Acidente.
Novembro sempre foi um mês chato para mim, não tinha muita coisa a fazer a não ser entregar trabalhos e me esquivar do frio, mas esse ano a coisa está sendo diferente, no dia 12 foi à primeira vez que escutei o coraçãozinho do meu bebê. Edward estava ao meu lado sentado em uma cadeira segurando minha mão no momento que a ecografia era feita e seu sorriso era o mais vitorioso do mundo, enquanto ele enxugava minhas lagrimas.
– Não chore mamãe Eu chorei mais, porque foi a primeira vez que ele disse essa palavrinha mágica e linda.
O coraçãozinho forte indicava que estava tudo bem com o bebê e eu fiquei bem mais aliviada, mesmo sentindo enjoo no meio da consulta, e sendo ajudada tanto pela Tanya como por Edward.
Edward cantava todas as noites para que eu e o bebê dormíssemos, e eu estava completamente manhosa. Sentia tantas saudades dele, não sei explicar, mas estava mais ligada que o normal, minha mente era praticamente dividida em dois assuntos primordiais, Edward e nosso filho, sem que um sobressaísse ao outro.
– Edward... Eu falei manhosa uma noite quando estávamos na sala de estar com ele estava deitado com sua cabeça no meu colo beijando minha barriga inexistente de 13 semanas.
– O que amor? Ele levantou os olhos me encarando.
– Estou com desejo. Edward sorriu seus olhos semicerrados, sua cara de menino arteiro, subindo os beijos por minha barriga, entre os seios, colo, pescoço e mandíbula, chegando a minha orelha e me fazendo gemer.
– Hum... Suas mãos estavam passeando pelo meu corpo Eu posso resolver isso Bella.
– É serio Edward. Eu praticamente gemi.
– Quem disse que brincaria com um assunto desses? Ele atacou minha boca, sugando minha língua e sua mão apertava meu seio por cima da blusa que usava endurecendo o mamilo instantaneamente.
– Edward... Deus, como é difícil falar às vezes Eu... Quero... Assinhas de frango Ele parou de me beijar e me tocar e se afastou o suficiente para olhar em meus olhos com as sobrancelhas arqueadas, possivelmente para ter certeza se eu não estava fazendo alguma brincadeira com ele.
– Assinhas de frango?
– Sim... Eu estava com água na boca só de pensar Assinha de frango Habanero Asiática a mais picante, por favor.
– Eu fui trocado por assinhas picantes de frango empanado?
– Edward?
– Onde eu vou encontrar isso?
– No Seven Eleven. Eu fiz bico para convencê-lo a vestir uma roupa e ir ate a lanchonete comprar o empanado pra mim. Também quero BJ...
– Hum... Juro que posso resolver isso...
– Edward... Eu o olhei seria, na verdade segurando o riso ao saber que ele pensou em BJ com abreviação de boquete Ben and Jerry, o sorvete...
– Sei... Ele disse contrariado se levantando e indo para nosso quarto se arrumar para ir à lanchonete e sorveteria. Você não vem?
– Vou fazer um molho pra comer com as assinhas de frango.
– Qual sabor do sorvete? Ele perguntou quando estava pronto na porta de casa.
– Limão Edward me beijou quando o elevador chegou e eu fui para a cozinha preparar o molho.
Não demorou muito a Edward voltar para casa, trazendo varias assinhas de frango super picantes e duas caixas de sorvete e eu estava terminando o molho mexicano pra acompanhar.
– Você vai realmente comer isso? Ele me perguntou curioso sentando no banco alto.
– Sim. Eu disse animada colocando os pratos a nossa frente e a pequena molheira com molho picante entre nós. Abri a caixa e comecei a comer com satisfação.
Edward se levantou buscando coca-cola e água e colocando a minha frente. E se arriscou a comer uma assinha com molho, e eu vi seus olhos lacrimejarem e ele engolir uma boa quantidade de liquido, arfando desesperadamente.
– Ta tentando matar meu filho com isso Bella? Ele me olhou severamente sem parar de tossir.
– Isso não foi inteligente Edward... Tome... E eu abri o pote de sorvete colocando uma boa colherada em sua boca. Isso vai aliviar amor.
– Bella... Maldita voz sexy como o inferno
– Aliviou, não aliviou?
