Após as batalhas, Noharahishimo e Fukaisorakaze descansam, para se recuperarem dos ferimentos sofridos.

Capítulo 37 - Repouso

Aiko e Oyakata estavam sentados nas duas poltornas confortavéis do imenso salão do castelo ao lado de uma lareira imensa, que encontrava-se apagada.

Os humanos já não se encontravam ali, mal chegaram do campo, as carruagens de cada um já encontravam-se em prontidão, á espera deles, cada um com uma escolta de quatro soldados, no caso de Hanako, fêmeas nekoyoukais.

Quando o sol nasceu por completo, o transporte e a escolta partiram dali, rumo aos seus destinos.

Aiko olhava agora para a imensa janela dupla, de onde podia vizualizar as montanhas ao longe, iluminadas pelos mornos raios de sol. Então fala para um Oyakata que encontrava-se fitando-na intensamente.

- Com certeza já devem estar chegando ao seu destino...- ela fala sorrindo e corando levemente, com o olhar sobre si.

- Hoshikun com certeza já chegou, a mansão Shippoushitchinosora é mais próxima daqui, do que a mansão Yamahachinoarashi (Tempestade das oito montanhas).

- Espero que eles estejam bem - fala um tanto preocupada, pois estavam gravemente feridos.

- Nada que alguns dias de sono não reponha...eles são youkais...

- É verdade...já com nós hanyous não, né?

Ele pensa haver uma nota de tristeza na voz, mas ela sorria, com o sorriso que fazia deseja-la e muito. Então, percebendo que o assunto não a afetava, decide responder.

- Um hanyou, demoraria mais tempo...mas nada impede de um meio youkai ser tão poderoso quanto um youkai...

- Não? - ela pergunta com um sorriso maroto enquanto se levanta da poltrona aveludada.

- Acredito que vocês sao persistentes... e tem o melhor das duas naturezas dentro de si...

- Defina melhor...- ela fala sussurrando, enquanto se aproxima dele acariciando o ombro deste com as mãos macias como seda.

- A resistência junto com o poder dos youkais e o coração dos humanos, o que os fazem serem singulares em sua essência...

Ela senta no colo dele, de lado, enquanto ele a abraça fortemente. Aproxima seu rosto do dela, com as respirações se chocando.

- Fala isso para me agradar? - ela pergunta com um sorriso maroto, enquanto morde os lábios.

- iie...é o que penso...afinal tenho outros métodos "melhores" para agrada-la e poder torna-la minha...e somente minha...- ele fala aproximando-se dos lábios dela.

Ela sorri e toma a inciativa, beijando e o aprofundando, enquanto ergue os braços e envolve a nuca dele, colando seu corpo no macho, enquanto é retribuída sendo abraçada com apenas um braço musculoso, que fazia seus corpos se juntarem ainda mais enquanto que com a outra mão acariciava as costas dela . Ambos estão com os olhos fechados para aproveitarem ao máximo o que sentiam naquele momento.

Longe dali, Hoshi já havia chegado a mansão Shippoushitchinosora e fora correndo até o quarto de Noharahishimo, onde ela provavelmente estava se recuperando, pelo menos era o que ele achava. Chegou lá e viu o futon arrumado e uma serva, colocando as flores na ikebana, que estava acima de um tokonoma .

A serva o nota e se prosta para ele que pergunta em um tom choroso.

- Onde está Noharahishimosama?

- No jardim.

- Jardim? Mas...está ferida.

Então a serva sorri docemente frente ao desconhecimento do jovem humano do que acerca os youkais.

- Nós, youkais, ficamos em nossa forma henge quando estamos feridos ou envenenados, para poder nos recuperarmos mais rapidamente...ás veze ficamos na forma humana, mas é raro.

- Por isso no jardim...tem mais espaço . Kuroisorakumosama está lá.

Com essa revelação, sai rapidamente dali dirigindo-se ao jardim. Com certeza avistaria uma enorme raposa negra deitada e como de fato, avistou, podia ver a ponta das orelhas brancas atrás de algumas árvores de cerejeira e correu em direção á elas.

Após alguns minutos, chega ao local, uma espécie de clareira onde Noharahishimo encontrava-se com o corpo castigado. Dormia, mas podia-se notar que respirava com aparente dificuldade em decorrência do ferimento que não havia cicatrizado totalmente em seu tórax .

