Edward POV
Pai.
Eu ia ser pai.
Eu ouvia vozes me chamando, mas eu não estava me importando com elas no momento. Bella queria tanto ser mãe, mas o medo a impedia de tentar. Eu nunca tinha pensando a respeito de ser pai até porque nunca tinha achado a mulher ideal para ser mãe dos meus filhos. Isso não estava nos meus planos até Bella falar sobre isso no feriado. E já que a idéia foi plantada na minha cabeça eu podia imaginar Bella estando grávida e me deixando maluco com os desejos e seus sentimentos todos em frangalhos. E a criança que seria metade minha e metade dela. Me chamado de pai... Eu estava divagando em meu mundo quando sinto uma dor no meu rosto. Finalmente vejo o que está diante de mim. Rosalie com a cara enfiada na minha e Will logo atrás.
- Que porra é essa, Rosalie? Tá maluca? - Balancei a cabeça fazendo todo os meus desejos anteriores sumirem.
- Will me falou que você estava em estado de choque. Eu que te pergunto que porra foi essa! Você me assustou! - Olhei pra Will querendo saber se ele havia dito algo para minha irmã, e sem ao menos perguntar, ele balançou a cabeça negativamente.
- Eu estava conversando com Edward e ele ficou nesse estado. Eu fiquei uns bons 15 minutos te chamando. Quando cogitei jogar água em você, Rose ligou perguntando notícias. Nunca pensei que minha visita a América fosse render tantos sustos... - Will falou coçando a cabeça.
- Foi mal! - Eu estava pensando em alguns assuntos e acabei que fiquei divagando... - Falei o que não era uma mentira. Will segurava o riso, e graças a Deus, Rosalie não percebeu.
- Fiquei curiosa. Quero saber que assunto é esse. - Sabia que isso não iria demorar a acontecer. Will perdeu a vontade de rir na mesma hora.
- Não era nada demais. - Falamos juntos e isso fez Rosalie arquear uma sobrancelha. Merda, isso não era bom.
- Ah, claro que era! Quero saber agora. - Puta merda. Quando Rosalie falou séria, eu sabia que estava perdido. Porém fui salvo pelo toque do meu telefone.
- Dr. Cullen, o senhor está esperando a visita da Srta. Alice Swan? Ela está aqui.
- Mande ela esperar um minuto Jane. Obrigado. - Desliguei o telefone e me virei para minha irmã. - Rosalie, preciso falar com Will um assunto sério. Você pode dar atenção a Alice enquanto isso? - Ela assentiu e foi em direção a porta e eu sabia que tinha conseguido empurrar o assunto para mais tarde.
- Sua irmã parece tão angelical, mas porra, ela tem colhão pra exigir as coisas do jeito que ela quer. - Will falou e eu confirmei. - Mas, voltando ao assunto anterior. Você me assustou. Ficou parado que nem um retardado olhando pro nada. Seu babaca. - Falou me dando um soco no ombro que nem me importei.
- Cara, eu vou ser pai. Eu posso ter meu momento surtado pra mim mesmo ou eu preciso berrar que nem uma donzela? A propósito, obrigado por não contar pra Rose. Eu não sei o que eu faço com relação a isso. Conto pros outros ou espero ela acordar?
- Se eu fosse você, contaria logo. Deus queira que não, mas se ela ficar dormindo por tempo demais e começar a aparecer a barriga? Que explicação você dará a todos? Vão querer cortar seu pescoço por achar que você teve relações sexuais com ela apagada. E aquele grandão ia cortar suas bolas fora.
- Não sei... Acho que isso é uma notícia que eu e Bella devemos contar a família. Não posso tomar essa atitude sem ela. - Respirei fundo e falei o que mais temia. - Se em um mês Bella não acordar, eu faço uma reunião de família e comunico a todos.
- Bem, você que sabe. Um mês ainda não deu pra barriga crescer... Espero não termos que esperar isso tudo, não é? - Ele falou me abraçando.
