"Então é verdade que eles terminaram?" Rachel perguntou a Santana, com quem falava pelo celular, enquanto colocava uma das bolsas de viagem na mala do carro de Finn. "O Finn comentou comigo que achava que eles não tavam mais juntos."
"É. Ela disse que o Artie não acha legal eles ficarem juntos, se ela já não sabe mais se gosta ou não dele."
"Como assim?" A baixinha perguntou, enquanto Finn fechava a mala do carro e voltava para a porta da casa, para se despedir de Shelby e Clay. Leroy e Hiram estavam fazendo o mesmo, visto que as coisas dos dois também já estavam no carro deles. "Me dá um minuto, Santie. Eu tenho que me despedir da minha mãe e do paizão."
Rachel caminhou até a varanda da casa, abraçou e beijou a mãe e o padrasto, deu a mão ao namorado e, enquanto caminhava até o carro com ele, que abria a porta para ela, como sempre fazia, voltou a fofocar com a amiga latina.
"Pronto. Me conta tudo."
"É como eu tava te falando antes... ontem, quando eu e ela estávamos no Breadstix, ela me disse que está confusa, em relação aos sentimentos dela por mim e por ele. E ela tinha dito o mesmo a ele, no sábado... então, ele preferiu terminar."
"Entendi, Santie." Rachel trocou um sorriso com Finn, que já dirigia, seguindo o carro dos Berry. "Mas como foi essa saída de vocês, hum? Vocês só conversaram mesmo?"
"Eu te falei, Rach! A gente só conversou! Ela disse que quer ficar mais próxima... me conhecer mais, pra ver se ela entende melhor o que ela tá sentindo e tal. Mas que, até ela ter mais clareza das coisas, a gente tem que ser apenas amigas." Suspirou.
"Amiga, é melhor que nada, né? Você achava que vocês terem se beijado nem tinha significado nada pra ela... e agora você ao menos sabe que significou."
"É... eu acho que ela gosta de mim, sim. Só falta mesmo ela ter certeza." Riu. "E você? Como foi o almoço ontem? E a festa... você gostou? Eu nem te perguntei..."
"O almoço foi ótimo! E a festa... claro que eu amei! Foi o máximo! E por falar em festa... o que foi aquele beijo do Sam na Mercedes, hein? Só eu achei demorado demais pra uma brincadeira?"
"Que nada! Foi demorado mesmo! Ele parecia bem mais empolgado do que quando me beijava." Soltou uma risada. "Aliás, pensando bem... ele parecia bem mais empolgado do que beijando a maioria das meninas que eu vi o Sammy pegar nos últimos tempos... nessas festinhas que eu tenho frequentado com ele."
As duas conversaram mais um pouco e, enquanto isso, Finn e Rachel trocavam olhares, sorrisos e pequenas carícias. A viagem correu muito bem e, apesar de cansados, os jovens namorados, querendo aproveitar ao máximo a viagem, saíram logo depois do jantar com os pais dela, naquela noite, e foram encontrar os amigos de Akron em uma lanchonete super movimentada, com direito a uma sala de jogos em anexo e música altíssima.
Ainda era apenas segunda-feira e aquela que deveria ser a viagem dos sonhos começou a se tornar nem tão perfeita assim, quando uma tal de Mel apareceu na lanchonete, indo na direção de Finn, logo que percebeu a presença dele, e o abraçando e beijando na bochecha, sem cerimônia alguma. A reação dele foi apenas a de dizer um "oi" para a tal garota, ficando paralisado, como ficamos muitas vezes em que somos pegos totalmente desprevenidos.
"Ai, Finnito, é tão bom te ver! Quando eu soube que você tinha estado aqui há um tempo atrás e a gente nem tinha se visto, eu fiquei super chateada, sabia?" A garota fez uma espécie de bico para ele, enquanto Rachel pensava "o que diabos essa garota pensa que está fazendo?" e "por que o meu namorado está deixando ela falar tudo isso comigo aqui ao lado dele?".
