33 Vamos começar uma festa!
Parte 1
Quando Harry entrou no Grande Salão, imediatamente seus olhos buscaram a presença de Snape, mas ele não estava na refeição. Ele não o viu no café da manhã nem no almoço, não o veria nem no jantar.
Este era o penúltimo dia de aula antes das férias de Natal. Os estudantes conversavam animadamente sobre seus planos. Hermione inclinou-se para Ron e sussurrou algo para ele.
- Oi, Harry.
O menino olhou para cima e sorriu, de pé atrás dele estava Luna.
- Oh, Olá - disse ele.
- Você vai a festa de Natal? – a corvinal perguntou, aproximando-se e enviando-lhe um sorriso radiante. - Eu mal posso esperar. E você?
- Ee ... - Harry piscou surpreso e alegre com o entusiasmo que ele ouviu na voz dela. Desde quando Luna se comportava como uma estudante tão ansiosa para uma festa? Geralmente evitava esse tipo de evento, preferia perseguir criaturas mágicas imaginárias por Hogwarts. Bem, Neville disse que ele iria também, parecia que metade da escola iria para essa festa. E originalmente era para ser uma festinha simples, apenas para um punhado de pessoas.
- Por fim, seremos capazes de beber cerveja amanteigada juntos - ela sorriu.
Sim! Cerveja amanteigada ! Harry tinha esquecido totalmente.
- Não claro. E segundo disse Tonks, talvez possamos provar algo ainda mais forte - sorriu.
Luna corou ligeiramente em resposta e desviou a vista.
Harry olhou para ela com espanto. Ele disse algo inapropriado? Ele mencionou apenas sobre algo mais forte e o...
Ele olhou para a mesa dos professores.
... Tonks. Tonks, parecia ter acabado de virar o rosto em direção oposta e começar a tecer algo com a professora Sprout que estava sentada ao seu lado.
Ele olhou de volta para Luna, que já tinha dado alguns passos na direção da mesa da Corvinal.
- Bem ... foi bom te ver. - E acenou .
Era um comportamento ... estranho, mesmo para ela.
Ele deu de ombros e se dirigiu para a mesa da Grifinória, rapidamente esqueceu da cerveja e de Luna, querendo saber como faria para fazer Severus se alimentar. Ele não gostava desse comportamento do homem, de não se importar consigo. Lembrava-se de quando Severus o obrigou a comer quando passou o dia todo trancado na Sala Precisa.
Então, fará o mesmo! Iria pedir ajuda a Dobby, e ele irá levar a comida de Severus! Enfim, ele tinha que falar com ele sobre seus planos de Natal e passeio em Hogsmeade. Esqueceu completamente desse assunto na noite anterior, estava muito ocupado imaginando que Snape estava o traindo, e fodendo com ele sobre a mesa. É verdade que mais tarde passou para os aprosentos privados, mas era muito difícil pensar em qualquer outra coisa, pois ele estava sem calças e Snape parecia se divertir muito com isso, atormentando-o. – "Hmm, suas calças? Parece que elas não estão aqui, Potter. Temo que terá de voltar sem elas."
"Na verdade, foi muito engraçado" - pensou.
Mas Harry estava muito determinado, então ele começou a circular pela sala e olhar para todos os lugares, até que finalmente ele as encontrou nas prateleiras do armário no canto. Quando irritado ele voltou para a cadeira, ansiava por conseguir um jeito de fazer Snape pagar por irritá-lo, então ele perguntou: - "É realmente verdade que faz o mesmo que eu durante à noite? Conte-me sobre isso, estou disposto a ouvir." - Até agora, lembrava-se da sensação horrível de humilhação, quando ouviu a resposta de Snape – "Sim, Potter. Eu durmo. Eu não sabia que isso te fascinava". - E então o desgraçado teve a audácia de zombar mais ainda dele!
Mas todos esses eventos pareciam desaparecer em face do que aconteceu antes, em face do que ele fez com Snape e o que ouviu dele. Até agora, ele não podia acreditar, e às vezes se perguntava se ele não tinha ouvido direito, se não foi simplesmente a sua imaginação fértil.
"Você é o único , Potter."
A simples menção disso fazia seu estômago ser varrido por uma onda de calor, e um sorriso amanteigado estampar-se em seus lábios.
Ele era o único. Severus só transava com ele. E só com ele!
Ele se sentiu tão feliz que tinha vontade de cantarolar baixinho e saltar como Luna.
Quando se sentou à mesa e cumprimentou os amigos, estava ruborizado, afastou seu olhar deles e fitou os pratos, sua mão imediatamente foi para o seu bolso.
"Eu preciso falar com você, Severus. Eu poderia ir ver você depois do jantar?"
A resposta chegou apenas no final da refeição:
"Se você precisa ..."
Harry sorriu para si mesmo, mas depois de um tempo ele suspirou pesadamente.
"Agora é só esperar para que dê certo ..."
Depois do jantar ele chamou Dobby e lhe pediu para trazer-lhe algo mais da cozinha, pois queria comer no dormitório. Ele disse aos amigos que iria voltar à noite, que precisava visitar Hagrid, em seguida, jogou o manto da invisibilidade em si e foi para as masmorras carregando um prato de refeição, ansiando que tudo desse certo.
Ele tirou o manto no escritório, colocou-o no bolso e segurando o prato fumegante, bateu na porta de acesso as câmaras de Severus. Quando a porta se abriu, ele abriu um largo sorriso e disse:
- Boa noite, Severus.
O homem estreitou os olhos, olhando primeiro para o rosto sorridente de Harry, e em seguinda para o prato.
- O que é isso? - Rosnou.
Sem esperar por um convite, Harry escorregou por ele e colocou a comida na mesa.
- Últimamente você não tem ido às refeições, então eu me preocupei com você. Em geral, não se preocupa com sigo mesmo, Severus. Então eu decidi trazer-lhe o jantar. Espero que você goste de assado. - Ele sorriu, endireitando-se e olhando para Snape fechando a porta.
O homem franziu a testa e olhou para o prato sobre a mesa, e em seguida para Harry, então, novamente para o prato, e novamente para Harry. A surpresa em seu rosto lentamente se transformou em algo que o menino nunca tinha visto antes e, portanto, não foi capaz de definir.
Severus lambeu os lábios e limpou a garganta.
- Eu não sei o que lhe fez pensar que o meu não comparecimento nas refeições resulte em eu ficar qui com fome, posso lhe garantir que eu conto regularmente com a cortesia dos elfos do castelo, cujos serviços, como vejo eu, você também usou.
Harry sentiu-se corar.
- Eu não pensei sobre isso - ele disse calmamente, abaixando a cabeça.
- Eu não estou surpreso - disse Snape, aproximando-se de sua cadeira verde.
Harry estava zangado consigo mesmo por ter sido tão tolo. Estava evidente que Severus não iria comer o que lhe trouxe, e em pouco tempo iria ficar parecendo aqueles esqueletos da sala de Defesa contra as Artes das Trevas. Estendeu a mão para o prato para levá-lo, mas Severus pegou sua mão e empurrou-a.
