33 Vamos começar uma festa!
Parte 2
Tarde da noite Hagrid se juntou a eles. Ele andava um pouco instável, e por um momento ficou parado na porta, olhando com uma expressão de espanto sem limites em seu rosto.
- Aqui, Hagrid! - Tonks acenou para ele e convidou-o para a mesa. – O que pedimos para você beber?
- Oh, não se preocupe. - Hagrid acenou com a mão grande. – o velho Aberfoth vai saber.
E, de fato, após alguns momentos, o barman colocou diante dele uma caneca enorme de algo alcóolico soltando vapor e aroma forte, forçando Harry e Tonks a se afastar um pouco, porque tinham a impressão de que aquilo perfurava largos buracos no nariz.
- O que aconteceu com a taberna? - Ele perguntou, quando ele tomou um gole enorme e abriu um sorriso satisfeito no rosto enxugando a barba. – Por Merlin, parece que alguém deixou um duende do gelo passear aqui.
- O que são duendes do gelo? - Ron perguntou, franzindo a testa.
- São criaturas pequenas, que pulam pelo ambiente tentando decorar tudo com flores, lixo e outras quinquilharias. Parece que alguém deixou um rebanho inteiro entrar aqui.
Hermione limpou a garganta, Neville abaixou a cabeça, e Tonks corou tanto que seu cabelo ficou na cor roxa.
Hagrid olhou para eles com surpresa e depois de um tempo, seus olhos se arregalaram em entendimento. Corou e murmurou por sua barba:
- Oh, provavelmente fui bocudo...
- Não, não se preocupe. - Tonks acenou sua mão. - Eu queria apenas deixar o ambiente mais agradável. Mas talvez tenha exagerado um pouco. - Ela olhou ao redor da sala com uma depressão distinta no rosto.
- Bem, pode... - Ron começou, mas parou e gemeu dolorosamente. Ele olhou acusadoramente para Hermione ao seu lado.
- Tudo está muito bem decorado. Nós realmente gostamos. Não é verdade, Ron? – a grifinória perguntou, empurrando um olhar intenso ao ruivo.
- Sim, muito bom ... - Murmurou, ainda esfregando o lado.
- Muito bom - disse Neville, sorrindo encorajador.
- Sim, muito - acrescentou Anastácia.
Harry sentiu olhares expectantes sendo lançados para ele. Bebeu um gole de cerveja e franziu a testa.
- O quê? - Ele perguntou. Estava com a cabeça lotada com os pensamentos de como iria esclarecer o "incidente com Gina" para Snape, e nem sequer prestou atenção sobre o que os amigos estavam conversando. E agora todos olhavam para ele como se esperassem algo dele. - O que foi? - Ele repetiu, um pouco irritado. Luna o resgatou da opressão com uma voz um tanto sonhadora:
- Lindo ... - Todos os olhos se voltaram para ela. A menina apoiou o queixo nas mãos e olhou para Tonks. - Tudo está tão bonito ... - Ela sussurrou. Parecia estar hipnotizada.
Tonks corou e baixou a cabeça.
Harry viu o rosto carrancudo e pensativo de Hermione e decidiu que era hora de agir.
- É ... ee ... E aí, Hagrid? Como estão os Cracovinos?
- Oh, bem crescidos. Se você visse o tamanho dos dentes que eles têm agora... são afiados como alfinetes. Podem perfurar você e deixá-lo igual a um queijo. - Hagrid sorriu cheio de orgulho. - Gostariam de vê-los?
- Não.
- Não há necessidade.
- Não se incomode.
Ouviu-se um coro de vozes murmurando fazendo Hagrid ficar triste e abaixar a cabeça.
- O que você vai fazer com eles, Hagrid? - Perguntou Hermione forçando naturalidade, vendo a tristeza no rosto do amigo.
– O diretor decidirá, tem que se dar um destino justo para eles, certo? Oh, Professor Dumbledore não tem nada contra eles, mas ... os outros professores não estão entusiasmados. Professora McGonagall diz que eles são perigosos demais para estar em contato com crianças.
Hermione e Rony trocaram olhares. Hagrid não considerava qualquer animal perigoso, desde que alguém não fosse devorado. E mesmo que isso acontecesse, seria capaz de defendê-lo, dizendo que "o animal estava com fome, você não pode culpá-lo, ele realmente é muito tranquilo, apenas às vezes, fica com raiva, e pode atirar-se em alguém, mas é apenas porque ele quer brincar, ele não intende por que todos o temem, por que têm medo, às vezes acontece um acidente ... é normal, é apenas um animal dócil e bom, realmente ... "
- Mas eu consegui convencer o Profº Dumbledore a permitir que os liberte na floresta, assim eles poderiam ter um lugar para viver e eu poderia vê-los sempre.- seu olhar repousou em Harry e o menino precisou de um tempo para pegar "a defesa" dele.
Bem, outro bando de monstros sedentos de sangue com dentes afiados como agulhas pode dar bastante trabalho para os visitantes indesejados que aparecerem por lá matando animais em "treinamentos". Mas ele poderia colocar um punhado de galeões em aposta que, sim, a viagem para a Floresta Proibida seria bem mais perigosa para os estudantes, levar estudantes para lá seria carregá-los para uma lagoa cheia de piranhas famintas.
Ele deu um sorriso pálido.
- É ... super legal - ele murmurou. – A Floresta Proibida finalmente se tornará ainda mais ... isto é, mais segura.
A julgar pelos olhares dos outros sentados a mesa, as pessoas estavam pensando exatamente a mesma coisa que ele.
- E como você está? - Rugiu Hagrid, sorrindo amplamente.