- É o que eu mais espero. Deixa eu chamar Alice porque ela deve estar surtando lá fora.
Abri a porta e encontrei Alice e Rosalie se despedindo. Convidei-a para entrar em minha sala e como um foguete ela passou por mim. Will mal teve tempo de falar algo já que Alice pulou em seu pescoço para agradecer o passe que tinha arranjado. Tossi tentando esconder um riso que saiu de mim ao ver Will todo sem graça enquanto Alice despejava seus agradecimentos e lamentações.
- O que tanto você ri, cunhadinho? - Ela perguntou enquanto se virava para mim.
- Nunca vi Will tão desconfortável em tanto tempo de amizade. - Ele me olhou sério e me deu o dedo do meio sem que Alice visse. Eu comecei a rir mais deixando-a sem entender nada. - Vou levá-la ao quarto de Bella.
- Ok. - Ela falou se aproximando da porta.
Eu conseguia sentir a ansiedade de Alice no ar. Ela esfregava suas mãos uma na outra e respirava fundo mais alto que o normal. Acho que era pra não chorar ou algo do tipo. Para chegar ao quarto de Bella, tivemos que ir para a ala de pacientes no 2º andar e depois mais um corredor longo para a área de UTI. Parei-a com as mãos e apontei a janela do quarto. Do próprio corredor conseguíamos vê-la e Alice com certeza não esperava isso já que começou a tremer e de seus olhos castanhos como os de Bella estavam brotando lágrimas.
- Acalme-se Alice. - Eu a abracei e beijei sua fronte. - Senão vou te tirar daqui.
- Não! - Ela me abraçou mais forte e depois soltou. Limpou suas lágrimas e respirou mais fundo por três vezes. - Estou melhor. Só não sabia que ia vê-la assim tão de repente. Posso entrar?
- Você sabe como voltar para a minha sala? Se quiser conversar depois que sair daqui.
- Preciso ir pra casa. Prometi isso ao Jasper.
- Eu vou deixar vocês duas a sós. - Abri a porta e ela entrou sem olhar para trás. Quando estava fechando a porta ouvi sua voz séria e alta igual ao dia que Bella a contou sobre a doença.
- Isabella Marie Swan Cullen! - Ela falou alto e eu não sabia se a deixava sozinha com Bella ou se abria e tirava Alice dali. - Você quer me matar do coração? Você não me ama? Você não pode me dar esse susto, sis, seu coração bate junto com o meu. Se ele parar o meu para. - Após isso, ela começou a soluçar e isso foi a deixa para eu fechar a porta e voltar pra minha sala.
Antes disso olhei pela janela e vi Alice abraçando-a enquanto seu corpo balançava dos soluços de seu choro. Pobre Alice. Ela precisava daquele momento com Bella para poder finalmente descansar. Ela estava em um estado péssimo. Tão péssimo quanto eu. Eu duvido que ela tenha dormido tanto quanto eu nesses dois dias, mas com essa visita eu sabia que ela iria conseguir dormir essa noite ou Jasper teria que dar aqueles remédios de antes pra ela. Pensando sobre isso cheguei rápido a minha sala.
- Estou tão confuso. Se Bella estivesse acordada, eu seria o homem mais feliz do mundo, mas não consigo demonstrar isso. Eu estou feliz, mas estou triste. Dá pra me entender?
- Entendo o que você quer dizer, apesar de não saber o que você está sentindo. - Will parou divagando em seus pensamentos. - Eu estava pensando enquanto você foi levar Alice na sala...Você sendo pai, me torna automaticamente um tio? - Ele perguntou retóricamente.
- Isso não é óbvio? Tio Will. Soa tão velho. - Eu brinquei com ele.
- Não tanto quanto Papai Edward. Nome de velho você já tem e agora sendo pai.. Precisamos contar isso pro Andrew e pro Harry. Agora são quase 11 da noite lá em Londres, vamos almoçar e fazer uma ligação no skype pra eles, afinal eles são tios também!