- Mas desde que você trouxe, não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar. - Ele acenou com a varinha e de um dos armários voou um segundo prato sobre a mesa. Snape dividiu o assado em duas partes e a segunda apontou para Harry indicando-lhe para sentar-se na poltrona. Harry sentou-se hesitante, sentindo um calor estranho no estômago quando percebeu que iria jantar com Severus. Ele viu o homem trazer copos e vinho tinto.
Harry se inclinou sobre o seu quinhão. Pela primeira vez ele estava fazendo uma refeição com Severus. Era... incrível. Quase como se seus sonhos ... fossem reias - terminou seu pensamento, corando. Ele olhou para Severus, que dedicava atenção a mastigar o assado e berber seu vinho. Se ele quisesse conseguir algo dele, teria que agir agora, enquanto Snape está ocupando comendo. Com a boca cheia, não seria capaz de gritar com ele. Isso aumentava suas chances.
- Hum - limpou a garganta, endireitando-se na cadeira, tomando uma respiração profunda. - Na verdade ... Eu vim porque eu queria falar algo com você, Severus.
O homem não olhou para ele.
- Eu imaginei que o muito "urgente" do seu assunto, era falar sobre a frequência das minhas refeições.
- Não. Quero dizer, também, mas ... Oh, eu só queria falar com você sobre os feriados.
A mão de Severus congelou a meio caminho da boca. Seus dedos apertaram o garfo. Harry o viu apertar os olhos em direção aos seus que estavam sendo perfurados por aquele olhar como se quisesse rompê-los.
- Pelo que ouvi, está indo para a casa dos Weasleys. Então não vejo nenhuma razão pela qual deva falar comigo se não quer saber de alguma forma eficaz para impedi-los de aumentar a alarmante taxa de ruivos imbecis e incompetentes que são o flagelo do mundo bruxo.
Harry revirou os olhos.
"Oh, por que Severus tinha que complicar tudo?"
- Na verdade, Dumbledore me pediu para passar as férias em Hogwarts - Harry respondeu, lançando um olhar brilhante para o homem.
Por um momento houve silêncio. Snape parecia ser insensível a esta notícia. Ele levantou uma sobrancelha, olhando para Harry com expectativa.
- E ?
Harry limpou a garganta.
- Eu pensei que se eu decidi ficar...
O homem apertou os olhos e mergulhou um olhar mais desagradável nos olhos de Harry.
- E o que isso tem a ver comigo?
- Bem ... ee ... - O rapaz se contorcia sob a influência daquele olhar, tinha a sensação de que ele perdera toda a coragem. Mas ele tinha que dizer, enquanto tinha tempo. - Bem, eu pensei que eu poderia passar as... férias c-com você.
Os olhos de Severus alargaram-se por um momento e um segundo mais tarde se transformaram em um risco negro lançando raios.
- Não, você não vai - Snape falou lentamente, colocando muita convicção nas palavras, como se disso dependesse sua vida.
Harry sentiu um frio desagradável se arrasta em seu coração.
- Por quê?
- Finalmente eu tenho a oportunidade de descansar do convívio de criaturas irresponsáveis, e usufruir do incomparável prazer de me ver livre da sua perseguição, não vou permitir que um aluno grudento e mimado fique se esfregando cheio de tesão em meus pés e estragar o meu merecido descanso.
Harry deixou fugir ruidosamente o ar que até aquele momento ele havia prendido.
- Eu não vou me esfregar em seus pés. E ... Este não é o ponto! E eu não sou grudento! - Resmungou, irritado com a resposta de Snape. - Eu só ... Eu quero que nós passemos esses dias juntos. Eu não quero estar em outro lugar. Eu quero estar com você.
Severus apertou os lábios.
- Desista. - ele resmungou e voltou a comer, como se ele considerasse o assunto encerrado.
Harry franziu o cenho. O plano "A" tinha dado errado. Hora de ir para o plano "B". Plano, que a parte de sua natureza sonserina inventou. Não importava o quanto ele a odiasse, ou a negasse, às vezes ela era muito útil.
Recostou-se na cadeira e suspirou.
- Oh, isso é muito ruim ... Parece, porém, que eu terei que passar o Natal com os Weasleys. Eu irei imediatamente até o diretor e lhe direi que não vou estar em Hogwarts. Mudei de ideia.
Severus de repente levantou a cabeça e olhou para Harry com surpresa em seus olhos. Mas foi apenas um vislumbre. Aparentemente, ele foi capaz de se dominar rapidamente, porque suas feições tornaram-se afiadas, e afastou o rosto com raiva. Fixou o olhar de volta para o prato e começou a comer, mas Harry viu que as rugas entre as sobrancelhas aprofundaram consideravelmente.
Era uma reação estranha. Snape olhou para ele estranho... o que deu errado? E por quê? Ele provavelmente deve ter gostado. Talvez ele simplesmente ficou surpreso por Harry finalmente ter desistido? Depois de um momento, olhando com mais clareza, Harry entendeu, no entanto, que seria melhor ir direto ao ponto crucial do seu plano.
Ele olhou para o fogo, encolheu os ombros com indiferença e tentando soar displincente, ele continuou:
- A Sra. Weasley e Gina vão ficar felizes com a notícia, quando souberem. Vou pedir a Gina para assar os cookies que eu amo tanto. Eu só espero que ela não cisme de colocar comida na minha boca novamente...- pelo canto do olho olhou para Severus, que parou de mastigar e olhava para ele como se fosse quebrar os próprios dentes de tanto que os cerrava para obter controle, ou cuspir fora o que ele tinha em sua boca e jogá-lo em Harry.
O menino sorriu para si mesmo em pensamento. Ele tinha uma pequena diferença, mas teria que perfurar mais, até que Severus se dobrasse.
- O pior será os viscos abraçadores, que a Sra. Weasley ama tanto colocar na decoração das portas. Vou ter que ter muito cuidado para não me deparar com Gina. E se eu não conseguir, então ... Bem, seria insensato recusar ... Eu não quero estragar a minha imagem ...
Seu argumento foi interrompido por um súbito e grande estrondo.
- Chega - Snape sibilou, tendo atingido com força a superfície da mesa com um dos punhos. - Se esta é a única maneira de silenciar você, Potter, então ...
- Então eu posso ficar? - Harry interrompeu, incapaz de parar seu sorriso alegre.
Severus deu-lhe um olhar assassino.
- Agora que você sabe que não vai ...
- Oh, obrigado! - Harry sorriu, não deixando-o terminar. - Eu prometo que vou ser tão silencioso que você provavelmente nem sequer vai me notar. Eu posso até lançar um feitiço silenciador em mim mesmo. Eu não o perturbarei. Eu só quero ... estar com você - concluiu, sentindo um calor agradável no estômago, que irradiava para todo o corpo, penetrando no coração.
Ele conseguiu! Vai passar as férias com Severus! Ele queria pular de alegria, mas sabia que se tentasse fazê-lo, Snape poderia rapidamente mudar de ideia. Enfim, era apenas metade da batalha. Ainda faltava mais uma coisa.