"Mel, essa a Rachel, minha namorada. Da outra vez ela esteve aqui comigo também. Foi uma pena mesmo você não estar com a galera naquele fim de semana... porque, se você estivesse, já teriam se conhecido." Finn falou, dando ênfase à palavra namorada, como se tivesse lido o pensamento de Rachel. Uma pena que o ciúme já estivesse colocando a morena em uma espécie de surdeira seletiva, e ela tenha absorvido apenas a parte em que o namorado disse que fora mesmo uma pena não ter encontrado a outra.
"Olá, Rachel." A garota disse, com um sorriso falso nos lábios, muito diferente do sorriso que trazia no rosto ao cumprimentar Finn. "Prazer."
"Prazer." Repetiu a baixinha, sem nem mesmo tentar sorrir.
Mel cumprimentou todos os amigos que estavam com Finn e Rachel, enquanto ele dizia à namorada que a loira era prima de Justin e Jordan, e estudava no colégio Carmel, assim como todos do grupo. Ela tentou relaxar e não demonstrar que ficara muito enciumada, pois o namorado não parecia nada preocupado com a presença da outra e continuou tão atencioso e carinhoso com ela quanto sempre.
A noite correu bem e, para a felicidade de Rachel, Mel estava com seus próprios amigos, que ocuparam uma mesa não muito próxima da deles. Porém, quando todos se preparavam para deixar a lanchonete e ir para suas casas, o coração de Berry se apertou ao ver Finn, que tinha ido ao caixa da lanchonete, parado conversando com a loira, que alisava o braço dele e sorria maliciosamente. Finn estava sem jeito e tentava se afastar a todo custo da garota, mas, do ponto de vista de uma namorada ciumenta, ele estava dando todas as condições necessárias para que a garota se sentisse incentivada a continuar se insinuando.
Em razão disso, naquela noite o casal não namorou no carro, dentro da garagem. Rachel disse estar com sono e dor de cabeça, e foi para o quarto, dando-lhe apenas um selinho, e, apesar de Finn ter desconfiado de que havia mais alguma coisa por trás da recusa dela em passar um tempo sozinha com ele, não passou pela cabeça dele que ela estivesse com ciúmes de Mel.
Apenas na quinta-feira, na última noite deles em Akron, Finn pode ter plena certeza sobre o que tinha acontecido naquela primeira noite, e por que razão Rachel tinha mudado tantas vezes de humor durante os últimos dias.
Quando estavam com os pais dela, acendendo as velas do Hanukkah, festejando e fazendo as refeições juntos, ou quando estavam com alguns dos amigos dele, vendo filme na casa de um deles, jogando jogos de tabuleiro ou simplesmente conversando amenidades, ela ficava relaxada, sorria, fazia carinho nele, beijava-o apaixonadamente. Quando voltavam da rua tarde, ficavam no carro um bom tempo, se beijando, se tocando, se agarrando até que o desejo fosse grande demais e eles tivessem que parar.
Na madrugada de quarta para quinta, inclusive, ousaram um pouco mais, quando Rachel desceu as alças do vestido, revelando os seios e deixando Finn tocar seus mamilos sem qualquer obstáculo pela primeira vez. Foi um momento de intimidade delicioso e a excitação fez com que ele roçassem com mais pressão e ritmo do que nunca suas intimidades, até que ele parasse e a afastasse um pouco, com medo de gozar ali mesmo, com calça, cueca e tudo.
Quando, no entanto, Mel aparecia em algum lugar em que eles estavam, sempre com aquela atitude de querer se mostrar mais íntima de Finn do que realmente era, ela ficava calada, quieta, séria, distante e observadora, até o momento em que a garota fosse embora para se reunir a seus verdadeiros amigos.
O problema é que na quinta-feira, infelizmente, Finn não teve a sorte de ver a loira apenas passar rapidamente pelo local em que eles estavam. Deveria ter sido mais atento, e previsto que não era uma boa ideia eles se reunirem para comemorar o final de ano justamente na casa dos primos dela, mas sequer prestou atenção nisso, o que resultou em uma noite inteira com Mel e duas amigas dela bebendo tequila sem parar, aumentando demasiadamente o som e dançando sensualmente no meio da sala da casa dos Kerr.
