Olá paixões! Como estão? Bom, o recado maior está no rodapé, leiam depois okay?
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Harry – 15 anos – Uma momento normal – Lily POV
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- O Hagrid não poderia ser um professor normal? – falei. James sorriu pra mim de braços cruzados. Eu já havia desculpado ele por estar do lado de Harry sobre bater no Draco, mas agora, James andava chateado... Harry fora suspenso do time. Estávamos na floresta negra, e Hagrid estava tentando chamar os Testrálios. Eu e James tínhamos o dom de vê-los pelo menos agora. Pertencíamos ao mesmo mundo agora, e eu nunca imaginara-os assim. - Eu nunca tinha visto eles antes – falei analisando aquele bicho estranho.
- Eu já... – disse James meio sombrio.
Eu o analisei, mas fiquei quieta. Vimos os alunos de Hagrid começarem a gritar quando os pedaços de carne começaram a sumir no ar.
- Agora levantem a mão... quem consegue vê-los? – Hagrid disse.
Alguns alunos levantaram a mão... inclusive Harry.
- Sim, eu sabia que você os veria – disse Hagrid para Harry – e você também Neville, eh?
- O que deveríamos ver? – disse Draco mal educadamente.
- Testrálios – disse Hagrid.
Todos que podiam ver os bichos, só analisaram. Eu também.
- Eles são feios - falei. James estava mais quieto que o normal, mesmo que estivesse desanimado com a suspensão de Harry. - James? – falei chegando perto dele e segurando sua mão – você está bem, querido?
Ele saiu do transe, e pude ver que estava triste... bem triste.
- Estou – ele disse.
Fiquei em silencio e não perguntei mais nada, mas eu não soltei a mão dele, e muito menos sai de perto dele.
- Quem é capaz de dizer, por que algumas pessoas apenas vêem os Testrálios? – Hagrid perguntou.
Hermione levantou a mão.
- Só podem ver os Testrálios as pessoas que já viram a morte.
- Muito bem, 10 pontos para a Gryffindor.
Olhei pra James preocupada.
- Você disse que já tinha os visto antes... quem você viu morrer?
James não me respondeu e não desviou os olhos do bicho. O humor de James só piorou quando Dolores Umbrigde desceu para avaliar as aulas de Hagrid e começar a criticar. Eu podia ver James rangendo o maxilar e eu podia ver nos olhos de Harry que ele queria voar no pescoço daquela bruxa maldita, mas o que eu não estava entendendo, era o por que desse comportamento estranho do meu marido, então, eu nem se quer me preocupei direito com a Umbrigde.
Assim que a aula acabou, Hermione voltou para o castelo xingando Umbrigde de nomes que nem se quer Sirius Black conhecia.
- É de se surpreender que tanta gente pudesse vê-los! Ai eu gostaria de poder.
- Gostaria? – disse Harry.
Ela ficou chocada.
- Ah desculpe Harry... não, claro que não... foi uma burrice dizer isso...
- Tudo bem.
Eu dei uma olhada em James, mas ele não disse nada. E assim foi durante o dia. Até que mais tarde, caminhando num corredor eu dei um leve aperto na sua mão.
- Hey – chamei.
- Hm? – ele disse em resposta.
Pus a mão em seu rosto e o virei pra mim enquanto parávamos de andar.
- Olhe pra mim – falei o fazendo virar pra mim.
Ele o fez.
- James, me conte o que está acontecendo... – pedi – por favor?
Ele suspirou depois de hesitar.
- No meio do nosso sexto ano, meus pais ficaram doentes... bem doentes... e até teve alguns dias que eu fui visitá-los, mas era exatamente na manhã de Natal quando eu recebi a carta dizendo que meu pai estava a beira da morte – ele me disse arrasado e sem olhar pra mim. - McGonagall me mandou visitá-los. Eu sabia que papai iria morrer, e eu não podia enfrentar aquilo sozinho, então, eu levei o Sirius junto comigo, com a conscientização de Dumbledore.
Fiquei quieta, e escutei a história. Ele já tinha me contado isso, mas fazia muito tempo.
