N.a.: Ok. Eu sei que sou a pior pessoa do mundo.
Esse outtake era pra ter sido postado do Halloween, mas como eu ainda sou a pior pessoa do mundo, me dou a liberdade de postar muito tempo depois!
Uma espiadinha na vida da Chiz e Edward alguns anos depois do epílogo!
PS.: Pra quem não lembra, Chiz é o apelido que Edward deu para a Bella no dia que eles foram no bar de karaokê. Ele ficou bêbado e numa tentativa torpe de chamá-la de Cheesecake, acabou falando Chiiiiiizcake. Chiz ficou como o apelido dela até o final da fic.
Divirtam-se.
Ponto de Vista da Bella
"Boa noite. Aqui é seu pior pesadelo para dizer que você tem vinte minutos pra buscar a sua prole aqui de casa", a voz do meu melhor amigo bufou ao telefone quando ouvi a primeira das três mensagens de voz deixadas por Pedro em meu celular. Dei uma gargalhada baixa enquanto observava Edward sair do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura e o sorriso torto pintando seu rosto.
"O quê?" Inquiri.
"Você definitivamente precisa de um banho…" Fez uma referência clara ao meu estado deplorável.
"O que exatamente você quer dizer?" Fingi ignorância.
"Acho que se olhar no espelho é uma boa ideia. E em seguida, chuveiro comigo."
Rolei os olhos e ri, enquanto me levantava da cama. Caminhei com passos lânguidos em direção ao grande espelho que tínhamos no quarto e gargalhei quando observei meu reflexo. Meus cabelos estavam uma bagunça, gotas de suor caiam por entre meus seios, maquiagem completamente borrada e uma bela marca vermelha no pescoço, registro da infantilidade do meu marido que insistia em me dar chupões.
"Merda!" Bufei olhando para o vestido tomara-que-caia que ainda estava pendurado no cabide.
Balancei a cabeça em um movimento negativo e me encaminhei para o chuveiro.
Edward estava deliciosamente coberto por uma camada de espumas, provavelmente originada do sabonete, e um vapor confortável abraçava nossos corpos. Eu sabia que ele não conseguiria transar comigo novamente porque ele estava extremamente cansado, mas tinha certeza que se provocasse, me faria feliz… muito feliz. O problema é que também estava exausta e a ideia de transar de novo, apesar de boa, já me exauria.
Parecia que nestes dois últimos anos desde que minha filha nasceu nós não éramos nada mais do que zumbis. Não dava pra negar que a ideia de ter dois filhos desgastou um pouco nossa vida sexual, e intimidade em geral, mas não me arrependo nem por um segundo de Dyu e Nessie.
Os dois eram complete opostos. Dyu era como uma bolinha de energia. O tempo inteiro brincando, falando e fazendo travessuras, enquanto Nessie era mais calada, muito observadora. Acho incrível como aqueles olhos castanhos fixam-se em qualquer pessoa e o analisam metodicamente antes que ela dê uma aprovação se esta pessoa merece seu tempo ou não. Dyu, por outro lado, é todo oferecido e adora conhecer pessoas novas, especialmente quando as pessoas não medem palavra para elogia-lo. Perigoso… este menino é muito perigoso.
"Vai ficar dando uma de esquisita só me olhando, ou vai entrar nesse chuveiro, Chiz? Estou prestes a acabar com a água quente!" Edward brincou e eu pisei no box, sendo imediatamente surpreendida por braços fortes envolvendo minha cintura e um beijo estalado na ponta do meu nariz, queixo e lábios.
"Amo você," sussurrei quando ele enconstou nossas testas e sorriu para mim.
~x~
"Bella, pelo amor de Deus, vem buscar seus filhos! Acho que cometi um erro ao dar doces pra Dyu porque o menino está com mais fogo no rabo do que as meninas de Jersey Shore! Prova que me ama e vem buscar seus filhos!" Eu não parava de gargalhar da mensagem desesperada que Pedro deixara em meu celular. Aparentemente a tarefa não era tão fácil quanto ele esperava.
Desde que Nessie nasceu, Pedro vinha insistindo em cuidar dos meus filhos para que eu pudesse dar uma apimentada no meu relacionamento, e eu sempre procrastinava esta data porque sabia das capacidades dele. Tinha certeza que duas criaças - na verdade três, porque Dyu conta como duas - eram demais para ele. Mas Edward insistiu que nós precisávamos de um tempo só para nós dois e acabei cedendo.
O combinado era que Pedro ficasse com eles por um dia para que Edward e eu pudéssemos ir a uma festa de Halloween com Alice, Jasper, Emmett e Rose. O problema é que faziam apenas 4 horas que deixara meus filhos com meu melhor amigo e ele já estava pedindo arrego.
Ri mais uma vez, enquanto voltava a ligar para minha caixa postal porque ainda havia uma mensagem de voz deixada por Pedro.
