Capítulo 36

(Tradução: AnnaP)

~ Edward ~

Meu pai limpa a garganta, o que irrompe os meus pensamentos.

Ele está olhando para mim com preocupação.

Ele abre a boca para dizer alguma coisa, mas uma batida na porta interrompe.

"Entre", meu pai ordena uma vez que tem certeza de que eu me recompus.

George entra e seus olhos se arregalaram quando me vê.

"O que é, George?"

A pergunta de meu pai me impede de perguntar a sua reação à minha presença.

Seus olhos vão e voltam entre meu pai e eu. Sua hesitação é óbvia.

Ele toma uma respiração profunda. Endireita os ombros, olha diretamente para mim e diz,

"Há uma entrega para você, Lorde Edward."

Sua voz é um pouco instável e eu não posso imaginar o que o deixa nervoso.

Eu levanto uma sobrancelha para ele, sinalizando a George para me dizer o que é.

"É uma pintura de Senhorita Tanya Swan que você pediu antes de seu... umm casamento."

O ambiente torna-se tão calmo que se poderia ouvir um alfinete cair.

Eu tinha esquecido o presente de casamento que tinha encomendado para Tanya.

Eu havia pago um monte de dinheiro por essa peça.

Sei o que eu preciso fazer.

Respirando fundo e ordeno George a trazê-lo para mim na biblioteca.

Seus olhos se arregalaram, mas o olhar no meu rosto diz para ele não me questionar.

Depois que se curva para mim e meu pai, ele acena com a cabeça lentamente. Então, ele está a caminho de fazer o que pedi.

"Edward..."

Eu tenho uma ideia sobre o que ele pode querer dizer, mas não quero ouvi-lo.

"Pai, eu sei que você está preocupado comigo, mas você precisa confiar em mim agora. Peço-lhe que me deixe em paz."

Meu pai procura algo em meu rosto, mas não encontra nada.

Está vazio de emoções.

Eu preciso disso.

Suspirando, ele me dá um aceno e caminha ara fora da biblioteca.

Sento-me para trás na cadeira, meus olhos encontrando as chamas.

Depois de bater na porta, George entra com três empregados atrás dele carregando uma pintura coberta.

É uma grande pintura. Do jeito que eu pedi.

Para ela.

Peço-os para colocá-la ao lado da lareira, onde eu possa vê-la claramente.

"Descubra-a."

Eles fazem o que lhes é dito, sem perguntas.

"Vão."

Meus olhos estão sobre ela enquanto os ordeno.

Esta é a cara da mulher por quem eu faria qualquer coisa há dois dias, mas agora...

Agora, eu não quero nada mais do que estrangulá-la.

Seu uma vez belo rosto não detém nenhum apelo para mim agora.

Me empurrando contra a cadeira, eu me levanto e caminho em direção à pintura.

Alcançando-a, eu me ajoelho diante dela em um dos joelhos, de modo que estamos face a face.

Levanto minha mão para que ela esteja pairando acima de seu rosto, mas eu não a toco.

Eu não quero.

"Por quê?"

Ouço-me perguntar-lhe.

Deixando minha mão cair para o chão, deixo cair a cabeça e fecho os olhos.

Minha mente vai para os momentos que passei com ela.

Agora, eu a vejo sob uma nova luz.

Olhando para trás, o brilho nos olhos que eu pensei que era amor não passava de engano.

Ela nunca me amou.

De repente, minha mente vai para outra donzela.

Minha Bella.

Minha linda, inocente e doce Bella.

Ela sempre foi nada mais que honesta comigo. Ao contrário de sua irmã mais nova.

Seu lindo sorriso sempre ilumina o meu coração.

Seus olhos que me fizeram subir em uma árvore para salvar um gato...

Tudo.

Meus olhos se abrem e olho para a mulher na minha frente. Sei que ela não pode estar aqui agora, mas ela sempre se coloca entre mim e Bella.

A menos que...

Eu levanto e caminho em direção à lareira, pegando uma tora acesa pelo lado apagado.

Diante do quadro, sei que preciso deixar minha raiva sair a fim de seguir em frente com a minha vida.

Caso contrário, ela sempre terá poder sobre mim.

O que ela fez comigo sempre irá me impedir de estar com minha esposa totalmente.

Eu quero estar com Bella não só fisicamente, mas também emocionalmente. Para isso, eu preciso deixá-la ir.

Estico a tora em direção à pintura e dou um passo para trás uma vez que o seu centro pega fogo.

Eu continuo andando para trás, enquanto assisto a propagação do fogo, queimando-o.

Queimando suas memórias da minha mente.

"Eu te perdoo."

Eu digo em voz alta.

E quero dizer isso.

Eu a perdoo por me deixar.

Eu a perdoo por não me amar de volta.

Eu a perdoo por me enganar do jeito mais astuto.

Eu a perdoo por tudo.

Porque o que ela fez para mim pode ter me trazido dor, mas também me trouxe a minha Bella.

Minha Bella, quem sempre estava ali.

Mas não mais.

Não irei chafurdar por alguém que não ligou para o meu amor, mas também rasgou o meu coração em pedaços.

Tanya já não ficará entre mim e Bella.

Não vou permitir que a simples menção de seu nome separe a mim e Bella.

Hoje, ela está morta para mim.

A partir de agora, ela não existe.

Darei tudo a Bella.

Minha lealdade.

Minha proteção.

Meu cuidado.

E um dia, talvez, meu coração.

"Adeus, Tanya."


Queima bruxa. Kkkk

Até quarta!

Nai.