- Visitamos papai, e tudo estava bem... foi quando Sirius disse que iria no banheiro e me deixou sozinho com ele... e ele morreu. Eu o vi morrer. Então, quando eu voltei pra escola, de repente, eu podia ver essas criaturas estranhas e macabras... os Testrálios... Sirius sempre quis saber como eles eram, e eu até tive que desenhar pra ele, mas... só eu, entre nossos quatro amigos, podia vê-los.
Eu estava arrasada com a história.
- "Só pode ver os Testrálios quem já viu a morte" – repeti de Hermione e James assentiu. - Me desculpe por perguntar – falei.
- Não tem problema... – ele disse – Estou um pouquinho melhor... – ele disse.
Voltamos para o dormitório em silencio. Houve mais uma aula da Aramada de Dumbledore naquela tarde, e todo o salão estava enfeitado com balões, obviamentes deixados por Dobby, que vinham com as escritas "Harry Christmas".
Harry sorriu ao baixar todas as bolas douradas. Aos poucos o pessoal foi chegando.
- Harry – chamou Angelina – Achamos alguém pra substituir você, Fred e George no Quadribol... Os novos batedores não são dos melhores, mas arranjamos um ótimo apanhador – ela disse sorrindo.
James levantou a sobrancelha curioso. Igualmente a Harry.
- Quem é? – disse Harry.
- Ginny Weasley.
- QUE? – Eu, James e Harry exclamamos.
- Pois é.. ela é muito boa...
James passou o resto do dia meio lesado por causa da noticia. Harry revisou o feitiço Impedimenta com todos ,aos pares. Muitos precisavam de muito treino, mas vários já haviam aprendido. Neville era um deles. Estava cada vez melhor. Era bom poder ficar perto do filho de Alice as vezes. Ele me lembrava demais ela e eu tenho certeza de que ela o amava demais. A noticia que quando voltassem das férias iriam começar o feitiço do Patrono alegrava a todos, inclusive Ron e Hermione, que não sabiam.
- Estou tão orgulhosa dele – falei.
- O que? – disse James – você ficou um terror quando descobriu que ele iria virar professor ilegalmente!
- Eu sei, mas as vezes é bom ser um pouco marota... – eu falei sorrindo pra James e ele riu.
Todos desejaram a Harry um feliz Natal e saíram da sala... menos Cho. E James, que sorriu maliciosamente devagar se se mexer.
- James! – bati em seu braço – por favor, me poupe! – falei descrente.
- Eu quero ver o que vai acontecer caramba! Na minha época, ela já estaria até sem sutiã... - ele sorriu e olhou pra mim. Levantei uma sobrancelha pra ele - Eu devia ter mantido esse comentário pra mim mesmo – ele respondeu franzindo o rosto e voltando a olhar pros dois, com o sorriso desaparecido nos lábios. Mas ficamos na sala, quietos e observando Ron e Hermione saírem rindo. Cho começou a chorar e a feição de James foi ótima.
- Que foi? – perguntou Harry baixinho.
- Desculpe... – ela disse – imagino que... é só que... aprendendo tudo isso... me deixa... pensando que se... se ele soubesse tudo isso... talvez ainda estivesse vivo.
Harry parecia que tinha levado um tapa na cara.
- Sério menina? – disse James – tá rolando o maior clima aqui e você vai começar a falar do seu Ex? Por favor...
Eu sorri de leve, mas sim, era verdade.
- Ele sabia tudo isso – disse Harry – era realmente bom, ou jamais teria chegado à metade daquele labirinto. Mas se Voldemort de fato quer atar uma pessoa, ela não tem a menor chance.
James apertou a minha mão.
- Você sobreviveu quando era só um bebê.
- Foi – disse Harry constrangido – eu não sei por que, nem ninguém sabe... – (Eu sei – cortou James) – então não é nada de que eu possa me orgulhar...
- Ah não comece! – ela disse – Realmente me desculpe por me comover assim... eu não tive intenção... Sei que deve ser horrível para você, falar do Cedric... – (olhei pra baixo, afinal, Cedric virara nosso amigo) – quando você o viu morrer... suponho que queira esquecer tudo. Você é um professor realmente bom sabe – ela disse – nunca tinha conseguido estuporar ninguém...