"O que está havendo? As crianças estão bem?" Edward perguntou preocupado sem tirar os olhos da estrada, mas seu tom aflito demonstrou que as minhas risadas não eram suficientes para acalmá-lo quando se trata de nossos filhos.
"Ah sim! As crianças estão perfeitas. Não é com elas que você deveria ficar preocupado…"
"Pedro já pediu penico?" Perguntou soltando uma gargalhada alta.
"Quatro horas depois que deixei as crianças lá!" Gargalhei junto de meu marido e busquei sua mão que segurava o volante para colocá-la em meu colo.
"Deveria trocar de caminho? Quer ir buscá-los?" Edward perguntou sério.
"Não! Claro que não! Essa noite é nossa! Ele não insistiu tanto por isso? Portanto agora que aguente!" Disse com um tom maléfico, que o fez gargalhar mais uma vez.
"Você é impossível!"
Coloquei o celular no ouvido e me preparei para mais uma rodada de drama.
"Por favor. Juro que nunca mais te peço nada no mundo. Por favor, linda! Eu te amo tanto." Soltei uma risada abafada. "Mamãe… eu te amo muito muito muito muito muito mais do que o mundo!" Dyu gritou e em seguida pude ouvir a voz distante dele gritando pelo nome de sua irmã. "Viu como ele sente sua falta?" Pedro suspirou com uma voz fraca e em seguida ouvi Dyu chamando-o para brincar, e a voz meiga de Nessie dizer "Vem Tio Pêdo!", seguido de uma gargalhada gostosa da minha menina. "Merda." Pedro gargalhou e desligou o telefone.
"Você precisa ouvir esta!" Gargalhei e coloquei a mensagem para tocar novamente, desta vez, porém, no viva voz.
~x~
"Dollar theater, Edward? Sério?" Questionei abismada quando vi meu marido estacionar o carro em frente ao cinema que custava apenas um dólar. "Não existe mesmo romantismo nesse mundo…" Impliquei, enquanto abria a porta do carro.
"Então romantismo pra você se resume em barras de ouro?" Questionou fingindo um tom ultrajado.
"Eu diria que em joias, diamantes, pedras preciosas…" sorri maliciosamente e levantei uma sobrancelha forçando-o a rir.
"Eu ainda não sei o que me levou a ter casado com você, Chiz…"
"Eu sou boa de cama. E isto te basta."
"Você é boa de cama…" falou e um rubor cubriu o seu rosto suavemente. "Seria romântico se eu abandonasse nossos planos e te levasse pro quarto?", disse enquanto abraçava meu corpo contra a lateral do seu, forçando-me a andar de volta em direção ao carro.
"Um palavra, Edward: divórcio."
"Você não é engraçada." Disse com um olhar ríspido, fixo no meu. "Bruxaria… é isso que você pratica! Até agora não entendo a razão de estar contigo até hoje!"
"Sexo, baby… E o fato que meu salário é maior que o seu." Falei com um tom superior que arrancou uma gargalhada alta dele.
Edward não pagou pelos tíquetes, que provavelmente custariam dois dólares (os dois juntos). Apenas disse nosso nome do guichê do cinema e me guiou para que entrássemos no estabelecimento.
Ele foi até o stand de pipocas e pediu uma com manteiga extra – exatamente como eu gosto –, um copo de Coca-cola para ele e Dr. Pepper para mim. Foi impossível não sorrir quando ele me entregou meu refrigerante com um olhar enojado. Os dois refrigerantes tinham praticamente o mesmo sabor, mas Edward insistia em dizer que era completamente diferente e o fato de eu beber Dr. Pepper era asqueroso.
Edward me puxou pela mão e acenou com a cabeça que deveríamos ir. Olhei com pesar para a mesa de air hockey, suspirei profundamente e segui o caminho para a sala de cinema.
Impliquei anteriormente com meu marido pelo fato dele me trazer para o Dollar Theater, mas a verdade é que eu amo este lugar. Há uma pequena sessão de Arcade, na lateral, com jogos clássicos e um dos meus favoritos – Air Hockey. Meu coração saltitava veloz só em imaginar a adrenalida de fazer o disco entrar no gol do Edward. Ele era péssimo, e achava que isto era parte da razão pela qual ele detestava jogar contra mim. Eu sou profissional.
"Air Hockey, você e eu. Assim que o filme acabar," falei com um tom ríspido, enquanto encarava seus olhos verdes assustados.
"Veremos… temos muito o que fazer e não sei se teremos tempo."
"Amor… um jogo entre você e eu não duraria mais do que um minuto."
"Vai pro inferno," bufou, mas seu braço entorno da minha cintura, e o dedo acariciando meu quadril foram suficientes para mostrar-me que não estava irritado.
