Capítulo 36: Cores
(Tradução: DeNobrega)
Depois ter aproveitado consciente o Natal, eu tentei agir da mesma maneira na véspera do Ano Novo. Tentei deixar ir tudo o que não estava acontecendo naquele exato momento. O problema é que todas as suas experiências passadas, desejos futuros e todas as suas ansiedades, fazem parte de você e existem dentro de você em cada momento. Por exemplo, até mesmo dentro da sala de estar com as cortinas fechadas, nós não poderíamos deixar de lembrar o quão bonito o céu estava em noites claras pouco antes do anoitecer, com os raios de sol ainda brilhando, com uma cor que você poderia certamente tocar.
"Edward", eu disse depois de tomar um gole do meu champanhe. Ele estava na cadeira e eu estava em seu colo, à mão apoiada na minha coxa. Alice, Jasper e Rosalie que estava tocando em Alice, dividiram o sofá e Emmett compartilhou o chão com a árvore de Natal. Alice e eu tínhamos colocado Masen para na cama horas atrás. "Se você pudesse retirar um pedaço do céu, que cor você acha que seria deixado para trás? Branco ou preto?"
"O quê?" , ele perguntou, colocando o meu cabelo de lado por cima do meu ombro.
"Você não me ouviu?"
"Eu não tenho certeza. Acho que você acabou de me perguntar que cor seria deixada para trás se eu pegasse um pedaço do céu."
"Certo. Vamos", eu disse, puxando o decote de sua camisa com o meu dedo. "Tente por um momento não ser racional. Brinque comigo. Que cor?"
Rosalie e Alice estavam rindo, enquanto Emmett estava olhando na espera da resposta de Edward.
"Tudo bem", disse ele, inclinando-se para colocar o copo sobre a mesa. "Primeiro de tudo, é por isso que eu te amo, porra". Ele beijou minha bochecha. "Se eu pegasse uma parte do céu, seria, obviamente, a cor do fogo, pois não haveria moléculas de gás ou partículas de poeira nesse ponto para filtrar o sol."
"Não", Emmett disse, balançando a cabeça. "Seria preto. Como se estivesse vendo o céu a partir do espaço. E através do buraco, o sol seria branco, não da cor do fogo."
"Ainda seria azul", disse Jasper. "O buraco iria preencher-se, curar-se de imediato. Não haveria nenhuma mudança na cor."
"Jasper ganhou!" Alice disse, levantando-se. "Mais champanhe?" Ela começou a encher o copo de todos, mas eu cobri o meu.
"Eu não posso. Eu ainda estou amamentando."
Eu entreguei a taça a Edward, ele tomou um gole e depois a colocou de volta na mesa. Eu gostei do olhar em seus olhos com o efeito do álcool. Seu olhar encontrou o meu e eu entrei em seu jogo.
"Eu acho que a sua resposta foi a melhor", eu disse, procurando seus olhos zumbindo, molhados e intensamente verdes. Eu fazia cócegas na base de sua garganta com o meu dedo.
"Você acha?" Ele me deu um sorriso torto e suas mãos apertaram a minha cintura.
"Mm-hmm". Eu balancei a cabeça. "Foi a mais criativa."
Ele olhou para os meus lábios enquanto eu falava e eu mordi o meu lábio inferior. Seu nariz cutucou o meu queixo, percorreu ao longo da minha mandíbula e pescoço. Meus braços se arrepiaram.
"O que você está fazendo, Bella?" Ele sussurrou contra a minha garganta antes que seus lábios estivessem na minha pele. Eu senti uma chupada, depois sua língua e depois outra chupada.
Eu tomei uma respiração profunda. "Você é o único que está fazendo alguma coisa."
"Vocês dois nunca mudam", disse Alice.
"Eles estão assim a noite toda", disse Jasper. "Você só está vendo agora, mas eu já havia sentido. A cada cinco minutos, diminuem dois centímetros de distância de ir para o quarto. Eu não sei como eles estão se controlando."
Eu abri meus olhos e olhei para Edward. "Sério?" Eu perguntei.
Ele acenou com a cabeça. "O tempo todo. Você?"
"Sim".
