andressa li kinomoto animya – Miro/Seth e Lara ainda tem um longo percurso ate os dois ficarem juntos, mas isso vai acontecer. Pois é a Hekat, deixou o corpo da Rosa para trás, mas isso ainda vai da algumas confusões. Quanto a minha fic com a Danda, vou conversar com ela, realmente precisamos termina-la srsrsrs

Rodrigo – O despertar da Hekat e o segredo da Shati vai movimentar a fic, espere por cenas tensas. O prometido da Shati como humana todo mundo sabe quem é, agora como deusa... o papo é outro...

Souma Kyo – O único que deseja mal para a Shati é Brahma mesmo, não tem mais ninguém. Tem um motivo para ninguém lembrar do corpo da Rosa, posso adiantar: foi a Hekat que quis assim, ela vai falar disso. Sadi esta contente que o plano dele está dando certo, ele só não imagina que vai acontecer algo que vai mudar radicalmente seus planos, não só ele, mas todo mundo vai ter uma enorme surpresa quando isso acontecer. Mas vai ser daqui alguns capítulos.

Suellen – Ainda bem que Saori é milionária, haja festa de casamento! Sadi chamou demônios para ajuda-lo, as batalhas se aproximam, bem provavelmente já no próximo capitulo. E o Minos... a praga da Su vai começar a fazer efeito...

Lebam – Sadi tem tudo planejado, ele está conduzindo bem seu plano. Quanto ao corpo da Rosa como eu respondi para o Souma, a Hekat assim o quis. Também não sei porque o povo foge depois dos beijos rsrsrs eles ficam com vergonha. Quanto ao marido da Shati, bom... digamos que Shati tem dois maridos... o dela mortal e o dela deusa... o mistério é saber quem é o marido dela como deusa...O Mask adora importunar a Shivani, acho que o sonho dele ser mesmo levar uma surra dela. Vai ser difícil o Miro voltar, Seth não vai deixar tão facilmente, mas aos poucos Larinha vai convencendo-o.

Capitulo 34

A traição?

Radamanthys e Minos estavam em um dos jardins conversando. Minos fez um sinal ao outro juiz para sumir com o cosmo quando ele viu Suely e Faro aproximando. Felizmente ou infelizmente as duas não viram os juízes, por causa dos arbustos, indo se sentar atrás deles.

- Esse lugar é tão bonito! – exclamou Faro olhando para o céu. – se pudesse ficaria aqui para sempre.

- Não exagera Faro.

- Tinha tudo para ser perfeito com a Hekat de volta.

- Seria mesmo...

- Estou feliz que ela e Adriel estejam juntos novamente.

- Eles passaram por muitas coisas.

- Queria ter um amor assim. – suspirou. – tenho inveja deles, - torceu o nariz. – inveja boa ta? – disse antes que a amiga pensasse besteira. - A Vanda já arranjou o dela.

- Não deveria pensar nessas coisas.

- Você fala assim porque já foi casada. Eu quero um namorado... ah, - a fitou sorrindo. – eu tenho um candidato.

- E posso saber quem?

- Aiacos.

- O juiz? – estranhou.

Rada já escutava a conversa de forma atenta, ao ouvir o nome do outro juiz ficou mais ainda.

- Ele não é simpático? Além de ser lindo.

- Ate parece que você vai conseguir viver no submundo. Você nasceu num lugar ensolarado e é uma amazona solar, não vai conseguir ficar muito tempo sem o sol.

- Eu não me importo... posso passar uma temporada no Meikai e no Olimpo.

- Você tem umas ideias...

- Ele é um bom partido. Quem sabe... – sorriu.

O inglês fechou a cara, novamente ela falava no companheiro. Minos o fitava surpreso, era impressão ou Rada estava incomodado?

- Por que não escolhe o Elijah?

- Quem?

- Não se lembra do cavaleiro do Hermes. Aquele que sempre levava os recados de Zeus a Apolo?

Farolainy forçou a memoria ate que deu um grande sorriso.

- Como poderia esquecer! – sorriu ainda mais. – ele é lindo.

- Não deveria falar essas coisas para você, pois fica empolgada, e quando fica empolgada... – suspirou. - mas... lembra da minha ultima estadia no Olimpo? Ele perguntou por você.

- Sério? – levantou. – Sério mesmo?

Rada por pouco não revelou sua presença, Minos teve que segurá-lo.

- Sério. Já que quer tanto namorar, ele seria mais apropriado.

- Tem razão! Assim que essa luta acabar vou voltar para o Olimpo.

- VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO!

Minos arregalou os olhos, Suely e Faro levaram um grande susto. Radamanthys estava de pé bufando.

- Radamanthys?! – Faro o fitou assustada.

- Ficou louco? – Minos levantou puxando o braço dele.

Suely ate então calada, endureceu o rosto ao ver o outro juiz.

- O que fazem aqui?

- Fazemos nada. Vem.

Minos praticamente puxou o outro juiz, este não parava de olhar para Faro que por sua vez o fitava surpresa.

- Que atrevimento! – disse Suely. – estavam ouvindo nossa conversa!

Ainda surpresa a brasileira não disse nada, o que tinha sido aquilo? E principalmente por que ele tinha dito aquilo?

Enquanto puxava Rada, Minos o xingava.

- Você ficou louco? Por que disse aquilo? Tem noção do vexame que passamos? E se elas contarem para a senhora Perséfone?

- Ninguém vai tocar nela. – disse nem ouvindo os xingamentos de Minos.

- Do que está falando?

- A Farolainy é minha! – gritou para depois se calar, havia falado muito.

- Radamanthys você não está...

- Claro que não... – virou a cara. – boa noite.

Saiu de perto do juiz. Minos o fitava sair completamente pasmo.

- Ele não pode ser tão idiota a ponto de se apaixonar.. ou pode?

Wyvern saiu pisando duro e xingando-se mentalmente.

- "Como posso ser tão burro?"

Deu um soco numa arvore destroçando-a.

Suely e Faro olhavam para onde os dois tinham saído.

- Ele esta ficando cada vez mais louco. E já é a segunda vez.

- Segunda vez? – Su a fitou. – como assim a segunda vez?

- Ontem ele surtou comigo. Eu disse que Aiacos era um bom partido e ele berrou aos quatro cantos que eu pertencia a outro. Que jamais ficaria com Aiacos. Ele é doido!

- Faro... o que aconteceu naquele dia em Guidecca? No jardim...

- Não a-conte-ceu na-da Su. – gaguejou.

- Farolainy. – disse séria.

- Um beijo. – disse de uma vez. – apenas um mal entendido. Estou com sono. Ate mais.

A amazona sumiu deixando a italiana pensativa.

- "Será possível que ele... não... – balançou a cabeça de forma negativa, mas depois ficou séria. – Radamanthys esta gostando da Faro?"

O.o.O.o.O.o.O

Jacke estava deitada olhando as estrelas do céu. Para quem não a conhecia a posição e onde ela estava poderia causar estranheza, mas a espectro desde seus tempos de índia adorava subir nas arvores mais altas e olhar o céu. E era exatamente em uma que estava no momento. Os pensamentos estavam longe.

Shaka cansado de andar de um lado para o outro resolveu respirar ar puro. Estava ansioso e ao mesmo tempo temeroso, pois Sadi poderia fazer alguma coisa a irmã.

Passava debaixo de uma arvore quando sentiu algumas folhas caírem, olhou para cima, arqueando a sobrancelha.

- "O que ela faz ali?" O que esta fazendo sua doida?

Jacke olhou para baixo, dando um suspiro enfadonho.

- Nada que seja da sua conta. – voltou a deitar.

- Vai cair daí.

- Estou acostumada. – disse sem se mexer.

Shaka deu um sorriso maldoso. Usando suas habilidades mentais criou a ilusão de uma cobra.

- "Quero ver agora."

Jacke sentiu algo gelado percorrendo sua perna. Shaka esperou um grito, mas ele não veio. A espectro simplesmente pegou a cobra e com toda a delicadeza a colocou em outro galho.

