Perdoem-me pela demora. Postei duas semanas depois do que prometi. Mas, eu lhes garanto, dependendo da quantidade de rewies, postarei o capítulo 38 de Sweet August quarta-feira. Se não, apenas na próxima segunda-feira, 26 de março.
Capítulo 37 — Medo de te perder
"Caminhava em meio à casa de campo de sua amiga Trace. Buscava o homem que amava, pois sabia que ele apareceria. Podia senti-lo.
Observava as colinas verdes em volta do lugar, douradas pelo brilho do sol poente. Atravessou as vastas plantações de arroz e de milho, adentrando as de girassóis. Retirou um para ofertar a ele. Ah! Como o amava!
Então o avistou. Ele estava de costa para si observando as águas correntes do rio perene.
— Jay! — Chamou-o, feliz por encontrá-lo. Ele o olhou e lhe sorriu daquele jeito, mostrando as covinhas.
— Jen! — Respondeu com a mesma felicidade.
De repente o céu foi coberto por nuvens escuras e toda a beleza do por do sol foi abafada. A expressão feliz do jovem se esvaiu e grossas lágrimas rolaram de seu rosto. Ele deu as costas ao mais velho e calmamente entrou no rio atravessando sua margem e quando o fez foi encoberto por uma nuvem escura que surgiu apenas para levá-lo daquele lugar de paz, aconchego, amor...
— Não! Por favor, Jay! Volta! Eu te amo! — Soltou o girassol que segurava enquanto gritava, mas o jovem não o ouviu e continuou seu caminho em meio a escuridão, afastando-se cada vez mais do homem que amava até sumir e Jensen sentir a dor mais angustiando de toda a sua vida. A dor de perder a metade de si".
— NÃÃÃÃO! — Gritou, sentando abruptamente na cama. Suava frio sentindo as batidas descompassadas do seu coração.
— Senhor, Ackles? Está tudo bem? Está com algum problema? — A voz preocupada de sua governanta, era de pura preocupação.
— Estou bem, senhora mercedes. Obrigado pela preocupação.
— Tem certeza? Posso lhe preparar um chá! — Insistiu a senhora.
— Não precisa se preocupar. Estou bem. Pode voltar para seus aposentos.
Ao dispensá-la, apurou a audição. Ouviu o fechar da porta de um dos quartos do corredor. Estava novamente sozinho. Era melhor assim. Precisava pensar.
— Meu Deus! É a segunda vez que tenho esse sonho! Por quê? — Estava assustado.
— Eu imploro, senhor! Que não seja nada contra o Jay. Que ele esteja bem, por favor! Por favor! — Sussurrava as palavras apoiando seu rosto entre as mãos. Buscava alívio em sua prece.
— Eu sei que ele vai ficar bem! Eu sei que vai!
Quando Jensen chegou do hospital, estava tão cansado mental e fisicamente que após tirar seu terno, tomou um rápido banho, vestiu o pijama e jogou-se na cama dando ordens explícitas àgovernanta que só o chamasse se Ligassem do hospital informando notícias sobre Jared. O loiro mergulhou em sono profundo menos de cinco minutos depois. Mas, depois do sonho que tivera não conseguiria mais dormir e não tinha disposição para continuar deitado curtindo o clima agradável da manhã que ainda não chegara. Olhou para o relógio sobre o criado mudo. Ele marcava quatro e cinquenta e cinco. Decidiu levantar e começar o dia mais cedo. Ele seria longo e preocupante, afinal, era sexta-feira, vinte e oito de agosto. Dia da operação de Jared.
Arrastou-se até o banheiro largando pelo caminho o pijama que vestia e a roupa íntima. Estava esgotado. Aquele sonho consumira suas forças, seu ânimo, mas sabia que superaria isso. Precisava acreditar pelo bem do homem que amava. Jared precisaria de todo cuidado e carinho pós-operatório. Sim! Precisaria, porque ele ia ficar bem e a cirurgia ia curá-lo do mal que tentava tirá-lo de si. Jensen pensava e mentalizava cada uma de suas palavras como um mantra, como um remédio capaz de curar, como o sopro de uma brisa fria que abranda o mais intenso dos calores.
— Eu te amo! Vou lutar por você! Se a morte pensa que vai ser fácil levá-lo de mim, ela está enganada. — Resumiu seus pensamentos verbalizando para si mesmo o que acreditava deixando que a água morna do chuveiro aplacasse seus temores.
Simultaneamente, no Hospital Geral de Los Angeles...
— Dona, onde está o Jensen! — A voz de Roger Ackles assustou a mulher. Ela soltou a xícara com o chá quente que tomava olhando em um misto de espanto e felicidade para o marido.
— Desculpe-me se a assustei!
— Roger... Você falou! Você finalmente falou! — A passos largos, levantou da poltrona que estava abraçando gentilmente o marido.
— Eu estou bem, Dona! — Falou calmo retribuindo o abraço acolhedor.
Há três dias, o senhor Ackles estava em estado de choque. Desde que desmaiou por causa de uma Angina vascular motivada pela sua vida sedentária e stress do trabalho, desencadeada por sua luta contra o amor de Jensen e o doce Jared.
