Aviso: Inuyasha e Cia. ainda não me pertencem, ainda por que um dia pelo menos o Kouga!

The fury in the snow.

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Parte dois: A poderosa Agome.

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Promessa.

Rin estava terminando seu café quando ouviu passos descendo as escadas, soube então que seu senhor tinha uma convidada, pois ele próprio estava sentado à mesa com ela, e Jaken estava na cozinha, olhando por cima dos ombros viu uma mulher youkai com olhos cor de safira e longos cabelos que lhe caiam em cachos pelas costas.

A mulher o olhou com um sorriso que não agradou Rin.

_Bom dia Sesshoumaru. Quando acordei já não estava mais lá.

É claro que não estava Sesshoumaru acordava cedo todas as manhas para certificasse, mesmo sob protestos, de que Rin não se afogaria em sua enorme banheira. Rin não gostou dela. Quem pensava que era para chama-lo "Sesshoumaru", era "Senhor Sesshoumaru"!

O seu senhor respondeu-lhe com um aceno de cabeça, a mulher youkai parou ao pé da escada quando finalmente percebeu a menina ali, e no momento em que seus lábios entreabriram-se Rin já sabia o que ela diria:

_É sua filha?

_É minha protegida. – respondeu seu amo.

Rin virou-se para terminar seu café da manhã, ignorando propositalmente as boas maneiras de cumprimentar aquela convidada, nunca gostava de nenhuma mulher que seu amo levava para casa, porque todas sempre eram iguais: falsas e idiotas.

Sentiu uma mão em sua cabeça.

_Que doce de menina. Como se chama?

_Eu me chamo Rin. – respondeu levantando-se – E não sou nada doce. Com a sua licença meu senhor.

Curvou-se respeitosamente antes de subir correndo as escadas, não estava com humor para aturar nenhuma mulher estupida, Miroku aquele mentiroso, dissera que a levaria para visitar Agome e desde então já haviam se passado quatro dias!

_Por favor, perdoe a menina meu amo. – pediu Jaken saindo da cozinha – Ela tem essstado agitada desssde aquele dia. Eu falarei com ela.

_Deixe-a. – falou o Senhor.

*.*.*.*

"Agendar" uma visita com Kagome era mais difícil do que Miroku pensava.

Primeiro porque tinha de falar com Sango para isso, e a garota o mandava ir passear sempre que ele se aproximava, nem sequer o deixava falar.

Segundo porque precisava pedir permissão a Sesshoumaru para pegar Rin, ele não era tão louco quanto Kagome para simplesmente levar a menina do nada... Na verdade, acreditava que ninguém no universo fosse tão louco assim.

Mas para falar com Sesshoumaru teria de ir a sua casa, a cobertura do prédio youkai onde humanos eram estritamente proibidos – e daí que Rin morava lá? Ela era protegida de Sesshoumaru – e ele sendo um descendente de monge budista, não estava exatamente disposto a entrar ali.

E também tinha o pequeno detalhe de que ele não sabia onde ela morava, e ela já não aparecia na faculdade desde aquele dia em que aquela nevasca tão incomum havia caído sobre Tókio, e isso já fazia mais de duas semanas.

Mas havia feito uma promessa a Rin, não podia quebra-la.

Encontrou Ayame na companhia de um estranho garoto, alto e esguio de cabelos negros que lhe batiam a altura dos ombros e tinha a boca pintada de vermelho.

_Eu estou dizendo Ayame, ela realmente achou que aqueles sapatos combinavam com... – estava dizendo o garoto até que o viu.

_Desculpe. – intrometeu-se – Ayame, podemos falar?

A ruiva o olhou.

_É claro, o que é?

_Preciso saber onde mora Kagome.

_É claro. – Ayame o olhou serenamente – E eu preciso de uma televisão nova, porque a minha pifou depois daquela nevasca, mas nós dois sabemos que isso é inviável, porque se eu comprar uma televisão nova, não poderei pagar o aluguel e serei despejada, ou então no mínimo passarei fome. Aliais, o que eu preciso mesmo é de um aumento no meu salário, vou ter uma conversa com seu pai.

Ele suspirou.

_Ayame, falo sério...

