Capítulo 35: Paixão

Harry seguiu dando voltas por sua habitação enquanto via o tempo passar e ele sem poder fazer nada. Sentiu a porta abrir-se e viu por ela aparecer a quem tinha estado em seus pensamentos desde que estava enclausurado em sua habitação.

—De modo que já quer falar comigo.

O tom amargurado de Harry foi suficiente para Severus, era lógico que seguisse molesto com ele. Caminhou em direção ao garoto que ao o ver se acercar se moveu para que não lhe pudesse atingir.

—Não te comporte como um menino, Harry. Sabe perfeitamente que não estava em seus cabales e por isso atuei como o fiz.

— E essa é sua desculpa? —Perguntou-lhe olhando-o com rancor. — Como acha que me senti ante a possibilidade de que meu papai esta vivo? Era lógico que reagisse como o fiz.

—Sei que é difícil para ti, mas tem em conta que sua segurança é o mais importante. — Viu como simplesmente negava com a cabeça e depois se sentava na cama com ar abatido. —Não é só isso o que te molesta, verdade?

—Não sou idiota, Severus. —lhe disse olhando aos olhos já deixando de lado o assunto da cachetada que Severus lhe deu para o acalmar, algo mais tinha em sua mirada que fez que o homem se sentasse a seu lado. — Não tem sacado as contas talvez? —Perguntou-lhe fechando os olhos. —A menina tem catorze anos, Severus… bem poderia ser tua filha.

—Eu sei. —disse abraçando-o, podia notar a dor nas palavras de seu casal — Também o tinha pensado.

—Poderia recuperar suas lembranças… recordá-la a ela.

— Isso é o que te preocupa? Que possa te deixar para me ir com ela? —Perguntou-lhe negando com a cabeça. —Achei que conhecia mais, Harry.

— E faço-o! Mas tem em conta as reações de todos! Tom quase morre por ver a meu pai, Remus e Regulus parecesse andam de lua de mel, e que dizer de Lucius e Sirius… com sorte saem de sua habitação.

—Não me compare com os demais, Harry. —lhe disse sustentando seu queixo. — Se em algum momento eu recuperasse minhas lembranças, o tempo que levamos separados é demasiado. Amo-te a ti, não a ela.

Harry baixou a cabeça, sentindo-se inseguro, algo que não lhe agradava para nada. A dúvida que tinha lhe fazia ver as coisas de outra maneira, uma que lhe causava demasiado dano.

Severus, ao ver as reações de seu jovem casal, decidiu que era tempo de que as coisas se levassem a outro nível.

— Que?!

Harry sentiu como era empurrado sobre a cama e seu casal se subia sobre ele.

—Criarei um vínculo contigo, incapaz de ser rompido por ninguém. —lhe disse beijando-o com paixão, sentindo como Harry punha suas mãos ao redor de seu pescoço, para o acercar mais. — Desta vez ninguém me deterá.

—Draco e Dziban… virão em um momento.

Severus tomou sua varinha, a qual tinha abandonado sobre a cama para poder apontar à porta, sela-la e insonorizara, para depois lançar sua varinha longe. Não a precisaria para todo o que tinha pensando.

Severus beijou a Harry com impulso ao tempo em que se encarregava de ir desatando a gravata de seu amante. Encantava lhe ver suas cores nas vestimentas de seu casal. Os gemidos que conseguia arrancar de sua garganta ao lamber seu pescoço, quase com gula, lhe faziam querer o tomar o mais rápido possível, mas ele queria ir com acalma. Queria que Harry desfrutasse, para que pudesse deixar suas dúvidas atrás e entender por fim que ele nunca lhe deixaria.

Harry removia-se em sua posição, extasiado pelas caricias de Severus, senti-lo desabrochar sua camisa com os dentes, enquanto movia seus quadris sobre as dele, fazendo que seus membros se roçassem de maneira deliciosa. Estava-o voltando louco. Esticou as mãos para poder começar a desprender a túnica que levava em cima. Queria sentir a pele de Severus, nua sobre sua própria pele, que parecia arder ante as caricias experientes que lhe eram prodigadas.

A calça de Harry passou a melhor vida, quando Severus, em um arranque de paixão, lhe arrancou com todo e roupa interior. Viu-lhe nu ante ele, só com um de seus sapatos postos, já que o outro ficou entre as teias da calça, e as meias negras. Encarregou-se de terminar com ultima-las prendas que tinha, para por fim o ver completamente despido ante ele.

