Olá!

Antes de tudo eu gostaria de fazer uma pequena declaração: Desculpem pela demora... mas ai vai um novo capítulo para vocês. E ainda gostaria de acrescentar que o próximo vai demorar para sair também. Mas não fiquem com raiva, plix. Estou fazendo tudo isso para vocês. Devido ao fato de eu estar sofrendo acessos grandes de branco somados falta de tempo por causa do trabalho... eu descobri que a melhor maneira de desempacar *e este capítulo só saiu por isso* é relendo alguns fragmentos de mdp. Entonces... vou ver se desempaco de vez lendo a fic todinha. aproveitando para pegar aquelas partes importantes para não deixar nada passar batido *tinha isso num bloquinho... mas não sei onde o bendito foi parar* em fim... espero que isso funcione! o/ E saia capítulos mais facilmente.

Quanto a LM... ele também vai demorar um pouco. Mas já tenho um capítulo indo para a metade. :P

Agradeço a compreenção de todas desde já.

Amo vocês!

Beijokas para vocês!

e

Boa leitura.

Espero que gostem.


Marcas de um pecado

Engo

\Capítulo Trinta e Oito\

Dia 01…
.

Encantadas com os objetos e absortas em suas conversas a respeito de Shima no Ten e suas prioridades, acabaram por perder a noção do tempo, e apenas se lembraram que necessitavam se alimentar quando o cheiro de comida atingiu-lhe o nariz. E abandonando a casa de armas, imediatamente puderam ver a mesa novamente arrumada para que as crianças pudessem comer antes que os adultos se sentassem ali.

Enquanto isso, puderam ver que um grupo de homens se encontravam disputando em uma luta de treinamento longe do toldo que havia sido erguido para protegê-los da chuva, recebendo olhares indignados das mães que tentavam alimentar seus filhos. Homens sem camisa e que as fizeram corar. Constrangeram-se, afinal, nunca haviam se aproximado tanto de homens antes, e muito menos os visto sem uma peça de roupa.

# Alguns aqui sentem a necessidade de fazer isso vez ou outra.

A voz feminina as assustou e, sobressaltadas, voltaram os olhos para a jovem que vinha andando até elas. Seus cabelos negros presos em uma perfeita trança e que parecia realçar ainda mais as mechas vermelhas que ela tinha ao longo dos cabelos. Mechas, que elas descobriram fazer parte da pintura do cabelo de algumas das mulheres ali. Mulheres, que assim como ela, carregavam uma espada presa na cintura de seus vestidos.

# Chamar a atenção, quero dizer. - explicou. - Sou Izyara. Filha de Izaya. - ela sussurrou, sorrindo enquanto estendia a mão para Akani.

# O nome e sua face, não negam. - Akani disse, apertando a mão dela.

# Mamãe gosta dessas coisas. - revelou, abaixando a mão, e olhando para Yuly e Giny. - Nomes parecidos, quero dizer. É costume daqui colocar o nome paterno, ou algum que se assemelhe. Como ela não teve filhos homens usou isso com as duas filhas dela. Ao menos eu agradeço que tenha sido com o nome dela. - fez uma careta. - Não acredito que meu nome fosse ser interessante de se pronunciar se viesse de algo do nome de papai.

As Miko sorriram, totalmente atentas ao fato de que a moça estava tentando quebrar ainda mais o gelo que existiam entre os Taiki-Ya e as Miko. Pois, embora não a estejam mais encarando como se fossem aberrações, ninguém havia se aproximado delas para poderem conversar. Ouviram gritos e uma explosão de risos que as fizeram voltar os olhos para o grupo que batalhava. As crianças gargalhavam gostosamente ignorando as mães que tentavam alimentá-las. E as mães lançavam mais olhares revoltados ao grupo. Era evidente que eles haviam feito algo engraçado, mas o que, elas eram incapazes de perceber.

# Não liguem para eles. - Izyara disse, cruzando os braços e lançando um olhar frio para um dos rapazes, antes de se voltar para elas. - Sentem prazer em lutarem entre si em horas impróprias. Fazem isto quando passam muito tempo sem esbarrarem com um Youkai. Homens. - girou os olhos. - Parece que vão ser eternamente crianças.

# Eles não adoecem?

# Já fizeram isso tantas vezes, que nem sabem mais o que é ficar de cama.

# Isso é normal? - Yuly questionou horrorizada, agora sabendo por que ninguém ali reclamava daquele espetáculo. - Digo… eles lutarem semi-nus na frente de todas vocês? E ainda mais embaixo de chuva?

Houve um silêncio. Silêncio em que Izyara as encarou com um quê de curiosidade, antes de deixar os braços relaxarem ao lado do corpo e começar a rir. Cobrindo imediatamente os lábios com uma mão, sacudiu a outra como se estivesse a pedir desculpas por seu comportamento impróprio. Era óbvio, pelo rubor na face de Yuly e pela troca de olhares entre Akani e Giny, que aquilo não as agradara.

# Desculpem! - pediu, assim que se controlou. - Eu fiquei chocada, só isso. - colocou a mão no peito. - Me esqueci que as Miko vivem em um local onde apenas tem mulheres. - respirou profundamente. - Realmente me desculpem. - disse novamente. - Mas sim… isso é normal. Absurdamente normal, especialmente em um grupo como o nosso. - explicou, indicando os homens que ainda lutavam. - Homens gostam de treinar sem a parte de cima de suas vestes, por acharem mais confortável. E nós mulheres agradecemos… É realmente muito irritante ter de lavar rios de roupas sujas diariamente. Mamãe era uma que ameaçava tacar fogo nas roupas, caso papai ousasse treinar completamente vestido. Mas é claro que nos irrita o fato deles fazerem isso na chuva. - completou em tom baixo. - A lama é um problema.