O aditivo "especial" de Tonks na bebida do seu grupo, provoucou efeitos bem estranhos. Ron e Hermione começaram a olhar estranhamente um para o outro e passaram a se tratar de maneira extremamente agradável. O ruivo depois de algum tempo, esqueceu completamente Gina, sentada em um canto com seu namorado, e ele não conseguia tirar os olhos de Hermione corada e rindo aparentemente bêbada. Anastácia finalmente se cansou de lançar olhares insistentes para Harry e concordou em dançar com Neville.
Harry suspirou com alívio. Ele já estava quente o suficiente. Ele sentia que sua cabeça rodava cada vez mais. O que, na verdade, lhe era muito bom. Pelo menos ele conseguiu lentamente esquecer o terrível sentimento de humilhação e medo que se apoderou dele quando ele viu Snape em pé na porta. E o aperto doloroso no peito, quando ouviu as palavras de Luna: "Isso significa que você o ama."
Ele cerrou os olhos, tentando afastar esses pensamentos da cabeça, em seguida, abriu os olhos e olhou para Rony, que já há algum tempo olhava quase que desesperadamente para a pista de dança e para Hermione. Para a pista de dança. E para Hermione.
Bem, parece que seu amigo precisava de uma ajudinha. Harry ficaria feliz em dar-lhe uma forcinha. Só para esquecer as palavras que ficavam ecoando em seu crânio e os olhos negros lhe perfurando.
Hermione estava conversando com Tonks, Luna e Hagrid, que já bebera dois copos e começava o terceiro. Harry mudou ligeiramente para o lado e chutou. Sentiu que ele conseguiu bater na perna de Ron, porque o amigo fez uma careta e olhou para ele com reprovação.
Ele apontou com sua cabeça para o salão, e mais tarde fitou Hermione. Ron corou e sacudiu a cabeça. Harry chutou novamente. Ron fitou-lhe com olhos irritados e revirou os olhos. Olhou nervosamente para Hermione e engoliu em seco. Ele sentou-se por um momento, como se lutando consigo, e depois de um momento ele olhou para Harry novamente, como se em busca de apoio e o chute seguinte. Mas Harry levantou os polegares apenas encorajando e sorriu.
Ron respirou fundo e alternadamente corando e ficando pálido, inclinou-se no ouvido de Hermione e sussurrou algo a ela. A menina corou e rompeu com a conversa. Ela olhou para Rony, sorriu timidamente e acenou.
Ambos se levantaram e caminharam em direção a pista de dança. Ron virou-se um momento para enviar um sorriso alegre para Harry e menino sorriu, mergulhando a boca em sua cerveja.
Ele balançou a cabeça e olhou para os outros na mesa, Tonks, Luna e... Mas onde estava Hagrid?
Harry olhou em volta e viu que o meio gigante estava sentado no bar esvaziando uma outra caneca, levando uma animada discussão com o barman.
Luna colocou a quarta caneca, agora vazia de cerveja amanteigada na mesa, e sorriu, hesitante.
- Eu não sabia que isso era tão bom, Harry. Deixa a gente... diferente - disse ela, olhando com olhos brilhando ao redor da sala. - Tudo é tão ... brilhante. E bonito. É realmente incrível. - Harry, notou que ele mesmo tinha dificuldade em focalizar seus olhos em alguma coisa, a sala estava cheia de pares. - Todos parecem estar de ... bom humor – A corvinal acrescentou, olhando para um casal se beijando na mesa ao lado. Depois de um momento, olhou para baixo, corando, e olhou para a toalha colorida da mesa. Ela olhou para Tonks sentada ao lado dela, e sorriu timidamente. Mas Nimphadora parecia não notar, estava muito ocupada olhando em volta para ver se todos estavam se divertindo realmente.
- Oh - Tonks riu, apontando discretamente para Rony, que tentou um pouco sem jeito e sem sucesso, beijar Hermione. - Não é lindo? Quem teria pensado que um pouco de...
- Você tem lindos cabelos – Luna de repente disparou, fitando-a sem afastar a vista. Harry engasgou com a cerveja, na qual estava dando um gole no momento e rapidamente olhou para Tonks. Seu cabelo, que há poucos minutos estava rosa pálido, assumiram um tom vermelho carmesim. Assim como o rosto. - E agora eles estão ainda melhor - acrescentou a corvinal, sorrindo e estendendo a mão freneticamente na direção dos cabelos de Tonks que ficavam mais e mais vermelhos. Nimphadora empurrou rápido a mão de Luna, desajeitadamente.
- Pare - sussurrou silenciosamente, fitando a menina com um olhar desagradável. Ela olhou nervosamente para Harry, que observava atentamente o olhar trêmulo de Luna, mas não se atreveu a falar. - Sua amiga provavelmente bebeu demais, Harry - Tonks riu nervosamente, mas o cabelo dela não brilhava.
- Não fale de mim como se eu não estivesse aqui - sussurrou Luna, empurrando para ela um olhar um pouco vago. - Você sabe o meu nome.
Harry engoliu sua cerveja e olhou para Tonks, esperando a reação dela. Pela primeira vez ele viu um grande mosaico de emoções no rosto sonhador de Luna. Ele tinha quase certeza de que todas as suas suspeitas eram verdadeiras. Mas ele preferiu não se adiantar e prefiriu esperar novos fatos.
- Por que vocês não vão dançar? Para se entreter. - Nimphadora parecia tentar recuperar o controle da situação. - No fim das contas a festa é de vocês. Vocês não devem ficar sentados ao lado de uma...professora.
Harry viu que seu rosto ficava vermelho e Luna abria a boca para dizer alguma coisa, mas ao mesmo tempo, a silhueta poderosa de Hagrid surgiu ao lado deles.
- Eu tinha que falar com meu velho amigo - retumbou. – Eu perdi alguma coisa?
Inconsciente do silêncio constrangedor que pairava no ar, ele se sentou entre Harry, Tonks e Luna, separando-os. Harry limpou a garganta e decidiu falar com Hagrid para Luna e Tonks poderem resolver sua situação constragedora ou simplesmente ficar olhando para a mesa ou para a parede, se precisarem.
