Capítulo 35
Eu acordei na manhã seguinte com os sons de Josh tagarelando em seu berço de viagem. Ele estava obviamente falando com seu ursinho, e estava completamente alheio ao fato de que eu estava sequer acordada. Depois de me espreguiçar e bocejar, olhei para o relógio na mesa de cabeceira, que já tinha visto melhores dias; seis e meia - ótimo, mesmo no fim de semana eu não conseguia dormir um pouco mais.
Girei minhas pernas para o lado da cama e acenei para Josh, que tinha notado os meus movimentos, "Mamma", ele chamou depois de se levantar e estender os braços para eu pegá-lo. Corri minhas mãos pelo ninho de pássaro que atualmente estava sentado na minha cabeça e tropecei ainda meio dormindo até o meu filho bem acordado.
"Bom dia, homenzinho", murmurei enquanto estendia as mãos para pegá-lo. "Onde está o beijo de bom dia da mamãe?" Josh sorriu e me deu um beijo babado de boca aberta nos meus lábios. Eu não sabia se sorria ou fazia careta enquanto limpava a baba do bebê que estava agora revestindo meus lábios.
"Vamos lá, vamos trocá-lo", eu disse ao sentir o peso de sua fralda aninhada entre suas perninhas grossas.
Depois de uma rápida limpeza, eu o vesti com uma bermuda e uma camiseta. Ele realmente parecia bonito e adequadamente vestido para um dia na praia. O tempo lá fora estava um pouco nublado, e embora não houvesse uma grande quantidade de sol, estava extremamente úmido, uma raridade para Forks, onde a maioria dos dias consistia de chuva, chuva e mais chuva.
Eu nem sequer me preocupei em parecer apresentável enquanto o carregava para o andar de baixo ainda vestida com a minha roupa de dormir, que consistia de uma regata branca e short preto de algodão.
"Bom dia, dorminhocos", meu pai falou enquanto eu caminhava até a cozinha e colocava Josh no chão. Por que ele tem que ser tão alegre na primeira hora da manhã? Ele estava sentado à mesa com Edward lendo o jornal, pelos sons do mesmo, conversando sobre nada em particular.
"Se vocês dois estão bem acordados, por que um de vocês não subiu e pegou Josh e me deixou dormir?" Eu resmunguei enquanto caminhava até o balcão para me servir um pouco de suco.
"Porque você precisava acordar e se arrumar de qualquer forma, Sue se juntará a nós para o café da manhã antes de irmos para a praia. Ela queria vê-los antes de ir para casa", disse papai, dobrando o jornal e colocando em cima da mesa.
"Que bom. Será muito bom vê-la novamente."
O rosto do meu pai se iluminou de felicidade.
Edward ainda não tinha falado uma palavra, no entanto, ele estava muito ocupado lidando com Josh, que agora estava sentado em seu joelho bebendo leite de um copo com canudinho. Eu, entretanto, o peguei pelo canto do meu olho discretamente verificando minhas pernas e bunda. Fingi que não tinha notado, mas por dentro estava erguendo os punhos em comemoração. Quanto mais eu pensava sobre isso, mais achava que Alice e Rose poderiam estar certas em alguma coisa. Edward poderia realmente ainda ter algum tipo de sentimentos por mim?
Eu sabia há muito tempo que estava apaixonada por ele. Também sabia que ele não retornava os meus sentimentos, mas ele poderia ainda me querer? Talvez com o tempo a nossa amizade pudesse crescer e se transformar em algo mais. Quem sabe? Mas o primeiro obstáculo que eu teria que enfrentar era confessar que "Roger" não era uma pessoa. O quão mais constrangedor isso poderia ficar? Quando o homem que você ama acha que você está em um relacionamento quando, na verdade, esta pessoa é um vibrador que ele nem sabia existir. Especialmente porque não foi minha culpa ele ter saltado para essas conclusões. Ele tinha simplesmente ouvido outras pessoas citarem "Roger" e somou dois e dois, o resultado foi seis, e agora eu tenho a tarefa humilhante de lhe dizer a verdade.