- Que ilusão mais barata. – o fitou. – seus truques não funcionam em mim, macarrão. – saltou parando na frente dele. – nasci numa selva, não tenho medo de cobra.

- Menos mal, - não daria o braço a torcer. – mostra pelo menos que tem coragem.

- E que você não passa de um homem infantil.

- E você uma sem educação.

- Não fale mais nada está bem? – foi saindo. – vá procurar outra pessoa para atazanar. – deu um salto voltando para a arvore.

Shaka ficou parado olhando-a. Como ela conseguia ser tão chata!

- Escuta aqui o bombom, eu...

- Não estou ouvindo...

O cavaleiro usando a telecinese subiu na arvore sentando em outro galho.

- Você sempre é assim? Grossa?

- Só com quem merece, quinta essência da humanidade.

- É impossível manter um dialogo com você.

- Eu estava quieta no meu canto, você que veio me aborrecer. Não tem nada melhor para fazer?

Shaka ficou calado. Perturbando-a conseguia parar de pensar na irmã. Estava com medo que algo acontecesse a ela. Não queria admitir, mas quando estava com Jacke conseguia ficar mais tranquilo.

Jacke notou a mudança no semblante dele.

- Por que está com essa cara?

- Por nada. – virou o rosto.

Ela deu nos ombros aconchegando ainda mais no galho.

- Quando... quando vivia na sua tribo... você...

- Eu o que?

- Nada...

- Fala logo Shaka.

- Já disse que não é nada. – a fitou.

- Converse com os olhos abertos. Quem quer esconder os olhos é porque quer esconder o que se passa na alma. Se fosse na minha tribo você teria problemas.

Acabou abrindo os olhos e Jacke desviou prontamente para não ficar encabulada.

- Você sempre conversou com esse tal de Buda? – indagou para esconder o nervosismo.

- Ele me treinou.

- Ele deve ser muito forte, pois te ajudou a abrir o portal.

- Sem a ajuda dele não teria conseguido. – abaixou o rosto, pensando em Shati.

- Nós vamos buscar a Shati amanha, não se preocupe. E se Brahma não cumprir a palavra vamos pega-la a força, estou a fim de socar alguém.

- Obrigado. – deu um sorriso.

Ela sentou.

- Senta aqui, tem uma visão melhor do céu.

O cavaleiro foi para o galho dela, que bem forte, resistiu ao peso dos dois.

- Realmente aqui tem uma boa visão.

- Esse céu é muito bonito. Parece que as estrelas brilham mais forte.

- Quando essa batalha terminar você vai para onde? – indagou fitando-a.

- Talvez fique na Grécia, talvez volte para o Brasil, talvez eu vá para o Olimpo, não tenho rumo certo. Sou uma pessoa livre, vou para onde o vento me levar.

- Mas parece que a Vanda ficará no santuário.

- Bom para ela. Aiolos é um cara legal. Como ela é doida para casar... – estremeceu só de pensar em casamento. – ainda bem que estou livre disso.

- Na sua tribo... não existia ser prometida a alguém? – Shaka estranhou a própria pergunta.

- Eu era. Fugi no dia do nosso "noivado". Fiquei um mês fora, meus pais quase me mataram por isso. Tive que ouvir o maior sermão dos meus avós e do cacique. – bufou. – foi entediante.

- Mas isso é irresponsabilidade. Você tinha obrigações.

- Me casar? Está doido? Não quero ninguém mandando em mim não! Gosto de ser livre para ir onde eu quiser.

- Mesmo assim deveria prestar obediência aos seus pais.

- Queria ver se fosse você. – colocou as mãos na cintura. – se fosse obrigado a se casar com uma pessoa que nunca viu na vida.

- Na Índia isso é comum.

- Tenho dó da Shati, ainda bem que Shion gosta dela.

- Quem disse que ele vai ficar com ela. - o rosto endureceu.

- Sem essa Shaka. – apelou. – se ele gosta dela e se Shati corresponder deixe os dois em paz. Eu não quero me meter nesse assunto, mas se você tentar separar os dois vai arrumar confusão comigo!

- Ela é minha irmã e não sua. Eu sei o que é melhor para ela.

- Eu sei o que é melhor para ela... – disse em tom de gozação. – você tem hora que é um idiota. Cansei dessa conversa. – estava prestes a pular.

- Espera aí eu...

Na tentativa de segurar a espectro os dois acabaram desequilibrando. Para proteger Jacke da queda, o indiano girou o corpo, caindo primeiro.

- Ai... – disse a brasileira.

- Você está bem?

- Estou... - só então tinha reparado que ela estava sobre o virginiano. – me desculpe...

- Sempre desastrada.

- Desculpe... se machucou?

- Não...

Os dois fitaram-se. Jacke sentiu o coração disparar. Sempre isso acontecia quando estava perto do cavaleiro e odiava isso. Sentia-se tão vulnerável perto dele... para piorar lembrou-se do beijo. Sem querer acabou olhando para a boca dele.

- Jacke...

Ela o olhou. Sob a luz do luar ele ficava ainda mais bonito. Shaka a fitava fixamente.

- Não me olhe assim... – a voz dela saiu baixa.

Ele inverteu a posição.

- Maiṁ nahīṁ kara sakatā. (Eu não consigo).

- Eu não entendo o que você diz... – a essas horas sentia o corpo em brasas e tentava se manter tranquila.

O indiano aproximou do rosto dela e Jacke fechou os olhos, apertando-os.

- Mērī śakti. (Minha esposa).

Jacke abriu os olhos ao ouvir, ficando surpresa ao ver as orbes do virginiano passarem de azuis para dourado. Tudo não durou mais que segundos, mas o suficiente para deixa-la preocupada. Já era a terceira vez que isso acontecia.

- Shaka. Shaka.

Ele piscou algumas vezes. Levantando as pressas ao perceber onde estava.

- Desculpe. – recuou.

- Você está bem? – levantou, não se importando com a situação. – não sente nada?

- Por quê?

- Seus olhos... – o fitou, pois ele trazia uma expressão confusa. – esquece... não é nada. – ela deu um sorriso caminhando ate ele. – Shati está passando por muitas coisas, - De forma surpreendente, Jacke colocou a mão na cabeça de Shaka brincando com os cabelos loiros. O cavaleiro corou na hora. - deixa-a ser feliz...Hum... é macio... – deslizava os dedos por entre os fios. – até.

Saiu deixando-o ainda mais corado. Shati tinha sido a única que o tocara daquele jeito e mesmo assim tinha gostado do gesto.

- "Jacke..."

A brasileira a certa distancia olhou para sua mão. Não sabia o que tinha dado nela para toca-lo daquela forma, mas sentiu-se bem em fazer isso.

O.o.O.o.O.o.O

Os cabelos negros tremulavam com a brisa noturna, aos poucos os raios lunares atingiam as madeixas transformando-as na cor prata. Um pouco afastado Mu acompanhava o processo. Ele já tinha visto isso inúmeras vezes. Era sinal que os poderes de sua amada estavam voltando.

- Com duas luas, meu cosmo está voltando mais rápido.

- Lembra da primeira vez que eu vi? – aproximou. – tinha dormido vendo seu cabelo negro e quando acordei estava prata. Levei um susto.

- Você me olhava de maneira estranha. – sorriu. – como naquela vez no santuário.

- Eu durmo com alguém de cabelo prata e acordo com alguém de cabelo preto cacheado. Eu assusto mesmo. – riu. – e seu corpo? Fiquei tão feliz com sua volta que nem lembrei de seu corpo como Rosa. Acho que ninguém lembrou desse detalhe...

- Eu fiz ninguém lembrar desse detalhe. É só uma casca. Você prefere o outro corpo?

- Gosto de você de qualquer jeito, mas não seria melhor viver nele? O sol da Grécia...

- Teremos tempo para pensar nisso.

- Quando estava presa, Brahma fez algo a você?

- Não. Ele só me mantinha presa e me pediu para ajuda-lo.

- Nós vamos tirar Shati das mãos dele.

- Eu sei. – sorriu.

Mu a abraçou, aumentando a força.

- Como é bom ter você de volta. Nunca mais vai se separar de mim. Eu enfrento qualquer um.

