Capítulo 37 – Desculpas Superficiais
Tradutora: Ju Martinhão
Rosalie POV
Isso não estava acontecendo comigo. Isso não podia estar acontecendo.
Eu corri através da espessa margem de árvores com os meus olhos diretamente fixos. Eu não queria nenhuma distração. Eu, Rosalie Lillian Hale, nunca… peço desculpas. Mas eu acho que era o que eu estava fazendo - pedindo desculpas, bah!
Não foi minha culpa que o vira-latas perdeu o controle, foi? E exatamente quando eu saí para limpar a minha cabeça, ELE aparece! Para 'ganhar controle', por que ele teve que vir aqui? Por que ele não poderia simplesmente nunca ter nascido? Por que ele teve que se impor em minha vida, assim como Bella fez? Por que tudo isso sempre acontece comigo? Será que eu mereço este purgatório?
Eu sei que talvez eu não deveria ter sido tão... rude. Mas, por que Edward tinha estado tão pronto para rasgar a minha garganta? Ele sabia que poderia transformá-la. É o que ela queria. E ele sempre quis o que ela queria. Portanto, em retrospecto, ele deveria estar me agradecendo. Sim, ele deveria estar me agradecendo. Mas ele não estava - eu sempre soube que ele era muito vaidoso.
Depois de dizer a mim mesma que Edward estava errado – isso não me deu a satisfação de costume. Minha regra, você é superior a todos os outros, todos eles estão abaixo de você. A idéia de colocar toda a culpa sobre o lobo, Edward e Bella, só me fez mais enjoada. Algo estava me dizendo que era de outra maneira neste momento, mas recusei-me a pensar sobre isso. Eu estava sempre certa. Eu era Rosalie Lillian Hale, nunca feita de idiota. E eu não queria começar agora.
E, no entanto, aqui estava eu. Rastejando de volta para eles, com meus argumentos de desculpas, meu estômago agitado de uma maneira diferente, como se eu tivesse vontade de cuspir.
Aproximei-me da gigante casa branca com uma careta.
Lizzy POV
Eu soluçava secamente na camiseta da mamãe - eu chorei tanto que eu não podia mais chorar, eu não era nada mais do que um amontoado tremendo em seus braços. Ela silenciosamente me abraçou, sabendo por experiência que nenhuma palavra poderia ajudar com isso.
Por quê? Por que ele foi embora? Eu pensei que ele tinha sofrido imprinting - eu pensei que ele me amava. Eu o amo. Eu não poderia viver sem ele! Eu sabia disso, eu simplesmente sabia disso. Eu disse isso à mamãe, mas ela só balançou a cabeça, o que me enviou em mais soluços. Como eu poderia? Eu sabia que mamãe sobreviveu… mas ela tinha Jacob. Ela havia falado que Jacob foi a única coisa que a mantinha sã e saudável nos primeiros meses - mas exatamente quando ela tinha acumulado forças suficientes para se dar bem, a atitude de Jacob mudou. Mesmo assim, eu não tinha o que mamãe tinha. Jacob não foi o melhor, mas pelo menos ele estava lá. Eu não tenho ninguém para ser minha muleta.
Quando você se apaixona, é como se a pessoa que você ama é a única coisa prendendo você ao longo de um poço escuro, se ele vai embora, você pode cair no vazio. Quando ele deixa você... é como deixá-lo cair, deixando-o simplesmente para cair na escuridão profunda, onde o sol não brilha. Você não pode ver nada, você não consegue sentir nada, exceto a sensação horrível de claustrofobia envolvendo você.
Lembrei-me de quando eu percebi que eu gostava dele.
Todas as coisas que aconteceram foram mágicas, eu ainda tinha os bilhetes que ele tinha escrito na minha memória.
