Notas da Autora: Hi!
Este drab vai ter uma terceira parte! Lol, espero que não fiquem desapontados, mas é que a história acabou por ser grande de mais…
Não sabem o difícil que foi encontrar um nome para a agente da Sakura! xD
Desculpem pelos possíveis erros e por esta parte ser curta…
E espero que aproveitem!
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Colecção de Drabs de SxS
Drab 38 – O nosso Som – Parte II
私たちの音
By Ying-Fa Kinomoto Lee
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Comecei no dia 31 de Agosto às 19:22/Terminei no dia 12 de Setembro às 01:39
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(Sakura)
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-. Não…! Porque é que eu não posso ir? – perguntei, zangada. Estava a discutir com a minha agente sobre o misterioso guitarrista, e isto porque eu queria ajudar aquele rapaz a encontra-lo.
-. Já disse que não! – gritou – Porquê tanta obsessão com um guitarrista que talvez nem exista!
-. Ele existe e eu vou prová-lo. – gritei, irritada, correndo até à porta, donde sairia do seu escritório – Eu vou procura-lo e vou encontra-lo! – disse, com convicção.
-. Não! Pára! – gritou, correndo atrás de mim – Não penses em desobedecer-me!
-. Nã, nã! – disse, enquanto corria, sorrindo. Estava a correr na direcção da entrada da sede, quando reparei numa pessoa alta. Parei assim que reconheci quem era. A minha boca abriu-se automaticamente. Lágrimas pareciam querer sair dos meus olhos, mas consegui controla-las. Após tantos anos sem o ver eu não queria que a primeira coisa que ele visse fosse a minha cara chorosa, por isso sorri, sorri com tal tamanho que quase doía. Reparei que ele arregalava os olhos.
Ganhei coragem, aproximando-me dele, sem retirar os meus olhos dos dele em nenhum momento. Mas parei no caminho, sentindo-me insegura. Esperava um sorriso da sua parte, mas até àquele momento ele apenas observava-me, talvez como se pensasse que aquilo era apenas uma ilusão.
-. Ah? És tu o guitarrista? – não tinha reparado que estava a olhar para o chão, submersa nos meu pensamentos, mas quando ouvi a voz da minha agente levantei a cabeça, com os olhos abertos o máximo que podia. Reparei que ela passava por mim, chegando até aquele homem – Boa tarde, o meu nome é Shiho Kawano, agente de Sakura Kinomoto. – apresentou-se, e depois fez um pequeno gesto com a sua mão na minha direcção, apresentando-me. Vi os seus olhos observarem-me, e uma timidez consumiu o meu corpo naquele momento – Como esse menino já deve ter explicado – olhei, reparando pela primeira vez no rapaz que estava ao lado do Syaoran. Acenei, cumprimentando-o – ele deixou, na secretaria, uma cassete, com um áudio de uma guitarra tocada por você, para participar num casting que a nossa produtora tinha iniciado, pois precisamos de um guitarrista para o nosso maior ídolo, de momento. – fez, novamente, um sinal com as suas mãos na minha direcção – Poderia tocar algo para nós, ao vivo? – quando ouvi a sua pergunta apercebi-me que ele, às suas costas, levava uma mochila própria para carregar uma guitarra.
Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça – Claro… - no momento em que ouvi a sua voz as minhas emoções voltaram à tona, retornando a minha vontade de chorar.
-. S… - a minha vontade de disser o seu nome era algo difícil de controlar, mas consegui parar a tempo. Aquele não era o momento ideal para haver um reencontro. Eu precisava falar com ele, eu realmente precisava!
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(Syaoran)
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No momento em que a vi fiquei sem fala. O meu cérebro tinha parado de funcionar. Como podia? Como podia? Céus, a sorte não estava a meu favor!
Mas tenho que admitir que o seu sorriso inicial deixou-me confuso, com esperança, mas logo percebi que continuava a ser como antes… A maneira com que ela me olhava, ou tentava olhar, transmitia o medo que ela ainda sentia de mim. E eu sentia nojo de mim próprio por isso. Ver o seu medo expressado de um modo tão transparente fazia apenas com que o meu ódio por mim mesmo evoluísse cada vez mais, e com mais rapidez.