- Um ... Gostaria de dizer que ... – "Vamos! Diga!" - ... Eu não posso vir amanhã para a detenção. - Vendo que os olhos do homem passou de um tom perfurante para um ar assassino, acrescentou rapidamente: - Tonks está realizando uma festa de Natal amanhã, em Hogsmeade. Todo mundo vai estar lá e eu também gostaria de ir. Eu pensei em ... perguntar se ... Eu ... - Harry sentiu-se ser lentamente esmagado na poltrona pelo olhar de Snape. Preparou-se e acrescentou: - Certamente você já ouviu falar sobre isso. Dumbledore disse que as barreiras de proteção serão estendidas pelos professores, por isso sei que estarei seguro. Eu realmente gostaria de ir. Espero que você não fique com raiva.
Severus finalmente afastou o olhar e bufou:
- Deveria estar com raiva por você querer perder uma noite inteira em meio a um bando de idiotas balbuciando coisas sem sentido e em meio a um grupo patético de amigos liderados por aquela Auror rosa desajeitada que é incapaz de atingir um feitiço em seu próprio rabo?
Harry suspirou em frustração.
- Oh, você está irritado.
O homem bufou de novo e olhou para o fogo. Harry tentou acalmar as coisas:
- Eu vou ficar bem. Não se preocupe.
Severus deu-lhe um outro olhar desagradável, mas desta vez não comentou nada. Harry tomou isso como permissão, não tocou mais no assunto, sabendo que Snape já estava no limite da explosão.
Foi incrível. Tendo em vista que o homem faria de tudo para não deixar Harry passar uma noite agradável, e possivelmente até inventaria um trabalho extra só para destruir completamente todos os seus planos. Mas agora ...
Harry sentiu um calor agradável dentro de si em algum lugar. Seus olhos sorriam quando ele olhou para a silhueta escura do Mestre de Poções, cujas vestes recebiam a dança das sombras produzidas pelas chamas tremeluzentes da lareira.
Ele sentiu que ele estava se aproximando mais. Estava cada vez mais perto de quebrar a barreira através da qual fluiria uma luz radiante, apertou os olhos, olhou para o manto negro abotoado até o pescoço, lembrou o toque suave da pele, em torno do rosto, cabelo, a sensação de encosntar sua mão ao redor do coração batendo. Ele queria agarrá-lo com força contra o peito como um tesouro, e depois enconstar nele e ouvir o seu ritmo lento, suave. E nunca, nunca deixar que ninguém levasse o tesouro dele.
Ele suspirou profundamente e forçou-se a desviar os olhos de Severus e olhar para o fogo.
Em breve ele vai vencer. Ele sabia que esse dia se aproximava. Ele iria sentí-lo junto de si.
- Oh, olha para isso! "Forte como aço, intercalada com pêlos de unicórnio com fios especialmente selecioanado, com madeira ultra resistente de Salgueiro com Álamo, intimamente relacionada com a velocidade, imbatível, ninguém é capaz de pará-la". Oh, é linda ... - Ron sussurrou, olhando encantado para a última novidade da série de vassouras Nimbus exposta na loja de equipamentos para Quadribol.
Harry balançou a cabeça, porém, ele preferia sua vassoura. Ele começou a ficar cansado de andar em Hogsmeade com Rony e tentou encontrar alguma maneira de se livrar dele. Hermione já tinha feito isso. Beneficiou-se da primeira oportunidade para enfiar-se na primeira livraria que encontraram. Mas Harry não podia fazer nada do tipo. Ainda tinha que suportar o Professor Flitwick andando atrás dele como uma sombra, sua tarefa era protegê-lo enquanto se encontravam no pré-compras de Natal na vila bruxa.
Harry suspirou em frustração e olhou em volta pelas ruas da cidade cheias de bruxas, bruxos e alunos de Hogwarts. Caia uma neve tão grossa, como se o tempo tivesse decidido preencher todo o espaço disponível, criando uma enorme dificuldade para atravessar as ruas. De tempos em tempos chegavam aos ouvidos do grifinória músicas cantadas por corais de Natal, mas não conseguiu detectar a origem do coral através da neve densa.
- Vamos para dentro! - Ron gritou e correu para a loja. Harry suspirou, resignado e arrastou-se atrás dele. Quando eles já estavam lá dentro, o professor Flitwick se juntou a eles, sorrindo em embaraço para Harry. Aparentemente ele também não gostava de andar grudado em Potter. Mas ele não poderia quebrar a ordem do Diretor.
Harry virou as costas para ele e cerrou os dentes de raiva impotente. Como diabos iria comprar um presente para Snape em tais circunstâncias? Especialmente porque ele nem sabia o que ele queria dar-lhe. Portanto, precisava de algum tempo a sós para que ele pudesse escolher algo em paz sem medo de que alguém visse e ficasse perguntando "para quem é?".
Olhou ansiosamente pela janela e piscou, viu a silhueta poderosa de Hagrid passando ao lado da loja. Uma luz se acendeu em sua mente. Ron, enterrado entre equipamentos de Quadribol, não prestou atenção nele, aproveitou e caiu fora da loja, escorregou na neve e caiu direto com a cara no casaco de peles.
- Tenha cuidado, Harry, porque a neve está muito escorregadia, pode escorregar e quebar algo. - Hagrid sorriu, colocando-o em linha reta e dando tapinhas nas costas, o que fez Harry pensar que seus pulmões haviam se deslocado.
- Posso andar um pouco com você por Hogsmeade? - Harry deixou escapar, eles ouviram passos do professor de Encantamentos correndo atrás deles. - Eu tenho algumas coisas para comprar, e Ron não pode se afastar dos artigos de quadribol- explicou ele, apontando o dedo para a loja atrás deles.
- Oh, Potter - Flitwick chiou, parando perto do grifinória. - Você não pode sair assim tão repentinamente. Está dificultando o meu trabalho. Oh, Olá, Hagrid.
- Bom, professor. Harry pediu-me para ser seu acompanhante. Provavelmente não é um problema, certo?
Flitwick olhou para baixo e fez uma careta e respondeu:
- Mas tente não perdê-lo de vista ao longo do caminho. E o leve mais tarde para Hogwarts. Eu já estou cansado desses desvios - murmurou o professor, afastando-se patinando na neve com seu andar característico.
Harry sorriu para o amigo.
- Muito obrigado.
- É um prazer, Harry. Eu não ficaria tão emocionado se alguém quisesse anda comigo. Como você está?
Eles se movimentaram lentamente ao longo da rua movimentada. Andar com Hagrid era muito mais simples, pois todos arredavam do caminho dando passagem a eles. Harry não estava preocupado com Ron. Ele estava tão preocupado com equipamentos de Quadribol, que antes mesmo de perceber sua ausência, provavelmente já teria comprado tudo que queria e voltado.
- Tudo bem, exceto o fato de que todos me tratam como um maldito ovo de ouro. Frágil e precioso.
- Mas não é bom, Harry? Após o ataque que você sofreu? Felizmente sobreviveu e agora pode estar aqui vivo, falando comigo. Depois do que andam fazendo ultimamente na Floresta Proibida, o diretor preferiu manter você fechado em Hogwarts, lá estará seguro, não deve nem mesmo esgueirar seu nariz para fora dos muros.
Harry franziu o cenho.
- E o que andam fazendo na Floresta Proibida?
Hagrid franziu a testa como se estivesse zangado consigo.
- Fui indiscreto mais uma vez, isso é muito mal... - Resmungou.
