Capítulo 35

Porto Real

Sansa Lannister, pelo menos é o que ela e Tyrion Lannister que os que estão ao seu redor achem, mas, na verdade ela é Lady Sansa Stark de Winterfell e do Norte, ela é a Loba Do Inverno e nesse momento ela está em Porto Real, depois de muito tempo sendo prisioneira dos Lannister enquanto seu irmão e seu primo avançam em cada batalha que enfrentam para chegar a Porto Real, ela estava ao lado de seu marido quando assistiu ao casamento de Joffrey Baratheon e Margaery Tyrell e ela sentiu pena de Margaery, se casando com um monstro como Joffrey, ela avisou a ela e sua avô e esperava que eles tivessem terminado com tudo e voltassem para a Campina esperando o vencedor dessa guerra para jurar fidelidade, mas, não; eles continuaram com o casamento e aqui está todos, a nobreza de Porto Real, bebendo e comendo do melhor e mais caro, rindo a cada nova atração divertida; até que ela viu com os seus próprios olhos Joffrey humilhando o seu marido para em seguida beber de sua taça e engasgar e tossir ao ponto que tossiu sangue e caiu no chão convulsionando; logo os gritos de alegria se tornaram gritos de desespero e de medo e então o rei morreu nos braços de sua mãe e o grito de dor dela tomou conta da festa e então o grito de ódio veio dela apontando para Tyrion Lannister mandando prender ele.

Esse momento; esse simples momento Sansa entrou em pânico e sabia que seria presa, não poderia fugir, não tinha condições de fugir:

- Minha senhora! – disse um homem que se aproximou dela, Sansa levou um susto, mas, foi contida pelo homem que Sansa reconheceu como Ser Dontos Hollard:

- Ser Dontos! – disse Sansa surpresa:

- Minha senhora; venha comigo! – disse Ser Dontos:

- O que? – perguntou Sansa confusa:

- Se quiser escapar dessa prisão dourada e se quiser viver; venha comigo! – disse Ser Dontos em um estado de desespero; Sansa não tinha que pensar duas vezes, não havia mais ninguém para proteger ela:

- Vamos! – disse Sansa que imediatamente se levantou; Ser Dontos segurou a sua mão e rapidamente saíram da festa seguindo pelos caminhos laterais da Fortaleza Vermelha; o caminho sendo longo com arbustos altos nos lados o deixando estreito; Ser Dontos indo na frente segurando a mão de Sansa que se deixou ser guiada; quando eles saíram do caminho mais estreito e ganharam mais espaço, inesperadamente Ser Dontos caiu para trás atingindo o chão com força segurando o pescoço enquanto sangrava por este e cuspia sangue pela boca; Sansa surpresa viu Ser Dontos Hollard começar a engasgar, mas, ela podia ver o cabo da faca, de madeira com um lobo correndo ao vento entalhado nela; Sansa tirou os olhos de Ser Dontos enquanto ele morria e olhou para cima e viu o seu tio Benjen totalmente vestido de preto olhando com amor para ela, Sansa não disse nada quando avançou e em seguida abraçou o seu tio com força:

- Tio Benjen! – disse Sansa feliz:

- Eu senti saudades de você Sansa! – disse Benjen – Não sabe quanto eu esperei esse dia para reencontrar com você!

- Obrigado por ter vindo tio! – disse Sansa – Obrigada!

Benjen Stark se desvencilhou de Sansa e se aproximou de Ser Dontos Hollard e sem cerimônia arrancou a sua faca do pescoço do Bobo Da Corte De Joffrey:

- Criatura de Mindinho! – disse Benjen – Vamos sair, pegamos as suas coisas, Sansa; agora temos que sair!

Eles saíram; usando os túneis da Fortaleza Vermelha atravessando todo Porto Real; com dificuldade eles saíram de Porto Real; os sinos do Septo de Baelor estavam tocando sem parar, os portões estavam sendo fechados; Sansa estava fora com o seu tio Benjen assistindo a isso tudo com alguns membros da Companhia Sombra que a resgataram, escondidos e ao mesmo tempo observando o caos em que Porto Real havia se tornado; Sansa saiu de suas roupas de festa e agora estava vestindo a sua armadura de combate; incrivelmente ainda cabia nela, mas, sabia que em breve teria que fazer alguns ajustes; a possibilidade de trocar de roupa se deve que todos estão voltados para dentro de Porto Real e especialmente dentro da Fortaleza Vermelha e não fora da capital:

- Quanto tempo terá que ficar escondida? – perguntou Sansa:

- Tempo necessário! – respondeu Benjen Stark – Até que o rei esteja se aproximando com seu exército e seu irmão!