- Você vai acordá-los pra contar que eles vão ser tios? Eles vão te xingar muito.
- Não tem problema, eu coloco no mudo quando eles reclamarem.
Fomos para um fast-food próximo ao hospital. Ele tinha um espaço agradável para que fizéssemos a ligação, almoçar e não atrapalhar ninguém. Eu não estava com muita fome, mas me obriguei a comer pelo menos uma porção de batata-frita. Will já tinha mandado uma SMS para Andrew para que ele ficasse acordado e acordasse Harry caso estivesse dormindo. Com os lanches na mesa e o notebook do Will conectado, fizemos nossa ligação.
- Ora ora... Que surpresa essa ligação com a presença do Edward. Esse viado "americanizou" novamente e esqueceu dos amigos.- Harry falou e eu bufei.
- Vocês britânicos tem uma tendência ao drama absurdo. Como vocês estão?
- Estamos bem. Como está Bella? - Andrew perguntou e olhei pra Will sem saber o que responder. - O que houve? Vocês brigaram? Terminaram? Posso pedir pra ficar com ela? - Ele falou brincando e eu rosnei diante de suas perguntas.- Epa! Ele rosnou pra mim. Isso foi um rosnado Will? - Andrew perguntou e Will confirmou com a cabeça. - O que diabos está acontecendo? Alguém pode nos contar?
- Bella sofreu um acidente... - Falei fazendo Andrew e Harry falarem ao mesmo tempo.
- O que aconteceu?
- Ela está bem? Como você tá? - Andrew perguntou.
- Edward, explique desde o começo. Eles não sabem de nada.- Will falou, então comecei do zero.
- Depois que voltamos de Londres, Bella fez um exame para ver o porque das dores de cabeça e desmaios. Ela foi diagnosticada com aneurisma cerebral. Isso já era um caso de família. Sua mãe morreu dessa forma, mas Renée foi negligente com a doença. Nós descobrimos a de Bella no início.
- Puta merda cara! E qual foi sua reação? - Harry questionou sabendo que eu ficaria nervoso.
- Bella escondeu de quase todos por quase um mês. Eu acabei descobrindo porque a vi saindo do consultório de um colega de trabalho. Ela marcava em horários que eu não estava para não nos encontrarmos, mas um dia eu a encontrei no hospital e descobri a merda toda. Óbvio que eu fiquei puto, mas depois de pensar bastante e falar com Will, eu resolvi levar o barco.
- Porque Will soube e nós não? - Andrew perguntou chateado.
- Porque eu liguei no dia, sem querer. Deixa de ser chorão. Escute o resto da conversa. - Will reclamou e ele fechou a boca.
- Vou resumir a história. Estávamos todos em uma boate quando Bella escorregou e bateu com a cabeça. Isso foi ontem. Will a operou e ela agora está em coma. Pronto, essa é a história toda. - Suspirei.
- Cara, nem sei o que falar... - Harry comentou.
- Nem eu. Você deve estar uma merda ambulante. Sua cara tá uma merda.
- Sim, eu já falei que ele tá uma bosta, mas esse não é o motivo que estamos ligando. Adivinhem putada? Edward vai ser pai!
- Não! Cadê aquele homem evoluído que vivia enchendo os nossos ouvidos ? - Harry falou sarcasticamente.
- Lembro até hoje. - Eu sabia o que viria por agora. - "Vocês são imaturos. Ficam se esfregando com qualquer rabo de saia que passa na frente de vocês..."
- "... depois batem na porta de vocês com uma criança pra manter, vão chorar pelas merdas feitas. Blá blá blá Edward chato pra caralho. - Rolei meus olhos enquanto Will continuava a cena. Dei uma cotovelada nele e ele gemeu de dor. - Porra, viado! Isso dói!
- Isso é porque eles não tão perto pra levar uma porrada também. - Apesar de estar sendo sacaneado pelos meus amigos, eu estava gostando disso. Só agora consegui me sentir relaxado depois de todos esses momentos de tensão.