# Homens casados também? - Yuly parecia mortificada, e Giny mantinha a boca coberta com a mão enquanto olhava o grupo. Aquilo ia totalmente contra o que ouviam nas aulas sobre o mundo longe de Shima no Ten, e sobre o casamento. - Mas isso não é desrespeitoso?

# Na verdade… não. - Izyara franziu a testa. - No mundo aqui fora, é desrespeitoso um homem se negar a proteger sua esposa, noiva, irmãs ou filhas. - sorriu. - É desrespeitoso se eles se aproximam de uma mulher deste modo e sujos. Homens e mulheres apenas podem ficar perto um do outro com uma roupa faltando quando se encontram sozinhos e em seus quartos depois de casados. - deu de ombros. - Nós aqui gostamos… e é claro que nunca olhamos para os que são comprometidos… Ao menos não de forma cobiçosa… - acrescentou de imediato. - Mas esta é uma maneira de descobrir, também, qual deles nos atrai mais e qual deles seria melhor marido. É a mesma coisa de quando um homem analisa uma mulher durante a dança. A partir disso ele quer descobrir o quão graciosa ela é. A dança diz muito sobre uma pessoa, assim como sua maneira de lutar.

# Fascinante! - Giny disse, largando a boca e desviando os olhos do grupo. Mas assim que viu os olhares de Akani e Yuly sobre si, sentiu-se enrubescer e abaixou a cabeça envergonhada. Mikos não tinham permissão para observar homens e muito menos se eles estivessem semidespidos. Estas coisas apenas podiam acontecer quando elas tinham de tratar de seus ferimentos.

# Meu noivo é aquele que está rindo feito uma hiena no lado esquerdo. - Izyara disse, indicando o Homem alto e forte que ria enquanto tentava se equilibrar no bastão de bambu, que eles usavam para simular a espada, espetado no chão coberto de lama.

As três olharam na direção indicada por Izyara. Mas Akani não manteve a atenção fixa por muito tempo nele ou em qualquer um dos homens. Enquanto analisava cada um deles com atenção, pode perceber os olhares que alguns deles lançavam para elas e em seguida os olhares praticamente enfeitiçados de Yuly e Giny. E ao notar aquilo olhou para o céu, apenas por não ter qualquer outro lugar mais seguro para olhar e não revelar seus pensamentos. Talvez não houvesse sido uma boa idéia elas terem ido até ali.

# Sério, não liguem para eles. - ela pediu novamente, parecendo preocupada com as reações delas.

# Não ligamos. - disseram as três em coro, e Izyara riu.

# Izyara… - Akani sussurrou de imediato antes que o assunto voltasse aos rapazes. - Eu vi uma arma na sala de armas e eu realmente fiquei curiosa sobre ela. A garra. - Izyara abriu a boca compreendendo imediatamente de qual ela tratava. - Ela parece ser bastante resistente e nunca havia visto Youkai algum com algo parecido.

# Sim… ele é bastante resistente. - disse, e respirou profundamente. - Pelo que me lembre, o Youkai havia pedido para que um forjador de espadas fizesse isso especialmente para ele. E ele fez um bom trabalho. Isso pode cortar uma espada como se fosse pergaminho. Pode imaginar como o Youkai se sentiu com isso nas mãos. Existiam dois, mas um se perdeu.

# Como vocês conseguiram isso?

# Ah! Temos isso aqui desde muito antes de eu nascer… não sei ao certo. - deu de ombros. - Mamãe disse que foi minha irmã que matou, sozinha, o Youkai que usava isso. O derrubou antes que ele pudesse notar o que lhe acontecia.

# Vocês usam?

# Ele é meu. - ela passou a língua nos lábios, para umedece-los. – Quando saímos para extermínio, dependendo da gravidade da situação, eu o uso.

# Sua irmã parece ser muito boa. - Giny comentou, percebendo a idolatria dela pela mulher.

# Não a conheci. Mas mamãe dizia que ela era a melhor que existia. Ela morreu. - disse com desgosto, antes que elas perguntassem algo. - Foi assassinada. - ela desviou o olhar e franziu o cenho. - Tenho que ir agora.

E antes que as Miko pudessem dizer algo, ela as deixou sozinha. Deixando evidente a todas elas que não só ela não gostava de tocar naquele assunto, como havia algo de muito errado naquilo. Algo que Akani tinha certeza de que elas iriam descobrir o que era.

ღ.ღ.ღ

Aya suspirou alongando o corpo e sentindo os músculos reclamarem pelo movimento. Havia tratado todos os ferimentos e tomado um banho, e era fato que se sentia mais aliviada, mas nada parecia ser capaz de acalmar as dores em seus músculos maltratados e na mão quebrada. Voltou a sentar-se e olhou para a janela. Gostaria de saber quanto tempo seria mantida ali, ou quanto tempo demorariam a notar sua ausência. Ou se ele viria atrás dela para tomar satisfações.

De qualquer forma, esperava que a tivessem esquecido. Tinha certeza de que ele não seria tão misericordioso quanto Inuyasha havia sido. Ele lhe tomaria a vida, antes mesmo que ela pudesse começar a implorar e justificar seu fracasso. Mas como ela poderia ter conseguido um glorioso sucesso, mesmo se tivesse conseguido tapear Inuyasha?

Inicialmente não havia antecipado uma mulher, e especialmente uma Miko que estaria tão ligada a ele, a ponto de lhe revelar a verdade, mesmo estando morta. Seria ela não apenas casada com ele nas leis humanas, mas na lei Youkai também?

Franziu o cenho e deixou a cabeça encostar-se a parede. Não. Ela teria sentido. Kagome carregaria a marca de Inuyasha e para isso os dois teriam que ter tido um contato mais íntimo. E sabia que isso não acontecera. Sua suspeita havia sido confirmada por Hyio: Ela era virgem. Então não havia como ela ser Companheira dele. Não havia como ele compartilhar de seus pensamentos com ela.