Nós precisávamos seguir em frente, porque o que quer que fosse que existia entre nós parecia estar ficando mais forte. Mesmo que eu não tivesse certeza de como Edward se sentia, e independentemente do que aconteceu ou deixou de acontecer entre nós, precisávamos ser honestos um com o outro de qualquer maneira. Especialmente porque não dizer toda a verdade não funcionou tão bem antes.
"É melhor eu ir buscar o café da manhã. O que vocês querem?" Charlie perguntou quando pegou as chaves do carro. Café da manhã do restaurante ou da padaria era a norma por aqui.
Pouco depois que o meu pai saiu Sue chegou, e foi maravilhoso vê-la novamente. Tanto Edward quanto eu agradecemos com um abraço pelo ensopado que ela tinha nos enviado na noite anterior, e a atmosfera era divertida e descontraída ao redor da mesa da cozinha trocando histórias e recuperando o atraso.
Papai voltou com sacos de guloseimas e tudo o que havíamos pedido: ovos, bacon, panquecas e muffins de mirtilo, regados com o café fumegante que eu tinha feito enquanto estávamos conversando.
Josh foi um enorme sucesso com Sue e ela murmurou sobre ele como o neto que nunca teve. Ela comentou sobre o quanto ele tinha crescido desde que o viu pela última vez em sua festa de aniversário. Ela estava igualmente impressionada com suas habilidades de ficar de pé enquanto tropeçava em torno da cozinha brincando com seus brinquedos e vasculhando os armários do meu pai, até que, finalmente, meu pai deu-lhe uma velha panela e uma colher de pau para ele bater muito contra a nossa vontade.
"Agradeço a Deus por travas de armário", Edward murmurou enquanto mordia em um muffin.
Não pude deixar de concordar com ele. O barulho era insuportável, mas ele não parecia incomodar Charlie e Sue enquanto assistiam Josh bater na panela com toda vontade do mundo.
"Bella, me lembre de nunca comprar para ele uma bateria, não importa o quanto ele peça."
"Não se preocupe, Edward, se você um dia fizesse uma coisa dessas, ela ficaria no seu apartamento e não no meu", eu disse enquanto me levantava da mesa para tomar banho e me vestir.
Ao meio-dia, estávamos todos embalados e prontos para ir para a praia. Uma vez que tínhamos comido antes, nós embalamos apenas alguns sanduíches leves e uma fatia de bolo para Edward, porque ele tinha um amor obsceno por doces.
Nós nos despedimos de Sue quando ela teve que ir ajudar a organizar tudo para a reunião de família hoje. Ela se desculpou por não ser capaz de convidar Edward e eu, mas como ela explicou, a festa não era dela e ela não tinha controle sobre quem era e não era convidado. Não importava quantas vezes Edward e eu dissemos a ela para não se preocupar com isso, ela ainda parecia envergonhada. Além disso, eu não sei sobre Edward, mas eu não me importava nem um pouco e estava secretamente ansiosa para passar algum tempo a sós com ele.
Charlie resgatou um velho balde de plástico e uma pá que costumavam ser meus quando eu era uma menina, achei muito comovente que ele ainda os tivesse depois de todos esses anos. Nós transferimos a cadeirinha de Josh para o banco de trás do carro do meu pai, já que ele precisaria dele para mais tarde. Josh e o meu pai foram no carro dele, e Edward e eu no SUV.
Conversei um pouco com Edward enquanto fazíamos o caminho em direção a La Push. Ele parecia fantástico em uma bermuda caqui até o joelho e uma camiseta branca lisa. Eu tinha optado por short azul marinho e uma camiseta azul marinho com um colete listrado de azul claro e branco que Alice havia alegado que combinavam perfeitamente. Acabei calçando um velho par de Converse azul marinho, e sabia que ela não ficaria muito feliz se pudesse vê-los, mas eu não poderia dar a mínima, era um dia na praia não um desfile de moda.
Nós paramos ao lado da viatura de Charlie, no momento em que abrimos a porta do carro, a salinidade do ar fresco do mar me bateu. Tomei uma respiração profunda e segurei-a em meus pulmões pelo maior tempo possível.
"O que você está fazendo?" Edward perguntou me olhando divertido.