_Oh eu também! – ela virou seus inocentes olhos verdes para o rapaz de batom – Jackotsu diga a ele se não falei a verdade!

_Ah sim, a televisão dela realmente pifou, não me admira, era mesmo muito velha.

_Ayame! – exclamou já perdendo a paciência.

Ela suspirou e tocou-o no ombro.

_Miroku, por que cargas d'água eu lhe diria aonde mora Kagome?

_E por que não diria?

_Porque você vai contar a Inuyasha, e não adianta negar, eu sei que uma hora vai acabar contando, e se você contar e ele aparecer lá a Sango o mata pela ousadia, depois mata você por ter contado a ele, e por ultimo e mais importante, vai matar a mim por ter contado a você! E você pode dizer que é difícil matar uma youkai poderosa e puro sangue como eu, mas acredite, ela sabe como o fazer! Eu já fui ao quarto dela sabe? Ela tem uma parede cheia de armas, um bumerangue gigante feito de ossos youkais fundidos, um par de Kodachis gêmeas, uma katana, uma wakizashi, um par de sais, e um Kusarigama!

Miroku depois de ter ouvido aquele pequeno inventário sobre a peculiar coleção de Sango não duvidava em nada que ela guardasse uma faca entre os seios, e o garoto de batom parado ao lado de Ayame tinha a boca aberta e os olhos esbugalhados, por fim ele puxou a respiração com força e exclamou:

_Bela, me lembre de nunca irritar essa sua amiguinha!

Ayame concordou, e dando a conversa por encerrada virou-se para ir embora, mas Miroku segurou-lhe o pulso.

_Por favor, Ayame. – pediu em tom de suplica – Preciso saber como ela está.

Ayame trocou o peso do corpo de um pé para o outro.

_Você nunca se cansa disso?

_Do que?

_De arrumar a bagunça. – respondeu – Inuyasha faz as mulheres chorarem e quebra seus corações, e logo em seguida vem você, oferecendo lenços e juntando os cacos.

Hajime... Ela só podia estar pensando em Hajime.

Miroku podia ver isso em seus olhos.

_Kagome está... – Ayame pensou na ultima vez que a vira – Bem. Eu acho. Um pouco estranha, mas melhor do que eu esperava. – ela puxou a mão para libertar-se – Agora eu realmente preciso ir.

Ela afastou-se com o garoto de batom ao seu lado, que olhou para Miroku por cima do ombro e lançou lhe uma piscadela, Ayame realmente arranjava umas companhias muito estranhas, mas Miroku deixou que ela fosse, porque sabia que ela não lhe diria mais nada, e sendo assim, teria de descobrir o endereço de Kagome por seus próprios meios.

*.*.*.*

Rin estava simplesmente incontrolável!

Menina teimosa que de repente dera para ser birrenta também se aproveitava que o amo não estava em casa a maior parte do dia, para fazer de gato e sapato o servo Jaken, que nada podia fazer para pará-la, pois estava preso a ordem que seu amo lhe dava todas as manhãs antes de sair:

_Cuide de Rin.

Oras, imagine que mais cedo naquele dia, só porque saíra antes do horário da escola, tivera a petulância de se achar no direito de dizer a Jaken o que fazer e o que não fazer, na cozinha.

_Não coloque cebola senhor Jaken. – ela havia dito – Rin odeia cebola.

Menina petulante, ele sabia bem o que fazia, não precisava dos comentários irritantes dela lhe dizendo o que fazer, e como se não bastasse quando ele lhe serviu o almoço – com uma proposital dose extra de cebola – ela cuspiu enojada no chão ao sentir o sabor da primeira colherada e em seguida virou o prato todo na cabeça de Jaken, gritando:

_EU DISSE QUE NÃO QUERIA CEBOLA SENHOR JAKEN!

E ele, coitado, como não podia deixa-la com fome, pois estava preso às ordens de cuidar dela teve de lhe fazer um sanduiche – embora ela realmente merecesse passar fome depois daquela afronta, talvez isso lhe ensinasse as boas maneiras que de repente havia esquecido.

O amo Sesshoumaru era realmente muito cruel, deixando-o tanto tempo sozinho com aquela peste de criança humana, de repente arregalou os olhos e olhou para todos os lados possíveis sentindo um medo irracional de que o amo estivesse ali e tivesse ouvido seus pensamentos, mas ele não estava. Sorte a sua, porque se não sairia voando do prédio com um chute do mestre.