Sansa concordou, ela estava livre dos Lannister; qualquer coisa é melhor do que ficar com eles agora que o momento não traz nenhuma segurança para ela:

- Vamos! – disse Benjen.

O grupo de aproximou dos cavalos e montaram; eles partiram para o interior das terras; não haveria nenhum problema para conseguir notícias e vigiar a capital, mas, o principal eles fizeram, tirar Sansa Stark de Porto Real não deixando nenhuma vantagem para o inimigo.

Lord Tyrion Lannister não é um anão muito feliz; claro que não foi realmente feliz em muito tempo, desde que seu pai fez o que fez com sua esposa; desde que ele colocou no cargo de a Mão Do Rei e pediu para controlar as idiotices de sua querida irmã e seu monstro de sobrinho Joffrey; sorte de seu irmão Jaime que por todas as contas mudou de lado e pelo que Varys lhe disse em particular estava levando os seus deveres realmente a sério; sorte para ele; mas, para Tyrion que teve que se casar contra a sua vontade com Sansa Stark em mais um plano de seu pai em uma tentativa de ter o controle sobre o Reino Do Norte; um controle que ele sonha em ter.

De qualquer forma, Tyrion teve com sua esposa assistir ao casamento do seu idiota de um sobrinho com Margaery Tyrell; as Rosas Da Campina estavam crescendo espinhos para cima do Trono De Fero, claro que todos sabiam que Mace Tyrell queria muito a sua linhagem no ponto mais importante de Westeros; Mace Tyrell não tinha nenhuma discrição, mas, eles são necessários se ainda queriam uma esperança de manter as suas cabeças presas aos seus corpos; o casamento aconteceu e com ele veio uma grande festa, pago do bolso Tyrell é claro, mas, ainda sim é uma festa de grande opulência digna da Casa Lannister ou como esperar que seu pai fizesse para mostrar o poder do ouro do Leão de Casterly Rock; claro que ele teve que suportar as ofensas de seu sobrinho até que ele bebeu do vinho de sua taça e engasgou até morrer; ele ficou surpreso, mas, não tanto, sabia que o tempo de governo de seu sobrinho fez acumular inimigos, especialmente Robb Stark e Jon Targaryen, mas, ambos não fariam isso, sabia que eles preferiam enfiar a espada no corpo de Joffrey.

Tyrion podia dizer qualquer coisa de sua irmã Cersei, mas, não poderia negar que ela ama o seu filho, os gritos de dor dela que se colocaram acima dos ruídos de choque e surpresa dos convidados para em seguida ela se virar para ele e o acusar de matar o rei e mandar prendê-lo e aqui está ele, nas Celas Negras imerso na escuridão sem nenhuma noção de quantos dias haviam se passado desde que fora preso, imerso em seus pensamentos sobre tudo; sobre a sua família, eles que o desprezaram e o jogaram de lado sem nenhum cuidado, Tyrion finalmente sentiu nenhum apreço por sua família, nenhuma necessidade de agradá-los, apenas indiferença e pena; seu pai que nunca se recuperou da morte de sua mãe se tornou um homem amargo mergulhado em indiferença e apenas via sua família como peças para seu jogo dos tronos para alcançar os seus objetivos; já sua irmã que sempre o odiou por matar sua mãe, Tyrion não tem mais nenhum sentimento positivo por ela; ela mesma ajudou a acabar com isso, mas, se tivesse a chance e Jon Targaryen ganho Porto Real e ele fosse libertado dessas celas pediria clemência aos seus sobrinhos Tommen e Myrcella, mas, não Joffrey, ele podia fazer o que quiser com o seu odiado e idiota de um sobrinho.