— Dona! Onde está Jensen! Por favor, querida, preciso falar com ele!
— Roger, não se angustie! Felizmente não foi nada grave. Apenas um pequeno bloqueio no bombeamento do sangue em uma das artérias do seu coração. O médico disse...
— Dona! — Falou exaltado chamando a atenção da esposa. Juntou lentamente as mãos dela entre as suas olhando-a suplicante. Respirou fundo, buscando melhor fôlego para falar, pois ainda sentia-se fraco.
— Meu amor! Eu quero consertar dois erros em minha vida: tê-la tratado apenas como um adorno em meu mundo egoísta e manipular de negócios e ter afastado nossos filhos, mas quero, preciso começar com o Jensen! Ele foi quem mais cobrei, mais manipulei durante todos esses anos e agora eu pre-preciso... — Teve uma crise de tosse.
— Eu vou chamar o doutor!
— Não, primeiro...
— Não digo eu, Roger! Primeiro o doutor vai examiná-lo, depois, quando estiver bem, você conversará com nosso filho!
E saiu pelo corredor em busca do doutor Pellegrino deixando para trás um homem injusto, mas arrependido e feliz por saber que sua esposa ainda se importava com ele. Talvez ela não quisesse mais lhe pedi o divórcio. Talvez ainda não fosse tarde para fazê-la feliz.
J2
Jensen estava na cozinha, sentado em um banco giratório, olhando através da pequena janela em vidro, próximo a porta, que dava vista para o belo jardim do condomínio que morava. Observava os primeiros raios de sol que surgiam tímidos dourando as flores e árvores, cujas pétalas e galhos balançavam seguindo o ritmo do vento frio frio. Eram seis e quinze da manhã. Pensava em Jared.
Pensava também, em como sua vida mudou ao lado daquele garoto gigante e de olhos perdidos tal qual um filhotinho abandonado. Sorriu com a comparação. Sentia-se melancólico.
— Hoje é o dia D! — Balbuciou para si quando viu um casal de namorados caminharem abraçados. O rapaz segurava duas sacolas com alimentos enquanto abraçava a garota pela cintura, deixando que ela repousasse a cabeça em seu pescoço.
— Devem ser recém-casados. — Comentou se alegrando com a felicidade alheia. Acreditava que um dia caminharia assim com seu Jay. Um dia, quando os problemas que tentavam separá-los fossem apenas lembranças, teriam tempo o suficiente para ficarem juntos e se amarem. Cuidaria dele e com ele seria feliz. Sabia disso. Sentia isso.
— Eu vou te fazer o homem mais feliz desse mundo, meu Jay! Você é meu bem mais precioso. É meu primeiro e último pensamento todos os dias. Nunca imaginei que viver assim seria algo que algum dia pudesse me fazer feliz. Mas, eu estava errado. Você me provou isso ao me mostrar o que é a verdadeira felicidade.
Os tímidos raios de outrora ganhara intensidade adentrando o claro cômodo da cozinha, realçando a beleza dos móveis lustrosos e delicados, iluminando o verde-esmeralda dos olhos daquele príncipe loiro e apaixonado.
— Vou lutar por nós dois, minha vida! Eu prometo!
Deu uma última olhada na beleza verde além daquele apartamento. Depois, seguiu em direção à sala de estar. Não acordaria a até o hospital evitando assim um fluxo contínuo e conturbado de veículos naquele começo de fim de semana. O relógio em seu pulso marcava seis e trinta da manhã. Jensen trancou a porta do apartamento e seguiu caminho rumo ao seu destino.
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Na sala de espera do hospital geral, Kate, Trace, Kane, Jason, Cris e o detetive Barrimore estavam de prontidão para o que o garoto precisasse. Esperavam por Jensen e junto com ele, aguardariam o início e o fim da cirurgia. O problema era que o loiro não aparecia.
Jared olhava a todo instante para o relógio na parede de seu quarto. Há uma hora, duas enfermeiras lhe preparavam para a cirurgia que teria início às oito da manhã em ponto. O jovem não comera nada, porque após a lavagem intestinal, fazia-se necessário ficar em jejum antes e depois do procedimento cirúrgico.
Sentia-se triste. Desde que acordou não viu Jensen ao seu lado, mas nem por isso duvidava da preocupação do loiro em relação a ele. Sabia que havia algum motivo para tal demora. Mesmo assim, garoto só esperava poder ver o amado antes do doutor Pellegrino o levar para a ala cirúrgica. Pensava procurando manter a calma, pois não queria que seu estado de espírito influenciasse o resultado na busca por sua cura.
— Jensen, amor! Por que você está demorando? — Falou para si mesmo olhando mais uma vez para o relógio na parede.
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— Merda! Porcaria! — Xingava batendo as mãos no volante.
— Se o trânsito não liberar, não conseguirei chegar antes do início da cirurgia do Jay! — Falava preocupado.
