Olá, leitoraas

Desculpem pela demora... Estamos na reta final \o/

Boa leituraaaa ;*

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Capítulo XXXV (Bella)

Ele se aproximou da cama em que eu estava, sem me lançar nenhum olhar, rabiscava cuidadosamente algo em uma caderneta. Bateu com a caneta antes de levantar o rosto e finalmente me fitar.

Primeiro ele me olhou sem nenhuma expressão, depois seus olhos se arregalaram e eu pude perceber a confusão dos seus pensamentos enquanto ele abria a boca para falar algo, mas simplesmente as palavras não se formavam.

- Srta...? – ele perguntou primeiro, depois com a voz ainda mais engasgada, ele continuou – Bella?

Carlisle se aproximou como se quisesse comprovar que era mesmo real.

- O que faz aqui? – ele perguntou em choque.

Eu tentei pensar em algo para dizer, não era como se ele não soubesse quem eu sou ou o que eu estava fazendo na Terra. Mas eu acho que o motivo pela qual estou nessa cama de hospital seja um assunto um pouco delicado para se discutir enquanto se divide um quarto com mais outras duas pessoas, estando elas feridas.

- Você não tem ideia... – ele começou, parou por um momento tentando ponderar se poderia ou não dizer o que queria, decidindo, continuou – Não tem ideia do quanto Edward está desesperado. Ele a procura por toda parte. Como veio parar aqui?

Meu coração deu um salto quando eu ouvi seu nome. Edward. Meu Edward. Ele não havia desistido de mim. Olhei para as minhas mãos, entrelaçadas tão fortemente que eu poderia ver os nós dos meus dedos ficarem brancos. Foi quando eu percebi que estava apreensiva por ele. De não ter notícias do Edward. De sentir a mesma coisa que sentia quando eu andar pelos corredores da Forks High School e ele não me reconhecia, não lembrava que era eu quem ele procurava, e ao mesmo tempo o vendo fica triste a cada dia. Eu não queria que ele se sentisse assim novamente.

Mas eu também não queria que ele tivesse que me encontrar nesse estado.

Teoricamente, eu havia acabado de sofrer um acidente e, por mais que eu não sentisse dor, eu poderia jurar que os arranhões e hematomas espalhados pelo meu corpo delatavam o contrário. Por isso, tomei a decisão de dizer o que disse.

- Carlisle, - respirei junto, voltando a fita-lo com determinação, tentando empurrar todo o meu desespero para algum ponto mais fundo em minha mente – eu preciso que não diga que me encontrou aqui. Pelo menos, não por enquanto. Não enquanto eu estiver nesse estado. – voltei a olhar para meus braços repletos de marcas arroxeadas – A situação é mais complicada do que parece de explicar.

Carlisle acenou com a cabeça de forma compreensiva.

- Eu entendo... – ele começou – Só não sei como vou conseguir esconder dele algo tão grande. – ele me olhou fixamente, e eu pude ver em seu olhar o reflexo da preocupação que ele senti – Edward é muito perspicaz, não deixa passar nada desapercebido.

Assenti com a cabeça.

- Apenas... Apenas faça seu melhor. – pausa – Só não queria que ele tivesse que enfrentar algo desnecessário. Eu estou aqui agora. Não vou a lugar nenhum.

Meneando a cabeça por um momento, ponderando algo, Carlisle puxou uma cadeira próxima e se sentou ao meu lado.

- Nunca tivemos realmente chance de conversar. – ele começou – Eu sempre achei fascinante o fato de ser um anjo. Posso te pedir algo?

O vampiro perguntou se aproximando mais.

- O quê? – perguntei curiosa.

- Posso pegar uma amostra do seu sangue?

- Desculpe, Carlisle... – mordi meu lábio inferior, tentando reprimir um sorriso - Mas eu não sou mais um anjo.

O vampiro se manteve em silêncio.

- Muitas revelações em um espaço de tempo tão curto. – prosseguiu gesticulando com a mão – Você aparece no hospital, sofreu um "acidente", não é mais anjo. Edward preci...