Mesmo assim, a verdade havia vindo depois da queda de Kagome no precipício. Quando Inuyasha a vira depois da invasão de Hyio, embora a houvesse tratado com violência e sem piedade, não demonstrara saber que ela a assassinara. Teria Kagome demorado tanto assim para vir falecer? Mesmo depois da queda e de ainda acrescentar mais um ferimento no corpo dela? Se assim o fosse, ela era mais poderosa do que imaginava. Naquelas condições deploráveis, ainda assim havia sobrevivido a uma queda que mataria até mesmo um Youkai se ele o fizesse de forma errada.

Respirou profundamente e encostou a cabeça na parede. A mando dos moradores de Kiseki, Sango havia vindo lhe trazer água e outros utensílios para se lavar e tratar – sozinha – dos ferimentos criados pela tortura de Inuyasha. Ainda tentara conversar com a mulher, e convencê-la a tentar ajudá-la com Inuyasha. Mas Sango se provara ainda mais fria quando a empurrara contra a parede, e a ameaçara arrancar-lhe as unhas uma por uma, acaso tocasse nela novamente. Assim como Inuyasha, Sango deveria verdadeiramente gostar da Miko.

Kagome havia tido tudo o que ela quisera: o amor de Inuyasha e amigos com quem pudesse contar. E por isso a desprezava, e não se arrependia pelo que fizera a ela. Durante toda a sua vida lutara para ser aceita. Fingira. Fora alguém que nem chegara a existir. Kagome não fazia idéia do que era aquilo e conseguira tudo.

# Bastarda! - xingou-a pela milésima vez. Odiando-a cada vez mais. Não havia conseguido enganar Inuyasha, mas ao menos tomara a vida da mulher.

Ouviu um leve som estalado, mas não deu importância para ele, enquanto se colocava lentamente de pé. Inuyasha ou seus dois amigos não viriam atrás dela tão cedo. Portanto, o barulho deveria vir dos incompetentes que trabalhavam do lado de fora, para reconstruir o que o ataque havia destruído.

"Idiotas!" Eram isso o que os humanos comuns eram. Por isso ela não se contentava em ser uma mera Humana. Nunca se contentaria com isso. "Ele tem de me devolver tudo!" olhou para a mão e a fechou, antes de levá-la em direção ao peito.

Murmurou uma maldição e mancou até a mesa, onde haviam sido deixados alguns acessórios para seu tratamento. Nada ali poderia ser utilizado para produzir uma poção para poder tirá-la dali. Precisava de um plano para evitar seu castigo, e sobreviver a falha que havia sido tentar ter Inuyasha em seus braços.

Pegou e olhou irritada para o copo de barro. Eles haviam se precavido. Não trouxeram nada que pudesse ser utilizado como arma, até mesmo por um humano comum e inútil. Nada de metal ou ferro. Tudo feito em barro.

# Ao menos não são tão idiotas como aparentam.

# Não! Não somos.

Aya se sobressaltou, e resmungou uma praga pela dor que sentiu ao virar-se com brutalidade. Distraída, não ouvira quando a porta se abrira. Olhou para a porta fechada, e em seguida, para os quatro homens parados a poucos passos, olhando-a como desejo de vingança, e segurando instrumentos utilizados em lutas e em alguns animais. Apertou o copo com força e novamente olhou para a porta. Não tinha como aquela visita ser uma das brincadeiras de Inuyasha. O seu antigo mestre adoraria lhe deixar claro que almejava vê-la ser torturada pelos aldeãos. A ausência dele, mostrava que vieram atrás dela, sem permissão.

# O que vieram fazer aqui? – deu um passo para trás, olhando para as armas que os homens impunham.

# O que acha, vadia? – disse o maior deles, que empunhava um ferro que obviamente estivera exposto ao fogo. – Já que o Hanyou não lhe quer dar o fim que merece, viemos fazer isso por nós mesmos. – sorriu de forma maliciosa.

Aya trincou os dentes, e os encarou com receio e raiva. Não iria deixar que eles lhe humilhassem como já havia sido. Não iria permitir que lhe tocassem. Não. O único que poderia tocá-la era Inuyasha, e não um homem imundo como aquele mero Humano. E iria fazer de tudo para que isso não acontecesse. Principalmente usar aquilo que jamais havia usado antes.

ღ.ღ.ღ

# Obrigado por isso, Sango.

Inuyasha disse enquanto pegava a mala e analisava Sango atirar os seus pertences dentro da bolsa. Havia lhe pedido para que ela guardasse as coisas de Kagome para ele, afinal, sabia que seria incapaz de se controlar quando começasse a tocar nos antigos pertences dela. Sabia que deveria se livrar das coisas dela, ou ao menos enterrá-las uma vez que não possuía o corpo dela para sepultá-la como merecia. Mas almejava manter as coisas dela em seu poder, para que pudesse se lembrar com mais vivacidade do cheiro dela. Para que as lembranças dela nunca fossem perdidas durante toda sua vida Youkai.

Sabia que era um ato de fraqueza, mas não estava preparado para dá-la verdadeiramente como morta. Não queria livrar sua mente da imagem e do cheiro dela, por mais doloroso que lhe fosse a recordação de seus momentos juntos. Por mais excruciante que lhe fosse a falta.

# Acha que um dia será capaz de aliviar sua dor? – Sango questionou, o arrancando dos devaneios. – Acha que será capaz de deixar para trás as lembranças e tentar ser completamente feliz? – ela torceu um pedaço de tecido o olhando com esperança e ansiedade.