- Estou feliz que você tenha vindo - ele murmurou.
- E perder esta festa? - Hagrid retumbou. - De modo algum, assim podia ver Ron e Hermione. Visitam-me ainda menos do que você. - Ele olhou para sua caneca, e suspirou. - Ninguém se lembra mais do velho guarda-caça.
- Pare com isso, Hagrid. É claro que eu lembro. Vou visitá-lo no Natal, eu prometo. Vou ficar em Hogwarts. Você sabe disso, certo?
- Sim. E sinto muito por isso, Harry.
- Por que está triste? - Harry franziu a testa e olhou com espanto para o meio gigante deprimido.
- Eu sei que prefire passar o Natal com Ron e Hermione, em vez de apodrecer aqui com os professores - murmurou Hagrid, olhando para sua caneca com tal obstinação, como se fosse a única coisa que ainda o mantinha de pé. - Você acha que eu não tentei defender você? Assim que eu descobri que eles pretendiam deixar você aqui para os feriados, eu corri para o diretor e disse-lhe ... Então eu lhe disse ... que você é jovem e que Arthur e Molly são grandes feiticeiros, e que você ficaria muito triste se tivesse que ficar aqui... Ron e Hermione ficaram tristes ... E eu também, porque quando você está triste, Harry, eu também fico triste... - Harry tentou esconder o embaraço, bebeu novamente um gole grande de cerveja. - Mas o diretor não quis me ouvir. Ele disse que confia em Snape completamente, e se Snape diz que você tem que ficar...
Harry cuspiu a cerveja na mesa. Por um momento, sentiu asfixia, incapaz de recuperar o fôlego. Ele só conseguiu recuperar o ar quando sentiu um golpe da mão grande de Hagrid nas costas. Ele bateu com a testa no topo da mesa e ficou tonto.
- Sinto muito, Harry. Você está bem?
Harry balançou a cabeça, violentamente, ofegante e sentindo as lágrimas a tremer em seus olhos.
- P-Professor Snape disse ao diretor que eu deveria passar o Natal em Hogwarts? - Ele perguntou. Ele tinha que ouvir novamente. Ele tinha medo de ter ouvido errado.
- Sim - Hagrid respondeu um tanto cabisbaixo. - Sinto muito, Harry. Eu não sabia que você estava tão chateado. Eu sei que o Professor Snape não gosta de você também, mas eu acho que é apenas...
Mas Harry não estava ouvindo mais. Ele olhou para a cerveja cuspida na mesa com os olhos arregalados e não podia acreditar nos seus ouvidos.
Snape! Este desagradável, sacana, sonserina maquiavélico! Como ele pôde? Harry pediu-lhe, e quase implorou de joelhos para deixá-lo passar o Natal com ele, e foi ele quem armou para ele passar as férias em Hogwarts! Ele fez isso de propósito! Então conduziu tudo para Harry implorar e suplicar a ele! E como de costume, deu-lhe a vitória! Por que não pensou nisso? Só um idiota completo poderia acreditar que Snape seria tão fácil de manipular e ceder ao desejo de outro, oh, que plano inteligente. Ele estava puxando as cordas desde o início. Ele poderia ter imaginado isso. Snape também contestou, também, "não queria". Lembrava-se, sim, agora lembrou. Ele entendeu. Agora compreendia por que Snape olhou para ele com surpresa quando disse que iria até Dumbledore informar que havia mudado de ideia e que iria para a casa dos Weasley. Ele viu a raiva em seus olhos. Ele estava irritado porque pensou que seu plano havia falhado. Que Harry não se importava tanto assim em passar as férias com ele e que ele seria privado dessa possibilidade criada por suas manobras estúpidas. Mas quando Harry começou a "chantagem" com o seu plano muito astuto, ele pôde, no final, graciosamente concordar com seu pedido.
Ele é um ... Snape!
Harry bateu com a testa no topo.
"Dessa vez , largue-o. Largue-o caramba! Largue-o..."
"Imediatamente!"
Ele franziu a testa, deixando toda a raiva que fluiu através dele, tomar conta.
Mas ... mas se Snape disse a Dumbledore que Harry devia ficar em Hogwarts, isso significava que ... que ...quer passar o Natal com ele! Ele também quer passar o Natal com ele. Os feriados. Com ele. Estar com ele. Ele quer.
Harry sentiu um calor no estômago. Sorriu para si mesmo.
Snape quer estar com ele. Ele não podia deixar Harry perceber que também quer passar o Natal com ele, então inventou esse plano todo. Era ... Era ...
Oh, droga! Ele queria apenas pular, correr e correr para ele. Encontrá-lo e dizer-lhe que sim, que ele deveria simplesmente dizer-lhe que ele também quer passar o Natal com ele que se ele quiser, então Harry vai passar a vida com ele ... que faria qualquer coisa por ele e que não pode existir sem ele, agora que ele ... ele o ama ...
Ele sentiu um rubor subir-lhe involuntariamente.
Ele o ama ... Esta frase parecia tão estranha ...
Harry ouviu muitas vezes. Casais jurando amor nos corredores o tempo todo, jogavam estas palavras como se fossem... sopa. Algo tão comum e trivial, que não valesse a pena pensá-las por mais tempo do que o que leva para dizê-las.
Mas Severus ... será que ele poderia usar essas palavras em relação ao que sentia com ele? Ainda assim, pareceu-lhe muito, muito ... forte. Talvez porque nunca disse isso a ninguém? Ao longo de sua vida, ele ouviu a palavra uma vez. E não a usou uma vez sequer. No entanto, ele sabia... sabia que ... tinha pessoas que o amavam. Hermione e Ron, seus pais, Sirius, e até ... talvez um pouco Dumbledore e Hagrid.
E a Sra. Weasley.