- Hagrid - Harry disse com ênfase. - O que acontece na Floresta Proibida? Se isso é algo perigoso, eu devo saber para poder estar preparado, não é? Por favor, não me trate como se eu fosse uma criança.
Hagrid parou e suspirou pesadamente.
- Ok ... Mas você não pode contar a ninguém sobre isso. Nem uma palavra.
Harry levantou a mão.
- Eu prometo.
Acenou com a cabeça e olhou para a neve pisada.
- Algo está matando animais. Algo ou alguém. E tem feito isso de maneira terrível, cruel e desumana.
Harry franziu o cenho.
- Matando animais? Quais animais? E para quê? Vold... Desculpe, Você-Sabe-Quem já tem um corpo não precisa de sangue de unicórnios.
Hagrid sacudiu a cabeça.
- Não é o ponto. Professor Dumbledore pensa que é algum ... exercício. Porque vários animais diferentes foram mortos. Até mesmo os pássaros.
- Exercícios? - Não parece muito agradável.
- Sim ... uma matança.
Harry arregalou os olhos, sentindo seu coração acelerar.
- Como?
- Alguns animais foram mortos com o Avada, mas alguns ... - Hagrid parou, como se o que ele tinha para dizer fosse muito assustador.
- O quê? - Harry perguntou, sentindo um desconfortável aperto na garganta.
- Alguns foram esquartejados, outros foram queimados, alguns congelados, e... os pássaros foram feitos em pedaços, e até encontrei um... - Vendo o horror no rosto de Harry, Hagrid provavelmente finalmente decidiu morder a língua. - Eu acho que já chega ...
Harry não podia acreditar no que acabou de ouvir. Ele sentiu-se doente, quando ele imaginou todos esses horrores.
- É ... terrível - finalmente conseguiu espremer.
E Dumbledore escondeu isso dele! Porra, afinal de contas, ele sempre andou na floresta.
- Sabe o que os matou?
Hagrid fungou e sacudiu a cabeça.
- O diretor diz que parece que alguém está fazendo treinamento "para a profissão de Comensais da Morte". Aparentemente, esses bastardos primeiro exercitam suas maldições em pobres animais, para depois jogá-los em pessoas. Pensou que provavelmente ... - Hagrid gaguejou, como se as palavras não quisessem passar pela garganta - ... um ou vários alunos de Hogwarts estão treinando. Não pensei que viveria para presenciar o momento em que crianças estariam matando animais na Floresta para praticar maldições e magia das trevas. Se eu pegar esse...- Hagrid cerrou o punho grande, e suas feições ficaram afiadas. - Só que eles praticam apenas à noite. Eu tenho um bom conhecimento da floresta, como escolher o caminho, conheço-o como ninguém, exceto o diretor, ele conhece tanto ou melhor.
Harry franziu o cenho. Em algum lugar nas profundezas de sua mente apareceu um pensamento muito desagradável, mas rapidamente foi sufocado. Isso era muito assustador.
- Espero que, em algum momento, essa pessoa pague pelo mal. Ou pessoas. Eu poderia tentar ajudar se eu ...
- Não, Harry, não se meta nisso. Professor Dumbledore não gostaria se soubesse que você está metido nesse assunto, ponha isso na sua cabeça.
Harry franziu o cenho. Por que todo mundo tem que tratá-lo como uma criança? Por que esconder a verdade dele? Por que ele não queria que ninguém lhe dissesse qualquer coisa e tudo o que ficava sabendo tinha que ser obtido na marra? E se houvesse outra coisa que ele não sabia? Ainda não receberia uma resposta a estas perguntas e por isso deveria se contentar. Mas ele esperava que em breve ...
Pelo canto do olho ele notou um lampejo provindo do lado esquerdo. Ele virou a cabeça e parou tão de repente que as pessoas que vinham mais atrás quase colidiram com ele.
Ele parou diante de uma loja de presentes. Em uma das prateleiras estava uma estatueta. Na verdade, eram duas figuras, uma combinando com a outra. Era um Leão de ouro brilhante que era envolvido por uma cobra de um prateado iridescente. A serpente movia-se lentamente entre seus pés, alisado a cabeça no macio peito da outra figura, enroscava-se em suas patas e subia para o pescoço do leão lambendo-lhe a face brilhante.
Harry apenas se esticou e olhou fascinado com o que viu.
Em seguida, percebeu uma série de figuras semelhantes, simbolizando as casas em várias combinações, mas seu interesse era apenas aquela estátua.
- Espere aqui, Hagrid. Eu estarei de volta em breve - ele se afastou do amigo e foi à loja.
A sala estava cheia de estudantes que estavam comprando presentes para seus entes queridos. Harry notou o olho apreensivo de um sonserina, que, corando e lançando olhares assustados ao redor, parecerendo ter medo de ser pego por seus colegas, comprou uma figura com uma cobra e um texugo.
Harry sorriu para si mesmo. Era o suficiente quando se tratava de gostos e desgostos entre as casas. Sempre haverá alguém que não vai ligar a mínima atenção aos estereótipos, e seguirá seu próprio caminho.
Sim, só que o sonserina ainda não tinha saído com o seu presente, e Harry ainda ficou no meio da sala, sentindo-se muito estúpido por não ter coragem de se aproximar do balcão. Mas provavelmente não teria que esperar muito tempo ...
- Oh, Sr. Potter! – Uma atendente vestida com um avental rosa se aproximou, batendo palmas. - É uma honra vê-lo aqui. Você veio atrás de um presente para um ente querido?
"... Essa não."
- Ee ... - Gaguejou Harry, sentindo o olhar de todas as pessoas na loja se concentrarem nele. - Eu ... Hum ... Quero dizer ... Um amigo me pediu para comprar algo para sua g-garota - forçou, sentindo que sua garganta ficou seca. A vendedora lhe lançou um olhar longo e sorriu.
- Ah, e este "amigo" quer algo específico?
- Um ... Sim. Ele realmente gostou deste presente em exposição, digo... o leão e... - Oh, por que ela tinha que sorrir de uma forma tão irritante? - ... Uma cobra - ele terminou, sentindo algo espremendo seus pulmões. A menina levantou as sobrancelhas e olhou para a janela dando com a visão de Hagrid.
Bem, agora todo mundo já sabe que sua namorada é provavelmente da Sonserina. Simplesmente maravilhoso! A não ser que alguém acredite no conto do "amigo", mas vendo a cara da bruxa da loja, certamente iria comentar e em breve estaria sendo perseguido por um bando de reporteres sanguinários dispostos a comer-lhe os pés.
Felizmente, a atendente não comentou mais, apenas tirou a figura da prateleira e a embalou, explicando a Harry que a estátua era encantada para que ele pudesse "gravar" qualquer mensagem, e após concluir a mensagem, deveria proferir a palavras de registro mágico e pronto, a figura repetiria tudo sempre que solicitada.
Harry silenciosamente agradeceu, pagou, e caiu fora da loja como uma tempestade, ainda sentindo o olhar divertido da vendedora.
Mas tão logo ele se viu do lado de fora, aquilo deixou de ter significado para ele. O mais importante era que no final das contas, encontrou um presente apropriado para Snape. Sorriu para si mesmo com o pensamento de Severus abrindo o presente e vendo a figura. Não tinha nada comparável! Ela era tão ... perfeita.