- Temos Zeus.

- Ele não vai se atrever a nos importunar. Atena está do nosso lado.

- Sei que sim, mas... eu temo por que ele possa fazer.

- Você é uma titã!

- Não é por mim que temo, e sim por você e pelos outros.

- Presta atenção. – segurou o rosto dela entre suas mãos. – estamos juntos agora e nada nem ninguém vai nos separar.

Hekat depositou o rosto no peito dele passando a brincar com a correntinha.

- Você gostou mesmo disso.

- Muito.

- Deveria ter pegado a minha. Ficou no pescoço do outro corpo.

- Eu faço outra, não se preocupe. Vem.

O ariano a conduziu para dentro do quarto. Deitaram numa ampla cama.

- Lembra que te disse na nossa primeira vez? – ele estava em cima dela.

- Que queria passar o resto dos dias ao meu lado.

- Isso não mudou. – acariciou a pele branca. – isso nunca vai mudar.

Ela sorriu. O cavaleiro aproximou beijando-a de forma terna...

- Eu te amo, meu passado, meu presente, meu futuro...

Era madrugada, por ser uma deusa noturna Hekat estava acordada, enquanto Mu dormia tranquilamente nos braços dela. A deusa acariciava os cabelos lilases lembrando-se do dia que tinha conhecido. Lembrou de todos os momentos que passaram juntos ate o ultimo, quando ele foi preso no esquife. Apertou-o um pouco, felizmente agora ele estava ao seu lado, mas tinha medo que aquilo voltasse a acontecer. Ela era uma titã, mas tinha um ponto fraco: a fase em que seus poderes diminuíam. Era isso que temia. Que Zeus atacasse nesse momento e fizesse algo pior. O rei dos Olimpianos não poderia mata-la, mas podia matar Adriel e os outros. E se ela estivesse nesses dias, não poderia defendê-los. O coração apertou. Se perdesse Adriel e os demais não suportaria.

- "Tudo que quero é criar um novo mundo, onde as pessoas possam viver em paz sem a interferência dos deuses. Eles podem ser cruéis." – lembrou-se das palavras de Sadi.

Hekat voltou a atenção para Mu.

- "Nós deuses não somos confiáveis... – pensava. - mas... se ajuda-lo a criar um novo mundo...deve haver um jeito de garantir que Shati e os demais saiam ilesos."

Com cuidado, a deusa deitou-o cavaleiro que não acordou. Ela abaixou dando um beijo na testa dele.

- " Espero que entenda o que vou fazer... eu te amo muito, não se esqueça disso."

Levantou e antes que chegasse a varanda desapareceu...

... Acordou com os raios solares sobre a face. Espreguiçou.

- Bom dia Rosa... – olhou ao redor. – Hekat? Rosa?

Levantou andando por todo o quarto.

- Onde...?

Saiu as pressas atrás da deusa. Encontrou todos despertos num dos jardins internos.

- Ate que em fim acordou. – brincou MM. – pensei que...

- Cadê a Rosa? – fitou Seth.

- Com você. – fechou a cara.

- Por que Mu? – indagou Clarice.

- Ela sumiu.

- Como? – Seth deu um pulo. – como sumiu?

- Quando acordei...

- Brahma! – disseram todos ao mesmo tempo.

- Vamos para Tenkuukai. – disse Shion.

Tenkuukai...

Brahma estava sentado em seu trono.

- Kali.

- Sim senhor. – o guerreiro ajoelhou diante do trono.

- Eles estão vindo para cá. Siga-os de perto. Leve dois Asura. Não quero confronto direto, mas pode ter algumas surpresas.

- Como queira. – sorriu de maneira vil desaparecendo.

- Ranna.

- Sim.

- Prepare Shati. – sorriu. – logo o espetáculo vai começar.

- Sim senhor.

O deus sorriu...

- Flashback-

Apesar da hora avançada Brahma continuava sentado em seu trono. Sua expressão indiferente mudou ao sentir que alguém aproximava.

- Estou surpreso. – sorriu, levantando. – não pensei que receberia visita a essa hora da noite.

- Você quer criar um novo mundo não quer? – indagou friamente.

- Sim.

- Como será isso?

- Vou eliminar todo o mal do mundo. E serei o único soberano de Tenkaiken e da Terra.

- Encontrará resistência de outros deuses.

- Eles não são nada perante mim.

- Eu ajudo você desde que cumpra algumas condições.

- Condições... – coçou o queixo. – que condições? – começou a descer as escadas.

- Posso retirar o cosmo de Vishnu sem que algo mais grave aconteça a ela. Quero Shati viva.

- Justo. O que mais? – parou na frente dela.

- Nesse seu novo mundo, o santuário e todos que moram nele continuaram intactos. Atena exercerá autoridade dentro dele e você nos deixará em paz. Certamente eles viram atrás de mim, não toque neles.

- De acordo. Algo mais?

- Meikai. Vai permanecer neutro.

- Não tenho interesse no seu submundo, tenho o reino dos Asuras. Temos um acordo? – estendeu-lhe a mão.

Hekat o fitou, não confiava nele, mas não tinha outra opção. Tinha Zeus de um lado e Brahma de outro. Brahma seria a opção menos pior.

- Temos. – apertou a mão dele.

- Você sabe onde é seu aposento. Fique a vontade.

Ela saiu sob o olhar atento dele.

- "Perfeito." – sorriu.

Brahma deu meia volta, deparando-se com Ranna.

- Acordada minha cara?

- Senti um shakti diferente. O que ela faz aqui?

- Venha.

Durante o trajeto o deus ficou em silencio. Ele parou em seu aposento.

- Venha.

Ranna um pouco receosa entrou.

- Está correndo como planejei minha querida. – a fitou. – queria que Hekat viesse parar aqui. – abriu a mão. – na palma da minha mão por livre e espontânea vontade. A libertação dela foi de caso pensado.

- Mas ela aceitou ajuda-lo?

- Aceitou. – aproximou tocando-lhe os ombros. – com algumas condições, mas aceitou.

- E o senhor vai cumpri-las?

- Bom... ela quer que todos seus entes queridos vivam em paz em solo Atheniense. Não é muito difícil, pois posso isola-los e mantê-los sob minha custodia. Ou... Estão todos aqui e só com a minha permissão podem sair de Tenkaiken e eles não sabem o que se passa na Terra, - sorriu de forma cruel. - mas...

- Mas?

- Pelo que sei os cavaleiros de Atena não vão aceitar o nosso acordo. Muito menos o irmão de Vishnu. Teremos problemas com eles. Pode acontecer algo a eles... – sorriu. – afinal são batalhas, nem sempre as pessoas sobrevivem.

- E se Hekat perceber e desistir?

- Ela não fará isso.

- O senhor afirma com tanta certeza.

- Tenho meios de mantê-la quieta. É um risco que corro, já que não sei ate aonde vai os poderes dela, mas... tenho escudos para me proteger.

Sadi parou na frente de Ranna tocando o rosto dela, a garota ruborizou.

- É incrível o que esse sentimento chamado amor pode fazer com as pessoas e deuses. Tudo está acontecendo porque uma deusa se apaixonou por um mortal.

- O mortal também gosta dela. Lorde Vishnu também gosta de um mortal.

- Como?

- Ela confessou sem querer. É um dos cavaleiros de Atena.

- Oh... quer dizer que Vishnu está trocando Lakshma por um mortal. Nessa existência ele está cheio de surpresas.

Ranna procurava não encara-lo, mas estava pensando se o mesmo poderia ocorrer com ela. Será que tinha alguma chance com...

- Meu senhor eu...

- Não vamos falar mais nisso... – aproximou ainda mais seu rosto do dela. – você a cada dia está mais linda.

- Obri-gada.

Brahma sorriu do constrangimento dela. Alias achava curioso esse sentimento que ela nutria por ele. Como Brahma tinha sua própria shakti, Sarasvati, mas o corpo mortal que o abrigava tinha certa atração pela indiana.

- "Vou agrada-lo um pouco."