– Sim, mas isso não justifica a quantidade de pimenta que você está comendo, pode não fazer bem ao bebê.
– A culpa não é minha, acho que seu filho gosta de comida picante. Sua mão passeou por minha barriga e seu sorriso era condescendente.
– Eu imagino que sim, porque ate outubro você não gostava.
Eu comi todas as assinhas e depois ataquei o pote de sorvete pegando grandes colheradas, sob o olhar atento de Edward que vez ou outra se arriscava a pegar um pouco da sobremesa.
Antes mesmo de ir para cama eu já tinha colocado todo o meu lanchinho noturno pra fora.
– Eu preferia o seu outro desejo Edward disse malicioso beijando meu pescoço tentando me fazer dormir. Pelo menos você não vomita no final.
Duvida, esse era o meu nome do meio. O que dar de presente para alguém que já tem tudo? Eu não sei o que dar ao Edward. E ele parece não fazer a menor questão de ganhar nada, o que não ajuda muito a minha situação. Eu e Alice saímos para fazer as compras de natal e ainda bem que estou grávida, porque isso me poupou de ficar em pé por muito tempo. Havíamos comprado presentes para todos, menos o dele. Se bem que minha amiga tinha encontrado uma coletânea das musicas de Beethoven para ele, e eu? Nada.
Minha casa estava completamente enfeitada para o natal. Pela primeira vez esse apartamento estava pronto, diga-se de passagem. E a decoração era linda. Havia uma arvore de natal em formato de pinheiro canadense de 2,00m com mais de 1.000 lâmpadas brancas de led, enfeites tradicionais, como papai Noel, anjinhos, rena, estrelas, bolas vermelhas e douradas, bonecos de neve e no topo um anjo que balança as asas e é iluminado com fibra ótica. Uma toalha embaixo fazendo o acabamento da base e um trem passeando ao redor. Ainda tínhamos vários Papais-noéis espalhados pelos aparadores e mesinhas da casa. Uma linda guirlanda dava as boas vindas, ramos verdes decoravam a lareira e na sacada colocamos piscas-piscas. Edward estava em duvida se havíamos exagerado, mas sei que o ano que vem quando os olhos de nosso bebê estiverem encantados com toda a decoração ele vai me dar razão.
Como o tempo passa rápido quando temos muitas coisas para fazer. Ontem foi o aniversário do Ben e hoje já é véspera de natal. Ok, o aniversário do Benjamin foi em outubro, mas isso não impede o tempo de ter passado voando.
Meus pais vieram passar o natal conosco e o ano novo deles seria comemorado como de costume na casa dos meus avós em Forks. Eu e Edward não iríamos e tínhamos a desculpa dele não poder viajar por causa das férias que tirou para nossa lua e mel.
Não que eu não goste de Fork, não é isso, é que ela já é fria e úmida naturalmente, nessa época do ano então, é impraticável, alem do mais parece que os meus enjoos vão me acompanhar ate a maternidade.
– Bella, o que aconteceu? Edward ainda estava dormindo quando eu tive a ideia e pulei animada da cama correndo para o banheiro para me arrumar, não tinha tempo a perder, hoje era véspera de natal.
– Nada amor, volte a dormir... Mas, já era tarde, ele estava atrás de mim na pia do banheiro, me olhando atentamente. Eu apenas me lembrei que preciso sair.
– Você estava dormindo e lembrou que precisa sair? Sua sobrancelha estava arqueada em total descrença Para onde quer que eu te leve?
– Eu não disse que queria que me levasse disse que estou indo, é diferente, volte para cama... Quando acordar prepare o nosso café da manhã e eu tomo com você...
– Espera aí, Bella, você está dizendo que vai sair de casa sem comer nada e quer que eu ache isso normal? Você está grávida e se já não é bom sair assim que dirá para alguém em seu... Eu o calei com um beijo apaixonado, eu o conheço muito bem para saber que essa reclamação vai levar muito tempo, então vamos apressar as coisas Não tente me distrair.
– Ah, eu tento sim... Não seja bobo, eu volto em um segundo, preciso comprar o presente do papai. O que não é uma mentira, só não é do meu pai, mas o do meu bebê.
Mas, onde vou encontrar o que estou buscando? Entrei em meu carro e antes de dar a partida digitei no celular o tipo de loja que queria, e fiquei ainda mais confusa. Então resolvi ir direto a fonte. Carlisle, ele com certeza poderia me ajudar, e me ajudou bastante.