Se fosse mais velha, Jaken acharia que a garota estava na TPM, e então pelo menos ela teria uma desculpa para estar assim tão irritada, mas a garota só tinha oito anos, não podia estar na TPM! Ela ainda tinha oito anos, não é? E se fosse isso? E se ele tivesse se esquecido de seu aniversário?

Que Buda não permitisse que fosse isso! Se Jaken tivesse esquecido um dos dois aniversários da menina – um comemorando o dia de seu nascimento, e outro o dia que o mestre a recolhera da rua – ela certamente tinha razões para estar chateada, e quando seu amo descobrisse que ele havia se esquecido de um dos aniversários da criança, e consequentemente não comprado um presente para que o amo desse a ela, ficaria furioso com seu pobre servo.

Com movimentos apressados e nervosos, Jaken deixou o pano de chão – que usava para limpar a bagunça do almoço de Rin – de lado e procurou sua agenda nos bolsos internos do uniforme.

Folheou as paginas de forma veloz e atrapalhada.

Mas também não era aquilo!

A menina só comemorava o dia de seu nascimento em outubro! 15 de outubro para ser mais exato, e, pelo amor de Buda, eles ainda estavam em maio!

E ela só comemorava o dia que fora acolhida pelo mestre no dia 23 de novembro.

Mas então o que diabos havia dado naquela criança?!

Subiu ao quarto da pequena Rin, decidido a conseguir respostas, e bateu três vezes antes de entrar.

Ela estava sentada de pernas cruzadas no chão, analisando com olhos ávidos e cheia de curiosidade um brinco que tinha entre os dedos.

_É lindo não é? – disse sem encará-lo – Aquela mulher que esteve aqui esqueceu no quarto do senhor. Essa pedra faz lembrar-me dos olhos de Agome. Que pedra é essa?

Resmungando Jaken aproximou-se dela, Rin tinha o péssimo hábito de invadir o quarto do senhor Sesshoumaru, sempre que descobria que uma mulher havia passado a noite no quarto do amo, e procurar ali por qualquer coisa que a mulher da vez pudesse ter esquecido.

Daquela vez, encontrara um brinco.

Um delicado brinco com uma pedra azul escura manchada de dourado incrustada nele.

_É lápis lazuli. – respondeu após um momento de reflexão.

_É verdadeiro?

_Provavelmente.

A menina fez um leve aceno com a cabeça e levantou-se, erguendo-se quase dois palmos acima de sua cabeça, já naquela idade era possível saber que ela não se tornaria uma mulher muito alta, dificilmente alcançaria a altura dos ombros do amo, mas Jaken, que agora batia a altura de seu peito ainda liso logo estaria batendo em sua cintura, e por que não nos joelhos? Afinal quando ela chegara ambos eram da mesma altura.

_Pena que ela não esqueceu o outro par. Eles ficariam lindos nas orelhas de Agome. Pode retirar-se agora senhor Jaken? Preciso fazer minha lição de casa, boas notas certamente deixaram meu senhor orgulhoso de mim.

_Oh sim, claro! – o youkai anão concordou de imediato, momentaneamente esquecido da real razão para ter ido ali, mas bastou chegar à porta para dar-se conta do que fazia e virar-se novamente para a menina – Não essspere um pouco! Eu vim aqui por um motivo e não sssairei até tê-lo resolvido!

A menina, que já reunia seu material escolar sobre a mesa de estudos, voltou seus belos olhos amendoados para ele.

_O que?

_Por que está agindo tão essstranhamente? – disparou a pergunta. – É mal educada com asss convidadasss do senhor, e essstá ranzinza como uma velha!

Diferente do que ele esperava Rin não gritou com ele e nem lhe atirou coisas sobre a cabeça, apenas baixou o olhar em arrependimento.

_Desculpe – murmurou e tirou do bolso o brinco que a fazia lembrar-se dos olhos de Agome – Não devia ter descontado no senhor, estou zangada porque ela abandonou-me e ele traiu-me quando não cumpriu sua promessa.

Jaken piscou, e aproximou-se agora um pouco mais seguro de que ela não o atacaria sem motivos.

