Capitulo 37
Cuddy levanta-se de modo que a amiga pudesse vê-la. Flora acena de volta. E a médica senta-se. Luna engole seco, e vira-se bem no momento que a grande amiga da sua mãe chega à mesa.
Flora: Lisa Cuddy! Ou seria doutora Cuddy?
Cuddy levanta-se para abraçar a velha amiga fortemente.
Cuddy: Pra ti sempre será Lisa! Saudades!
Flora olha carinhosamente para a Luna. A jovem levanta e trocam um abraço.
Flora: Hum. Essa jovem linda deve ser a Luna. É sua cara Lisa. É como se tivesse regredido aquela época em Michigan.
Luna: Todos dizem que sou parecida com minha mãe.
Flora senta-se. Mãe e filha também.
Flora: Lisa é a jovem mais determinada que conheci. Quando lhe tiraram dos braços dela. Ela me disse que não desistiria jamais de lhe encontrar. Fico feliz ao saber que finalmente mãe e filha estão juntas.
Cuddy: As coisas finalmente se acertaram.
Flora: Você e o Greg também?
Cuddy: Também.
Flora: Continua o mesmo sarcástico e egocêntrico?
Cuddy: É o charme dele.
As três riem.
Flora: Espero que a Luna não tenha puxado ao gênio do pai.
Cuddy: Tarde demais.
O garçom já havia trazido o prato pedido por elas. Todas optaram por uma massa leve com molho de tomate e manjericão. Cuddy e Flora pediram vinho suave tinto italiano e Luna ficou com suco de abacaxi com hortelã. O papo ainda rolava durante o almoço.
Luna: Como vai ser esse teste?
Flora: Um musical está selecionando dançarinas. O coreografo vai lhe pedir para mostrar alguns passos. Não é nada muito complicado. Passando vai ter muitos ensaios até o musical está em cartaz. Mas, é um musical que terá destaque e fazendo parte dele outras portas vão se abrir.
Luna: Hum.
Cuddy: Relaxa Honey. Vai se sair bem.
Flora: Pelo que a Cuddy me falou. Vai se sair bem. E logo seremos colegas de trabalho.
Luna: Vai participar do musical?
Flora: Não. Ultimamente estou dirigindo outro espetáculo.
Cuddy: E os meninos como estão?
Luna: Meninos?
Cuddy: A Flora tem dois filhos. Gêmeos.
Flora: Dois garotões de 12 anos. Vão bem. O David chegou essa semana dizendo que está namorando. Vê se posso com isso. Saiu da minha barriga outro dia.
Cuddy: Pior é comigo. Eles têm 12 anos. A Luna tem 20.
Flora: 20?! Nossa parece que foi outro dia que comprei aqueles testes de farmácia.
Luna olhava as duas mulheres tricotando. E o jeito carinhoso como a Flora descrevia como a sua mãe estava feliz durante a gravidez. Do quanto a amava mesmo antes de vê-la. Mesmo tendo que esconder de todos que a esperava. Havia sofrido por anos sem conhecer sua mãe. Mas, o sofrimento da Cuddy fora bem maior. Como odiava as pessoas responsáveis por toda essa angustia.
Após almoçarem as três seguiram para um teatro na Broadway.
XXXX
Luna havia trazido uma mochila com uma roupa mais apropriada para dançar e uma sapatilha. Aquecia-se enquanto outras jovens se apresentavam em um palco. O mesmo era enorme. Nunca tivera em um palco de teatro e só de estar ali já tremia. Tentava pensar na sua mãe e no Jesse, no quanto ambos acreditavam nela. Sua mãe estava próximo ainda tricotava com a Flora. Escuta seu nome ser anunciado. Engoli seco e sobe ao palco.
Um homem de aparentemente uns 40 anos vem em sua direção sorridente. Um casal jovem faz um numero em sua frente. Pequenos passos. E ela teria que fazer parecido. Um jovem de aparência latina, sorrir e pega em sua mão. Ela tremia. E ele percebe.
Jovem: Relaxe. Vou te conduzi. Basta me seguir.
Luna: Ok.
O som ecoa no ambiente. Cuddy observava cada passo dado pela filha. A mesma flutuava nos braços do dançarino. Uma lágrima solitária escorre em sua face. Sentiu algo que nunca havia sentido na vida. Orgulho. Orgulho de mãe. Nunca tinha visto-a dançar. E realmente Luna tinha um dom. E que dom.
