Descrevendo uma história:

Cap.37. – Calor humano

Kagome bateu na porta do apartamento rezando para ser atendida. Mas, quando ouviu o barulho do tranco da porta sendo aberto, ela rezou para ser impressão. Rezou para que ele não estivesse ali. Estava com um imenso frio na barriga e suando frio. Talvez, tivesse sido uma péssima idéia. Virou-se de costas querendo ir embora. A porta se abriu.

Inuyasha se espantou ao vê-la ali. Afinal, a última vez que havia a visto ela estava abraçada com outro. Pior, com Kouga. Ele bufou irritado com essa lembrança infeliz. Será que ela havia vindo lhe declarar que ia voltar com aquele lobo traiçoeiro? Só de imaginar isso sentia um arrepio percorrer a sua espinha.

- O que quer? – falou irritado, já esperando a pior resposta do mundo.

Kagome se virou para encará-lo.

- Eu li o livro todo. – Kagome falou rapidamente, já entrando pela porta do apartamento dele.

Inuyasha soltou um "ah" de exclamação e deu passagem para ela entrar.

- Já li sua carta. – ela declarou.

Ele levantou uma sobrancelha cheio de surpresa. A hora havia chegado afinal.

- Eu acho que não dá para apagar o que você fez comigo de jeito nenhum. – ela declarou.

Isso era bom ou ruim? Ele pensou.

- Mas...

Ele a viu encará-lo cheia de esperança.

- Mas... Talvez, talvez haja como começar de novo. – ela concluiu olhando para as próprias mãos, entrelaçando um dedo no outro.

Inuyasha a olhou com desconfiança. Na sua memória ainda estava fresca ela e o Kouga se abraçando... Independente do que tivesse sido aquilo tudo, ele estava cego pelo ciúme. Ou era assim que queria se considerar. Evitar pensar na verdade qualquer que ela fosse era bem mais fácil do que enfrentar os fatos.

Ayame não suportou ficar mais nem um único minuto naquele quarto. Pegou as chaves, abriu a porta, trancou-a e saiu. Pegou o primeiro ônibus que viu e subiu. Desceu em frente àquele prédio tão conhecido sem saber muito bem o que fazer. Ela estava com o colar pendurado no pescoço, ela não havia o tirado desde que Kouga o havia posto. Era conhecida, nem precisou se identificar para entrar. Subiu pelo elevador, as portas se abriram, saiu e tocou a campainha, estava sem as chaves, respirou fundo e a porta se abriu. Kouga a olhava com uma cara muito confusa e ao mesmo tempo um sorriso divertido nos lábios.

- Eu vim resolver algumas coisas.

Kouga se afastou da porta para dar passagem para ela entrar. Mas, Ayame só o encarou com aqueles olhos verdes imensos e brilhantes. Respirou fundo e levantou as mãos até os ombros dele.

Ayame puxou Kouga pela gola da camisa. – Eu acho que está na hora de te fazer sofrer um pouco. Pra você ficar esperto. – ela falou num tom sombrio e dizendo isso o empurrou com força, ele bateu as costas na porta fazendo um estrondo e acabou se desequilibrando.

Kouga lutou para não cair no chão, escorregando no tapete da entrada. Ayame o olhava com aqueles olhos de gato, sem piscar, encarando-o de uma forma maldosa. Cerrou os punhos e deu um soco no estômago dele. Kouga gemeu de dor, ele não estava esperando por isso.

- Sabe o que é isso? É seu castigo, seu imbecil! Que acha que pode vir me dando um colar caro, depois de anos de humilhação. Pode desistir se acha que tudo vai ser tão fácil assim. Eu era cega, ou melhor, eu via, mas não queria ver nada. Eu me fingia de cega. – ela estralou os dedos. – Não tente bancar o idiota. – ela falou quase cuspindo as palavras na cara dele. O seu coração estava despedaçando e explodindo de tanto pulsar. Mas, ela não queria saber. Sentia que isso era o certo a fazer. Se ela deixasse ele tomar a situação ela ficaria como antes. Porém, ela conseguia ver mais agora, ela conseguia ter forças para mudar. Ela queria mudar. Ayame sabia que podia ser mais.