_Quem?

_Agome disse que seria minha irmã e abandonou-me. – Rin explicou – Tio Miroku disse que me levaria até ela e traiu-me.

*.*.*.*

Agome não podia estar mais entediada em sua casa, deitada no sofá com as pernas lançadas para o alto apoiadas no encosto, e a cabeça pendendo do assento, enquanto assistia à televisão de cabeça para baixo.

Queria sair e ver Rin, tudo era mais divertido com Rin, mas maldição tinha medo de encontrar o tio dela!

Se pelo menos Sango não passasse o dia inteiro fora... O súbito som da porta abrindo e fechando-se anunciou a chegada de Sango.

Agome sorriu consigo mesma essa não morria mais, ela girou e arrastou-se no sofá até o braço do mesmo de onde podia ver Sango.

_Aqui é tão entediante. – reclamou – Não há nada para se fazer o dia todo!

_Pode ir à faculdade comigo se quiser. – respondeu Sango dirigindo-se as escadas.

_Está falando da boca para fora. – acusou Agome – Sei que fica nervosa sempre que boto os pés para fora de casa, por você eu estaria trancada em uma...! Ei o que houve? Por que está tão agitada?

_Alguém me seguiu! – gritou de seu quarto.

_Quem?

_Não sei, não olhei para trás!

Franzindo o cenho Agome levantou-se do sofá e foi até a base da escada, de onde gritou para a sua visivelmente, paranoica amiga:

_Se não olhou para trás, como pode saber que foi seguida?!

Barulhos altos e estranhos, alguns semelhantes ao raspar de metal, foram-se ouvidos, indicando que Sango, sempre exagerada, pegava as suas armas, Agome se perguntava se a amiga teria licença para todas aquelas coisas que guardava no quarto.

_Eu sei e pronto.

Agome girou os olhos. Sango era paranoica, agressiva e teimosa. E depois ainda tinha a ousadia de dizer que a pessoa perigosa e agressiva ali era ela!

_Se tem tanta certeza. – voltou a gritar para a amiga no primeiro andar – Por que veio direto para casa, não seria melhor procurar uma delegacia?

_Minhas armas e Kirara estão aqui. – respondeu.

Sango era sempre tão radical Agome balançou a cabeça e foi atender a porta.

Miroku por sua vez, perdeu a fala ao se deparar com a nova Kagome que abrira a porta, ela era exatamente igual a como Inuyasha a havia descrito: os cabelos haviam sido cortados, usava maquiagem e vestes negras, e os olhos... Eram azuis.

Kagome nunca tinha tido olhos azuis, mas aquela ali parada a sua frente os tinha.

Eles eram de um azul muito claro, do tipo que, se olhados rapidamente, poderiam até parecerem transparentes.

Aquela mulher, de olhos perturbadoramente claros, em nada se parecia com a Kagome que ele havia conhecido ou a que Rin havia descrito.

"Ela é a minha irmã de outra mãe, é muito divertida e boa para mim".

Divertida e boa... Ela não parecia se lembrar de como se sorria, e tão pouco parecia haver qualquer bondade em seus olhos.

_Kagome?

A mulher a sua frente encolheu os ombros.

_Sim e não.

E antes que ele pudesse pedir explicações, ela deu um passo para o lado e uma grossa corrente de metal surgiu assoviando pelo ar e se enroscou em seu pescoço, tão apertado que começou a estrangula-lo impiedosamente.

Agome deu as costas a ele sem o menor sinal de preocupação.

_Aí está o seu perseguidor Sango!

Sango puxou-o com o olhar duro obrigando-o a cair de joelhos no chão, não o mataria é claro, mas era preciso um pouco de rigidez se queria realmente obter respostas.

_Oh é você. O que quer?

Miroku emitiu alguns sons fracos sufocados enquanto tentava puxar a corrente que o estrangulava, sob o frio olhar analítico de Agome.

_Acho que você precisa soltá-lo primeiro, ele precisa de ar para poder falar. – disse – Eu creio que normalmente é assim que funciona.