Tyrion ouviu as portas se abrindo; o Imp sorriu; certamente ele estava preste a ser levado para o julgamento, não, ele seria levado para a execução com Lord Eddard Stark; Tyrion amaldiçoou a sua irmã Cersei, mas, ele sabia que a encontraria no inferno em breve; Jon Targaryen estava próximo e ela em sua sede de poder não tinha a intenção de fugir, orgulhosa como ela é; não recuaria, não fugiria, preferiria destruir Porto Real a entrega-la aos seus inimigos; esse pensamento simplesmente fez um frio percorrer a espinha toda de Tyrion, não queria imaginar sua irmã destruindo Porto Real; ele ainda se lembra de vividamente o que seu irmão Jaime contou o porquê matou o Rei Aerys Targaryen II e agora ele, um não crente, estava rezando a qualquer deus existente que seu irmão não tenha contado para a sua irmã Cersei. As luzes das tochas estavam se aproximando, essa mesma luz o cegou e ele não pode ver quem vinha até ele, mas, de qualquer forma ele está pronto e aceitou o seu destino, seja ele qual for.

Seja quem for que estava carregando a tocha estava se aproximando:

- Tyrion Lannister! – disse uma voz que o Imp imediatamente reconheceu e claro que nunca diria que está contente de ouvir uma voz familiar:

- Varys! – disse Tyrion em resposta; aparentemente eles estavam deixando de lado qualquer norma social nessa conversa:

- Espero que esteja bem, meu amigo! – disse Varys:

- Você sabe; tirando que me encontro em uma cela escura sem nenhuma indicação da passagem dos dias e curiosamente estou na mesma cela em que ficou Eddard Stark não traz nenhum conforto! – disse Tyrion:

Varys entregou uma bolsa de água para Tyrion que a pegou e a bebeu:

- Não vinho? – perguntou Tyrion; Varys sorriu:

- Nesse momento; água é mais importante para você! – respondeu Varys:

- Tudo bem! – concordou o Imp que bebeu mais – A quanto tempo estou aqui? Parei de contar depois do terceiro dia!

- Sete dias! – respondeu Varys – O corpo de Rei Joffrey já passou pela cerimônia e está sepultada, agora, a rainha se dedica a encontrar testemunhas para o seu julgamento!

- Então terei um julgamento? – perguntou Tyrion como se não acreditasse – Achei que iria direto para a execução!

- Eu também, meu amigo! – disse Varys – Mas, por tudo, você é um filho de um importante lorde e também o Mestre Da Moeda; você terá um julgamento!

- Como está a minha situação então? – perguntou Tyrion:

- A rainha está gastando todo o seu poder político para encontrar testemunhas contra você, enquanto enche os bolsos de ouro de seus aliados para que não testemunhe ao seu favor enquanto seu pai fica ao lado do Rei Tommen o aconselhando! – respondeu Varys:

- Então não terei nenhuma chance? – perguntou Tyrion:

- Não, meu amigo! – respondeu Varys sinceramente:

- Então o que me resta? – perguntou Tyrion:

- Esperar! – respondeu Varys simplesmente:

- Esperar o que? – perguntou Tyrion aborrecido.

Varys sorriu e isso enervou Tyrion que não estava gostando do que viu:

- Jon Targaryen, meu amigo! – respondeu Varys – Enquanto falamos; ele avança em direção a Porto Real; claro que todos os olhos da capital se voltam para o seu julgamento ignorando o que está fora desses muros, claro que eu contribuo para essa ignorância!

Tyrion suspirou ouvindo as palavras do Mestre Dos Sussurros:

- Você sempre foi um legalista Targaryen! – afirmou o Imp:

- Sempre! – confirmou Varys.

Tyrion Lannister ficou pensativo por um minuto:

- Eu tenho escolha? – perguntou Tyrion:

- Sempre, meu amigo! – respondeu Varys – Você pode tentar a sua sorte com a sua irmã!

Tyrion deu um olhar aguçado para Varys:

- Garanta que eu seja o próximo Lord De Casterly Rock e minha lealdade será para Jon Targaryen! – disse Tyrion para produzir um amplo sorriso em Varys.

