Capítulo XXXVII: Severo na Ordem


A decida de Snape e a melhora de Sirius fizeram Kim e Artur fazerem a pior decisão possível naquele momento: convocar uma reunião. Obvio que Harry não deixaria que a reunião começasse sem conversar com Kate, ela ficou distante dele o dia inteiro e depois do que Hermione lhe contou que aconteceu, uma coisa ele sabia, coisa boa não era.

Coisa boa também não era Snape sentado na mesa conversando como uma pessoa normal. Ron, os gêmeos, Alastor e Sirius ainda não tinham se acostumado com isso, principalmente porque haviam muitas perguntas a se fazer e uma explicação que deveria ser ouvida da boca de Snape, porém o sorriso maroto que Minerva deu ao chegar na casa e ver ele foi o suficiente para que eles não precisassem de alguma bateria de perguntas

Ela estava com cara de vitoriosa, parecia ter ganhado um trofel em ver o homem ali, e ele sabia disso. Sabia que ela tinha armado tudo aquilo com Dumbledore. Minerva não disse nada, apenas procurou por outra pessoa que estava curiosa por ver, mas ela não estava ali, assim como Harry não estava ali.

- Me fala o que esta acontecendo – Harry falou andando de um lado para o outro vendo a menina sentada na cama – O que está acontecendo agora? Parece que você muda de opinião o tempo todo. O que você fez com aqueles elfos?

- É bom que as coisas correm com uma velocidade nesta casa – Kate deu uma risada consigo mesmo – Pedi para eles ficarem de olho na minha casa e nos meus amigos mais próximos, Sofia e Vitor, porque tenho medo de acontecer alguma coisa com eles. Não sei o que Voldemort é capaz.

- E aconteceu alguma coisa? – Harry perguntou. Sabia que a preocupação de Kate fazia sentido – Claro que aconteceu alguma coisa. Me diga o que aconteceu

-Harry – Kate passou a mão nos cabelos os jogando para traz – Eu antes de tudo isso era uma menina muito solitária, não porque a vida me deixou daquele jeito, mas porque eu quis. Eu precisava digerir algumas coisas que eu não conseguia entender, eu só tinha ela, como o cara lá de cima, tirou ela de mim. Mas isso não mudou a situação da minha vida. Eu ainda sou Katerine Craig, uma menina londrina e mesmo sendo bruxa eu sou extremamente trouxa, como vocês gostam de chamar as pessoas que vivem fora do mundo da magia.

Harry deixou de andar de um lado para o outro para sentar ao lado dela

- Eu tenho uma vida lá fora que eu preciso retomar. Eu não sou essa menina que está aqui, Harry, eu não tenho ódio no coração, eu não posso alimentar um sentimento de vingança ee nem querer desistir de tudo que eu demorei anos para conseguir por causa disso. Nada vai trazer a minha mãe de volta, e agora eu tive a oportunidade de voltar para a minha vida antes da minha mãe morrer. Vitor deve de algum modo ter ficado sabendo que eu arranjei o emprego dos meus sonhos, começou a gritar na minha porta, eles acharam estranho e ouviram ele falar de cartas e trouxeram elas e eu realmente fui aprovada neste emprego. Eu não posso desistir da minha luta, que eu conquistei a cada dia sozinha, por esta daqui Harry.

- É muita informação – Harry se levantou como se tivesse tomando um soco na cara

- Eu sei, eu não vou te deixar na mão com os nossos planos. Eu vou com você até o meu antigo bairro, mas é só até ai que eu posso ir. Eu preciso me apresentar daqui 34 dias e eu preciso voltar a treinar, preciso resolver onde eu vou morar, a minha bolsa esporte – Kate parecia eufórica de pensar – Harry, eu vou conseguir fazer uma faculdade. Eu achei que eu jamais conseguiria isso. Eu passei a vida inteira treinando e eu nem quero fazer isso da minha vida, com o dinheiro eu posso me inscrever em algumas, eu tenho um bom currículo eu vou poder concorrer a uma vaga, quem sabe eu vire uma jornalista ou uma professora profissional?

Harry olhou para ela perdido, não podia falar o que estava pensando nem o que estava sentindo pois ela estava feliz, os olhos dela brilhavam ao falar aquelas coisas. Ela tinha um sonho,coisa que Harry não teve tempo para se preocupar na sua vida, e pior que tudo, ela batalhou por aquilo, não era justo ele dizer para ela ficar, afinal, ela abriu mão da vingança contra a mãe, sendo que ela estava fissurada naquilo, parece que ela encontrou realmente algo para batalhar.