Mas ... mas era outra coisa completamente diferente. Nenhuma dessas pessoas não o fez se sentir assim ... tão ... como se seu coração quisesse explodir assim que ele olhasse para eles. E quisesse arranhar-lhes o peito, mesmo que momentaneamente, e não reagiu tão violentamente a cada olhar, cada palavra, cada toque ... não morreu e renasceu novamente por razões que não entende completamente.
E isso ... significava "amor"?
Se assim for ... Ele estava com problemas muito graves.
- Sempre o mesmo! Você tem sempre a mesma desculpa! - Um grito silencioso denunciou a explosão de Luna arrancando Harry de seus pensamentos trazendo-o de volta para o chão. O menino piscou algumas vezes e olhou em volta com um olhar um pouco inconsciente. Hagrid estava roncando alto, encostado na parede atrás dele, e Tonks olhava chocada para a porta, atrás da qual Luna havia desaparecido.
Um cheiro fresco de neve e vento irrompeu na sala. Harry olhou para os casais dançando. Parecia que todos estavam tão ocupados que ninguém sequer percebeu este pequeno incidente. Mesmo Hermione e Ron, que dançavam firmemente.
Harry olhou para Tonks. Nimphadora perfurava com um olhar inquieto o tampo da mesa. Seu cabelo estava bastante desbotado, tendo uma cor quase tímida. Olhava agora para a porta por onde Luna desapareceu, e parecia lutar consigo mesma.
Tinha um ar perdido. Lambeu os lábios e tentou sorrir para Harry.
- Lá fora está escuro, ela não deve ficar longe. Vou procurá-la. Eu tenho que... Eu vejo você depois. Ela não pode, ficar tão ... Você sabe o que quero dizer. Estarei de volta logo- ela sussurrou, quase pulando por cima do seu lugar. Ela correu para a porta, abriu-a e desapareceu na escuridão.
Harry olhou ao redor da sala. Todo mundo dançava ou bebia e conversava nas meas. Imaginou que ninguém iria notar se ele saísse também ...
Ele olhou para a saída. Procurando em todos os bolsos e encontrou um pedaço de pergaminho. Ele pediu ao barman uma pena e escreveu uma breve nota:
"Fui até Tonks e Luna. Não se preocupem, voltaremos em breve. Harry"
Ele deixou o pergaminho sobre a mesa, pressionando-o debaixo de seu copo. Ele sacodiu o corpo, tentando restaurar o mundo de linhas retas, porque tudo que olhava, estava estranhamente ondulando, então, tentando não prestar atenção no chão escapando um pouco sob os pés, foi em frente.
Fora da festa estava malditamente frio. A neve tinha acabado de cair, e o céu estava iluminado. Harry jogou o capus do casaco sobre a cabeça, colocou as mãos nos bolsos e olhou em volta. Ele viu pegadas na neve. A lua brilhava o suficiente para que ele fosse capaz de ver onde elas levavam. Davam na direção da parte dos fundos do bar.
Ele puxou do bolso a capa de invisibilidade e lançou-a em si mesmo. Mas ficou um tempo parado. Ele imaginou que seus passos na neve rangeriam muito e poderiam ser ouvidos ao longo de vários quilômetros. Ele estremeceu e tirou sua varinha.
Como era o feitiço, que Tonks lhes ensinou?
- Taci ... Taco ... Não, outra coisa. - Ele franziu a testa, em esforço mental. O que fez ele sentir que seus pensamentos se emaranhavam ainda mais em torno da sua cabeça.- Tácito Gressus!
"É! Nós fizemos isso!" Seus passos seguiram silenciosamente a marca dos dois pares de pés que o levou para uma estalagem em pé na parte de trás de um galpão de madeira em ruínas. Mesmo à distância, ouviu duas vozes. Rastejou até uma parede e olhou através de uma rachadura na tábua em falta. A luminosidade derramada pela abóboda enluarada destacou duas figuras coloridas.
- Você não pode se comportar desse jeito! Não na frente dos outros! Você não entende isso? - Tonks argumentava chateada, e seu cabelo brilhava quase em tom vermelho.
Luna estava encostada em uma das paredes com a cabeça baixa e roía o lábio. O quarto era tão pequeno, a luz que incidia pelo teto era tão brilhante que Harry não teve qualquer problema com o discernimento de quase todos os detalhes.
- Mas você não vai me deixar fazer, mesmo quando estamos sozinhas - Luna disse, engolindo as lágrimas que corriam pelo seu rosto. - Você não pode sempre ... me repelir.
- Eu posso! - Tonks chegou mais perto. - Eu sou sua professora, Luna. E isto ... Isso é ruim. Não devemos ... Eu só não entendo. Por favor, não chore.
- Isso não quer dizer nada - Luna disse baixinho, empurrando um olhar trêmulo na neve pisoteada. - Isso não importa. Conheço alguém que não se importa. Quem não olha nem idade, nem o ...
Harry sentiu seu coração pular em sua garganta.
Tonks suspirou, exasperada.
- Não comece novamente. Não acredito que um dos professores de Hogwarts ...
- Não me trate assim. O tempo todo. Como se você soubesse tudo. Porque não sabe. Você não sabe como é ... olhar para você todos os dias sentir que sempre serei para você apenas ... outro estudante sem sentido.
Tonks mordeu o lábio, como se procurasse as palavras certas.
- Escute-me. É ... Isso está errado. Olhe para si mesma, logo um bom garoto que ...
- Eu não quero - Luna sussurrou. - Todos os meninos são uns idiotas que se comportam como se seus cérebros tivessem sido comidos por um hipogrifo. - Tonks sorriu com diversão, mas logo se dominou. - Só você me entende. Só você pode ver o que eu sou. Só você ...
- Pare - Tonks se exasperou. - Não insista. Você sabe que ... – ela virou a cabeça.
