37. Quanto Vale?
"Achei que havia ficado preso nas garras de uma certa loira, conhecida minha do Mágico de Óz", Lea mencionou sarcasticamente ao abrir a porta do seu apartamento em Nova Iorque pra que Cory entrasse.
"As notícias voam!" ele riu, achando graça do comentário dela, "não vai me dizer que ficou com ciúmes?" ela virou-se, seguindo pelo corredor, enquanto ele fechava a porta atrás de si.
"Não, em primeiro lugar era pra caridade, segundo, você é ator, faz parte do seu trabalho, terceiro, eu confio em você, quarto, eu confio no meu taco!" ela virou-se pra encará-lo, provocando-o.
"Vamos comprovar isso daqui a pouco..." ele sorriu diabolicamente, aceitando a provocação. "...agora vou beber uma água porque estou morrendo de sede...foi na festa do Jon? Como foi? Deu meu presente pra ele?"
"Sim, voltei agora a pouco, estava tudo maravilhoso, divertido...ele adorou seu presente, mais que o meu inclusive, ... como você sabia que ele tinha gostado daquele óculos? Nem eu imaginava que ele gostaria de um óculos branco..." Cory riu, pois havia surpreendido Lea, que ficou meses imaginando o que dar ao amigo.
"Ele deixou escapar algo... vi o jeito que ele olhava pra aquele óculos noutro dia em que estávamos os três fazendo compras!"
"Sei... nem lembro quando foi isso ...bom, ele está te cobrando pelo menos um jantar, já que você tinha outro compromisso"
"Vamos pensar em algo"
"Ok, voltando ao assunto...viu como eu tinha razão... o meu sonho foi um aviso..." Cory sentou no sofá da sala ao lado de Lea, erguendo as pernas dela em cima dele, tentando entender o que ela queria dizer "...que não era pra mim ir no GLAAD contigo... porque ia ter alguém fazendo uma gracinha... dizendo que nosso namoro não ia durar ou... leiloando meu namorado já que não vai durar mesmo!" Cory entendeu finalmente onde ela queria chegar, e achou graça do jeito como ela comentava sarcasticamente sobre o acontecido. Ele só escutava, enquanto segurava o riso. "Como assim? Leiloando o beijo do 'meu' namorado? Pensam que são quem? Com permissão de quem?... se eu estivesse lá tinha oferecido um milhão como início dos lances, queria ver quem ia cobrir!"
"Não sabia que eu valia tanto! Nem que era tão ciumenta..." ele ainda tentava, quase em vão, segurar o riso.
"Não é o quanto você vale... mas, o que é meu, é meu!... e ciumenta é a vovozinha!"
"Possessiva"
Lea não se agüentou mais naquele teatrinho de adolescente ciumenta, e estourou numa gargalhada.
"Não acredito que você estava fingindo... eu me controlando pra não rir da sua cara brava... você é louca!" Cory teve vontade de socá-la, ela ainda conseguia surpreendê-lo com suas brincadeiras, mesmo ele a conhecendo tanto.
"Bobo, você acha que ia ficar contra ou criar um caso por causa disso? Caridade, ajudar os outros, qualquer boa ação... eu te doava inteiro, é o meu maior bem! Nem que eu ficasse me roendo de ciúmes... mas que eu ia fazer um lance no valor de todo o dinheiro que tenho, eu ia, vai que conseguia arrematar o prêmio!" ela começou a rir, abraçando-o. Cory ficou emocionado ao ouvi-la dizer que ele era o seu maior bem, ela que tinha tanto, começando por seu talento, sua família, amigos, bens que ela sempre considerou maiores que qualquer casa, carro, ou coisa material. Se sentiu nas nuvens...
"Mas pra você... ainda mais depois de uma declaração dessas... eu dou de graça..." ele beijou-a cheio de amor, com ternura, com calor, com vontade.
"Hum..." ela fez cara de pensativa, como se estivesse sentindo o gosto daquele beijo, "... esse que foi o tal beijo de 5.000 $ ? Não sei se eu daria 500 $, fraquinho..." ela fez cara de pouco. Cory ficou mordido, aceitando a provocação, puxando-a pra perto dele, fazendo-a sentar no colo dele, prendendo-a fortemente contra seu peito, arqueando sua cabeça pra trás pra que sua boca se abrisse automaticamente. Ela estava como ele queria, surpresa e vulnerável. Ele olhou-a por um segundo, com um sorriso malicioso no canto da sua boca, antes de tomar os seus lábios num beijo ardente, apressado, intenso, deixando-a sem ar.
"E agora... uns 1.000 $ ?" ele perguntou ao soltá-la, lânguida sobre seus braços.
"O que? Quem? Não vi quem me atropelou?" ela tentava voltar a si. Rindo, ela envolveu seus braços em torno do pescoço dele, tirando a gravata e jogando-a do lado junto ao paletó, desabotoando os botões da camisa dele, enquanto ele apenas observava seus movimentos. "Se você cobrar só 1.000 $ por cada um desses... se prepare porque hoje eu vou te dar tudo o que tenho, e ainda talvez roube um banco, se tiver fôlego!" ele riu alto.