Brahma passou a mão pela cintura de Ranna trazendo-a mais para perto de si iniciando um tórrido beijo. A indiana levou um susto, mas depois deixou-se levar pois era o que mais queria. O deus arrastou-a ate a cama e sem hesitar tirou as vestes dela.

- Sempre está comigo em todos os momentos. – disse no ouvido dela. – quero que esteja nesse também.

Ela apenas balançou a cabeça afirmando. Brahma sorriu.

-Fim do Flashback-

O grupo tinha saído do palácio Kaoha cerca de dez minutos. Se estivessem usando o tal transporte de Brahma já teriam chegado a Tenkuukai, mas a pé levariam mais tempo.

Seguiam em silencio, absorvidos em seus pensamentos. Mu estava preocupadíssimo. Na certa Brahma tinha invadido o palácio e sequestrado Hekat. Além do mais tinha o outro corpo.

- Vai ficar tudo bem Adriel. – disse Vanda. – Hekat está bem, assim como a Shati. – disse olhando para Shaka.

- Assim espero Vanda... droga! Será que não podem nos deixar viver em paz!? A única coisa que Hekat e eu queremos é viver em paz.

Shaka discretamente olhou para Shion. Será que isso também passava pela mente do grande mestre? O indiano desviou o olhar para Jacke. Queria viver em paz com ela.

Alias era o pensamento de muitos ali. Viver em paz.

Do alto de uma colina um par de olhos vermelhos observava o grupo. Kali trazia um sorriso desdenhoso.

- Vamos atacar meu senhor? – indagou um dos homens.

- Brahma não quer. Disse apenas para nos divertir. Vamos espera-los chegarem ate aquele penhasco. Esteja preparado Chitei.

- Sim.

O grupo chegou a uma área que havia uma grande fenda. A floresta continuava do outro lado.

- Mais essa... – disse Aioria, chegando à beirada. – deve ser profundo.

- Tem aquela ponte de madeira. – apontou Giovanni.

- Tenho uma ideia melhor. – Anahí tomou a dianteira. A espectro da magia usando as mãos traçou um pentagrama no solo. – vou nos mandar para o outro lado. Deem as mãos.

Obedeceram. A espanhola elevou seu cosmo. A magia parecia está dando certo, mas Anahí acabou recebendo uma descarga elétrica.

- Anahí? – Kanon a amparou.

- Estou bem.

- O que houve Ani? – indagou Jacke.

- Minha magia foi anulada. Esse lugar deve ter alguma restrição.

- Vamos pela ponte. – disse Shaka. Ele havia pensando que talvez, Shion, Mu e ele pudessem teletransportar a todos, mas vinte e quatro pessoas seria uma tarefa árdua.

Concordaram seguindo-o.

Por ser estreita seguiam em fila indiana. Shion, um dos mais atrás olhava ao redor. Sentia um cosmo de leve, mas não sabia se era impressão.

- O que foi mestre? – indagou Mu percebendo a inquietação do mestre.

- Não é nada... – não quis preocupa-lo. – " é um cosmo, bem leve..."

Grande parte das pessoas já estavam do outro lado. Apenas restavam, na sequencia, Shion, Mu, MM, Shivani, Minos, Suely, Faro e Radamanthys. Tudo seguia normalmente...

... A terra começou a tremer, jogando os que estavam de pé no chão e fazendo com os que estavam na ponte quase caírem.

- O que está acontecendo? – indagou Meena.

- Rápido! – gritou Shion.

O restante começou a correr, a ponte frágil de madeira cedeu uma parte e por pouco Suely não caiu sendo segurada por Minos. Faro agarrou a italiana pelas pernas.

- Foi por pouco. – Faro nem terminou de falar, todos começaram a sentir uma grande energia vinda na direção deles.

- Cuidado! – gritou Saga.

O ataque passou direto atingindo...

- Radamanthys! – gritou Minos.

O espectro foi atingido de raspão no braço mas o suficiente para faze-lo cair.

- Radamanthys! – gritou Faro.

Aldebaran ajudou Minos a levantar as amazonas.

- Fiquem em alerta. – disse Shion olhando em todas as direções.

Sentiram o cosmo, para em seguida desaparecer completamente.

- Sumiu... – disse Saras.

- Era só um teste. – disse Shaka.

- Vocês continuem eu vou atrás do Radamanthys. – Faro foi para a beirada.

- Mas Faro. – Suely a segurou.

- Vocês precisam chegar a Hekat. Vão. Alcanço vocês depois.

A amazona deu um salto.

- Faro!

- Vamos. – Minos a segurou. – se ele não conseguir sair desse buraco, não pode ser um juiz.

Os demais olharam entre si.

- Vamos. – Shion puxou a fila.

Lentamente abriu os olhos. Não tinha se ferido gravemente, pois as asas de certa forma amorteceram a queda. Ao se levantar sentiu um leve ardor no braço esquerdo.

- Que lugar é esse? – olhou ao redor. Estava no fundo da fenda, com iluminação escassa. – droga.

Ele deu um passo, mas parou ao ver um ponto luminoso se aproximar. Tomou posição já elevando seu cosmo. A expressão aos poucos de Rada foi mudando, ficando muito séria. A medida que aproximava o cosmo do tal ponto luminoso aumentava.

- "De quem é esse cosmo...?"

O ponto brilhou ainda mais cegando o juiz.

- Você deve ser um dos seres da Terra. – uma voz ecoou.

- Apareça! – Rada tentava abrir os olhos.

- Como queira.

A luz diminuiu e então o juiz pode ver. Era um homem de longos cabelos brancos, tez branca e olhos violetas. Parecia não ter mais de vinte cinco anos e trazia um sorriso sádico nos lábios. Trajava uma armadura semelhante a armadura dos Yugas porem toda negra. Na mão direita uma longa espada.

- Quem é você?

- Sou Chitei, um guerreiro do reino Asura.

- Um subordinado de Brahma.

- Não exatamente. – sorriu. – e você?

- Radamanthys de Wyvern.

- É um prazer conhece-lo. – fez uma leve mesura. – bom...

Chitei deu um passo, mas parou olhando para cima. Radamanthys não compreendeu o olhar dele, contudo começou a sentir um cosmo, conhecido afinal.

- "Não seja ela."

Realmente era um cosmo conhecido. Farolainy "pousou" bem ao lado dele.

- Ainda bem que aceitei um pouco da telecinese de Apolo, serviu para alguma coisa. – olhou para Rada. – você esta bem?

- O que faz aqui? – indagou frio, para não parecer preocupado, tudo que não queria é que Faro envolvesse numa batalha.

- Te buscar. – sorriu.

- Ora... – disse Chitei. – mais uma mortal. – quem é você?

- Farolainy, amazona do fogo solar.

Rada passou a frente dela.

- Afaste-se.

- O que.. ? – ela o fitou surpresa.

- Não tenho a intenção de lutar contra vocês. – disse Chitei. – não agora. – sorriu. – mas posso só dar uma amostra do meu poder. Seu cosmo aumentava a cada segundo.

- Que cosmo... – murmurou Faro.

A terra ao redor deles começou a tremer provocando deslizamentos. Aproveitando que Rada e Faro desviavam das pedras... Chitei juntou as mãos.

- Om Sendah Ratah Asura – entoou um mantra. - Tempestade elétrica de Asura.

Um raio caiu na ponta da espada e dividiu-se em vários partindo em direção aos dois.

Radamanthys pegou Faro e abriu suas asas, parando o ataque.

- Esse é o seu poder? – Rada sorriu com desdenho.

Chitei apenas sorriu. Surpreendendo-os, alguns raios saíram da terra atingindo-os.

- Ate logo. – o guerreiro sumiu entre a nuvem de poeira.

- Espere! – Rada levantou, mas foi de joelhos ao sentir um formigamento na perna. – droga.

- Esse cara é forte. – disse a índia de joelhos no chão. – consegue se mexer?

- Não foi nada. – ele levantou. – meus subordinados são bem mais fortes que ele.

- Sei...

-Vamos embora. – o juiz deu meia volta, mas parou ao sentir uma pequena ardência no braço esquerdo. – "ainda está doendo?" – estranhou.

