Dirigi o mais rápido que consegui ate NY.
Parei o carro de qualquer jeito na rua em frente ao hospital e entrei correndo.
Eu ainda chorava muito. Meu maior medo era ter perdido Edward.
- Por favor, me ligaram daqui...estou procurando por Edward Cullen. – falei sem fôlego a uma atendente da recepção.
- A senhora é a esposa dele? – eu apenas assenti.
Ela discou um número no telefone.
- A esposa do Sr. Cullen está aqui. – ela disse. – Tudo bem. – pausou – Vou levá-la.
Ela desligou e se levantou.
- Me acompanhe, por favor. – ela pediu saindo de trás do balcão.
- Você pode me dizer como está meu marido? – pedi. Minha voz transmitia meu desepero.
- Sinto muito Sra. Cullen. – ela negou com a cabeça. – O Dr. Clark virá falar com a senhora. Sente-se. – ela apontou um sofá de couro branco.
- Estou bem em pé. – falei com ela.
Ela se virou e saiu da sala, que devia ser um tipo de sala de espera ou algo do tipo.
Meu Deus! A agonia me consumia. Que suspense era esse?
Eu estava tentando não pensar no pior...
Um homem alto e jovem entrou na sala.
- Sra. Cullen? – ele perguntou me fitando. Eu me assenti. – Eu sou enfermeiro. O Dr. Clark pediu que eu viesse falar com você... – o cortei.
- Onde está o meu marido? – perguntei nervosa.
- O Sr. Cullen sofreu um acidente grave de carro na 78. O carro bateu na mureta e capotou várias vezes...seu estado é bem grave Sra. Cullen e o nível de álcool no sangue dele estava bem acima do permitido.
- Ele está bem? – perguntei com cautela.
- Dr. Clark está operando ele nesse minuto...só vamos saber se ele ficará bem quando acabar. – ele disse com um tom sereno.
- Obrigada. – enxuguei minhas lágrimas.
- Assim que acabar alguém virá avisá-la. – ele sorriu e saiu.
Me sentei derrotada naquele sofá.
A culpa me consumia. Se eu não tivesse mandado ele embora, se não tivéssemos tido aquela briga estúpida...se ele não tivesse mentido...
Acho que eu cochilei porque acordei com uma mão pequena e suave sacudindo levemente meu ombro.
- Querida? Bella? – Esme me chamava.
Abri os olhos e vi seu rosto vermelho de tanto chorar.
- Oh Esme me perdoe... – me joguei nos braços dela.
- Te perdoar por que querida a culpa não é sua... – ela disse alisando meu cabelo.
Emm, Jazz, e Alice estavam ali.
- É sim, nós brigamos...e...eu o mandei ir embora...eu sabia que ele estava bêbado...pensei que ele fosse pra casa de Alice, mas ele pegou o carro e tentou vim pra NY. – tentava falar entre meus soluços.
- Ele vai ficar bem querida! Está tudo bem! – ela me aninhou nos seus braços como se eu fosse um bebê.
- Eu preciso tanto dele...eu não saberei viver sem ele... – solucei.
- Ele vai ficar bem Bella. Temos que ter fé. – ela disse, mas ela também chorava.
Alice se ajoelhou na minha frente.
- Irmã, papai está lá dentro assim que acabar ele virá nos trazer noticias. Se acalme. – ela pedia fazendo carinho na minha barriga.
- E as crianças? – perguntei.
- Rose está com elas. – Emmett disse. Seus olhos também estavam marejados.
- Deus! Eu não quero pensar no pior, mas não consigo... – me sentei no sofá.
- Jazz, pegue um café pra nós, por favor. – Alice pediu.
Jasper e Emmett saíram.
Já estava amanhecendo e faziam 5 horas que estávamos no hospital sem nenhuma noticia de Edward.
Aquilo estava me destruindo.
Depois de alguns minutos Carlisle entrou na sala com uma daquelas roupas de centro cirúrgico.
Esme correu e parou na sua frente. Sua feição não era muito boa e ele parecia esgotado.
Me sentei esperando o pior.
- Ele está bem? – Esme perguntou segurando a camisa dele.
- Sente-se querida. – ele levou Esme até o sofá e se sentou com ela.
Emmett, Jasper e Alice fizeram o mesmo.
Eu abaixei minha cabeça entre os joelhos. Estava enjoada e não queria ouvir se fosse o que eu estava pensando.