Sem dizer uma palavra sequer, Sango afrouxou a corrente, e permitiu que ela caísse barulhentamente ao redor de Miroku, depois a puxou de volta para a sua mão, na outra segurava a foice que compunha o seu Kusarigama, Kirara, percebendo que não havia perigo algum ali voltou a sua forma pequena.

Miroku apoiou-se no chão sobre as mãos e os joelhos, emitindo sons engasgados como se estivesse prestes a vomitar.

_É assim que recebem a todas as suas visitas?

_Não recebemos muitas visitas. – Agome encolheu os ombros.

_E você não é visita nenhuma aqui. – Sango acrescentou rispidamente – Seguiu-me na rua e apareceu sem ser convidado. Agora fale de uma vez: o que você quer?!

Miroku tossiu um pouco.

_Oh céus, você é ainda mais assustadora que Sesshoumaru, doce Sango!

_É melhor responder de uma vez, ante que ela se zangue de verdade.

Aconselhou Agome, deixando-se ser levada pela curiosidade do gentil coração jovem e infantil de Kagome, vendo Miroku sentar-se no chão com as costas encostadas a parede.

_Rin quer vê-la. – ele respondeu – Pediu-me que a trouxesse em sua casa, mas é claro que não poderia fazer isso sem antes ter a sua permissão.

É claro que Miroku também conhecia a menina, ele era afinal a sombra leal do tio favorito dela.

_Quem é Rin? – Sango perguntou.

_A menina que me encontrou na neve. Eu te falei sobre ela.

_Não me disse o nome.

_Falha minha.

Miroku olhou para cima e encarou os olhos que anteriormente pertenceram à meiga Kagome.

_Traga-a. – disse percebendo que ele esperava uma resposta.

Ela havia usado um tom de voz que até agora Miroku só havia ouvido ser empregado por Sesshoumaru e que nunca imaginou que seria empregado por uma garota tão linda.

Era tudo muito estranho, aquela certamente era Kagome, embora seus olhos e seu tom de voz não pertencessem a ela, o que Sango havia dito certa vez? Que Kagome era perigosa, mas não sabia disso... Bem, Miroku agora tinha quase certeza que ela havia acabado de descobrir.

Havia muito poder escondido por baixo daquela superfície fria, ele bem sabia o que ela tinha feito com Inuyasha em um simples toque, e o que ocorrera com Inutaisho, ao ter em mãos um objeto tocado por ela, já eram provas suficientes.

Miroku levantou-se tocando o pescoço para ter certeza de que não estava gravemente ferido ou qualquer coisa do tipo, ele não sabia o que era mais perigoso, uma garota com armas escondidas em cada dobra de roupa e um temperamento explosivo, ou uma miko legitima furiosa.

_Então eu vou falar com Sesshoumaru e devo estar trazendo Rin por esses dias.

Agome encarou-o.

_Por que precisa da permissão de Sesshoumaru?

Ela definitivamente não podia estar falando sério.

_Bem, porque se eu pegar a menina sem pedir permissão antes minha cabeça estará sobre a lareira dele em menos de 24h, e eu gosto dela bem aqui onde está.

Agome inclinou a cabeça de lado.

_Não há nenhuma lareira onde Sesshoumaru mora.

_Então ele a coloca num pote com formol e guarda na dispensa.

_Fui buscar Rin semana passada e a levei para tomar sorvete sem pedir permissão, minha cabeça continua no lugar.

Já Miroku não tinha tanta certeza disso...

_Mas afinal. – Sango girava a corrente de sua Kusarigama impacientemente numa das mãos – Como é que você também conhece essas pessoas Miroku?

_Isso não vem ao caso. – interveio Agome já o colocando para fora, não queria que Sango soubesse da ligação entre aquela criança e Inuyasha – Você já se demorou demais aqui, vá embora!

Mas quando se virou, após ter fechado a porta na cara de um surpreso Miroku, deu de cara com uma Sango extremamente desconfiada.

_Então... – ela começou – Por acaso tem alguma coisa que você queira me contar Agome?

*.*.*.*

Quando chegou, Sesshoumaru deparou-se com seu lacaio Jaken a espera dele de joelhos no chão.

_Amo. – ele curvou-se – Este seu servo Jaken, já sabe o porquê do desagrado da menina Rin nos últimos dias.

Sesshoumaru passou em caminho reto por ele, mas permitiu que falasse.