Rachel foi ficando cada vez mais distante dele, sempre dando a desculpa de que iria conversar com alguém do outro lado da sala, e ele percebeu também que ela estava bebendo bem mais do que ele jamais a tinha visto beber, e começava a falar e gargalhar mais alto do que o normal. Enquanto tentava se reaproximar da namorada e evitar que ela pegasse mais bebida, sem obter nenhum êxito, Finn ainda tinha que lidar com Mel se insinuando, por meio de olhares, de toques sutis em seu braço e peitoral, sempre que passava por ele, do uso do apelido ridículo que ela lhe dera (Finnito) e de elogios inapropriados.
"Nossa, Finnito, você tá mais forte." Ela dizia, aproveitando que a música estava alta para falar bem perto.
"Essa blusa é linda, Finnito... e mostra seus músculos... adorei!"
Rachel observava tudo, o que tornava o problema cada vez maior, como uma bola de neve que rolas das montanhas geladas. Quanto mais Mel se jogava para cima dele, mais a namorada o evitava e mais bebidas ela consumia, e ele não sabia o que poderia fazer sem criar uma briga com a prima dos donos da casa e, ao mesmo tempo, sem arriscar uma discussão com Rach na frente de todos.
Finn chegou ao limite, porém, quando, depois de vê-lo servindo uma cerveja para Mel, que pedira com um biquinho e tentando alisar, mais uma vez, a camisa dele, Rachel virou um drinque inteiro, pegou outro , subiu em uma cadeira e começou a fazer seu próprio show. Não adiantou nada que ele tivesse segurado o punho da garota e falado no tom mais sério possível para ela parar com aquilo, pois a música estava alta e Rachel só estava vendo o que uma pessoa tomada pelo ciúme é capaz de ver.
"EU AMO ESSA MÚSICAAAA!" Rachel gritou, dançando em cima da cadeira. "E ISSO AQUI TEM GOSTO DE COR DE ROSAAAAA!" Disse, depois de beber mais um gole de álcool colorido.
Finn tirou Rachel de cima da cadeira, pegando-a no colo, sob os protestos dela, que sacudia as pernas e dizia para ele largá-la, pois ela estava se divertindo. Ele a colocou no chão, quando estavam em um canto isolado da sala, para tentar conversar com ela, finalmente, sobre o que estava acontecendo durante grande parte daquela semana. Ela fez menção de virar as costas e sair, mas ele a segurou.
"Quer me largar, por favor, Finn Hudson?" Falou, seca.
"Babe... não me trata assim! Eu não fiz nada."
"Ah, não... ele não fez nada, coitadinho! O Finnito é um pobre inocente!" Debochou.
"Então é isso? É ciúme da Mel? Rach, você não vê que isso é ridículo? Eu sou seu namorado! Ela é só a prima abusada de dois amigos meus."
"Abusada que você deixa abusar!" Acusou. "É Finnito pra lá e... Finnito pra cá... e toda cheia de mãos pra cima de você, parecendo um maldito POLVO..."
"Rachel, pelo amor de Deus! Eu evitei todas as investidas dela... mas você não prestou atenção NENHUMA em mim, a noite TODA! Você só prestou atenção nela... na droga do apelido idiota que ela me deu e nas TENTATIVAS dela de me tocar. Como eu disse, ela é só uma garota abusada..."
"Você vai me dizer que nunca ficou com ela, Finn Hudson?" Perguntou, irritada. Finn não respondeu, apenas olhou para o chão, sem jeito, passando as mãos no cabelo. "VIU? Eu não sou uma boba ciumenta... eu tenho as minhas razões!"
"Eu não disse que você é boba, meu amor." Ele afirmou, tentando se aproximar e fazer carinho nela. "Eu só disse que você não precisa se preocupar. Você é minha namorada... eu sou louco por você! E ela é só uma garota com quem eu fiquei, sei lá... duas vezes na minha vida."
"Duas vezes?" Ela deu uma risada nervosa. "Ainda por cima, gostou e... ficou de novo!"
"Amor..." Ele tentou continuar a conversa, mas ela saiu, subindo de novo na cadeira.
"GALERAAAAAAA! Brincadeira da garrafaaaaaaaaaa!"
Finn olhou para Rachel, incrédulo. Os solteiros concordaram com a brincadeira e escolheram um lugar para se sentarem formando uma roda, colocando a garrafa no meio. O garoto se irritou, ao ver que a namorada pretendia participar do jogo e beijar os amigos dele. Quem sabe até as amigas! Essa parte era meio excitante, mas PELO AMOR DE DEUS! Ele não iria deixar a namorada beijar ninguém. Quem estava louco de ciúmes agora era ele.