Jon Targaryen estava em pé assistindo a Porto Real de longe; depois de muitas batalhas, planos e muitas mortes, ele estava ali, a alguns passos de seu maior objetivo, Porto Real; ele tinha chegado para que em breve fosse o julgamento de Tyrion Lannister pelo assassinato de Joffrey Baratheon, a rainha garantiu que haveria testemunhas a favor de seu filho e que seu irmão não teria nenhuma defesa; em outras palavras, esse julgamento foi feito para pender para um lado, uma farsa completa que precisa acabar, mas, por mais que gostasse de Tyrion Lannister, Jon via como perfeito a chance de que os olhos dos Lannister estejam voltados para o julgamento e praticamente esqueceram-se dele, pelo menos Varys estava ajudando, mas, mesmo ele eficiente como ele é, não podia manter os seus inimigos no escuro por muito tempo, teria que atacar Porto Real agora, não havia mais espaço para demora, mas, hoje; especialmente hoje seria especial já que ele estaria recebendo Arianne Martell, sua futura esposa; depois de ela ter desembarcado com um exército de Dorne de 2.000 homens e mulheres que vieram do Gancho de Massey e finalmente se juntaram ao principal ataque a Porto Real:

- Então é você o meu futuro marido! – disse uma voz feminina sedosa que Jon se virou e viu a sua futura esposa e rainha; Arianne Martell; Princesa Arianne Nymeros Martell; curta e sua altura por uma cabeça em relação a Jon, rosto rechonchudo, lábios carnudos, pele cor de oliva, olhos escuros e cabelos pretos, grossos e longos que estão cacheados, mas, agora, estavam firmemente amarradões em um coque; sua armadura de ferro onde se podiam ver vestes de couro com uma mistura de cores laranja, vermelho e dourado; ela estava carregando uma lança em sua mão direita:

- Então você é minha futura esposa! – disse Jon no mesmo estilo que Arianne a fazendo sorrir:

- Eu sou! – confirmou Arianne – Mas, não se deixe enganar, um erro de sua parte eu vou comandar a nossa futura relação!

- Tão cedo nos encontramos e já pensa no futuro, minha futura esposa? – perguntou Jon:

- Claro! – respondeu Arianne – Eu sou de Dorne, eu sou uma Martell e não deixarei nem você nem ninguém se colocarem acima de mim ou achar que pode me comandar!

- Nunca me passou pela minha cabeça tentar comandar você, minha futura esposa! – disse Jon Targaryen – Sim! Eu reconheço você como uma mulher de Dorne e especialmente uma mulher da Casa Martell, além de ser a Princesa Herdeira de Dorne; sei de sua força, de sua vontade; aqui e agora, eu posso dizer que espero que nosso casamento seja com nós dois lado a lado e não em constante batalha para se colocar um acima do outro!

Arianne Martell olhou seriamente para Jon, assim deixando o jeito sensual que sempre teve na sua vida desde que se descobriu mulher, ela estava nesse momento avaliar se o que o homem disse é verdade ou não:

- Eu acredito em você Jon Targaryen, mas, ainda vai levar tempo para confiar totalmente em você! – disse Arianne Martell:

- Não espero mais nada de você, princesa! – disse Jon, agora, ambos estavam olhando para Porto Real, agora faltava pouco para começar o ataque.

Um dia foi dedicado a posicionar as tropas para entrar em ação, lentamente e em silêncio, foi nesse mesmo dia em que Jon e Robb tiveram a alegria de receber seu tio Benjen com Sansa, saudável e com lágrimas nos olhos ao vê-los, ela deixou qualquer decoro ao abraça-los, não, eles não se importavam, por mais que eles podia dizer não para Sansa, no fim ela os convenceu a participar do ataque; a noite veio e Ser Arthur, Ser Jaime e Ser Barristan estava levando homens por passagens secretas, seu principal objetivo seria a Capas Douradas, especialmente o seu quartel onde a maioria poderia ser presa ou morta; claro que as ordens de Jon foram para matar aqueles que resistem e prender os que não oferecem nenhuma resistência, mas, eles teriam que abater os guardas para em seguida abrir os portões onde o resto do exército entraria e tomaria posições chaves de Porto Real incluindo a Fortaleza Vermelha.