# Não. – respondeu com sinceridade. – Minha mãe ainda me vem a mente vez ou outra. E… - fez uma pausa. – acredito que não conseguirei mais amar como amei Kagome. Posso estar enganado, mas não conseguirei mais ver nenhuma mulher sem me lembrar do que ela representou para mim. Sem me lembrar do motivo que a levou a morte…

"Sem me lembrar do motivo pelo qual ela estava enfraquecendo aos poucos." Acrescentou para si em pensamento. E enquanto pensava nisso, imaginou se Kagome sabia que a morte estava se aproximando dela. "Eu estou morrendo!" A fala dela era um mantra em sua mente. Um mantra que jamais o deixaria esquecer, que fora seu sangue que estivera sugando a energia dela.

Franziu o cenho e largou a bolsa no chão. O cheiro de medo e sangue antecipou o eco de gritos e o som de uma explosão, que sobressaltou Sango e a fez cair no chão, ao tropeçar na pequena gata que estivera deitada aos seus pés em uma espécie de conforto.

# O que foi isso? – foi a única coisa que ela teve tempo de dizer, antes que Inuyasha saísse correndo do quarto murmurando uma praga.

No exterior, Miroku e mais uma dúzia de aldeões se encontravam amontoados diante da cabana onde Aya estava sendo mantida presa. Cabana que havia sido reduzida a um amontoado de madeira em chamas. E odiando o fato de sentir cheiro de sangue de Aya e de mais alguns aldeões, Inuyasha se aproximou dos escombros. Os quatro corpos de homens humanos espalhados dentro do que restara, e a ausência de Aya, lhe dando uma clara idéia do que acontecera ali.

Fechou o punho com força. Sem sua permissão aqueles Humanos haviam atravessado o lacre e tentado uma bruxa. E era evidente que Aya havia facilmente conseguido fazer algo para se safar deles, embora o cheiro de seu sangue deixasse clara a idéia de que ela estava ferida. Olhou ao redor, notando que um dos homens se encontrava morto com um pedaço de ferro atravessado no peito, e resmungou mais uma praga. Aproximou-se, erguendo pela gola da camisa, aquele que se encontrava menos ferido, ignorando o fato de ele ter uma perna posta em posição estranha e o rosto banhado de sangue.

# O que vocês fizeram? – ouviu um gemido de dor, e pensou que iria ter de se repetir.

# Queríamos acabar com a assassina… mas… - fez uma expressão de dor. – em algum momento ela contornou tudo ao seu favor.

Inuyasha largou o homem no chão, e varreu todo o território com os olhos e olfato. Mas não havia sinal algum do cheiro de sangue de Aya ao redor. Era como se ela houvesse desaparecido ali mesmo.

# Ela fugiu? – Sango parou ao lado dele, juntamente a Miroku.

# Sim! – disse entre dentes.

Mas ele não estava tão irritado com isso. Aya acabaria morta de qualquer maneira. O mestre dela a encontraria, com toda a certeza, e provavelmente a exterminaria assim que descobrisse que ela falhou em seu objetivo. O que irritava era saber que não teria a chance de tentar descobrir quem o desgraçado era.

# Mas o que aconteceu aqui? – o Senhor de Kiseki, acompanhado de seus seguranças e seu filho. E após uma rápida análise do local, onde alguns já tratavam de socorrer os feridos, voltou-se para ele. – Eu disse que você teria de matar aquela desgraçada. – apontou irritado para Inuyasha.

# Isso foi culpa de seus aldeões, que não se controlaram e invadiram a cabana sem informar a ninguém. – Inuyasha rebateu.

# Não culpe meus homens por sua fraqueza. – ele rebateu. – Se você houvesse matado aquela bastarda ou deixado isso para nós, nada disso teria acontecido.

# Não ouse levantar a voz para mim. – Inuyasha disse, dando um passo a frente. Neste momento o senhor deu um passo para trás e os seguranças dele, um passo a frente. A chuva não parecia incomodar ninguém. – Aya apenas fugiu desta maneira porque intrometidos invadiram a cabana sem a permissão, carregando armas que bruxas podem utilizar sem nenhum problema. – olhou ao redor. – Por isso não quis deixar que nenhum de vocês se aproximasse dela. Sabia que iriam acabar provocando uma besteira.

# Como ousa? – o Senhor gritou após gaguejar. - Não ouse me dizer tais coisas, se foi você quem trouxe aquela assassina impiedosa até nós e não a matou.

# Nem sempre o assassinato é a resposta para tudo. - Inuyasha disse, e em seguida olhou ao redor. Era claro que eles já não eram mais bem vindos ali. - Não se preocupem em nos expulsar. Já estamos de saída. - e deu-lhe as costas.

Após isso, tudo aconteceu extremamente rápido. Uma série de gritos que sucedeu o prender de respirações, enquanto Sango derrubava três dos homens que avançaram para atacar Inuyasha pelas costas, e empurrava o Lord de Kiseki contra o chão, o imobilizando ao apontar a espada em direção ao seu pescoço.

# Nunca tente atacar pelas costas alguém que tem uma assassina profissional ao seu lado. - Sango disse, entre dentes, empurrando ainda mais a espada em direção ao chefe da cidade.

E em resposta, as respirações se prenderam e olhos se arregalaram. Especialmente o de Kiseki, que olhava para a Exterminadora como se houvesse sido traído.

# Mande seus homens recuarem. - ordenou quando os três homens voltaram a se levantar para pegar suas espadas. – Ande! – gritou quando o homem não lhe obedeceu.

# Re-recuem! – o Lord ordenou, sem pensar duas vezes, temendo a lâmina em seu pescoço.

# Agora… - anunciou lentamente. - Nós vamos embora e espero que ninguém tente nenhuma gracinha para tentar nos apunhalar pelas costas. Acho que ninguém aqui gostaria de ver as consequências desse ato. Não é mesmo?

O Lord fez um gesto ansioso confirmando, e Sango sorriu satisfeita quando todos os outros confirmaram também ao mesmo tempo em que Kirara pousou ao lado deles, em sua forma totalmente Youkai, carregando as malas de todos eles, em suas costas e entre seus dentes.