- Agora, se for menino, vamos ensinar as coisas boas da vida. Se for menina, nós vamos colocar ela no convento. Todos de acordo? - Andrew falou rindo.
- Bella não vai gostar disso...
- Ela não precisa concordar com nada. Você é o macho alfa da relação, se imponha! - Harry exigiu.
- Edward é a última voz daquele casamento. "Tá bom, amor." " O que você quiser, amor!" - Os três riram e eu acabei me deixando levar pela brincadeira.
Conversamos como quatro mulherzinhas a respeito do bebê que estava por vir. Eu sentia falta dessa ligação com meus três melhores amigos. Algumas horas depois e uma promessa de visita de Harry e Andrew no Natal, nós desligamos o skype. Eu acredito que o dono do fast-food suspirou aliviado quando finalmente estávamos saindo de lá. O que você iria pensar ao ver dois caras fazendo um brinde com coca-cola e a tela do notebook? Com certeza seríamos um perigo aos seus clientes.
Como já estava tarde, fomos para casa. Eu fui pegar uma roupa confortável enquanto Will se arrumava para ir a uma confraternização do congresso. Ele bem que tentou me fazer ir com ele para tentar não focar nas minhas preocupações, mas eu não conseguia. Poderia ter conversado por algum tempo, mas meu pensamento em Bella sempre estaria presente. Adentrei no meu quarto para separar uma roupa e suspirei. Era tão estanho olhar para a cama em meu quarto e saber que Bella não estaria aqui tão cedo. Espantei os pensamentos para longe e corri para tomar um banho.
Encontrei Will na sala procurando um telefone para o taxi. Decidi emprestar meu Volvo para ele contanto que ele me levasse de volta pro hospital. De volta para minha Bella. Eu não queria ficar mais longe e eu precisava do meu tempo a sós com ela. Eu sabia que conversar com ela em coma poderia estimulá-la a acordar novamente. E eu não via a hora de isso acontecer.
- Edward, tenta dormir pelo menos. - Will falou sabendo do que eu precisava. Estávamos parado na porta do hospital.
- Vou tentar. Obrigado Will. Amanhã a gente se vê.
Sai do meu carro, entrando logo no hospital. Meus pensamentos estavam agitados. Eu não sabia como agir sobre a gravidez de Bella e seu estado. Como contar para as outras pessoas. O que fazer? Como agir? O que pensar? Perguntas, perguntas e mais perguntas! Minha cabeça estava a ponto de explodir.
- Edward! - Ouvi meu nome e logo parei. Procurei quem poderia ter me chamado na sala de visitantes e encontrei Charlie.
- Oi Charlie. - Cumprimentei-o. - Você quer visitar Bella?
- Vim conversar com você. - Ele falou cansado. Levei-o até minha sala sem saber o que esperar de sua conversa.
- Sente-se. - Ele sentou e respirou fundo como se tivesse criando forças para começar a conversa. - Leve o tempo que precisar. - Ficamos uns 5 minutos em silêncio até ele finalmente estar pronto.
- Vou enumerar o que quero falar. Acho que vai ser mais fácil falar assim... - Ele começou falando mais para si mesmo do que para mim. - Primeiro, eu gostaria de agradecer tudo o que você está fazendo pela minha filha. Eu não me arrependo em nenhum momento de ter ficado ao seu lado quando ela falou sobre o casamento. Eu não confiaria minha Bells a mais ninguém.
- Eu amo sua filha, Charlie. Eu faria o possível e o impossível para ela e por ela. Eu não imagino a sua dor, por você ser pai... - Falei com um bolo entalado em minha garganta. -, mas estou sofrendo também. Eu vejo Alice... - Ele me interrompeu.