Ser Arthur Dayne estava liderando os homens que se infiltrariam em Porto Real pelas passagens secretas para tomar o quartel da guarda da cidade, matar os vigias e abrir as portas, com ele tinha Ser Jaime Lannister e Ser Barristan Selmy; não é o tipo de trabalho que ele faria como guarda real ou o exemplo que ele daria para os seus filhos, mas, sendo necessário para evitar muitas mortes e pagar um preço alto para cercar a cidade; segurando a sua espada na sua mão direita e uma tocha acessa na esquerda erguida, andando pelos túneis silenciosamente com os seus companheiros da guarda real e os homens designados para a essa tarefa; suas ordens; permanecer em silêncio a fazer o mínimo de barulho possível:

- Estamos quase lá! – disse Ser Arthur:

- Vamos somente tomar o quartel? – perguntou Ser Jaime:

- Não! – respondeu Ser Arthur – Eu vou tomar o quartel, Ser Jaime vai lidar com as patrulhas nas ruas e Ser Barristan vai lidar com os vigias fixos!

- Parece bom para mim! – disse Ser Barristan:

- Vai ter que ser feito ao mesmo tempo! – disse Ser Jaime preocupado – A luz da lua pode revelar as nossas posições!

- Por isso o rei escolheu essa noite! – disse Ser Barristan – Não tem luz da lua essa noite!

- Por isso a marcha do rei por dentro das Terras Da Coroa foi lenta! – afirmou Ser Jaime como se tivesse desconfiado antes:

- Sim! – disse Ser Arthur.

Finalmente o grupo saiu das passagens, imediatamente Ser Barristan procurou subir os muros e começar a atacar os vigias, Ser Jaime pegou os homens que estava comandando e os espalhou pela cidade acabando com a patrulha das ruas, uma a uma, rapidamente e silenciosamente; Ser Arthur se dirigiu ao quartel das Capas Douradas, ele guardou a sua espada; claro que estaria atuando em um espaço pequeno e vem à necessidade de se empunhar uma faca e foi isso que ele está fazendo quando juntos aos homens que está comandando entrou no quartel; silenciosamente; para sua surpresa, Arthur não viu vigia; logo pode perceber que a decadência das Capas Douradas que haviam adquirido uma arrogância em que se viam e nenhuma necessidade de vigiar o seu próprio quartel.

O primeiro que Ser Arthur viu ao entrar no quartel foi um das Capas Douradas em uma mesa, sentado na cadeira inclinado contra a parede dormindo, imediatamente Ser Dayne avançou e colocou a sua mão esquerda na boca do homem para abafar os seus gritos e imediatamente enfiou a sua faca no pescoço desse homem e logo tirou; Ser Arthur pode assistir o homem abrir os olhos de surpresa enquanto sangrava muito, tentando estancar o sangramento e gritar de alerta, mas, rapidamente perdeu as forças, enquanto os homens que Ser Arthur estavam comandando se espalharam rapidamente pelos quartéis prontos para dizimar as forças inimigas. O sangue se acumulava no chão do quartel; homens são mortos em seus sonos ou nas latrinas, alguns conseguem gritar de alerta, mas, não tem ninguém para responder; os mortos com as gargantas abertas ou as lâminas enfiadas nas suas cabeças; mortos nas camas ou simplesmente caiam no chão; Arthur Dayne assistiu a tudo quando o quartel não foi deixado nenhum inimigo vivo; ao amanhecerem todos veriam a bandeira Targaryen no alto do mastro do quartel.

Ser Barristan Selmy andava calmamente nos muros que cercam Porto Real; os homens que estava comandando avançaram silenciosamente na escuridão da noite matando todos os vigias na parede e nos portões; boa parte desses Mantos Dourados estava dormindo ou bêbados demais para notar qualquer coisa acontecendo, isso, Barristan viu como a decadência de uma instituição criada para defender a cidade; em seus tempos jovens, Barristan viu a eficiência dos Mantos Dourados como uma das mais poderosas guardas que Westeros possuía, mas, esse título acabou com a Guarda De Lannisport graças de fato a Tywin Lannister e seu trabalho de trazer a Casa Lannister à grandeza mais uma vez, mas, é claro que essa instituição não existe mais depois que o Rei Jon conquistou Lannisport; seria o trabalho do próximo Lord Lannister reconstruí-la, mas, hoje, Barristan levantaria a bandeira Targaryen no alto dos muros e abriria os portões para o resto do exército entrar; ele se aproximou do Portão De Ferro:

- Senhor! O portão foi tomado! - disse um dos soldados presentes quando ele se aproximou:

- Bom! - disse Ser Barristan pegando uma tocha que estava pendurada na parede e em seguida a balançou sinalizando.