Satisfeita, deu um passo para trás e olhou para Inuyasha e Miroku antes de atirar a espada para que o Houshi a capturasse no ar.

# Sango? – Kiseki a chamou, quando ela já estava ao lado de Miroku e Kirara. – Como pode fazer isso? – indicou para os soldados e para o pai que era erguido por dois homens. – Eu acreditava em sua integridade.

Miroku ainda pensou em falar alguma coisa para defender a jovem Taiji-Ya, mas desistiu. O olhar que Sango lançou ao jovem senhor, antes de dar-lhe as costas, pegar suas coisas e avançar por entre a multidão, mostrava que ela não necessitava de defesa. Naquele momento ela interpretava a assassina impiedosa que Keiko tivera nas mãos durante anos.

E lançando um último olhar a Kiseki, querendo deixar claro que ela lhe pertencia, Miroku girou no mesmo lugar e seguiu-a, acompanhado de Inuyasha.

ღ.ღ.ღ

Os olhos escuros se ergueram da pilha de documentos que lia em direção a porta aberta de seu escritório. Ele podia sentir o cheiro da ansiedade dela e ouvir a respiração cautelosa, enquanto andava a passos cuidadosos pelo corredor. Agia assim, pois sabia que estava fazendo algo consideravelmente errado e que poderia ser castigada caso fosse pega no flagra.

Rapidamente levantou-se, decidido a se preocupar com aqueles documentos, mas tarde e avançou pelo corredor. E ao chegar na esquina do corredor que levava ao quarto onde sua esposa se encontrava trancafiada, rejeitando qualquer que fosse a visita, a viu. A pequena menina analisava a porta do quarto com atenção, obviamente concentrada em encontrar algum cheiro por trás daquela porta, afinal não havia sentido a presença dela.

Ela se abaixou diante da porta. O vestido verde claro que usava cobrindo totalmente suas pernas e se arrastando no chão, enquanto inclinava o corpo para frente, apoiando as mãos no chão.

# Rin!

Ouvir o seu nome a sobressaltou, e assim que se colocou de pé num gesto bruto acabou por pisar na barra da saia do vestido e caiu para trás, soltando uma exclamação de dor, quando a cabeça bateu no chão. Lentamente, ele se aproximou dela vendo os olhos castanhos se fixarem nele com temor, sem que ela ousasse se mover.

# Papa! - ela sussurrou, franzindo a testa enquanto esperava as reclamações.

# O que está fazendo? - ele questionou.

# Mama… - sussurrou em tom triste. - Queria ver Mama.

# Achei que havia lhe dito algo sobre isso durante o almoço. - falou, seriamente, se lembrando da conversa que havia tido com a pequena durante o almoço, onde ela notara a ausência da mãe. - Sua mãe não pode receber visitas agora, e deveria ter me obedecido quando lhe mandei ficar longe desse corredor.

# Gomen. - ela abaixou a cabeça, envergonhada. E depois olhou novamente para a porta, antes de olhar para o pai novamente. - O cheiro de Mama está diferente. - anunciou. - E sinto algo que nunca antes havia sentido. Estava curiosa.

Sesshoumaru olhou para a filha e fez um gesto, ordenando que ela se colocasse de pé e o seguisse para longe daquele corredor. A energia espiritual que emanava através da porta vinda do interior do quarto, já começava a incomodá-lo e dentro de pouco tempo começaria a incomodar Rin. Era fato que ela possuía sangue Miko correndo em suas veias, mas ela também era filha de um Youkai.

E em silêncio ela o seguiu, sabendo que receberia respostas quando o pai ou a mãe acreditassem que ela deveria recebê-las. Mas Sesshoumaru não podia explicar o que Rin estava sentindo naquele momento. Não podia dizer que o cheiro da mãe estava diferente por que ela se encontrava de pé na tênue linha que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos. E muito menos havia como dizer para a menina o que ela sentia era causada pelo fato de sua irmã mais velha estar do lado da linha que não pertencia aos vivos. Irmã que ela nunca soubera que possuíra.

# Não lhe quero ver naquele corredor novamente. - anunciou quando pararam na porta do quarto dela. - Sua mãe está resolvendo alguns problemas e por isso necessita ficar um tempo sozinha. Sei que gosta de passar algumas horas com ela, mas arrumaremos isso quando ela terminar, está certo? - Rin o encarou e fez um gesto forte com a cabeça, confirmando. - Onde está Jaken? Ele não deveria estar cuidando de você?

A menina fez uma cara de culpa enquanto cruzava as mãos atrás do corpo.

# Eu o tranquei no armário. - ela respondeu como se temesse ser punida por aquilo.

O Youkai apenas ergueu uma sobrancelha, antes de abrir a porta do quarto e mandar que ela entrasse. Aquela não era a primeira vez, e nem seria a última, que a menina tapeava o Youkai e fugia dos olhos dele. Algo que o fazia pensar que talvez estivesse na hora de colocar a menina sob vigilância de outras pessoas. Ela estava mostrando que, afinal de contas, possuía mais dos genes maternos do que ele acreditava.

# Não faça mais isso, Rin! - mandou, de seu lugar na porta, enquanto ela parava ao lado da cama. - Destranque Jaken e se prepare para o jantar. Não se atrase. - ele ordenou antes de fechar a porta e avançar para voltar para o seu escritório.

Enquanto a esposa estivesse ocupada, ele teria que tomar conta da segurança de Arashi totalmente sozinho, evitando que as barreiras ao redor da cidade se dissipassem. Afinal era aquilo que mantinha a todos ignorantes sobre a existência deles. Era isso que protegia ela e suas filhas das mentes dos outros.