- Ele morreu? – Esme perguntou diretamente. – É isso...diga Carlisle! Meu filho está morto? – ela elevou a voz.
Oh Deus! Não. Não. Não. Não. Por favor, não! – eu repetia mentalmente.
- Se acalme querida...ele está na UTI. – Carlisle tentava acalmar Esme alisando suas costas.
- Ele está vivo? – perguntei levantando meu rosto.
- Está! – Carlisle respondeu – Mas seu estado é grave e instável. Ele sofreu um traumatismo craniano severo Bella e está com hemorragia cerebral. Por isso teve que ser operado...contiveram o sangramento, mas não conseguiram estancar. Ele está em coma na UTI. – ele pausou e puxou o ar – As chances dele são mínimas, nós temos que ser fortes! – ele concluiu.
- Oh Deus, por favor, não. O meu menino não! – Esme batia no peito de Carlisle e chorava copiosamente.
Eu não estava acreditando que eu perderia o amor da minha vida desse jeito.
Olhei em volta.
Alice chorava no ombro de Jasper. Emmett estava virado pra janela, mas pelo movimento das suas costas eu sabia que ele estava chorando.
Juntei minhas forças e me levantei. Meu destino era a recepção.
Ouvi Carlisle me chamar, mas não parei pra ouvi-lo.
- Por favor, preciso falar com o Dr. Clark. Diga que é Isabella Cullen. – pedi a mesma mulher que me atendeu quando cheguei.
Ela pegou o telefone, discou uns números e pediu que eu aguardasse.
- Sra. Cullen? – ele perguntou me estendendo a mão.
- Sim, sou eu! – respondi – Eu quero ver Edward. – fui direta.
- Sinto muito, mas ele está na UTI e seu estado é bem grave. Já passei a situação pro pai dele, que por sinal é um ótimo neurologista.
- Sim eu sei...mas eu realmente preciso ver ele. – pedi – Eu estou grávida, meu marido está morrendo...você não vai me negar isso, vai? – perguntei chorando.
- Ok, mas só poderá ficar lá alguns minutos, por favor! – ele me indicou o caminho e eu fui com ele até a UTI.
Ver Edward naquele jeito me fez sentir ainda mais culpa.
Ele estava sedado, entubado, com o rosto todo machucado, rasparam sua cabeça e ele tinha uma perna e um braço quebrados.
- Quais são as reais chances dele Dr. Clark? – me enchi de coragem e perguntei.
- Bom, ele esta com hemorragia cerebral e isso faz com que a pressão dentro do crânio aumente...já fizemos nossa parte Sra. Cullen, fizemos o possível...agora o corpo dele tem que reagir e parar a hemorragia. Isso aqui... – ele segurou um tubo por trás da cabeça de Edward – é um dreno, esta tirando sangue a todo momento...se o corpo dele não reagir e conter a hemorragia não há mais nada que possamos fazer.
Olhei Edward tão frágil em cima daquela cama.
- Posso ficar sozinha com ele? – perguntei.
- Pode...quando der a hora virei te pegar. – ele se virou e saiu.
Eu puxei uma cadeira que estava no quarto, coloquei ao lado da cama e segurei sua mão.
- Me perdoe Edward! Me perdoe por ter mandado você ir embora de casa! – fiz um carinho no seu rosto – Você tem que lutar meu amor...só você pode se salvar Jude. Lute...eu preciso de você Edward, por favor! – encostei minha testa na sua mão. – Eu estou grávida eu ia te contar antes da festa...o nome dela vai ser Sofia, em homenagem a nossa lua de mel...por ela Edward, lute...queria viver Jude. Eu não vou conseguir viver sem você, está me ouvindo?
Fiquei bons minutos chorando ao seu lado e fazendo carinho no seu rosto.
Até uma enfermeira entrar e dizer que eu tinha que sair.
Voltei até a sala de espera.
- Onde você estava? Você está bem? – Alice passou um braço pela minha cintura e me sentou no sofá.
- Eu estava com ele...eu o vi. – olhei pra Esme – Conversei com o Dr. Clark ele disse que a recuperação de Edward só depende dele mesmo, do próprio organismo em conter a hemorragia...eu disse isso a Edward, eu sei que ele vai querer viver. – forcei um sorriso.
- Oh querida! – Esme me abraçou.