- Eu fico feliz por você – Harry se limitou a dizer isso

Kate o abraçou fortemente sem ele se quer imaginar que ela faria isso

- Obrigada. Eu sei que você não esta feliz, mas só de você saber que isso me pertence já é um grande passo. Eu disse que eu ficaria ao seu lado e não vou sair. Quando você precisar, você saberá onde me encontrar.

- Kate, você não precisa ir comigo no bairro. Nós neste reunião saberemos o que vamos fazer e acho que é melhor a gente contar com você fora dos planos, você esta certa, você tem uma vida e um sonho para defender, aqui não é o seu lugar. E nós?

- E nós? – Kate repetiu – A gente pode começar tudo de novo quando isso tudo terminar. Você pode me convidar para sair em um pub, ir no cinema, a gente se conhecer, falar de assuntos que não sejam nossas tragédias familiares e guerra. Podemos falar dos nossos gostos musicais, algo mais simples.

- Como eu pude ficar tão próximo de você nestes tempos? Me explica.

- Tem coisas Harry que não tem explicação – Kate encostou o nariz dela no dele – Mas se você quer saber, menino da cicatriz na testa, eu vou te esperar, porque eu sei que você vale a pena. Então, não morra por favor.

- Parece que você me deu um motivo para ficar vivo – Harry encostou o lábio dele no dela e começou um beijo doce que foi se tornando intenso quando Kate percebeu que ela estava deixando ele e que sim, ela sentia algo inexplicável por ele, mas ele a afastou – Pelo menos, eu posso te levar pra casa?

- Pode – Kate sorriu

Estavam apenas esperando Harry e Kate voltarem para começar a reunião, o que deixava o clima um pouco desconfortável, ainda mais para Snape, Hermione não tinha lhe falado nada e ele suspeitava que nem ela sabia o que estava acontecendo. Ele ouviu em silencio Sirius contar sobre uma carta, Snape ficou calado realmente não saberia o que era.

Sabendo ou não, ver a filha entrando de mão dada com o filho de James Potter não era uma coisa boa, ainda mais com os dois sorrindo um para o outro. Não era só Severo que ficou pasmo ao ver os dois e sim todos que estavam a espera. Kate olhou para a mão e percebeu que era obvio eles estarem com aquelas caras. Harry ficou incrivelmente vermelho

- Bem – Minerva falou segurando os risos – Acho melhor a gente começar isso de uma vez

Tonks olhou para Kate dando um sorriso gigantesco, mas Kate não conseguiu corresponder, estava tão envergonham Kate olhou para Snape dando um sorriso amarelo e se aproximando da mesa.

Conversa vai, conversa vem, discussões, idéias, vontades, horcruxes, pelo menos eles estavam sendo civilizados, era o que Harry pensava em ver todos discutindo tentando ajuda-lo, mas ao olhar para Kate que se entretinha mais com os dedos das mãos do que com a conversa percebeu que seria muito mais difícil sem ela ao seu lado, mas ela estava certa, e ele não queria que acontecesse algo com ela

- Harry, talvez o pensamento de vocês esteja certo quanto a Natalie – Andromeda falou chamando atenção de Kate pela primeira vez na reunião

- Ela entregou a coroa, Andy – Snape corrigiu a mulher – E ele deve ter colocado em um lugar importante para ele, algo relacionado a eles, mas é bem provável que ela seja a horcruxe que estamos procurando

- Mas a probabilidade da gente encontrar isso é nula – Hermione raciocinou – Não é?

- Kate está desenfreada lendo mentes, é amiga de Voldemort, não estamos tão longe

- Não sou amiga de Voldemort – Kate riu da ironia de Sirius

- Kate não tem mais nada haver com isso – Harry se intrometeu

- Ok, que ela é sua namoradinha nós já descobrimos Potter – Alastor foi rude, como sempre – Mas não precisa nos fazer de platéia deste amor juvenil

- Alastor – Kate o chamou em um tom sério – Para a sua felicidade, Harry não disse nenhuma besteira. Eu não tenho mais nada haver com isso, em partes, prometi Harry que no que eu puder ajudar em relação a minha mãe eu ajudo. De resto eu estou fora

- Como está fora? – Remus perguntou querendo saber o que era exatamente aquilo

- Eu tenho uma vida fora daqui e algumas coisas que eu simplesmente não posso abandonar.O seqüestro acabou algum tempo. Fiquei aqui porque fui com a cara de alguns de vocês – Kate olhou bem para Moddy o encarando – Alguns, bem raros por sinal.