O corpo fibroso de Harry atraía-lhe de maneira inegável. Tão diferente a quando lhe resgataram da casa dos Dursley. Tão delicioso a seus olhos, que não se reprimiu a ideia de baixar para beijar seus lábios e depois ir descendo de maneira lenta e deliciosa, foi o lambendo completamente. O sabor almiscarado e doce de sua pele enchia-lhe os sentidos, a pele rugosa de seus mamilos excitados, permitiu-lhe jogar com eles por um bom momento, enquanto ele mesmo se começava a despir, com ajuda das mãos de Harry, que não deixava de acariciar sua pele em busca de mais contato.

—Faz favor. —pedia Harry no meio das caricias.

—Terá mais do que pede.

Harry achou que nunca em sua vida tinha escutado uma voz mais orgástica que a que acabava de ocupar para lhe dar prazer. Achava que com só essa voz poderia se correr.

Sentiu-lhe descer por seu ventre e depois fazer algo que nunca em sua vida pensou que poderia fazer. Meteu seu membro em sua boca de um só assalto.

Severus escutou como Harry gritou quando tinha metido seu pênis em sua boca. Distendeu sua garganta para que todo o membro entrasse em sua boca, ou grande parte dele. Encarregou-se de que sua língua percorresse o longo do tronco e depois dava lambidas curtas e sucções à ponta, para depois soprar e morder um pouquinho a pele que o cobria.

Harry não podia mais com todo o prazer que estava sentindo, a boca de Severus lhe distraía perfeitamente do dedo que se colava por sua pequena entrada. Não era tonto, tinha pesquisado sobre o que tinha que fazer para poder fazer o amor com Severus, e tinha claro que na relação que levavam, ele seria quem recebesse a seu amante, não que lhe molestasse, de fato, queria que Severus o dominasse, que lhe tomasse por completo e que lhe levasse ao céu a cada vez que estalara em seu interior.

Ademais, ele já tinha jogado suas cartas, desde faz semanas que estava tomando poções fertilizantes. Não ia permitir que Tom o afastasse de seu amante, e se para isso devia conseguir um herdeiro, claro que o faria. Agora mais que nunca, não permitiria que a chegada de uma mulher que cria morta faz anos e que possivelmente tivesse uma filha de Severus, viesse a lhe arrebatar após o que lhe custou que Severus admitisse seus sentimentos para ele.

Obviamente não lhe tinha dito nada a Severus e tinha sido Draco o que lhe tinha conseguido a poção fertilizadora. Incrivelmente o loiro foi quem deu-lhe a ideia do herdeiro e pareceu-lhe que valia a pena o perder em um ano de classes por que Severus ficasse a seu lado para sempre. Tinha-se cansado de que tudo lhe fosse arrebatado. Sua infância, seus pais, sua vida… não permitiria que Severus entrasse na lista.

Severus notou que o corpo de Harry começava a tremer e se deu conta de que sua entrada já estada o suficientemente estendida como para alojar seu largo e agora doloroso membro. Incorporou-se e viu o rosto vermelho de e suado de Harry. Estava pronto.

—Estou preparado. —disse-lhe atraindo seu rosto para beija-lo.

Severus não precisou nada mais. Acomodou seu membro e empurrou uma só vez. Enterrou-se até o fundo e esperou um pouco para que Harry se acostumasse. Não requereu esperar mais tempo, já que Harry elevou seus quadris para lhe indicar que se movesse. Começaram de maneira lenta, acostumando-se um pouco a estar unidos e depois a paixão apoderou-se de seus corpos. Teve um momento em que Harry teve que passar seus braços por embaixo dos braços de Severus para que não saísse disparado pela força das arremetidas.

Não tiveram que esperar por muito tempo mais dantes de que o clímax atacasse a ambos de maneira explosiva, os deixando completamente esparramados sobre a cama. E assim se dormiram, já teriam tempo para os demais, além de um banho e de que Severus saísse do corpo de seu amante, por agora, não tinham forças para nada.

|0|0|0|0|0|0|0|

Sirius estava farto do calor e das malditas mulheres que olhavam a seu amante como se fosse um rico copo de água fresca no deserto. Maldita a hora em que lhe disse a Lucius que tinham que utilizar roupa muggle para que passar desapercebidos. Claro, não esperou que pelas altas temperaturas, a única roupa que pudesse utilizar fossem umas malditas bermudas de cor verde garrafa, que lhe chegavam um pouco mais embaixo dos joelhos, e que o desgraçado não levasse polear e seu cabelo loiro lhe caia pelas costas, atado frouxamente, deixando umas quantas mechas que demarcaram seu aristocrático rosto. Obviamente as éguas desgraçadas caíram-lhe como moscas ao mel e ele, que não era nadinha de zeloso, estava aguentando as vontades de começar a torturar a essas idiotas.