- Vamos pra casa, só poderemos vê-lo amanhã. – Carlisle disse.
- Eu não quero ir. Vou ficar aqui! – eu disse.
- Bella, você está grávida, precisa descansar e logo John acordará. – Alice disse.
- Tudo bem, mas amanhã eu vou voltar. – falei pegando minha bolsa.
- Todos nós vamos querida. – Esme me abraçou de lado e fomos pro estacionamento.
Dei a chave a Jasper pra que ele levasse o carro do meu pai pra casa.
Quando cheguei deitei logo na minha cama.
Esme entrou no quarto.
- Tome! – ela me deu um comprimido e um copo de água – Liguei pra Dra. Clara e ela me disse que você podia tomar um desse calmante, graças a Deus Alice ainda tinha da grávides de Mary.
- Eu não quero Esme. – falei.
- Você precisa descansar Bella...e sabe que sem eles você não vai conseguir. – falou no seu tom maternal.
Ela tinha razão. Peguei o comprimido e tomei.
- Fica comigo? Não quero ficar sozinha. – pedi.
Ela sentou na cama e se encostou na cabeceira eu deitei minha cabeça no seu colo e logo dormi.
Acordei no dia seguinte sozinha na cama.
John logo entrou no quarto.
- Nossa mamãe como você dormiu! – ele disse sentando na cama.
- Oi meu anjo! – dei um beijinho nele.
Olhei o relógio 3 da tarde. Me levantei num pulo, eu tinha que ir pro hospital.
- Onde está o papai? Nem o vi ontem. – ele perguntou e um bolo se formou na minha cabeça.
- Papai virá logo meu amor, ele está dodói hoje, por isso, ainda não veio. – expliquei a ele.
Ele fez que sim com a cabeça e desceu.
Eu fui pro banheiro tomar um banho. Coloquei uma roupa e desci.
Esme e Carlisle já estavam no hospital.
Quando desci expliquei a Sue e Charlie sobre o acidente. Sue se ofereceu pra olhar as crianças enquanto eu ia ao hospital e a agradeci centenas de vezes por isso.
Peguei o carro do meu pai e fui pra NY.
Quando entrei na sala de espera Esme chorava muito encolhida junto ao braço do sofá.
- Esme? – a chamei e ela me olhou – O que aconteceu? – olhei em volta e não encontrei ninguém.
- Eles...ah Bella...um papel...do Edward...aparelho... – ela soluçava mais que falava.
Dei um beijo em sua testa e sai em busca de Carlisle ou o Dr. Clark.
Encontrei os dois conversando no final do corredor.
- Carlisle? – o chamei a uns 3 metros de distância dele. – O que houve? Eu quero ver Edward! – minha voz saia alta demais.
- Se acalme Bella, por favor! – ele pediu.
- Eu não quero me acalmar. – eu disse – Esme estava chorando o que houve? – perguntei.
- Vamos até a sala de espera! – Dr. Clark disse.
E seguimos de volta pra sala. Cada um de um lado do meu corpo.
Nos sentamos no sofá uns de frente pros outros.
- E então? – quis saber – Dá pra me dizer o que quer que tenha acontecido. – falei desesperada.
Eles se olharam. Esme chorava baixinho.
- Bella, o estado dele piorou... – Carlisle começou – Os médicos querem que você assine um termo pra doação de órgão. – ele disse calmamente.
Era o fim, é isso?
- Ele não tem chance? – falei já com lágrimas nos olhos.
- São mínimas. – Dr. Clark disse.
- Mas existem, certo? – perguntei esperançosa.
- Sra. Cullen é quase impossível... – o cortei.
- Mas existem, certo? – perguntei mais alto.
- Sim, existem. – ele falou num fio de voz.
- Então eu não vou assinar! Não enquanto tiver esperança que ele viva. – falei corajosa.
- Sra. Cullen você tem que entender que Edward pode estar sofrendo e seus órgãos salvaram muitas pessoas. Por favor, considere esse hipótese. – Dr. Clark disse.
- Eu não vou matar meu marido se ainda há chances dele viver Dr. – cuspi as palavras pra ele e me sentei ao lado de Esme. – Você quer que eu assine o papel Esme? – perguntei a ela.
- Nã-não! – ela respondeu.
- Eu não vou assinar! – falei firme com o médico.
Os dias passaram se arrastando de tão lentos.