Flora: Ela flutua. Minha nossa! Sua filha nasceu pra isso.
Cuddy: Incrível!
Flora: Com tanto genes para medicina, a garota nasceu com o dom pra artes. Mundo estranho esse.
Cuddy: Daqui a pouco seus filhos se tornam médicos.
Flora: É bem capaz.
As duas riam alegremente. Após a primeira dança. O coreografo pede a Luna para dançar algo. Queria vê a sua performance solo. A jovem não havia ensaiado nada. Mas, lembrou de um número que fazia na boate naquela época sombria. Não era nada muito sensual. Começou a executar os primeiros passos e em pouco tempo todos no teatro olham-na boquiabertos.
Após a apresentação ficou sentada esperando as outras jovens completarem o teste. Cuddy senta-se ao seu lado e aperta sua mão fortemente.
Cuddy: Nunca tive tanto orgulho de alguém em minha vida.
Luna: Mãe! Não precisa exagerar!
Cuddy: Sou sua mãe. É impossível não te amar dessa forma.
Trocam um abraço forte.
O coreografo parabeniza todas as jovens e os jovens presentes. Mas, explica sobre o curto orçamento e por ter quer escolher um numero menor de pessoas para o espetáculo. Após explicar sobre o musical, sobre tudo que antecederia a estréia do mesmo. Anuncia o nome das três jovens e dos três jovens escolhidos para o musical. Luna nem excuta o nome dos restantes, ao ouvir o primeiro nome a ser anunciado perde todos os sentidos...
Coreografo: Luna Cuddy...
Era real. Seu maior sonho estava se tornando real. Sente sua mãe lhe abraçando fortemente.
Cuddy: Parabéns meu amor.
Luna: É real?
Cuddy: É. É uma dançarina da Broadway agora!
Recebe os parabéns da Flora e do restante dos envolvidos no musical. Amanhã seria o primeiro dia dos ensaios. Seu sonho acabara de se concretizar.
XXXX
Já estavam no carro de volta a Princeton.
Cuddy: Tenho que ir ao hospital.
Luna: Mas já é noite.
Cuddy: Tenho umas coisas para resolver. Vida de diretora de um grande hospital não é fácil.
Luna: Pode me deixar em casa? Quero contar ao Jesse a novidade.
Cuddy: Claro. Mais tarde podemos pedir uma pizza pra comemorar. Que tal?
Luna: Ótima idéia.
Cuddy: No fim de semana comemoramos melhor. Jantar em um bom restaurante!
Luna: Não precisa mãe.
Cuddy: Claro que sim. É minha única filha. Tenho que comemorar suas conquistas. Mostrar a todos o orgulho que tenho de você.
Luna: Obrigada mãe. Pela força.
Cuddy: É uma coisa natural filha. Não precisa agradecer. Amar-te é algo corriqueiro na minha vida. Tem que se acostumar e deixar ser amada.
Luna aperta a mão da Cuddy que estava no cambio.
Luna: Também te amo.
Cuddy: Não me canso de ouvir isso.
Luna: Não sei se um dia vou conseguir retribuir tudo que fez e faz por mim. Arriscou sua vida pra me salvar.
Cuddy: Sou sua mãe. É o que faço. Relaxe.
Cuddy deixa a Luna em casa e segue para o hospital. Luna entra em casa apressada e procura pelo amigo em todos os lugares e nada. Liga para seu celular, mas o mesmo estava desligado. Resolve tomar uma boa ducha para esperá-lo, devia estar trabalho em algo.
XXXX
Cuddy chega ao hospital e estranha à calmaria. Não era comum esta tranqüilidade quando a mesma estava fora. Esbarra na Cameron próximo ao elevador.
Cuddy: Hey.
Cameron: Já voltou. E pelo sorriso. A Luna conseguiu!
Cuddy: Foi tão gratificante vê-la flutuar naquele palco.
Cameron: Parabéns.
Cuddy: E essa calmaria? Cadê o House?
Cameron: Na clinica. Acabei de falar com ele. Por incrível que possa parecer estava atendendo um casal na maior tranqüilidade. Não sei o que anda fazendo com meu chefe, mas parabéns.
Cuddy gargalha alto. Cameron também rir. E Cuddy percebe algo diferente em sua mão.