"Você não pode sentir o cheiro disso? Chama-se natureza. Vamos, Edward, respire fundo."
Ele balançou a cabeça com um sorriso e se virou para a viatura para buscar Josh.
"Vamos caminhar um pouco e encontrar um lugar um pouco menos ocupado?" Meu pai perguntou enquanto pendurava a bolsa de fraldas de Josh sobre o ombro, deixando para mim a outra, que continha um cobertor, toalhas, balde e pá e algumas outras tralhas.
"Pode ser", Edward respondeu enquanto colocava Josh no chão e pegava a mão dele, "Para onde?"
"Siga-me", meu pai disse, "Eu sei exatamente o local."
Nós caminhamos como um comboio, meu pai primeiro liderando o caminho, então Edward e Josh que estavam de mãos dadas e, finalmente eu, vadiando trás.
Foi hilário ver Josh e Edward. Edward tinha abrandado o ritmo para seguir os pequenos passos de bebê, mas Josh ainda tinha que mover suas perninhas a uma milha por minuto apenas para se manter ao lado do pai. Eles estavam conversando como dois homens adultos. Edward estava apontando as coisas para Josh e dizendo-lhe o que eram, e Josh respondia em sua própria tagarelice de bebê que ninguém entendia, exceto ele. Não importa, porém, porque ambos estavam se divertindo, e era difícil acreditar como Edward tinha dito que nunca quis ter filhos, ele era um pai nato.
"Aqui deve servir" meu pai falou por cima do ombro enquanto cortava um caminho na clareira que nos levaria à direita na praia. Ele estava certo em nos trazer para cá, já que todo o lugar estava deserto, totalmente diferente da parte da praia onde havíamos estacionado os carros - repleto de famílias e adolescentes.
Era lindo, o céu ainda estava nublado um pouco, mas o calor da umidade apenas me fez querer chutar meus calçados e saltar diretamente para o mar. Eu não fiz isso, porém, em vez disso, encontrei um local agradável e estiquei o enorme cobertor. Josh estava totalmente cansado da areia e tinha dificuldades de andar sobre ela. Foi muito engraçado ver de onde estávamos – sentados no cobertor. Josh afundava até os tornozelos na areia seca e, em seguida, tentava andar, o que para um bebê que havia acabado de aprender a andar era uma tarefa grande o bastante. Ele encontrou-se caindo uma e outra vez, mas não deixou que isso o incomodasse quando se empurrava de volta pronto para outra tentativa.
Depois de algum tempo, Josh ficou entediado, então eu peguei o balde e pá e o levei até a beira da água. Ele amou chapinhar nas poças de maré e a areia molhada facilitava muito o caminhar. Ele me ajudou a recolher areia com a pá e empilhá-la no balde antes de virarmos para revelar o nosso primeiro castelo de areia. Ele estava muito animado e saltou para cima e para baixo gritando alto, chamando meu pai e Edward para vir e ver o que ele tinha feito.
Edward, sendo o pai orgulhoso que era, tirou algumas fotos para a posteridade antes de entrar na brincadeira para adicionar mais e mais castelos de areia à coleção. Meu pai ajudou Josh a cavar um fosso bastante impressionante ao seu redor antes de Edward cuidadosamente levá-lo para a água para encher o balde para colocar no fosso. Era tudo muito impressionante, pelo tempo que terminamos, tivemos um castelo para nos orgulhar. Todos nós tiramos ainda mais fotografias, e papai realmente tirou uma fantástica de Edward e eu sentados atrás do castelo com Josh aninhado entre nós. Pela primeira vez na história parecíamos ser uma família de verdade, todos os três tinham sorrisos orgulhosos nos rostos e ambos insistimos que o meu pai a encaminhasse para os nossos celulares. Eu iria mandar imprimir e colocar em um porta retratos mais tarde.
Antes de percebermos, quatro horas chegou e era hora do meu pai e Josh partirem. Ambos precisavam tomar banho e se trocar para a festa mais tarde. Relutantemente, nós arrumamos as bolsas e caminhamos de volta para os carros, carregando tudo no porta-malas da viatura do meu pai. Nós nos abraçamos e eu o fiz prometer deixaria Josh tirar um cochilo antes de levá-lo para a festa essa noite, caso contrário, ele teria um menino muito mal humorado em suas mãos. Nós nos levantamos e acenamos para vê-los ir embora deixando Edward e eu sozinhos.