Harry parou em algumas lojas mais e comprou presentes para amigos e para si mesmo, uma camisa vermelha de cetim e gravata preta para o jantar de Natal.
Hagrid era um companheiro muito agradável. Não lhe fazia perguntas curiosas e não tentava visualizar o que ele comprou. Com Rony e Hermione não poderia fazer suas compras sem ter que dar explicações intermináveis. Descobriu que Hagrid tinha ouvido falar sobre o evento organizado por Tonks, manifestou inclinação para ir, quando Harry o convidou , ficou muito feliz, assim poderia conversar bastante com eles já que raramente conseguem tempo para visitá-lo.
Neste ponto, Harry ficou chateado consigo. Snape preenchia tanto a sua mente em todos os momentos, que ele acabou esquecendo o resto do mundo. Há muito tempo que ele planejava mandar uma carta para Lupin, mas algo ainda o desviava. Ou melhor, alguém. Ou melhor, o encontro com alguém. Ele achava que pensava nesse alguém quase o tempo todo, e tomava a sua mente e invadia até seu sono.
"Maldito Snape!"
Seu Snape.
Ele achou Ron na mesma loja onde o havia deixado. Estava enfiado na seção dos guias sobre táticas e técnicas de defesa eficaz, e Harry teve que se esforçar muito para arrastá-lo de lá. Hermione os encontrou ao lado do Três Vassouras. Ela tinha uma bolsa cheia de livros e as bochechas coradas de excitação. Durante todo o caminho até Hogwarts contou-lhe sobre a nova série de livros sobre numerologia, que entrou em uma livraria e não podia ficar longe deles.
Hagrid acompanhou-os até os portões do castelo, em seguida, acenou e prometeu se encontrar com eles à noite na festa, ainda conversavam quando entraram no Grande Salão e depois foram para a torre da Grifinória, juntamente com o mar de alunos animados que retornavam de Hogsmeade.
Quando eles entraram na taverna, eles tiveram que parar para se certificar de que eles vieram ao lugar certo, mas a presença do garçon e a cabra flutuando atrás do bar confirmou suas suspeitas. Eles estavam no cabeça de Javali, mas ... estava muito alterado.
Cada pedaço da sala principal foi adornada com correntes coloridas, bugigangas e quinquilharias. Mesas, cobertas com plumas à luz de velas acesas, toalhas de mesa coloridas e grandes laços brilhantes. No centro foi criado um lugar especial para a dança, coberto com um piso encerado e salpicado de estrelas de cor brilhante.
- Como esse lugar ficou lindo... - Hermione sussurrou, olhando em volta com prazer. - Você fez isso sozinha?
Tonks sorriu radiante.
- Professor Flitwick me ajudou um pouco com o chão, e Professora Sprout fez as guirlandas de flores.
Assentiu com a aprovação e rumou para escolher uma mesa para sentarem.
- Droga! - Ron sussurrou, quando ele sentou olhando como um falcão para Gina, que estava segurando a mão de um corvinal alto. Ela sentou-se com ele no canto da sala, jogando um longo olhar de superioridade ao irmão.
- Como ela pode tão descaradamente ... ficar segurando sua mão? E faz isso diante dos meus olhos! Eu vou lá assim que...
- Sente-se! - Com a ajuda de Harry Hermione agarrou-o pela camisa e puxou de volta para o lugar. - O que você está fazendo? Afinal de contas eles não estão fazendo nada! Gina pode andar com quem quiser! Finalmente, pare de agir como um completo imbecil e dê-lhe alguma liberdade!
Ron lhe jogou seu olhar mais assassino, mas não fez mais nada.
- Diga alguma coisa, Harry - Hermione perfurou-lhe com um olhar cheio de expectativa.
- Eu ... ee ...
- Ei vocês! - De repente, ao lado de sua mesa, Luna apareceu. Ela estava usando um vestido verde lembrando uma árvore de Natal enfeitada com bolas, velas brilhantes e laços. Trazia na cabeça uma grande estrela dourada. - Posso sentar com vocês?
- Claro! - Harry foi o primeiro a apontar um lugar, muito grato a ela por ter-lhe livrado da necessidade de intervir na briga dos amigos. Ele já tinha tido o bastante, até mesmo porque não queria tomar partido.
- Um ... - Uma voz soou do centro do salão de festa imprimindo silêncio entre as mesas, Tonks estava dando as boas vindas. - Eu queria oferecer uma recepção calorosa para vocês e obrigada por terem vindo. Espero que tenhamos um grande momento e que esta noite sirva para nos aproximar um dos outros...- Era impressão de Harry ou Tonks realmente olhou por uma fração de segundo para ele, sentado ao lado de Luna? - ... Ainda mais do que já somos próximos ... aprofundando nossos laços. Hum, a menos que estejam desbotados. - Ela acenou com a mão e sorriu com embaraço. - Não importa. Comam, bebam e se divirtam também. - Acenou com a varinha na direção de um aparelho de som com aspecto bem antigo, que começou a se mover e do qual começou a surgir animados sons de canções de Natal dentre outras músicas de cantores e bandas bruxas. Harry não conhecia a maioria deles, mas rapidamente ficou viciado em cantar junto com Ron, Hermione, Luna e Tonks, que também sentou-se em sua mesa.
Todos, obrigatoriamente, tinha como limite a cerveja amanteigada, mas Ninphadora trazia no bolso preto de sua capa, uma garafa prata com uma coisa "especial" que depois de tomar o juramento do grupo que não iriam contar a qualquer professor, despejou o líquido dentro de suas cervejas.
Harry afirmou para si que tinha gosto de martini, que ele bebeu na companhia de Snape, mas esse queimava mais na língua. Era um pouco amargo, mas graças a doçura da cerveja amanteigada, o gosto equilibrava-se perfeitamente. Tonks serviu-se de uma medida tripla e abriu um largo sorriso.
As bochechas de Luna depois do primeiro gole, estavam perigosamente vermelhas. Ela começou a contar-lhes a fantástica história sobre o Ministério e sua perseguição a uma bruxa que morava sozinha, suspeitavam que ela sequestrava e comia crianças trouxas. Mas o pai dela descobriu os seus modos de ação e os publicou em "O Pasquim", por conta do qual, tentaram colocá-lo em Azkaban para silenciá-lo. Todos escutaram a menina com sorrisos indulgentes em seus lábios. Mesmo Neville, que também se sentou com eles. Todos, exceto Tonks, que olhou para ela como se ela acreditasse em absolutamente cada palavra. Após a terceira rodada de cerveja "com o algo especial", Luna silenciou e ficou estranhamente de boca fechada. Apenas se balançava de um lado para outro, fitando com visão turva o tampo da mesa e, ocasionalmente, olhando para Ron rindo até às lágrimas ante as piadas contadas por Tonks. Harry apenas tomou um gole de bebida e observou-a com interesse crescente.