"De jeito nenhum", disse Alice, me puxando para longe de Edward, que não facilitou em me deixar ir. Seus braços ainda estavam tentando me alcançar quando eu já estava fora de seu alcance. "Nós viemos até aqui para passar o Ano Novo com vocês. Vocês são livres para fazer o que quiserem depois da meia noite, mas até então, você é nossa, não dele." Ela apontou para Edward como se ele fosse o Pirata Barba Azul, ameaçando me trancar para sempre.
O cabelo de Alice estava exatamente do mesmo jeito que eu tinha visto pela última vez. Ela disse que cortou as pontas quando ele parou de se comportar do jeito que ela queria. O cabelo de Jasper havia crescido um pouco, ainda caindo em seu rosto, apontando para o seu sorriso perpétuo.
Com Alice de volta no sofá e eu sendo puxada de volta para o colo de Edward, Jasper e Alice compartilharam conosco algumas de suas experiências nos lugares em que eles trabalhavam.
"Olhe para isso", disse Alice, mostrando-nos suas unhas. Elas estavam mais curtas do que antes, mas ainda bem cuidadas.
"O quê?" Eu disse. "Elas estão bem cuidadas."
"Sim, mas eu não faço isso por mim. Na verdade, eu me sinto obrigada a lixar as unhas agora, mas eu faço isso pelas crianças. Algumas das meninas em diferentes abrigos às amam". Ela disse que as meninas perguntavam tudo sobre os nomes das cores, e pediam que ela usasse a cor que elas escolhessem no dia seguinte e mesmo que ela tivesse que ficar acordada até tarde e seus olhos estivessem fechando enquanto ela mudava a cor, ela ainda pintaria por elas.
Ela deu um pequeno sorriso de lábios fechados. Um sorriso pensativo.
"E toda vez ela deixa um esmalte para elas", Jasper disse, colocando uma mão nas costas de Alice. Ela se inclinou para ele.
"Eu estou ficando sem", disse ela.
"Oh!" Rosalie disse, levantando-se e indo para o quarto de Emmett. Ela voltou com um punhado de esmaltes e deixando-os cair juntos no colo de Alice. "Pode levar. Eu não os uso mais. Eu não sei por que os trouxe para cá. Eu nunca sequer os levei para o meu dormitório."
"Obrigada", disse Alice.
Emmett expressou sua satisfação em ter mais espaço na gaveta até que Rosalie o informou que os esmaltes nunca estiveram em uma gaveta, mas que estavam guardados em uma caixa debaixo da cama.
"Talvez agora possamos desocupar mais uma gaveta e colocar as coisas na caixa", disse ele.
"Alguma coisa minha, eu presumo?" Rosalie perguntou. "Eu sei! Que tal eu guardar todas as minhas coisas na caixa?" Ela tomou um gole de champanhe e Emmett a seguiu.
Debrucei-me contra o peito de Edward, me preparando para um dos seus argumentos. Edward deve ter sentido isso também, ele acariciou meu braço de cima para baixo. Mas o argumento não veio.
"Você tem um lugar favorito?" Eu perguntei a Jasper.
Seus olhos se estreitaram. "Isso é difícil de responder", disse ele. "Todo lugar que vamos somos apresentados a diferentes problemas. Problemas que você nunca soube que existia, ou talvez você imaginasse que só existisse em filmes. Mas eles são reais." Ele soltou uma respiração profunda pelo nariz e balançou a cabeça. "Mães e filhas se escondendo dos pais abusivos ou fugindo, com literalmente nenhum lugar para ir. Sem família ou amigos. Imagine começar sua vida dessa maneira com uma criança. Não podendo confiar em ninguém." Ele tomou um gole.
"Mas a grande coisa é saber que fizemos a diferença na vida de algumas pessoas. É um sentimento inexplicável. Não importa o quão insignificante nossos esforços possam parecer, ainda assim é um pouco mais do que a pessoa tinha antes. Isso faz com que seja muito significativo."
"Mas eu tenho um lugar menos favorito, deixe-me lhe dizer", Alice disse, ela fez um som profundo, limpando sua garganta. "É um pequeno abrigo em Louisiana. Passamos nosso tempo não interagindo com as pessoas, mas esfregando o chão e as paredes, apenas para que ficasse dentro das normas do código de saúde. E o pior é que não tínhamos a garantia que eles iriam mantê-lo quando fôssemos embora. Depois de todo esse trabalho. E eu fiquei doente com isso."