- Eu sei, eu sei. – o interrompi – Mas eu quero falar com ele no tempo certo. Eu só queria que você avisasse à Angela.

Carlisle concordou com a cabeça, claramente não queria interferir. Era um homem muito compreensível, mas eu podia ver claramente que esta lutando para não ir correndo dá avisar ao Edward.

- Como... Como isso aconteceu?

- Foi parte do "acordo" para que eu ficasse na Terra. – engoli em seco – Deixar de ser anjo.

Carlisle esticou a mão e a colocou em cima da minha, de alguma forma seu toque gelado me deixou mais tranquila.

Voltando a olhar para a ficha na sua frente, ele me perguntou:

- Sente alguma dor?

- Não.

Sim!, pensei dolorosamente, Sim! Grande, forte e em um lugar onde você não pode ver nem curar.

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(Edward)

A dor na minha cabeça era grande. Fisicamente eu só queria deitar e dormir, mas eu não podia. Não conseguia dormir.

Caçar?

Não. As coisas haviam chegada a um ponto em que eu não conseguia pensar, não conseguia ficar minha atenção em algo que não fosse Bella, anjos, Charlie e achar a possível reencarnação de Renée.

Preciso de ajuda! Eu queria gritar. Queria correr.

Correr!

Relaxar os músculos de toda tensão acumulada há dias.

Deixei meu volvo na garagem. Fechei os olhos. E corri. Sem nenhum destino certo, embora eu quisesse que toda essa correria me levasse até Bella. Sem tempo determinando, embora eu quisesse que chegasse o tempo certo de encontrá-la. Sem foco, por mais que eu soubesse que meu foco daqui para sempre seria ela.

Por um momento eu não pensei no meu corpo como algo físico. Eu era apenas pensamento.

E pensamentos confusos demais. Queria me livrar deles. De todos menos de um.

Revivi na minha mente todos os momentos em que ela estava presente. Mas isso não me levaria a nada. Eu sabia. Sabia de alguma forma mágica e inexplicável que ela voltaria. Não precisava me preocupar. Eu sabia que era para ser assim. Mas eu não estava preocupado com o fato de ela não voltar [porque ela voltaria! Eu repetia para mim com toda convicção que eu podia], estava preocupado com o tempo.

Quando?

Quando ela voltaria?

Minha consciência me assaltou. Eu tinha todo o tempo do mundo para espera-la. Nem com isso eu precisaria me preocupar.

Então porque o nó ainda estava presente em algum ponto entre minha garganta e meu peito?

Era ela.

O que aconteceu a ela?

Abri os olhos instintivamente. Havia arrodeado toda a floresta que cercava Forks e estava no outro nada da cidade. Mais precisamente, na parte da floresta que levava até a entrada do hospital.

Porque necessária para esse lugar? Eu estava há muito tempo sem caçar e acredito que o cheiro de sangue que exalado do prédio havia me atraído até aqui. Mas não era o tipo de sangue que atraí vampiros, era um cheiro de morte e sofrimento.

Sacudi a cabeça e saí da mesma maneira que havia chegado. Correndo em alta velocidade.

[...]

- Onde esteve, querido? – perguntou Esme assim que entrei na sala principal.

Pela janela a noite se estendia sobre a pequena cidade, sem piedade nenhum, parecia a noite mais escura que já havia visto alguma vez na minha longa duração, que posso chamar de vida. A luz da lua não parecia ajudar nem um pouco, já que essa se encontrava na estação de lua nova*. Ou seja, completamente apagada.

Respirei fundo.

Carlisle acabava de entrar na sala.

- Como estão todos? – ele perguntou sentando-se ao lado de Esme.

Na verdade, o 'todos' que Carlisle falara, não era muita gente. Só havia eu e Esma na sala. Mas o 'todos' dele era apenas eu.

- Bem. – falei baixinho.

- Como anda a busca?

- Bem.

Houve um silêncio prolongado. Virei-me para encará-lo.

Tinha alguma coisa diferente na expressão dele. Não era o cansaço habitual por ter que passar o dia controlando a sede de sangue por trabalho em um hospital. Era mais. As sobrancelhas franzidas se união no meio em sinal de preocupação, o corpo curvado para a frente, os olhos não me encaravam. Ele permanecia olhando fixamente para suas mãos nas de Esme.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado, porque essa não era uma atitude normal dele.

