N/T: Galera outro chap para vcs! Espero que gostem! Eu fiz um erro, que para mim foi terrível no chap anterior. Eu escrevi "Jus" com "z" e na verdade é com "s". Bom é isso! Perdoem-me!

Infalliblegirl: O chap da descoberta de Harry é esse!!! Huahuahua, divirta-se!

Sayumi Padfoot: Os dois estão vivosssss... êêêê... tbm fiquei feliz qndo li. Esse chap é emocionante tbm!

: Esse é ainda mais eletrizante!

Alarico: Olá, valeu por ter lido, obrigada por achar a tradução boa! Fiquei sabendo do guia de fics, faz pouco tempo e postei o resto no FeB. Bom, eu pretendo traduzir as continuações sim. Sou muito fã do trabalho da Kurinoone e gostaria de traduzir tudo o que ela escrever! Hehehehehehe! É isso!

Luca Lovegood Tonks: O beijo H/G ainda tá longinho... ahhhhhhhh... mas a interação por mais que esteja longinha, está mais pertinho. Huahuahua! Vlw por gostar da fic.

Snake´s Princess: Vc viu, tbm acho mto fofo o Nigel chamando o Harry de 'Lex'. Hehehe!

Scheila Potter Malfoy: A fic original está nos meus favortitos, dá uma olhadinha lá! Tem duas continuaçãoes, "a part of me" e "deepest reflections" as duas estão muito boas e eu pretendo traduzir. O Wormtail (Rabicho) aparece nesse chap! Êêêêê. O Harry descobrir a verdade... hum... Leia o chap! Huahuahuahua! Vlw por ler, fiquei muito felz!!!

Pamela Black: Acho que vc vai gostar desse chap! Eu tbm não esperava que os Longbottoms estivessem vivos, mas fiquei mô feliz quando descobri! Foi uma boa jogado a do Harry!

Bom povo, é isso! Divirtam-se. Bjus Brielle

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Capítulo Trinta e Seis: E a verdade te libertará

Harry sabia que seria difícil perguntar para seu pai sobre alguém com o nome de Wormtail. Simplesmente por causa do fato de que Voldemort, iria querer saber quem foi a pessoa que comentou isso com ele e o garoto não queria chateá-lo dizendo que foi James Potter. O Lorde das Trevas ficaria imensamente chateado, se Harry escolhesse acreditar que ele escondia coisas só por causa de Potter.

O moreno sabia que perguntar à Bella seria provavelmente pior que perguntar ao seu pai, portanto sobrava apenas uma pessoa, Lucius Malfoy. Isso seria extremamente fácil. Ele estava vendo Draco muitas vezes ultimamente, já que Hogwarts estava fechada. Harry ficou muito contente por constatar que Dumbledore estava com medo de continuar dirigindo a escola. O garoto sabia que boa parte disso era por causa do ataque ao Expresso de Hogwarts. 'Bom para aquele velho idiota, manipulador, filho da p...' Os pensamentos de Harry foram interrompidos pelas palavras de Draco.

"Você vai se mover ou planeja em ficar parado aí para sempre."

Harry olhou para o loiro e percebeu que ele estava falando sobre o jogo de xadrez bruxo.

"Oh, aqui, xeque mate." Harry disse com preguiça.

Draco olhou para o tabuleiro surpreso. Ele nem mesmo viu o movimento.

"Como você ficou tão bom no xadrez assim de repente?!" Draco perguntou suspeito.

Harry deu de ombros e relaxou em sua cadeira confortável.

"Eu sempre fui bom, mas nunca tive tempo para praticar." Harry respondeu.

"Ainda não teve sorte com uma próxima missão?" Draco perguntou.

"Não, aparentemente o incidente no Expresso de Hogwarts ainda está fresco na mente do meu pai. Ele está certo de que eu devo treinar mais, antes de ser enviado para uma próxima missão." Harry respondeu.

"Então, você está treinando direitinho?!" Draco zombou ao olhar para o seu amigo deitado confortávelmente na cadeira.

"Malfoy, eu treinei direto por seis horas hoje, portanto pare com as gracinhas."

Harry e Draco continuaram a jogar xadrez. Quando estavam na metade, uma batida na porta foi ouvida e Lucius entrou.

"Draco, você está pronto para ir?" Ele perguntou baixinho.

"Ainda não pai." Draco respondeu, enquanto se concentrava em seu próximo movimento.

Harry sentou-se ao ver Lucius. 'Essa é uma boa chance!' o garoto pensou consigo.

"Por que você não espera aqui Lucius? Você pode achar divertido assistir seu filho perder espetacularmente para mim." O moreno disse olhando para Draco de modo zombeteiro.

Draco olhou para Harry e fuzilou-o com seus olhos cinzas.

"Certo! Nós vamos ver sobre isso." Draco disse e ordenou um movimento, destruindo uma das peças de Harry.

Lucius sentou-se e observou os garotos por um tempo. Como esperado, Harry ganhou o jogo, deixando um Draco muito frustrado e irritado.

"Eu não entendo! Você não era bom no xadrez. Eu era definitivamente melhor que você. Por que diabos você teve que ficar tão bom nisso também?" Draco perguntou.

"Draco! Olhe o que fala! Parece que você esquece com quem está falando as vezes. Harry é o Príncipe Negro. Você deveria segurar sua língua, ou o Lorde das Trevas vai tomar atitudes para removê-la!" Lucius disse com veneno para seu filho.

Draco engoliu em seco e desviou o olhar. Harry achou que essa era a oportunidade que ele estava esperando.