"Esse foi o pior", disse Jasper. "Eu nunca tinha visto alguém tão doente antes. Ela teve uma gripe durante uma semana, na cama, suando e tremendo. Ela não conseguia manter nada no estômago e o médico só prescreveu que ela fizesse repouso e bebesse muitos líquidos. Tive que força-la a beber água porque ela estava com medo de que pudesse estar contaminada".
Alice estremeceu e Jasper colocou seu braço ao redor dela. "Não me lembre", disse ela.
Sua história fez com que eu me lembrasse da gripe de Masen, algo que eu também não queria lembrar. Notei que a travessa de salgadinhos precisava ser reabastecida, então eu a levei para a cozinha. Jasper me seguiu.
"Do que você esta fugindo?" Jasper perguntou, enquanto eu jogava os salgadinhos na travessa.
"Dos meus próprios pensamentos, como de costume", eu disse.
"Como você está Bella?"
Eu me virei para olhar para ele. Ele estava encostado no balcão em frente, com a cabeça inclinada. "Eu estou bem, por quê?"
Ele sorriu. "Só para ter certeza."
Eu queria dizer a ele que eu ficaria ainda melhor se ele e Alice passassem a viver aqui, mas eu não poderia colocar a culpa em cima dele.
"O quê?" Jasper perguntou.
"O quê?" Eu peguei uma taça.
"O que é esse sentimento de culpa?"
Eu balancei minha cabeça. "Jasper, como você faz isso? Sério, eu preciso de uma explicação."
"Você quer a versão longa ou a versão curta?"
"A que me explique da melhor forma."
"Vai levar os salgadinhos para a outra sala e pegue seu casaco. Eu vou te contar lá fora."
Na sala de estar, eu me inclinei para beijar Edward. "Eu já volto."
Ele pegou meu braço. "Você está indo onde?"
"Eu vou falar com Jasper. Só alguns minutos."
Ele puxou meu braço até que eu estava perto o suficiente para ele me beijar novamente. "Não demore muito."
Jasper já estava no pátio. Eu sentei-me no banco, segurando o casaco apertado em torno de mim e olhei em sua direção. O céu estava escuro e a lua alaranjada estava atrás dele. De vez em quando uma brisa soprava o cabelo de seu rosto, mas ele não se preocupou com isso.
"Desde os seis anos de idade é que eu me lembro de sentir as emoções de outra pessoa", disse ele. "Mas até então não era tão exato. Começou com a leitura de expressões. Sempre tive esse dom para pegar no menor movimento muscular, uma piscada rápida, um punho fechado ou a mandíbula, um aperto nos ombros..."
Ele me disse que sua mãe o levava ao médico nessa época por causa de sua temperatura elevada. Ela estava convencida de que algo estava realmente errado com ele, algo que os médicos não estavam conseguindo diagnosticar. Durante a terceira visita ao sétimo médico, sentado no consultório para ser examinado, a mãe de Jasper atormentou o médico, perguntando se ele tinha certeza de que ele havia examinado tudo, e que talvez ele devesse verificar novamente. Jasper se deparou com um olhar no rosto do médico. Ele era muito jovem para entender realmente o que significava a expressão frustrada. Parecia de raiva e Jasper projetou esse sentimento para si mesmo. Ele sentiu a frustração dentro do médico e gritou com sua mãe para parar. Não havia nada de errado com ele e já não iria mais a consultas medicas. Ele nunca tinha gritado com sua mãe antes.
Essa foi a primeira vez que ele se recorda de ter acontecido. Depois disso, ele continuou a pegar expressões que não podia nomear, e senti-las. Chegou a um ponto em que ele não tinha que pensar sobre isso. Acontecia automaticamente. Ele não teria sequer que olhar para a pessoa. Ele poderia pegá-lo com o canto de seu olho.