Inuyasha fechou a porta atrás de si, guardou a chave no bolso e encarou Kagome que o olhava sem entender.

- Sabe, Kagome, está na hora do seu castigo. – dizendo isso ele tirou a camisa pólo que vestia.

A garota berrou por susto, porque não esperava uma reação dessas. E ele riu. Jogou a camisa sobre o sofá e se encostou à porta. – Medo? – perguntou levantando uma das sobrancelhas.

Ela balançou a cabeça negativamente. Mas, seu olhar não mentia. Ela estava com medo e muito medo. O corpo inteiro tremia levemente. Tremia por estar receosa.

Inuyasha deu um sorriso malicioso, desencostou da porta e a puxou pelos braços. Kagome fechou os olhos. Ele a puxou, arrastando até a porta do quarto. Ela berrou.

- PARE! EU... EU... PARE! PARE!

Ele não parecia ouvir, empurrou-a para dentro do quarto e a jogou na cama. Kagome sentiu os olhos marejarem.

-Você deve ser castigada. – ele disse com um tom sombrio.

Kagome se encolheu.

Ele abriu a fivela do cinto e o tirou num movimento rápido.

Ela o olhou com dúvida, Ele vai me bater, pensou. As lágrimas saíam sem que ela pudesse impedir. Nunca imaginou que fosse acontecer algo desse tipo.

Então, Inuyasha deixou as calças caírem e Kagome pode ver a sua cueca preta.

Ela engoliu o seco e voou para cima da porta, tentando abrir a porta.

- SOCORRO! SOCORRO! – ela começou a berrar desesperada. As lágrimas rolavam pesadas no rosto.

Inuyasha se sentou na ponta da cama e ficou observando sem dizer nada o desespero de Kagome. Ela chorava e estava descontrolada. Ele deu um sorriso sarcástico e balançou a cabeça negativamente. Esticou o braço e a puxou pelo pulso, a garota caiu com tudo sobre o colchão e virou-se de costa ficando em uma posição em forma de concha, como se estivesse tentando se proteger. Ele acariciou os cabelos dela com extrema delicadeza e se levantou. Destravou a porta, abriu e saiu. Kagome sentou sobre a cama e observou aquele homem ir. Indo mais uma vez. Ela estava tão chocada com tudo o que havia acontecido nos últimos minutos que ela nem sabia o que fazer. Sentia-se tão sem força. Ela o ouviuele abrindo a porta da sala, fechando-a e o barulho de passos lá fora. Ele estava descendo a escada. Olhou pela janela e pode o ver saindo do prédio. Sem pensar se levantou, saiu correndo pelo apartamento, descendo a escada sem saber muito bem onde que ele estava indo...

Correu quase que se rumo e virou a primeira esquina, por puro instinto. Então, bateu contra algo. Os braços dele a envolveram, a cabeça dele se afundou em seu cabelo, as mãos dele a apertaram com extrema força. Ela sentiu um gosto amargo na boca e começou a chorar mais uma vez. O coração tão confuso. Pulando sem cessar. Ela estava quase explodindo com tanta emoção sem saber muito bem o que fazer ou o que pensar.

Inuyasha não pensou duas vezes, beijou Kagome com tanto entusiasmo com tanto ardor que a deixou sem ar. Era um beijo que guardava tudo o que ele sentia. Ele queria que ela pudesse ver como ela fez falta.

E como ele estava feliz. Ele queria que ela pudesse sentir essa felicidade para sempre.

Sango colocou o bebê sobre o berço e ficou o encarando com extrema ternura.

- Ayame... Como será que você está?

Ayame respirou fundo quando se sentiu mais aliviada. Ver o Kouga não estava nos seus planos. Ela podia sentir que alguma parte do seu coração gritava para que ela ficasse mole e aceitasse o colar. Aceitasse voltar. Ela sentia que precisa dele, e mesmo com tanta dor, ela ainda o queria. Mas, algo maior dentro dela berrava tão alto pedindo para ela ser paciente. Pedindo para ela ter orgulho de si mesma, que ela deu de ombros.

Kouga ia precisar ser muito mais criativo do que isso.

- Muito mais. – murmurou para si mesma.