Ele apenas negou com a cabeça.

- Nada. – ele falou baixinho, levantou a cabeça e olhou para Esme. Não um olhar qualquer.

- Querido, porque não vai conversar com seus irmãos? – Esme comentou, mudando seu olhar de Carlisle para mim.

Estreitei os olhos porque tinha alguma coisa de estranha nessa história toda.

- Claro.

Saí da sala com passas curtos, pensando em onde eu poderia me esconder para poder ouvir o que Carlisle tinha de tão importante para contar para Esme, que não poderia ser na minha presença.

[...]

Do outro lado da janela da sala, com o ouvido grudado cuidadosamente onde o vidro se encontrava com a madeira, eu esperava atenciosamente.

- EDWARD?

Droga!, pensei. Tinha que ser logo ele?

- EDWARD... O QUE VOCÊ... – ele parou de falar quando chegou mais perto, os dois vampiros lá dentro se levantaram abruptamente.

Droga!

- PORQUE ESTÁ ESCONDIDO AI? – Emmett perguntou enquanto apontava para mim de forma acusadora.

- Porque está gritando, Emmett? – sussurrei de volta.

- Foi mals, bobão. – Emmett endireitou o ombro – Fiquei curioso, só isso.

Só isso? SÓ ISSO?

- Precisava gritar? – perguntei frustrado, havia perdido minha oportunidade de saber o que o Carlisle tinha para dizer. – Com o que você ficou curioso, Emm?

- Para saber o que você fez o dia todo. Encontrou a mãe da Bella?

- Encontrei.

- Sério? – ele se aproximou, quase grudando seu rosto no meu – A barra da limpa, Alice, ele encontrou.

Ah, droga! Eu não precisava disso agora. Não precisava de um interrogatório.

- Edward, - começou Alice com uma voz acusadora – porque não nos contou antes?

- Porque só descobri hoje. – respondi de maneira cansada, enquanto me dirigia para a porta da frente.

- Isso é maravilhoso! – Alice começou a saltitar ao meu lado enquanto nos encaminhávamos casa adentro – Significa que Bella já pode voltar?

- Significa que eu fiz o que tinha que fazer e agora tenho que esperar.

Confusão, Alice parou de repente e me puxou pelo braço.

- ESPERAR? Como assim, esperar, Edward? Temos que encontrá-la.

- Não tem onde procurar.

Jasper e Emmett juntaram-se a nós no corredor da entrada.

- Edward está certo. – Jasper falou com sua habitual calma – Não tem onde procurar.

Suspirei, eu esperava que Jasper viesse com uma solução e não que confirmasse o que eu havia dito.

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(Bella)

- Obrigada, Ang. – falei me acomodando melhor nos travesseiros.

Carlisle havia cumprido a promessa. Eu suspirei aliviada porque daqui há alguns dias eu poderia voltar a escola, poderia encontrar o Edward e lhe fazer uma surpresa.

- Não precisa agradecer. Sabe que pode ficar comigo o tempo que precisar.

Angela vinha me ajudando tanto. Eu nunca poderia retribuir o que ela vinha fazendo por mim. Eu queria vê-la feliz, mas isso só ela poderia fazer. Eu não tinha mais poder nenhum. Era uma simples humana, inofensiva e sem pensamentos ou orações com que me preocupar.

- Como está se sentindo como humana? – ela perguntou ansiosa, sentando-se na ponta da cama.

- Diferente.

Ela sorriu.

- Sim, você vai perceber muitas diferenças. Algumas coisas vão te assustar a princípio, mas saiba que estarei aqui para te ajudar.