- O que foi? – Faro aproximou, tocando o braço.

- Nada.

- Como nada? Seu braço está quente.

- Já disse que não é nada. – puxou o braço. – vamos.

Faro deu nos ombros passando a segui-lo. Caminharam poucos metros ate que o juiz achou um bom lugar para escalar.

- Sua telecinese consegue nos erguer?

- Bom... eu faltei a varias aulas... então não domino... melhor nem tentar.

Rada rolou os olhos.

- O jeito é escalar.

Começou a escalar, sentiu um leve incomodo no braço, mas nada que pudesse atrapalhar. Faro o fitava e segurou para não rir, ao vê-lo cair.

- Droga.

- Não é melhor procurarmos um lugar mais fácil?

- Não temos tempo. Quanto mais rápido sairmos desse lugar melhor. Estou começando a odiar Tenkaiken.

- Eu gosto daqui. Me lembra muito o Brasil do meu tempo.

Ele ignorou o comentário. Faro começou a escalar, tomando todo o cuidado.

- "Não deveria ter faltado as aulas..." – pensou suspirando.

Assim como Rada, a brasileira escorregou e não bateu diretamente no chão, porque caíra em cima do inglês.

- Ai.. sua desastrada!

- Desculpe...

Os dois fitaram-se. Faro prendeu a respiração ao vê-lo tão de perto e ficou surpresa quando ele tocou seu rosto.

- Radam...

Não concluiu, pois o juiz a beijou e só pararam pela falta de ar.

- Me desculpe. – disseram os dois ao mesmo tempo.

Os dois levantaram as pressas afastando.

- É melhor continuarmos. – disse o juiz.

- Sim.

Continuaram a caminhada em silencio.

- Radamanthys talvez... – ela tocou no braço dele sentindo-o quente. – o que houve com seu braço?

- Nada. – ele puxou.

- Como nada? Está quente.

- Não é nada. – disse ríspido.

- Seu grosso, só quero ajudar.

- Dispenso.

- Só estava querendo ajudar! Não precisa ser grosso!

Ele não disse nada.

- Nunca pensei que os juízes fossem tão grossos! Ate Hades é educado. Você e Minos faltaram nessa aula, ainda bem que o Aiacos se salva.

Uma veia saltou no rosto do inglês.

- Por que essa fixação pelo Aiacos? - a segurou pelos braços. – saiba que ele é pior do que eu.

- Eu não entendo essa raiva que você tem dele. Só de pronunciar o nome dele fica assim! Por que disso? O que ele te fez? O que...

- PORQUE ELE ESTA ROUBANDO VOCÊ DE MIM! - berrou a plenos pulmões ficando roxo ao perceber o que tinha dito.

- Como... – Faro o fitava surpresa. – o que disse?

Ele a soltou afastando.

- Fale. – a voz dela saiu séria.

O juiz continuou calado dando as costas

- Fale Radamanthys. – a voz saiu fria, decidiu usar essa entonação para fazê-lo falar, pois por dentro...

O juiz soltou um longo suspiro. Como era difícil falar o que sentia. Preferia enfrentar os cavaleiros de Atena, os marinas de Poseidon, os guerreiros de Brahma do que falar o que sentia. Faro o observava, pelo que o conhecia sabia que expressar sentimentos não era uma virtude dele.

- Radamanthys. – chamou mais uma vez.

- Eu gosto de você. – disse sem se virar.

A brasileira arregalou os olhos.

- Não sei como aconteceu, mas aconteceu.

- E se eu disser que gosto do Aiacos? – a voz continuou séria. – o que vai fazer?

Ouvir aquilo era como se levasse um golpe a queima roupa.

- Não posso fazer nada. – disse resignado. – só posso aceitar a sua decisão.

Faro deu um sorriso contido. Aos poucos foi aproximando do juiz.

- Às vezes você é um grosso, prepotente e sem educação, mas...

Surpreendendo-o ela agarrou o braço dele.

- Aceito ser sua namorada. – sorriu.

- O que? – ficou vermelho.

- Não teremos um relacionamento? – sorriu diante da cara que ele fez. – portanto seremos namorados.

- Não di-ga bo-bagens. Sou um ju-iz do in-ferno – gaguejava. – não pos-so ter envol-vimen-to.

- Você fica lindo constrangido.

Ele corou ainda mais.

- Vamos?

Ele não disse nada, apenas acompanhando-a.

O.o.O.o.O.o.O

Em Tenkuukai, Shati observava o jardim da sua varanda. Não tinha tido uma boa noite de sonho tamanha preocupação para com seu irmão, Shion e os outros. Só saiu dos seus pensamentos ao escutar a porta se abrindo e nela aparecer uma mulher de longos cabelos prata.

- Bom dia Shati.

- Eu te conheço?

- Sim. Sou Hekat, mas você me conheceu como Rosa.

- Como?

- Toque minha mão. – ela estendeu o braço. – poderá tirar a prova.

Shati fitou a mão estendida e a tocou. Veio-lhe na mente o dia em que conheceu Rosa.

- Rosa? Mas como?

- Venha vou te explicar tudo.

Hekat a conduziu ate um divã, onde contou toda a sua historia ate o despertar no dia anterior.

- Isso tudo é fantástico. – disse a indiana. – Mu deve está muito feliz.

- Eu acho que sim. – deu um meio sorriso.

- Por que está aqui? Brahma não te soltou?

- Soltou. Mas voltei por conta própria. Você sabe dos planos dele?

- Ele acha que sou Vishnu e quer me usar para destruir o mundo. Ele é maluco. Eu não sou Vishnu e ainda destruir o mundo?

- Imagina como ele pode te usar para isso?

Shati balançou a cabeça de forma negativa.

- Ele quer seu cosmo, a energia que está dentro de você.

- Ele vai me matar?

- Se ele te matar, toda a sua energia se perde. Ele tem que retira-la aos poucos, mas se não for da forma correta pode levar a morte. Eu sei de uma maneira de tirar sem que você morra.

- Vai ajuda-lo? – Shati levantou alarmada. – você sabe o que ele quer fazer.

- Eu sei... – suspirou. – não está sendo fácil, mas... – a fitou. – se você fosse eu e Shion o Adriel o que faria?

A indiana levou um susto.

- Esta enganada Rosa, Shion e eu...

- Vocês gostam um do outro. Está estampado na sua cara. – sorriu. – e na cara de Shion também. Ele gosta muito de você. Só não teve coragem de dizer por conta da sua condição. É uma deusa. Adriel também passou pelos mesmos questionamentos. Pelo menos vocês não tem ninguém perseguindo-os. Eu sou forte, mas Zeus pode fazer alguma coisa a Mu e aos outros. Não me perdoaria se algo acontecesse a eles.

- Brahma te prometeu alguma coisa?

- Sim. Que deixaria o santuário de Atena em paz. Você e Shion poderiam viver juntos sem ninguém para atrapalhar.

- Mas... e o resto do mundo? Seria justo Hekat? Se realmente sou Vishnu posso unir meus poderes aos seus e juntas parar Brahma.

- E os outros? Lutaremos contra Brahma enquanto Shion, Shaka e Mu lutariam contra os guerreiros Yuga.

- Deve haver outra maneira Rosa.

- Queria que houvesse.

- Contou isso ao Mu?

- Ele não me entenderia. Shati, eu só quero que todos vivam em paz, só isso. No passado vi minhas guerreiras serem mortas, vi Adriel ser morto eu não quero passar mais por isso.

- Acredita que Brahma vai cumprir o prometido?

- Não totalmente, mas não há outra saída. Pelo menos por enquanto não. – levantou. – eu farei de tudo para protegê-la e aos demais. Eu prometo. Ate mais tarde.

Hekat saiu deixando a indiana pensativa.

O.o.O.o.O.o.O

O grupo seguia calado, não sentiam mais cosmo algum. Minos seguia em silencio. Suely não entendia a atitude do juiz, como ele poderia ter deixado um companheiro para trás? Somado a isso a preocupação com Farolainy.

- Tenho a sensação de estarmos sendo vigiados. - disse Kanon.