Ao voltar trazia uma imensa caixa toda coberta com papel de presente e bastante pesada para mim.
– Edward me ajude aqui, por favor? Ele correu e me ajudou pegando a caixa e colocando embaixo da nossa arvore como eu havia apontado.
– O que é isso?
– Um presente, não seja ansioso, na hora certa você vai ver.
Nos arrumamos para a festa na casa da Esme, era uma tradição da família Cullen. Edward usava um terno chumbo com camisa gravite e gravata preta, fodidamente sexy. Já eu estava com um vestido de frente único drapejado em um tecido fino e fluido verde escuro que deixava minhas costas nuas e disfarçava minha discreta barriguinha e fiz um coque como meu marido gosta.
A festa era dentro de casa, uma vez que a neve castigava do lado de fora. A imensa arvore decorada estava no hall de entrada dando as boas vindas a todos, e com certeza no próximo ano não teríamos apenas adultos na festa, uma vez que seria difícil controlar o pequeno Ben.
Foi uma noite agradável, diferente da ultima vez, em que estive aqui e acabei brigando com Edward, o que não foi de todo mal, se pensarmos que acabei indo para sua casa e nunca mais saindo de lá. Eu cumprimentei todos, dancei com meu pai, Carlisle, Jasper, Eleazar, Garrett, e Emmett, mas sempre voltava para os braços do meu amor.
A dança era sempre diferente com Edward. Minha mão na sua, e a outra acariciando sua nuca, a sua descansando na base da minha coluna, me colando ainda mais ao seu corpo, sua barba por fazer lhe dando um ar incrivelmente sexy que ele rosava no meu ombro me deixando acessa. Suas palavras ditas ao pé do ouvido me excitando e seus discretos beijos no meu pescoço me faziam ter a certeza que ele estava me desejando a cada movimento.
Já havia passado do meio da festa, e eu estava dançando com Emmett, quando me senti mal, e fiquei tonta de repente, foi tão rápido, impossível de avisá-lo a tempo e quase tropecei entre ele e o meu vestido, ainda bem que estava dançando com o Emm, com certeza jamais me deixaria cair. Quando percebi estava no escritório, ouvindo as vozes preocupadas de Edward, Carlisle e Emmett.
– Eu estou bem... Tentei me sentar, e tive que respirar profundamente para não jogar todo o jantar no tapete da Esme Estou grávida, lembram-se disso? Enjoos e tonturas são considerados normais.
– Bella você está bem? Oh, Deus, minha mãe e Esme, agora o circo está montado.
– Estou ótima, apenas temos um bebê que não entende que é pra deixar a comida ficar dentro do meu estomago. Eu disse afagando minha barriga, e sendo examinada se é que era isso que Carlisle estava fazendo, sob o olhar atento de Edward.
– Parece que ela tem razão, só uma leve indisposição.
– Viu mamãe, não falta medico aqui pra dizer que eu estou bem. Eu a olhei displicente E quantos mais ainda estão lá fora...
– Nem brinca com isso Bella. Devíamos ter convidado a Tanya. Edward disse me olhando serio.
– Isso é uma festa de natal ou um simpósio, Edward? Não seja bobo. Eu dei minha mão para ele que me ajudou a levantar. Agora vamos para festa, ainda quero uma ultima dança antes de irmos para casa. Ele sorriu meneando a cabeça e depois de olhar para Carlisle que fez sinal afirmativo para ele fui liberada para voltar para sala onde realmente tivemos uma ultima dança.
- Você está bem mesmo? Eu senti o tom de preocupação na voz de Edward.
– Estou ótima, acho que na verdade prendi meu pé no vestido, ou foi só seu filho querendo dançar também Sorri e vi o sorriso mais lindo emoldurando os olhos azuis do meu marido Eu gostaria que o bebê tivesse os seus olhos. Sussurrei passando a mão em seu rosto.
– Não estrague a criança. Ele me olhou tentando ficar serio. Será um lindo bebê se for exatamente como você. Eu estava pronta para reclamar quando fui distraída por sua boca e seu beijo urgente. Vamos? Quero te dar o meu presente de natal.
– Quero ver os dois aqui amanhã, ouviram crianças? Esme falou nos abraçando, quando estávamos nos despedindo dela e de Emm. No ultimo ano não tive nenhum dos dois por aqui.