"Como agora", disse ele. "Eu posso dizer que você está realmente interessada no que eu estou dizendo. Você não está fingindo. Se você estivesse entediada, eu sentiria e calaria a boca. Mas se eu me virar", ele virou as costas para mim "Dessa maneira, agora eu não tenho ideia do que você está sentindo, mas o sentimento original de intriga ainda permeia através de mim." Ele me encarou novamente. "Então, obviamente, conforme eu fui crescendo, havia sentimentos que eu gostava e sentimentos que eu não podia suportar. Eu faria o meu melhor para fazer os que me rodeiam se sentir bem, para que eu pudesse sentir isso também. Finalmente, no início, a minha empatia, o meu desejo de ajudar as pessoas, foi realmente por egoísmo. Mas então o meu coração começou a doer por aqueles que sofriam e se tornou muito maior". Ele enfiou as mãos nos bolsos e colocou o pé na beirada do banco.
"Então, o que você acha? Louco?"
"É realmente um presente", eu disse. "E um fardo."
"Contanto que eu use da maneira certa, é um presente."
"Alguma coisa o surpreendeu?"
"Absolutamente. O tempo todo eu me surpreendo com as reações das pessoas. Acabei fazendo isso mais cedo e com mais frequência do que o resto do mundo", disse ele. "Mais alguma pergunta?"
"Só mais uma." Fiz uma pausa e olhei para ele por um momento, perguntando se eu deveria mesmo perguntar isso.
"Vá em frente", disse ele.
"É injusto se eu lhe perguntar como é Edward?"
Ele baixou o pé e estreitou os olhos para mim, parecendo mais uma figura paterna do que um amigo. "As pessoas compartilham as emoções que elas querem e guardam as outras para si. Eles fazem isso por uma razão, Bella. O que você quer que eu diga se Edward me fizer a mesma pergunta? Você quer que eu diga a ele que apesar de estar feliz , você está preocupada com seu futuro?"
Meu coração pulou para dentro e depois afundou. Parecia que ele bateu no meu estômago como se eu o tivesse engolido. "Você pode dizer isso?"
"Às vezes. Muitas vezes não. Mas na cozinha, eu senti. E quando você me perguntou sobre Edward, eu senti novamente."
"Como você sabe que é com o futuro que eu estou preocupada?"
"Porque por uma fração de segundo, você olhou para cima, por cima do meu ombro. Se a preocupação fosse com o passado, eu suponho que você iria olhar para baixo. Mas eu nem sempre estou certo, no entanto. Eu estava certo?"
"Às vezes", eu disse.
"Eu vou te dizer isso, Bella. Edward está feliz com você. Ele está feliz aqui na Universidade de Stanford, também."
"Mas?"
Ele bufou e balançou a cabeça. "Ele se preocupa com você."
Olhei para baixo e balancei a cabeça.
"Vê? Agora você está pensando no passado. Ouça, não é com Edward que você deve se preocupar no momento. É Rosalie. Algo está acontecendo com ela, e eu sinto isso focado em você, não em Alice ou em qualquer outra pessoa."
"Eu sabia", eu disse. "O que eu fiz para ela? Eu não consigo pensar em nada que eu tenha feito."
"Eu não sei. Eu não posso ler mentes. Uma coisa eu sei, e eu espero que pelo fato de ter te contando eu não esteja tornando isso um problema ainda maior, mas eu sinto muito mais forte quando você está perto de Edward. Quando vocês estão se abraçando ou beijando. Ela não pode olhar para você. Suas bochechas se contraem e ela sai do ar por alguns segundos."
"Por quê?"
Ele balançou a cabeça.
"Eu me pergunto se é porque eu moro aqui com Edward e Emmett. Talvez ela esteja chateada por isso."
"Talvez." Ele olhou na direção do vento, os olhos piscando rapidamente, uma vez que a brisa bateu contra o seu rosto. Eu me virei e vi a árvore que ele estava olhando, sem folhas, galhos finos, como braços levantados direto para as estrelas. Eu me virei para Jasper, ainda fechado em seus pensamentos. Ele estava agora pensando no futuro? Ele estava pensando sobre o futuro de Rosalie, ou o meu ou o dele? Eu poderia ter perguntado a ele. Eu queria, mas eu o deixei em seus pensamentos.
"Obrigada, Jasper." Eu me levantei para abraçá-lo. "Eu sei que essa não era a sua ideia de celebrar a véspera de Ano Novo."