"Lucius, você deveria relaxar um pouco. Meu pai não vai voltar para a Mansão até amanhã, portanto ninguém vai dizer nada sobre Draco e pare de me chamar de Príncipe o tempo todo! Isso já está ficando irritante." Harry conseguiu o que queria. Lucius olhou para Harry, mas antes de dizer alguma coisa, Draco falou.

"O que há de errado em ser chamado de Príncipe? É muito melhor que qualquer outro apelido estúpido."

"É, acho que sim. Mas ainda é irritante." Harry repondeu.

"É melhor que ser chamado de 'Pés tortos','Pãozinho doce', ou ' Wormtail'..."

Harry viu a reação de Lucius, quando ele disse 'Wormtail', pelo canto dos olhos. O loiro estava sorrindo sobre os apelidos ele estava dizendo, assim que ele disse 'Wormtail', o sorriso desapareceu e o Comensal pareceu ficar alerta. Lucius rapidamente se recompôs com a sua face sem expressão, mas gotas de suor eram vistas escorrendo por sua testa.

Harry tentou agir normalmente, mas sentiu o pânico que vinha de Lucius. O garoto estava esperando que o loiro não reconhecesse esse nome em particular, mas julgando pela sua reação, Wormtail era definitivamente alguém conhecido.

Lucius foi embora com Draco rapidamente e deixou Harry com muitas coisas para pensar. O adolescente já havia colocado um pequeno rastreador na capa do Comensal, assim ele saberia aonde o loiro estava o tempo inteiro. Como Harry esperava, Malfoy voltou para a Mansão tarde da noite e foi direto para o quarto de Bella.

O moreno de olhos verdes esperou alguns minutos antes de ir para o quarto de Bella também, ele estava grato por Draco ter lhe ajudado sem saber. Seu amigo mostrou dois fios cor de carne.

"O que diabos é isso?" Harry perguntou olhando para aquela coisa estranha.

"Orelhas extensíveis." Draco respondeu.

"Aonde você as conseguiu?" Harry perguntou olhando para os barbantes e os analisando.

"No escritório do Filch. Já que que a escola estava para fechar, um monte de alunos afanaram coisas do escritório dele no último dia de aula. Ele tinha um monte de coisas. Nós conseguimos pegar vários itens legais. Essas orelhas extensíveis estavam lá, portanto eu as peguei, junto com várias outras coisas."

Draco esvasiou sua mala na mesa de Harry para mostrar ao seu amigo tudo o que tinha pego no escritório de Filch. Porém o moreno estava ocupado com as orelhas extensíveis. Elas seriam boas para serem usadas como parte de seu plano.

Harry pegou o barbante cor de carne de dentro de seu bolso e colocou-as por baixo da porta do quarto de Bella. O garoto deslizou-as para dentro de seus ouvidos e esperou que ninguém o encontrasse xeretando, literalmente.

"Deve ter sido coincidência. Eu não consigo ver como Harry pode ter descoberto sobre ele." A voz de Bella soou. Harry sentiu como se seu estômago estivesse revirado. Isso confirmava que eles estavam tentando esconder alguém com o nome de Wormtail.

"Não! Isso não pode ser uma coincidência. Foi o jeito como Harry disse o nome, ele sabe de alguma coisa. Eu não acho que ele sabe a verdade, se não ele não estaria tão calmo. Harry provavelmente iria querer nos queimar e queimar tudo a sua volta!"

O moreno sentiu seu coração bater rápido. 'Sobre o que Malfoy estava falando? Que verdade? Por que ele agiria tão violentamente?'

Harry continuou escutando Lucius Malfoy falar em pânico.

"Nós temos que informar ao Lorde das Trevas. Eu sempre achei que manter aquele ser inútil vivo era perigoso. Eu não acho que nós deveríamos correr o risco. O Lorde das Trevas com certeza concordará. É hora de nós acabarmos com a vida daquele roedor. Peter deveria ser morto imediatamente!"

O moreno afastou-se da porta. A orelha extensível ainda em seu ouvido. Peter! Malfoy disse o nome Peter. Era o mesmo nome citado por Potter. Peter Pettigrew!

Harry escutou o resto da conversa. Bella sugeriu que eles fossem até Lorde Voldemort, assim que ele chegasse no dia seguinte. Malfoy concordou relutantemente.

Harry voltou para seu quarto, ele se sentia exausto. As coisas não ocorreram como ele esperou. O garoto estava certo de que Wormtail ou Peter Pettigrew não existiam. Ele tinha certeza de Malfoy iria provar que nunca existiu nenhum Comensal com nenhum desses nomes. Ao invés disso, o garoto viu o loiro entrar em pânico ao ouvir a menção dos nomes.

O moreno deitou em sua cama e tentou planejar seu próximo passo. Ele iria seguir Malfoy bem cedo, pelo seu rastreador. Harry tinha certeza de que o loiro o levaria até Wormtail, ele queria saber qual era a verdade que esse homem detinha, que o faria querer 'quemar tudo a sua volta'. O garoto caiu no sono, sem saber que sua vida mudaria para sempre depois dessa noite.

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Harry acordou com uma dor em sua cicatriz. 'Oh! Droga, não de novo!' o moreno pensou consigo ao apertar sua testa. A dor foi embora rapidamente e o garoto percebeu que Malfoy já deveria ter contado para seu pai sobre quando ele mencionou Wormtail. Harry xingou, agora seu pai ia querer saber aonde ele escutou esse nome. O garoto decidiu que iria fingir que o nome surgiu em sua mente. O moreno ficou surpreso quando ninguém o avisou de que Voldemort queria falar com ele. Harry levantou-se de sua cama e rapidamente se lavou, ele se vestiu e fez um feitiço para saber aonde Malfoy estava naquele momento. O garoto viu o loiro sair da Mansão e encaminhar-se para o ponto de aparatação, ele rapidamente o seguiu e conseguiu chegar bem na hora para vê-lo aparatando. O moreno de olhos verdes esperou alguns minutos antes de rastreá-lo novamente, ele viu a localização exata do loiro e focou-se na sua aparatação.