ღ.ღ.ღ

Aya tropeçou na barra de seu vestido, e gritou maldições ao sentir a dor estourar em seu corpo quando ele se encontrou com o chão. Caída de joelhos e com os cotovelos apoiados no chão, deixou que lágrimas escorressem de seus olhos, misturando-se a lama e as gotas que escorriam de seus cabelos molhados pela chuva.

Estava destruída. Não havia nenhuma parte de seu corpo que não doesse. Alguns de seus ferimentos, haviam voltado a sangrar por causa das quedas que sofrera durante o pequeno percurso, arruinando todo o trabalho que tivera para tratar deles. Não tinha noção de que rota deveria seguir. Estava perdida e ferida no meio de uma floresta. E tinha certeza: não demoraria para que um animal ou Youkai captasse o cheiro de seu sangue.

# Merda! – xingou, socando o chão com força, ignorando o fato de estar machucando ainda mais sua mão. Um ato que repetiu por mais cinco vezes, enquanto gritava o xingamento em voz alta e chorava desesperadamente.

Como seu Lord Inuyasha pudera lhe fazer aquilo? Como ele pudera deixar que humanos entrassem na cabana e a atacassem? Ele deveria ter previsto que isso poderia acontecer.

Aqueles humanos não haviam se contentado apenas em humilhá-la. Chamando-a por nomes que não ouvia desde que conseguira escapar de sua cidade natal. Desde que havia sido tirada de lá quando tinha apenas três anos, por aquele que sempre lhe dera tudo o que almejara. Nomes que a fizeram se lembrar do desprezo que todos sentiam por ela, por acreditarem que ela era filha de uma bruxa com um assassino.

Não. Aqueles Humanos haviam a chicoteado. Prendido-a contra parede, rasgando-lhe as vestes e a pele com aquele instrumento que utilizavam em cavalos. Haviam lhe queimado a pele com ferro em brasa e foi naquele momento que sentiu tanto ódio que liberou o poder que prometera apenas usar quando recebesse autorização. Fora isso que a fizera ter força para matar todos os infelizes que ousaram maltratá-la.

# Que morram todos eles. – amaldiçoou-os, gritando com todas as forças que podia. – Que sofram por ousarem me julgar!

Fechou a mão, capturando a terra úmida por entre os dedos e resistiu ao impulso de gritar. Inuyasha não havia acreditado em nenhuma de suas palavras. Não havia ouvido nenhum de seus pedidos de perdão. Como ele poderia tê-la amado?

# Por quê? – balbuciou, sacudindo a cabeça de um lado ao outro. – Ele deveria ter me ouvido. – socou o chão mais uma vez, e ergueu a cabeça, olhando para o caminho de plantas a sua frente. – Ou ao menos deveria ter me matado… - queixou-se, se lamentando por todas as vezes que pedira para não ser assassinada.

Agora que se encontrava abandonada e no meio do nada, achava que, talvez, se Inuyasha a houvesse matado, teria sido muito melhor. Não era apenas o fato de estar ali, sofrendo ou correndo riscos. Não. Nada disso se comparava ao que ele iria lhe fazer quando descobrisse que havia falhado.

Havia prometido ao seu novo mestre que o faria: que tiraria Inuyasha do rumo de Batsu. Tudo isso por que não queria que seu amor fosse assassinado. O que havia feito, também o fizera por não querer que ele sofresse mais uma tentativa de assassinato por parte do homem que se tornara seu Lord.

Homem que a havia enviado a Batsu para espionar e descobrir algumas coisas sobre Inu no Taisho. Homem que ignorara seus pedidos, e tentara matar Inuyasha no ataque contra Batsu. Homem, que prometê-la libertá-la e deixar a vida do Hanyou em paz, se ela o tirasse do caminho de Batsu para sempre. Se cometesse erros, não seria apenas a vida dele que seria tomada.

"E eu teria conseguido se não fosse a tal da Miko."

# Maldição! – chorou, enquanto reunia todas as suas forças para se colocar de pé.

# Patética!

Aya sentiu o ar escapar e o sangue sumir de seu corpo. E, quase perdendo o equilíbrio ao se virar com brutalidade, pôde ver a dona da voz.

Kagura, a filha mais jovem de seu Lord, se encontrava encostada na arvore há poucos passos dela. Sua pose era despreocupada: uma de suas pernas, dobradas para que seu pé descalço tocasse a madeira. e um braço cruzado diante de seu peito, apoiando o outro pelo cotovelo.

Recuou um passo e olhando para o outro lado pode ver Kana. A pequena menina Youkai, estava sentada em uma das grandes raízes das árvores. A perna direita dobrada para apoiar o espelho que ela sempre carregava.

# Espero que não esteja achando que conseguiria fugir. – Kagura disse, enquanto batia com a ponta do leque, fechado, no queixo. – Especialmente neste estado deplorável. – ergueu uma sobrancelha, a analisando de cima à baixo.

Elas a haviam encontrado rápido de mais. Será que por todo aquele tempo a estavam espionando através do espelho de Kana? Então elas sabiam exatamente o que havia acontecido. Elas não podiam estar ali para matá-las se sabiam que a culpa não havia sido dela. Não antecipara uma esposa. E tinha certeza de que elas também não.

# Vocês vão me matar? – questionou, antes que pudesse segurar sua língua.

Kagura sorriu. E ergueu a cabeça para olhar algo excepcionalmente mais interessante por entre as folhagens, antes de abaixá-la e voltar os olhos para ela.

# Não vamos tocar em você, Aya. – ela disse. Um sorriso sinistro nos lábios, quando viu a bruxa suspirar. – Mas isso não quer dizer que vai continuar viva.

Aya sentiu-se estremecer e caiu chão ao sentir a respiração fria em sua nuca. A suas costas, Yami havia aparecido, e agora lhe sorria de uma forma malévola, deixando em evidencia exatamente o que ele estava fazendo ali. E arrastando-se para longe dele, olhou desesperada para Kagura e Kana.