(N.A.: isso também é muito especial para mim porque eu estou relendo agora o que eu tinha escrito sobre como ela começou a gostar dele e agora… ele se foi, isso é triste! Estou prestes a chorar! E acabei de ler a parte onde eles se beijaram na sala de música, e isso sou eu. Estou cobrindo minha boca com a minha mão e eu estou gritando como um idiota dizendo "eu escrevi isso!")
Acredite em mim, você está longe de ser estúpida.
Eu me afundei mais fundo na camiseta da mamãe envolvendo meus braços ao redor do seu torso e agarrando-me ainda mais apertado nela.
Você não terá que se preocupar em ser machucada pela treinadora – ou qualquer um, de qualquer maneira – comigo por perto.
Eu não tenho uma namorada; quem disse que você não é Julieta?
Eu estava certa, afinal. Eu não sou Julieta. Nem nunca seria, eu nunca serei a Julieta de alguém novamente. Eu acho que esse tipo de coisa corre pela família, certo? Eu imediatamente repreendi-me por esse pensamento, que era uma coisa terrível de se pensar. Se isso não tem nada a ver com a família – isso é Jacob, ele foi o único que ferrou tudo. Não importava que ele estivesse morto - a culpa era dele! Tudo culpa dele!
Eu suspirei pesadamente - mesmo que ele fosse um homem mau, ele não tinha nada a ver com o meu problema atual. Maldição. Era apenas tão fácil culpá-lo por tudo.
Me encontre na sala de música durante o almoço.
Este bilhete em particular me enviou em risos incontroláveis. Mas eles não eram felizes. Eram mais como risos loucos/insanos. Isso foi quando nós tivemos "oficialmente" "começado juntos" como um casal e eu havia descoberto sobre o imprinting. Eu estive tão contente depois daquele momento - até agora. Eu tinha sido mais feliz do que estive há muito tempo.
Lembrei-me disso com clareza cristalina.
Flashback
Me encontre na sala de música durante o almoço.
Eu olhei para o teto e imaginei que Deus estivesse ali e sussurrei, "obrigada". Eu soltei um gritinho e fechei meu armário, colocando o bilhete no meu bolso.
Quando chegou a hora do almoço eu deslizei para a sala de música e esperei. Senti uma mão quente tocar no meu ombro. Eu me virei e senti meu coração inteiro novamente.
"Dean." Eu sussurrei.
"Há algo que nós precisamos conversar." Ele disse com firmeza, oh não. Ele deve ter notado a minha atitude perseguidora; ugh, eu sou tão idiota tão ferrada!
"Olha, Dean, eu..."
"Por favor," ele respirava instavelmente. "Me deixe falar." Imediatamente eu fiquei em silêncio.
"Olha." Ele tomou uma respiração profunda. "Isso não vai ser fácil pra mim, você é inteligente o suficiente para saber que caras não gostam de demonstrar seus sentimentos e toda essa baboseira, mas..." Ele parou, fechou os olhos e deu um suspiro. Meu coração se inchou na esperança de que ele poderia gostar de mim.
"O.K., bem..." Ele parecia frustrado. "Você conhece as lendas Quileute?"
"Sim, é claro que eu conheço".
"Bem, você sabe que supostamente somos descendentes de... Lobos?" Sim, e que se transformam de verdade em lobisomens e que eu tenho um parentesco com todos os lobisomens da matilha, oh, e eu mencionei que meu pai era um lobo? Estas não eram coisas que eu poderia simplesmente revelar na sua frente.
"Uh-huh…" Eu disse hesitante.
"Bem, uh..." Ele começou a brincar com seus dedos; eu ansiava por ele tocar os meus dedos.
"Dean, apenas coloque para fora, eu posso lidar com isso." O suspense estava se tornando demais para mim
Determinação dominou seus olhos e ele pegou minhas mãos nas dele.
"Lizzy. Eu te amo, eu mais do que te amo. E-eu sofri imprint." Puta merda louca! E-ele me amava? Lágrimas se acumularam nos meus olhos enquanto eu repetia as palavras na minha cabeça. Mas, espera, ele sofreu imprint?