—Os ciúmes não te vêm, Sirius —lhe disse o muito descarado, se comendo ao animago com os olhos.

E é que Sirius, por muito que lhe reclamasse a Lucius que se luzisse com sua aparência, não notava como atraía aos homens com seu look. Um short, bastante curto, de cor negra com um par de linhas brancas aos custados, deixando à vista suas extraordinárias pernas que pareciam fazer senhas para que as olhassem. Uma polear negra sem mangas e que se lhe colava ao peito, marcando seus abdomens e peitoral. O cabelo negro, encortiçado e solto, caía como cascata por suas costas, lhe dando a seus formosos olhos azuis um ar sublime. Mas como estava em sua fase zelosa, não notava os buíres a seu ao redor.

—Será melhor que busquemos rápido, antes de que se partem de novo. —disse amargurado.

Tinham chegado a Búzios, mas quando estiveram ali, não puderam encontrar nada. Tiveram que lhe mandar uma coruja Severus, para que lhes informasse se tinham abandonado a paradisíaca praia. Obtiveram após três dias, somados à semana que levavam buscando, e como o tinham pensado, os Potter se tinham transladado a Ponta Cana em República Dominicana. Já tinham passado mais de duas semanas desde que abandonassem a mansão Malfoy e se encontravam a cada vez mais frustrados.

—Eu também quero voltar com Draco, Sirius. —lhe disse o tomando do cotovelo, mas que tudo para que o idiota que não deixava de ver o traseiro de seu amante, soubesse que não andava só. —, mas se não encontramos a esses…

Sirius olhou a seu amante à cara, parecia que a cor se tinha esfumado de seu rosto de maneira exagerada e não apartava sua mirada da frente. Quase com temor seguiu sua mirada e quase sentiu como seus joelhos perdiam a força que precisavam para o sustentar.

Em frente a eles estava um grande número de pessoas, comendo em um terraço, fora do restaurante ao que pertencia. As mesinhas brancas, redondas, com quatro cadeiras de aparência cômodas e um guarda sol no centro, de cor branca e azul, que as cobriam por completo, afastando o sol dos comensais. Rodeados de plantas da zona. Um lugar, que de não ser pelas pessoas que tinha ali, seria uma maravilha.

Sirius sustentou o braço de Lucius, quiçá em um impulso para que seguissem avançando, mas seus próprios pés não lhe respondiam. Em frente a ele estava James Potter, maior, mas certamente era ele. O cabelo curto de cor escuro, tal como a menina que estava a seu lado, seguramente Roxanne. Ao lado dela se encontrava Lily Evans, com o cabelo em uma melena que lhe chegava um pouco mais abaixo das orelhas, a mesma cor vermelha fogo de sempre, tinha postos umas lentes de sol que lhe serviam para que o cabelo não lhe cobrisse o rosto, já que os tinha postos sobre a cabeça. A seu lado, um menino formoso de cabelo vermelho, seguramente era o pequeno Dominique.

— Acercamo-nos? —Perguntou-lhe Lucius, vendo que Sirius não lhes tirava a mirada de em cima. — Ou prefere que lhe dêmos aviso ao Lord?

Sirius olhou-o, como se recém nesse momento se fosse dar conta do que estava lhe dizendo.

—Vamos. Se descobrimos que demônios esta passando, lhe diremos ao Lord.

—Como prefira.

Avançaram com um ar de indiferença, tratando de não chamar a atenção mais do que o estava fazendo.

Sirius notou que James lhes viu se acercar, mas que não lhes pôs maior interesse a sua presença, pelo que seguramente ele não lhes reconhecia. Claro, não tinham lembranças, agora tinham que averiguar que tanto não sabiam.

—Olá. —disse estultamente Sirius, quando chegaram em frente à família — Poderíamos falar um momento? É importante. —disse-lhes sério, tratando de que seus próprios nervos não atravessassem seu sorriso falso.

—Claro, mas não sei de que. Não creio os conhecer. —lhe respondeu James, sem deixar de olhar raro a esses dois homens. Formosos, mas estranhos.

—Conhecemos-te desde faz anos, Potter. —disse-lhe Lucius, sem esperar bem mais. Parecia que chamavam a atenção mais do esperado. — Queremos saber porque vocês não nos recordam, ou reconhecem.

James olhou-os com o cenho franzido.

—Acho que não é o lugar para falar de tempos passados. —lhe disse se pondo de pé — Eu irei com vocês. —se volteou e olhou a sua família — Quando terminem de comer, vão ao hotel. Estarei com vocês em um par de minutos.

Os três homens afastaram-se, sem esperar a resposta de Lily.

Continuará…