Sabia que ela não teria esquecido…Não, depois daquilo que lhe fiz… Não, nenhum ser humano seria capaz de perdoar algo tão horrendo.
-. Pare. – a Shiho Kawanofez um gesto com a sua mão, para que parasse de tocar - Fabuloso, os meus parabéns. – aplaudiu – Não concordas comigo, Sakura? – a sua voz, esperava ouvir a sua voz, mas ela apenas acenou afirmativamente com a cabeça – Irei apenas falar com os meus superiores sobre o seu caso, mas certamente irá fazer parte desta grande produtora. – sorriu.
-. Poderia dar-me algum tempo para pensar? – perguntei, surpreendendo-a.
-. Claro, mas realmente precisa de mais tempo para pensar? – perguntou, surpreendida – Pense na oportunidade que poderá escapar das suas mãos. Uma oportunidade única na vida! – dramatizou.
-. Por favor. – pedi – É uma decisão muito difícil de tomar.
-. Claro… - respondeu, hesitante – Mas apenas terá até o dia de amanha para dar-me uma resposta definitiva.
-. Claro, amanha será! – respondi, abaixando um pouco a cabeça, a modo de gratidão.
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Sai da grande sala onde pareciam fazer a gravações, o sítio onde toquei, para sair do edifício. Sabia que não voltaria a entrar nele nunca mais, pois a minha decisão fora formada no momento em que a vira pela primeira vez em anos. Eu sabia que naquele exacto momento ela estaria a inventar alguma desculpa para não poder contratar-me. E eu sabia que a minha presença só traria infelicidade. Suspirei. Pelo menos tivera mais uma oportunidade de a ver. O seu sorriso, meu deus, esperava que fosse verdadeiro, pelos segundos que durou, mas eu guardar-lho-ia para sempre na minha memória, juntamente com os restantes que ela já me tinha regalado, apenas e só para mim, noutros tempos.
Ouvi passos atrás de mim, mas não parei de andar. E o último que pensava que pudesse acontecer hoje aconteceu. Virei 180 graus – Espero por ti amanhã. – um sorriso preenchia a sua face. Não acreditei. Os meus olhos continuavam abertos o máximo que podia, enquanto tentava ordenar todos os meus pensamentos – S… - senti que ela queria dizer mais alguma coisa, mas estava demasiado confuso para ouvi-la. Percebi que ela observava algumas pessoas que passavam perto dela, cumprimentando-a, e observando-me com curiosidade.
Virei, novamente, 180 graus, sem disser nada. Mas o sorriso estava estampado na minha cara. Ah, sorriso idiota! Porque é que eu não consigo parar de sorrir? Não tenho motivos para sorrir, o facto dela querer verme no dia seguinte era com certeza uma indirecta que queria disser que me teria perdoado por aquilo que lhe tinha feito no passado. Mas nesse momento veio-me à mente a imagem dela, uma hora atrás, o medo que ela parecia ter de mim. Talvez ela não quisesse que eu perdesse uma oportunidade daquele tipo, e por isso tinha dito aquilo, pois poderia pensar que eu não aceitaria pelo que lhe tinha feito no passado. E eu sabia que ela era bondosa, sabia que gostava de ajudar os outros no que pudesse, e foi isso o que ela fez para mim, com certeza. Suspirei. Porque não? Talvez eu poderia desculpar-me, coisa que devia ter feito à muito tempo atrás. Talvez isto fosse uma oportunidade dada para que pudesse alterar meu futuro também, e desculpar o meu passado. Mostrar-lhe-ia que tinha mudado muito, que já não era o mesmo rapaz imaturo de quinze anos.
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(Sakura)
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-. Ah! – observei como o Syaoran entrava pela porta, seguido pela minha agente – Já está? – perguntei, agarrada a uma almofada que decorava o sofá em que estava sentada.
-. A partir de hoje Syaoran Li faz parte da nossa produtora. – a minha agente disse, sorrindo – Agora já não precisamos de nos preocupar mais em buscar um guitarrista. – suspirou.