Harry sentiu seus pés baterem no chão e rapidamente olhou em volta procurando por Malfoy. O garoto percebeu que estava em um local que parecia ficar há kilômetros de distância de qualquer humano. Haviam árvores em todos os lugares, ele viu o loiro andando cada vez mais entre a floresta e rapidamente saiu correndo atrás do Comensal. O silêncio era completo, não havia nem barulho de pássaros, os únicos sons eram os passos feitos por eles. O moreno continuou seguindo Malfoy, Lucius parou na frente de uma caverna e murmurou um tipo de maldição. Uma luz vermelha envolveu a entrada da caverna e então desapareceu. Harry percebeu que o lugar estava protegido por um feitiço, assim ninguém poderia entrar. Malfoy tinha acabado de retirar as proteções.

Harry seguiu Malfoy, cuidadosamente mantendo alguns metros de distância entre eles. O garoto não podia acreditar o quão fácil era seguir um Comensal do círculo interno e parou dentro da caverna. O moreno conseguiu ver Lucius muito bem, já que ele havia feito o feitiço lumos. A caverna era bem escura e tinha cheiro de carne podre. Harry teve que se segurar para não vomitar a pequena quantidade de comida que havia ingerido. Ele mateve seus olhos atentos na pequena luz que brilhava mais a frente.

De repente a luz desapareceu e Harry encoutrou-se no meio da escuridão. 'Merda!' o garoto pensou, ele escutou o som da voz de Lucius murmurando outro feitiço e logo depois o som de uma pedra se movendo, o garoto correu em direção ao barulho. Harry percebeu que Malfoy estava levitando uma pedra, que era a entrada de algum lugar, ele estava começando a sentir um medo surgindo na boca de seu estômago. 'Eles não podem estar deixando esse tal de Wormtail nesse lugar! Como ele pode sobreviver?'

Harry entrou dentro do novo local e assim que estava lá dentro viu Malfoy fazendo o feitiço lumos novamente. O que o garoto viu quase o fez chorar. O local, uma cela, estava cheia do que parecia e cheirava fezes humanas e restos de ossos de animais. O cheiro era tão repulsivo, que o moreno sentiu seus olhos lacrimejando. Harry tentou se segurar para não sufocar com o cheiro, ele não conseguia respirar direito.

O garoto não viu a pilha de trapos que havia no canto da cela. Quando o feitiço lumos foi feito novamente, ele conseguiu perceber que aquilo na verdade era uma pessoa. Essa pessoa afastou-se da luz e curvou-se em uma pequena bola. Harry ouviu Malfoy rir friamente.

"O que!? Não vai me receber calorosamente?! É por isso que você não tem visitas."

A pessoa não respondeu, mas parecia estar murmurando algo. As palavras de Malfoy confirmaram as suas suspeitas de que aquela pessoa era definitivamente Wormtail, Harry sentiu seu sangue gelar ao pensar no jeito que um dos leais Comensais da Morte de seu Pai, era tratado. 'O que ele poderia ter feito para merecer essa punição?!' O garoto pensou consigo.

"Bem Peter, suas preces foram atendidas. Sua vida patética vai encontrar seu fim." Malfoy levantou sua varinha e apontou para o peito do homem.

Antes que Malfoy pudesse formar as palavras da maldição da morte, Harry o nocauteou com um feitiço Estupefaça, o loiro caiu no chão e ficou parado. O moreno precisava saber quem era esse tal de Wormtail e porque ele estava sendo mantido desse jeito. Ele não podia deixar Lucius matá-lo, não ainda. Harry sabia que precisava reviver o Comensal antes de ir embora, desse modo, seu Pai não iria puní-lo por ter falhado em cumprir uma ordem.

Harry aproximou-se da figura que tremia no chão, assim que chegou bem perto, pecebeu que Wormtail estava sussurrando coisas para si mesmo. Ele nem mesmo havia percebido que Malfoy estava prestes a matá-lo, pois estava preso em seus próprios devaneios. O garoto viu que o homem estava quase careca, vários punhados de cabelo estavam faltando e aparentemente ele não via nem luz do sol, nem água há muitos anos. Wormtail estava muito magro, ele parecia bem frágil e seus sussurros eram ríspidos, como se ele não usasse sua voz há um bom tempo.

Harry não conseguia abrir a boca, por causa do cheiro a sua volta. O garoto pronunciou um feitiço de iluminação, assim não estaria apontando a luz direto para o homem. Assim que a cela acendeu, Wormtail choramingou e tentou proteger seus olhos. Harry sentiu pena do homem, mas ao mesmo tempo, ele sabia que Wormtail deveria ter feito algo muito grave para que seu pai o deixasse desse jeito. Lorde Voldemort não era alguém que perdoava e esquecia, e geralmente seus castigos eram bem severos. Mesmo assim, o moreno nunca tinha visto algo como aquilo.

Antes que Harry tivesse a chance de falar, Wormtail levantou a cabeça e observou o garoto. O moreno não estava esperando que o estranho o reconhecesse, afinal, eles nunca haviam se conhecido, mas o homem arregalou os olhos ao olhar para sua face.

"J-J-James! James, é... você?" Ele perguntou fraquinho. Harry foi pego de surpresa, ele ficou lá parado enquanto o homem arrastava seu corpo fraco em direção à ele.

"James! Oh... James é você! Eu sabia que você viria. Eu sabia. Desculpe-me! Eu estou tão arrependido!" Wormtail começou a soluçar e suas palavras começaram a se enrrolar.