- Esse seria o meu número dois. Agradecer pela sua preocupação com Alice e seus esforços. Desculpe falar isso, mas é uma merda você ver as suas filhas nessa situação. Você vai ser pai um dia, você vai entender isso. - Novamente o desconforto apareceu com esse assunto novamente vindo a tona. - Imagina você sabendo que sua filha tem a mesma doença que matou sua mãe e ter que ser forte e não poder sofrer para não assustá-la. E numa bela noite, você recebe uma ligação que sua filha terá que fazer uma operação de emergência por ter batido com a cabeça. - Ele falou seus olhos enchendo d'água. - E depois de algum tempo dando apoio a sua outra filha que está desesperada, sua mulher e todos que precisam e o médico aparece e fala que ela está em coma. - Ele continuou respirando fundo e olhou para o teto.
- Charlie, você pode chorar agora o quanto quiser. Você não tem que ser forte pra ninguém. Eu estarei te escutando. - Assim que falei, ele desabou.
- Eu deveria ter ficado aqui junto com Alice, mas tive medo de vê-la naquele quarto, dormindo como se estivesse morta. Eu tive que ir pra casa. Precisava ficar sozinho. Eu sou um péssimo pai. - Ele apoiou a cabeça baixa em suas mãos enquanto chorava.- Eu imaginei o que aconteceu com Renée e aquilo ficou preso na minha mente. Eu não quero que minha filha morra, Edward! Eu deveria ter ficado ao lado dela. Delas. E eu dei as costas. Sou um pai de merda.
- Lógico que não, Charlie! Não fale isso. Você só precisava do seu tempo para pensar. O problema é que você precisa ser forte para tanta gente que esquece que você também sente a mesma dor dos outros. Não menospreze sua dor. Ela é pior de todas. Você sofre por Bella, por Alice, Sue e os outros e por você.
- Eu sei. Só não tinha ninguém para falar isso. Eu preciso manter o papel de pai forte que dá apoio a todos, mas até o momento eu não estou sendo apoiado por ninguém. Obrigado por essa conversa. Mais um motivo para achar que Bella está em boas mãos.
- Sempre que precisar.
- Me explica na minha língua por favor, o porque dela não acordar.
Eu expliquei a Charlie todo o processo por trás da cirurgia de aneurisma, o coma e a situação de Bella. Eu não tinha uma explicação para o motivo de Bella estar nesse estado. – É por isso que nós achamos que ela irá acordar em breve. Fizemos alguns exames e está tudo certo com ela. Mas o fato de nós acharmos, não quer dizer que realmente irá acontecer. É tudo uma incógnita.
- Você sabe, eu não entendo absolutamente nada desses termos médicos então acho que tudo é risco de morte. Não vejo a hora dessa tormenta passar. - Pensei em Bella grávida e suspirei.
- Acredite em mim, eu também. Você quer vê-la agora?
- Se puder.
Levei-o até o quarto e esperei-o no corredor. Pensei na conversa que acabei de ter com Charlie. Óbvio que eu tive pena da sua posição. Ver sua filha na situação que está, ver as pessoas que dependem dele sofrer e ele ter que se manter forte para dar apoio a dor dos outros e não a dele era provavelmente um tormento. Principalmente por causa da mãe de Bella. Eu fiquei feliz por poder ajudá-lo de alguma forma. Ele saiu do quarto com o rosto mais inchado do que já estava, prova de que tinha chorado mais. Eu não fiz nenhum comentário. Charlie apenas me abraçou e me agradeceu novamente indo embora do hospital.
Pela janela do corredor, eu a via do mesmo jeito que eu vi mais cedo quando a deixei com Alice. Entrei o seu quarto e fechei a cortina para que ninguém do corredor pudesse nos ver. Me encostei ao lado de sua cama e a observei por muito tempo. Não sei se foram minutos ou horas. Como eu queria me perder na profundidade de seu olhar e falar para ela que seríamos pais. Ela com certeza ia amar essa notícia. Encostei suavemente meus lábios nos dela. Como eu sentia falta disso.
Peguei uma cadeira próxima a sua cama e coloquei na altura de sua barriga ainda plana. Levantei sua camisa para que sua barriga ficasse exposta pra mim. Beijei sua barriga e me peguei fazendo carinho nela.