-. Viva! – gritei, levantando-me do sofá. Por um segundo pensei em abraça-lo, mas lembrei-me que não estávamos sozinhos (ainda). Corri em direcção à minha agente – Bem vindo. – disse-lhe, sorrindo – Espero que nos dêmos bem. – disse, estendendo a minha mão. Ele pareceu hesitante, observando a minha mão sem se mexer um milímetro.
-. Vamos! Bem Vindo! – a minha agente abraçou-nos, um braço para cada um de nós, fazendo a forma de um 'C' – Vamos comemorar!
Ri, tentando esquecer a sua recusa em me tocar.
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Mais tarde saímos para jantar num restaurante, com mais outros empregados da Produtora. O restaurante ficava a uns poucos metros de distância, por isso chegamos ao destino em pouco tempo.
O lugar parecia bastante acolhedor. Um pouco pequeno para as perto de 30 pessoas que se encontravam no seu interior, mais ainda continuava a ser um óptimo lugar, bastante conhecido pela sua deliciosa comida.
Olhei ao meu redor. A minha agente e o Syaoran estavam a conversar. Continuei a observá-los. Ela ria, ele sorria, e diziam qualquer coisa que os meus ouvidos não conseguiam captar. Fiz uma cara de emburrada e olhei noutra direcção. Era impossível que, após tão pouco tempo do nosso reencontro, os meus sentimentos já tinham chegado àquele ponto, em que chegava a ter ciúmes da minha própria agente, que era quase como a minha melhor amiga.
Coloquei uma mão na minha testa, sentindo a minha temperatura. Ela não parecia estar fora do comum.
Apercebi-me que o empregado estava a passar pela mesa em que me encontrava, por isso fiz um gesto para que ele se aproximasse. Após pedir uns quantos aperitivos que tinham-me deixando com água na boca, olhei para a minha lata de Pepsi, como se esta colocasse o líquido que continha, sozinha, no copo vazio que estava ao seu lado. Suspirei. Olhei para o meu lado direito, vendo um dos cantores da nossa produtora a conversar com outra empregada que estava no seu lado direito. Óptimo, ninguém queria saber de mim! Olhei novamente para a lata de Pepsi e, após debater o assunto, segurei a lata e coloquei o líquido que continha dentro do meu copo. Segundos depois o empregado deixava as travessas, com os aperitivos que tinha pedido, em cima da mesa. Agradeci antes dele voltar a distanciar-se da mesa.
Comecei a comer vários pedaços dos aperitivos, depois de molha-los num molho próprio. Enquanto ia mordendo olhava ao meu redor. E reparei que a minha agente olhava para mim.
-. Uh, deixa experimentar. – sem cerimonias, aproximou a sua mão a uma das travessas e tirou um pedaço. – Delicioso. – disse, após comer.
Enquanto a minha agente provava os diferentes petiscos, eu olhava para o Syaoran, mas ele olhava noutra direcção. Em qualquer uma, excepto na minha direcção.
-. Com licença. – de repente ouvi a sua voz, e reparei que ele levantava-se da mesa, indo em direcção ao que deveria ser a casa de banho. Não pensei duas vezes. Fui na sua direcção.
Ele tinha parado à porta da casa de banho masculina, o que era uma sorte, mas também fiquei baralhada, já que ele não tinha entrado na casa de banho como eu tinha imaginado.
Percebi o exacto momento em que ele notou a minha presença. Os seus olhos observavam-me. Aqueles grandes olhos castanhos, arregalados. Chegou a abrir a boca, mas voltou a fecha-la rapidamente.
Que momento oportuno para ficar nervosa! Tinha que dizer qualquer coisa, pois finalmente estávamos sozinhos.
-. Sy… - senti a humidade na palma das minhas mãos. O seu nome parecia difícil de sair da minha boca.
Num momento para o outro ele virou-se de costas, fazendo questão de entrar na casa de banho masculina. Instintivamente puxei uma das pontas do seu casado de ganga, fazendo com que ele parasse. Virou-se, olhando-me com uma expressão interrogativa.