Kuroisorakumo acariciava a cabeça da filha com um olhar penoso, correndo os olhos nos imensos cortes pelo corpo.

Então, ele nota o filhote de humano correndo na direção dele e emite um sorriso fraco.

- Kuroisorakumosama...e Noharahishimosama? - o garoto fala se aproximando e vendo os sulcos no corpo desta, com olhos lacrimosos.

- Está bem...o que mais dificulta a recuperação é o ferimento no torax, pelo menos, parou de sangrar...

- O prórpio corpo estancou o sangue...- ele fala com o coração pesado.

A criança toca levemente em um dos sulcos do ferimento desta, aterrorizado com o tamanho do corte e sua profundidade, pois podia enfiar sua mão até o punho na fenda. Seu toque é sentido levemente pela youkai que rosna baixo em sinal de aviso. Alerta, o pai afasta o jovem, enquanto olhava para a filha atentamente , á espera do pior.

O menino olha suas mãos, mas nota não conter sangue, pois percebeu que as feridas estavam secas. O comandante se agacha até ele e fala, quando este lhe olha nos olhos, com um semblante triste.

- Hoshi...quando um youkai está nesse estado, ele fica irritado facilmente...seu toque não a fez sentir dor, mas ela sentiu toca-la...

- Eu não fiz doer?

- iie...mas como disse...não é recomendavél tocar num youkai gravemente ferido, ainda mais na forma henge, tendo como agravante a inconciência a qual se encontra...

- Seus instintos de defesa estão fortes...e inconcientemente, se torna muito arisca, podendo até ataca-lo sem tomar conhecimento...

Ele arregala levemente os olhos, para logo depois olhar tristemente para a raposa.

- Por isso, limite-se a ficar vendo ela, não se aproxime, pode até ficar perto, mas não a toque...

- O senhor não corre o risco dela te atacar ?- ele pergunta curioso.

- Depende - ele põe a mão no queixo pensativo.

- Até agora nada...mas ela pode cismar de me atacar...ou melhor, seus intinstos de defesa pensarem que desejo fazer mal à ela.

- Ela até agora há pouco rosnava baixo...sei interpretar um rosnado de aviso e um de ameaça, por isso limitei a fazer movimentos lentos e não me movimentar muito...

- Se percebesse que aumentava o volume do rosnado e sua intensidade, me afastaria. Como não ouvi alteração e ela cessara, continuei...

- Mas com você, ela aumentou a intensidade...senão o retirasse de perto, poderia perecer nas presas dela...

- Entendo...então e como um animal ferido? Eu já tive um cachorro e um dia ele se feriu e...

Nisso, ela rosna audivelmente e mostra as presas levemente, ele olha para ela e depois para o pai desta que a observava atento. Ela cessa e volta a dormir.

Ele olha exasperado para o menino e fala:

- Para nós youkais, se nos comparar á um reles animal é muito ofensivo...

O menino baixa os olhos e fala tristemente:

- Gomennasai ( desculpe ),Kuroisorakumo e Noharahishimosama...não sabia...- e curva-se levemente em desculpas ao pai e a filha.

Kuoisorakumo afaga a cabeça da criança que ergue os orbes castanhos imersos em lágrimas e vê um sorriso gentil no rosto deste.

- Não fique assim, não sabia disso...ainda é muito filhote e nunca esteve junto de youkais...mas com o tempo aprenderá tudo sobre nós e não cometerá mais ofensas como essa...

- Mas não quero mais ofender ,quero saber como evitar...

O comandante olha atentamente o filhote de humano exasperado. Após pensar uns instantes se pronuncia:

- Vou ensinar a etiqueta dos youkais...para saber como agir e evitar "problemas", pois vejo que terá muito contato conosco...

- Vai? - o menino sorri fracamente.

- Hai. E na minha ausência, selecionrei um servo para explica-lhe.

- um servo?

- Sim...ou melhor seu servo pessoal...

- Servo pessoal?

- Achei um para você é um pouco mais velho, porém, viveu um pouco com os humanos...

- Aceitou ser seu servo pessoal em troca de minha proteção, são assim a maioria dos servos, aceitam serem submissos a nós em troca de proteção contra os demais youkais, kitoumes ou monges...