Vários pares ousaram ir para a pista de dança. Tonks deu um poderoso puxão em Ron sentando-o quando este quis saltar para cima de Gina e seu acompanhante corvinal dirigindo-se para a pista. Depois de algum tempo, sentou na mesa deles, uma menina de nome Anastácia Lipswic, dizendo que veio junto com Gina e seu namorado Gregory. Timidamente perguntou se podia sentar-se com eles, os presentes ficaram contentes em aceitá-la. Ficou na frente de Harry olhando-o com olhos amanteigados
Quando Tonks começou a falar sobre ervas com Neville, Ron e Hermione olharam brevemente em torno e sussurraram algo um para o outro, o olhar de Luna estava afundado no seu copo vazio, parecia imenrsa em pensamentos errantes muito distantes, Anastácia limpou sua garganta e enviou um tímido olhar para Harry.
- Você está aqui sozinho, Harry? - Ela perguntou baixinho, com voz trêmula.
"Oh..."
A cabeça do menino pegou fogo com uma luz de aviso que dizia: "Atenção, um outra Gina"!
- Ee ... Bem, não é bem assim. Estou com Ron, Hermione, Neville, Luna, T...
A menina riu, corando.
- Você é tão engraçado ... - Harry olhou para ela fixamente. - O que eu quis dizer foi, se ... você sabe ... se você tem namorada?
Harry sentiu seu rosto corar.
- Sim, eu tenho. Mas não está aqui. Ela ... não podia vir.
- É de Hogwarts? - Perguntou a corvinal. – Ele balançou a cabeça, olhando intensamente para sua cerveja. - É da ... Sonserina?
Harry ergueu a cabeça.
- O quê?
A conversa na mesa de repente ficou em silêncio. Harry quase sentiu as vibrações do interesse de alguns pares de orelhas em torno.
- Onde você está ...? Quem ...? - Começou a gaguejar.
A menina corou.
- Eu ouvi hoje à tarde. McMillan do quarto ano da Grifinória conversando sobre isso com Pedro Ciddy'emu que viu você comprando um presente com os símbolos da Grifinória e da Sonserina. E que mais tarde ...
- É um absurdo! - Harry respondeu rapidamente, vendo os olhos cheio de incredulidade que Ron lhe lançava. Oh, ele imaginava a cena que seria se o amigo acreditasse que ele está com alguém da Sonserina.
- Oh, Harry! - Hermione sorriu. Não lhe olhou com surpresa mas com ar de quem compreendia algo. - Mas é óbvio. Caso contrário, já teria contado para nós. Já tinha observado. Ultimamente, anda meio ausente, sorre consigo mesmo, seus pensamentos andam à deriva em algum lugar. Se estes não são sinais de se estar apaixonado, eu não sei o nome que se dá ...
- Você sabia disso? – Ron esporou-se. - Você sabia, e você não me disse nada?
- Eu suspeitava - Hermione o corrigiu. - Enfim, se você prestasse atenção em algo mais do que em seu jantar, poderia ter notado.
- Por que você não me contou? - Ron deixou as palavras dela entrar por um ouvido e sair pelo outro enviando um olhar ressentido para Harry. - Eu sou seu melhor amigo! Eu deveria saber que ...
- É uma questão de Harry - Luna, de repente interrompeu. Todo mundo olhou para ela com surpresa. Na a última meia hora ela não disse uma palavra. - É uma questão de Harry, o que e com quem ele está. Ele deve ter uma razão válida para não dizer para você. Se eu fosse ele, eu não lhe contaria nada. E você não pode exigir isso. Harry não quer falar sobre isso. Não é verdade? - Ela olhou para ele com determinação.
Harry por um momento olhou para ela com surpresa, mas quando ele voltou a si, sorriu e acenou com gratidão.
- Sim. Obrigado, Luna.
Ron, que aparentemente também, no final, pareceu voltar a si, apenas bufou, aparentemente reconhecendo que não valia a pena escutar Luna e abriu a boca para continuar a atormentar Harry com perguntas, mas Hermione o interrompeu, agarrando seu braço e apertando firmemente. O menino olhou para ela com raiva, mas vendo o seu olhar intenso, dizendo que "mais uma palavra e você vai ter problemas!" rapidamente desistiu e baixou os olhos, empurrando-os em sua cerveja.
- Você está certa, Luna - Hermione disse finalmente. - Sinto muito, Harry. Eu não deveria atormetá-lo.
Harry deu de ombros e tomou um gole de cerveja. Só queria que este assunto fosse fechado. Ele sabia que não devia ter comprado um presente para Severus, quando tantos alunos estavam por perto. Os rumores do fato se espalharia por Hogwarts mais rápido do que o fedor de uma bomba de bosta. Mas ele tinha que fazer, mesmo que ficasse supeito. Ainda iriam atormentá-lo por muito tempo pela verdade, mas poderiam pensar o que quisessem. Era bom que suspeitassem que era alguém da Sonserina. Teria pelo menos uma boa desculpa para justificar o motivo dele não querer dizer nada, pois nunca iria querer expor sua amada.
- Hum ... - Tonks limpou sua garganta, aparentemente querendo acabar com o silêncio desagradável que caiu. - E o que você faz com os bulbos quando as raízes de Mandrágora se cruzam na hora do transplante? - Virou-se para Neville, que embora não tenha se metido na conversa, estava atento. Harry percebeu que os olhares agora tomavam outros rumos, em seguida ele fitou Luna, em seus olhos brilhavam uma coisa... surpreendente. Como se algo a incomodasse.
Luna voltou a fitar sua caneca, Hermione começou a sussurrar alguma coisa para Ron, e Anastácia, com o rosto vermelho, sorriu para Harry em arrependimento.
- Desculpe ... - Ela sussurrou. - Eu não queria ...
- Isso não importa. - Harry acenou com a mão. "o fato de quase me descobrir"- acrescentou ele em pensamento.
O toca-discos começou a lançar na sala algumas baladas. As luzes se apagaram, e a pista de dança ganhou mais pares.
Anastácia lançou um olhar longo a Harry e lambeu os lábios.
- Então eu queria saber ... Você ... se você quer dançar comigo?
Harry quase engasgou com a cerveja.
- O quê? - Ele perguntou, confuso.
Dançar? Ele? É provavelmente uma brincadeira. Piada sem graça.
- Não, obrigado, meu ... tornozelo dói - murmurou a primeira mentira que lhe veio à mente. A menina suspirou e olhou rapidamente para os pares. Chegou aos ouvidos de Harry uma voz de mulher cantando a seguinte canção:
"Não, você não sabe como é
sonhar com você durante a noite
E desejar beijar seus lábios
te abraçar bem forte
Oh, eu sou apenas uma amiga
Isso é tudo que eu posso ser
Porque você não me conhece"
- Eu realmente gosto dessa música - Anastácia interrompeu, olhando para Harry com um tímido sorriso de esperança nos lábios rosados. Harry ouviu o texto.
"Eu nunca soube a arte de fazer amor
Não. Meu coração dói de amor por você
Tímida e receosa eu deixei minha chance passar.
"Misericódia" - gemeu em sua mente, no último momento, impediu o ardente desejo de acertar a testa sobre a mesa. Ele olhou para os olhos brilhantes da menina. Não se podia dizer que ela era feia. Ela tinha longos cabelos ruivos e olhos da cor de cerveja amateigada, mas ... mas não era ele. Ela não tinha aqueles olhos demoníacos ou o sorriso torto zombador. Se ela não estivesse sentada bem na sua frente flertando tão descaradamente com ele, nunca chamaria a atenção de Harry.