"Eu... eu... eu não queria fazer aquilo! Eu não queria t-trair você, mas o... o Lorde das Trevas... ele não ia me deixar em paz. Ele... ele disse que ia matar você e Lily. Ele queria H-Harry, ele disse que eu-eu tinha uma c-chance. Eu podia entregar Harry à ele e então, ele pouparia vocês. Eu não sou como você e Sirius. Eu não sou forte como Remus. Eu não podia ir contra ele. O Lorde das Trevas disse que ia... que ia me dar poder. Ele disse que ia me fazer ficar forte. Eu sinto muito James! Eu peguei Harry, eu o peguei para Lorde Voldemort!"

Harry ficou lá, escutando todas as palavras que saiam da boca de Wormtail. Ele sentiu seu coração bater tão forte, que seu peito estava começando a doer. Isso não era verdade! Isso não podia ser verdade. Essa pessoa estava, provavelmente, insana. Ele estava trancado nesse lugar por Merlin sabe quanto tempo, isso com certeza afetou seu cérebro. E ele achava que estava falando com James! O garoto percebeu que havia sido um erro ter ido até lá. Potter provavelmente sabia sobre a insanidade de Wormtail e o mandou até lá para que ele ficasse confuso. Harry decidiu que ia embora, Malfoy podia lidar com esse homem. O moreno virou-se para ir embora e sem dizer nada andou até a forma caída de Lucius, com a intenção de revivê-lo.

"Ele prometeu que mataria Harry!" Wormtail sussurrou. O garoto parou e virou-se para o homem que estava ajoelhado.

"O Lorde das Trevas disse que Harry era o eleito, que ele era o profetisado para matá-lo. Ele disse que quando Harry morresse, ele seria invencível. Eu pensei que Harry fosse ser morto. Eu sabia que era errado, mas eu o peguei mesmo assim. Eu percebi que ele era uma criança, apenas quinze meses! Não ia doer tanto como se ele fosse mais velho! Eu pensei que o Lorde das Trevas ia matar ele na primeira noite, mas eu estava errado! James... James ele não matou Harry, ele não o matou. Ele fez uma coisa pior, muito, muito, pior. James, por favor, me perdoe!"

Wormtail começou a soluçar mais alto e nem mesmo percebeu que Harry estava longe dele. O garoto não conseguia impedir o medo que crescia dentro dele. Ele sabia que o homem era louco, ele sabia que o que o homem dizia não podia ser verdade, mas ele ainda assim aproximou-se dele, lutando contra seus pensamentos para ir embora.

"O que? O que ele fez?" Harry perguntou.

"Ele... ele o fez virar um assassino. Ele vai fazer Harry matar por ele. Ele está destruindo a alma de Harry!" Wormtail respondeu, ele estava se balançando para frente e para trás, agarrando suas próprias pernas com suas mãos.

O moreno sentiu seu mundo girar ao ouvir a resposta.

"Ele fez Harry matar pela primeira vez hoje. Ele o fez matar! Eu sabia que isso ia acontcer, mas eu não podia fazer nada para isso parar. Ele tem apenas dez anos. Ele é apenas uma criança, mas Lorde Voldemort o fez matar!" Wormtail continuou murmurando a palavras 'matar' baixinho. Harry finalmente saiu do transe que estava, ao ouvir as palavras do homem.

"Você está mentindo! Você não sabe sobre o que está falando! Eu não comecei minhas missões até meus catorze anos! Não dez! Você está mentindo!" Harry gritou. O homem nem mesmo percebeu as palavras do moreno e continuou repetindo as palavras, 'criança' e 'matar' seguidamente.

"Você está louco! Eu nem deveria estar aqui escutando essas mentiras."

"Mentiras... mentiras... sim, é isso o que ele diz a Harry! Mantiras, ele machuca Harry, machuca ele... machuca ele tanto, mas então ele faz Harry acreditar que é você que o machuca. Mas não se preocupe James, não se preocupe. Eu disse tudo à Harry! Harry sabe da verdade agora. Eu decidi fazer certo o que eu fiz de errado. Eu disse à Harry tudo, eu o vi matando aquele homem. Kenny! Kenny era o nome dele. Ele era um Comensal da Morte e estava pensado em virar um espião para a Ordem. Lorde Voldemort fez Harry assistir a torutura e depois mandou que ele o matasse, foi a primeira morte de Harry. Ninguém estava lá, a não ser, Bella e Lorde Voldemort. Harry estava com medo, mas ele o matou. Harry o matou! Ele é apenas uma criança. Eu vi porque me transformei em um rato e espiei para ver o que estava acontecendo. Eu vi tudo!"

Harry começou a gritar novamente.

"Você está mentindo, isso nunca aconteceu. Eu iria me lembrar disso! Seu mentiroso miserável."

Mas Wormtail continuou falando como se Harry nunca tivesse interrompido.

"Eu espiei para ver Harry. O Lorde das Trevas nunca me deixa ver Harry. Ele disse para eu ficar com os piores Comensais e me proibiu até de tentar ver ou falar com Harry, mas eu desobedeci ele. Eu decidi que ia levar Harry pra casa! Eu nunca quis que Harry fosse um assassino, nunca! Eu disse tudo à Harry. Ele não quis acreditar de primeiro, mas então eu mostrei as memórias verdadeiras. Harry... Harry começou a chorar. Ele não queria mais ficar com Lorde Voldemort. Ele queria ir pra casa! Eu ia levar ele pra casa, mas... mas... eu..."

De repente Wormtail olhou para cima e viu Harry o observando. Sem avisar, o homem deu um impulso para frente e agarrou a mão do garoto. Uma explosão de memórias passou pela mente de Harry e ele foi jogado em um mar de lembranças.