- Você realmente estava se despedindo – Tonks parou para raciocinar

Hermione olhou para Severo tentando saber alguma coisa, mas ele estava olhando seriamente para a menina que pouco se importava para ele ou se quer estava vendo isso. Minerva fez a mesma coisa assim como Molly e Artur, mas Severo estava tentando entrar na cabeça da filha para saber o que estava acontecendo,mas só o que encontrava era um grande poder o bloqueando.

- Voltando ao caso da minha mã acho que na minha antiga casa deveria ter alguma coisa

- Ela foi vasculhada por Bellatrix pelo menos umas vinte vezes nestes anos – Severo respondeu friamente a garota – Não há nada lá. E aquela casa não seria importante, haveria outro lugar.

- Ou uma outra coisa para nos preocupar – Fleur surpreendeu eles com a sua frase – Voldemort sabe que estamos atrás dessas coisas, com certeza ele não seguiria a lógica que estamos seguindo, ele faria algo muito melhor para esconder ela. Pois a cobra está ao seu lado sempre.

- Ou não – Hermione conclui sabiamente – A cobra estava na casa dos pais do Harry, não próximo dele. Talvez ele tenha colocado ela em outro lugar, um lugar que ele saberia que poderíamos passar ou em um lugar importante para ele proteger.

- O tumulo de Dumbledore – Severo completou o que Hermione disse – Ela pode estar lá, o protegendo até ele descobrir uma maneira de abri-lo, pois ele tem um feitiço muito forte em volta.

- Por que ele estaria interessado no que restou de Dumbledore? – Kim perguntou

- Porque ele acredita que a varinha seja parte das relíquias da morte e isso lhe parece muito mais interessante do que as suas almas cortadas. Acho que isso é um motivo suficiente para deixar a cobra lá. Ele está com Olivaras algum tempo.

- O senhor Olivaras foi dado como morto há oito meses – Alastor rebateu – Acho que alguns choques deixaram você perdido no espaço, Severo Snape.

- Ou você que é um auror sem tato Moody. – Severo respondeu friamente Moddy fazendo Kate segurar a risada - Olivaras está reformulando uma varinha como a varinha das varinhas para Voldemort, no caso dele jamais conseguir abrir o caixão. Mesmo o tumulo estando em Hogwarts, vocês já invadiram um banco, talvez ele esteja com medo

- Com Lucio Malfoy na diretoria qualquer idiota entra naquele castelo – Fred bufou

- Até mesmo nós,não é? – George completou o que parte da Ordem estava pensando

- Entrar no castelo é ter uma guerra direta com Voldemort e talvez não sair vivo.

- Primeiro, precisamos saber onde está a outra, para depois entrar em Hogwarts – Minerva foi sincera em suas palavras – Sabemos que ao entrar no castelo não sairemos ilesos.

- Eu concordo que devemos encontrar as horcruxes antes de entrar no castelo – Harry falou –Mas não podemos esperar muito. Voldemort ficará mais forte e de qualquer forma não sairemos ilesos, já estamos em minoria e somos a parte frágil.

O coração de Kate ficou pequeno de tanta angustia de deixar aquilo para Harry.

- Narcisa deve saber – Andromeda comentou – Snape, você não acha?

- Pode ser, mas como ter uma conversa com ela se o filho é um comensal próximo de Voldemort e o marido está em Hogwarts? Narcisa não arriscaria a família passando uma informação dessas para nós.

- A não ser que vocês seqüestrem ela ou o filho dela –Kate deu uma risada irônica, mas para eles fazia muito mais sentido do que apenas uma ironia da garota – Olha, eu estava brincando, vocês só me seqüestraram porque eu não tinha uma varinha, vocês não sabem fazer isso.