"Você está brincando? Eu senti falta disso. Ninguém fala comigo como você. Com a exceção de Alice, você é a única pessoa que eu já conversei sobre o meu presente com tal profundidade." Ele deu um passo para trás, olhou para mim e apertou meu ombro. "Você e Edward se preocupam demais com os outros. Vocês dois estão bem. Todo mundo tem inseguranças. Isso é normal. Não fique louca deixando que elas lhe afetem. Apenas viva Bella."
"Eu estou trabalhando nisso."
"Vamos lá. Vamos entrar e participar da festa."
Havia realmente uma festa quando nós entramos na sala de estar. Rosalie estava mexendo no rádio na prateleira acima da televisão e Alice continuava discutindo com ela sobre qual música era para tocar.
"Você sempre fica assim quando está bebendo, não é?" Rosalie disse. "Essas músicas são perfeitamente boas quando você está sóbria, mas depois de alguns drinques, você não gosta de mais nada."
"Tudo é uma merda", disse Alice. "É o som errado para esta noite. Precisamos de algo melhor."
"Não há 'The Artist' neste apartamento."
"Eu não estou falando sobre 'The Artist'. Ele é estritamente para o meu aniversário. Ninguém tem um IPod aqui? " Ela se virou. "Oh, oi Bella. Você tem um IPod, não é?"
Eu balancei minha cabeça.
"Eu tenho", Emmett disse, e foi para o seu quarto.
"Aí está você", Edward disse, envolvendo um braço em volta da minha cintura. Ele me puxou de volta para ele e se inclinou para o meu ouvido. "Onde você estava?" Eu senti o cheiro doce champanhe em seu hálito.
"Eu te disse". Eu me virei para encará-lo. "Eu estava conversando com Jasper. Eu senti falta dele".
"Eu senti sua falta." Ele me beijou, e me ocorreu que eu tinha sentido falta dele também. Eu levei a mão em seu rosto.
"Edward", eu disse, mas ele continuou a me beijar. "Edward?"
"Bella", ele respirou na minha boca. "Ainda não deu meia noite? Somos livres?" Suas mãos estavam em meus quadris, me puxando com força contra ele.
"Ainda não, mas Edward, eu estou feliz, e você?"
Seus lábios tinham vindo para os meus novamente, mas ele fez uma pausa e olhou para mim. Seus dedos roçaram meu rosto. Ele sorriu. "Eu não poderia estar mais feliz. Especialmente depois de ouvir você dizer isso sem ser questionada." Seu sorriso cresceu.
Eu passei meus braços em torno de sua cintura e o segurei mais perto, encostei minha cabeça contra o seu coração batendo. Seus braços em volta dos meus ombros e ele beijou minha cabeça.
"Se nós fugíssemos, você acha que alguém notaria?" Ele perguntou.
"Alice está aqui, todo mundo vai notar, porque ela vai gritar com a gente."
Ele suspirou e passou mão pelo meu cabelo.
"Mas nós podemos ficar assim. Ela não pode ficar brava, enquanto nós estamos no mesmo ambiente que os outros."
Alice ainda não tinha resolvido nada quando a meia-noite chegou. Ela continuou ouvindo os primeiros cinco segundos de cada música e em seguida, aborrecida, mudava.
"Esqueça isso", Emmett disse, pegando seu IPod de volta, e ligando a TV. "Nós vamos assistir a Times Square. Temos apenas cinco minutos."
"Mas eles só têm crianças lá agora. É uma porcaria."
Eu relutantemente me desembaracei de Edward e fui até Alice. Eu fui esmagada por suas bochechas. "Alice, estamos juntas, vamos fingir que ainda somos crianças e apreciar a música pop brega".
"Bella! Você está aqui!" Ela me abraçou apertando ao redor do pescoço.
"Não, você está aqui."
Eu senti um toque no meu ombro e me virei. "Eu preciso da minha menina", disse Jasper. "Dois minutos."
Eu balancei a cabeça e beijei o rosto de Alice. "Feliz Ano Novo", eu sussurrei.
"Sim, é!" Ela não sussurrou. "Bella, espere, Bella!" Ela me puxou de volta para ela e beijou meu rosto com os lábios molhados. "Eu te amo".
"Eu também te amo. Mas Jasper ama você também, querida, e ele quer você agora. Olhe para ele, veja."
"Jasper! Você está aqui!" Ela disse e jogou os braços ao redor dele. Ela teve que saltar para cima para fazê-lo, mas ele a pegou, rindo.
