OI!
Uau! Vocês ficaram curiosas com o capitulo passado.
Eu já estou a dar aqui uns pequenos pormenores para o desenvolver da historia. Eu sei... Euy estou a desenvolver a história. Deve estar a ficar doente...
Para os vestidos do quadro aqui descritos neste capitulo, por favor vejam, no polyvore . com / godness / collection?id = 783188 (é só juntar tudo... n deixam por aqui links)
Os outros vestidos, usem a imaginação!
Respondendo a reviews:
Ines - Bom saber que estou a desiludir menos, com a demora. Eu era para ter postado este capitulo a esta semana em vez de só agora, mas não estava à espera de demorar tanto com as descrições... As coisas na cabeça soam tão melhor... Vais descobrir o que a Hanna pintou neste capitulo, embora não o que signifique... Sowy... Ainda gosto de um bom mistério... Mas não vale a pena passares-te! Bj :)
Mafalda - Oi! BGd! Eu tb estive mt orgulhosa de moi! Eu sei.. Os meus tempos verbais são uma treta... Muita leitura em inglês... Baci!
Nokas - Não vale a pena chorar por história não escrita! Não desesperes ainda.. Capitulo seguinte já aqui! Jokas!
Deia - Eu sei que o jogo é um pouco de mais, mas a Hanna é uma criança precoce! Não vale a pena explodires, mor! Ela não explodiu! Have fun with this chapter! BACI!
POV Masaru Yada
Respirei fundo pela quinquagésima vez.
- Ok… Mais uma vez… O que é que se passou?
Mais uma vez um conjunto de gritos começou ao mesmo tempo:
- ELA CAIU FOI O QUE ACONTECEU!
- ELA PASSOU-SE COM ALGUMA COISA!
- ELA ESTÁ A ESTRAGAR-ME O NEGÓCIO AO MANTER-ME FECHADA!
- ELA ESTÁ A CHAMAR À ATENÇÃO, CLARO! ESSA METIDIÇA IRRITANTE!
- ELA DESMAIOU! AGORA IMPORTAM-SE DE FAZER ALGUMA COISA?
Respirei fundo antes de assobiar. Elas calaram-se irritadas com o barulho agudo.
- Ok… Assim não vamos chegar a lado nenhum.
Olhei por cima do meu ombro, onde ajoelhado ao pé da Doremi o Kotake contava as pulsações da ruiva. Aproximei-me deixando as raparigas a discutir.
- Então?
- Não sei. – acabou ele por dizer – Ela apenas não reage. Parece… - de súbito a sua expressão ganhou uma sombra irritada.
- O que foi?
Ele levantou-se irritado, aproximando-se do pessoal gritante antes de pegar numa daquelas tigelas de metal que elas utilizavam e deixa-la cair no chão fazendo um estrondo. Imediatamente as outras 7 pessoas calaram-se olhando espantadas para o rapaz.
- Agora que tenho a vossa atenção… - comentou sarcástico, o que me faz pensar que está a passar demasiado tempo com a Dó – Momoko. Quero saber o que se passou. Pormenores.
A loira acenou antes de começar algo atrapalhada:
- Estávamos a conversar sobre os ataques. Eu estava irritada com o facto de mais uma vez ela estar a lutar sem nos chamar… - nesse momento as outras pareceram preocupadas com esta perspectiva. Revirei os olhos à hipocrisia - Estávamos a gritar um pouco quando ouvimos os passos da Hanna por isso imediatamente calámos-mos assim que a Hanna entrou na cozinha. Depois ela mostrou um quadro que tinha feito à Doremi e ela… Caiu.
- Vocês não eram capazes de mencionar esse quadro antes? – perguntei irritado.
- Onde está? – interrompeu o Kotake, antes que eu pudesse começar um ataque de fúria.
Foi a Nicole que por fim respondeu, depois de olhar em volta:
- Acho que é aquele ali por baixa da mesa.
O Kotake assentiu baixando-se para apanhar o objecto.
Aproximei-me vendo o que raio estava pintando naquela coisa maldita.
De uma maneira muito realista, estavam representadas 7 figuras, numa sala muito luxuosa, em tons de branco e dourado, em frente a uma janela enorme de cristal, deixando entrever o anoitecer, com o sol a descer no horizonte.