# Você falhou. Não creio que estivesse querendo sair viva dessa. – Kagura debochou, sem mover um músculo de seu lugar. – Naraku ia mandar que ele fosse exterminado, mas você se intrometeu. Implorou para ir no lugar dos dois vampiros de Yami. Mas você não só não conseguiu afastar o Hanyou, como também foi expulsa e desprezada por ele. – ela fez um gesto de censura com a cabeça. – Você sabe que Naraku não é nenhum pouco misericordioso.

"E muito menos Yami!" Aya pensou com desespero.

Ignorando o Youkai, que pertencia a uma classe muito mais forte que o vampiro, levantou-se e se atirou no chão diante de Kagura. Eles não podiam matá-la. Eles não podiam deixar que Yami fosse encarregado por sua morte.

# Kagura-sama… - chamou-as, prostrada no chão. – Eu não tive culpa. Não foi minha culpa. – começou a chorar. – Eu planejava conquistá-lo, mas havia uma mulher com ele. Ele estava casado. Não consegui. – começou a sacudir a cabeça de um lado ao outro.

Kagura olhou para a mulher no chão, e em seguida para Yami – que se encostara ao tronco da árvore, mostrando-se alheio ao assunto. – antes de virar-se para Kana. A pequena Youkai estendeu os braços com o espelho na mão, antes de girá-lo; a moldura brilhou e depois de alguns segundos, Kana sacudiu a cabeça em negação.

# Não há nenhuma mulher ao lado do Híbrido. – acusou, voltando-se para Aya, que ficou ainda mais desesperada, começando a gaguejar palavras sem nexo, quando Yami deu um passo à frente.

# Ela não está com ele agora. Eu a matei. – gritou.

Aya quase gemeu em alívio quando Yami recuou, irritado, para seu lugar. Embora fosse poderoso, o Youkai apenas iria atacá-la com a autorização de Kagura, a mulher por quem, aparentemente, ele era apaixonado.

# Ela era esposa de Inuyasha. Ela se casou com ele. Tive de tirá-la do caminho. E por isso estou assim. Ele descobriu.

Kagura fez um som de deboche, e desencostou-se da árvore, virando seu corpo todo para ficar de frente para ela.

# Inútil até mesmo para isso. – disse, e voltou os olhos para Kana, para observá-la negar com a cabeça novamente. E, por estar perdendo tempo com aquilo, Kagura girou os olhos. – Deixe de mentir, Aya! Kana disse que não havia nenhuma mulher com o Hanyou.

# N-não pode ser. Eu a vi.

# Não existe mulher alguma.

Aya olhou horrorizada para Kana e em seguida para Yami, que tornara a dar passos em sua direção. Não podia ser verdade. Inuyasha estava casado. Ela vira a mulher que estava com ele. Ele mesmo a havia apresentado a ela. Ela havia tocado e matado a mulher, com suas próprias mãos. Hyio – chefe de um dos grupos Youkais que trabalhavam para Naraku – a havia auxiliado. Como ela poderia não ser vista pelo espelho de Kana?

# Vocês estão mentindo. – se colocou de pé, se afastando o máximo que pode de Kagura e Yami. – Eu a vi. – insistiu, ignorando girar de olhos de Kagura. – Hyio a viu. Pode falar com ele. Perguntem a ele. Ele me ajudou, E seus vampiros que foram assassinados, também! – apontou para Yami. – Ela o matou.

# Mesmo que fosse verdade. Como um Hanyou e uma Humana matariam dois vampiros?

# E onde você acha que eles estão agora. Eles foram assassinados. – praticamente gritou.

Kagura parou e olhou para Yami. E neste momento, Aya ficou a pedir para que eles acreditassem nela.

# Bem… - Kagura deu de ombros, minutos mais tarde. – A morte dos vampiros não é uma prova. – Aya arregalou os olhos. E Kagura abriu o leque. – Yami acredita que eles fugiram para tentar algo novo longe das garras de Naraku. – ela sorriu debochada. – De qualquer forma… o espelho de Kana jamais se engana. Se ela diz que não havia mulher, é por que não havia. E não estou com paciência e nem tempo para ir atrás de um Leopardo. Não tente adiar sua pena com mentiras, Aya. Isso apenas vai piorar as coisas.

# Não estou adiando. – gritou, enquanto chorava. – Eu a vi. Ela era… Ela…

Aya puxou o ar com força pelos lábios e praguejou mentalmente. Os três Youkais a encarando com interesse enquanto ela gaguejava as palavras, incapaz de completar a sentença.

Por que ela não conseguia dizer e nem se lembrar de quem era a mulher de Inuyasha? Por que o nome dela e tudo mais havia se apagado de sua mente, assim em que pensara em contar tudo?

"Maldita!" Amaldiçoou-a, enquanto percebia o que havia de errado. "Ela colocou uma proteção ao redor de seu nome e imagem." Ela jamais seria capaz de quebrar essa proteção. Não poderia contar a ninguém sobre ela. Era por isso que o espelho de Kana não a captava. Ela se escondia como se fosse um segredo. Como se não existisse.

# Você realmente é patética. – Kagura disse, lhe dando as costas. – Vamos Kana! Pode fazer o que quiser com ela, Yami.

# Não! – gritou e se atirou no chão tentando alcançar Kagura. – Onegai! – implorou, mas Kagura e Kana não pararam e, em questão de segundos, as duas haviam desaparecido diante de seus olhos. – Eu fiz tudo o que estava à meu alcance. Eu não contei nada a ele… Kami! – clamou, sabendo que não tinha para onde correr.

# Não devia clamar à Kami, Aya. – Yami disse enquanto se abaixava ao seu lado. – Normalmente ele não ouve pessoas como você.