_Diga.

Jaken apressou-se em levantar-se e seguir seu mestre o melhor que podia com suas perninhas atrofiadas.

_É aquela mulher! – respondeu – A menina Rin sente falta dela, e o inútil amigo de Inuyasha disse a ela que a levaria para vê-la, mas não levou!

Sesshoumaru parou.

*.*.*.*

Inuyasha sonhou que tinha novamente Kagome em seus braços, toda doce e sorridente com meigos olhos castanhos, ela estava abraçando-o e ele fechava os olhos e baixava o rosto para beijá-la, mas então sentia algo gelado contra a sua garganta. E quando abria os olhos novamente, via Kagome séria e de olhos azuis segurando uma faca contra sua garanta.

_Vai pagar! – ela disse, com lágrimas escorrendo dos olhos, e as belas feições torcendo-se em fúria – Vai pagar por ter me machucado!

_Kagome... – ele tentava dizer.

_Vai pagar! – ela gritou.

E Inuyasha gritou junto, abrindo os olhos e sentando-se na cama, e voltou a gritar quando percebeu Sesshoumaru ali dentro de seu quarto.

_Mas o que você está fazendo aqui?! – perguntou após jogar um palavrão na cara do irmão – Como entrou no meu quarto? Diabos! Sesshoumaru eu podia estar acompanhado!

_Isso não me interessa. Quero que fale ao seu imprestável amigo para cumprir a promessa que fez a Rin, ela vai espera-lo hoje na saída da escola. Do contrário Rin ficará triste, e se Rin ficar triste eu irei ficar muito irritado.

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Pronto desde 26/04/13, eu e essa minha mania de anotar tudo!

Ai, ai, ai já estão acabando minhas férias, que lástima! Por isso não esperem outro capitulo tão cedo depois desse. -.-'

Respostas as review's:

joh chan: Verdade não gosto mesmo desse casal! Eu não consigo aceita-los, e fico pensando da onde vocês tiraram uma ideia absurda dessas, dele dois juntos!

Nada é mais importante que a felicidade de Rin, por isso ele sempre faz tudo o que ela quer. =^.^=

Uma pequena lady vingativa? Há! Até que faz sentido, considerando-se que ela é criada por Sesshoumaru, não é?

Pois é, a Sango não confia nela porque ela está sempre a provocando, e ela fica provocando a Sango porque a Sango não confia nela. É um circulo vicioso! -.-'

patyzinha: Sabe que eu nem percebi? Acho que é porque pra mim a estória já faz todo sentido, então eu meio que nem percebo quando ela começa a fazer sentido para os leitores! ^^'

Veraozao: Francamente? Eu também estou! .

Babb-chan: Primeiro de tudo, Babb-chan eu fico surpresa com a sua velocidade! Sério, você deve digitar na velocidade da luz pra conseguir enviar essas review's a tempo assim de ultima hora! O.O

Todo mundo surpreso e abestalhado, o Inuyasha não sabia nem onde senta, foi realmente engraçado!

Ah vai ver que o Inuyasha esqueceu o chaveiro em algum lugar e o Inutaisho achou.

Maldosamente engraçada, a Agome até que tem seus momentos! ^^'

Você animada e eu babando aqui imaginando um Inuyasha assim (meio que tenho uma fixação por olhos bicolores) *_*

Babb-chan eu acho que vou te transforma em presidente do fã clube da Rin! ^^

Veja pelo lado dele: A Agome ainda não conhecia a Ri quando ele a magoou é natural que ele fique um pouco confuso, ela é realmente muito forte, porque como ela diz, ela é "a poderosa Agome" junte-se a ela Kagome e torne-se poderosa também!

Pois é, apesar das duas não se darem muito bem, a Agome ainda se importa com ela, e tenta protegê-la. ^^

Há! E eu ainda estou planejando o Miroku falando umas poucas e boas pro Inuyasha!

KKKK Pra fazer aquela pequena Senhorita sair do carro, só mesmo oferecendo algo que ela queira!

Não se anime tanto Babb-chan, isso é só temporário.

Ah isso significa que a mesma energia que tocou Inuyasha e o deixou daquela maneira, também tocou Inutaisho – através do chaveiro – e o curou de sua loucura.