Eles continuaram se beijando, se acariciando, brincando um com o outro. Lea percorrendo suas mãos por todo o corpo do namorado. Cory deslizando as suas por aquele pequeno corpo se contorcendo sobre o dele, parecendo fazer de propósito, só pra deixá-lo louco, excitado. Ela dançava sobre ele, ora esfregando seus seios ainda sob o blusão no peito dele, ora se afastando pra encará-lo, mordendo seu lábio, vitoriosa ao vê-lo perturbado com aquelas provocações. Cory deslizava suas mãos pelas costas quentes de Lea, chegando até seu bumbum, apertando-o, depois subia até os seios cada vez mais rígidos dela, ansiando serem tocados, beijados, acariciados. Ele mordia o pescoço dela, beijando-o levemente, causando-lhe arrepios, propositalmente. Ela também o provocava, além de rebolar em cima dele, mordia sua orelha, sussurrando besteiras no ouvido dele. Estava virando um jogo de gato e rato, um procurando provocar mais o outro, usando o que mais excitava seu companheiro pra enlouquecê-lo. Uma mesma idéia passou pela cabeça dos dois, na mesma hora. Eles se olharam, maliciosos, diabólicos, com cara de que iriam aprontar... um segundo depois, Lea estava com as duas mãos dentro da calça do namorado segurando o membro dele, pronta pra começar suas maldades... e ele, por sua vez, com uma das mãos dentro da calcinha dela, mexendo lentamente no ponto íntimo dela, também pronto pra por em prática o que lhe veio na cabeça.
"Ah é?... quer me desafiar?" ela falou provocativa.
"Esse jogo pode ser pra dois... a menos que um não agüente e se entregue..." ele riu mordendo o lábio.
Aposta aceita. Começaram seus jogos de sedução, excitação e prazer. Um tocando o outro do jeito que sabia que o fazia enlouquecer. A cada toque, a cada movimento, ia ficando cada vez mais intenso, mais forte, mais ardente... eles estavam explodindo, ofegantes, excitados, se segurando ao máximo pra não entregar os pontos. Cory estava a ponto de jogar a toalha, quando percebeu que ela também estava quase sem forças. Ele buscou forças sobre humanas, e num último impulso, enfiou mais um dedo do que ela era acostumada, fazendo-a gemer e parar de friccionar seu membro. Ele riu, satisfeito, segurando-a mais firme, aumentando os movimentos, conseguindo que ela além do seu orgasmo, gemesse alto o nome dele.
"Ganhei!" ele sussurrou vitorioso no ouvido dela, enquanto ela voltava a si daquela onda de prazer.
"Ainda não acabou" ela encarou-o, e num forte impulso, derrubou-o do sofá no chão. Ele olhou-a intrigado, achou que depois do trato que deu nela, ia demorar um pouco pra ter forças pra mais algo, mesmo se tratando dela, que sempre foi tão insaciável. Lea tirou a calcinha que estava lhe atrapalhando, mas ainda ficou com o blusão cobrindo seu corpo nu. Sem vê-la, só imaginando o corpo nu, deixava ele louco, e era isso que ela queria... revanche! Ela se aproximou. Cory ainda estava deitado no chão, sem desviar os olhos dos dele, ela sentou em cima do seu colo, ainda meio vestido, meio despido, bagunçado por ela ainda a pouco. Lea começou a acariciar-se por baixo daquele blusão, se tocando e gemendo, encarando-o. Ele não via aonde ela fazia, mas imaginava, e cada vez que tentava pegar, ela não deixava. Ele estava enlouquecendo, vendo ela se tocar e não poder participar. Sem ele esperar, ela trocou o corpo dela pelo dele, arranhando-o por sobre a roupa, atiçando seu libido com seu pequeno corpo ainda encharcado de prazer. Ele estava com as duas mãos soltas, as pernas, mas não tinha forças pra fazer nada, não conseguia nem sequer pensar direito. Ela rastejava sobre ele, esfregando seu corpo no dele, ambos vestidos, fazendo com que ele sentisse cada pedaço dela protegido pelas roupas. Ela fez ele se sentar, direcionando toda a onda de provocações para um único ponto... o principal! Cory gemia alto enquanto ela apenas se esfregava em cima dele, provocando-o, pedindo se ele queria mais alguma coisa. Ele tentou se controlar, mas no final fez um sinal positivo. Ela então abriu sua calça.
"Chega!" ele protestou, arrancando dela o blusão, beijando finalmente seus seios rígidos de prazer. Ela sorriu, ofegante. Eles estavam mais do que excitados. Foram inúmeros os orgasmos que outro lhe proporcionou. Só faltava uma coisa... novamente seus olhos se encontraram... era hora de finalizar aquela onda de provocações e brincadeiras. Cory penetrou sua amada ali mesmo na sala, mas foi só o início, pois eles começaram a fazer amor na sala, mas dali foram pro quarto, pro chuveiro, novamente pro quarto, até acabarem esgotados sobre a cama.