Inuyasha chutou a porta com força. O barulho ecoou pelo quarto, mas eles não deram atenção. Kagome colocou os braços envolvendo o pescoço dele. Ele afundou o rosto no dela, beijando-o, mordendo-o, acariciando-o com a sua língua. Apertava-a contra o seu corpo, com muita força. Ela gemia de prazer. Beijava-o. Eles passaram da sala para o quarto. Inuyasha jogou Kagome sobre a cama. Ela riu com a situação. Eles estavam ensandecidos de tanto desejo. Ele tirou a própria camisa e deitou sobre ela. Ela o abraçou com muita força. Rolaram de um lado para o outro.

- Kagome... – ele gemeu o nome dela.

Ela mordiscou a orelha dele.

-... Preciso... Preciso te dizer...

Ela o beijou abafando a voz dele. Calando-o.

Ele se afastou novamente. – É, eu preciso te dizer... – mas Kagome voltou a beijá-lo. Inuyasha arrancou a blusa dela com violência, rasgando o tecido. Kagome abriu o cinto dele, e puxou. Ele pôs a mão dentro da calça dela, massageando as nádegas, puxou o jeans, para baixo. – Ka-go-me. – balbuciou.

Ela riu cheia de cócegas, puxando a calça dele para baixo. Entrelaçou as pernas envolta da cintura dele, encaixando-se. Ele beijou o pescoço dela com vontade, marcando-o.

- Kagome.

Ela o encarou. Os olhos azuis dela brilhavam num misto de curiosidade e desejo.

- Sim. – ela murmurou.

Ele acariciou o rosto dela. Engoliu o seco.

- Eu preciso te dizer algo.

Ela relaxou as pernas, deixando-as se soltar do corpo dele. – Sim.

- Olhe para mim. – ele pediu ao vê-la virar o rosto.

- Sim. – ela o encarou.

- Eu te amo.

Kagome pôs a mão no rosto. As lágrimas vieram sem que ela pudesse controlar. – Você...

- Eu te amo. – ele repetiu com extrema naturalidade. Puxou o corpo dela para si, abraçando-o com imensa ternura. – Te amo. – murmurou no ouvido da menina. – Te amo. Te amo. Te amo. – repetiu várias e várias veze.

Ela chorou. Chorou muito. – Ainda bem que você não usou como opção me fazer ciúmes com alguma garota. – ela falou, o choro transformando-se em riso.

- Era a minha próxima opção, se o susto desse errado.

- Ah, foi por pura sorte que ele deu.

- Só por isso?

- Hmm... Não.

- Pelo o que mais?

- Porque eu também te amo.

Inuyasha uivou de felicidade. Beijou o pescoço dela, o ouvido, os olhos, a testa, esfregou o nariz no dela... e mordiscou o lábio. – Eu quero você toda para mim. – falou com sinceridade.

- Eu estou aqui, não estou?

Então, ele a puxou para si, beijando-lhe o lábio, mergulhando-se no corpo dela. Conhecendo cada curva, detalhe, a geografia inteira.

- Eu te amo. – ele repetiu no ouvido dela, a sua voz saiu tão rouca, ensandecida, que a fez se arrepiar inteira.

Ayame chegou do serviço, estava cansada. Tinha alugado um apartamento minúsculo no centro da cidade. O apartamento era um kitnet, onde cozinha, sala e quarto se encontravam no mesmo cômodo. O banheiro era um puxadinho, com um chuveiro, sem direito a boxe, e por isso ela deixava um rodo atrás da porta, e um pano para secar a privada, que sempre molhava quando ela toava banho. A pia era pequenina, que ela gostava de chamar de pia de anão. A torneira, uma chatice, que não parava de pingar. Ayame sentou no sofá, sem muita força. Estava cansada e ainda pensava em Kouga. Não queria pensar, mas era mais forte do que ela.

Pegou o celular na bolsa e discou o número dele, que ela tanto conhecia.

- Não. – disse para si mesma e desligou.

Ele retornou logo em seguida.

Ela pensou em ignorar, mas não conseguiu.

- Alô.

- Ayame?

- Eu.

- Me ligou? Está tudo bem?

- Sim...