- Talvez ... - Ela disse depois de um momento. - No entanto, pode ...
- Nem pensar - Harry interrompeu, levantando-se rapidamente do local. Ele caminhou até Gina, cutucou o ombro de sua amiga e limpou a garganta.
A menina se virou rapidamente e seus olhos se arregalaram, ao ver o amigo de pé atrás dela.
- Oh, Olá, Harry - ela sorriu.
- Eu tenho que falar com você - disse com voz arrastada. - Agora.
Gina franziu a testa, mas acenou com a cabeça, depois olhou para o namorado.
- Volto já, Greg.
Ela se levantou, beijou na bochecha do rapaz e permitiu a Harry que a puxasse para um canto da sala.
- Quem é essa garota que grudou em mim, e o que ela quer de mim? - Ele perguntou, empurrando-lhe seu olhar irritado.
Gina olhou por cima do ombro e riu.
- Anastácia? É do quarto ano, e fatalmente morre de amor por você. Esta é a irmã de Greg. Ficou nos adulando para trazê-la quando soube que você estaria aqui. Não é algo tão grave, Harry.
- O quê? Apaixonada por mim? - Harry revirou os olhos e olhou por cima do ombro. Anastácia acenou para ele, sorrindo radiante. - Mas ela não me interessa. De qualquer forma, não me atrai em nada. Ela está continuamente me atormentando para dançar com ela - sussurrou entre os dentes.
- Bem, faça isso. Eu não vejo problema. Satisfazê-la pode, eventualmente, afasta-la de você.
- Você não entende. Eu não danço. Eu não posso dançar. Eu não gosto disso ... O que você está fazendo? - Exclamou surpreso quando Gina o puxou para a pista de dança. Ele se desestabilizou e pegou no último momento o equilíbrio, porque depois de três rodadas de cerveja amanteigada com um adicional extra de Tonks, sua cabeça já estava rodando e começou a ter sérios problemas com a coordenação motora.
- Mostrando como se dança - Gina riu, pegando as mãos dele e puxando-o para junto. - Ela olhou para o lado e acenou para Greg sentado em uma mesa, como se lhe dando um sinal de que tudo estava em ordem. Piscou para ele e voltou para encarar um Harry surpreso. - Durante o baile de Natal na quarta série, você dançou muito bem, mas você tem que trabalhar mais a técnica - Gina pôs a mão na cintura dele e agarrou-o. - Agora feche os olhos e tente memorizar os passos. Para a esquerda. Para a direita. Passo para trás. Ótimo. Agora para o lado e vire. - Ela largou dele, fez uma pirueta, e chamou-o de volta para si. O cheiro do seu perfume de amêndoas envolveu-o. Ele sentiu cachos esfregarem em seu rosto. – Bravo, mais um pouco. E de novo. Para a esquerda ...
Era estranho, mas dançar com Gina não era tão difícil. Isto podia ser devido ao álcool circulando nas veias. Não se sintia tão tenso, como há dois anos. Ele não sentia pressão sobre si, mesmo com dezenas de pares de olhos sobre ele. Era o suficiente apenas lembrar os passos. Não, não era tão complicado. E mesmo se pensasse mais profundamente sobre isso, ele gostou bastante disso. E graças ao fato de que mantinha os olhos fechados o tempo todo, poderia imaginar que dançava com Severus.
Não, era uma ideia estúpida. Ambos odiavam dançar. Mas talvez ... talvez um dia ...
Ele poderia, então, se aproximar mais. Oh, apenas para sentir. Envolver seus braços em sua cintura, sentindo os dedos nas vestes ásperas, farfalhando suavemente ao redor deles. Assim como agora. Ele poderia colocar sua cabeça em seu ombro e...
... E então ele ouviu a voz de Gina confusa:
- O que você está fazendo, Harry?
Suas palavras misturaram-se com a sensação súbita de desagradável tensão crescente, o que fez todos os pelos em seu corpo levantarem-se. Harry abriu os olhos e seu olhar caiu sobre a porta. Parados na entrada do recinto estavam Dumbledore e... Snape.
Harry tropeçou em seus próprios pés, cambaleando, agarrou-se na grifinória e caiu no chão. E Gina sobre ele. Ele precisou de tempo para afastar e cuspir as grandes mechas de cabelo que afogou seu rosto. Quando ele conseguiu, e ele olhou em direção à porta, quase engasgou com sua própria língua, vendo o olhar que Severus estava lançado para ele.
Congelou.
Rapidamente tirou suas mãos da grifinória surpresa e pôs-se de pé. Greg correu para sua namorada e ajudou-a a se levantar, mas Harry não prestou nenhuma atenção. Ele tentou não tremer sob a influência do glacial olhar lançado pelos olhos de Severus que estava ardendo de raiva. Ele achava que se o lugar não estivesse lotado, ele não sairia ileso do confronto.
Tonks quase cuspiu sua cerveja, quando viu o diretor aproxmar-se dela todo sorridente. Ela se levantou para cumprimentá-lo, mas Dumbledore fez sinal com a mão para que ela não se levantasse. Através do véu de terror gelado que se apoderou dele, Harry ouviu a voz tranquilizadora do diretor dizendo que aparecera ali momentaneamente para ver se tudo estava em ordem e como eles estavam se divertindo. E o Professor Snape fez a gentileza de concordar em acompanhá-lo.
Harry engoliu em seco e olhou para o chão, tentando escapar do olhar assassino que quase abria um buraco no seu crânio. Por que tinha a impressão de que estava metido agora num problema muito, muito sério?
- Harry, você está bem? - Ouviu a voz preocupada de Gina. - De repente, você se tornou muito pálido. Você se sente mal?
Harry balançou a cabeça.
- Não, só ... esta cerveja. Tomei muita cerveja. Sim. É melhor você ir se sentar. Obrigado - murmurou desconexo, aproximando-se da mesa e caindo duro na cadeira, porque ele sentiu seus joelhos tremerem.
"Puta merda! Como isso aconteceu? O que Severus estaria pensando? Que ele e Gina ..."
"Não!"
Com horror, ele olhou novamente para a porta, mas tanto o diretor quanto a silhueta escura do Mestre de Poções tinha desaparecido tão rapidamente quanto apareceu. No entanto, a ameaça permaneceu flutuando no ar, e Harry sentiu que precisava de algo mais forte para apagar isso de sua cabeça.
- Eu preciso de uma bebida - resmungou, pegando a cerveja amanteigada com o "extra especial" de Tonks.
- Então agora você já não está mais com tornozelo machucado - disse calmamente Anastácia. Harry olhou para ela com espanto. O que ela está dizendo? Ele agora estava tão nervoso por ter dado de cara com Snape, que quase o matou com os olhos, que seus nervos pareciam ter evaporado.- Bem, eu pensei que, uma vez que dançou com Gina, podemos dançar juntos agora ...
"Oh não!"
Harry pegou o resto de sua cerveja, ele se levantou sem dizer uma palavra, como se não tivesse ouvido o discurso da menina, então pegou Luna pela mão e puxou-a de lado, rumando à mesa livre mais próxima.
- Podemos sentar aqui um momento? - Ele perguntou com um suspiro quando ele afundou em uma cadeira. - Talvez ela acabe se cansando uma hora, e me deixe em paz.- ele sussurrou, apontando com a cabeça para a mesa atrás dele.