Harry viu a si mesmo quando bebê, sentado no colo de Sirius, puxando seu longo cabelo preto. O animagus estava rindo e fazendo caretas para ele. Em outro flash de memória, o garoto viu as faces sorridentes de James e Lily olhando para ele mesmo com um ano, deixando pequenos beijos em sua face e em sua testa. Em outra memória, Harry viu Wormtail o segurando, enquanto ele estava embrulhado em uma manta. Peter estava irreconhecível, ele tinha a cabeça cheia de cabelos cor de areia e era rechonchudo. O homem o segurou bem forte e saiu pela porta da frente.

O moreno tentou sair dessas memórias, mas encontrou-se preso nelas. Ele sentiu outro flash e viu Lorde Voldemort sentado em frente a Bella, que estava segurando um pequeno montinho em seus braços. 'Avada Kedavra'. As palavras saíram da boca de Voldemort e o garoto viu a luz verde sair em direção ao montinho. De repente a luz verde desviou-se e caiu no chão, fazendo a área ficar com uma luz verde e voltar ao normal novamente. O Lorde das Trevas aproximou-se de Bella e tirou uma criança de dentro de uma manta. Harry viu a si mesmo com um ano tremer ao sentir o ar gelado.

"Eu mudei de idéia. Ele viverá. Ele será criado para obedecer todos os meus comandos. A criança que está destinada a me destruir, me obedecerá. Ele irá ser a chave da minha imortalidade!" Lorde Voldemort disse as palavras claramente e jogou a criança para Bella, que felizmente o pegou. Harry viu outras memórias zunindo, mas elas era muito rápidas. Em uma ele tinha dez e estava correndo com Wormtail, em outra ele reconheceu as paredes da Mansão Riddle e na última ele viu Wormtail no chão gritando e se revirando de dor, enquanto era segurado por Malfoy. Lorde Voldemort aproximou-se e percorreu o dedo em sua bochecha, quase amorosamente.

"Não se preocupe filho, você não vai lembrar de nada disso. Tudo vai voltar a ser como era antes."

O garotinho de dez anos desviou seu rosto de Voldemort e fuzilou-o com o olhar quando as lágrimas começaram a descer.

"Você pode tirar minhas memórias, mas você vai ser pego. Eu vou saber da verdade de novo algum dia e nesse dia você não vai ser capaz de me impedir de deixá-lo." Harry vociferou para Voldemort. O Lorde das Trevas sorriu e apontou sua varinha para ele.

"Fique tranquilo Harry, se esse dia chegar, eu mesmo te mato!"

Houve um flash de luz seguido pelas palavras.

"OBLIVIATE"

Harry saiu das memórias de Wormtail e caiu no chão. O garoto ficou lá, no chão imundo, respirando pesado, enquanto tentava entender o que tinha acabado de ver.

"Isso não pode ser verdade... isso não pode ser verdade. Essas memórias, elas... elas não fazem sentido!" Harry pegou Wormtail pelos seus trapos. O homem estava novamente em seu transe e ficava murmurando 'muito tarde... não pude ajudar Harry... muito tarde.'

"Você está mentindo! Você está mentindo, você é louco, essas... essas memórias, elas não são nada mais do que fragmentos da sua imaginação perturbada! São mentiras! São mentiras!" Harry estava sacudindo o homem a cada palavra. Wormtail nem parecia perceber, ele ficava encarando o chão e nem lutou para se livrar do aperto.

"Por favor, por favor... me diga que é tudo mentira! Por favor, por favor. Ele não pode ter feito algo como aquilo! Ele não mentiria para mim. Ele nunca me machucaria! Por favor... por favor, diga que você está mentindo!" Harry nem mesmo percebeu as lágrimas caindo de seus olhos. Ele tentou fazer o homem falar de novo, mas não conseguia, o bruxo parecia estar exausto. O garoto o soltou e se levantou.

Harry não ia acreditar nele. Era óbvio que esse Comensal já estava trancado há muito tempo. Ele estava doido, sem noção nenhuma das coisas e as memórias que ele lhe mostrou poderiam ser reais em sua mente, mas falsas na realidade. O garoto virou-se para sair da cela e nem mesmo parou para reviver Malfoy.

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Harry não sabia como chegara ali, mas encontrou-se na frente da Mansão Potter, de novo. O garoto precisava encontrar a verdade, aquelas memórias não podiam ser verdade. Ele nem mesmo sabia o que estava procurando, talvez alguma prova de que os Potters não se preocupavam com ele. Harry aproximou-se da casa, um rápido feitiço localizador mostrou que ninguém estava lá. O moreno abriu a porta da frente com um Alohomora e entrou.

Harry foi direto para os dormitórios do segundo andar. Ele lembrou onde costumava dormir, era no pequeno sotão, o lugar era tão frio que o gartoinho de quatro anos nem memos conseguia dormir. Antes que o moreno fosse para o sotão, ele entrou no dormitório principal. O garoto tinha sentido uma quantidade grande de magia vindo de lá, ele parou e ficou encarando a porta do quarto. Por que havia tanta mágica vindo desse lugar? Talvez era algo com ele. Harry lembrou de quando Damien disse que seus pais o manteram em segredo. Talvez, esse era o lugar onde eles esconderam tudo sobre ele. Eles com certeza não manteram o sotão como era, o cômodo deveria estar limpo. Talvez era algo que havia no quarto. Harry podia dizer que a aura mágica era de feitiços para esconder coisas.

