Título: OF ELVES AND HUMANS

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Lembro aos que estão lendo esta fanfic, que é a mesma história de senhor dos anéis, sendo que escolhi contá-la a partir do ponto de vista de Legolas. E para não ficar absolutamente cansativo os capitulos serão curtos.

Cap 38. A PONTE DE KHAZAD-DÛM

MIRWOOD

DEIRDRE

Ela fora para o conselho de guerra a pedido do rei. O que Thranduil tinha em mente ao fazer esse pedido, Deirdre ainda não tinha atinado inteiramente. Mas que o rei queria chocar seus companheiros, isso ele queria, e ela cumprira seu papel.

Parando defronte ao próprio quarto ela suspirou. Ainda tinha de decifrar o enigma da carta. Como não tinha sono, decidiu que hoje seria uma boa noite. Deirdre entrou no quarto e constatou que estava frio. Ela não era uma menina mimada. Decerto ouve um problema, e Almarë ou outra elleth, ainda não tinha acendido a lareira. Então ela própria começou a recolher a madeira do chão onde estavam empilhadas ao lado da lareira, Deirdre colocou fogo e usou uma das velas para colocar fogo à madeira. Logo, um fogo saudável lambeu sobre as toras e calor começou a emanar do coração. Pelo menos ela poderia se aquecer pelo fogo sem ficar azul durante a noite.

Após banhar-se ela sentou-se a mesa e fitou o pergaminho enrolado a sua frente. Desenrolou-o com cuidado e pôs-se a ler o enigma deixado por Legolas. Ela estava assim por uma hora quando uma batida a porta a tirou de sua tarefa.

"Entre."

"Tarien..." Era Almare.

"Você já veio. Não tivemos tempo de arrumar tudo."

"Não se preocupe Almare. Eu deveria estar no conselho. Mas pedi permissão ao rei para sair mais cedo." disse Deirdre.

"Já jantou?" a mulher mais velha perguntou.

"Não."

"Vou providenciar sua refeição."

Uma lambida. Ela foi acordada por uma lambida no rosto.

"Rover!" Ela exclamou enquanto o pequeno cão latia de contentamento. "Você não deveria estar nessa cama Rover."

O animal latiu mais uma vez.

"Vamos lá desça!" O cachorro pulou e Deirdre levantou-se ao que ouviu uma batida a porta.

"Bom dia Tarien!" Exclamou uma Sárie que franziu o cenho ao olhar para Deidre.

"Sim. Bom dia. Alguma coisa errada Sárie?" Indagou Deirdre.

"Nada Tarien."

A elleth viu mas não quis falar. E Deirdre também ficou em silêncio. O que chocava naquele momento era o fato dela dormir vestindo as roupas de Legolas. Ficavam enormes nela, era evidente. Mas ainda conservavam o aroma do príncipe e isso bastava.

"Espere um pouco Sárie que logo a seguirei."

Ela ouviu a elleth brincar com o cachorro enquanto derramava água numa bacia, e lavava o rosto e cuidada da própria higiene e trocava de roupas. Ao voltar para o quarto ela viu o cão sentado aos pés da própria cama.

"Vamos lá Rover!" Ela chamou o cão. Ele veio e olhou-a. "Mamãe vai treinar e você vai atrapalhar."

"Isso é verdade." A elleth disse rindo. "Ouvi os soldados reclamando. Mas eles não fazem isso em voz alta, porque gostam de você."

"Vocês ellon são muito gentis. Quando vocês gostam de alguém é para toda a vida. Me pergunto como serão quando vocês não gostam de alguma pessoa?" Indagou Deirdre.

A elleth nada respondeu.

MORIA

LEGOLAS

Ao chegarem ao grande salão, constataram que de uma porta no leste, saiam milhares de orcs. O grupo que os atacara era apenas uma pequena parte dos que viviam em Moria.

Eles saiam de buracos e fendas no chão e subiam nas colunas. Cercando-os. Ao olhar para cima por um instante Legolas viu que o objetivo deles, era exatamente este. Cerca-los por todos os lados. E estavam sendo bem sucedidos. Pois outro grupo de orcs, descia de um buraco no teto, como formigas saindo de um formigueiro. Só que essas formigas são extremamente perigosas, pensou o principe de Mirkwood.

Eles pararam. Estavam cercados agora. O cajado de Mithrandir emitia uma luz mais forte. Não adiantaria nada ser discreto agora.

Gmili rugia. Literalmente.

Então ouviu-se um estrondo surdo. Mithrandir olhou na direção do som.

De uma das grandes portas do salão via-se uma chama alaranjada. Como se uma grande fogueira tivesse sido acesa.

O estrondo soou outra vez. Os orcs entreolharam-se e saíram dali com alvoroço; abandonando a companhia do anel no salão.

Gmili riu satisfeito. Mas internamente Legolas achou que não havia motivo para riso naquele som, que mais uma vez ecoou pelo salão. E os olhos de Legolas refletiam preocupação e temor.