-. Syaoran… - suspirei após ter conseguido dizer o seu nome depois de tanto tempo – sobre o passado… - as minhas palavras eram vagas – vamos esquecer… vamos… - a porta da casa de banho pública abriu-se de repente e de lá saiu um homem de negócios que pareceu surpreso pela cena que presenciou.
Antes que eu pudesse voltar a falar, vi a minha agente a aproximar-se, estranhando o nosso comportamento – O senhor Matsuta disse-me que estava a acontecer algo aqui. O que foi? – perguntou, mas olhava para o Syaoran. Eu tentei disser algo, meio envergonhada, mas o Syaoran foi mais rápido.
-. Encontramo-nos no corredor, nada mais. – disse, calmo.
-. Claro! – eu respondi. A minha agente virou-se para mim, com duvida no olhar, mas eu sorri, tentando faze-la esquecer dos possíveis pensamentos que teria sobre nós os dois.
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(Shiho Kawano)
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-. De onde o conheces, Sakura? – perguntei, fazendo com que ela arregalasse os olhos. Estava na sua casa após ter terminado as gravações que tinha naquele final de tarde. Cada uma tinha um pacote de ramen nas mãos. Eu estava sentada no seu sofá, enquanto que a Sakura estava sentada em cima do tapete, apoiando o seu braço esquerdo na mesa que existia frente ao sofá.
-. Do que estás a falar? – perguntei. Percebi que ela estava a forçar um sorriso, e que observava a parede em vez olhar-me nos olhos.
-. Não me trates como se fosse uma idiota, tu sabes que eu odeio que me façam isso. – respondi, sem me abalar. A sua resposta não me calaria – De onde conheces o Li? – voltei a perguntar, mas desta vez ela não parecia tão surpreendida.
-. Do mesmo modo que tu. De que outra forma poderia ser? – respondeu, olhando para o pacote que segurava.
-. Já te disse que eu não gosto que me façam parecer uma idiota. – disse, aumentando o som da minha voz – Eu sei que aquela não foi a primeira vez que o viste. Deste que ouviste aquela cassete notei uma alteração o teu comportamento. – continuei – Eu não conheço esta Sakura.
-. Eu já te disse que… - voltou a falar, mas eu interrompi-a.
-. Se não és capaz de me disser, eu irei perguntar-lhe directamente na próxima vez que o ver. – disse – E, dependendo do vosso passado, nós nos ocuparemos do resto.
Gritou, histérica, levantando-se com tal rapidez que o pacote de ramem caiu das suas mãos, molhando as suas calças, e ficando o resto no tapete, perto dos seus pés – Não, por favor, não! Não lhes digas nada, por favor! Eu direi tudo o que desejares, mas não o faças ser despedido. – nunca a tinha ouvido falar com tal intensidade, com tal falta de controlo. Parecia que eu estava a oferecer-lhe a morte.
-. Calma, acalma-te. Eu não direi nada aos meus superiores. – respondi, puxando para que ela ficasse ao meu lado, sentada no sofá – Acalma-te... – abracei-a. Senti-a soluçar e perguntei-me a razão pela qual ela teria ficando assim. Perguntei-me o que teria acontecido, já que para ela o Li deveria ser alguém muito importante. Mas porque seria que eles mantinham aquela distância entre eles?
-. Ele fazia parte da banda em que eu cantava, durante a secundária. – respondeu, finalmente, antes de fungar. Acariciei o seu cabelo.
-. E chegaram a ser namorados, não? – respondi por ela. E a Sakura apenas afirmou com a cabeça, ainda nos meus braços.
-. Calma, Sakura. Porque estas assim? Ainda gostas dele? – a pergunta decisiva tinha sido feita.