Harry entrou no dormitório principal, o cômodo era relativamente grande e bem decorado. O garoto nem se importou em ver as fotos ao lado da cama, ele estava procurando de onde vinha a aura mágica. Aparentemente vinha de uma parede. O moreno andou até ela e colocou sua mão sob a superfície, a parede era de concreto, mas Harry sabia que ela não ficava bem ali. O garoto pegou sua varinha e usou um 'finite incatatum', mas não funcionou. Harry então olhou para a parede de novo, ele ficou confuso por um momento e pensou em como iria revover a ilusão que estava ali, para poder conseguir ver o que estava escondido.

Harry usou outro feitiço. Esse era muito mais forte que 'finite incantatum'.

"FINITE TRESPASSTRAIN"

A parede cor creme começou a dissolver e Harru viu um enorme espaço atrás dela. Haviam mais ou menos umas vinte a trinta caixas empilhadas, o garoto rapidamente pegou a primeira que estava ao seu alcance. A caixa estava cheia de coisas de Lily e James quando ambos frequentavam Hogwarts, haviam distintivos, certificados e de tudo um pouco. O garoto sentiu uma dor de cabeça se aproximando e rapidamente trocou de caixa, essa também estava cheia de bugingangas. Foi só quando ele pegou uma das caixas que ficava mais para baixo que o moreno viu algo haver com a sua vida.

Harry abriu a caixa que estava cheia de roupinhas de bebê. O garoto observou-as e pensou que eram de Damien. Elas pareciam ser bem caras e pouco usadas. Foi quando o moreno viu as letras 'HP' bordadas nelas. Ele sentou e as analizou. Por que os Potters guardariam suas roupas de bebê? Eles o odiavam!

O garoto pegou outra caixa e o que ele viu fez seu coração apertar. Dentro dela haviam vários presentes. Harry pegou um deles e viu um cartão pendurado, ele leu.

'Feliz Aniversário de 3 anos, Harry'

O moreno sentiu como se o vento o tivesse nocauteado. Ele rapidamente tirou todos os presentes e começou a ler os cartões. Todos tinham mensagens do estilo 'Feliz Aniversário, Harry... Feliz Natal, Harry.', o garoto segurou um grande presente com um pergaminho aonde estava escrito 'Feliz Aniversário de 2 anos, Harry, nós sentimos muito a sua falta', ele derrubou o presente, que caiu com um estrondo no chão. Harry não conseguia acreditar. Todas essas caixas não tinham nada além de presentes para ele. Eles eram de Aniversário e Natal, haviam quinze de cada. O moreno percebeu que os Potters compraram um presente para ele no último Natal também, mesmo depois do ele fez com James. Harry percebeu com um choque que haviam presentes para ele, desde seus dois anos, foi então que ele comprovou o sequestro. Ele foi retirado dos Potters quando tinha quinze meses. As memórias dos abusos e sua fuga aos quatro anos, era mentira!

A última caixa que Harry abriu, provou que sua vida inteira foi uma mentira. Haviam vários albuns de fotos. O garoto abriu um que tinha uma cor marrom e viu páginas e páginas de fotos com um pequeno bebê de cabelos bagunçados e olhos verdes, sendo abraçado e beijado por seus pais. Harry observou as fotos com lágrimas nos olhos. Lágrimas que ele nem percebeu que estavam descendo.

Uma foto em particular fez o garoto parar para observar. Era uma foto de James jogando o bebê Harry para o ar e o pegando novamente. O bebê ria com vontade e quando caía James o beijava no nariz. O coração do moreno apertou de modo doloroso ao assistir a cena. Em outra foto o bebê Harry estava deitado em seu berço e James e Lily estava debruçados sobre ele e sussurravam palavras amorosas. O garoto leu os lábios da mulher e viu que de fato ela estava sussurrando um feitiço protetor, assim ninguém podia lhe fazer mal. Era um feitço comum e fácil de ser reconhecido.

Outra foto mostrava Sirius o segurando e brincando com ele, Remus também estava lá e o bebê parecia responder bem à ambos. Harry ainda não tinha trocado nem duas palavras com Remus. O garoto viu outra foto na última página, nela James e Lily o seguravam quando bebê e acenavam para a câmera. Sem nem saber porque, Harry empurrou, violentamente, as caixas para dentro do local atrás da parede e executou o feitço de esconder novamente, assim ninguém poderia saber que ele esteve ali.

O moreno levantou-se silenciosamente e saiu de Godric´s Hollow. Ele precisava de respostas e precisava agora!

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Harry entrou como uma tempestade na Mansão Riddle, ele foi direto para a câmara de seu pai. O garoto sabia que não era uma boa idéia confrontar Lorde Voldemort em uma hora dessas, ainda mais quando não estava conseguindo nem se controlar, mas ele já tinha perdido o medo das consequências. Harry precisava saber da verdade. Assim que abriu a porta e entrou no cômodo, percebeu que Voldemort não estava lá. O moreno lembrou que o Lorde das Trevas estava em alguma reunião hoje e não iria voltar até de noite.

Harry saiu violentamente com o intuito de achar Bella. O garoto entrou no quarto da mulher e a encontrou sentada em sua mesa. Ele não sabia como iria arrancar a verdade, mas mesmo assim parou na frente dela, seus olhos esmeralda brilhavam em fúria, seus punhos estavam fechados. Bella levantou-se imediatamente e correu até ele.

"Harry! O que aconteceu? Por que você está tão chateado? O que aconteceu?" Bella perguntou ao se aproximar.

Harry continou encarando a mulher, incapaz de falar algo devido à sua raiva.

"Por quanto tempo?" Harry conseguiu dizer com os dentre cerrados.

"O que?" Bella perguntou confusa.

"Por quanto tempo vocês esperavam que eu acreditasse em suas mentiras!?" Harry perguntou. Bella se afastou.