- Eu preciso que sua mamãe acorde logo para eu poder contar a boa notícia a todos. Como será que você vai ser? Espero que uma cópia fiel da sua mãe. - Encostei minha testa em sua barriga já sentindo o cansaço me pegar. - Uma coisa eu sei, você vai ser muito amado por todos.
Adormeci conversando com o nosso filho. O ato em si acabou se tornando uma rotina. Eu não tinha mais o que fazer. Will tomou conta dos meus pacientes, enquanto eu tomava conta de Bella. Eu só saia do quarto por apenas algumas horas em que Bella tinha visita. Eu aproveitava esse tempo para ir em casa e trocar de roupa. Meu pai já tinha desistido de tentar conversar comigo e Will também. Eles sabiam que eu não iria sair do lado dela mais. Por isso, meu pai me providenciou uma cama no 2º dia que eu dormi sentado na cadeira.
Uma semana havia se passado e nenhuma melhora realmente aconteceu. Eu conversava com meu filho e Bella todas as noites para ver se sua consciência era estimulada. Nada. Conversava com Charlie também porque ele me via como a única pessoa que ele podia contar. Eu já estava agoniado por cogitar ter que contar a respeito de Bella estar grávida sem ela estar ao meu lado. Ainda faltavam 3 semanas, eu sei, mas eu estava com medo. Assumi isso em uma de nossas conversas.
- Eu sei que você esta aí, bebê, e sei que sua mamãe também está me ouvindo. Não me pergunte como, mas eu simplesmente sei. Nós vamos te amar muito. Nunca duvide disso. - Falei enquanto depositava suaves beijos próximo ao seu umbigo. - Você também terá uns tios bem loucos, mas não se assuste que papai vai te proteger sempre.
Não notei que estava chorando até que vi a barriga de Bella molhada. Me permiti sentir esse sentimento de apreensão enquanto mantinha meu carinho em minha adorável esposa. Meus olhos estavam se fechando lentamente.
- Estou com tanto medo. Por favor, Bella, abra os olhos. Eu te amo tanto. Não faça mais isso comigo. Com a gente. - Lembro de ter dito isso antes e cair num sono profundo.
Eu estava numa cama deitado no colo de Bella enquanto ela fazia carinho em minha cabeça. Ela sempre dizia pra mim "Estou bem. Não se preocupe". Eu queria acreditar que isso não era um sonho e saber que ele era de verdade, mas eu sabia que não era. Bella estava dormindo até quando eu não sabia. Abri meus olhos lentamente e vi o que eu estava implorando ver por uma semana. Olhos chocolates profundos me encaravam enquanto mãos suaves faziam carinho em meu cabelo totalmente bagunçado. Eu olhei-a assustado enquanto de seus lábios saía um doce sorriso.
- Oi, baby.
N/A: Olá gente! Mais um capítulo pra vocês! Perdoem-me pelos possíveis erros nesse capítulo. Corri para postar pra vocês ainda hoje!
Infelizmente a fic tá acabando. =/ Acredito que mais 2 capítulos + 1 epílogo. Penso em cena extra do casamento deles em Vegas, mas quero dar início a uma ideia de O/S que tive um tempo atrás e falei que só escreveria depois que acabasse essa fic. Mais do que nunca eu gostaria de saber o que vocês tão achando... Deixem-me saber, ok?
Por favor, aos que não tem login no site, deixem seus e-mails para eu avisar quando haverá postagem nova. E nomes também! Tem gente que comenta ( E eu amo!) só que não sei quem é porque o site deixa como anônimo. Não tenha vergonha, eu não mordo! ;)
Eu reativei meu forms, então qualquer coisa que quiserem perguntar ou só pra bater papo, é formspring(ponto)com(barra)itsbruninhaa. É só trocar as palavras por caracteres. E as pessoas lindas que me deixam reviews, certifiquem-se de deixar seus nomes e e-mails para que eu possa responder as reviews! Eu adoro responder todas vocês. E agora, chega de papo!
Beijos,
Bruna!