- Yuki

E aparece dentre as arvores, um youkai usando haori e hakama verde e uma gi azul . Identificou como um kitsuneyoukai, com uma cauda e cujas pernas eram semelhantes as pernas traseiras de uma raposa. Possuía olhos dourados e cabelos castanhos escuros, cujo comprimento ia até só a dois dedos abaixo do ombro e era preso por um rabo de cavalo baixo. Seu semblante era de descontração e Hoshi se afeiçou rapidamente.

Quando se aproximou do humano se prostou.

- Hajimemashite, Hoshisama, sou seu servo pessoal, Yuki.

- Hajimemashite, Yuki.

- Kuroisorakumosama- ele prostra-se para o kitsunedaiyoukai , que acena que ele se levante.

- Quando o senhor disse que era um jovem humano que iria servir...não imagina ser um pequeno filhote de ningen...- ele fala com um tom respeitoso.

- È , ainda tem uns oito anos mais ou menos, ele não tem certeza...e eu acho que é essa a idade dele.

- Quando me ausentar, terá que também ensina-lhe a etiqueta dos youkais...

- Sim senhor.

- Deseja algo de mim, jovem senhor?- ele pergunta à Hoshi.

- Vou ficar aqui com Noharahoshimosama...sentado naquela árvore- e coça os olhos.

- Não seria melhor dormir no futon? Afinal, ficou a noite toda acordado.- o comandante fala preocupado ao ver a sonolência deste.

- iie...ficarei um pouco longe e não irei me aproximar...

- Bem...pode ficar, mas Yuki ficará com você...

- Por que? - ele pergunta.

- O servo pessoal segue a pessoa e fica com ela...não gostou dele?

- Parece legal e descontraído- a raposa fica feliz em ouvir isso, temia que o jovem não o aprovasse e com isso corria o risco de perder a proteção de um poderoso daiyoukai.

- Então está resolvido, infelizmente terei que me ausentar...tenho uma reunião com o exército...

- Até mais jovem...

- Tenha uma boa reunião- a criança sorri.

- Arigatou...Yuki cuide dele

- Com a minha vida - e prostra-se para ele.

O comandante irrompe-se em chamas e desaparece quando as labaredas dispersaram-se.

O menino olha para Noharahishimo demoradamente e depois senta-se embaixo de um carvalho ali perto. O youkai olha a imensa youkai e depois, assume a forma henge, uma kitsune ( raposa) com cerca de um metro e trinta de altura e deita-se ao lado do jovem. Toma o cuidado de olhar para o chão ao falar com o jovem. Mas esse fala:

- pode me olhar nos olhos.- fala com um tom gentil.

- Hai, Hoshisama.

A criança sorri e é retribuída pelo kitsune youkai que abana a cauda de feliciade. A criança olha a cauda e depois atentamente para Yuki, que nota o olhar e pergunta em um tom servil:

- Deseja saber algo, Hoshisama?

- È que...quase nunca vejo youkais assim como você, quando vejo estão na forma humana, com excesão daqueles com uma forma mais feral que humano...e nessa forma, henge, só Kuroisrakumo e Noharahishimo, não estou acostumado a ver...um .hã...- ele fica meio sem graça

- Youkai menor ? - ele pergunta descontraidamente agora.

- Hai

- Sabe o porque disso? - a raposa volta suas orelhas pontudas á ele

- sei, Kuroisorakumo me explicou.

- Quando o youkai possui uma forma humana perfeita é poderoso e possuí forma henge.

- Os que não tem caracetristícas humanas não possuem forma henge, com excessão de ogros, que possuem uma única forma

- Agora, quanto aos demais youkais, se assumem uma forma humana imperfeita, quanto maior for a imperfeição, mais baixo é o poder deste...

- Como pode ver, jovem senhor, na forma humana, só tenho aparência de humano das pernas para cima, com excesão de meu nariz, que lembrar mais o de uma raposa que humano, se prestar atenção.

- Além da minha cauda, portanto é uma forma humana imperfeita, mas ainda assim, é mais alto que um que tenha o corpo mais puxado para a caracterisitca animal...

- Dificilmente nós raposas, temos formas humanas muito imperfeitas, eu sou o grau máximo de imperfeição entre essa espécie de youkai...- ele fala um pouco triste.

- Sinto - Hoshi fala cabisbaixo.