- Não tem problema - murmurou Luna, observando o olhar atento de Harry. Ela mirou seu olhar para a porta fechada, em seguida, voltou a olhar melancolicamente para as lantejoulas brilhantes sobre a toalha.
- Não se preocupe, Harry - ela sussurrou, após um momento de hesitação. – Depois você pode falar com ele. Não dava a impressão de que você estava apalpando ela enquanto dançava, e mais tarde... pode explicar. Quero dizer ... talvez um pouco.
- Muito obrigado - ele murmurou, sonhando apenas com a próxima porção de cerveja com uma adição extra. É melhor adicionar um pouco mais daquilo na cerveja.
- É provavelmente bom que ele esteja com ciúmes de você, não? Isso significa que ele se importa com você. Se ele não se importasse, não iria ficar com ciúmes - explicou Luna.
- Sim - murmurou Harry, olhando para seus amigos rindo e conversando, e depois moveu os olhos de volta para a corvinal sentada ao seu lado. Ele franziu a testa quando viu em seu rosto uma autêntica ... tristeza. - Você está bem? - Ele perguntou. A menina sorriu e olhou para ele. Ela tinha olhos lacrimejantes. Parecia que ela lutava consigo. Ela dirigiu o olhar para ver algo do entusiasmo de Tonks e baixou os olhos novamente.
- Sim, mas ... então eu pergunto. Como é lidar com ele, Harry? Quero dizer ... se ele não tem nada contra o fato de que você é tão jovem?
Harry piscou. Luna o olhou muito séria. Na verdade, ele nunca viu essa expressão no rosto dela, tinha um ar assim tão... perdido.
- N-não. Eu acho que provavelmente não - ele respondeu hesitante. - Quero dizer ... - Ele ponderou. Severus nunca transpareceu ter problema com isso. Ele não achava que isso o incomodava, o fato de Harry ter apenas 16 anos de idade e ser mais de duas vezes mais jovem. Parecia até que ... que ele gostava. - Não, parece-me que não tem nada contra. - Era estranho falar sobre isso com Luna. Mas era a única pessoa em toda a escola, que conhecia seu segredo. E parecia aceitar plenamente.
- Excelente - disse ela, franzindo a testa. - Mas não deve ser um problema. Mesmo ele sendo seu professor. O amor verdadeiro não conta os anos. Asssim dizia minha mãe - ela sorriu para ele, hesitante. - Você o ama, certo? - Ela perguntou depois de um momento de hesitação.
- O quê? - Harry olhou
Amor? Severus? Que tipo de pergunta é essa? Como é que ...? Ele não podia ... Não, não é ... Ele sentiu um rubor e não pôde pará-lo.
- Você gosta de ficar com ele? - perguntou com naturalidade, vendo que Harry, aparentemente, perdera a fala.
- O quê? Sim, claro - ele murmurou, olhando para a mesa.
- Você sente falta dele a cada segundo quando você não o vê?
- Ee ... acho que sim. Provavelmente sim.
- Você poderia fazer qualquer coisa por ele, mesmo as coisas mais loucas?
- Acho que sim - respondeu cautelosamente, mordendo o lábio.
- Você gostaria de passar com ele cada momento?
Harry sorriu para si mesmo.
- Oh, sim...
- Gostaria de estar nos braços dele, sempre?
Harry levantou a cabeça e olhou para a corvinal. Os olhos fixos sonhadores estavam grudados nos cabelos de Tonks rindo e mudando as cores do cabelo como um caleidoscópio.
- Uhm - resmungou, sentindo seu rosto queimar mais e mais.
- Isso significa que você o ama - disse Luna calmamente, desviando os olhos da visão de Tonks e fitando Harry. Ela sorriu tristemente e desviou o olhar. Mas Harry tinha visto uma ruptura grande em seus olhos azuis.
"Isso significa que você o ama"
Sensação estranha, mas era exatamente o que explodia em seu peito.
E isso ... doeu.
CDN
Alma Frenz:
Gente, sabe aquelas cogitações que nós iniciamos há alguns capítulos atrás? Pois é, façam suas apostas hoje! Amanhã vocês verão o que Luna e Tonks irão aprontar durante a festa de Natal. Quero saber dos palpites!
Ana Scully Rickman, que coisa terrível aconteceu com você! Acho que eu teria um infarto! É horrível quando a gente elabora um comentário e ele simplesmente desaparece sem nenhum motivo, isso é desesperador. Fico muito feliz por você ter insistido em postar novamente até dar certo, obrigada, seus comentários me alegram muito.
Snape quis dar algo em troca pelos esforços de Harry em agradá-lo, o menino tem se esforçado tanto para ser uma boa companhia para o Mestre de Poções, que ele percebeu que deveria dar algum retorno para o garoto, não seria justo deixá-lo doar-se inteiro e ficar apenas olhando impassivelmente. Severus está sentindo que é impossível não se envolver com Harry, o menino é muito cativante. E realmente o estrago que Snape fez (sem querer) na garganta de Harry veio bem a calhar na hora de criar uma desculpa para os amigos sobre o que aconteceu na sala enquanto ele estava "de castigo". Snape de fato está cada vez mais viciado à presença e toque do grifinória. A luta que ele trava para se conter é de fato muito grande e interessante, como você mesmo colocou no seu comentário, chega às vezes a tirar o ar do leitor. Dessa vez Severus não quis que Harry ficasse triste por não poder beijá-lo, quis confortá-lo, e isso foi muito fofo, mais interessante ainda foi ele verificar que Harry havia se punido por haver desejado avançar a barreira proibida (feriu as mãos socando a parede), isso deixou o Mestre de Poções incomodado.
Eu suspirei achando super fofo Snape afirmando para Harry que não havia mais ninguém além dele em sua vida (cap.32-ciúmes), isso foi ultra fofo! E sim, a crise de ciúmes do Harry foi impagável, gostei, principalmente do lado possessivo dele aflorando ("meu Severus"), foi ultra hilário acompanhar os pensamentos dele se voltando para o desejo de torturar e matar Nott por estar perto de Severus.
Quanto a confissão de Snape em relação ao que ele faz à noite, eu também fiquei de boca aberta, mas quando eu li o capítulo de hoje, eu tive uma baita crise de riso! Qual foi a sua reação quando Harry perguntou para Snape sobre o que ele fazia durante a noite? Eu não me aguentei, ri muito! Snape se divertiu pra caramba vendo Harry procurar suas calças, ele é terrível, tenho certeza que ele sabia onde estavam.
Gehenna, de fato sair por aí de noite com um aluno é meio suspeito, não foi por acaso que muitas caraminholas cresceram na cabeça de Harry, quem, no lugar do garoto, não pensaria loucuras? Eu também fiquei sem fôlego com a cena da briga, tive que parar naquela parte onde Harry perde o ar ao ficar transtornado depois de ouvir Snape dizer (só para feri-lo) que transava com todos os alunos que apareciam no escritório dispostos a fazer sexo. Mas a questão das saídas de Snape com Nott será respondida mais adiante, não ficaremos sem saber o que exatamente Severus estava fazendo e ainda vai fazer na companhia do sonserina.