As figuras eram diferentes entre si: Uma era a mais alta, com um longo cabelo preto como um fio de tinta a descer-lhe pelas costas, tinha um vestido comprido azul mar de um só ombro, e uma única pulseira de material azul meio transparente. Tinha também os mais fantásticos olhos azuis. Parecia estar a olhar directamente para o pintor como se o a desafiar a pinta-la da maneira errada, enquanto ouvia o resto da conversa entre o grupo; Outra era alta (embora não tanto como a primeira) e com um cabelo loiro quase branco comprido e olhos cinza. Era pálida, quase transparente, vestida com um vestido simples, pelos pés de um azul gelado de alças, e parecia estar a falar enquanto acenava com as mãos fazendo salientar o anel de safira que usava na mão esquerda. Fazia de certa forma lembrar uma ninfa; A pessoa com quem ela estava a falar era a mais delicada, com um cabelo castanho mel, delicadamente encaracolado e olhos cinza-claros, parecendo quase não possuir pupilas. Estava um pouco queimada, como se beijada pelo sol. O vestido branco preso pelo pescoço destacava-se contra os ombros queimados, que pareciam sacudir-se com a gargalhada que tentava escapar dos seus lábios, perante o que a loira lhe dizia, fazendo os brincos de cristal brilharem na luz; Uma outra loira, de cabelo mais escuro, quase castanho, e olhos verdes, sorria loucamente agarrada ao braço de outra figura. O vestido cai-cai verde musgo combinava com as flores que lhe prendiam o cabelo no cimo da cabeça, deixando atrever um pescoço de cisne, enfeitado com uns brincos compridos de uma pedra verde. Fazia, na verdade lembrar alguém…; A pessoa a quem ela estava agarrada era uma morena de cabelo preto encaracolado rebelde e olhos verdes. Usava um vestido amarelo, com pequenos pormenores prateados que combinavam com os brincos que usava. Ela parecia ter sido congelada em processo de revirar os olhos à pessoa que estava à sua esquerda, embora um sorriso mínimo pudesse ser visto nos seus lábios; A penúltima pessoa era talvez a que chamava mais a atenção. Era a que tinha a figura mais perfeitamente esculpida, com mais curvas que as outras. O cabelo vermelho sangue e os olhos pretos contrastavam com a pele pálida, quase neve. Usava um vestido drapeado vermelho, com um decote desenhado para mostrar o suficiente para se tornar um sonho e uns brincos vermelhos rubi que faziam truques de luz contra o cabelo mais escuro. No momento da pintura estava a acenar à loira que lhe revirava os olhos enquanto puxava pela mão a ultima pessoa no quadro; Por fim a ultima pessoa, era claramente também a mais nova. Mais baixa que todas as outras esta figura usava um vestido comprido rosa pálido acentuando a cintura fina. Usava a mão que tinha livre para meter uma madeixa de cabelo castanho-escuro rebelde, que estava preso numa trança, atrás da orelha. Estava claramente envergonhada com os olhos castanhos a brilharem de vergonha e a bochechas delicadamente rosadas. Usava também uma pequena pedra rosa ao pescoço.
Eram todas belas e algo imortais…
- Giro. – comentei.
- Quem é que pintou isto? – perguntou o Kotake com o corpo rígido e uma voz monótona.
- A Hanna. – respondeu a Nicole, como se devesse ser óbvio.
- Ah.. Ok… - ele respirou fundo, pousando o quadro no chão antes de se aproximar da Hanna – POR QUE RAIO… - ao ver a cara da Hanna, respira fundo antes de voltar a falar com uma voz mais controlada – Por que raio não disseste a ninguém que eras uma "Pintora"?
POV Narrador (em outro lugar)
- Porra, Porra, Porra, Porra, Porra, Porra!
Ela andava de um lado para o outro a murmurar aquilo à já uns 15 minutos. Quando deu mais uma volta o seu corpo brilhou e quando estava a voltar, 2 Doremis andavam lado a lado.
Eram iguais como se feitas do mesmo modo, mas ai terminavam as semelhanças. Embora ambas partilhassem o mesmo cabelo comprido ruivo e os mesmos olhos rosas e pele clara, as suas personalidades eram diferentes.
Uma usava um vestido comprido branco, deixando entrever a ponta das sandálias de tiras brancas, rasas. O vestido era solto, apenas com uma leve drapeado a abraçar o busto e umas alças largas a envolver os ombros, caindo depois levemente até aos pés. Tinha o cabelo solto, com uns leves caracóis nas pontas e afastado do rosto com uma diadema em tecido branco. As feições, embora iguais às da sua gémea, eram delicadas com os lábios perfeitamente rosados e olhos tristes. Andava de um lado para o outro, calada, mordendo por vezes o lábio, enquanto se abraçava a si mesma.
A outra era o exacto oposto. Usava um vestido, preto, curto (terminando uns 4 dedos abaixo do traseiro) que abraçava as suas formas. De alças finas simplesmente para não cair, tinha um decote que ia até ao umbigo, com apenas uma tira de tecido fino a unir, as duas tiras de tecido que caiam dos ombros, pelo peito. No vale dos seios era possível ver as linhas da tatuagem que ali se situava, embora não se conseguisse entender o desenho com o movimento constante que fazia a andar de um lado para o outro. Usava umas sandálias de tiras de cabedal pretas que a faziam elevar-se uns 5 cm acima da sua gémea. O cabelo estava totalmente encaracolado, embora não rebelde e o rosto mostrava mais irritação que tristeza, com os lábios vermelhos e os olhos delineados a preto. Tal como a sua gémea, andava de um lado para o outro, embora murmura-se palavrão, atrás de palavrão enquanto gesticulava irritada com os braços.
Por fim a que estava vestida de branco, parou, sentando-se no pedregulho largo que estava à beira do lago de água cristalina.
Era verdadeiramente um lugar edílico. Com prados verdejantes e árvores com folhas douradas e laranjas. E, embora estivessem ali à algum tempo o sol ainda se mantinha na mesma posição, de descer do céu que tinha aquela luz alaranjada do entardecer.
- Isto não era suposto acontecer! – gritou por fim a Doremi vestida de preto. A outra acenou desviando o olhar para o lago – A Hanna não era suposto ser uma Pintora!
Ao fim daquele grito a árvore mais próxima começou a arder numa explosão de vermelho e laranja. Sem nunca olhar para aquela direcção e Doremi de branco acenou com uma mão fazendo o fogo diminuir e extinguir-se.
Depois de por a arder mais dois arbustos a Doremi vestida de preto deixou-se cair ao lado da sua gémea, que calmamente apagava os fogos. Encostando a cabeça ao ombro da sua igual murmurou:
- O que vamos fazer agora?
Uma voz calma e melodiosa interrompeu a divagação das gémeas:
- Podem talvez aproveitar para aprender.