Como era Halloween, no cinema só estavam passando filmes de suspense e terror. Decidimos assistir Atividade Paranormal 3, porque ouvimos diferentes opiniões, de diferentes pessoas, e achamos plausível tirarmos nossa própria conclusão.
Todavia, não chegamos a uma conclusão – justamente como todos os nossos amigos que assistiram o filme. As opiniões não variam muito do simples "assustador!" ou do "piada! Não perca seu tempo assistindo". Achei assustador, mas era impossível não me sentir completamente segura quando em uma situação de total suspense, Edward dava uma gargalhada já antecipando a cena 'tosca', como ele mesmo nomeara.
"Difícil acreditar que você não sentiu nem um pouquinho de medo!"
"Bella, minha Chiz… Claro que não. Esse filme é patético. Sério… Se você quer assistir filmes assustadores que são realmente bons, assista REC, SAW ou até mesmo Sinais. Não essa porcaria que não deve ter custado 10 mil na produção."
"Edward… não seja cruel."
"Você ficou ofendida?" Perguntou arqueando as sobrancelhas, demonstrando real preocupação.
"Não…" Sussurrei e olhei para o chão, enquanto ele nos guiava de volta para o carro.
"O que foi?" Perguntou levantando meu queixo com a ponta dos seus dedos para que pudesse olhar em meus olhos.
"Eu fiquei com medo, poxa…"
"Bella…" suspirou e me deu um abraço apertado. Eu estava extremamente confortável em seus braços até que senti meu corpo sacolejar com a gargalhada irritante dele. "Vai tomar no cu!" Cuspi antes mesmo que ele pudesse começar com qualquer desculpa.
Era engraçado perceber as drásticas mudanças que sofremos ao longo dos últimos anos. Todos os problemas e antecipações de coisas que deveriam demorar muito mais tempo para acontecer, foram responsáveis por nos tornarem pouco mais responsáveis e sérios. Tudo o que aconteceu em Burundi, e as consequências da guerra civil em nossas vidas (aborto, mudança para a Itália por alguns meses e adoção) são responsáveis pela formação do nosso caráter. Era inevitável e totalmente perceptível o fato que amadurecemos - Edward em especial.
Sua impulsividade agora se traduzia em seu trabalho no hospital. Ele era um excelente médico, mas sua falta de paciencia o trouxe alguns problemas, como, por exemplo, o agravamento do quadro de um de seus pacientes ao indicar o remédio errado, para o tratamento que ele não precisava. Em contra partida, sua impulsividade e descaso com regras muitas vezes trouxe a esperança de volta aos olhos de pessoas que não acreditavam mais poder viver.
Ele era brilhante em seu trabalho, mas Carlisle me falou, há muito tempo, que de nada adiantava ser brilhante, se ele não sabia seguir normas do comitê médico. Explicou-me ainda que Edward estava beirando o desemprego e que precisaria ter uma conversa séria com seu filho antes que o pior acontecesse. Essa conversa era para acontecer ontem, mas meu marido não citara nada disso comigo.
Por outro lado, aquela impulsividade que era uma marca tão grande de sua personalidade, praticamente desaparecia quando ele pisava em casa. Eu sabia que não era uma máscara, mas sim a responsabilidade de ser pai de duas crianças e um marido. Mais cedo ou mais tarde as pessoas amadurecem, ainda que pareça impossível, elas o fazem. E não foi diferente com ele…
"…Air Hockey" Ele falou e senti meu rosto corar porque não fazia ideia do que disse antes.
"Oi?"
"Que tal uma partida de Air Hockey? Acho que isso pode tirar um pouquinho o seu medo."
"Você é o melhor marido do mundo!" Gritei e corri para a mesa, já me posicionando para detonar Edward.
"Disso eu já sei, mas por que você está dizendo isso agora?"
Ri baixinho e respirei fundo antes de dar a minha resposta, "Porque você está prestes a se sentir como o pior homem da Terra se sente, só para me fazer feliz…" O olhar vingativo naqueles olhos verdes refletiam todas as palavras de baixo calão que queriam escapar por seus lábios.
"Entendi…" Respondeu ríspido, enquanto arregaçava as mangas.
Ri, enquanto defendia sua primeira tentaviva de gol. "Oh-ow… olha, mas veja só quem tem a posse da bola agora…"
Edward estava respirando fundo e seu rosto já estava vermelho.
"Preparado para perder?"
Ele não me respondeu, apenas bateu o disco branco na mesa três vezes, claramente me apressando a jogar.
"Edward espera!" Gritei quando a mesa parou de liberar ar, quando o placar 7 x 0 apareceu no painel preto e vermelho acima da mesa. Sete gols meus, contra poucas e fracas tentativas de gol feitas por ele. "Eu ainda te amo."
"Eu ainda te esgano!" Murmurou segurando minha mão com um toque gentil. "Vamos fingir que isso não aconteceu, ok?"