A raposa fica extremamente feliz ao ver o quanto o menino era gentil e começava a sentir uma profunda afeição por este. Estava sendo cativado pela gentileza e bondade daquele humano.

De repente, vem um estalo na raposa e flashs. Arregala os olhos para o menino que o olhava como se já o tivesse visto antes.

- Há muto tempo, fui pregar peças em um vilarejo, porém, um dos aldeões me feriu e fugi mancando até a floreta. Lá, se aproxima uma jovem criança, com mais ou menos seis anos.

- Este me esconde da fúria dos aldeões e trata de meus ferimentos

Então, Hoshi se lembra, e arregala os olhos. estava se lembrando que quando mais jovem tratou de uma raposa, por isso sentia afeiçao por elas.

-Entçao você é a raposa?- ele fala sem acreditar

- Sim...por isso achei o senhor conhecido...

- Senti sua falta - ele abraça raposa.

- Eu sei- ele apoia a base da mandíbula no ombro dele.

- Mas sei que senão tivesse partido naquela noite, os aldeões o matariam...

- Sim, mas graças aos seus cuidados,pude me restabelecer para partir, você praticamente salvou minha vida...

Ele se afastam e o menino olha atentamente para ele.

- O que fez esse tempo todo?

- Mais alguns truques por aí , depois resolvi me fixar nessas terras e Kuroisorakumo me aceitou como servo, dei minha servidão em troca de proteção, decide "sossegar", depois de quase ser purificado uma vez, por um kitoume( sacerdote)...

- Nunca imaginei que nos encontraríamos...- a criança fala feliz.

- Mas fico feliz em revê-lo...

A raposa deita com a cabeça ao lado dele, enquanto a criança olha para Noharahishimo e fala, quase num sussurro:

- Noharahshimosama..onegai( por favor)...recupere-se...

Ele acaba dormindo. Percebendo, a raposa apoía a cabeça dele em seu franco dianteiro, enquanto o garoto é deitado sutlimente.

Hoshi não vê um sorriso raro que é exibido por Noharahishimo, muito sutilmente, enquanto que com uma respiração profunda, adormece, nas sombras das frondosas árvores.

Loge dali a carruagem onde encontrava-se Hanako chegara ao seu destino, a mansão Yamahachinoarashi. Um servo youkai sai de dentro da mansão e abre a porta da carruagem para a criança humana descer, dando a mão como apoio enquanto curva-se levemente.

Ela desce com elegâcia e sutileza, controlando sua vontade de ir correndo até seu aniue. Após adentrar na construção, se dirige até o jardim que ficava ao lado da enorme e suntuosa mansão de dois andares, onde certamente encontraria sua mãe e seu irmão, que como esperado ele com certeza se encontraria em sua forma henge, para se recuperar mais rapidamente. Sabia disso ao contrário de Hoshi por sua convivência com os youkais desde que era bebê.

Após alguns minutos que pareciam séculos para a jovem humana, encontra os dois, logo atrás de umas árvores de carvalho, magnólia e cerejira.

Ela se aproxima enquanto seu coração batia acerelado de tanta angústia, enquanto fitava o estado lastimavél em que ele se encontrava, com o corpo maltratado. Ao se aproximar mais, nota que está dormindo, enquanto Fukaisorahana acaricia a cabeça dele, maternalmente. Ela se vira quando a jovem se aproxima.

- Kaachan...e aniichan?

A nekoyoukai a olha com um olhar penoso e suspirando pesadamente, responde com um semblante trsite.

- Adormeceu logo que chegou...também com o corpo fustigado ...

- Mas...- ela olha atentamente a pantera negra .

- E se acontecer...- ela começa a chorar compulsivamente.

- Minha filhota...- a mãe a abraça , enquanto a humana afoga as lágrimas por cima da armadura imponente.

Afaga maternalmente a cabeça desta e fala:

- Seu irmão não vai morrer...

- Os ferimentos são graves, mas não para chegar oa ponto dele partir desse mundo...

-Verdade? - ela fita a comandante com os olhos rasos de água.

- Hai..confie em sua kaachan...

A menina seca as lágrimas com a manga comprida que chegava ao chão da terceira veste que usava e abraça a youkai, procurando aconchegar-se nos braços maternos.

Após alguns minutos, percebendo que ela se acalmou , pois seu coração voltara ao normal, se afasta dela e afaga a cabeça da jovem novamente, enquanto sorri fracamente.