– Estávamos no hospital mamãe...
– Eu nunca entendi como vocês dois foram parar tão rápido no hospital. Por acaso Bella passou mal dentro do seu quarto Edward? Porque Emmett às vezes é tão certeiro?
– Ela me ligou Emm, não esqueça que eu era só medico dela.
O caminho foi feito com nossas mãos entrelaçadas, e eu não pude deixar de rir me lembrando da primeira vez que estivemos em seu carro. E ele riu pelo mesmo motivo, beijando minha mão e se desculpando por seus modos. Edward será sempre Edward, incrivelmente educado e autodepreciativo.
– Meu presente primeiro Eu disse assim que entramos em casa, e pude ouvir seu protesto, mas ele sentou-se no sofá me olhando enquanto apontei para baixo da arvore de natal, mostrando a imensa caixa.
Edward abriu a caixa e estancou assim que viu o avião vermelho de 1,20m de uma asa a outra, com motor elétrico e controle remoto. E eu fiquei ansiosa sem saber se havia acertado ou não. Lentamente ele se virou para mim e pude ver as lagrimas se formarem em seus olhos.
– Diz alguma coisa? Eu disse baixinho, com medo de ter estragado tudo.
– Eu sonhava em ter um desses quando pequeno. É lindo Bella.
– Carlisle me disse ele me ajudou a escolher. Eu liguei pedindo informações.
– Quando tinha 11 anos pedi um desses de presente de natal, e com certeza ganharia, mas depois desisti, e disse que não precisava mais.
– Porque disse isso, se era o que queria de verdade?
– Porque a Emilie ria de mim, dizendo que era realmente um menininho por brincar com os aviõezinhos. Que nunca seria um homem desse jeito. E perguntava se via o Emm ou o papai brincando com algo parecido.
– Então... Eu disse me ajoelhando no chão e engatinhando ate ele. Esse avião é para o menino Edward. Eu me aproximei do seu ouvido e sussurrei Deixe esse garotinho viver dentro de você amor. Deixe ele voltar a vida.
Edward soltou o avião e me abraçou apertado, agradecendo e me beijando no pescoço, me fazendo arrepiar e gemer e trazendo o homem fodidamente sexy de volta para mim.
Ele levantou e me pegou no colo me sentando no piano que estava com a tampa fechada, abrindo minhas pernas e se colocando no meio delas. Eu empurrei seu paletó, deixando-o cair no chão e o trazendo mais para mim apertando-o com minhas pernas em seu quadril. Soltando a gravata e largando-a em qualquer lugar.
Edward abriu o fecho do vestido que fica no meu pescoço, liberando meus seios para suas mãos que apertavam delicadamente e roçavam de leve. Ele levou o seio direito à boca, chupando-o por inteiro, sua língua fazia círculos no mamilo, seus dedos apertavam dando pequenos beliscões, mordiscadas, sopros.
– Eles estão tão lindos, Bella. Tão gostosos Eu arfava e gemia, puxando-o mais para perto de mim.
Sua língua, boca, mãos, dedos me excitando, eu arqueando a coluna, liberando cada vez o acesso dos meus seios para Edward, chamando por ele, rezando para que não parasse, e não parou. Eu senti meu corpo entrar em ebulição e explodi em um prazer que não conhecia, gozando com seus carinhos em meu peito. Arfando eu fui levada para nossa cama.
– Eu quero te amar aqui, onde foi nossa primeira vez...
Meu vestido subiu na altura do quadril, minha calcinha foi retirada e nossas bocas coladas uma a outra em um beijo apaixonado, faminto, sua mão encontrando meu clitóris, e entrando ainda mais na minha boceta, me invadindo, me excitando, me amando, sem largar minha língua.
Meu quadril acompanhava o movimento de sua mão, subindo e descendo, arfando, gemendo e dando mais um para ele, mais um gozo. Deus, quantos mais? Eu juro que não estava me importando em dar mais e mais. E receber mais dele.
Eu respirava tentando acalmar meu coração, e abria o fecho do vestido, ficando nua, vendo o sorriso de Edward olhando cada centímetro do meu corpo, com seu sorriso maroto, abrindo o punho e retirando a camisa.
