Fall To Pieces
Lihhelsing
Os olhos castanhos correm pela sala procurando por onde começar. Da janela aberta entra a brisa da primavera que só a deprime mais. As cores florescendo do lado de fora enquanto ela carregava aquela coisa destrutiva e monstruosa dentro de si.
Ela ergue o rosto e as lágrimas escorrem por ele, mas Draco não se mexe. Ele parece até uma estátua. Ginny ri de seu pensamento inapropriado e ele fica com uma cara de interrogação. Existe uma grande massa de dor pairando sobre eles, mas as palavras não saem.
Ela se aproxima da grande janela, seus dedos deslizam pelo batente juntando a poeira em um canto. Ela sabe que ele apenas a observa e pensa que, talvez, já não haja salvação para aquilo ali.
Ela se encosta na parede e chora. Ginny está inconsolável porque aquilo, aquele envolvimento entre eles que não deveria estar relacionado com amor, está caindo aos pedaços e existe uma única coisa a ser feita, mas Draco é quem tem que fazer.
Ele enfim se aproxima e, sem se abaixar, a observa chorando. Ele acha que existe algo de bonito na tristeza dela. Ela se arrasta até alcança-lo e envolve a perna dele com os braços.
"Só me deixa ficar chorando aqui," ela diz, e ele não se move. Quando ela seca as lágrimas ele é o primeiro a deixar a sala. E ele não volta.