Cuddy: OMG! É uma aliança?
Cameron: Já ia te contar a outra novidade. Chase e eu vamos nos casar!
Cuddy: Quando ele te pediu?
Cameron: Nesse fim de semana. Viajamos para uma pousada no interior, e quando menos esperei... Nossa... Só conseguir dizer Sim...
Cuddy: Fico feliz por vocês.
Cameron: Obrigada!
Cada qual segue seu caminho.
XXXX
Luna estava sentada no sofá. Bebia um pouco de vinho enquanto assistia a um show que passava na TV. Jesse estava demorando. E isso estava deixando-a impaciente. Escuta o som do seu jipe e levanta a imagem que vê a deixa irritada. Jesse abria a porta do carona para a vizinha boazona. E isso a deixou mais irritada. Volta ao lugar que estava sentada e bebe todo o conteúdo da taça. Escuta a porta se abrir e o jovem entra sorridente.
Jesse: Hey! Já chegou... E ai? Como foi lá?
Luna: Hey. Foi bem.
Jesse senta-se ao seu lado ansioso.
Jesse: Bem? Você passou?
Ele balança a cabeça positivamente. O jovem a abraça fortemente pegando-a de surpresa fazendo-a esquecer porque estava irritada.
Jesse: OMG! Sabia! Sempre soube! Minha nossa! Como estou feliz...
Luna põe as mãos em torno do pescoço dele e sorrir.
Luna: Obrigada por sempre ter acreditado em mim.
Jesse a abraça fortemente de novo.
Jesse: E a doutora Cuddy?
Luna: Voltou para o hospital. Quis vim logo pra te contar, mas pelo visto estava se divertido por ai.
Jesse: Como?
Luna: Lhe vi chegando com a boazona ai do lado...
Jesse: Ah. Sua boba! Fui comprar as coisas para o jardim dela. Mas, não foi você mesma que me mandou convidá-la para sair?
Luna: Não falei por nada. Foi só um comentário. Pode sair com quem quiser.
Jesse sentiu em suas palavras um pouco de ciúmes. Era tão estranha a forma com quer Luna às vezes aparentava amá-lo. Deixava-o cheio de esperança para depois num simples gesto fazer tudo se transformar em decepção.
Jesse: Quer comer algo?
Luna: Vamos esperar meus pais para pedir uma pizza.
Jesse: Ótimo.
Luna: Quer vinho?
Jesse: Vou buscar uma taça.
Começam a beber vinho enquanto assistiam ao show na TV. Quase não trocavam palavras. Luna resolve deitar no sofá pondo os pés no colo dele. Foi um gesto irracional e só sentiu o perigo do seu ato quando sentiu as mãos quentes dele de encontro com a pele fria dos seus pés. Estava usando um short jeans, uma camiseta regada branca, enquanto seu amigo uma calça jeans e uma camisa pólo azul.
Jesse: Deve estar com os pés doendo?
Luna: Um pouco.
Jesse: Quer uma massagem?
Luna: Massagem?
Jesse: Aquela que faço nos seus pés.
Luna: Pode ser.
Jesse começa a massagear os pés da amiga que tanto cobiçava. Não sabendo como esse ato iria mexer profundamente com ambos.
Luna POV
Não sei o que me deu ao permiti-lo toca-me. Não era a primeira vez que me fazia uma massagem, mas porque comecei a sentir um calor incontrolável ao sentir suas mãos tão quentes de encontro com a minha pele?
Jesse POV
Não sei o que me deu ao sugerir massageá-la. Sentir a pele macia e fria dele de encontro com minhas mãos era tão excitante. Tão deliciosamente prazeroso pra mim. Era errado me sentir dessa forma? Minhas mãos alisavam seus pés delicadamente não deixando um milímetro de pele sem ser tocada. Comecei a me ousar a expandir a minha área de acesso, e dos pés pulei para os tornozelos. Esperei uma repreensão da sua parte, mas pelo contrário, ela apenas fechou os olhos.
Luna POV
A sensação só fazia aumentar. Senti-me tão leve. Era deliciosamente prazeroso sentir suas mãos contra minha pele. Como era bom. Meus olhos se fecham instintivamente. Quero apenas apreciar mais o momento.
Jesse POV
Olhos fechados. Ela estava curtindo o momento tanto quanto eu estava. Não custa nada me ousar mais. Subi mais as mãos indo de encontro as suas longas pernas.