"Eu pensei que só os lobos poderiam sofrer imprint." Eu disse a ele.
"Sim." Ele não disse mais nada.
Levou-me um segundo para que isso estalasse em minha cabeça.
Lobisomem. Dean era um lobisomem. Ele fazia parte da nova geração de lobos da qual mamãe estava me contando. O tremor... o calor... a audição ... a... tudo... Oh. Meu. Deus.
"Lobisomem?" Sussurrei. Ele balançou a cabeça.
Ele era um lobisomem, o meu amor era um lobisomem. Eu o amava, mas eu podia realmente amar alguém que era a mesma criatura que meu pai?
Eu olhei nos olhos dele e não vi nada além de carinho – sem contar a preocupação - e eu tive a minha resposta. Eu malditamente poderia bem – ser amada e amar um lobisomem. Dean. Ele me disse que me amava e eu o amava, a única coisa que nos afastava de ficar juntos – neste momento – era eu mesma.
"Eu..." Quantas vezes eu sonhei com ele admitindo seu amor por mim? Muitas para contar.
"Está tudo bem. Eu entendi." Ele começou a se levantar, seus ombros caídos para a frente e eu pensei ter visto uma lágrima se formando no canto dos seus olhos. Não. Não havia nenhuma maneira que eu iria deixá-lo ir depois quando eu finalmente o tinha.
Levantei-me depois dele - eu não tenho certeza de qual parte de mim me incentivou a tomar esta decisão, minha insanidade, ou minha lógica - mas não importa por que eu fiz isso, a única coisa que importava é que eu fiz isso.
Agarrei-o pelo ombro e girei-o; choque estava claro em seu rosto e eu sabia que tinha de atacar enquanto o ferro estava quente, era agora ou nunca. Eu fechei meus olhos, fiquei nas pontas dos pés e colei meus lábios aos dele.
Eu não chorava mais… perder-me em lembranças felizes ajudava… um pouco.
Subitamente, mamãe enrijeceu comigo em seus braços – trazendo-me de volta para a terrível realidade que é a minha vida.
"O que é, mamãe?" Eu perguntei com voz rouca.
"Fique aqui." Ela sussurrou para mim.
"Você se lembra o que aconteceu da última vez que você me disse para 'ficar aqui'?" Eu disse cinicamente e com mais frieza do que eu pretendia.
Ela respirou fundo e olhou para a porta. "Ah... bem, isso não é perigoso, eu acho." Ela suspirou enquanto pegava a minha mão.
Ela me levou para fora da porta e desceu as escadas no mesmo segundo, com sua cabeça balançando para frente e para trás tão rápido que eu não podia vê-la.
"Edward." Ela afirmou (isso parecia ser um sinal de chamada) quando tínhamos descido as escadas. Ela me segurou mais apertado ao seu lado em sua mão de ferro, a minha respiração ficou mais pesada.
Eu, portanto, não precisava de outra preocupação sendo empurrada goela abaixo.
Edward apareceu ao seu lado e deu-lhe um olhar de compreensão, ele também olhou para mim com um olhar de tristeza - eu estava recebendo muitos desse ultimamente.
"Talvez devêssemos começar tirando Lizzy daqui-" Mamãer ofereceu.
"Não, ela precisa estar aqui para isso." Ele declarou solenemente. Ela apenas balançou a cabeça.
"O que-" Eu comecei, mas fui cortada pela mamãe me pegando e me movendo ruidosamente para fora. Eu odiava quando ela fazia isso.
O resto da família estava do lado de fora (menos tia Rosalie), situando-se em uma linha.
"Rose." Carlisle abordou, diretamente entre as árvores. Eu virei meu olhar para a vegetação pesada – e não vi nada. Eu continuei a olhar até que eu finalmente vi um pedaço de uma coroa loira vindo de trás de uma árvore.
