Título: Chances
Capítulos: 35/?
Completa: [ ] Sim [X] Não
N/a: Mil desculpas pela demora! Os capítulos estavam prontos, mas não tive tempo de postar aqui. Pra compensar, vou fazer uma postagem dupla.
Ms. Pad's, Angie, Ingrid, Tamara Cortez, Fraan Marques
, muito obrigado pelos reviews! Sim, eu tenho planos para que eles sejam parceiros, espero que funcione. ;)


CHANCES

Capítulo 35

Brennan pensava a respeito da conversa que havia tido com Booth. Da resposta que, habilmente, ela não havia dado. Ela não se sentia pronta para um relacionamento. No começo ela se preocupava com o fato de que sairia machucada, que Booth a deixaria para trás. Mas agora que realmente o conhecia sua preocupação era outra... o que aconteceria com ele? Cedo ou tarde, ela iria estragar o relacionamento, tinha certeza. E Booth sempre sentia tanto. O que seria do relacionamento dos dois depois que tentassem mudar de nível e falhassem? O que seria das meninas, até mesmo de Parker? Sem que percebessem, os dois haviam construído uma estrutura para as crianças – a vila para criá-los. E qualquer turbulência no relacionamento dos dois teria consequências catastróficas.

Ela ouviu a campainha tocar, e se levantou da cama, deixando de lado o livro cuja leitura já havia sido abandonada mais cedo. Naquele Domingo ela havia acordado em uma casa vazia e silenciosa. Aquilo era tão raro que ela aproveitou a oportunidade para finalizar a leitura de um livro que estivera tentando terminar há algum tempo, mas tão logo pegou o livro seus pensamentos começaram a distraí-la, e logo ele foi esquecido.

O dia anterior, um Sábado, ela dedicou completamente à finalização de vários capítulos atrasados do livro que estava escrevendo. Booth lhe dissera que iria levar as crianças até o parque, uma vez que o tempo estava começando a amenizar e a temporada de softball para Parker logo iria recomeçar. Ele havia convidado-na para ir também, mas ela sabia que seu editor não a deixaria em paz enquanto ela não enviasse os três capítulos que prometera.

Brennan estava caminhando para a porta enquanto se recordava disso, então passou por sua cabeça que talvez fosse Booth batendo. Ele havia dito que teria folga sexta e sábado, não? Com a forma como o assunto se desviara na sexta, ela esquecera de perguntar que horas ele pretendia voltar para Nova York no Domingo.

Mas não foi Booth, e sim Angela quem ela encontrou.

-Ei, querida. Eu te acordei? - perguntou ela, lançando um olhar para os pijamas da amiga.

-Não, Angela, estava apenas lendo.

Ela entrou no apartamento, notando o silêncio.

-Você amordaçou as meninas? Nunca vi seu apartamento tão silencioso desde que elas nasceram.

-Eu não faria isso com elas, Ange!

-Foi só uma brincadeira. Então, cadê as pequenas?

-Com o Booth.

As duas entraram na sala e se sentaram, e Angela olhou para a amiga, empolgada.

-Então a misteriosa figura paterna resolveu passar um tempo com as filhas?

-Ele passa tempo com elas sempre que pode, mas desde que ele foi transferido para Nova York...

-Como assim transferido? Ele está morando lá agora?

-É provisório, só por alguns meses. Ele realmente não queria ir.

Angela tinha um sorriso misterioso no rosto e Brennan, querendo mudar de assunto, perguntou:

-Por que veio até aqui?

-Meu plano era sair para almoçar com você e as meninas. Você sempre dá um jeito de me dispensar no Domingo, achei que dessa vez, vindo de surpresa, teria sucesso. Mas nesse caso, podíamos sair para almoçar nós duas, o que acha?

Brennan ia responder que tinha que esperar uma resposta de Booth, quando o telefone tocou. No momento apropriado.

-Que horas você vai voltar hoje? - perguntou ela, depois dos cumprimentos iniciais.

-Agora à tarde. Ouça, estou com as crianças prontas aqui, estamos indo para o Diner. Você nos encontra lá?

-Claro. Você vai sair agora de casa?

-Saio em dez minutos. Vou levar a bolsa com as coisas das meninas, assim elas já ficam com você e eu só deixo o Parker na casa da mãe dele antes de ir.

-Está bem.

Brennan desligou, e foi só quando olhou para Angela que a realização do que acabara de fazer lhe atingiu. Ela havia combinado de almoçar com Booth, quando Angela havia a convidado para almoçar primeiro.

-Deixa eu adivinhar... - disse Angela, vendo a expressão culpada da amiga. - Você acabou de me dispensar.

-Me desculpe, Angela. Talvez possamos almoçar amanhã?

-Está bem. Com uma condição.

-Qual condição?

-Você vai me contar detalhes desse seu relacionamento com o Sr. Pai das Meninas.

Brennan começou a reclamar, mas Angela interveio.

-Então você vai ter que almoçar comigo hoje.

Por fim Brennan se rendeu, e Angela deixou o apartamento com um desejo de boa sorte no almoço, seguido de um sorriso.

~X~

Faltava apenas uma quadra agora. Por que ela não havia encontrado uma vaga mais perto? Era Domingo, ora essa.

Brennan atravessou a rua, e já conseguia ver a pequena lanchonete. Seus pés caminhavam rápido, e seus olhos passeavam ansiosamente pelas janelas à procura de Booth e as crianças.

Quando ela finalmente os avistou em uma das mesas, a ansiosidade sumiu e foi substituída por uma quente sensação familiar em seu peito. A sensação que ela havia aprendido a relacionar a uma risada das meninas, a um sorriso de Booth, ou a um chamado de 'mamãe'.

Que foi exatamente o que ela ouviu assim que uma das gêmeas a reconheceu se aproximando da mesa.

Booth e Parker se viraram, com sorrisos idênticos no rosto, e ela os cumprimentou antes de se ocupar completamente de suas meninas.

Sentada no banco em frente à Booth, Alexis em seu colo, ela sorriu. O tradicional prato de batatas fritas havia acabado de chegar, e a mesma garçonete de semanas antes a cumprimentou. Brennan olhou para Booth, se lembrando da conversa que haviam tido da última vez que se viram mas sabendo que, rodeados pelas crianças, o assunto não seria mencionado. Ela estava a salvo.

Ela se esqueceu do assunto quando Parker declarou aberta a temporada de 'roubar batatinhas do papai', e os três se entretiveram na brincadeira.