- O quê? - Luna afastou seus olhos da parede e lançou seus olhos grandes cheios de esperança sobre a mulher. Ela deu um passo em sua direção. O luar refletia em seu longo cabelo loiro. A estrela na cabeça dela tinha partes quebradas que Harry viu abandonadas na entrada.
Tonks recuou.
- Não, eu não faço isso. Bem, você sabe ... - Sua voz vacilou pela primeira vez desde o início da conversa inteira, olhou para a menina em pé diante dela sem a máscara sobre o rosto irado. E Harry viu a dor. E se perguntou se vira sede.
- Você não quer ... isso ...? – A corvinal perguntou baixinho, inclinando a cabeça e sem querer deixou alguns fios caíram no rosto brilhante. Em sua voz trêmula ardia uma tristeza. Mas também um vislumbre de esperança. Perguntas tímidas. Uma vez que a resposta para tudo, agora não era importante.
Tonks fechou os olhos e suspirou pesadamente, sorriu para si e balançou a cabeça. Como se ela já soubesse a resposta antes da questão ser colocada. Como se ela soubesse sua resposta.
Quando ela levantou suas pálpebras, seus olhos brilharam.
- Quero - ela sussurrou com voz rouca, fitando a menina com um olhar faminto, Harry viu Luna vestida por um fino vestido leve, tremer. Mas ele duvidou que fosse do frio.
- Então, pare de pensar – a corvinal sussurrou, se aproximando mais e hesitantemente tocando o cabelo estranhamente brilhante de Tonks. Ela era mais baixa uma cabeça. Ela olhou diretamente em seus olhos dilatados e sorriu timidamente, alisando seu cabelo e envolvendo os fios em torno de seus dedos.
- Devemos voltar - resmungou Tonks, tentando fugir, mas aparentemente não sabia como se mover. Luna ficou na ponta dos pés e aninhou seu rosto no cabelo de Nimphadora.
- Toque-me - ela sussurrou. - Eu quero ... sentir. Desta vez. - Com cuidado, pegou a mão dela e levou-a para baixo. Ela colocou-a em sua coxa e lentamente começou a a mover para cima sob sua saia. E ainda mais para cima.
Harry cerrou os punhos. Sentia seu coração bater mais rápido e mais rápido.
Tonks parecia paralisada. Seus olhos se arregalaram mais e mais, quando ela enfiou a mão cada vez mais alto. E em algum momento, algo tomou conta dela. Harry viu seu rosto explodir em mil emoções. Seus olhos começaram a brilhar incrivelmente, e seu cabelo se transformou em ouro, quando ela se inclinou e fechou os lábios nos de Luna com fome, num beijo quase animal. A menina gemeu em sua boca e pressionou os dedos nos braços, enquanto Tonks a empurrou e apertou contra a parede, beijando sua boca com tanta força, como que para esmagá-los e devorá-los. Harry podia vê-las entrelaçando as línguas, quando uma separava da boca da outra para respirar, ou mudavam de posição. Ele sabia que não devia assistir isso, ele devia ir, que não deveria estar ali. Mas ele não poderia desgrudar seus olhos, muito atentos à visão que se desenrolava diante de seus olhos.
Mas ao mesmo tempo, ele sentiu uma pontada desagradável, uma dor no peito quando percebeu que ele nunca iria saber como era tal coisa. Nunca terá sua boca devorada assim por Severus, com fome, com tanta paixão.
Por quê? Por que Tonks poderia fazê-lo, e Snape não? Por que Luna obtinha isso, sem nem mesmo ter que pedir e ele não? Parecia tão ... injusto.
Ele parou de pensar nisso, então ele viu as mãos de Tonks vagarem pelo corpo da corvinal. Uma mão escorregou para debaixo da saia dela e logo Harry viu um movimento brusco que puxou para baixo a calcinha da menina levando-a até os joelhos brancos.
Arregalou os olhos quando viu a mão de Tonks novamente subir. Luna gemeu em sua boca e quase escorregou da parede. Tonks afastou seus lábios avermelhados da boca dela e fixou sua boca no pescoço da garota e sua mão começou a se mover sob a saia.
Luna inclinou a cabeça para trás, e sua de boca fluiam apenas clamos e profundos suspiros.
Harry descobriu com horror que começava a sentir algum desconforto nas partes inferiores do corpo. Moveu-se e estremeceu, sentindo dor na ponta da ereção presa nas calças.
Caramba! Provavelmente era uma piada! Mas não podia ficar animado espiando Luna e sua professora fazendo amor. É ... é impossível.
Respirou fundo, cerrou os olhos por um momento e se espremeu ainda mais perto das frestas entre as tábuas.
Por outro lado ...
Viu Tonks, sem se distrair do pescoço suave de Luna, desajeitadamente, tenta puxar sua varinha de suas vestes. Quando finalmente ela conseguiu, ela virou a cabeça para um lado e respirando com dificuldade, ela sussurrou um feitiço.
Harry sentiu um calor emanar de dentro. Calor, o que significava que a neve foi derretida e molhou o chão. Escondeu sua varinha para trás e voltou a olhar para a corvinal avermelhada com olhos levemente borrados. Mudou a posição de sua mão entre as pernas dela e, sorridente, ela empurrou. Da boca de Luna saiu um guincho abafado. Entrelaçou convulsivamente os braços em torno do pescoço de Tonks, pressionando os lábios entreabertos em um grito silencioso nos cabelos cada vez mais brilhantes.
Nimphadora parou por um momento, deixando Luna relaxar, e depois de um tempo começou a mover sua mão. Primeiro lentamente, depois de um momento, mais e mais rápido.
Harry olhou com os olhos arregalados sua mão desaparecendo por baixo do material, e sua imaginação foi à loucura quando ele tentou imaginar o que estava acontecendo lá. Sua mente pintou diante dele o dedo de Tonks deslizando e ejetando-se em Luna e...
Ele mordeu o lábio e apertou a mão em seu pulso, sentindo muito claramente sua virilha.