- Fiquem em alerta. – disse Shion, que também sentia que estavam sendo seguidos.

- Será que estamos na direção certa? – indagou Aioria.

- Acho que...

Deba silenciou, pois vindo do nada, uma nevoa densa começou a preencher o local.

- Fiquem apostos. – disse Shion.

- Não consigo ver nada. – disse Clarice.

- Não se afaste de mim. – Deba segurou sua mão.

Estava cada vez mais difícil de enxergar. Suely olhava para os lados e já não conseguia ver Lara e Vanda que estavam perto dela. Tudo foi rápido. A amazona do sol sentiu alguém tampar a sua boca e puxa-la para trás.

Minos percebeu a movimentação indo atrás, no segundo depois a nevoa desaparecera por completo.

- A nevoa sumiu... – murmurou Aiolos.

- Estão todos bem? – indagou Saga.

- Cadê a Su? – Vanda a procurava.

- Minos também sumiu. – disse Kamus.

- O que faremos mestre?

Shion olhou para o céu a procura de algum indicio.

- Eles querem nos separar, mas não podemos ficar para procura-los. Talvez esse seja o objetivo do inimigo nos atrasar. Vamos, quando chegarmos em Tenkuukai se eles não aparecerem mandarei um grupo.

Concordaram prosseguindo. Do alto de uma coluna...

- Aquele deve ser o líder. – disse Kali.

- Quer que o mate?

- Não Geitei. Vá brincar com aqueles dois, mas sem mata-los.

- Sim senhor.

O homem sumiu. Kali voltou a atenção para o grupo.

- Farão um longo percurso ate Tenkuukai.

Suely tentava se libertar das mãos que a prendia, ate que dando uma cotovelada, foi solta, contudo não havia ninguém.

- Onde...

Olhou ao redor, estava as margens de um lago, bem no meio dele erguia uma arvore com o tronco retorcido, como um pano depois de torcido. De suas galhas saiam pequenas cascatas de agua.

- Que lugar é esse?

- Gostaria de saber.

A amazona olhou para trás deparando com Minos.

- O que faz aqui?

- Você abaixou a guarda e foi pega. – deu um sorriso cínico.

Suely estreitou o olhar, começando a andar.

- Aonde vai?

- Me juntar aos demais.

- Fomos separados. Não passamos perto de um lago.

- Que seja. Vou encontra-los. – recomeçou a andar.

Minos começou a segui-la. Os dois andaram por cerca de dez minutos e nada.

- Estamos andando sem rumo. – disse o juiz.

- Pelos menos estamos andando.

Seguiam tranquilos quando começaram a sentir um poderoso cosmo. Os dois ficaram em alerta.

- Om Sendah Ratah Asura. Tempestade elétrica de Asura.

Uma poderosa descarga elétrica partiu de um ponto indo na direção de Suely e Minos. O juiz elevou seu cosmo protegendo os dois.

- Apareça! – gritou.

- Vejo que os humanos não são tão fracos. – gargalhou.

- Mostre o rosto! – disse Suely.

- Como quiser minha cara.

A agua do lago se agitou, aos poucos foi aparecendo a figura de um homem que pairou sobre a agua. Ele trajava uma armadura negra, semelhante as armaduras Yugas. Tinha cabelos brancos bem curtos, usava uma tiara ao redor da testa, os olhos eram violetas e aparentava ter vinte e cinco anos.

- Meu nome é Gitei do reino de Asura. É um prazer conhece-los.

- Você que criou a nevoa? – indagou a amazona.

- Sim, queria brincar com vocês. Pena que meu mestre não autorizou a suas mortes.

- Pois o meu aprecia a morte. – Minos começou a elevar seu cosmo. – e será um prazer ter uma alma diferente.

Gitei apenas sorriu.

- Asas Infernais!

Antes que Minos disparasse seu ataque novamente a nevoa encobriu o local.

- Teremos tempo humano. – Gitei sumiu em meio a nevoa, mas sua voz era nitidamente ouvida. – não se preocupe.

A nevoa e ele sumiram.

- Ele só queria brincar. – disse Suely.

- Não me diga. – Minos ironizou.

- Você sempre é assim? Um antipático?

- Sou, vamos sair daqui.

O juiz pegou o braço de Su puxando-a.

- Me solta!

- Só quando chegarmos a aquele maldito palácio.

- Já disse para me soltar!

- Calada! Vamos sair daqui antes que surjam mais desses caras.

- Hum... – sorriu com deboche. – ficou com medinho.

- É burra mesmo. – a fitou. – não percebeu que desde que entramos nessa porcaria de floresta estamos sendo vigiados? Primeiro Radamanthys, agora nós, além do mais tem alguém com um cosmo muito poderoso no seguindo de perto. Não sabemos como são esses inimigos, sendo assim é melhor ficarmos juntos.

Suely calou-se, pela primeira vez teve que concordar com ele. Estavam em território inimigo e qualquer descuido... resignou-se a continuar sendo "puxada" por ele.

O.o.O.o.O.o.O

O grupo continuava a caminhar e já havia passado uma hora desde que Minos e Suely foram separados. A sensação que estavam sendo vigiados havia passado e mais tranquilos apenas desfrutavam da paisagem, muito exótica por sinal. Depois de atravessarem uma densa floresta chegaram a uma extensa planície, nela ficaram encantados.

- Uau... – murmurou Jacke.

- É a coisa mais impressionante que já vi. – disse Kamus.

Olharam para cima. Era uma arvore gigantesca de troncos retorcidos, no alto não viram uma copa com folhas, os troncos sustentavam uma grande porção de terra, como uma ilha suspensa.

- Esse lugar é impar. – disse Sarasvati.

- Sim. – disse Saga que fitava o horizonte, onde viu mais porções de terras suspensas.

- Como será que essa terra é sustentada? – indagou Aiolos.

- Deve haver algum poder, um cosmo que faz essa sustentação. – disse Shaka. – deve ser da mesma forma que Atena mantem o santuário intacto.

- Temos um problema. – disse MM.

- Qual?

- Não passamos por aqui ontem. Não me lembro de ter visto esta arvore. Alias não me lembro de nada do caminho que fizemos ate agora. Acho que estamos na direção errada.

- Ou nos fizeram desviar. – disse Mu.

- O que faremos mestre? – indagou Deba olhando para Shion.

- Vamos seguir em frente. – disse Shaka.

Olharam entre si concordando. Andaram por mais uma hora.

- Droga desse jeito a gente não chega nunca. – reclamou Kanon tirando um galho da sua frente. – já é a quinta montanha que subimos.

- Tenho que concordar com ele. – disse Aioria. – estamos andando sem rumo.

- Vamos continuar subindo, lá de cima poderemos ver onde estamos. – disse Idril.

A ideia foi acatada por todos. Subiram, mas não era uma montanha e sim uma elevação.

- É impressão minha ou estou escutando barulho de um rio? – indagou Anahí.

- Só pode ser um vale... – murmurou MM. – vamos ter que descer tudo...

Alcançaram o ponto mais alto e quando viram a paisagem...

- Retiro o que eu disse. – disse Kamus. – isso é a coisa mais impressionante que já vi.

Estavam no topo de um penhasco, logo abaixo um rio corria pela planície, mas não era um rio qualquer, para qualquer lado que se olhava não via seu fim, sua largura, era metros e metros de agua cristalina e mansa. Só a visão do rio era de impressionar, mas o que se erguia, suspenso, bem no meio dele, deixou-os com a respiração suspensa. Era uma construção singular. De uma margem a outra, passarelas douradas ligavam o palácio. Pela agua ser tão cristalina a obra era refletida no rio. Ela não seguia os moldes hindus tradicionais, pois tinha a forma de uma flor de lótus fechada, era todo revestido em material dourado. O que servia de sustentação das pétalas comunicava-se com as passarelas douradas. Duas "pétalas" estavam abertas, uma de cada lado e delas jorravam uma cascata. Uma estatua gigantesca estava encrustada na "pétala central"

- Acho que tomei um dos remédios do Saga. – disse Deba. – estou tendo visões.