Abri o botão de sua calça deslizando o zíper, abaixando-a junto com a boxer, liberando seu pau para minha boca. Toquei seu testículo com uma das mãos enquanto a outra subia e descia em seu membro. Eu cuspi na cabecinha, deixando aquele fiozinho de baba, fazendo-o sorrir, e abocanhei seu pênis. Subindo e descendo, fazendo o som característico de sucção, amando e adorando o que estava fazendo, ate que pulsando em minha boca senti a porra de Edward tocar fundo em minha garganta.
Sem descansar ele me pegou em seu braço e me encostou abruptamente na parede, com força, duro, e eu senti o movimento de vai e vem do seu pau que não amoleceu em contato com meu clitóris, me excitando. Eu gemi enlouquecida, levantado uma perna, me abrindo ainda mais.
A parede as minhas costas, minhas pernas de cada lado do quadril de Edward, seu pau entrando em mim, eu o abraçando-o, me equilibrando nele, em seu movimento de vai e vem. Sua mão me segurando, sua boca ora mordendo meu ombro, sugando meu pescoço e chupando meu peito, minha coluna arqueando para frente, permitindo todo seu deleite com meu corpo. Minhas mãos apertando os cabelos em sua nuca, trazendo-o para mim, minha boca em seu rosto, em sua orelha. Meus gemidos o excitando e fazendo-o urrar e entrar mais fundo e forte em mim.
– Edward... Não para...
– Goza pra mim bebê.
Eu apertava com minha boceta seu pau duro e inchado, mastigando-o e assim, simultaneamente gozamos, explodindo. Eu vi pontos de luz branca, tentando controlar minha respiração, encostando a cabeça em seu ombro, sentindo-me deslizar pela parede sem que Edward saísse de dentro de mim. Ele deitou no carpete do quarto comigo em seu peito, seu coração batendo descompassado, o riso vitorioso nos lábios, absolutamente lindo.
– Meu presente Depois de muito tempo no chão e de tomarmos banho Edward me levou para cama e me entregou uma caixinha turquesa. Ao abrir, um pingente em formato de coração de platina cravejado de diamante. Para combinar com seu anel. Eu tirei o coração e percebi que se tratava de uma pulseira. Linda.
O almoço na casa dos Cullen foi unicamente para a família e bastante tranquilo, Edward levou seu aviãozinho e brincou como criança, para alegria do Ben que se encantou tanto com o brinquedo, como com a musica tocada ao piano com ele em seu colo, apertando uma ou outra tecla e batendo palminha logo em seguida.
Meus pais foram embora no dia 26 e no dia 31 tivemos nossa primeira festa no apartamento. Sim, a festa de ano novo foi realizada em casa, para 30 amigos e familiares. Nós dois estávamos tão felizes. O ano começou com nós dois abraçados nos beijando, e esse seria o ano mais lindo e importante da minha vida, o ano que teríamos o fruto do nosso amor ao nosso lado.
O mês de janeiro foi marcado por uma grande alegria e uma pequena frustração; dia 19 fomos à consulta com a Dra. Tanya e nosso bebê fez questão de cruzar as pernas, e não houve forma de descobrirmos o sexo, o que serviu é claro de piada para Emmett, mas em compensação no dia 22 depois de uma rodada de sexo maravilhoso eu senti pela primeira vez o movimento no meu útero, e comecei a chorar sem que Edward entendesse o que realmente estava acontecendo e ficando maravilhado quando ele também sentiu as pequenas ondas na minha barriga.
Seis meses, definitivamente o tempo está passando voando, nosso hobby favorito é sentir os movimentos em minha barriga, fazermos caminhadas tranquilas pelo bairro, aproveitando para comprar sempre algo unisex para o bebê ou para mim. Edward está cada vez mais atencioso e estamos se é que é possível ainda mais grudados, sempre damos a desculpa de que estou cansada, o que nem sempre é verdade, geralmente apenas queremos ficar abraçados em nossa cama. Eu continuo trabalhando, bem menos agora, estou mais ajudando Esme com a parte administrativa do que qualquer outra coisa, o que me dá tempo de descansar.
A manhã do dia 13 de fevereiro começou tranquila, mas à tarde... Eu estava almoçando com Esme e Carmen quando meu celular tocou.
– Isabella Swan? Já há algum tempo não me chamavam assim por isso estranhei, mas voz da mulher parecia bem preocupada do outro lado da linha
– Sim, quem fala?