"Do que está falando?" Pisquei meu olho direito e sorri quando notei um sorriso torto aparecer em seu rosto. Fiquei na ponta dos pés e trouxe seu rosto perto do meu para depositar um beijo casto, mas longo, em seus lábios.
"Te amo…" Sussurrou contra minhas bochechas provavelmente coradas depois que separamos nossas bocas.
~x~
"Finalmente! Achei que vocês não iam chegar nunca e que a vida de velho, quer dizer, pais de família, iam exaurir vocês a um ponto em que a vida social não mais importava! Vocês já estão chegando lá, né? Bella com ruguinhas, Edward com barba mal feita. Aliás, Edward. Que horror! Fazendo pouco caso da minha festa… não podia nem ter se dado ao trabalho de fazer a barba? E você, Isabella…"
Alice foi cortada por um Jasper completamente envergonhado. Ele a abraçou por trás e a girou suavemente. Em seguida nos lançou um sorriso sem graça e um murmúrio que lembrava a palavra 'bêbada'.
Alice vestia uma roupa de pirata. O vestido era curto, mas a meia calça marrom era suficientemente escura para não deixar nada vulgar. Ele era branco e volumoso nas pernas. Por cima do vestido ela usava um casaco de couro justo em seu corpo, com enormes botões dourados que lembravam moedas de ouro. Havia algumas fivelas adornando o figurino e é claro, a bota que possuía o cano tão longo que ia acima do joelho e o chapéu de pirata.
Jasper, por outro lado, vestia uma roupa de cowboy que o deixava extremamente sexy. Eu tinha uma suave suspeita de que sua roupa, nos olhos dele, não era fantasia, mas uma vestimenta comum que ele usaria no dia a dia se ainda morasse no Texas. Ele vestia uma calça jeans surrada, uma bota de couro bordada, um cinto com a fivela enorme, uma blusa xadres e chapéu de cowboy. O lenço vermelho em seu pescoço dava um charme especial para sua fantasia. Os tons eram neutros e mais puxados para o marrom.
Depois que saímos do Dollar Theater voltamos para casa para colocar nossas fantasias. Eu era uma vampira gótica e Edward, o Geek. Sua fantasia não era elaborada, mas era extremamente engraçada. Colocamos uma maquiagem em seu rosto, onde parecia que ele tinha diversas espinhas. Ele usava óculos redondos, com uma armação extremamente grossa. Sua roupa era composta por uma bermuda jeans que ficava acima do joelho. Uma camisa preta com os dizeres "MY PRECIOUS" e uma foto do Gollum segurando o anel. A blusa estava por dentro da bermuda, que era presa por um suspensório. Sem esquecer da pochete, e do celular preso nela.
O engraçado é que a ideia é mérito dele. A minha única sugestão foi a pochete. Essa criatividade dele me deixava com um pouco de inveja… a branca, claro. Mas não o suficiente para que eu pensasse em algo tão original. Foi por isso que decidi comprar a minha no Target. Por 35 dólares. E não foi surpreendente quando esbarrei com uma desconhecida que usava a mesma fantasia que eu. Um pouco ousada demais para o meu gosto, mas ainda assim parecia ser a mesma, mesmo que a mulher tenha feito alguns ajustes para encurtar o vestido e criar um decote ainda maior.
A fantasia era composta por um vestido vermelho rubi de veludo, um corsete preto que tinha uma gola vampiresca que fazia meus peitos quase tocarem meu queixo, e um casaquete que lembrava uma teia de aranha. A roupa, em si, não era nada demais afinal de contas foi super barata. Mas aproveitei o momento para fazer a maquiagem mais carregada que já usei na vida. Meu rosto estava extremamente pálido, meus lábios vermelhos, meu olhar estava escuro, mas bastante sensual. E para adornar tudo aquilo: lentes de contato vermelhas.
Edward gargalhou e ajeitou delicadamente a gola do meu vestido vermelho rubi.
"Alice não é minha irmã… não pode ser."
"Sinto muito, amor. Mas você tem que arcar com suas escolhas."
"Nunca escolhi tê-la na minha vida! Isso é coisa do meu pai e mãe. Não me culpe pelos erros dos outros."
Sorri e depois fiz uma careta com meus dentes de vampiro. Edward gargalhou e me puxou para um beijo.
"Não dá… Desculpa." Me afastei, sem graça, por saber que seria impossível beijá-lo com essa maldita dentadura.
"Edward! Bella!" Ouvi aquela voz imponente que só Rosalie possuía. "Fico feliz em ver vocês! Não achei que viriam!" Rose vestia uma roupa de mecânica. Era extremamente larga, rasgada e suja, mas por alguma razão era sexy.
"Claro que viríamos! Acha que iríamos disperdiçar a oportunidade de ficar uma noite sem a prole?"