Jon Targaryen viu isso e silenciosamente deu as ordens e avançou; nenhum grito de guerra foi proferido, mas, o barulho dos cascos e do ferro das armaduras batendo uma contra as outras estavam presentes; mas, mesmo eles sabiam que não podiam fazer nada contra isso, calmamente entraram na cidade e começaram a se espalhar tomando os lugares chaves da cidade segundo as ordens que receberam, ocupando cada rua até chegar a Fortaleza Vermelha; o rei estava calmamente em seu cavalo:

- Ser Jaime! - chamou Jon - Como foi?

- Bem na medida do possível! - respondeu Ser Jaime Lannister limpando a sua espada do sangue que a estava manchando - Em breve a cidade vai ser tomada e sobrará a Fortaleza Vermelha!

- Você sabe o que deve fazer! - disse Jon Targaryen.

Jaime apenas acenou positivamente e saiu para terminar o seu trabalho; Jon continuou em seu cavalo indo em direção a Fortaleza Vermelha com Robb e Sansa ao seu lado, seus lobos à frente e os outros senhores atrás deles; tomar a Fortaleza Vermelha dedicou mais planos do que tomar Porto Real, se não tomar a fortaleza, não tomaria a cidade e isso é um fato; o uso das passagens para o castelo seria usado, assim como soldados da Aliança se vestiriam de Capas Douradas e se aproximariam dos portões da fortaleza e quando entrassem dominariam os guardas e abririam os portões; incrivelmente se passar por Capas Douradas se tornou mais fácil; nesse momento do plano todos haviam concordado que certamente alguém da vigília da cidade escaparia e alertaria a Fortaleza Vermelha, mas, para a sorte deles e a benção dos Antigos Deuses isso não aconteceu e no momento em que passaram pelos portões os guardas Lannister foram dominados e mortos; pela primeira vez desde que começou a guerra Jon havia entrado na Fortaleza Vermelha e nesse momento todos estavam tomando o lugar dos guardas Lannister e assumiriam as suas posições, na manhã seguinte eles dominariam os usurpadores e assim eles poderiam terminar a guerra.

A manhã veio para Porto Real, às ruas da cidade estavam normais quando os moradores acordaram para mais um dia; com as provisões vindas da Casa Tyrell, as atividades haviam voltado ao normal para a cidade em comparação quando a guerra começou e as estradas haviam sido fechadas, nada mudou para a população comum depois da morte de Joffrey, ninguém ligava para ele; cada um do povo de Porto Real não gostava do Rei Baratheon, especialmente por ele ser neto de Tywin Lannister e ninguém mais velho esqueceu o que o Velho Leão fez, por isso, eles estavam levando as suas vidas da maneira que tinham por todos esses anos depois da Revolta Do Usurpador; claro que os becos de Porto Real estavam manchados de sangue; sangue das Capas Douradas e soldados Lannisters e Tyrell que reforçavam a patrulha nas ruas, mais tarde a população notaria que os becos estavam molhados de sangue.

Amanheceu na Fortaleza Vermelha, os guardas estavam posicionados como se deveria, não havia nada de anormal para relatá-la de qualquer coisa que possa ter acontecido durante a noite; Tywin Lannister estava na mesa tomando o seu café com a sua família, menos Joffrey, Jaime e Tyrion; sua filha Cersei que vestia negro em luto estava a sua direita; seu neto Tommen estava no centro da mesa, sua neta Myrcella estava à esquerda, assim como o Pequeno Conselho, incluindo Oberyn Martell; Tywin nunca gostou dos Martells; não seria agora, mas, ele tinha que concordar com o seu filho Imp, eles precisavam de aliados, por isso tinham Mace Tyrell e Olenna Tyrell sentado na mesma mesa que eles, Margaery Tyrell estava sentada ao lado de seu pai com o seu irmão Ser Willas, e Ser Garlan com sua esposa Leonette e o seu irmão Ser Loras a guardando a sua família; Varys, Qyburn, os irmãos Kettleblack; Paxter Redwyne, seu irmão Kevan, um Pequeno Conselho grande, mas, necessário para recompensar aliados, especialmente que não podia voltar para as Westerlands, à perda de suas terras foi um golpe mortal em seu orgulho e a dúvida se ele é ainda capaz, mas, foi o seu irmão que o fez levantar e continuar a lutar pelo legado da família; com a morte de Joffrey e sua sombra sobre Tommen, ele poderia fazer planos para retomar as suas perdas e vencer de vez essa guerra e finalmente consolidar o poder da Casa Lannister que vai durar mil anos.