Hudson pegou, de novo, Berry no colo, pediu licença aos amigos e subiu as escadas da casa com ela gritando e se debatendo nos braços dele. Só a colocou no chão quando estavam dentro do quarto de um dos garotos.
"Você é minha e eu não vou deixar você beijar ninguém, numa brincadeira estúpida, da qual você só quer participar pra me tirar do sério!"
"Eu não sou sua propriedade!"
"Não, você não é." Ele a puxou, segurando-a pela nuca. "Você é o meu AMOR... e não é possível que você não veja isso, droga!"
"Você pode me amar... mas ela é gostosa e... eu sou virgem e... do que você tá rindo?" Voltou a se irritar, no fim, ao ver que ele ria.
"Então é isso? Você acha que eu posso querer fazer sexo com ela porque não faço com você?" Ela apenas baixou o rosto, sem graça. "Rach." Chamou, levantando o rosto dela, fazendo com que ela o olhasse nos olhos. "Eu não faria isso. Eu só quero você... e falei sério quando disse que esperaria o tempo que fosse necessário."
"Me mostra!" Demandou.
"O que?" Perguntou, confuso.
"O quanto você me quer... me mostra! Me deixa te ver, te tocar... te dar prazer, Finn."
Depois disso, eles não falaram mais nada. Ela o guiou até a cama que havia naquele quarto, eles se deitaram nela e começaram a se beijar, ansiosamente. Tocaram todos os lugares que já conheciam do corpo um do outro, até ela tomar a primeira iniciativa de avançar ainda mais, tirando a camiseta dele. Eles continuaram beijos e toques, até ela desafivelar o cinto dele, demonstrando que estava falando sério sobre querer ver aquela parte do corpo dele que ainda era desconhecida para ela.
Depois de confirmar que ela tinha certeza de que queria mesmo aquilo, e de que não estava tomando tal decisão apenas em razão do álcool, ele tirou a calça que usava, ficando apenas com a cueca boxer, que, por sua vez, foi tirada por ela pouco depois. Ela sorriu, ao vê-lo, pela primeira vez, como veio ao mundo, e ao constatar que de fato o contato entre os dois tinha grande efeito sobre o corpo dele.
"Me fala se eu fizer algo errado?" Ela pediu e ele assentiu, sorrindo. Tinha, no entanto, certeza absoluta de que ela faria tudo certo. Ela era a sua Rachel, afinal!
Ela segurou o membro dele, masturbando-o devagar, enquanto ele gemia, de olhos fechados, pedindo para ela fazer um pouco mais forte, ao que ela obedeceu. Pela reação dele, ela soube que ele estava gostando, então, sentindo-se ousada, ela se inclinou e lambeu a ponta do pênis dele, o que fez com que ele abrisse os olhos, surpreso. Ela continuou lambendo-o um pouco mais na ponta, e depois em toda a extensão do membro, enquanto ele a olhava maravilhado. Em seguida, foi colocando-o na boca, aos poucos e em ritmo também progressivo, fazendo-o gemer cada vez mais alto e dizer o nome dela várias vezes.
"Rachel, é melhor você parar... Rach, amor, eu vou... é melhor você parar, eu vou..." Ele tentava falar, um pouco depois, quando estava chegando perto do orgasmo, o que era extremamente difícil àquela altura.
Ele finalmente não pode aguentar mais e gozou, um pouco constrangido por tê-lo feito enquanto ela tinha o pênis dele ainda em sua boca. O constrangimento, no entanto, passou rapidamente, quando ele percebeu que ela continuava sugando-o e lambendo-o, até acabar com a última gota disponível do seu líquido.
"Eu fui bem?" Ela perguntou, como se fosse uma aluna ou profissional em avaliação.
"Se eu estiver dormindo, não me acorda!" Foi a resposta dele, que puxou-a para si, beijando-a docemente.
Claro que ele não diria jamais isso para ela, mas se ela sempre fosse reagir assim, quando sentisse ciúmes dele, não se incomodaria tanto em encontrar mais algumas vezes com a Rachel Berry em versão ciumenta.