Angela não tinha ideia do quanto estava certa. Desde que acordei no hospital, uma sucessão de eventos me deixava assustada. Por exemplo, eu nunca senti fome na minha vida. Nem muito menos havia provado qualquer tipo de comida. E tudo isso veio de uma só vez. Agora eu sabia que uma dorzinha na barriga seguido de um barulho estranho, era o código para dizer que eu estava com fome. Ir ao banheiro era uma das coisas mais nojentas do mundo, eu não sabia que eu tinha que 'jogar' para fora tudo que havia comido; mas a sensação da água quente nos meus ombros na hora do banho, era maravilhosa. Dormir então, nem se fala. Sonha era uma das coisas mais felizes. Eu podia sonhar com o Edward, e apesar de ser um pouco frustrante quando eu acordava, mesmo assim a sensação ainda era boa.

- Pronta para ir para a aula amanhã?

Levei um susto com a sua pergunta.

- Claro, claro que estou. – meu corpo começou a tremeu em antecipação.

Fechei os olhos e me perguntei se seria como da outra vez. Se ele me reconheceria assim que entrasse, ou se levaria algum tempo. Se ele ainda se lembrava de mim, do meu cheiro. Ou havia me esquecido completamente?

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(Edward)

- Como ela é? – Charlie perguntou enquanto me estendia uma xícara de café, na qual eu recusei com um aceno de cabeça.

- Linda. – era a primeira vez que eu falava abertamente com Charlie sobre Bella – Tem os cabelos marrons, quase chocolate. Os olhos dela são os mesmo que os seus.

Ele sorriu satisfeito pela semelhança.

- Tenho que ir agora. – levantei do sofá – Passo aqui depois da aula?

Charlie concordou com a cabeça. Cheguei a conclusão de que passar meu tempo de espera conversando com Charlie seria o melhor. Ainda não havia achada uma maneira de tocar no assunto sobre Renata ser a reencarnação de sua antiga paixão e também não sabia se seria certo. Porque feri-lo com essa descoberta? Eles nunca poderiam ficar juntos, Renata era apenas uma adolescente. Ele já convivia com ela, mesmo sem saber quem era, seria o suficiente?

Tinha que ser o suficiente.

[...]

Entrei no prédio da FHS e fui recebido pelos mesmos olhares curiosos de sempre. Caminhei pelo corredor em direção ao meu armário. Tinha algo de diferente no ar. Um cheiro diferente. Respirei fundo várias vezes. Um aluno novo?

Andei devagar procurando quem seria esse alguém. O cheiro não era estranho. Eu já havia sentido antes. Encostei-me a parede mais próxima e esperei o sinal parar de tocar. Institivamente, levantei a cabeça e a vi. No final do corredor, olhando diretamente para mim, estava a maior prova da minha falta de sanidade mental.

Porque bem ali, como se fosse real, estava a minha Bella. A alguns passos de distância de mim. Ao alcance dos meus braços. Brincando com o resto que havia sobrado de minha consciência.

Seu cheiro não era o mesmo, no entanto ainda tinha algo de antes. Era uma piada? Eu não conseguia me segurar no lugar. Minha garganta protestou pela sede, o cheiro do seu sangue era irresistível.

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Então, meninas, por hoje é só... Não deixem de comentar o que vocês acharam!

Respondendo as reviews:

Daia Matos: Hey, Daia, algumas coisinhas vão acontecer sim... Mas sinceramente ainda não escolhi o destino da Jan e do Nate, não sei quem vai abdicar o que, mas com certeza alguém vai ceder alguma coisa _" beijos, sweet, e até o próximo \o/

Priscila Cullen: Heeey, Pri, senti sua falta :D own, bom que ainda goste da história \o/ aaah, eu super entendo, a minha faculdade tá uma loucura também .-. Beijos e até o próximo, Pri :)

Agome chan: Heeey, Agome, pois é, por um momento ela ficou mesmo sem memória :) hahaha mas eu não sou tão malvada assim ^_^' Beijos, flor, e até o próximo \o/

Carol Bellandi: Heey, Carol... Bem vinda a miha humilde história já na retinha final *-* hehehehe Obrigada, linda, é realmente muito bom saber que você está gostando... Beijos e até o próximo \o/

Bom, meninas, é isso... Agora reviews \o/

hsuhausaue

Provavelmente demorarei para postar o próximo, estou em uma correria, mas finalmente estamos quase no final \o/

Beijos e abraços,

BibiAlbano.