Há vinte minutos, Jensen estava preso no engarrafamento da Main Avenue. Quando saíra do apartamento, pouco depois das seis e meia, esperava chegar em menos de meia hora no hospital, devido ao pouco tráfego de veículos. O que não esperava, era que um caminhão transportando frios colidisse com um carro forte da polícia, atraindo assim vários outros policiais militares e civis para reboque e transporte dos malotes com dinheiro que estavam no carro blindado, acumulando na avenida os poucos carros que antes circulavam e, devido ao avançar dos minutos, vários outros se que se juntaram na tarefa de esperar. O BMW de Ackles estava entre veículos de vários tipos, tamanhos, até mesmo de ônibus. O que o levou a tentar, sem sucesso, comprar a moto de dois motoqueiros que driblaram a confusão na avenida. Mas, eles também tinham obrigações a cumprir e ambos não aceitaram o valor duplicado que o loiro ofereceu pelos transportes. Desesperado e sem alternativa, ligou para sua amiga informando sobre o acontecido. Eram sete e cinquenta da manhã.
— Como assim preso no trânsito? Jensen, o Jared será operado em menos de dez minutos! — A voz da amiga soou chateada.
— Trace, perdoe-me! Eu ainda estou a quase uma hora do hospital. O que eu faço?
— Como você pode fazer isso com seu namorado? Como foi tão irresponsável a ponto de esquecê-lo, a ponto de... — A garota se calou ao ouvir um suspiro choroso do amigo.
— Droga, Jen! Eu sou uma tonta, mesmo! É claro que de todos nós, o mais preocupado é você. Eu sei o quanto o ama! Desculpe-me querido! Esse acidente não foi culpa sua e mesmo que fosse ainda não me dava o direito de agir assim.
— Trace... Estou com medo de perdê-lo. — A amiga percebeu que o outro se esforçava para não chorar. Sentiu-se culpada. Ele não merecera a quase bronca que dera a alguns minutos atrás.
— Escute o que vou lhe dizer e escute com atenção: o Jay vai ficar bem. Seus amigos e os amigos dele estão aqui e vamos cuidar dele. Ficaremos te aguardando. Quando eu desligar esse telefone, vou falar com o garoto e explicar o que está acontecendo. Você sabe que o Jay confia em você e sabe de sua preocupação por ele. Vai dá tudo certo, Jen!
Ackles suspirou longamente, mas dessa vez, estava aliviado. Pensava que melhor do que ter verdadeiros amigos, era tê-los e saber que o sentimento de amor fraternal era verdadeiro e recíproco. Deixaria temporariamente seu bem mais precioso nas mãos desses mesmos amigos que sempre o apoiava. Sabia que eles cuidariam dele até que o "caos" em que se encontrava fosse resolvido. E ele não se referia somente ao trânsito quando pensava em caos.
— Você vai ficar bem meu amor! Aquele sonho não quis dizer nada. Nada!
Continua...
Boa noite!
Como prometidoterça-feira, mais um capítulo de Sweet August. Aguardo os rewies, hein?
Segunda-feira vou postar o penúltimo capítulo de Almas acorrentadas e o capítulo 2 de Erros do passado.
Boa noite a todos e um excelente fim de semana!
Respondendo aos rewies:
PadacklesRoques: O Eric realmente não é de confiança. Ele é uma pessoa de má índole e está obcecado pelo Jared. Quanto ao Jay, vamos ver como as coisas ficam em relação à saúde dele. Beijos!
Patrícia Rodrigues: Bem, Patty, ele quer muito reconquistar o Jay por bem ou por mal, então... Espero que tenha gostado do capítulo 37. Beijos!
HALEY PADALECKACKLES: Suas palavras sobre o amor dos Js foram belíssimas. Adorei! Eles realmente se querem com essa intensidade. Você tem razão quanto ao Eric. Ele vai provar o quando não é boa bisca. Beijos!
Casammy: Hello, beautiful! Yes! Jared is really all that you and Eric said, as it is not blind, oddly enough even sees the sweetness of the boy. The problem is that he never gave value. As for Josh, the love between them is pure and true. Certainly overcome all obstacles. We hope, right? Kisses!
Elisete: Olá, querida! Concordo com tudo que você disse em relação ao Jay. Ele é um garoto de ouro e o Jensen o ama profundamente. Agora, cá entre nós, eita Eric chato, hein? Beijos, querida!
Masinha: Obrigada pelo seu apoio e dedicação a essa fic, viu? Fico feliz que goste dela tanto assim. Intenso o capítulo? Sim! Procurei mostrar a declaração e o rasgar de sentimentos dos rapazes um pelo outro. Fico feliz que tenha transmitido bem a ideia. Beijos, querida!
Joo Gabriel: Obrigada pelo seu rewie e se decidir por comentar em cada capítulo, pode ter certeza que será muito bem vindo. Beijos!
Soniama: Calma, mulher! Amor verdadeiro não é fácil, não! Sempre aparecem as malas sem alças para atrapalhar tudo. Mas no final... O pai do Jen é um preconceituoso mesmo e o Eric... Aff! Cara que não se toca! Beijos, querida!
Jozy: Obrigada pelas suas palavras, viu? Obrigada mesmo. Que tal comentar desde então, os outros capítulos e as outras histórias minhas que lê? Isso anima muito, sabia? Beijos, querida!