Edward ficou uma longa semana em coma profundo e 2 dias em coma induzido.
Na segunda-feira liguei pra gravadora e contei o que tinha acontecido. Eles me deram uma licença de tempo indeterminado.
John me pergutava pelo pai todos os dias e até Jude com suas poucas palavras me dizia "qué papa" e eu entendia que ela estava perguntando pelo pai.
Lutei todos os malditos dias contra aquele papel da doação de órgãos. Não ia desistir de Edward até que seu coração parasse de bater.
Minha rotina se resumia aos meus filhos e hospital.
Na segunda daquela semana meu pai e Sue foram embora. Emmett e Rose ficarariam até que Edward melhorasse ou não.
Esme e Carlisle também estavam aqui em casa. Carlisle de licença e Esme largou todos seus projetos, nós nos revesávamos entre o hospital e as crianças. Nem Alice ia mais trabalhar, apenas Jasper atendia no consultório deles.
Quando eu ia ao hospital conversava bastante com Edward, é claro que ele não me responderia, mas eu sabia que ele podia me ouvir. Como eu sabia? Toda vez que ele ouvia minha voz seus batimentos aceleravam e logos depois diminuíam.
Eu cantava pra ele todos os dias. Principalmente Hey! Jude que me inspirou a dar um apelido a ele.
Na sexta-feira quando cheguei ao hospital fui instruída a ir ao consultório do Dr. Clark.
- Sente-se Sra. Cullen. – ele me apontou uma cadeira.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei já nervosa.
- Sim, mas é uma coisa boa. – ele disse.
Finalmente! Depois de quase uma semana eu finalmente ouvi essas duas palavras "coisa boa".
- Fale! – o incentivei.
- O nível de sangue drenado da cabeça de Edward diminuiu consideravelmente. – ele sorriu.
- Isso significa que a hemorragia está cedendo? – perguntei tentando conter minha felicidade.
- Isso mesmo...esta diminuindo consideravelmente. Fizemos uma tomografia hoje de manhã e o coágulo diminuiu 60% de tamanho.
- Oh meu Deus! Isso é...é...maravilhoso! – me levantei – Posso vê-lo?
- Só por poucos minutos.
Nós saímos da sala e fomos pra UTI.
Edward estava deitado na mesma posição de sempre, mas agora seu rosto estava mais sereno.
- Discutimos sobre desentubar ele e tirar os sedativos pra ver como ele responde sem drogas. – ele disse – Vamos fazer isso amanhã.
- Posso estar presente? – segurei a mão de Edward.
- Pode sim! – o médico disse.
- Isso é ótimo! Está ouvindo meu amor? Você vai melhorar! – disse a Edward – Obrigada por lutar, mas eu preciso que você lute mais um pouco...sei que é difícil, mas ela te espera. – coloquei a mão dele na minha barriga e Sofia fez uma pequena estripulia. - Viu? Ela já te ama. – tirei sua mão da minha barriga, mas não a soltei, apenas pousei nossas mãos na cama. – Lute meu amor, por nós! – sussurrei no seu ouvido.
E em seguida aconteceu uma coisa fantástica. Edward apertou minha mão.
Contei ao Dr. Clark e ele fez uns exames em Edward e me disse que ele estava voltando a ter tônus muscular, o que era ótimo e disse que ele teria boas chances de não ter seqüelas nenhuma.
Fui pra casa e contei a novidade a todos. É claro que a felicidade foi geral.
Naquele sábado paguei Anita e Judite pra ficarem com as crianças e fomos todos ao hospital.
A tentativa de desentubar Edward foi frustrada. O médico explicou que ele não tinha força pra respirar sozinho, mas que o coágulo diminuiu mais um pouco.
Na segunda-feira tudo mudou.
Quando Esme, eu e Carlisle chegamos no hospital fomos falar com o Dr. Clark como de costume.
- Tenho uma ótima noticia. – ele disse enquanto andava apressado pelo corredor – Edward está acordado, mas ainda esta entubado, o pulmão dele ficou muito tempo parado e está voltando a trabalhar aos poucos, por isso ainda precisa do respirador.
Eu senti até uma tontura com a notícia.
- Você está bem Bella? – Carlisle me perguntou ao me apoiar pelo cotovelo.
- Eu preciso vê-lo. – eu disse num fio de voz.