- Um plano bem planejado é um plano bem executado - Sirius tinha adorado a idéia

Quando a reunião acabou Kate teve a certeza de que as pessoas estariam mais interessadas na idéia de seqüestrar a mulher que ela não entendeu o nome do que com a sua partida, porém Molly, como sempre protetora demais, se aproximou dela

- Eu sei que a gente não criou uma boa relação com você,mas você não precisa fazer isso

- Eu sei Molly – Kate tentou ser amável – Eu não vou me esquecer do que você fez por mim, mas dessa vez não é por culpa de vocês, é por algo maior que tudo isso para mim. Mas obrigada por tudo.

- E como vamos encontrar você já que amanhã estaremos de partida? – Molly perguntou

- Daremos um jeito. Eu vou ficar de olho em vocês – Kate sorriu para ela – Obrigada por tudo.

- Para onde você irá? – Remus se aproximou de Molly perguntando para ela

- Para a minha casa, por enquanto,até esta semana eu encontrar um outro lugar, de preferência bem movimentado e um apartamento caso alguém queira me seqüestrar.

- Você não acha que estará em perigo lá? – Sirius foi outro que se aproximou dela

- Você e o Remus me garantindo que não irão me seqüestrar está tudo sob controle.

- Você não fará nada? – Hermione falou baixinho para Snape

- Eu não posso Hermione – Snape falou pensativo – Essas pessoas conhecem mais ela do que eu mesmo, conviveram com ela mais do que eu. Eu jamais poderia questionar o direito de ir e vir dela. E eu sei que Voldemort não fará nada com ela, pelo menos por enquanto. Depois converso com Harry e me entendo com ele.

- Se entende com ele? – Hermione sentiu um tom ameaçador na voz dele, mas Snape não respondeu – Severo, o que você quer dizer com este entende com ele?

Snape não respondeu, olhava para Harry e lembrava apenas de James Potter e não do filho de Lillian.

Kate se despediu de algumas pessoas e outras não fez questão, Tonks chorava e pedia para ir com a amiga até em casa, mas Harry disse que faria isso. Ninguém disse nada por mais que Hermione repetisse que era perigoso os dois saírem assim, mas pelo o visto Harry era a pessoa que estava mais sofrendo, mas no fundo o mais ciente que ela estava fazendo o correto

Kate olhou para Snape antes de sair e sorriu. Severo ficou imóvel pelo ato da filha. Ele estava crente de que ou ela não faria nada ou simplesmente diria algo para cortar o seu coração, do jeito frio e sábio que ela sabia fazer. Severo tinha vergonha das suas fraquezas e sabia que de alguma forma ela sabia disso.

Kate e Harry aparataram e Hermione se aproximou de Snape de uma forma que as pessoas não notariam sua intimidade, por mais que estava na cara das pessoas mais inteligentes e burras de que havia algo entre a conversa dos dois.

- Ela sorriu para você – Hermione parecia orgulhosa do ato de Kate – Isso é bom

- Eu sei – Snape falou olhando para Hermione com vontade de abraçá-la, mas ali, naquele lugar, ele jamais poderia fazer aquilo. A realidade deles eram bem diferentes para ser assumida em público

- O que foi? – Hermione percebeu que algo triste estava na expressão dele

- Nada – Severo não iria desapontá-la naquele momento. Maldito o momento que ele disse que não a magoaria

Quando Harry aparatou na casa fez questão de vasculhar cada centímetro e jogar todos os feitiços de proteção, enquanto Kate olhava tudo encostada no sofá. Estar ali sozinha de novo não seria fácil, havia muitas lembranças das suas depressões, dos seus medos, e ao mesmo tempo parecia ser injusto deixar eles em uma guerra para viver a sua vida. Parecia egoísta.

Era obvio que a Ordem tinha aceitado a partida dela. Era uma pessoa a menos que sofreria e era um indicio a menos de que Voldemort iria atrás deles. Kate tinha trazido uma bagagem de problemas para eles e isso ela tinha que entender que mais prejudicava do que ajudava, mas Harry que era o centro da história parecia mais do que nunca precisar de alguém que não pensasse na guerra em si,mas no menino que estava dentro do circulo de fogo.

- Pronto – Harry falou sentando ao lado dela- Fiz tudo que podia fazer para você se sentir protegida. Quando você mudar darei um jeito de fazer a mesma coisa lá.

- Harry, Snape disse que minha mãe queria contar para mim a verdade de que ele me acompanhava crescer de longe. Você acha que isso mudaria alguma coisa na minha vida?