É a mãe do Ethan. - Oh, Deus, o que aconteceu com ele?
– Ele está bem? Eu esperava tudo, desde ele ter errado a mão novamente se cortando ate ter tentado se matar, mas não o que eu ouvi.
– Ele foi atacado na rua e os paramédicos o trouxeram para o Massachusetts General Hospital, eu... Eu gelei imediatamente, olhando espantada para Esme.
– Você está só aí?
– Sim... Estou esperando os médicos que o atenderam, mas ate agora nada. Não sei mais o que fazer ou pensar.
– Ok, espere um pouco que eu já chego aí, está bem? Eu desliguei o telefone tremendo sem acreditar. Como alguém ataca um garoto como Ethan? Como alguém pode fazer mal a uma criança, porque é isso que ele ainda é. Apenas um menino.
– Bella, o que foi?
– O Ethan foi atacado e levado para o hospital Eu ligava para Edward, mas caia na caixa postal, ele deve estar atendendo alguém. Carlisle está lá Esme?
– Ainda não, deve estar chegando ele pega no período da tarde hoje. E o Edward?
– Não atende... Eu a olhei. Não dava pra ficar aqui e deixar essa mãe desesperada sozinha. Eu vou até lá.
– Bella, pode não fazer bem pra você. Deixe que eu vá. Eu também me liguei bastante a ele, no tempo que esteve em lua de mel...
– Não Esme, você tem uma reunião importante agora à tarde. Eu vou. Estou bem, acredite em mim, não faria nada que colocasse meu bebê em risco, não se preocupe. Ela me olhou ainda incerta, mas não se opôs a minha ida.
– Por favor, me mantenha informada. Assim que puder eu vou até lá. Eu afirmei com a cabeça e peguei minha bolsa.
Eu estava preocupada, mas não nervosa, me sentindo bem sem enjoos e tonturas. 23 semanas de uma gestação tranquila não é motivo para ninguém se preocupar. Atravessei a rua e caminhei o quarteirão ate o hospital, pegando informação de para onde ele foi levado logo no balcão de entrada. E não poderia ser mais fácil e preocupante, pelo menos pra mim. 6º andar, onde Edward trabalha.
Assim que a porta do elevador se abriu dei de cara com Ângela que me abraçou.
– Ângela, tudo bem? Ela me sorriu - Onde está o Edward?
– Atendendo um garoto...
– Ethan?
– Sim, como sabe? Você o conhece?
– Ele frequenta a instituição e a mãe ligou me avisando.
– Você quer esperar o Edward na sala do Dr. Cullen? Ele acabou de chegar e foi fazer as visitas antes de ir para sua sala. Com certeza não vai se importar em te ter por lá.
– Eu quero falar com a mãe do Ethan primeiro, pode ser?
– Claro, siga o corredor e vire a primeira a direita, ela está na sala de espera. Eu sorri e abracei a Ângela mais uma vez.
Eu segui pelo corredor, e antes de virar a direita vi Edward vindo por outro corredor a minha esquerda, ele estava com uma carinha de cansado, mas, não poderia estar mais lindo, e eu sorri para ele, parando para esperá-lo vir ate mim.
– Você está se sentindo bem? - Edward perguntou alarmado me abraçando e beijando minha cabeça.
– Está tudo bem. Eu sorri e ele levantou a sobrancelha, olhando para minha barriga. Estamos bem, amor. Passei a mão em seu cabelo revolto. - Eu vim pelo Ethan, à mãe dele ligou avisando que tinha sofrido um acidente.
– Eu estava indo falar com ela. Ele suspirou - Ele foi atacado por um homem que bateu nele com um capacete. Mas, as pessoas não o reconheceram e disseram que foi tudo muito rápido. Talvez só o próprio Ethan consiga identificar o agressor. Edward pegou na minha mão. Ele chegou com um traumatismo craniano e eu o operei Eu arregalei o olho prendendo a respiração Tirei fragmentos de ossos que se quebraram com o impacto e irão se regenerar com o tempo. Ele ficará em observação por 36 horas, mas é jovem e forte e a parte atingida costuma se recuperar muito bem sem deixar sequelas...
– Como foi à operação?