- Ele pergunta muito por você Isabella. – eu o olhei confusa – Ele tem um bloquinho ...é assim que ele se comunica com a equipe.
- Podemos vê-lo? – foi a vez de Esme perguntar.
- Podem, mas não poderam ficar muito tempo.
Ele abriu a porta e só então percebi que estávamos parados em frente ao Box da UTI de Edward.
Quando entramos pude ver os enormes olhos verdes de Edward aberto.
- Oh meu querido...você não sabe como estou feliz em vê-lo! – ela debruçou seu corpo sobre o dele e beijou sua testa.
Ele apontou com a mão que não estava engessado pro bloco em cima da mesinha.
Esme colocou o bloco em cima da cama e ele escreveu alguma coisa sem olhar. Esme sorriu fazendo um carinho no seu rosto.
Ele escreveu mais alguma coisa e ela abaixou os olhos pra ler.
- Ela está aqui! – ela se virou pra mim – Venha querida ele quer te ver! – ela disse saindo de perto dele pra que eu ocupasse o lugar.
Quando ele me viu seus olhos se encheram de lágrimas.
- Não chora Jude! – eu enxuguei suas lágrimas – Está tudo bem!
Ele piscou fazendo com que as lágrimas caíssem e levantou a mão, pousando-a na minha barriga.
Eu também chorei ao saber que ele lembrava o que eu tinha falado sobre Sofia.
- Esse é seu pai Sofia. – falei pra minha barriga.
Ele começou a escrever alguma coisa no bloquinho. Eu abaixei os olhos pra ler.
"Eu amo vocês"
- Nós também te amamos Edward. – beijei o pedaço dos seus lábios que o tubo não ocupava.
Ele escreveu de novo. Eu me perguntei como ele conseguia escrever sem olhar o que estava fazendo.
Eu li.
"Lutei por você"
Mais lágrimas invadiram meus olhos.
- Eu te amo tanto Jude! – debrucei meu corpo no seu como se estivesse o abraçando. – Obrigada por lutar, agora falta pouco e vamos pra casa.
Ele levantou a mão com muita dificuldade e fez um carinho no meu cabelo.
Dr. Clark entrou no Box dizendo que tínhamos que sair.
Me despedi de Edward e prometi que voltaria.
Dormi com muita dificuldade naquela noite. Agora que Edward estava acordado me doía saber que ele estava sozinho naquele hospital.
Logo pela manhã eu fui ao hospital e o médico me informou que tentariam desentubar ele hoje de novo.
Dessa vez deu certo. O pulmão dele respondeu.
- Bella? – ele me chamou com a voz muito rouca quando acordou.
O médico havia me explicado que isso era normal devido o atrito do tubo na garganta e cordas vocais.
- Estou aqui Jude! – me levantei da poltrona e parei ao seu lado pra que ele me visse.
- Oi. – ele sorriu.
- Oi! – fiz um carinho no seu rosto e retribui o sorriso.
- Eu te amo! – ele disse.
- Eu também, mas você tem que evitar falar. – eu disse.
- Eu...eu...preciso te pedir perdão! – ele disse com dificuldade.
- Não...você tem que ficar quietinho. – beijei sua testa.
Ele levantou a mão e alisou minha barriga.
- Quanto tempo? – ele perguntou.
- 4 meses, mas só descobri um dia antes da festa. – eu disse.
- O nome é lindo! – ele sorriu e eu também – Não posso viver sem você Bella. – ele disse sério.
- Eu também não. – mordi meus lábios.
- Prometo que eu vou mudar. – ele disse.
- Não se esforce Edward. – pedi.
- Deita aqui comigo...deixa eu te sentir. – ele pediu.
Eu tirei meus sapatos e subi na cama. Passei meu braço por trás da sua cabeça e ele deitou no meu peito.
- Invertemos as posições. – ele brincou.
- Parece que sim! – rimos juntos.
- Bella? – ele me chamou.
- Sim? – eu lutava pra não fechar meus olhos.
- Você foi o que me fez viver...a sua voz, sua música no meu ouvido, seu rosto gravado na minha memória...foi pensando em você que eu me agarrei a vida.
Ele me olhou.
- Obrigada por lutar Edward...eu não saberia viver sem você. – falei.
- Eu também não. – ele tocou seus lábios nos meus e logo depois dormimos naquela desconfortável cama de hospital.