"Então, o que vamos fazer agora?" Perguntei sem jeito enquanto caminhava até o porta-malas do carro de Edward para pegar minha bolsa.
"Bem, uma vez que este é o seu antigo reduto, que tal você me mostrar ao redor e depois decidirmos o que mais fazer?" Edward disse fechando o porta-malas e trancando o carro.
Passamos as próximas horas passeando pelo enorme mercado que havia em La Push no primeiro sábado de cada mês. Nós rimos e brincamos parando nas várias barracas. Edward provou um cocar nativo americano, que não tinha nada a ver com a tribo de La Push, mas foi destinado a turistas, no entanto. Ele parecia ridículo e eu tirei uma fotografia como recordação. Nós ainda tentamos ganhar para Josh um gigantesco urso Pooh de pelúcia que era quase tão grande quanto eu; mas sabíamos que todo o jogo era roubado, mas tentamos de qualquer maneira. Eventualmente, depois de perder mais de trinta dólares, decidimos para de tentar e o compramos de uma vez.
Por volta das seis horas nós tínhamos caminhado em torno de todo o mercado duas vezes. Tinha sido uma tarde divertida e nós tínhamos sorrido o tempo todo.
"Para onde agora?" Edward perguntou enquanto trancava o Pooh de pelúcia no porta-malas do SUV. "Você está com fome? Nós poderíamos procurar um lugar para comer."
"Na verdade, eu estou morrendo de fome, e há uma excelente lanchonete não muito longe daqui", eu disse apontando para a praia.
"Será que você não prefere um bom restaurante? Deve haver um aqui em algum lugar."
"Edward, não acho que qualquer um de nós esteja adequadamente vestido para um bom restaurante", eu disse olhando para baixo, para os nossos shorts.
"Suponho que você esteja certa", ele disse parecendo desapontado. "Então o que esta lanchonete tem a oferecer? Se você disser hambúrgueres e salsichas empanadas, nós não iremos!" ele riu.
"Esse é o garoto rico e esnobe falando por você, Edward", eu provoquei. "Além de hambúrgueres e salsichas empanadas, eles fazem os mais incríveis frutos do mar e massas frescas que você já experimentou."
"Bem, isso soa como um desafio que deve ser visto, me mostre o caminho."
"Ótimo, siga-me", falei por cima do meu ombro enquanto descia os degraus para a praia só parando para tirar os sapatos.
"Bella!" Edward gritou. "Onde diabos você está indo?"
"Para o restaurante, esta é a maneira mais rápida, a menos que você queira ir pelo caminho mais longo, que terá um acréscimo de 20 minutos, mais ou menos", gritei de volta para ele.
Edward encolheu os ombros e tirou os sapatos antes de correr pela areia para me alcançar.
O sol estava começando a se pôr, se isso fosse um encontro de verdade, teria sido muito romântico. Nós caminhamos ao longo da praia por uns bons 15 minutos, as luzes das lojas da orla atrás de nós estavam agora acesas e brilhavam a distância.
"Você realmente sabe para onde estamos indo?" Edward perguntou enquanto pulava fora do caminho dá maré que estava ameaçando engolfar seus pés.
"Pessoa de pouca fé, é claro que eu sei para onde estamos indo. Espere apenas um pouco mais. É aonde todos os moradores vão, a maioria dos turistas nem sequer sabe sobre este lugar. É o segredo mais bem guardado de La Push."
"Bem, eu acho que vou ter que confiar em você então", ele zombou, franzindo o rosto.
Eu gentilmente o empurrei e ele cambaleou de lado nas ondas suaves que lambiam a costa.
"Bella, eu estou encharcado agora", ele lamentou com os pés na água.
"Oh, pare de choramingar, seu bebezão. É um pouco de água, não irá matá-lo", eu ri.
"Certo, senhorita, você vai pagar por isso", os olhos de Edward se arregalaram e ele estendeu as mãos praticamente da mesma forma que eu faço com Josh quando estou ameaçando fazer cócegas em sua barriga.
