e se apaixonaram. Eles tinham a própria empresa e cerca de um ano atrás conseguiram montar um espaço próprio do jeito que sempre sonharam. Logo depois dessa fase atribulada, Kohako a pediu em casamento e o pedido foi aceito imediatamente, mas só se casariam no próximo ano, pois naquele período estavam cheios de trabalho.
O jantar terminou de forma agradável e Kohako se ofereceu para levar Rin até sua casa, mas ela recusou dizendo que pretendia andar um pouco. Despediram-se ali na porta do restaurante e Lisa demonstrou mais uma vez sua simpatia ao se despedir de Rin com um abraço e ao dizer que fazia questão de sua presença no casamento dos dois. A jovem respondeu dizendo que jamais perderia o casamento do amigo.
O casal entrou no carro logo a seguir e deixou o local. Rin, com sua bolsa preta pendurada no ombro passou a caminhar despreocupada pelas ruas movimentadas da capital japonesa. Ela precisava pensar. Novas realizações a encontraram naquela noite durante aquele simples jantar com amigos e estas precisavam se pensadas.
Rin sentiu a brisa fria em sua face e se encolheu no belo casaco preto que usava.
Os cabelos soltos também se agitavam levemente fazendo alguns fios tocarem a pele fria. Ela olhou o céu estrelado e sorriu levemente, a lua brilhava imponente lá em cima e seu coração se sentiu aquecido pela primeira vez em muito tempo.
A jovem voltou a caminhar pelas ruas até alcançar um café onde comprou chocolate quente para distraí-la e aquecê-la durante o caminho para casa.
...
Na região metropolitana de Tóquio em um dos bairros nobres, Sesshoumaru alcançava o edifício em que morava. Entrou com o carro pelo portão até alcançar a garagem e logo tomou o elevador para chegar à cobertura. No caminho afrouxou a gravata de seda Versage que acompanhava o elegante traje de trabalho. Olhou-se no espelho por alguns instantes e suspirou cansado após mais um dia exaustivo.
Ele entrou em seu apartamento e seguiu diretamente até o quarto deixando sua valise sobre uma das poltronas e seguindo logo depois para o banheiro onde pretendia tomar um banho relaxante.
Minutos mais tarde o executivo já vestia roupas mais confortáveis e voltava à sala de estar de casa. Procurou no bar por alguma bebida, não sentia fome já que havia se reunido com amigos para o jantar antes de vir para casa. Ele se serviu de uísque e se sentou em uma das confortáveis poltronas enquanto observava o ambiente deserto e silencioso a sua volta. Ficou ali por longos instantes até que o som da campainha chamou sua atenção e ele se levantou intrigado e aborrecido. Quem poderia ser?
Logo que alcançou a porta, verificou pelo sistema de segurança a bela silhueta feminina. Apertou alguns botões e abriu a porta permitindo a entrada da visitante.
- Oi! – Ela disse sorrindo.
- O que está fazendo aqui? – Indagou sem qualquer emoção.
- Nossa! Que recepção. Não vai me convidar para entrar?
- Desculpe. – Ele pediu. – Não estou no meu melhor dia. Entre.
Sesshoumaru deu espaço para que a mulher entrasse e depois fechou a porta seguindo-a até a sala onde a encontrou já sentada.
- Quer beber alguma coisa? – Indagou.
- O que você estiver bebendo.
O homem foi até o bar para preparar a bebida depois voltou estendendo o copo a ela. Ele voltou a se sentar mantendo o semblante sério e inexpressivo.
- Eu vim ver como você está, saber como andam as coisas.
- Está tudo maravilhosamente bem. Você não viu as notícias? Eu sou um gênio no mundo dos negócios, faturei milhões de dólares no último trimestre. Enfim, está tudo perfeito. – Respondeu em um tom ácido.
- Ah! Isso não é exatamente uma novidade para mim. Você sempre foi genial nos negócios.
- É e vou continuar sendo. Aliás, eu recebi uma proposta hoje que talvez possa interessar a você. Mas eu não estou com cabeça para tratar disso no momento.
- Tudo bem, nós podemos conversar sobre isso depois. Se você está considerando, é porque deve ser bom.
- Parece que sim. – Ele respondeu sem dar muita importância e inclinou a cabeça sobre o encosto do sofá.
Os dois mantiveram-se em silêncio por um bom tempo e a mulher o observava com atenção.
- Eu sabia que você estaria chateado, mas não esperava vê-lo tão abatido... – Ela voltou a falar.
- Eu não estou abatido. – Respondeu irritado.
- É claro que está. Por que não admite de uma vez?
- Admitir o que Kagura?
- Você sabe muito bem.
Sesshoumaru se manteve calado e mostrou-se ainda mais irritado com o tom usado por Kagura. Respirou fundo antes de tomar mais um gole de seu uísque e voltou sua atenção para a mulher ao ouvi-la se pronunciar mais uma vez.
- Eu sinto muito Sesshoumaru. – Dessa vez ela demonstrava pesar e seriedade. – Sinto muito mesmo. Eu detesto saber que nossa amizade tenha provocado a separação de vocês.
- Não é culpa sua é minha. – Afirmou. - Eu devia ter percebido antes. Eu devia saber que era melhor ter continuado com minha vida do jeito que ela era, sem envolvimentos emocionais, sem me prender a nada.
- Humm... Você devia ter continuado a dormir comigo, sem qualquer compromisso, sentimento ou culpa, é isso?