- Não é novidade... – disse James.
Eu o repreendi com um tapa.
- Obrigado – respondeu Harry.
- Azevinho... – disse Cho apontando pra cima da cabeça deles.
- É, mas provavelmente deve estar cheio de Narguilés...
- O que são Narguilés?
- Não faço a menor idéia... – ele respondeu baixinho – você deveria perguntar a Luna...
Eu e James estávamos sorrindo a medida que eles iam se aproximando. Uma parte de mim, a parte 'mãe' dizia: "Vá embora e lhe dê alguma privacidade!", mas a parte 'amiga' dizia: "Fique! Eu quero ver!"
James só tinha a parte número dois.
- Eu gosto de vocês... de verdade Harry – ela disse bem baixinho. Tanto que foi difícil escutar.
Eles se aproximaram ainda mais e quando James atingiu seu sorriso máximo, os lábios dos dois se tocaram. Arregalei o sorriso pra James assim como ele pra mim, mas ficamos quietos. Eu me sentia... numa maneira peculiar, muito filha da puta. Eu devia ter lhe dado privacidade! Harry e Cho se beijaram devagar e suavemente. Okay, eu não gostava muito dela, e não achava que ela era a garota certa pra ele, nem James a achava tanta coisa assim, mas ver o seu filho dar o primeiro beijo, não era uma sensação qualquer. A parte de Mãe, finalmente falou mais alto e eu agarrei o pulso de James e o arrastei na direção da porta.
- Não... – ele choramingou.
- Venha – falei firmemente – e dê ao seu filho um pouco de privacidade, seu homem perturbado...
Ele ficou tristonho, mas saiu de lá, deixando os pombinhos, a sós. Harry voltou pra sala comunal meia hora depois. Eu estava sentada no sofá, com as pernas no colo de James, Hermione na poltrona e no tapete, Ron estava deitado.
- Por que demorou? – disse Ron a Harry.
Ele não respondeu. Estava meio que em choque, o que só fez James gargalhar alto. Até eu ri um pouquinho.
- Você está se sentindo bem Harry? – disse Hermione quando ele se sentou a mesa.
Harry deu de ombros.
- Que foi? – disse Ron se sentando – o que aconteceu?
Harry não sabia por onde começar. James, só ria com a situação. Eu não podia culpá-lo. Ele estava quase chorando de tanto rir. Hermione decidiu por Harry.
- Foi a Cho? Ela te encostou na parede depois da reunião de hoje?
Harry confirmou com a cabeça abobalhado. Ron ia começar a rir, mas parou quando viu o olhar de Hermione.
- Er... o que... o que ela... anh... queria? – Ron disse tentando não rir.
- Ela... ah... ela – Harry não conseguia falar e James e eu sorrimos.
- Vocês se beijaram? – Hermione foi direto ao ponto e James assoviou. Harry olhou de Ron, cujo o rosto expressava curiosidade e hilaridade, para Hermione que mantinha a testa franzida e assentiu.
- HÁ! – Ron comemorou. E então começou a gargalhar. Harry sorriu relutante ao ver Ron rolar pelo tapete. Hermione lançou a Ron um olhar de puro desgosto e voltou a sua carta. - Como foi? – perguntou Ron.
- Úmido.
- WTF?! – James exclamou gargalhando. Eu gargalhei com ele dessa vez. Ron riu.
- Por que ela estava chorando – explicou Harry.
- Caramba, beija tão mal assim? - Disse Ron e James riu de leve.
- Claro que não, é meu filho...
Rolei os olhos rindo e ficamos um tempo, curtindo o momento, um dos únicos momentos normais, na vida de Harry.
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Hey pessoinhas! Gostaram? Me deixem reviews, okay?
Muitos me pediram essa cena, então tentei fazer ela o mais fiel possível a do livro, e como recebi pedidos para que James e Lily vissem a cena, mas também recebi pra que eles não segurassem a vela, resolvi fazer os dois... ficou bom?
Seeya guys. Angel.