A segunda mão de Tonks escorregou sob a parte superior do vestido e começou a brigar com os botões escondidos sob um tule verde. Depois de algum tempo ela conseguiu desfazê-los, e Harry abriu a boca, vendo os pequenos seios de Luna emergindo por baixo do material. Tonks beijou fazendo uma estrada que conduzia desde o pescoço até os mamilos pequenos e marrons. A mão livre, pousou no peito da menina e começou a amassá-lo. Ela parou a boca a milímetros da outra mama e delicadamente tocou-a com a ponta da língua. Luna parou e bateu contra a parede, mordendo os lábios em uma tentativa de se manter no controle. Mas Tonks não parou. Ela começou a lavar os mamilos com a língua, e vez por outra mordiscava com os dentes, cobria com os lábios e chupava delicadamente, fazendo Luna manter a boca continuamente aberta buscando avidamente por ar, gemendo de praze.
Mas isso não era nada comparado à luz, que emanava do cabelo de Tonks. Brilhava mais e mais, mais e mais forte, como se fosse um reflexo da empolgação, de todas as suas emoções. Harry nunca tinha visto tal jogo de luz, derramando-se no cabelo, em espumante arco-íris.
Ele cerrou os olhos, sentindo a cabeça girar. Ele encostou a testa na parede e começou a respirar pesadamente, tentando controlar o coração batendo e a tensão louca nas partes inferiores do corpo.
Não, ele tinha que fazer algo sobre isso! Ele não pensava que apenas assisitir poderia ser tão ... estimulante.
Ele olhou ao redor. O luar no céu refletia na neve. Estava tudo muito claro. E silencioso.
As queixas silenciosas de Luna e Tonks tocaram seus ouvidos. Embora ele não conseguisse distinguir as palavras. Não mais. Não no estado em que ele estava. O lugar era frio, mas ele só sentiu o calor.
Ele tinha que fazê-lo! Ele tinha que, porque se não, ele ... explodiria.
Ele desabotoou as calças e tocou seu membro latejante. Sua mão estava fria. Quase tão fria quanto a mão de Sev ... Rapidamente tapou a boca, sufocando um gemido. Ele encostou a testa na madeira fria e envolveu seus dedos frios ao redor do pênis quente, implorando por satisfação. A impressão foi tão intensa que quase parou de respirar. Por um momento, respirou com dificuldade pelo nariz, tentando recuperar o controle de si mesmo, mas não conseguiu. Seu corpo implorava, sua mente gritava, gemeu prendendo o som em sua boca cerrando os dentes, segurando convulsivamente seu membro. Como era fácil imaginar que essa mão fria pertence a Severus, que sua mão começa a se mover muito lentamente sobre o pênis. Com cuidado, muito cuidado, porque ele estava tão animado que cada movimento violento o levaria a uma explosão imediata.
E como era fácil imaginar a boca de Snape ... beijando-o com fome tal, com desejo ... penetrando sua língua lisa e poderosa em sua garganta, penetrando o interior quente da sua boca, o palato, no interior das bochechas, os fino lábios duros maltratando a sua boca, mastigando-os ...
A mão acelerou. Disparou. Moveu-se mais forte na pele sensível, depois foi arrebatado pelo desejo pulsante, quase espremendo o orgasmo.
Ele sentiu lágrimas nos seus olhos. Como era fácil de enganar a mente ... Como era fácil de imaginar agora, um sussurro, calmo e escuro em seu ouvido:
"Estou com fome de sua boca, Potter."
Como era fácil imaginar aquela boca sussurrando enquanto ele caia no sono...
Ele sentiu a explosão. Incrivelmente forte, explosão ofuscante e branca. Todas as imagens acumuladas, fluíram para sua virilha e transformou-se em um líquido pegajoso, quente derramando-se em seus dedos. Através do ruído e zumbidos nos ouvidos, ouviu seu gemido abafado por sua mão precionada em sua boca, misturando-se com o barulho que vinha de trás da parede. Quase caiu no chão, tentando ficar de pé com as pernas tremendo, após uma tensão momentânea, de repente tornou-se muito fraco. Ele sentiu as lágrimas escorrendo pelo rosto e desaparecendo lentamente, era impossível descrever as ondas de prazer.
Ah, sim, como foi fácil enganar a mente ... Severus estava certo.
Ele ficou parado por um momento, pressionando sua cabeça contra as tábuas de madeira para tentar alinhar sua respiração difícil. Ele sentiu que todos os seus músculos haviam derretido. Sua mão tremia quando ele finalmente ousou retirá-la da sua boca. Ele levantou os olhos em chamas. Ele se perdeu em sua mente. Ainda mais do que antes.
Murmúrios provinham de dentro do galpão. Depois de um momento de hesitação, ele decidiu olhar novamente. Uma última vez.
Luna estava deitada numa mesa de madeira enconstada na aparede. Gemendo. Sua pele incrivelmente pálida brilhava à luz do luar, a cabeça estava inclinada para trás. Os cabelos loiros fluiam para baixo da mesa e quase atingiam o chão. As unhas pintadas de preto de Nimphadora estavam cerradas em suas coxas, separou-as abrindo bem as pernas de Luna... Tonks ajoelhou-se entre elas ... seu cabelo colorido e brilhante como um arco-íris caiu sobre o abdômen da menina trêmula em espasmos e Harry não conseguia ver nada além de um ritmo lento e preguiçoso, em que a professora estava se movendo.
Afastou-se da fresta e recostou-se contra a parede, sentindo o coração mais uma vez pular na sua garganta, quase querendo sair do peito. Ele sentiu seu rosto queimar.
Não, já teve o suficiente disto! Era... muito íntimo. Ele não podia ficar ali e... E se alguém tivesse observado ele e Snape? Não, ele tinha que ir. Deve deixá-las. Permitir que elas sejam ... felizes uma com a outra.