- Não está meu amigo. – disse Mu. – é real, bem real.

- De quem deve ser isso? – indagou Jacke. – isso é um templo? Palácio?

- Nunca vi uma construção como essa. – disse Shivani. – foge dos padrões hindus.

- E ela esta flutuando sobre o rio. – observou Clarice.

- Pelo menos sabemos que não é o palácio de Brahma. – disse Shion. – pelo que me lembro ele citou que Vishnu e Shiva tinham palácios aqui.

- Só pode ser de um deles.

- É de Shiva. – disse Sarasvati. – a estatua representada é Shiva.

- E vamos ver se ele ou ela está em casa? – indagou Kanon.

- Brahma disse que Shiva não reencarnou na Terra, será que esta aqui? – Meena olhou para as companheiras.

- Não sinto shakti nenhum. – disse Idril.

Shaka fitou o palácio. Estava impressionado pela arquitetura e como Idril também não sentia shakti algum, apesar de algo dentro de si dizer que ali ele era bem vindo.

- Vamos entrar. – disse.

- Mas Shaka, isso vai nos atrasar. – disse Saga.

- Talvez encontremos pistas para parar Brahma.

O indiano voltou a caminhar, o grupo olhou para Shion.

- Vamos. – disse o ariano.

Por ali...

Kali observava o grupo se dirigir para o palácio.

- Infelizmente não posso entrar, mas o que farão em Tenkupen?

O grupo chegou a margem do rio.

- Parece tanto com o Ganges. – disse Saras. – nosso rio possui muitas historias, uma delas diz que ele se origina nos céus e corre ate a Terra.

- Faz sentido. – disse Jacke. – o tamanho dele. – ela olhou de um lado para o outro. – parece não ter fim.

- Algumas tradições dizem que Vishnu contribuiu para que o Ganges descesse a Terra outras dizem que é Shiva. – Meena tocou as aguas. – acho que quem criou foi realmente Shiva.

- Acha que esse rio é a parte celestial do Ganges? – indagou Shaka olhando-a.

- Estamos em Tenkaiken, tudo é possível.

- Vamos entrar. – chamou Shivani.

Dirigiram-se para uma das passarelas que conduziam ao palácio. As vias eram largas e delas podiam ver os peixes. O rio parecia um lago de tão tranquilo. A medida que se aproximavam o palácio mostrava-se mais imponente. Depois de cinco minutos pararam em frente a um grande portão dourado com dizeres em sânscrito.

- Quem bate a campainha? – brincou MM recebendo um olhar feio de Shivani.

O virginiano tomou a frente. Não havia fechaduras ou algo que pudesse abrir a porta. Apenas havia no meio, uma inscrição com o nome de Shiva circundado por um circulo.

- Essa porta só deve ser aberta pelo próprio Shiva ou algum dos seus guerreiros. – disse Saras. – não temos como entrar.

Shaka ignorou o comentário e depositou a mão sobre o símbolo de Shiva. A porta emitiu um brilho para em seguida começar a abrir.

Saras o fitou sem entender.

- Talvez Shati me passou um pouco de seu poder. – disse. – se eu conseguir abrir um Tenkai o que diria de uma porta.

Logo que a porta abriu por completo deram de cara com um enorme salão, o teto era altíssimo e pequenas aberturas quadradas faziam a tarefa de ventilar e iluminar. O chão era de mármore escuro. Ao fundo uma longa escadaria levava a uma porta negra. Nas paredes vários entalhes de cenas hindus.

- Pelo silencio, não tem ninguém. – disse Kamus. – esse lugar deve ser enorme para explorarmos, levaríamos horas.

Clarice olhava ao redor ate que teve sua visão chamada por algo na parede da porta principal.

- Pessoal...

Eles olharam para onde ela apontava.

- O que é isso?

Na parede sobre a porta erguia-se um conjunto de caracteres com desenhos, alguns com cores diferentes. Eles estavam envolvidos por um retângulo feito de mármore.

- Já vi isso antes... – disse Idril. – em um dos livros da biblioteca tem um desenho parecido. Diz a lenda que era o mapa de Tenkaiken.

- Realmente se parece com um mapa... mas alguém consegue ver direito?

- É pra já. – Shivani elevou seu shakti, criando bolas de fogo. Mirou-as nas lanternas que haviam na parede, mas nem precisou, o simples elevar de sua energia acendeu-as. – que eficiência. Saras é com você.

A indiana aproximou ficando alguns minutos em silencio, minutos esse que Saga não deixou de fita-la.

- Estão vendo essa parte em azul? Que liga um lado ao outro?

- Sim.

- É o Ganga. Parece que ele nasce aqui e corre por toda essa extensão, ate sumir naquele ponto. – o dedo atravessou de um ponto ao outro. – estão vendo aquele símbolo em dourado? É o símbolo de Vishnu, na certa o palácio dele fica nesse ponto.

- E aquele ponto em dourado bem no meio? – indagou Seth.

- É o palácio de Brahma. Pela direção dos traços, Ganga nasce aqui e acaba no palácio de Vishnu.

- Mas porque não vimos esse rio?

- Ele não passa exatamente em baixo do palácio de Brahma, aqui ele faz uma curva. As distancias aqui são absurdas, o Ganges de Tenkuukai deve ser longo.

- Então... – disse Shion. – lembro-me de Brahma nos dizer que nos enviaria para o norte, para chegar ao palácio dele deveríamos ter seguido em linha reta, no entanto seguimos para o leste.

- Podemos seguir o rio. – disse Vanda. – ele pelo menos vai nos deixar próximos ao palácio de Brahma.

- Vanda tem razão. – disse Seth. – é nossa única alternativa.

Alheio a isso tudo, Shaka olhava ao redor, tinha a sensação de conhecer aquele local e a imagem da sala de mármore branco veio lhe na mente.

- "Será que aquele lugar era aqui?" – indagava-se mentalmente.

Ele voltou o olhar para o teto onde viu a imagem de Shiva gravado em alto relevo. Ficou por vários minutos fitando a figura. Jacke que o observava acompanhou o olhar dele achando estranho ele fitar o teto que não tinha nada.

- Algum problema Shaka? – indagou, fazendo os outros voltarem a atenção para ele e também dirigirem o olhar para o teto, onde na visão deles não havia nada. O virginiano não escutou. – Shaka?

- Sim? – a fitou.

- Algum problema?

- Não...

- Encontrei algo. – disse Saras. – um atalho.

- Atalho? – Saga aproximou.

- Dessa distancia não dá para ler muito bem... – a indiana forçava a visão.

- Não seja por isso.

Usando sua telecinese Mu a levitou ate a altura do mapa.

- Obrigada.

A guerreira Yasha estudou os desenhos e símbolos que havia na parte de baixo do desenho do palácio de Shiva.

- E então Saras? – Meena a fitava.

- Segundo essas inscrições, o rio Ganges é alimentado por uma fonte que se encontra nesse palácio. Essa fonte além de ser responsável pelo abastecimento do rio funciona como um Tenkai.

- Como?

- Como Ganges atravessa todo Tenkaiken, essa fonte pode levar a qualquer ponto.

- Tem certeza disso Saras? – indagou Shivani.

- Sim.

- Formaremos três grupos: Aldebaran, Clarice, Jacke, Shaka, Idril e Aioria seguem pela esquerda. Sarasvati, Saga, Lara, Miro, Shivani e MM pela direita. Os demais seguem comigo pelo centro. Quem achar a fonte comunica-se com os outros.

Concordaram. O grupo do taurino seguiu pela porta dourada da esquerda da escada, o grupo de Saga passou pela porta da direita e os demais seguiram pelas escadas.

O grupo de Saga passou por vários locais, encontrando os mais diferentes ambientes, mas nada que levasse a fonte. Também não estavam tendo a mesma sorte o grupo do brasileiro, Shaka seguia calado o que deixou Jacke apreensiva, tinha certeza que estava acontecendo algo a ele.