– Foi tudo bem, bebê, não se preocupe, ele está bem. E se tudo se encaminhar como espero, sairá da UTI depois do prazo de observação e em uma semana só terá a cabeça enfaixada. Ele sorriu para mim. A Kate poderá vir ate aqui para atendê-lo e garantir que ele consiga lidar com mais esse trauma e consiga superar esse momento. E se for preciso podemos chamar o Garrett também, está bem assim? Ele me olhou e sei que a ideia do Garrett era mais para me tranquilizar do que uma necessidade real.
– Ele ficará bem, mesmo?
– O seu quadro era pior que o dele, e você está aqui, Sra. Cullen.
– Edward?
– Bella, estou falando serio, foram apenas pequenos ossos que quebraram com a pancada, o cérebro não foi atingido, e agora só o tempo para nos dizer quando ele estará pronto para outra. Eu meneei com a cabeça. Edward e seu modo médico eram impossíveis. Temos que checar sua visão e ele terá possivelmente alguma dor de cabeça, mas o principal é cuidarmos para que ele não adquira nenhuma infecção, fora isso está tudo sob controle. Ele me abraçou mais uma vez Não se preocupe bebê, o pior já passou.
Edward pegou o Iphone e discou um numero enquanto eu o olhava.
– Kate, você pode vir agora? Eu terminei a operação e tudo correu bem, ele está sedado e vai dormir ate o inicio da noite ainda, mas a mãe está aqui, e eu vou informar a situação a ela agora. Ele ouviu o que ela dizia me olhando Que horas você pode vir então? Ele respirou profundamente, e eu apertei sua mãe, recebendo seu sorriso. Certo... Não, ela está aqui na minha frente, e eu sei que pode ajudar, mas não queria por a Bella nisso. Não a quero se preocupando por causa da gravidez. Ele beijou minha aliança. Mas, tudo bem, quando você chegar fale com a mãe também, e eu vou pedir a uma psicóloga do hospital pra ficar de olho caso seja preciso, como ele já foi abusado antes, não é tão simples para ela. Edward suspirou. Ok então, deixe seu relatório na sala do papai, eu já vou ter ido embora quando chegar.
Edward desligou e se dirigiu ate o bebedouro segurando minha mão, pegou um copo com água e me deu e bebeu outro.
– Vou falar com a mãe agora...
– Eu vou com você, e sim, se for preciso pode contar com minha ajuda. Eu imagino o quanto essa mulher deve estar abalada com tudo. Ele me olhava serio, alisando minha barriga. É o seu bebê que está nessa situação, não deve estar sendo fácil para ela.
– Ok, então Sra. Cullen, vamos falar com a mãe.
– Você tem certeza que não é grave, não é?
– Tenho Bella, mas como a Kate o acompanha na instituição achei que seria o melhor para ele e para a mãe, ter o apoio dela, só que ela não pode vir agora.
SPOILER
– Desculpe por isso, Bella. Eu não queria que presenciasse esse momento. Que visse esse tipo de cena, principalmente agora que está grávida. Ele começou a baixar a cabeça, mas eu levantei, fazendo com que ele me olhasse.
– Eu te amo, Edward. Sou sua. E o meu lugar é ao seu lado... Na alegria e na tristeza... As lagrimas caíram de seus olhos. Na saúde e na doença todos os dias das nossas vidas. E as minhas lagrimas também caíram.
Edward me beijou apaixonado, melhor, necessitado. Ele necessitava sentir fisicamente o que eu havia acabado de falar.
– Como está se sentindo, Edward? Eu sussurrei em seu lábio, quando terminamos o beijo, encostando nossas testas.
– Confuso e com medo. Mas, eu vou te proteger e nosso filho também. Oh, Edward, eu puxei os fios do seu cabelo que ficavam na nuca.
Eu me levantei trazendo-o comigo, e me jogando em seus braços, sendo abraçada por ele como se um fosse o bote salva-vidas do outro. Havia confiança, entrega, respeito, fidelidade no nosso abraço.
Nossa deveria estar uma delícia asinhas de frango com sorvete de limão... (Õô) * Nem vou comentar *
Fofo a Bella dando de presente uma coisa simples para um cara que tem dinheiro e não precisa de nada materialmente. Menos as vezes é mais e a Bella acertou em cheio ;D
Esse Spoiler me deixou muitoooooo curiosa... Nos vemos em breve, fiquem ligados... ;*