"Harry! Sobre o que você está falando?" A mulher tentou perguntar.

"Você sabe exatamente sobre o que eu estou falando! Você estava lá! Eu vi você com ele. Vocês dois mentiram para mim!"

Harry lembrou exatamente quando Voldemort o jogou para Bella. Mesmo que a mulher o tenha pego, ela ainda assim aparentava não estar nem aí para o bem estar da criança. Bella o segurou quando o Lorde das Trevas lançou a maldição da morte contra ele. Ela estava lá quando Voldemort fez o garoto de dez anos matar um Comensal, mesmo com ele não querendo fazer tal coisa.

Bella parou na frente de Harry, sua mente lembrando das palavras do garoto. 'Ele não pode ter descoberto, não é possível' ela pensou desesperadamente.

"Quem foi?" Harry perguntou baixinho, mas com uma voz mortal.

"Quem?" Bella repetiu, novamente confusa com a pergunta.

"As pessoas que me machucaram. As pessoas que fingiram ser os Potters! Eu sei que as memórias são reais, eu posso senti-las. Elas não são falsas! Portanto, me diga quem são?" Harry perguntou de novo.

A mulher estava incapaz de responder, já que tentava lutar contra ela mesma.

"Diga-me!" Harry gritou e levantou sua varinha.

O garoto nunca quis que isso acontecesse, mas com a sua raiva subindo cada vez mais e o comando sendo dado diretamente para Bella, causou com que as memórias do abuso dele fossem reveladas. Harry sentiu sua mente ser novamente preenchida com lembranças de outra pessoa, ele viu alguns flashs rápidos da verdade. O moreno viu a si mesmo com três anos correndo pela cozinha de Godric´s Hollow, mas ao invés de James e Lily, ele viu Lorde Voldemort e Bella sentados na mesa. Foi Voldemort quem bateu nele aos três anos. Foi Voldemort quem bateu nele sem misericórdia com o cinto quando ele tinha quatro anos. Harry viu Lucius aparecer na porta da cozinha fingindo ser Sirius. O garoto afastou as memórias de sua mente, mas não antes de ver Lorde Voldemort segurando sua mão dentro do forno.

Harry olhou para Bella, ela parecia surpresa por não ter conseguido reter suas memórias. O moreno levantou-se e ficou em silêncio por um momento, incapaz de se mover. Sua vida inteira era uma mentira. As lembranças de Bella mostraram a verdade por trás de seu abuso. Eles o abusaram e fizeram parecer que foram James, Lily e Sirius. Harry ou qualquer outra pessoa não poderiam saber que a memória foi alterada, já que tudo foi feito quando o garoto era muito novo e sua própria mente as fizeram reais. Ninguém que olhasse para elas, saberia das alterações ou dos sinais de modificação. Bella de qualquer modo, lembrava de tudo como as coisas realmente eram.

Harry segurou sua varinha e tentou fazer sua mente entrar no lugar. Ele não sabia o que fazer! O garoto se virou e saiu do quarto.

"Harry! Harry. Não, espere. Eu posso explicar." Bella chamou. Ela correu até a porta e pegou sua própria varinha. A mulher sabia que precisava impedir Harry de ir embora.

"OBLIVIATE" Ela gritou ao apontar sua varinha para as costas do garoto.

Harry sentiu o feitiço zunindo em sua direção e levantou seu escudo bem há tempo. A bolha azul o envolvey e absorveu o feitiço Obliviate. O garoto se virou e lançou um Expelliarmus em Bella, conseguindo acertá-la com sucesso. A mulher ficou lá parada e indefesa, ela estava certa de que Harry ia matá-la, mas o moreno tornou a virar de costas e saiu andando. Ele estava quase saindo da Mansão.

"Harry! Não! Harry!" Bella gritava.

"PARE ELE!" Bella gritou para os Comensais que estavam próximos à porta.

Os Comensais olharam para ela e então para Harry e pensaram que era algum tipo de piada. Quando Bella gritou novamente, eles perceberam que algo estava errado, quando tentaram parar o garoto, ele apenas sinalizou com as mãos e os três Comensais saíram voando para a direção oposta.

Bella assistiu Harry sair e desaparecer.

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O moreno saiu correndo de volta para a caverna onde estava Wormtail, ele já não sentia nenhuma lealdade em relação àquele homem horroroso. Era por causa daquele homem que sua vida foi destruída, ele o retirou dos braços de seus pais, ele o levou até Voldemort. Aquele homem era responsável por ele não ter tido nenhuma infância. Wormtail foi quem ficou assistindo o filho de seu melhor amigo ser transformado em um assassino. Harry esfregou os olhos com raiva ao pensar no falso amor que Voldemort e Bella mostraram à ele quando criança. O tempo inteiro eles o usaram, eles nunca o amaram. Ambos o machucaram quando criança, eles o fizeram passar fome, bateram nele e o fizeram se sentir um inútil. Os dois fizeram isso para que ele virasse um assassino.

Harry aproximou-se da entrada da caverna e viu que os feitiços protetores não foram recolocados. Ele sentiu medo novamente, tinha deixado Malfoy com Wormtail! O garoto correu até a cela que guardava o homem, mas assim que entrou viu que era tarde demais. Peter estava morto e Malfoy tinha ido embora. O moreno parou na frente do corpo de Wormtail, ele odiava o homem com todas as forças de seu ser e vendo sua punição, o modo como ele viveu, o fez sentir que era muito bem merecido. Esse homem traiu seus pais, ele arriscou uma vida inocente e em retorno recebeu uma prisão no pior lugar do mundo. Harry percebeu que Peter ficou ali por seis anos, já que, como ele mesmo disse, foi capturado quando tentou levá-lo para casa. Lorde Voldemort deve ter pensado que isso era pior que a morte, então o prendeu ali. Como esse homem sobreviveu seis anos desse jeito era um mistério para Harry.