"Nem pense nisso, Edward", eu avisei enquanto me afastava com um sorriso no meu rosto.
"Isso é uma ameaça?" ele perguntou com uma sobrancelha levantada.
"Pode apostar que sim!"
"Bem, manda ver!" ele riu pulando na minha direção.
Eu saí correndo pela praia rindo e podia ouvir os passos de Edward perto, então eu fiz uma curva acentuada à esquerda para a areia seca. Isso foi um erro, pois ele me pegou facilmente envolvendo os seus braços na minha cintura e me pegando com facilidade, me jogando por cima do ombro. Eu gritei e me debati, mas Edward não me soltou enquanto me levava até a beira da água, rindo.
"Nem pense nisso", eu ri quando ele deu vários passos na água, até que seus pés estavam submersos. Ele afrouxou o aperto um pouco e baixou-me de modo que eu estava agora olhando por cima do ombro dele.
Instintivamente eu passei meus braços ao redor do seu pescoço e prendi minhas pernas em volta de sua cintura, "Estou avisando, Edward, se você me jogar, eu vou te levar comigo!"
Ele riu e impulsionou o corpo para frente várias vezes, como se me jogasse, eu gritei e segurei mais apertado.
"Você irá estourar meus tímpanos se continuar gritando", ele riu enquanto se virava e me levava de volta para a areia.
Eu ainda tinha todo o meu corpo envolto em torno dele e meus lábios estavam a poucos centímetros de seu pescoço.
"Hum... Bella, você pode me soltar agora, você está em segurança em terra."
"O quê?"
"Eu disse que você pode me soltar?"
Eu corei de vergonha quando levantei minha cabeça. Eu estava cara acara com Edward, cujo riso tinha sido substituído com o que eu só poderia descrever como um olhar de fome, os nossos lábios estavam a apenas alguns centímetros de distância, se eu movesse a minha cabeça um pouco mais para frente, eu teria sentido a sua suavidade. Eu podia sentir sua respiração quente no meu rosto e fechei os olhos por um instante, respirando seu cheiro.
"Desculpe", eu finalmente murmurei enquanto soltava as minhas pernas dele e deslizava para baixo firmemente pelos contornos de seu corpo até que meus pés tocaram o chão. Eu relutantemente deixei cair os braços do pescoço dele, foi só quando eu estava firme no chão que Edward tirou as mãos da minha cintura.
Ficamos assim desconfortavelmente por talvez um ou dois segundos, mas parecia muito mais tempo antes de Edward falar.
"Vamos, vamos atrás de comida antes de nós dois morrermos de fome", disse ele com uma voz entrecortada.
Estava quase escuro, mas, graças às luzes das casas à beira-mar, ainda podíamos ver o nosso caminho. Edward me surpreendeu, tomando minha mão na dele. Ele olhou para mim e sorriu.
"Tudo bem se eu fizer isso?" ele levantou as mãos entrelaçadas.
Balancei a cabeça e devolvi o sorriso.
"Vamos lá, não é muito longe."
Nós pulamos uma árvore que tinha sido derrubada e caminhamos um pouco mais em um silêncio confortável.
"É logo ali", eu disse apontando para um conjunto de degraus de madeira que levavam à praia.
Caminhamos lentamente para eles antes de escovar a areia fora de nossos pés e colocar novamente nossos calçados. Edward ficou olhando ao redor.
"Onde estamos?" ele perguntou preocupado, "Não há nada aqui, exceto algumas casas."
Eu sorri para ele e peguei automaticamente a sua mão na minha, só parecia a coisa certa a fazer.
"Vamos lá", eu disse balançando a cabeça em direção a um caminho mal iluminado. "É por aqui. Confie em mim, vale à pena."
Nós caminhamos ao longo do estreito caminho que levava a uma escadaria sem fim. Deveria haver pelo menos uma centena de degraus, e no momento em que chegamos no topo, nós dois estávamos sem fôlego.
"Aqui estamos nós", eu disse sem fôlego quando chegamos. Os olhos de Edward se arregalaram quando ele olhou nos arredores.