"Edward!" Chamei sua atenção.
"Sem meus amados filhos, quero dizer…"
Sorri satisfeita e pisquei um olho para Rose. "É assim que se trata um homem."
"Ah eu sei, querida! Eu sei!" Ela gargalhou alto e virou seu rosto procurando seu marido.
Emmett e Rosalie casaram-se pouco tempo depois que Edward e eu voltamos para os Estados Unidos. O casamento foi completamente diferente do casamento que atribuía para eles em minha mente. Foi simples e extremamente lindo. O dia estava claro e o entardecer era composto por diversas cores. A cerimônia foi curta e íntima. Deveria ter algo entorno de 30-40 pessoas e foi em uma praia em Belize. Até hoje me emociono ao lembrar de Rosalie dizendo os votos na cerimônia.
Ela sempre foi uma mulher nada emocional, rude e um tanto quanto ríspida, mas naquele dia ela era outra. Estava sentimental e suas palavras eram suaveis, apaixonadas e completamente cheias de amor. Emmett continuou sendo o mesmo ursão de sempre. A única diferença foram as lágrimas que esporadicamente corriam por seu rosto. Eram emoções demais. Tudo era intenso, e eu não conseguia compreender a extensão daquilo. Até que o dia do meu casamento chegou. Aí sim, pude entender a estensão dos sentimentos, sensações e emoções que passam pela cabeça de uma noiva prestes a se casar.
Suspirei contente com as memorias e encarei meu marido que estava em um papo animado com seu irmão.
"Bella, você me ouviu?" Rosalie questionou, colocando seu rosto em frente ao meu.
"Desculpa, não."
"O que?" Questionou com um falso ultrage.
"Foi por uma boa causa! Estava lembrando do seu casamento…" justifiquei rapidamente e gargalhei quando notei o pequeno sorriso estampar seu rosto.
"Tenho que te contar uma novidade!" Falou com excitação e me puxou pela mão, nos guiando na direção do bar. "Chardonnay para mim e você Bella?"
"Faça do seu pedido, o meu." Rosalie apenas sorriu para o barman, que rapidamente tinha duas taças com o vinho. "E então? E a novidade?" Inquiri com curiosidade.
A loira maldita tomou seu tempo ao degustar o vinho branco e com uma tranquilidade completamente falsa, repousou o copo no bar e então me encarou. "Vou ser mãe…" Seu tom era de alguém que não contava algo extremamente importante, mas seu olhar era ansioso e extremamente feliz.
"O que?" Questionei quase gritando porque até onde entendia, Rose e Emmett não podiam ter filhos.
Rosalie foi vítima de abuso sexual há muitos anos, e por conta disso passou a ter um distúrbio, onde se auto mutilava pela vagina. Esta auto mutilação ocasiou danos irreparáveis em seu útero, que posteriormente forçou a retirada do órgão. Ela não imaginava que eu soubesse da profundidade da história, mas Emmett confidenciou a história à Edward, que eventualmente chegou a mim. A versão 'sem censura' que eles costumavam contar para família e amigos, era que Rosalie teve um problema em seu útero quando jovem e, portanto, tornou-se estéril.
Portanto não era difícil compreender a minha reação frente a notícia que ela seria mãe. Rosalie não possuía um útero e, portanto, gerar um filho tornar-se-ia algo impossível.
"Vamos adotar…" falou com um sorriso tão bonito que fui incapaz de não sorrir com ela.
"Vocês não fazem ideia de quão maravilhoso é adotar. E quão fácil vocês vão se apaixonar por essa criança, e quão rápido vai virar sua vida de pernas pro ar." Suspirei lembrando dos primeiros momentos com Dyu como nosso filho.
"Eu mal posso esperar, Bella… Mal posso esperar."
Depois da conversa onde ela me deu os detalhes do processo de adoção, fomos para a festa.
Alice continuava bêbada e era, sem dúvida, o entretenimento da festa. Eu não conseguia parar de rir da situação que ela sempre colocava seu noivo, Jasper. Era possível observar um padrão no modo em que agia. De longe podia observar ela conversando com alguém, e em seguida Jasper a puxava para longe das pessoas com a qual estva falando, sem antes murmurar um pedido de desculpas. Alice estava impossível.
Eventualmente voltou a falar conosco, mas acredito que a embreaguês deixara seu corpo, porque ela parecia estar pouco mais sóbria. O que era uma pena.
Ela nos atualizou sobre os preparativos de seu casamento, que aconteceria em três meses, e quantos vestidos de noiva já tinha comprado, e devolvido. Em seguida explicou que desenhara o modelo e que agora parecia estar completamente segura com o vestido.