# Não faça isso… por favor. Ele não precisa saber que não me matou.

# Não tenho de obedecer Naraku. Não mais! Deixei de ser seu brinquedinho. – olhou por entre as árvores. – Nem ao menos controlar suas crias, ele consegue. Por isso... – olhou para ela. – desfaça essa expressão desesperada. Você está realmente patética.

# Não vai me matar? – questionou,quando ele se colocou de pé.

# Como posso lhe matar, minha doce marionete? – sorriu de forma maldosa. – Você é uma de minhas joias mais preciosas, acredito que saiba disso. Acredito que saiba que tenho outros planos para você. – Aya se sentou, o encarando desconfiada.

# Mas eu pensei que o Senhor queria que…

# Fingisse. Obedecesse a todas as ordens de Naraku, sem falhas? Fingisse que nunca pertenceu a mim, antes de pertencer a ele. – completou. – Sim… era isso mesmo que eu queria. E você assim o fez divinamente, sem deixá-lo desconfiar de sua verdadeira origem. Sem deixá-lo perceber que, na verdade, trabalha para mim. Você é uma excelente mentirosa. – sorriu. – Mas você é verdadeiramente uma propriedade minha, Aya. E você acha que eu mataria algo que me pertence por causa de um erro tolo que cometeu para terceiros? Principalmente, este sendo Naraku?

Aya, lentamente, se colocou de pé.

# Você falhou, sim. Mas não comigo. – ele tocou o queixo dela. – Você sempre foi um motivo de orgulho para mim. – beijou-lhe os lábios com delicadeza. – Desde o dia em que lhe tive nos braços pela primeira vez, até hoje.

# Você sabe que falo a verdade? – Aya quase chorou de alivio. – Sabe que existiu uma mulher?

# Sim. – sorriu mais maliciosamente desta vez. – Feitiços Miko não funcionam muito bem contra mim. Sou capaz de ver além de seus olhos. – fez uma expressão pensativa. – Na verdade, eu sempre soube que havia uma mulher. Quando me mostrou Inuyasha eu já sabia que existia uma mulher. Sabia que a Miko estava com ele. Por isso deixei os Youkais Vampiros lhe auxíliarem. Por isso, mandei-os fazer o que fizeram.

# Não entendo. – Yami avançou e colocando-se atrás dela, tocou-lhe o queixo forçando-a a olhar para frente.

# Você não precisa entender nada, minha doce marionete. – olhou na mesma direção que ela, antes de deslizar as mãos, para tocar o local onde ficava seu coração. – A única coisa que precisa saber, é que você me fez ver a verdade. Que me deu soluções para todas as perguntas que atormentavam minha mente. Você precisa apenas entender, que eu tenho planos para você, e que em breve você irá conhecer sua mãe. – ela virou o rosto ao mesmo tempo em que ele, os olhos dos dois se encontrando a milímetros de distância. - Sua verdadeira mãe.

Tsuzuki…

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Engo - Proteção


E ai gostaram?

Vou responder as reviews todas ai embaixo, está bem assim?

Não se preocupem por que Aya realmente vai ter a dela. Vingança é um prato que se come frio. E quanto mais demorar mais 'tudo de bom' será a vingança. Akani e seu grupo ainda vão demorar lá no vilarejo dos exterminadores. E eles tem muitas histórias para contar a elas, mesmo que elas nem sequer saibam disso. E... aos poucos, elas vão começando a ver como é bom, o mundo fora de Shima no Ten. Quanto a Tsubaki... ela ainda não saiu do domínio de Shima no Ten. E não vai sair nos próximos capítulos. A questão de sua permanecia, é que 3 dos membros do conselho não gostavam de Haru, que foi dada como Soberana por causa de um sonho com Midoriku. E eles não estão muito preocupados com Shima ou as ações das Miko de lá neste momento. E Sora, está apenas aguardando. ;)

Haru? Ela vai aparecer. Não se preocupem que ela não morreu! :P Ela também é um vaso ruim de quebrar.

Yami é mais que um Youkai Vampiro. E ele não suporta Naraku. *a história dele será contada* Ele é uma cria de Naraku, e Naraku não usou sangue de vampiro apenas para criá-lo. ;)

Sim. Kagome está em um estado 'vegetativo'. Como se estivesse morta *este estado vai ser explicado* e neste estado ela ainda suporta Inuyasha. Ela ainda controla o coração dele o impedindo de se perder na mágoa. Ela o está protegendo sem ele saber.

Sesshoumaru vai sim trazer Inuyasha até Kagome. Mas ele vai trazer o irmão até Arashi de outra forma. :P O encontro promete... esperem só mais um pouquinho, afinal... estou planejando as explicações para o próximo capítulo e o seguinte. mistérios vão acabar! \o/ E vamos saber um pouco sobre a origem e o pai de Kagome... Ps.: apenas lembrando: o pai dela não é o Sesshy. Nada de incesto aqui. :P

:P

Obrigada pelas reviews do cap. 37:

Aninha / Aline L. / HP / Dayserafini / Zizi blue / Acdy-chan / Nami-chan vampire / Nai / Bchibi / Sara / LadyBarbiePontasPotterCulens / Lari-chan / Hyuuga Mitha / / Luna Caelliam / Ayame Gawaine / Agome Chan / Sango Lee / Aninha / Katryna Greenleaf /

Lembrete:

Próximos 2 capítulos *que vão demorar um pouquinho*: O mistério da mãe de Kagome. Revelações sobre o nascimento dela. O mistério da quinta profecia. Como Inuyasha foi para em Shima no Ten. E muito mais. \o/

Mandem reviews.

Espero que continuem acompanhando e me aturando.

Amoocês!

Beijokas e até mais!

TB

Ps.: perdoem qualquer erro de português e afins. Estou lesada... com sono... e um pouco de dor de cabeça! Prometo corrigi-los assim que voltar a meu estado mais ou menos normal.