Tia Rosalie caminhou para a frente, com uma careta enjoada costurada ao seu rosto que nunca mudava. Eu sempre olhei para sua aparência com respeito e admiração - mas agora eu só via uma concha vazia com uma enganosa carapaça.
Ela pareceu surpresa ao ver mamãe - como uma vampira. Eu queria zombar dela, só ela teria a decência de se distrair com o que ela causou.
"Diga o que você tem a dizer, Rosalie." Edward ordenou em voz baixa, eu quase não consegui ouvir.
Ela fechou os olhos por um segundo antes de reabri-los. "Eu vim para dizer... eu vim para dizer... que eu sinto muito que o vira-latas perdeu o controle." Ela resmungou. Raiva pulsando através de mim, eu senti meus olhos se encherem de lágrimas de raiva, somente ela teria o ego para culpar Dean por isso. Especialmente quando ele nem estava aqui.
"Eh." Eu fiz um barulho, para se assemelhar ao zumbido de um game show. "Resposta errada, tente novamente." Minha voz escorria com sarcasmo. Agora eu sempre tinha sido ensinada a respeitar os mais velhos, mas não ouvi repercussão ao meu comentário.
"Desculpe-me?" Ela perguntou com uma voz chocada.
"Você me ouviu." Eu disse.
"Você, mocinha-"
"Você NÃO é minha mãe, não me chame de 'mocinha'. Agora, por que você está aqui mesmo?" Senti o poder retornando a mim. Devagar, mas com segurança.
"EU ESTAVA aqui para pedir desculpas, mas você parece que não quer." Ela disse com altivez.
"Você vê, tia Rosalie – que é onde você está errada, eu quero isso, mas não vou agir sobre isto. Eu não vou desmoronar e perdoá-la. Você fez Dean perder a confiança em si mesmo, você o fez ir embora. Você fez mamãe virar uma vampira antes que ela quisesse - não foi a escolha dela. Você me fez o que eu sou agora. Você fez Dean me deixar. Você me fez uma pessoa quebrada. Você me matou. Agora, tia Rosalie, eu faço essa única pergunta. Por quê? Eu sendo a prole de Bella enfureceu-a tanto que você teve que fazer isso? Eu estando relacionada a um 'vira-latas' jogou-a na profundeza extrema?"
"Eu não vou me sujeitar a essa humilhação." Ela declarou.
"Ótimo, então a estrada a aguarda." Fiz um gesto para a sujeira e musgo cobrindo a estrada.
"Eu-" Ela começou a falar. Mas havia um silêncio repentino entre os familiares. A cabeça de todos virando ao redor em torno de uma direção.
Olhei para o verde e tentei encontrar exatamente o que eles estavam olhando, houve um coro de rosnados ecoando pela floresta, assim como uma estranha sensação de estar cercado.
Eu comecei a girar ao redor para ver o que estava acontecendo, meus olhos vasculharam as plantas.
Pêlos começaram a correr através das árvores e galhos, eram os Quileute.
E algo me disse que eles não estavam aqui para fazer uma visita.
N.T.: OMG, essa tensão não acaba nunca! Adorei a "bronca" que a Lizzy deu na Rose, nem assim ela se toca que está errada, será que alguma coisa mudará até o final? E a "visita" dos lobos, o que acham que vai acontecer?
Isa: logo logo vc terá respostas para todas as suas perguntas. Continue acompanhando pq está quase no fim.
Daia Matos: aí está mais um cap., pena que a fic está quase acabando... :(
Giuh Cullen: que bom que vc gosta da fic, aí está mais um cap. "fresquinho". Agora só restam mais 2 caps. e ela terminará...
Jeh Paixão: essa fic deixa a gente com o coração na mão com tanta confusão. Obrigada pelas reviews, que bom que mesmo com a faculdade vc tem tempo de aparecer e comentar por aqui... J
Obrigada tb à Soraya, Diandra e MrSouza Cullen pelos comentários deixados!
Apenas mais 2 caps. para o fim! Continuem deixando reviews!
Bjs…
Ju