"Quem venceu?" ele pediu, aninhando-a entre seus braços.
"Que tal deixarmos empatados?"
"Perfeito" ele respondeu, abraçando ela.
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"Lea, Cory, até que enfim! Achei que só iam aparecer pro jantar!"
"Oi mãe"
Lea e Cory combinaram de tomar café na casa dos pais de Lea, mas acabaram dormindo demais, já era quase hora do almoço quando os dois chegaram.
"Bom, então agora fiquem por almoço" a mãe dela insistia.
"Obrigada mãe, mas combinamos de almoçar por aí, vamos aproveitar pra namorar um pouco..."
"Mas vocês agora que chegaram...! Fiquem mais, estava com tantas saudades!"
"Não faz assim mãe! Olha, prometo que vamos vim pra cá ficar um final de semana só aqui em casa com vocês, ok? Hoje queremos andar por aí, namorar..."
"Os jovens são assim... pare de atormentar eles! Quem tem que ficar em casa num dia de domingo é só os velhinhos!"
"Vó!" a avó de Lea apareceu pra lhes dar um beijo.
O casal conversou com os pais de Lea e sua avó por mais um tempo, rindo, se divertindo, comentando os últimos acontecimentos.
"Só tem uma coisa que eu não admito... hoje em dia está tudo diferente... eu não admito... onde já se viu... está tudo muito moderno pro meu gosto..."
"Do que você está falando vovó?" Lea e os outros ficaram intrigados com a indignação da senhora.
"Onde já se viu Lea... como é que você deixa assim os outros venderem os beijos do seu namorado? É o fim do mundo, agora vão começar a vender as pessoas, os beijos, abraços, e até... Deus me livre!"
Todos começaram a rir da avó. Verdade, era tudo muito avançado pra cabecinha daquela senhora. Depois de muito explicar, ela entendeu, mas não concordou, ainda assim.
Mais um tempo conversando, o casal se despediu. Quando Cory deu um abraço se despedindo da vovó, ela prendeu sua pulseira na gola do casaco dele. Ao soltar, percebeu que por baixo da roupa dele, perto do pescoço, havia um sinal de unhas.
"Se a tal moça pagou 5.000 $ por um beijo seu... me diga querido, quanto essa aqui pagou pra lhe dar uma unhada dessas? Deve ter sido uns 5 milhões, porque a malvada ainda deve ter carne embaixo das suas unhas!" Lea abaixou a cabeça, envergonhada, e saiu escondendo as mãos, assoviando. "Culpada!" A avó acusou a neta, arrancando o riso de todos.
Já na porta da casa, a mãe de Lea, juntamente com seu pai, aconselhavam os pombinhos a terem descrição, evitarem lugares muito cheio de pessoas. Já que estavam conseguindo enrolar os paparazzis e outros abutres da mídia até então, preservando sua intimidade, tendo assim um pouco de privacidade, eles deviam continuar, não mexer em time que se está ganhando, já que estavam felizes assim, deixando essas pessoas negativas a margem do seu relacionamento.
"Até que vocês tiverem o controle disso tudo em suas mãos será mais saudável pros dois, tanto pro casal, como pra cada um. Isso é o que tem deve mais valer pra vocês".
"A gente sabe mãe, mas obrigada assim mesmo!"
Eles foram pra um dia inteiro namorando pela Big Apple, começando com um almoço pra lá de romântico, depois um passeio, voltando no início da noite pra sua amada Los Angeles, afinal uma nova semana de trabalho iria começar.
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"Mais um final de semana maravilhoso!" Lea disse quando iam chegando pra embarcar no aeroporto de Nova Iorque.
"Todos os finais de semana que estou contigo são maravilhosos!" ele respondeu, fazendo-a derreter.
"Cory...você vai me chamar de louca mas acho que vi um flash..."
"Lea, é Nova Iorque, todo mundo tira fotos"
"É pro nosso lado..."
"Quem sabe alguém te reconheceu... afinal, somos de Glee..."
"Nos reconheceram... são vários flash... amor, acho que estavam nos esperando"
"Céus!" os dois ficaram preocupados ao ver que haviam alguns paparazzis os esperando. Com um pouco de jogo de cintura, e sorte, eles se desvencilharam deles, apenas algumas fotos foram tiradas.
"Cory, você já imaginou quando chegarmos em Los Angeles?"
"Nem me fale... ainda bem que deixei meu carro no aeroporto...Lea, acho que dessa vez vai ser difícil escapar!"
"Se vai... esses aqui vieram pelo cheiro... veja quantas pessoas comentaram que nos viram!" ela mostrava pra ele a confusão que estava no fandom.
"E os paparazzis de Los Angeles vão vir pelo cheiro desses aqui... por mais ninja que eu seja, me livrando sempre desse povo, acho que vai ser difícil escaparmos dessa vez... estamos perdidos!" eles se olharam preocupados, imaginando o que os esperava em casa.