Ela separou-se, mantendo uma distância entre nós duas. Primeiro olhou para as suas pernas, que estavam na posição de Buda, mas voltou a olhar para mim. Olhou por uns segundos, mas voltou a desviar o olhar, desta vez para a parede – Sim. – apenas disse. Mas, sem que eu pudesse responder a essa confissão, ela levantou-se do sofá, andando de um lado para o outro, sem conseguir parar, e a cada passo aumentava a velocidade – Mas não digas nada, por favor. Promete-me que manterás isto em secreto. Eu não quero que me separem dele, compreendes? Eu não quero! – parou, olhando-me – Eu farei tudo o que quiseres, mas por favor…
-. O amor que sentes por ele é assim tão forte? – perguntei – Ao ponto de pores a sua felicidade à frente a tua? – ainda estava baralhada pela nova expressão que conheci da Sakura. Não parecia ser a mesma das capas de revista. Aquela mulher com confiança em si mesma não passava, agora, de uma chorona, com rímel a escorrer pelas faces, degradando ainda mais o seu actual estado.
-. Sim… -sussurrou – Por isso…
-. Sabes que eu não vou disser nada. – respondi – Nem sei o porquê de estares tão preocupada que, se alguém descobrir que vocês se conhecem à muito tempo, mesmo antes do teu debut, não poderão trabalhar na mesma produtora.
-. Mas… - ela disse, hesitante – Eu não quero cometer nenhum erro desta vez. Espero que ele não perca, por minha causa, o sonho que ele tinha deste a altura em que o conheci.
Ficamos alguns segundos em silêncio.
-. Será que… - a Sakura começou, hesitante. Ela tinha um pano húmido na mão, com o qual limpava a sua cara - … eu poderia… falar com ele? – ela olhou, os seus olhos ainda estavam húmidos e eu senti uma dor no coração. A Sakura era da minha responsabilidade, por isso estava quase sempre com ela, impedindo-a de ficar sozinha.
-. Não. Tu sabes que eu não poderia… - comecei, mas ela interrompeu-me.
-. Eu apenas pedia algumas horas. À anos que não falo com ele. Precisava de lhe disser algumas coisas sobre o passado. – disse.
Nesse momento lembrei-me de que eles foram namorados. Como terminaram? – Aconteceu alguma coisa para vocês terminarem? – perguntei.
-. A… - ela parecia reticente – A culpa foi minha… foi por minha culpa que nós terminamos… - respondeu e eu fiquei surpresa pela sua resposta – Por isso… É por isso que eu preciso falar com ele, por favor? – os seus olhos voltavam a estar húmidos. Ela parecia tão alterada que por segundos pensei que ela não poderia estar 100% bem.
O seu corpo tremia. Suspirei – Eu irei levar-te até à sua casa. – um sorriso apareceu na sua cara, mas as lágrimas ainda não tinham parado de escorrer pelo rosto.
-. Obrigado, obrigado. – ela correu na minha direcção, abraçando-me assim que chegou ao meu lado – Muito, muito obrigado! Ficarei eternamente grada! – beijou as minhas bochechas, sorrindo como uma criança.
-. Claro, claro. – tentei separar-me dela – Lembra-te que irei fazer-te este favor. – respondi - Mas terás que telefonar-me assim que quiseres voltar a casa. – disse-lhe, e ela afirmou com a cabeça – Eu estarei lá para levar-te para casa. Assim poderei saber como estás, sem me preocupar, pois confio no Syaoran para te proteger.
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CONTINUA
Seria pedir muito por um review vosso? Uma frase bastaria e me faria imensamente feliz.
A 3ª parte está a ser escrita, e estará aqui, no próximo domingo, dia 19.
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Sobre os locais descritos: A única coisa que me faz preferir um manga a um livro é a ilustração dos espaços onde os personagens se encontram. Todos sabemos que o autor e o leitor não têm a mesma ideia do espaço que estão a escrever/ler. Por mais que eu tente descrever todos os pormenores eu deixo sempre escapar alguns (e também deve ser cansativo para o leitor andar sempre a ler descrições, por que se fosse por mim, no inicio de cada PoV, ou alteração de espaça/ambiente que os personagens ocupam, teria que escrever uma breve descrição do lugar onde eles agora estavam, tentado que essa descrição fosse o mais fiel possível ao que imagino. Por isso decidi experimentar uma coisa. Fazer um plano de um dos lugares que utilizo neste drab (neste caso é a casa da Sakura). Têm aqui o site (tirem os espaços):
http : / / img340 . Imageshack . us / img340 / 593 / casadasakuradrab3738 . png
Se pudessem eu gostaria de saber se vocês imaginavam o quarto dela assim (é certo que no drab 38 eu ponho mais descrições do seu quarto do que no drab 37).