Nós seis passamos bastante tempo conversando, como não fazíamos há bastante tempo, especialmente porque Alice estava ocupada com o ateliê, eu com as minhas exposições, e filhos e Edward no hospital. Antigamente tínhamos um combinado de nos vermos toda semana, mas as semanas tornaram quinzenas, que tornaram-se meses, e depois não se tornaram mais nada. Era uma pena ter que passar por isso porque eu ficava ansiosa por encotrar com as garotas, e Emmett e Jasper. Mas a vida é assim… Imprevisível.
Eventualmente a música ficou mais animada, atraíndo-nos para a pista de dança. Fiquei lá até meus pés latejarem. Dancei com Alice e Rose, com Jasper, Emmett e Edward. O legal disso tudo é que não existia nada sexual entre nenhum dos casais. Era tudo divertido e explorado ao extremo. Jasper me rodopiou – e jogou Alice para o alto -, Emmett dançou valsa e tango comigo – muito embora a música passasse longe deste estilo musical – e Edward dançava de uma maneira tão constrangedora quando um geek o faria.
Ficamos na festa até pouco depois das 11 horas, até que Edward sugeriu que fossemos buscar nossos filhos com Pedro. Não vou mentir e dizer que não estava assustada com a reação que meu melhor amigo teria, especialmente ao perceber que ele não deixara nenhuma outra mensagem no meu celular.
Nos despedimos de todos, jurando que nos veríamos na próxima semana. Como sempre o fazíamos quando nos encontrávamos.
"Estou exausta…" Suspirei encostando a cabeça no recosto do acento do carona no carro do Edward.
"Quer ir pra casa? Se quiser te deixo por lá e pego as crias depois."
"Lógico que não, Edward. Vou com você."
Voltei a consciência ao ouvir um barulho agudo, muito parecido com o que o carro do Edward fazia desligava. Abri os olhos com preguiça e estranhei quando notei a fachada da nossa casa, e não do prédio do Pedro.
"As crianças?" Perguntei quando notei que nenhum dos meus filhos estava dormindo no banco de trás do carro.
"Liguei pro Pedro e ele concordou em ficar com eles até amanhã de manhã já que tanto você, quanto as crianças já estão dormindo."
"Aw… eu te amo." Sorri com preguiça.
"Espero que a soneca tenha sido suficiente."
"Do que você está falando?" Perguntei, realmente não fazendo ideia do que se passava pela cabeça do meu marido.
Sua resposta foi um sutil sorriso torto e uma rápida espiada no meu decote.
Gestos tão sutis, mas tão cheios de significados que cheguei a me arrepiar. Fazia algum tempo desde que tínhamos um dia só para nós. Entre o fato que Edward fazia de dois a três plantões por semana, e eu ter que administrar e gerenciar um estudio de artes - que agora também oferecia cursos diversos - e cuidar de duas crianças, pouco tempo restava para que nos curtíssimos. E por mais que Nessie não fosse hiperativa, Dyu preenchia esse requesito para sua irmã. Cuidar dos dois era um trabalho que demandava dedicação, e este é outro motivo para que Edward e eu tivéssemos tão pouco tempo para nós dois.
O caminho até a cama foi bastante rápido. Talvez porque os beijos molhados em meu pescoço me faziam perder o foco do que se passava ao meu redor. Quando senti a maciez do colchão bater em minhas costas, abri minhas pernas para acomodar o corpo do meu marido acima do meu. Minhas unhas arranhavam de maneira suave as costas musculosas, enquanto ele se perdia com beijos em meu pescoço e busto.
Não demorou para que eu estivesse vestindo apenas minha calcinha beje de renda, e ele sua boxer. Suas mãos passeavam com curiosidade e tesão por todo meu corpo. Seus dedos apertavam minha carne e traziam-me ainda mais para perto dele. Minhas pernas envolviam seu quadril de modo que ele não conseguisse se distanciar de mim. Eu precisava daquilo. Precisava dele perto. Mais perto.
"Bella", sussurrou em meu ouvido, enquanto tocava nossas intimidades com uma fricção desesperada.
Eu sabia exatamente o que ele estava sentindo, e foi por isso que o segurei pelo cabelo e aproximei nossos lábios, fazendo nossas línguas dançarem em um ritmo sensual e completamente necessitado.
"Eu preciso de você..." gemi apertando sua bunda.
Edward não demorou a retirar minha calcinha e baixar sua cabeça em direção a minha barriga. Depositava beijos sensuais em minha pele, aproximando-se cada vez mais da minha intimidade.
"Por favor," supliquei porque suas investidas não eram rápidas. "Eu preciso de você… por favor…" gemi segurando seus cabelos e guiando-o para onde eu pulsava.
Ele entendeu minha mensagem rapidamente e sem mais me torturar, baixou sua cabeça e usando seus lábios, língua e dedos com movimentos tão intensos quanto necessitava, me levou ao primeiro orgasmo.