Edward estava na mesa de café enchendo sua taça de champanhe, Emmett e Rosalie foram em direção a porta do banheiro já se beijando.
"Aqui", Edward disse, entregando-me uma taça. "Eu acho que você pode ter mais uma bebida."
Peguei a taça e ele levantou a dele, e quando as taças tilintavam juntas, algo saiu da minha cabeça. "Oh, não!"
"Tome um gole, Bella." Ele empurrou a bebida para os meus lábios e eu a bebi para ele,e em seguida ele também bebeu a sua.
"Edward, quanto tempo nós temos?" Eu coloquei minha mão trás do meu pescoço para desfazer o fecho no meu colar enquanto ele olhava para o relógio. Meus dedos não estavam funcionando. Eu não podia abri-lo.
"Cinquenta segundos, por quê?"
Eu me virei e levantei o meu cabelo. "Rápido, tira isso de mim, rápido. Eu tenho algo guardado para esta noite."
Seus dedos faziam cócegas no meu pescoço enquanto ele desabotoou o fecho. Mesmo bêbado, ele tirou mais fácil do que eu poderia ter feito.
"Aqui", ele disse, entregando-me o colar.
Eu tirei o anel da corrente e o deixei na minha mão, e depois o coloquei no meu dedo. Eu tive que força-lo para passar sobre a minha junta.
"Olha", eu disse, segurando a minha mão para ele. "Ele já serve."
Antes de eu terminar de falar, ele estava beijando o anel, meu dedo e depois o resto dos meus dedos, enquanto ouvíamos vozes em contagem regressiva. Seus lábios percorreram a minha mão e meu braço, beijando-me através da minha blusa, até chegar à minha garganta e seus lábios se encontraram com a minha pele. Ele beijou em volta do meu queixo e finalmente os meus lábios. Nós nos beijamos pela celebração da meia-noite na TV. Nós nos beijamos em meio aos gritos de Alice e de confetes que eram atirados sobre nossas cabeças.
"Você sempre me dá o melhor beijo de Ano Novo", eu disse.
"Você sempre me dá os melhores beijos", ele respondeu.
Já passava da meia noite por três minutos, era nosso minuto da liberdade e nós fugimos para o nosso quarto. Ele me beijou, me apoiando contra a cama e eu caí contra ele. Eu ri.
"Levante os braços", disse ele.
Eu os levantei e ele tirou a minha blusa.
"Aqui", eu disse, abrindo minha mão que ainda segurava o colar. "Eu preciso disso antes que eu o perca." Eu me levantei e me virei para que ele pudesse colocá-lo novamente em meu pescoço.
Quando minha corrente estava segura, seus lábios se encontraram meu pescoço e suas mãos deslizavam sob os meus braços para os meus seios. Inclinei a cabeça para procurar seus lábios.
"Bella", ele disse antes de me beijar.
Eu o encarei novamente. "Sua vez." Eu puxei nas extremidades de sua camisa.
Ele balançou a cabeça. "Suas calças em primeiro lugar." Ele me puxou para fora da minha calça jeans.
"Agora a sua vez?"
"Ainda não." Ele chegou por trás de mim e tirou meu sutiã. "Nós não precisamos disso onde estamos indo."
"Para onde estamos indo?" Eu perguntei para distraí-lo, para que eu pudesse tirar sua camisa.
"Minha boca estará aqui." Ele beijou meu peito, e o choque me fez suspirar. Eu deixei minha cabeça cair para trás.
"Edward, oh meu deus."
"Eu sei", disse ele. "Isso será fodidamente rápido, mas eu não posso evitar."
A voz de nosso filho nos interrompeu. "Mama-dada mama-dada". Eu levei um dedo aos lábios de Edward e Masen repetiu os nossos nomes novamente.
"Será que ele acordou para desejar Feliz Ano Novo?" Eu perguntei.
"Shh," Edward disse, e foi dar uma olhada nele. Ele saiu de trás do biombo de mãos vazias e rindo baixinho. Ele não conseguia se controlar.
"O quê? O que é tão engraçado?"
"Ele, ele é como você", Edward riu.
"O quê?"
"Ele está dormindo. Ele fala dormindo como você."