Sobre o título da história: Lol, acho que isto só deveria estar no drab 36, pois o seu título não fazia sentido nenhum. xD Mas "O nosso Som" veio-me à mente depois de imaginar uma cena que poderá ser a cena final deste drab (deixei as coisas muito obvias, não?). Os títulos das histórias costumam ser (para mim) a coisa mais difícil de "criar" (isso e também os nomes dos personagens secundários. Por que imaginam que eu não dei um nome nem à agente da Sakura e nem ao rapaz que grava a cassete? Claro que na 2ª parte a agente já tem um nome. xD Mas de momento ele ainda está em branco… Estive à procura de nomes japoneses em mangas, mas ainda não encontrei nada que me agradasse…).
Influências: Aoki Kotomi! xD (Para quem não sabe é o nome de uma mangaká) Quando tive a ideia da trama principal desta história (nesse momento estava a ouvir "MBLAQ – If You Come Into My Heart")percebi que fazia-me lembrar a sua one-shot "Aishikata mo Wakarazuni", porque tem uma trama muito parecida. E a parte da música faz-me lembrar o seu actual manga "Kanojo wa Uso wo Aishisugiteru", porque fala sobre música e tudo o que a envolve (produtoras, cantores, etc…). Lol, por isso este tipo de história é "muito à" (típico de) Aoki Kotomi.
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A minha playlist para este Drab foi…
1. MBLAQ – If You Come Into My Heart
2. The Black Skirts feat. Kebee – n/a
3. F.T Island – Love Love Love
4. 4Men – U
5. 4Men – Say I Love You
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Resposta aos Reviews…
Sofia: drab 36: Olá! :)
À quando tempo! Quase 2 anos, eu acho! xD
Alguém falou mal desta história, ou estás a falar do mal que eu falei dessa drab, por não ter gostado de como ela tinha ficado? Bem, eu não queria que eles se reencontrassem, mas eu sei que os leitores se sentiriam desiludidos, por isso deixei esse final em aberto, pois eu não conseguiria fazer um final, e por isso deixaria isso para os leitores. Podes escolher qualquer final que desejes, pois qualquer um poderia ser o verdadeiro final. :)
drab 37: Lol, muito obrigado pelo review! :) Espero que gostes desta segunda parte!
Bye, bye
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Ledger m.: Olá.
Não te preocupes, não há nenhum problema por não teres conseguido mandar um review na drab passada. E ainda bem que adoraste essa drab – 36 – pois não foi uma das minhas favoritas! xD
Eu não pensei nos personagens Sakura e Syaoran de CCS para criar esta história. Quando eu imaginei esta história pela primeira vez eu nem estava a pensar em personagens aleatórios, por isso a personalidade dos personagens neste drab pode ser completamente diferente da sua personalidade no anime CCS.
Eu sei que o motivo por eles terem se separado parece absurdo, mas a primeira vez que pensei nesta história apenas sabia que queria que o Syaoran se sentisse mal/culpado por algo que teria feito no passado, que fizera com que a Sakura se separasse dele, sem nunca mais voltarem a falar. Então eu lembrei-me de um one-shot que li da minha mangaká favorita, em que a história é bastante parecida, e que nesse caso, no inicio da história, sabia que ele (o personagem dessa one-shot) tinha se "deixado levar" e que quando ele dá conta do que está prestes a fazer, vê que a namorada está a chorar. Ah, eu falo dela na parte "Influências", antes do "A minha playlist para este Drab foi…".