Todos estavam tomando café calmamente; todos sabiam que haveria discussão com o conselho mais tarde, podendo levar todo o dia; essa discussão sendo mais do que necessário; havia a julgamento de seu filho Tyrion para acontecer e os planos a serem discutidos para virar a maré nessa guerra; claro que a única matéria que Tywin já definiu sobre a próxima ação nessa guerra, ouro, planos no escuro e os agentes trabalhando no escuro em seus planos para atingir com tudo os seus inimigos; tudo seguiria normal nesse mais um dia de governo de Tommen Baratheon quando os gritos de dor começaram pegando todos de surpresa chamando a atenção dos guardas presentes; os gritos aumentaram e estavam se aproximando:

- Se reúnam em volta do rei! – gritou Tywin Lannister.

A Guarda Real se aproximou junto com os membros da guarda Lannister e então homens vestindo armaduras douradas e vermelhas e verdes, os Mantos Douradas, Guarda Lannister e Soldados Tyrell entraram jogando lanças, atingido a maioria dos Guardas que estavam na sala, mais desses homens que claramente não tinham nenhuma lealdade com eles começaram a entrar e cerca a todos deixando nenhuma forma de escapar; Ser Garlan e Ser Loras já tinham as suas espadas em mãos e prontos para atacar e abrir caminho para a fuga:

- Eu aconselharia que não fizesse nenhum movimento brusco senhoras e senhores! – disse uma voz que abriu caminho entre os homens; ele vestia a uma armadura negra que parecia ser feita de escamas de peixe com uma truta no centro e ele estava usando uma capa branca:

- Ser Brynden Tully! – disse Tywin Lannister reconhecendo o homem a sua frente:

- Comandante da Guarda Real de Jon Targaryen Ser Brynden Tully para você Velho Leão! – disse Ser Brynden sorrindo para o Lannister; Tywin Lannister se fez em levantar, mas, rapidamente teve as suas pernas acertadas que o colocou de joelhos e em seguida teve uma faca afiada em seu pescoço; Tywin surpreso olhou para o seu agressor:

- Uma cobra, sempre uma cobra! – disse Tywin:

- O Rei Targaryen ofereceu a sua vida em minhas mãos! – disse Oberyn Martell com um sorriso predatório em seu rosto – Eu e meu partido tínhamos que facilitar a entrada deles na Fortaleza Vermelha e Targaryen me daria a sua vida!

As filhas mais velhas de Oberyn se postaram segurando facas em suas mãos atrás de Cersei e de seus filhos, o suficiente para manter o seu irmão Kevan de reagir o deixando sentado; os outros do conselho também tinham bestas apontadas para eles esperando que façam movimentos errados para serem crivados; Tywin somente naquele momento viu a derrota, não havia mais nada para ele, seus sonhos estavam completamente destruídos; o seu desejo de um legado de mil anos de força e prosperidade para a Casa Lannister havia virado cinza e agora estavam sendo sopradas pelo vento. Os soldados abriram espaço em suas fileiras para permitir a passagem de mais soldados, pelo menos é assim como Tywin imagina já que todos estavam ouvindo passos de botas de metal e então eles veio primeiro; Tywin o viu pela primeira vez de perto em muito tempo; Jon Targaryen em sua armadura preta com o símbolo de sua casa com o seu leme em seus braços, sua capa vermelha balançando ao sabor de seus passos; também mantinha a sua espada em outra mão; Tywin sabia que sua armadura é feita de Aço Valiriano e ele adoraria que seus planos funcionassem para que ele pudesse reivindicar para a Casa Lannister esse prêmio, mas, agora não é mais possível:

- Tywin Lannister! - disse Jon:

- É uma honra conhecê-lo, sua graça! - disse Tywin Lannister com sua voz transbordando sarcasmo:

- Não, você não me honra; você me despreza e deseja me ver morto! - disse o rei - Levei essa guerra tirando tudo de você até esse momento em que você tinha de poder de território somente a mesa e os poucos passo de cada lado dela, mas, agora, chegamos ao final disso tudo e você não possui mais nada Lord Lannister!