Sesshoumaru a fitou surpreso depois de ouvi-la.
- Não me olhe assim Sesshoumaru. Eu não me sinto usada por você, nunca me senti. Nós tínhamos um acordo mútuo e silencioso que satisfazia aos dois, ou pelo menos satisfez por um tempo. Eu aproveitei cada momento que tivemos com a mesma intensidade que você, eu senti tanto prazer quanto você, mas não creio que faria isso de novo se pudesse voltar atrás. – A mulher disse antes de voltar a sorver o líquido do belo copo de cristal.
- Minha vida era mais simples naquela época. – O homem voltou a falar. - Eu tinha controle sobre ela, tudo estava certo e organizado, eu tinha tudo necessário para me satisfazer, para me sentir pleno...
- Tinha mesmo? Eu andei pensando e entendi que naquela época, nós não tínhamos uma vida Sesshoumaru. – Ele a fitou espantado. – Não tínhamos. Vivíamos para o trabalho e estávamos tão cegos, preguiçosos ou com medo de viver de verdade, que recorríamos um ao outro buscando sabe-se lá o que.
- Ao menos eu tinha paz. – Disse amargurado. – Tudo era simples e prático.
Kagura se acomodou melhor ao confortável sofá e colocou os pés agora descalços sobre ele.
- Parece que essa paz deixou de ser suficiente para você meu amigo e acho que para mim também. – Ela disse fitando a tristeza agora evidente nos olhos dele. - Confesso que nunca pensei em vê-lo assim.
- Assim como? – A seriedade dele não intimidou Kagura que o conhecia muito bem.
- Sofrendo por amor. Ela dobrou mesmo você.
- Aposto que muita gente se divertiria com isso. – Falou com fio de sorriso no canto dos lábios. - Taisho Sesshoumaru, o executivo frio e implacável que intimida a todos, vencido. – Ele falava fitando um ponto qualquer na sala como se pensasse alto. O álcool já nublando seus sentidos e fazendo-o revelar mais do que jamais ousara. – Como eu pude me deixar dominar desse jeito por uma pirralha de vinte e três anos? Como ela conseguiu fazer isso comigo?
Indagou baixo a si mesmo e por isso se surpreendeu quando ouviu Kagura responder.
- Eu não sei como ela fez isso, mas é inegável que fez. – Um sorriso aparecia no belo rosto da mulher. Sesshoumaru não sorria. – Você não pensa em procurá-la, conversar com ela?
- Não consigo pensar em nada mais a ser dito. Não dá pra levar adiante uma relação quando não se tem confiança e a Rin simplesmente não confia em mim.
Kagura ouvia atentamente às palavras do amigo e estava realmente chateada e sentida por ele. Via claramente como Sesshoumaru estava sofrendo porque amava aquela "pirralha", pensou no termo utilizado por ele. Não a tinha mais por um mal entendido, tudo porque Rin não conseguia compreender a natureza da relação dos dois. Se fosse mais forte e menos egoísta, talvez se afastasse para sempre dele, nunca mais o procurasse ou falasse com ele, mas não podia enganar a ninguém ou a se própria. Kagura não podia viver sem Sesshoumaru, ele sempre estivera com ela, mesmo quando estavam a milhares de quilômetros de distância em continentes diferentes, ela sempre pôde contar com as orientações dele, com os conselhos, a
troca de idéias, o apoio que sabia que sempre poderia encontrar nele. Kagura esperava apenas que Rin, um dia, pudesse compreender o erro terrível que estava cometendo ao desperdiçar o amor daquele que podia ser o mais devotado dos homens, por causa daquele ciúme sem sentido.
...
Horas mais tarde, Sesshoumaru já havia bebido mais do que o suficiente para comprometer seu julgamento. Ele ainda estava sentado no sofá pensando e remoendo lembranças que gostaria de apagar quando Kagura se levantou após calçar seus belos sapatos italianos.
- Já é tarde Sesshoumaru, eu vou indo. Tenho trabalho amanhã e você também.
- Pode ficar aqui se quiser. – Ele disse baixo sem voltar os olhos para ela.
- Posso, mas não vou. Eu preciso ir.
- Tudo bem. Eu vou levá-la até a porta.
Sesshoumaru se levantou do sofá e colocou o copo que estava em suas mãos sobre a mesa de centro. Depois caminhou acompanhando a mulher até a saída.
- Cuide-se, ok? – Ela pediu assim que alcançaram a porta e esta foi aberta por ele.
- Você também.
- Pobrezinho. – Ela disse sorrindo levemente e o abraçou.
- Pára com isso. – Ele ordenou correspondendo ao gesto dela.
- Eu queria confortar você, mas acho que esse poder não está em minhas mãos. – Kagura falou ao se separarem.
- Vai embora daqui Kagura, você está começando a me irritar com essa sua condescendência. – Ela riu diante da frase dele.
- Estou indo seu mal-humorado. Se precisar de mim você sabe como me achar.
- Sei.
- Boa noite! – Ela desejou antes de tomar o elevador.
Sesshoumaru voltou ao interior do apartamento e apagou as luzes antes de seguir para o quarto. Ele se deitou na cama e rezou para que conseguisse dormir àquela noite.
Não tenho comentários sobre esse capítulo, deixarei isso para vocês.
Obrigada pelos reviews anteriores. Vocês são d+.
Beijos!