- Eu tenho que ir...preciso resolver assuntos pendentes

Ela pega o rosto delicadamente da filha e beija maternalmente a testa.

- Hai, kaachan

- Sayounara...

A comandante fala após invocar um tornado de vento que a envolve e ao dsisipar-se, revela o vazio aonde ela estivera momentos antes.

A jovem sabe que não é sensato se aproximar de seu irmão quando ele está ferido daquele jeito e na forma henge. Por isso, se dirige até a sombra de uma frondosa cerejeira para se abrigar do sol quente que virá à tarde, quando sua serva pessoal vem correndo de dentro do palácio ao seu encotnro.

Era uma jovem youkai de cabelo azul-escuro preso em um coque na cabeça e olhos verdes. Tinha uma aparência humana perfeita. Vestia um haori e hakama rosa com detalhes brancos de pétalas e uma gi rosa claro. Seu semblante beirava a gentileza e quando chega em frente a menina, curva-sa e a humana percebe um pano dobrado nos braços desta.

- Hanakosama, onegai, permitar-me forrar com esse pano onde irá sentar.

- Hai, Sakura.

A serva estende o pano branco com petalas de cerejeira rosa-claro, sobre a relva abaixo da árvore e estica cuidadosamente.

Então a criança senta com as pernas de lado, no lençol e a serva senta sobre os joelhos.

A menina passa a olhar para o irmão, preocupada e murmura o nome dele.

- Aniichan...

- A senhora precisa dormir um pouco...está a noite toda acordada.- ela fala em um tom emotivo.

- Talvez...- ela sente suas pálpebras pesadas

- Mas não queria ir para meu quarto, quero ficar com meu irmão...

- Então, resolverei o problema, Hanakosama.- a serva sorri enquanto bate as mãos.

- Como? - ela inclina a cabeça sem entender

- Assim...

A youkai é envolvida por um brilho leve e a menina vê o contorno do corpo dela mudar. Quando o brilho desaparece, há uma enorme andorinha, com três metros de altura. Ela olha a menina meigamente e deita seu corpo.

Então a humana deita sobre o corpo da youkai e cerra os olhos, enquanto suspira cansada. A serva envolve o corpo dela com a asa, para protege-la do vento.

Era a serva pessoal dela e babá também. Cuida da menina e a acompanha desde que fora trazida para o castelo, doze anos atrás. Tem um afeto por ela, como se fosse sua irmãzinha.

Então deita a cabeça emplumada no lençol e cerra os olhos, embora não dormisse e velasse o sono de sua mestra, sempre atenta a qualquer barulho. Perto dali a escolta de fêmeas youkais fortemente armadas, guardava a segurança de Hanako.

Se perceberem, Hanako muda o tratamento do nome, quando está em público e particular.

Em particular, no máximo tendo a serva pessoal ao lado dela, ela chama a mãe de Kaachan ( nuam tradução literal, seria mais ou menos mamãe ou mãezinha) e aniichan ( irmão no sentido carinhoso ), ambos fora da forma polida.

Já em público, ela fala, hahaue e aniiue , que é formal e seria algo como senhora minha mão, senhor meu irmão, pois creio sera forma correta de se referir, com respeito aos mais velhos.

A sociedade japonesa é assim, os mais velhos devem ser tratados com respeito, ainda mais no passado, numa era tão antiga, mas apesar de se referirem assim, não duvido quando as famílias eram muito unidas, se referissem aos familiares, de maneira mais carinhosa, longe dos olhares do público. Hoje em dia no japão, não é mais assim, praticamente, embora em alguns lares com certeza existem, formas formais e polidas de se dirigir aos mais velhos e mesmo esse tratamento informal no particular, mais carinhoso, tem que ter aprovação dos familiares, senão tiver, terá que cama-los formalmente, atualmento como aniisan, okaasan, otousan, oneesan.

Obrigada pelos reviews -

cris

Iasha

queenrj

Vice-chan

Faziram uma autora feliz

Fiz o desenho de Fukaiyorukaze, mas o fanfiction não coloca corretamente o endereço do deviantart ¬¬ , por favor, vejam no meu profile o link

Notas:

Yamahachinoarashi - Tempestade das oito montanhas . yama ( montanha ) , hachi no ( das oito ) , arashi ( tempestade )