"Não." Eu cobri os olhos e balancei a cabeça. "De todas as minhas características, ele tem que puxar essa?"
"Eu amo essa sua característica", Edward disse, puxando meu lábio inferior com um dedo. Ele beijou meu lábio.
"Mas eu não tenho feito isso há muito tempo. Eu não me lembro da última vez que eu falei dormindo."
Ele se sentou na cama. "A noite passada", ele disse, com as costas de sua mão vagando pelo meu braço e pelo meu ombro.
"Não."
"Oh sim, você falou." Ele tocou o meu nariz. "Você faz isso na maioria das noites, mas nem sempre é possível lhe entender."
"O que eu disse ontem à noite, então?"
"Você disse bacon."
"Bacon?" Eu ri. Ele também começou a rir.
"Sim, bacon e ovos. Corrija-me se eu estiver errado, mas acho que... Eu acho que você estava sonhando com o café da manhã."
"Bacon e ovos soam muito bem agora." Eu balancei a cabeça. "Eu provavelmente estava sonhando em comer ovos e bacon meia noite e quinze no Ano Novo. Meu eu adormecido é brilhante! Vamos fazer um pouco."
"Mais tarde", disse ele. "Neste momento você parece boa o bastante."
"Agora?"
"Agora, nesse segundo. Cinco segundos atrás."
"Então por que você não me prova?"
"Porque eu sou um idiota." Seus lábios vieram em minha direção. "Shh", ele disse, como se eu tivesse dito alguma coisa que precisasse ser calada. Talvez ele estivesse apenas me alertando para que eu ficasse calma, para que seus lábios pudessem fazer o trabalho.
Quando ele os moveu para a minha garganta, eu disse, "Edward, você sabe o quê?"
"O quê, amor?"
Eu respondi-lhe com beijos, segurei o rosto dele e ele se levantou. Então eu puxei as calças e boxers para fora e deixei que meus lábios se encontrassem seu peito. Beijei todo seu peito e estômago. Ele se sentou na cama e recostou-se em suas mãos enquanto eu continuava por todo o caminho, levando-o na minha boca. Suas mãos vieram à minha cabeça. Por um momento eu pensei que ele ia tentar me parar e não havia nenhuma maneira que eu iria deixá-lo. Mas suas mãos apenas se emaranharam no meu cabelo enquanto ele gemia. De vez em quando eu sentia seus dedos em meu couro cabeludo e então ele puxava meu cabelo novamente.
"B-Bella", ele disse, e foi a última coisa que ele disse antes de eu o sentir gozar.
Ele caiu para trás contra a cama com a respiração pesada, e eu descansei apoiando minha bochecha contra seu estômago, ouvindo suas entranhas se contorcer enquanto sua respiração se acalmava.
"Bella", ele disse, e puxou meu braço. "Bella".
Eu levantei minha cabeça.
"Venha aqui, por favor." Ele acenou uma mão preguiçosamente para que eu fosse à direção dele.
"Sim, amor?"
Ele sorriu, cobriu os olhos com o braço, e riu. "Você é o amor", disse ele. Ele moveu o braço. "Beije-me".
Eu fiz. E depois de alguns momentos, ele me virou e beijou o meu corpo.
"Você tem gosto de..."
"Bacon?"
Sua respiração me fez cócegas quando ele riu contra o meu estômago. "Não, definitivamente não. Você tem gosto de Bella." Ele continuou beijando. "Sobremesa. Boa pra caralho." Ele me beijou em todos os lugares, assim como eu tinha feito para ele, até que ele me levou para o meu pico. E depois, ele não me deu tempo para recuperar o fôlego antes de fazer amor comigo. Ele disse que me amava quando fizemos amor e depois novamente pouco antes dele adormecer em cima de mim. Eu tive que empurrar seu peito para fazê-lo rolar o suficiente para que eu pudesse respirar. Em seu sono, ele me puxou para perto e dormimos emaranhados e nus em cima das cobertas.
Ano Novo na casa dos nossos queridos... estamos quase em sincronia. Volto mais tarde com mais um capítulo de presente de Natal para vocês. A Mamãe Noel DeNobrega o está traduzindo no momento e assim que ela me mandar eu Beto e posto para vocês.
Até mais tarde!
Nai.