Dois grandes trolls apareceram. Traziam grandes lajes que jogaram no chão para servir de passarela por cima do fogo. A multidão de orcs se abriu, e se amontoou do lado, como se eles próprios tivessem com medo.

Mithrandir de cenho franzido também não inspirava confiança.

"Que diabrura é essa?" Indagou Boromir ao lado de MithRANDIR.

As chamas amarelas e alaranjadas, pareciam se expandir pelo salão. Mitrandhir parecia pensar por instantes e respondeu.

"É o Balrog. Um demônio do mundo antigo."

E pela primeira vez naquela viagem Legolas temeu. Ele quedou-se imóvel, pois ele sabia o que significava aquele demônio.

"Seu poder é maior do que qualquer um de vocês. Corram!" Disse Mithrandir.

Então depararam-se com degraus. Boromir que foi na frente, quase caiu num abismo, pois após os primeiros degraus, a escada havia sido quebrada. Legolas rapidamente segurou o humano, evitando um desastre maior.

"Gandalf!" Disse Aragorn ao ver o mago.

"Guie todos Aragorn. Vá. A ponte está próxima. Faça o que eu digo." Disse Mithrandir empurrando o guardião com violência.

"Agora as espadas são inúteis." Disse o Istari.

Eles começaram a descer os degraus. Ao olhar para baixo, via-se labaredas imensas que ameaçavam consumir toda a escadaria.

Então parte do teto e do portal por onde passaram segundos atrás começou a ceder. Era o Balrog se aproximando.

Legolas foi o primeiro a transpor um obstáculo, que consistia num pedaço de escada quebrada.

"Mithrandir!" Ele instou o mago a segui-lo.

E uma flecha passou zunindo por eles. Outras se seguiram. E Legolas mirou ao longe e um orc caiu morto. Boromir agarrou Merry e Pipin e pulou com ambos. Outro pedaço da escada cedeu aumentando ainda mais o fosso. Legolas continuou a usar o arco. Mas eram muitos orcs, e no momento só ele tinha tranquilidade para combater.

Aragorn jogou Sam por sobre o abismo e voltou-se para Gmili que protestou.

"Ninguém joga um anão." Disse o filho de Glóin. E pulou em seguida. Contudo ele não aterrizou em segurança e quase cai. Legolas adiantou-se e segurou-o pela barba.

"A barba não!" Gritou Gmili. Mas foi inútil e foi dessa forma que Legolas salvou o anão de cair no abismo de fogo.

Só restavam Frodo e Aragorn. E a escadaria continuava a se desmanchar. Ambos se jogaram no chão e voltaram alguns metros.

Outro estrondo e um grande pedaço do teto caiu ilhando Aragorn e Frodo. Aragorn abraçou o pequeno hobbit e esperou. A escada começou a mover-se e eles se moveram na mesma direção, tentando manter o equilíbrio. A rocha moveu-se para frente e eles a seguiram.

"Agora!" Gritou Aragorn e ele e Frodo pularam.

"Para a ponte. Rápido." Disse Gandalf. Enquanto os outros corriam o mago parou.

As chamas se elevaram e o Balrog ergueu-se do meio delas. A figura veio para a extremidade do fogo e a luz se apagou, como se uma nuvem tivesse coberto tudo. Então, com um movimento rápido, pulou sobre a fissura. As chamas bramiram para saudá-la, e se ergueram à sua volta; uma nuvem negra rodopiou subindo no ar. A cabeleira esvoaçante se incendiou, fulgurando. Ele rugiu. E pisou no corredor. Seguindo-os. Envolto em chama e fumaça.

Boromir puxou a fila dos que passavam pela ponte, seguido pelos Hobbits, Gmili, Legolas e por último Aragorn.

Então Frodo parou e viu MitHRANDIR na ponte. O Balrog se aproximando do Istari.

Gmili olhou com os olhos esbugalhados_ "A ruína de Durin"_ gritou ele deixando cair o machado e cobrindo o rosto.

"Você não pode passar!" Disse o Istari

"Gandalf!" Gritou Frodo.

A criatura ergueu-se e apresentou uma espada flamejante; pronto para combater o Istari.

Volte para a sombra.

O demônio brandiu um chicote de fogo.

"Você não vai passar!" Gritou Mithrandir brandindo Glamdring e o cajado em conjunto. O cajado se partiu e caiu de sua mão. Um lençol de chama brancas se ergueu. A ponte estalou e quebrou-se levando o demônio das chamas consigo.

MiTHRANDIR PARECIA cansado. Mas vitorioso.

Ele deu as costas e ai o mundo desabou. O Balrog brandiu o chicote e as correias bateram e se enrolaram em volta dos joelhos do mago, arrastando-o para borda. Ele perdeu o equilíbrio e caiu, agarrando-se em vão à pedra, e escorregou dentro do Abismo. Fr odo jogou-se na direção das escadas no que foi impedido por Boromir.