- Eu não poderia estar mais de acordo! - disse Tyrion Lannister saindo do meio da multidão mostrando que somente agora havia saído da sua prisão:

- Você saiu então! - disse Lord Tywin:

- Sim, pai querido! - disse Tyrion - O Rei me prometeu um julgamento justo onde terei tempo de me preparar, ao contrário de você que certamente veria isso como mais uma oportunidade de se livrar de mim!

- Você matou o meu filho! - gritou Cersei - Assassino fraticida; merece apodrecer nos Sete Infernos!

- Eu vou para o inferno! - disse Tyrion - Mas, eu sei agora que você vai primeiro, minha doce irmã!

- As crianças devem ser colocadas em seus quartos com forte vigilância assim como Lady Olenna Tyrell, o resto devem ser despojados de suas armas, colocados em correntes e nas celas para a nobreza! – disse Robb Stark e os soldados começaram a arrastar os prisioneiros para as suas celas:

- Cersei Lannister deve ser colocada nas Celas Negras! – disse Robb Stark causando um grito de raiva na leoa:

- Por quê? – perguntou Cersei – Eu sou uma rainha e exige as celas para os nobres!

- Veremos se você se sai melhor do que o meu pai ao qual você o colocou nas Celas Negras! – respondeu Robb Stark sorrindo enquanto Cersei é arrastada aos gritos.

Todos foram arrastados, menos Varys que ainda permaneceu sentado tomando o seu café da manhã normalmente como o que aconteceu agora fosse à coisa mais comum:

- Sua graça! – disse Lord Varys erguendo a sua taça com um suco para o Rei Jon Targaryen com um pequeno sorriso em seu rosto. Finalmente, eles haviam vencido a guerra.

Esse dia em especial se viu a queda das bandeiras Lannister Baratheon e o povo de Porto Real viu espalhado em sua cidade a Bandeira Targaryen e logo foi anunciada a vitória da Aliança Targaryen, a cidade foi tomada com o mínimo de derramamento de sangue e combate; de início o povo não soube como reagir a essa notícia; especialmente quando os corvos foram enviados para todas as direções confirmando a vitória Targaryen no mesmo dia; ninguém sabia o que aconteceria depois com o povo de Porto Real, talvez pudesse ser visto uma reação no mesmo dia, no outro dia, na outra semana ou até mesmo no próximo mês, mas, o fato que a Era Baratheon no Trono de Ferro havia acabado e isso ninguém mais poderia negar.

O povo continuou com sua rotina, essa talvez seja a reação que Jon estava esperando, o povo comum não se importava com assuntos e intrigas do reino desde que não atrapalhasse as suas vidas:

- Achei que eles começariam a comemorar! - disse Arianne Martell:

- Eles não ligam para as intrigas da corte! - disse Jon - Eles somente querem que nada atrapalhe as suas vidas de cada dia em que trabalham para sobreviverem e garantir comida na mesa de suas famílias!

- Sua graça é correta! - disse Lord Varys - Mas, os meus passarinhos estão garantindo que as devidas explicações sobre o que ocorreu chegue aos ouvidos do povo; em breve todos vão saber como os Targaryen voltaram ao poder!

- O importante é todo o Reino de Westeros saber que Jon é o rei agora! - disse Robb - Deixem que todos saibam que tomamos Porto Real e a Fortaleza Vermelha sem derramar sangue inocente!

- Isso já está se espalhando, eu lhe garanto! - disse Lord Varys:

- Senhores; enquanto as notícias não atingem a todos dos Sete Reinos, temos muito trabalho a fazer e muito a decidir sobre muitos assuntos antes que lordes venham jurar lealdade a mim! - disse Jon indo para o parapeito e olhando para a toda cidade a vendo o mar a sua frente; de fato; eles tinham muito trabalho para fazer; a guerra havia acabado e agora é a hora de fazer mudanças; mudanças essas que Westeros se faz necessário e a muito espera; agora eles estavam em outro tipo de guerra.