Luna POV
Céus. O que ele estar fazendo? Era uma massagem nos pés. Por que sinto suas mãos tão próximas das minhas coxas. Só de pensar em suas mãos se aproximando delas sinto um calor imanar da região entre elas. Começo a sentir a umidade na região entre minhas coxas. É impossível não soltar o gemido que vem subido em minha garganta fazendo meus lábios pronunciá-lo.
Jesse POV
Um gemido?! Ouvir perfeitamente? Ela esta ficando tão excitada quanto estou. Céus. Posso me arrepender do que farei agora, mas não posso deixar a oportunidade passar. Começo a subir mais e mais minhas mãos. E seus lábios continuam deixando-os escapar.
Luna POV
Como ele era bom. Nem mais consigo pensar em conter meus gemidos. Eles saem sem nem perceber. O calor só aumenta, e a umidade segue o mesmo caminho. Sinto as mãos cessarem, e meus olhos em protesto abrem. E encontram os deles, brilhando pra mim. Havia desejos nele. E em vez de me repreender pelo gesto fico animada em cogitar a possibilidade...
Jesse POV
Seus olhos estão tão azuis. E brilham. Era desejo nítido neles. Ela me deseja. Ela me quer. E essa era minha única e melhor oportunidade. Aproximo meu corpo do dela, aproximando meus lábios do seu ouvido...
Jesse: Lu..na..
Luna POV
Como meu nome parecia tão sexy dito dessa forma por ele. O calor esta em ponto de ebulição. Só consigo pronunciar seu nome...
Luna: Jess...
Jesse POV
Ao ouvir meu nome entre seus lábios como quero esquecer a razão e rasgar toda sua roupa pra finalmente tê-la pra mim. Mas, não vou tomar a iniciativa. Vou deixá-la tomar a iniciativa. Se ela me quiser ela me terá.
Os segundos pareciam horas. Os olhos não se desgrudavam. O brilho e o desejo eram nítidos. Jesse põe as mãos entre a cintura dela fazendo-a arquear o corpo.
Luna POV
Céus. Estou pegando fogo. Faz tanto tempo desde que estive nos braços de um homem. E meu corpo todo o deseja nesse momento. E ele continua a me provocar. Seus lábios estavam tão vermelhos. O gosto dele é tão bom... tão delicioso... OMG... Posso me arrepender do que vou fazer, mas...
Jesse POV
Quase tive um orgasmo só em sentir seus lábios urgentes contra os meus.
Luna põe as mãos em torno do pescoço do jovem trazendo-o pra mais perto, encostando seus lábios urgentemente no dele. Beijavam-se com tanto desejo e urgência. Os beijos faziam tanto barulho devido à força como que se tocavam. Não se afastavam. Parecia que não precisavam de ar. Jesse vai deitando seu corpo sobre o dela. E Luna sente-o excitado contra seu corpo também em ponto de ebulição.
Jesse POV
É um sonho? Não quero acordar. Só quero sentir mais e mais seus lábios, e seu corpo.
Luna POV
Não pense. Aja. Não pense. Aja.
Jesse vai descendo delicadamente suas mãos contra a parte lateral do corpo dela, e começa a tocar sua pele que queimava de desejo por dentro da camisa regada enquanto friccionava seu corpo transpirando desejo contra o dela.
Luna POV
É o Jesse. É o meu melhor amigo. Mas, estar tão bom. OMG! Como é delicioso senti-lo tão excitado contra mim. E ainda estamos vestidos. Seus lábios têm um sabor tão viciante. Não posso. Não posso.
Jesse não sabe como ela conseguiu, mas só se deu conta quando caiu no chão e a viu sair correndo em direção ao quarto deixando-o sem entender nada. Não iria deixá-la correr. Ela o quer tanto quanto ele a quer. E não iria deixá-la fugir novamente. Corre a tempo de conseguir prensá-la contra a parede próxima ao seu quarto. Ela ofegava assim como ele. O efeito do quente amasso ainda era nítido nela também. Põe as mãos contra a cintura dela prensando-a mais ainda na parede. Luna encontrava-se com os olhos fechados. E seu peito demonstrava a dificuldade para respirar tendo-o tão perto daquela maneira...
Luna: Je... Jesse... Me... Me solta...
Jesse: Não dessa vez.
Continua