Lol, mas é sempre bom ler um pouco de drama, né? Por isso desculpa pela desculpa que arranjei para que eles se separassem, mas acho que ficou bem explicado (talvez não), que o Syaoran tinha deixando-se levar pela bebida; que a Sakura, embora gostasse do Syaoran, não queria fazer sexo com ele naquele estado, mas o choro acabou por ser algo extra, mas que ajudou para que o Syaoran, ainda inconsciente, pensasse que tivesse forçado a namorada a algo que ela não queria fazer, o que o deixou irritado; depois, quando olha para
as roupas da Sakura tem a certeza que a forçou; a Sakura olha para as roupas com vergonha pelo estado em que elas se encontram, ela em nenhum momento culpa o Syaoran pelo que aconteceu, ela simplesmente não queria fazê-lo naquele dia, naquele momento; depois, quando vê o seu estado no espelho tem medo de que o Syaoran não queira mais nada com ela, por não o ter deixado ir até ao fim; depois disso a Sakura estava muito envergonhada para poder falar do que tinha acontecido e achava que o Syaoran estava desapontado com ela e por isso a evitava na escola; e o Syaoran evitava-a porque achava que ela, ao estar nervosa (por estar envergonhada pelo que tinha acontecido), não queria que ele voltasse a falar com ela.
Desculpa se estiver uma confusão, é que eu estou a escrever à pressa. xD
Lol, por acaso eu sou o contrário. Eu, como escritora, sei todos os pontos de vista da história, e eu quero que os leitores também tenham essas visões, porque acho que a história fica mais completa, por isso eu faço vários pontos de vista, dependendo do tipo de história, é claro. Acho que ao fazer vários pontos de vista de diferentes personagens, estou a dar o máximo de informação possível sobre a história, e sobre os pensamentos dos vários personagens, ao contrário do que aconteceria se a história só tivesse o ponto de vista de um personagem.
Quando "falaste" disso das "Por isso na grande maioria das vezes quando acontece das bandas perderem o vocalista, é difícil arranjar outro porque é impossível ter um canto igual" lembrei-me logo do vocalista da banda QUEEN, pelo meu pai ser um grande fã deles, e que sei que a banda nunca mais foi a mesma depois da morte do vocalista…
Lol, eu também não sei tocar nada! xD
Eu reparei nisso. Muitas poucas drabs, assim como muitas poucas pessoas que comentam. Pois, já passou uns 2 anos… Na altura em que lia fanfics eu consumava ler os espanhóis! xD
Olha, posso te disser que o usuário "Musette Fujiwara" é de Portugal e escreve histórias de CCS. Também a "Sofia" (resposta ao review acima) é de Portugal.
Eu acho que não existe um grande número de escritores de fanfics de Portugal, talvez uns 100, não sei. Não existem tantos otakus aqui como no Brasil, basta apenas comprar os nosso eventos, e até os mangas que vendem, que só recentemente começaram a ser vendidos e esse manga foi o Astroboy, o volume 3 saiu em Agosto, eu acho (nada de narutos; a única coisa que aconteceu foi que o anime Naruto começou a dar num canal para adolescentes chamado "Sic Radical", que agora transmite alguns animes, chegou até a dar FullMetal Alchemist). Por isso estás a ver que o mundo otaku ainda está "muito verde" aqui em Portugal. Não sei se é por isso que há tão poucos escritores de Portugal, mas pode ser uma das razões para isso.
Não te preocupes pelas perguntas, podes fazer muito mais se quiseres (deste que não sejam muito pessoais, é claro). Eu não escolhia as fics pelos países de origem das escritoras, mas sim pelas histórias, por isso eu acho que li tanto histórias de escritoras brasileiras como de escritoras portuguesas (reparei que estou a utilizar o termo feminino, desculpem escritores homens). Não prefiro nenhuma das duas, mas sim a história que mais me interesse.
Mais uma vez, muito obrigada pelo teu review! :)
Bye, bye
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Notas da Autora: Em duas horas e meia consegui escrever 6 paginas… Uau… Mas não me lembro se ultrapassei algum record antigo! xD Acho que não tenho muito mais que disser, sem ser que este drab foi muito mais fácil de escrever que o drab 36, e que estou muito contente com esta história, como já expliquei antes, pela forma pela qual imaginei. Pena não poder compartilha-la convosco, mas vou tentar fazer a melhor adaptação possível, para a escrita, daquilo que imaginei…
Até à próxima…
Ying-Fa Kinomoto Lee