O moreno andou para fora da caverna e vagarosamente entrou na floresta próxima. Ele estava perdido e não tinha lugar nenhum para ir. O garoto não podia voltar para seus pais, por mais que quisesse ir e fazer as pazes com os Potters, ele sabia que não teria a menor chance. O Ministério não o deixaria se explicar e mesmo se deixasse, o que ele diria?! E por que eles acreditariam nele?! Ele havia traído a todos quando escapou de Hogwarts. O ataque ao Expresso era outra coisa que deixou tudo pior. O Ministro estava trás do garoto por muitas coisas, mas acima de tudo, ele queria fazê-lo pagar pelas mortes dos Longbottoms. Harry poderia trazer Frank e Alice de volta facilmente. As memórias deles poderiam ser trazidas de volta, já que o moreno não os obliviou, ele apenas trancou as memórias com feitços poderosos. Porém, ele não podia fazer isso. O garoto não arriscaria a vida do casal novamente. Voldemort mandaria alguém e descobriria que a missão não foi completa. E sobre Nigel?! Harry não podia deixar ninguém machucar a criança. Não, tudo ficaria como está. Os Longbottoms gostavam da vida como John e Fiona. Eles seriam mantidos fora dessa bagunça.

Harry nunca mais voltaria para Voldemort, ele preferiria ser pego pelo Ministério do que voltar para ele. O garoto sabia o que acontceria com ele. Assim como antes, Lorde Voldemort apagaria de sua mente as lembranças que ele não quisesse mais lá. Harry não se deixaria ser manipulado novamente, ele nem mesmo percebeu que havia anoitecido e continuou andando sem rumo. O moreno não sabia o que fazer, mesmo ir até Dumbledore não era mais uma opção. Ele não queria deixá-lo com problemas no Ministério também. Fudge ficaria feliz em jogar várias pessoas em Azkaban, por terem lhe ajudado.

Harry não percebeu que havia saído da floresta e agora andava em um caminho escuro. Ele apenas percebeu algo quando sentiu um feitiço sendo sussurrado. Instintivamente, o garoto levantou seu escudo, que apareceu bem há tempo de bloquear o obliviate. O feitiço bateu na capsula azul e desapareceu. Harry ficou lá parado, enquanto via várias pessoas, todos estavam com vestes pretas e ficaram a sua volta. O moreno olhou para os homens máscarados e sentiu seu sangue ferver.

Harry viu apenas duas figuras que não usavam máscaras. Ele olhou Bella e Malfoy de modo gelado. A mulher o observava quase que arrependida, Malfoy entretanto, o olhava com raiva.

"Venha Príncipe! Você tem que voltar para casa conosco!" Malfoy disse com uma voz imponente. Harry viu que todos os Comensais tinham suas varinhas apontadas para ele. O garoto já estava com seu escudo levantado, caso outro obliviate fosse lançado.

"Casa? Eu não tenho casa, não tenho um lar, Malfoy. Graças à você!" Harry vociferou.

"Harry, você não pode acreditar no que aquele rato do Wormtail disse à você. Ele estava louco. Ele tentou machucá-lo quando criança, por isso ele foi preso..." Malfoy parou de falar quando o garoto começou a gritar.

"PARE COM ISSO! PARE DE MENTIR PARA MIM!"

"Nós não estamos mentindo! Pare com essa infantilidade e volte para casa. O Lorde das Trevas vai voltar e então vai querer falar com você." Malfoy continuou rispidamente.

"Eu nunca vou voltar para ele!" Harry disse com veneno.

"Harry! Por favor, o que você acha que vai acontecer se você agir assim? Ser teimoso não vai fazer você ir à lugar nenhum. Você realmente acha que o Lorde das Trevas vai deixá-lo ir embora?! Por favor, volte para casa. Tudo vai voltar ao normal! Você vai ver" Bella disse com urgência.

"Voltar ao normal? O que é normal Bella? Quantas vezes vocês vão limpar minha mente para preenche-la de novo com mentiras?"

"Pare com isso! Você está agindo como uma criança! Nós não cuidamos de você? Nós não nos preocupamos com você, durante todos esses anos? O Lorde das Trevas deixou você viver, ele o fez ficar forte. Você não pode agradecer desse jeito, fugindo dele e o deixando no meio de uma guerra!" Bella disse com raiva.

"Cuidar de mim? Se preocupar comigo? Oh! Claro que vocês fizeram isso, mas por pura ganância. Você cuidaram de mim, para que eu permanecesse leal. Vocês me manteram vivo, pois assim eu mataria por vocês. Ele me fez forte, pois assim eu enfraqueceria os inimigos dele. Voldemort não fez nada por mim, ele apenas me usou para o seu propósito!" Harry disse.

"O que eu supostamente devo dizer à ele? Como eu vou explicar sua ausência?" Bella perguntou com raiva.

Harry olhou para ela por um momento antes de responder.

"Diga que eu cansei! Que eu não sou mais a marionete dele."

Dito isso o garoto pegou e arrancou a corrente com o pingente prata, que estava em volta de seu pescoço. Ele segurou a Horcrux por um momento antes de jogá-la no ar. Os Comensais observaram a cena chocados. Os olhos esmeralda de Harry ficaram negros por um momento e ele se concentrou no pingente. De repente a Horcrux explodiu em chamas. Bella e Malfoy gritaram em horror. O fogo consumiu o pingente inteiro e ele virou cinzas.

Bella e Lucius viraram furiosos na direção do moreno, mas viram que ele havia desaparecido.

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