Estava tudo realmente bem? Engoliu o seco. Não estava nada bem. Ela fungou e sem querer começou a chorar.

- Não! – ela exclamou chorando.

Kouga ficou mudo, ele não sabia o que dizer.

- Não. Não está! – ela repetiu.

A voz embargada cheia de dor.

- Ayame, me diga onde está, eu vou até você. – ele falou desesperado.

Miroku chegou em casa cansado. Sango dormia no sofá. Ele a pegou no colo, tentando não acordá-la. Mas, ele não teve mérito em sua gentileza. A esposa acordou assim que ele encostou suas mãos nela.

- O que houve?

- Só estou preocupada.

- Você se preocupa demais, Sango.

- Você acha?

- Acho.

- Mas, eu...

Miroku colocou o dedo indicador sobre os lábios da esposa.

- Você tem que temer o que eu vou fazer com você agora, mocinha. – ele falou a puxando para perto.

Sango riu alto com a brincadeira. Enlaçou o marido com os braços. – De você, eu não tenho um pingo de medo.

Miroku beijou a esposa com carinho.

- E é isso que você chama de perigo! – ela exclamou brincalhona.

Ele mordiscou a orelha dela. Beijou-lhe o pescoço, e sem cerimônias colocou a mão por debaixo da blusa dela. Acariciou-lhe a barriga, ameaçando avançar, mas parou.

Afastou-se. Tirou a camisa. – Hoje, eu não quero muita cerimônia. – brincou. Então, ergueu-a no colo e a carregou para o quarto.

A campainha tocou.

Ayame correu para atender.

Kouga nem esperou ser convidado para entrar, entrou, abraçou-a sem permissão.

Segurou o rosto dela e a beijou.

Ayame o afastou com delicadeza.

- Ayame, eu preciso de você.

Ela queria resistir. Ele não prestava... Ele...

Desistiu no segundo beijo. Quando viu, as suas roupas estavam espalhadas pelos móveis.

Continua...

Depois de quase um ano, eu voltei – mais uma vez.

Com o antepenúltimo capítulo.

O próximo é definitivamente o penúltimo, e a coisa só tende a esquentar.

De verdade.

Aliás, uou, esse capítulo foi bem quente, né?

Eu achei.

Foi difícil escrevê-lo. Eu travei muito. Demorei sei lá quantos meses para finalizá-lo, foi quase um parto.

Tudo porque era terrível escrever e lembrar se do fim do meu namoro.

É, acabou.

Aliás, tanta coisa mudou do ano passado para esse.

Mudei de emprego.

Mudei o horário da faculdade.

Mudei de ritmo.

Meu namoro acabou.

Meu último ano na facul, veio o TCC.

UFA!

Aí a fic acabou ficando de lado.

Nunca desisto de escrever – por mais lerda que eu tenha me tornado com o tempo.

E tenho que agradecer a tds vcs, em especial:

Nice Egan, Carolshuxa, Tatiane, Katryna Greenleaf, Agome chan, Gege ups, Sophie-sama, Adamo Naruto, Kagome e Inuyahsa, Aline L., Cosette.

Sem vocês essa fic não existiria.

Mil desculpas por não responder um a um.

Eu estou aqui a uma da manhã, podrinha, escrevendo, porque não podia deixar passar essa oportunidade – amanhã é feriado dia 21, Tiradentes.

E me veio à vontade de terminar.

Mal vejo a hora de terminar o 38. Ah, para não perder o jeitinho dêem uma olhadinha no próximo capítulo:

Kagome não conseguia acreditar no que via. Inuyasha se afastou o mais rápido que pode, desfazendo o abraço e virou-se com uma cara de culpa descarada.

- Não é isso que você está pensando. – disse.

Kikyou deu um sorriso amarelo.

Kouga se aproximou de Ayame, abraçando-a. Ela tremia em seus braços.

- Eu preciso te dizer uma coisa muito importante.

Ela o encarou sem entender.

É isso!

Sei que é pouco, mas...! Muitas emoções.

Depois, de terminar DUH, eu vou voltar a Chocolate e já tenho o projeto de mais uma nova fic.

Mas, deixo para falar dela mais pra frente.

É isso

Beijão

Dani

Ah!

BOA PÁSCOA!