Mesmo que ele agora se senta terrivelmente rasgado. E tão terrivelmente solitário ...
Ele se afastou da parede e cambaleou um pouco, ele voltou para a taverna, continuava a não acreditar no que viu. E, embora não sendo capaz de se livrar da última imagem girando em sua cabeça. Luna nua e Tonks entre suas coxas ...
Por que sua mente criou uma versão dele e Severus naquele lugar? Merlin, Severus, ele nunca ficou... um dia ... de ajoelhos diante dele e... e...
Não! Não pensaria mais nisso! Ele não pode pensar nisso! Isso nunca vai acontecer ...
Ele mordeu os lábios e parou, olhando para a neve brilhando ao luar.
Luna e Tonks ... Claro, ele suspeitava disso por um longo tempo. Desde que viu Luna correndo para a Hogwarts para as aulas de Tonks. O que poderia entusiasmar tanto? Amor? Mas ele não suspeitava que este era ... bom, sua suspeita se provou ser verdadeira.
Na verdade, era um pensamento confortante. Não só ele tem um problema ... Não só ele tem algo a esconder.
Mas... É isso mesmo ", mas" ... Apesar das semelhanças, sua situação era completamente diferente. Mesmo que por algum milagre, a sua relação viesse à tona ... Bem, Tonks, no entanto, não era Snape. Bom, tinha certeza que não seria agradável, mas se alguém descobrisse que um atingo Comensal da Morte, ainda suspeito pelo mundo bruxo de continuar a ser um servo fiel de Voldemort, o professor mais odiado na escola, está tendo um caso com o Garoto de Ouro, o Ecolhido, a maior esperança do mundo bruxo ...
Não, não seria a mesma coisa. Ninguém aceitaria. Todos se afastariam dele. Ele sabia disso.
Mas ... mas ele sabia, não, ele tinha quase certeza que poderia suportar. Ele poderia passar por tudo... se fosse para estar com ele.
Embora provavelmente nunca chegasse ao que mais sonhou. Sim, é verdade que ele foi chegando mais perto, mas uma coisa ainda lhe parecia tão longe ... E quando ele viu Tonks tão casualmente, tão facilmente, sem qualquer problema dando a Luna ... dando-lhe tudo ...
Ele mordeu os lábios e balançou a cabeça. Ele deve esquecer isso. Esquecer tudo. A tristeza, saudade, solidão. Sim. Esquecer. Era um bom plano.
Quando Harry voltou para a taverna, Ron e Hermione estavam sentados em uma mesa, inclinando-se para ele, e Hagrid ainda estava dormindo. Ele caiu pesadamente no banco e suspirou.
- Oh, Harry. - Hermione se afastou de Ron, fortemente avermelhada. - Não notei você voltar. E onde está Luna e Tonks?
- Ah, elas ... ee ... voltei logo, não encontrei as duas, porque descobri que aqui está ... muito mais quente. Sim, muito quente - murmurou rapidamente, olhando para a garrafa deixada por Tonks. Estava caída, no pé da mesa.
- Ah, é .. bem - murmurou Hermione, olhando para a manga da camisa de Rony. Por um momento ela olhou como se lutasse consigo, dividida entre algo que aparentemente queria fazer e o sentido elementar do dever. Mas vendo que Harry estava mais interessado no chão, ela se virou para Ron e sorrindo timidamente, lhe permitiu atrair mais um beijo .
Harry escorregou da cadeira ficando de joelhos alisando o chão. Ele tentou não prestar atenção em Rony ao seu lado, persistentemente vagando com sua mão pela saia de Hermione, que também teimosamente tentou segurá-lo e ainda empurrar.
"É!" A garrafa, a rolha escura ficou atrás da cadeira de Hagrid que roncava em voz alta. Harry pego ela, se arrastou para fora de debaixo da mesa, puxou um copo com um resto de cerveja amanteigada e despejou o líquido transparente que enchia a garrafa. O cheiro que atingiu suas narinas e o gosto da bebida quando ele a colocou nos lábios, quase lhe arrancou lágrimas de seus olhos. Ele fechou os olhos e tomou um gole.
No começo, ele sentiu como se tivesse bebido lava líquida. Sentiu picadas em seus lábios, língua e esôfago, e temia que tivessem sido queimados a ponto de aparecer bolhas. Ele abriu os olhos em lágrimas e olhou para para Ron e Hermione.
Em toda parte. Em todos os lugares, todo mundo estava tateando, beijando e fazendo todas essas coisas que ele não podia fazer.
"Droga!"
Ele sentiu que a frustração lhe aumentava. Sua visão ficou difusa, focou seu copo de bebida e tomou uma decisão. Ele colocou-a nos lábios e tomou outro gole. E outro. E outro. Depois de algum tempo, perdeu a conta, e surpreendentemente percebeu que a bebida não era tão terrível, como no início. Talvez depois de um tempo ela perde seu efeito?
Lembrou que tinha bebido um litro inteiro. Por isso serviu-se de outro. Não, não tinha a intenção de beber mais de um realmente. Mas de alguma forma depois de um tempo ele percebeu que uma garrafa não era nada. Ou talvez tenha sido depois de três canecas?
Percebeu que Luna e Tonks haviam retornado. Assim parecia. Tonks gritou algo para ele. E Hermione gritou. E de alguma forma todos em geral se comunicaram de um modo bem alto. E aquilo o incomodava. E, no entanto, ele só queria subir até o topo da árvore. Havia uma luz tão brilhante e parecia muito interessante, de fato. Brilhou e, era linda
E, de repente se viu envolto em muito ruído. Muitas pessoas andavam de um lado para outro. Não estava gostando. Era alto. Todos riram. Mas ele não queria rir.
Ele queria Severus.