"Fujam seus tolos!"

"NÃO!" O grito de dor de Frodo era genuino.

A comitiva descia as escadas que vinha dos portões. Estava acidentada e danificada, sumindo numa trilha sinuosa em meio a urzes e tojos que cresciam por entre as pedras rachadas.

"Aquela é a pedra de Durin!"_gritou Gmili_ "Não posso passar por aqui sem me voltar um momento para olhar para a maravilha do Vale!"

"Então seja rápido"-disse Aragorn, voltando-se para olhar os portões._ "O sol se põe cedo. Talvez os orcs não saiam antes do cair da noite, mas devemos estar bem longe daqui antes do escurecer. A lua está entrando na fase minguante. Esta noite será escura."

Gmili levou Frodo consigo para ver o lago espelho.

Pouco depois, a comitiva retomou sua caminhada, seguindo o veio de prata. "Logo ele se torna um rio veloz, reunindo água de muitas outras nascentes que descem das montanhas"_ disse Aragorn. "Nossa estrada o acompanha por muitas milhas. Pois levarei voces pela estrada que Gandalf escolheu, e primeiro espero chegar as Florestas onde o Veio de Prata deságua no Grande Rio_ mais à frente"_. Todos olharam na direção que Aragorn apontava, e, puderam ver a corrente de água saltando e descendo até o fundo do vale e, depois correndo entre as terras mais baixas, até desparecer numa névoa dourada.

Então todos seguiram Aragorn até chegarem a Lothlórien.

MIRKWOOD

AMROD

Havia o barulho provocado pelas espadas que se encontravam. Era manhã. E desde muito cedo o salão estava repleto. Com a proximidade do combate, o salão de treinos, estava mais concorrido do que o normal.

Em geral pela manhã Deirdre aparecia para treinar com Amrod Anarínion e trazia o cachorro consigo. Aliás o animal a seguia para todo e qualquer lugar. E aquela manhã não seria diferente.

Rover latia. Mordia os pés dos que se aproximavam para ver o treino da Tarien e por mais de uma vez, a besta peluda, tirava flechas das aljavas dos desavisados, e quando estes percebiam era tarde demais. Uma flecha toda roída, perdida, danificada.

Mas nessa manhã o treino era com espadas.

"Ela tem talento". Comentou Thargon. Era a primeira vez que o conselheiro do rei, via o treino de Deirdre com Amrod.

"Sim senhor." Respondeu Sárie.

E então Thargon fez algo que em geral não se fazia na sala de treinos.

"Deirdre!"

Ela olhou por um segundo e a espada de Amrod foi diretamente para seu pescoço.

"Rendo-me." Ela disse. Amord afastou-se e ela foi em direção ao conselheiro do rei.

"Bom dia. Posso perguntar o que o senhor pensa que está fazendo? Você poderia ter me matado? Não se distrai a atenção de quem está lutando?"

"Bom dia. Ao contrário Tarien". Disse Thargon. "Distração é o que você mais irá encontrar no campo de batalha. Por isso não somos a favor das mulheres na luta."

Os olhos negros pareciam enviar faíscas na direção do conselheiro do rei. Ela inspirou profundamente e disse:

"Obrigada por essa lição conselheiro Thargon. Agora perdoe-me devo voltar. Meu professor está a minha espera."

"Korima eile?" indagou Amord.

"Uma. Até que eu caia exausta." disse Deirdre

"Não deixe que ele a aborreça. Ele gosta de fazer isso." falou Amord.

"Pois então ele é desprezível". Falou Deirdre. "Eu nunca tinha encontrado um edhel de quem eu não gostasse. Mas agora eu já tenho o número um da minha lista."

"Vamos lá. Não me decepcione" murmurou Amord, ante de retomar o treino. "Cronha!"

"Farei o meu melhor" disse Deirdre.

Ela segurou o cabo da espada, então soltou um grito e avançou. Amrod riu, por um segundo e aparou o golpe, defendendo-se.

Ele revidou o ataque e Deirdre estremeceu com a força do golpe do edhel. Lutaram furiosamente por minutos. Então ela foi tomada por uma letargia desconhecida. E cada movimento seu era mais cansativo e mais pesado.

Amord avançou aproveitando que a firen, estava com a guarda baixa. Ela bloqueou o ataque, mas logo em seguida, deu um passo atrás, e cravou a ponta da espada na terra.

Os olhos ficaram turvos e Deirdre agarrou-se a espada com ambas as mãos. Amord largou a espada no chão. Ela estava pálida.

"Deirdre!" ele chamou ao mesmo tempo em que ela tombou no chão perdendo a consciência.

A SER CONTINUADO...

GLOSSÁRIO:

Cronha- ataque

edhel-elfo

Elleth-elfa (singular)

eile-outro

firen-humana

TARIEN-Princesa

korima-round

Uma-sim.