Depois de passarem pela escadaria o grupo de Shion chegou a outro salão tão grande quanto o anterior. Seguiram por corredores, desceram e subiram escadas, mas nada que levasse a fonte. Ate que atingiram um salão todo em mármore branco, tanto no chão quanto nas paredes e no teto.

- Que lugar lindo. – disse Vanda. – nem no Olimpo tem um salão como esse.

- E aquela porta dourada? – apontou Mu.

Olharam entre si, caminhando para a porta. Não havia fechadura, apenas entalhes em sânscrito.

- Como se abre isso? – Kanon forçou, mas não adiantou.

- Talvez precise de shakti. – disse Meena.

A indiana colocou a mão na porta e liberou sua energia, mas não resolveu.

- Essa fonte só pode está atrás dessa porta. – disse Shion.

- E como vamos abrir? – indagou Mu.

- Shaka. – o grande mestre elevou seu cosmo chamando pelo virginiano, não chamou os outros, pois poderia ser alarme falso.

Não demorou muito para o virginiano chegar junto com os demais. Assim que ele pisou no salão...

- "Esse lugar..."

Jacke também teve a mesma impressão.

- "Mas é aquele lugar." – olhou para Shaka.

- Achamos que essa fonte esta atrás da porta. – disse Kamus. – consegue abri-la?

O virginiano não o ouviu.

- Shaka? – Mu aproximou ficando preocupado com o amigo. – algum problema?

- Esse lugar...

- O que tem? – indagou Shion.

- Nada.

Shaka caminhou ate a porta dourada tocou o símbolo que estava no meio dela e segundos depois a porta abriu. A claridade cegou-os por segundos ate que a imagem revelou diante de seus olhos.

- Esse lugar não me cansa de me surpreender. – disse Kamus.

- Uau... – murmurou Clarice.

O lugar parecia a céu aberto e era um campo coberto por grama. Havia varias flores e uma suave brisa soprava. O jardim parecia não ter fim, para todos os lados que se olhavam só viam o jardim. A certa distancia, erguia-se a fonte, feita de uma pedra cinzenta, sob elas algumas pedras flutuavam e dessas pedras desciam pequenas cascatas de agua.

- Então essas aguas alimentam o Ganges. – disse Meena aproximando.

- Vou chamar os outros. – Shion elevou seu cosmo.

- Como é o tal Tenkai? – Vanda aproximou da beirada tocando a agua.

- É o que vamos descobrir Vanda. – disse Idril.

A indiana olhou-se nas aguas. Querendo ver a profundidade da fonte esticou o braço para tocar o fundo, contudo...

- É fundo...

- O que foi Idril?

- Essa fonte não é tão rasa assim Aioria. Minha mão não chega ao fundo.

- Vamos ver...

O leonino sentou na beirada e colocou as pernas para dentro.

- Ainda não toquei no fundo. – esticou um pouco mais o corpo e nada. – qual a profundidade disso?

- Não alcançou o fundo? – indagou Aldebaran.

- Não. O jeito é entrar, me segura para uma emergência.

Deba sorriu, Aioria não gostava muito de agua. O grego foi soltando o corpo, com Deba segurando seu braço. A agua bateu ate o pescoço dele, mas nada dos pés tocarem o chão.

- Nossa isso é fundo. – disse. – meus pés não tocam o chão.

- Prende a respiração.

Obedeceu, Deba foi soltando-o ate as próprias mãos tocarem a agua, depois puxou o leonino.

- Nada. É mais fundo.

Nesse instante o ultimo grupo chegou.

- Acho que estou usando os remédios do Saga. – disse MM. – esse Tenkaiken é psicodélico. Não encontro nada normal nesse lugar. Primeiro uma nave feito de pedra, depois esse palácio, um rio que não tem fim, agora isso! Por acaso eu sou a Alice?

Kanon o fitou sem entender nada.

- A rainha vermelha é Brahma, a branca é a Shati. Os gordinhos gêmeos nem preciso dizer quem são. O chapeleiro maluco, nosso caro virginiano. A lagarta é o Shion, a ratinha invocada, é alguém que conheço... – olhou para Shivani. – e por aí vai...

- Ele surtou? – Jacke cutucou Deba.

- Ele é surtado.

- As pessoas normais também pensariam da mesma forma se visse o santuário de Atena ou o Meikai. – disse Lara.

- Tem razão...

- Pare de dizer bobagens. – Shivani cutucou-o.

- E então Sarasvati. – disse Shion dando um suspiro desanimado. – a fonte é essa. E agora?

- Vamos entrar nela.

- Mas não tem fundo. – disse Idril. – e se não for só isso.

- Um enigma atrás do outro... – murmurou o canceriano recebendo um beliscão de Shivani.

- É só entrar. – disse Shaka, causando estranheza em todos.

- Por que diz isso Shaka? – indagou Seth.

- Não sei ao certo, apenas sinto que devemos entrar e mentalizar o local que queremos ir.

- Já que é assim... – Deba dirigia-se para a fonte. – vamos mentalizar aquele local que a nave de passarinho pousou, na escadaria.

- É um bom lugar.

- Mas e a Vanda e Suely? – indagou Anahí. – como vamos avisa-las sobre isso, ou pelo menos orienta-las?

- Deixa isso comigo. – disse o taurino. – quando chegarmos lá eu aviso.

Mesmo achando tudo muito estranho o grupo não teve alternativa. Deba pegou Clarice no colo e pulou na agua. Esperam para ver se ele voltava, mas não voltou.

- Bom bambinos e bambinas. – MM subiu na beirada. – nos encontramos mais tarde.

MM pulou.

Aos poucos o grupo foi pulando. Na vez de Aioria... ele ficou parado na beirada.

- O que foi Aioria?

- Sou um pouco cismado com agua Idril. – disse envergonhado.

- Não vai acontecer nada. – estendeu-lhe a mão sorrindo. – segura.

- Obrigado. – corou.

- Ah! Vão logo! - Sem cerimonia Kanon empurrou os dois. – que enrolação.

- Você hein? – Anahí o recriminou.

- Fica nessa enrolação. – protestou.

- Então vai. – Ani o empurrou.

- Eiiiiiiii... – ele nem terminou a frase.

Shion que assistia suspirou desanimado.

- Vamos Mu.

Os dois arianos pularam. Saga subiu na beirada e voltando o corpo estendeu a mão para Saras.

- Obrigada. – agradeceu a indiana um pouco rubra.

- Pronta?

- Sim.

Os dois pularam. Em seguida Meena subiu.

- Vamos Kamus?

- Sim.

Os dois não deram as mãos, mas ficaram bem próximos um do outro, pulando junto.

Jacke estava prestes a subir quando viu o virginiano parado com expressão contemplativa.

- Acorda quinta essência. – bagunçou lhe os cabelos loiros. – esta surtando como o Giovanni? – riu.

- Lembra daquele dia? No templo, em que aparecemos num lugar como esse?

- Lembro. – ficou séria. – será que viemos para cá?

- Eu não sei... desde que entrei nesse lugar... estou me achando tão estranho... como sei que é só entrar nessa fonte para sermos transportados?

- O tal Buda, não? Às vezes ele está falando com seu inconsciente.

- Pode ser...

- De qualquer forma não temos outra saída. – subiu na beirada da fonte.

- É... – Shaka continuou parado.

- Não me diga que está com medo de pular? – deu um sorriso lavado.

- Claro que não. - Começou a andar ajeitando os cabelos atrapalhados. Se fosse qualquer outra pessoa já tinha mandado para um dos seis infernos, mas como era ela... – o maximo que vai acontecer é ficarmos encharcados.

Parou ao ver a mão dela estendida para ele. Desde o desaparecimento da irmã, todas as horas eram de martírio, mas... em meio ao caos que se instalara em sua vida, ter Jacke por perto, mesmo que as vezes ela seja irritante, o deixava mais calmo.

- Obrigado. - Segurou firme na mão dela. – preparada?

- Sempre estou preparada.

Os dois pularam.

Continua...

n/a: Quando eu utilizar o termo Asura sem o "h" estou me referindo a classe de demônios na mitologia hindu. Quando for Ashura" com "h" estou me referindo a Shivani. Maiores explicações nos próximos capítulos.