Todos voltavam para o castelo. Então chegaram às escadas. Todos caminhavam à frente dele. Como eles poderiam ir tão rápido? Ele tinha que dar dois passos para trás antes que ele conseguisse fazer um frente. Estava tudo ficando mais silencioso. Até que finalmente tornou-se bastante tranquilo. Harry parou e tentou olhar ao redor, mas rapidamente desistiu, quando de repente tudo virou e ele quase caiu.
Ele estava sozinho. Ele queria Severus.
Ele queria vê-lo. Realmente queria. Ele queria desesperadamente. Ele sentia falta dele. Ele se lembrou de como ele o viu. Ele o viu, certo? Sim, ele acha que sim.
Novamente ele olhou, todos se espalhando pelos corredores em várias direções.
Onde ir? Achava que para o dormitório. Sim, sim sim. Claro que todos deveriam ir para lá. E ele também tinha que ir. Mas espere ... qual era o caminho para lá? Ele achava que de alguma forma ... para a direita. Sim, provavelmente, sim.
Virou à esquerda e parou depois de alguns passos incertos. Talvez seria melhor se cobrir com o manto da invisibilidade, no caso de tropeçar em Filch?
Ele jogou o manto sobre si e começou a rastejar pelo corredor. Não foi nada fácil, o chão fugia sob os pés e as paredes perigosamente se distorciam em sua frente. Mas, afinal, conseguia desviar delas sem esbarrar muito, porque tudo estava girando em torno dele, ele chegou perto do retrado da Mulher Gorda...
Ele parou, ou melhor, cambaleou, e franziu a testa. A Mulher Gorda não estava em seu retrato. E, basicamente, não havia nenhum retrato. Antes de rolar os olhos viu apenas uma estranha e pesada porta de madeira. Ele piscou várias vezes, como se esperasse que, se fechando os olhos, ao abrí-los, o retrato apareceria, mas nada aconteceu. Ele encolheu os ombros e falou em alto e bom som:
- Salgueiro Lutador.
A porta não respondeu. Ele olhou para ela desafiadoramente, e repetiu:
- Salgueiro Lutador.
Nada aconteceu. Estranho. Ele tinha certeza de que era essa a senha. Funcionou o dia todo.
- Você deve abrir, estúpida... Au! - Sibilou, quando ele chutou a superfície de madeira, e ela acabou por ser surpreendente e dolorosamente dura. Então, não vendo outra saída, ele começou a golpeá-la com os punhos.
- Ron! Ron! Abra a entrada! Ron!
Mas nada aconteceu. A porta permanecia fechada. Harry suspirou de resignação e caiu no chão.
Ok, se ninguém quer abrir, ele vai dormir ali! Ele se encostou na porta, enrolando os joelhos e abaixou a cabeça. Estranho, mas quando ele fechou os olhos, tudo estava girando ainda mais. E isso não foi agradável.
Ele balançou a cabeça, tentando livrar-se das manchas debaixo das pálpebras,um chuva de pontos coloridos, mas então a porta se abriu e Harry, que estava encostado nela, caiu para dentro. Ele bateu a cabeça no chão e fechou os olhos, sentindo uma dor surda em seu crânio.
- Ai! - Gemeu. - Não foi agradável. Você podia ter esperado por mim, Ron. E o que aconteceu com a Mulher Gorda? Ela nos deixou? - Murmurou, tentando abrir os olhos.
Ron não respondeu. Mas Harry ouviu uma respiração pesada sobre eles, como se alguém tentasse respirar com os dentes cerrados. Após várias tentativas infrutíferas, Harry finalmente conseguiu levantar as pálpebras.
E o que viu, o fez imediatamente fechá-los novamente.
Provavelmente, era ilusão.
Cuidadosamente ele abriu um olho, depois o segundo, mas a figura inclinada sobre ele não desapareceu. A figura parecia absolutamente furiosa.
Definitivamente, algo não estava certo ali ...
Harry franziu a testa e olhou direto para a face que o observava de ponta cabeça, com olhos profundos e negros, então perguntou:
- O que você está fazendo em meu dormitório, Severus?
CDN
Alma Frenz:
Ana Scully Rickman, o seu palpite sobre Tonks e os eventos na Floresta Proibida, foi bem interessante, seria bem surpreendente para os leitores. Depois de Snape ter visto Harry com Gina novamente, depois de ter proibido expressamente qualquer aproximação, ele deve estar em fúria! Mas amanhã iremos saber como Harry vai se sair dessa, depois de aparecer bêbado no escritório do Mestre de Poções irado. É impressionante mesmo o fato de que Snape sempre aparece quando Harry está numa situação suspeita com Gina. Parece que o Mestre de Poções tem um sensor de alerta: "Gina se aproximando perigosamente de Harry". Agora quero saber, você tinha pensado em algo como o que foi mostrado hoje com o par (Luna e Tonks) que levantou muitas sugestões de ação?
Gehenna, alguns capítulos na frente irão nos revelar o que Nott e Severus andam fazendo à noite, infelizmente não posso adiantar nada agora, tira a graça, srsrsr. Sua sugestão sobre Luna e Tonks ficou perto do que as duas iriam fazer, mas descobriu o sentido da coisa, realmente as duas tinham algo.
Nos capítulos iniciais Luna perguntou a Harry quando este lhe pediu para ser sua namorada: "Vamos ter que fazer sexo?", Harry responde que não e Luna retruca: "Que bom, porque você não faz o meu gênero", aí estava a primeira pista de que Luna não se interessava por garotos e sim por garotas. E aquele envelope que ela carregava pelos corredores, lembram dele? Era uma carta-declaração para Tonks, lembram o momento em que Luna entregou para a professora? Ele fez isso no Grande Salão aproveitando que a professora parou para falar com Harry, então disse esticando o envelope: "eu teria lhe entregado antes se você não tivesse se escondendo de mim", Tonks ficou toda desconfiada. Bom, há um sem número de pistas que declaravam que Luna era apaixonada por Tonks, e hoje as duas resolveram se dar uma chance.