"Bella, isso não é uma lanchonete", ele sussurrou em reverência.
"Bem, tecnicamente não, é uma taverna grega, mas todos os moradores chamam de lanchonete porque é tudo tão relaxado. Todo mundo vem aqui para relaxar, não há nenhuma formalidade."
"Uau, este lugar é incrível, há quanto tempo você sabe sobre ele?" Edward perguntou ainda olhando para as luzes coloridas amarradas em torno das pérgulas externas que davam para a praia e as luzes cintilantes de La Push.
"Ele está aqui por tanto tempo quanto me lembro. Meu pai e eu costumávamos vir aqui todos os domingos, quando ele não estava trabalhando. Nikos, o proprietário, é um amigo da família. Vamos, vamos encontrar um lugar", eu o puxei para uma mesa vazia com vista para a baía.
A atmosfera era incrível, estátuas gregas e luzes espalhadas, e potes pintados e cestos pendurados em todos os lugares imagináveis, cheios de rosas e buganvílias vermelhas.
O lugar estava cheio, mas não lotado com o que parecia ser famílias e estudantes do ensino médio, todos conversando e mastigando sanduíches e outras delícias gregas.
"Então o que você está pensando em pedir?" Perguntei a Edward enquanto ele estudava o menu.
"Eles realmente têm hambúrgueres e salsichas empanadas." Edward riu.
"Viu? Eu disse a você, eles servem para todos aqui. É por isso que os habitantes o chamam de lanchonete, em vez de restaurante. Ele ainda abre para o café da manhã", sorri para ele.
Música grega tocava suavemente no fundo.
"Bella... É bom vê-la!" Nikos gritou quando saiu da cozinha da taverna carregando vários pratos ao mesmo tempo. Ele parou em outra mesa para deixá-los antes de voltar para nos cumprimentar.
"É bom vê-lo, Nikos", eu disse de pé para abraçá-lo. "Faz muito tempo!"
"Certamente faz, eu estava começando a pensar que você tinha desaparecido da face da terra", ele riu enquanto me segurava pelos ombros para dar uma boa olhada em mim. "Você perdeu peso!" ele repreendeu.
"Eu sei, eu sei", eu disse revirando os olhos. "Estou tentando recuperá-lo."
"Bem, tenho certeza que uma boa comida grega dentro de você fará um trabalho muito bom."
"Tenho certeza que sim", sorri, "Mas antes de pedirmos, deixe-me apresentá-lo ao meu amigo, Edward. Ele nunca esteve aqui antes, então ele terá que provar algumas guloseimas do Nikos."
"Ele certamente irá", Nikos sorriu enquanto apertava a mão de Edward. "Você precisa comer comida grega de verdade, nada desse lixo de salsicha empanada."
Edward sorriu, "O que você recomendaria? Ouvi dizer que a massa com mariscos frescos é boa."
"Boa", disse Nikos. "É a melhor, mas deixe-me contar um segredo", ele chegou mais perto e sussurrou. "Não é grega", Edward e eu jogamos a cabeça para trás numa gargalhada. "Eu não estou brincando, a avó da minha esposa veio da Itália e essa receita veio com ela. Agora, se você quiser um pouco de comida grega de verdade, eu recomendaria o cordeiro ensopado com batatas ao limão."
"Parece ótimo", Edward disse lambendo os lábios.
"Eu acho que vou querer isso também. Gostaria de compartilhar uma salada grega para começar?" Eu perguntei.
"Tudo o que você quiser."
"É maravilhosa, Edward, você irá adorar É polvilhada com orégano e azeite de oliva grego... é de morrer."
"Ok, então isso. Uma salada grega e dois cordeiros ensopados," Edward disse a Nikos.
"O que vocês gostariam de beber?" ele se virou para mim.
"Eu vou querer água gelada com limão, por favor."
"Duas".
"Mais alguma coisa?" Nikos perguntou enquanto anotava o pedido.
"Para mim é só isso", eu disse a ele, "mas só espere até que Edward veja as sobremesas."
Nikos riu e se afastou.
Edward levantou uma sobrancelha
"Confie em mim, Edward, as sobremesas aqui são orgásmicas, nada se compara."