Não demorou para que ele estivesse dentro de mim com um movimento de vai e vem que não era forte ou suficientemente rápido, mas extremamente delicioso. Eu levantava meu quadril para encontrá-lo no meio do caminho e sorria suavemente quando observava suas sobrancelhas frisadas, mostrando o quanto ele estava se concentrando para não gostar demais daquilo. Edward gostava de me proporcionar pelo menos um orgasmo antes de se deixar levar pelo seu próprio alívio, e eu sabia que meus movimentos necessitados e gemidos não o ajudavam nisto.
"Goza pra mim," sussurrei e, em seguida, lambi o lóbulo da sua orelha.
"Fica de quarto." Foi tudo o que me respondeu.
Lamuriei quando senti uma forte estocada por trás. O barulho de sua pélvis batendo contra minha bunda, e o firme aperto que ele mantinha em meu quadril com seus dedos me faziam curtir mais e mais aquilo. O melhor de dar de quarto para Edward era que ele tomava o controle por completo. Eu praticamente não me mexia, enquanto ele estocava contra mim.
Não demorou muito até que eu sentisse um intenso frio na barriga. "Edward estou quase lá…" Sussurrei empinando ainda mais a minha bunda. Meu marido entendeu o recado e rapidamente levou seus dedos ao meu clitóris, não precisando estimular muito porque eu realmente estava quase lá. Minhas pernas estavam fracas demais para suportar meu corpo e eu deitei na cama exausta. Edward aproximou nossos corpos de modo que estivesse deixado acima de mim. Seu peitoral roçando contra minhas costas, enquanto sua intimidade continuava dentro de mim. Imóvel.
Rebolei suavemente minha bunda para que ele continuasse movendo-se dentro de mim. Edward não demorou para o fazer, mas agora estava beijando meu pescoço de uma maneira tão sensual que meu corpo demonstrava sinais de que se ele continuasse assim, seria provável que eu gozasse mais uma vez. Ele segurou minhas mãos com um aperto firme e as posicionou acima da minha cabeça. Sua voz era grossa e esbaforida quando sussurrava sacanagens em meu ouvido, e suas estocadas eram cada vez mais firmes.
"Goza pra mim, amor…" supliquei, rebolando contra ele.
Não precisei esperar muito tempo para ouvir seus gemidos desesperados em meu ouvido, dizendo-me através de um discurso sem palavras que ele também atingira seu prazer.
~x~
Acordei com um sobressalto ao ouvir algumas pancadas fortes na porta.
"Edward," chamei com um tom desesperado. "Edward acorda!" praticamente gritei porque não iria verificar isso sozinha.
"O quê?" gritou dando um pulo tão alto e sentando-se na cama.
Gargalhei baixinho e me lembrei de todas as vezes que Edward quase me bateu por acordá-lo. Ele tinha um sono muito pesado, pesado até demais, a ponto de eu praticamente ter que empurrá-lo para fora da cama para acordá-lo. E sempre que o fazia, ele acordava extremamente assustado, quase como se alguém tivesse estourado uma bomba bem ao seu lado.
As pancadas na porta não cessaram, e foram explicação suficiente pelo fato de eu ter o acordado. Edward levantou, vestiu sua boxer folgada no corpo e saiu do quarto.
Eu também vesti meu short do pijama e sua camisa, mas ao contrário dele, não fui para a porta. Fiquei no topo da escada observando o que se passava na entrada da minha casa.
"Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé." Pedro falou com um largo sorriso enquanto suavemente empurrava meus filhos para dentro de casa. Olhei para o relógio e notei, assustada, que já tinha passado do meio dia. Merda! Ele devia estar bem puto conosco.
"Desculpa, Pedro! A gente acabou de acordar…" Edward falou enquanto coçava a sua cabeça. "Entra aí." Convidou, enquanto pegava Nessie no colo e bagunçava os cabelo de Dyu.
"Eu tenho um encontro agora. Vou almoçar com um amigo." Disse com um sorriso tão gostoso que me questionei o nível de amizade dos dois.
"Amigo?" Perguntei do topo da escada, enquanto andava até eles.
"Ma!" Nessie gritou, enquanto balançava seus bracinhos gorduchos em minha direção.
"Oi minha princesa," Sussurrei depositando um beijo no topo da sua cabeça e a puxei para meu colo. "Se divertiu com o tio Pedro?" Perguntei a Dyu que ainda estava parado ao lado do meu melhor amigo.
"Aham!" Exclamou contente. "A gente catou doces na casa dele! E eu fiz um montão de desenhos e brinquei no computador dele e tenho um melhor amigo agora que mora no prédio dele. O nome dele é Allan e tem sete anos! Quase a minha idade, mãe! E ele também adora o Capitão América, mas ele gosta mais do Batman! Posso ir brincar mais com ele?"
Gargalhei baixinho e em seguida fiz um bico.