- Não – Harry passou o braço em volta do pescoço dela – Não sei lhe dizer. A gente não vive pensando e se alguma coisa aconteceu, a gente vive o presente e não as possibilidades, entende? Mas por que a pergunta?

- As vezes eu não gosto de ser tão independente. Queria ter alguém para cuidar de mim

- Mas não é que seu pedido se realizou nesta noite – Harry brincou com Kate tentando fazer cócegas nela, mas ela se contraia tentando fugir – Não fuja de mim, eu vim pra te fazer feliz.

Harry acabou deitando o seu corpo no dela. Eles trocaram um olhar, Kate sorriu ao ver os olhos verdes do menino tão fixados nos seus. Ela afastou o cabelo jogado na testa dele e beijou sua cicatriz. Harry que sempre sentiu dores por causa da sua cicatriz sentiu uma imensa felicidade no gesto de carinho dela.

Harry retribuiu o beijo no rosto dela e depois na sua boca. Os carinhos começaram a levar eles para um rumo que Harry não sabia se era ele que estava indo ou se era o seu próprio instinto que estava fazendo tudo por ele, mas por um minuto ele teve consciência do que estava fazendo e parou olhando para ela.

- Não tenha medo – Kate o puxou – Eu estou com tantas duvidas e medos quanto você, a diferença é que eu sei que isso não termina aqui. Nossa história só esta começando.

Harry não deixou Kate naquela noite sozinha. Ele decidiu que cuidaria dela acariciando sua cabeça até ela dormir e protegendo ela do frio da noite. Naquela noite Harry descobriu o que era ter um grande afeto por alguém assim como Kate descobriu que o amor é tão incrível quanto o dois sabiam pouco sobre isso e muito mais sobre as dores,mas no fundo sabiam que depois de tudo acabar eles descobririam essas novas sensações juntos.

- Severo – Sirius chamou o homem que estava parado olhando para a janela da sala esperand alguém chegar – Acho melhor você ir dormir, sinto que ele só voltará amanhã de manha.

- O que você quer dizer com isso Black? – Severo foi extremamente frio e antipático com o homem – Que o filhinho do seu amigo vai traçar a minha filha? Veio jogar isso na cara do ranhoso

- Calma – Sirius falou para o homem e ao mesmo tempo tentou se acalmar para não dar uma resposta bruta para ele – Eu vim em paz e eu jamais usaria esse tipo de termo para falar do meu afilhado quanto mais da Kate. Eu posso ser uma pessoa com inúmeros defeitos, mas eu sei que da sua filha eu não posso falar um a se quer. Agora se você pensa desta maneira é problema seu.

- Depois do que você fez com ela – Severo bufou – Obvio que você não pode falar nada

- Eu sei que não. Por que você me salvou? Eu sei que você quem fez isso.

- Porque diferente de você eu aprendi a fazer a coisa certa ao invés de levar em consideração os meus desejos. E vontade era o que não faltava para ver você pálido e frio, mas não venha falar alguma coisa sobre isso, pois eu posso levar você pra ver seu amiguinho no mundo dos mortos em cinco segundos.

- Ele sempre soube que você gostava dela e sempre teve uma grande insegurança disso. Devia ser por isso que nós criamos uma grande inimizade. Você era o sonserina mais justo e mais irritante do mundo, mas mesmo assim ele tinha problemas de auto estima quando via ela conversar tão docemente com você e não com ele. Snape,você sabe porque achamos que Remus era o traidor naquela época?

- Não faço questão de saber – Severo não tirava os olhos da janela, ele tentava fingir que não se interessada pela história, mas estava ouvindo tudo que o bruxo estava falando

- Remus estava consolando Lillian quando descobriram que você era um dos comensais mais próximos de Voldemort, o que naquela época,em uma Ordem da Fenix muito mais organizada, a gente chamava de Esquadrão A. Desde então James achava que Remus não era confiável.

- Que linda historia – Severo debochou – O que você quer com tudo isso?

- Dizer que sinto muito por tudo e obrigado pelo o que fez. Apenas isso – Sirius falou – E por eu ter feito o que eu fiz com a sua filha, por vingança de tudo que você nos fez passar desde os anos de escola até a morte de Dumbledore, que ainda achávamos que você era o assassino. Não sei se eu teria coragem de fazer as coisas que você fez.

- Eu sei que não teria – Severo falou

Sirius resolveu deixar ele ali. Nada o tiraria daquela posição e no fundo Sirius entendia.


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