A boca de Edward caiu aberta e o meu rosto empalideceu...
Por que eu digo essas coisas?
Felizmente, o meu constrangimento foi de curta duração porque Nikos, trouxe pão fresco e patê de azeitonas pretas como aperitivo junto com nossas bebidas.
"Isso é incrível. Eu realmente desejo que eu não tivesse que dirigir, e poderíamos compartilhar uma garrafa de vinho", Edward disse enquanto rasgava um pedaço de pão e enchia com o patê.
"Cuidado", eu brinquei. "Isso está começando a soar como um encontro de verdade."
Edward me deu um sorriso de lábios fechados, mas não disse uma palavra, em vez disso escolheu colocar o pão na boca.
No momento em que tínhamos comido o nosso aperitivo e o prato principal, eu estava cheia.
"Eu não posso comer mais nada", eu disse a Edward enquanto me esticava para trás e esfregava a minha barriga. Meu apetite tinha praticamente voltado ao normal, mas meu estômago havia se encolhido tanto que eu não podia comer nem perto da quantidade que eu poderia anteriormente.
"Essa foi a melhor refeição que eu tive em um longo tempo", Edward sorriu, feliz. "Obrigado por me trazer aqui."
"O prazer é meu ", eu tomei um longo gole da minha água gelada. "Você tem espaço para a sobremesa? Eu recomendo o Baklava", provoquei.
Os olhos de Edward brilharam. "Faz anos que eu não como", ele disse.
Nikos veio e limpou nossos pratos, aceitando a gratidão de Edward com um sorriso radiante. Voltou pouco depois com o maior pedaço de Baklava que eu já tinha visto.
"Uau, é grande!"
"Você já disse isso antes," Edward brincou com as sobrancelhas erguidas, me fazendo ficar vermelho brilhante.
"Eu adoro quando você se envergonha", ele riu. "Aqui, prove." Ele pegou uma garfada de sua sobremesa e estendeu para eu provar.
Dois poderiam jogar esse jogo, eu abri a minha boca e passei meus lábios em torno do garfo gemendo alto quando o delicioso sabor de nozes e canela invadiu a minha boca. Uma pequena quantidade de mel escorreu pelo meu queixo enquanto eu lentamente deslizava a minha boca do garfo e limpava com a minha língua... de onde tinha vindo esta Bella ousada e impetuosa? Eu não sabia, mas achei muito divertido quando vi Edward se contorcer na cadeira, seus olhos nunca deixando a minha boca.
Eu me endireitei na cadeira, satisfeita enquanto Edward se recompunha.
"Você fez isso de propósito!" ele resmungou.
"Assim como você".
"Touché", ele sorriu, pegando o garfo e se ocupando de sua sobremesa.
Ele sentou-se completamente cheio. "Então, quando vamos parar de dar voltas e discutir os acontecimentos de ontem à noite?"
"O que você quer dizer?" Eu me encolhi, sabendo muito bem do que Edward estava se referindo.
"Você disse que tinha algo para me dizer... Sobre Roger."
Eu coloquei meus cotovelos sobre a mesa e esfreguei o rosto com as palmas das minhas mãos, com vergonha e nervosa.
"Eu tenho, mas não aqui, ok?"
Edward parecia confuso, mas reconheceu a minha resposta com um aceno de cabeça.
"Onde, então?" ele perguntou.
"Na caminhada de volta, estará escuro e você não será capaz de ver o meu rosto."
Edward franziu o rosto claramente não entendendo o que eu estava querendo dizer, "Bem, vamos indo, então."
Nós viramos a dose de cortesia de ouzo* que Nikos havia trazido com a sobremesa de Edward. Isso me deu coragem líquida, se nada mais, e saímos em seguida, uma vez que tínhamos acabado de discutir sobre quem iria pagar a conta. Edward tinha ganhado, embora. Nós nos despedimos e fizemos o caminho de volta para a praia.
*Aguardente com sabor de anis.
Eu sei, eu sei... ela ainda não contou! Mas... a notícia boa é que eu tenho o próximo capítulo pronto. Me deem 25 reviews e ele será todinho de vocês. u.u
Beijo,
Nai.