"Mas você mal voltou pra casa e já quer abandonar mamãe?"
"Relaxa, mãe! Não tô te abandonando."
Rolei os olhos com um sorriso no rosto, enquanto observava meu filho correr pelas escadas, provavelmente direcionando-se para seu quarto para buscar seu boneco do capitão América.
Nessie estava quietinha. Sua cabeça recostada em meu ombro e sua respiração quente em meu pescoço, me faziam questionar se ela estava dormindo, mas seu toque suave em meu cabelo me davam a certeza que ela estava acordada.
"Quer colorir, meu anjo?"
"Qué!" Respondeu animada.
"Agradece o Tio Pedro por ter cuidado de você, Nessie. E depois podemos colorir." Dei um beijo longo nas bochechas lisas de Pedro para mostrar meu próprio agradecimento.
"Bigada Tio Pêdo." Falou animada e depositou um beijo bastante molhado em suas bochechas.
"Nada, Nessie." Respondeu depositando um beijo na ponta do nariz pequenininho.
Passei o dia brincando com os dois, enquanto Edward fazia o almoço e arrumava nosso quarto.
"Mãe, quando a gente vai poder pedir doce?" Dyu perguntou impaciente da porta do quarto e eu gargalhei quando percebi que ele já estava com sua fantasia de Capitão América.
"Doce!" Nessie gritou batendo palminhas e gargalhando.
"Quer doce, Nessinha?" Dyu perguntou cuvando seu corpo e apoiando suas mãos em seus joelhos, numa tentativa de ficar na mesma altura que a irmã.
Meu coração sempre inflava quando via a interação desses dois.
"Qué! Cadê?" Perguntou curiosa, mostrando a palma da mão e encolhendo os ombros, com uma clara fisionomia de dúvida.
"Tem que pedir pra mamãe levar a gente porque hoje é Halloween, dia de pegar doce." Dyu racionalizou com a irmã.
"Leva genti má. Loween dia do doce." Falou com uma voz certeira, enquanto me encarava com um olhar que me fazia perder completamente a razão.
"Ok, ok." Respondi resignada. "Dyu, pede pro papai se arrumar, enquanto eu coloco a fantasia na Renée, ok?"
"Paaaaaaaaai", gritou.
"Não corre nas escadas!" Lembrei antes que ele rolasse pelos degraus.
~x~
"Vamos lá! Se posicionem para as fotos." Disse e sorri quando Dyu rapidamente se colocou contra a parede e posicionou o escudo azul, vermelho e branco na frente do seu torço, e batia continência ao encostrar sua mão diagonalmente na testa.
Nessie correu para ficar ao lado do seu irmão e eu sorri, morrendo de fofura, quando vi minha menina vestida de Angry Birds. Como o pássaro vermelho. Suas perninhas e bracinhos ficavam de fora da fantasia, que basicamente era uma bolinha vermelha com o rosto do pássaro revoltoso.
A foto ficou interessante. Dyu estava na mesma posição, mas Nessie estava curiosa demais com as cores da fantasia do irmão. Ela saiu com o rostinho virado para o lado dele, ao invés de olhar para a camera.
"Pronto?" Perguntei para Edward que também encarava nossos filhos com um sorriso bobo no rosto.
"Pra pegar doce? Eu já nasci pronto." Disse com um piscar de olhos enquanto pegava Nessie pelo colo e a sentava em seus ombros. "Quem pegar mais doce hoje ganha gingerbread cookie amanhã!"
Edward falou, iniciando uma disputa entre titãs. Dyu era insistente e extremamente educado, fora que elogiaria até o Pé Grande, se isso o garantisse mais doces, mas em compensação, Nessie era a coisa mais gordinha e fofa desse planeta. Não seria difícil para nenhum dos dois conseguir tantos doces, que não conseguiriam carregar.
"Yeeeeeah!" Dyu gritou, sendo seguido pela irmã.
Capturei com a minha câmera o momento em que ele esticou o bracinho para tocar na mão do pai que já estava esticada em sua direção, enquanto Nessie segurava os cabelos do pai com um enorme sorriso no rosto – deixando seus poucos dentinhos a mostra.
Balancei a cabeça com um sorriso.
Eu estava extremamente feliz. Essas três criaturas eram as pessoas que mais amava e que todos os dias me faziam a mulher mais feliz do planeta.
"Você vai colocar as crianças na cama hoje." Bufei, internamente sorrindo, sabendo que a quantidade de açúcar que eles ingeririam seria suficiente para mantê-los acordados por uma semana.
N.A.: Berry… Obrigada por ter me ouvido falar sobre isso aqui e lido o outtake. E por ter betado, claro! E pelos writealongs também! Você é linda, sua linda! 3
Lmcphei… Obrigada por ter lido e me colocado na linha ;)
Estou voltando pro fandom devagarzinho, então me dêem apoio, ok?
