Notas da Autora

Bulma se perde em reminiscências amargas como o fel...

Quando chegam ao laboratório designada, não percebe que...

Kakarotto tem uma ideia ao olhar para...

Capítulo 37 - Reminiscências amargas

Bulma se recorda do preço amargo que pagou quando respondeu rudemente ao seu mestre ryuushirojin e inclusive, cuspiu na cara dele, após uma sessão de castigo que não subjugou o seu temperamento, assim a insolência e a revolta que habitavam o seu interior, uma vez que as punições físicas não conseguiam subjuga-la por completo.

O preço amargo que pagou foi à vida da sua amada mãe, que foi violentada sexualmente por um grupo até a morte, com a mesma sendo forçada a assistir tudo, em troca de não fazerem nada contra o seu pai e a sua irmã.

Ela assistiu por horas a fio, enquanto chorava, copiosamente, sendo que Tights somente soube do ocorrido alguns dias depois.

Afinal, a mesma conseguia ser submissa, sem qualquer problema, ao contrário da irmã mais nova, que era geniosa.

Após horas de intenso sofrimento, sua genitora não respirava mais, enquanto que o espirito combativo e orgulhoso de Bulma havia desaparecido dentre as lágrimas de dor pela punição dupla, que ele executou facilmente, pois, foi descoberto que a mãe não era cientista e, portanto, não seria nenhuma perda.

O dono dos Briefs aplicou essa punição dupla, pois, castigos não eram suficientes para dobrar a língua da jovem e fez questão de culpa-la pelo ocorrido, devido a constante desobediência dela e a cientista concordava que a culpa era somente sua e de mais ninguém.

A chikyuujin é tirada de seus pensamentos, frente a um movimento súbito, que a deixou alarmada, percebendo após alguns segundos, que ambos foram segurados abruptamente na cintura pelo saiyajin sem qualquer aviso prévio.

Afinal, os saiyajins não falavam com animais, como viam as outras raças. Somente se dignavam a falar com um inferior, quando desejavam dar uma ordem. Dar satisfações a um mero animal, ao ver deles, era no mínimo ultrajante.

Na visão da chikyuujin, o que agravou o pavor deles, foi o fato do mesmo partir voando para o céu, com Bulma e seu pai se agarrando firmemente na cintura dele, pois, era a primeira vez que voavam.

Após alguns minutos, o medo que ambos sentiam, diminuía, gradativamente.

Então, a cientista ganha coragem para olhar em volta e após alguns segundos, faz sinal para o seu genitor olhar para onde ela apontava e ambos viram ao longe, distante da cidade, vários complexos de prédios e da cor alva, sendo que julgaram pela aparência dos mesmos, que se tratava de um complexo de laboratórios.

Nisso, avistam veículos grandes e estranhos que pararam, para em seguida começar o desembarque dos escravos cientistas, sendo que reconhecem muitos como sendo escravos que vieram no compartimento com eles. Os Briefs se entreolham, arqueando o cenho, não entendendo o motivo de não poderem ir junto com os demais.

Após alguns minutos, ambos agradecem, mentalmente, o fato do saiyajin pousar em frente a uma porta dupla imensa ornamentada com símbolos, que avistaram enquanto estavam no ar, identificando a construção como um palácio imenso e imponente, além de colossal, sendo que perceberam que anexo ao castelo, existia uma espécie de domo oval, consideravelmente grande, mas, que parecia se destacar e que se encontrava anexado a construção imponente.

O saiyajin começa a puxa-los pelas correntes luminosas que saíram das coleiras, enquanto as portas duplas eram abertas e conforme andavam, percebiam que havia uma entrada magnífica e mais para frente, uma espécie de pátio opulento na frente da construção suntuosa, com ambos vendo vários escravos cuidando dos jardins, assim como da limpeza e outros, correndo de um lado para o outro, os reconhecendo pelas coleiras.

Eles são levados até o lado do castelo, caminhando dentre esculturas imponentes de saiyajins, sendo que o caminho era todo calçado e conforme andavam, percebiam que estavam se dirigindo a espécie de domo circular alvo que avistaram do alto, sendo que ao se aproximarem, percebem que era espelhado e parecia bem iluminado, em contraste com o castelo ao lado, que tinha um ar mais sombrio, apesar da imponência que exibia.

As portas abrem automaticamente, assim que eles sobem os degraus que levava a entrada e ao pisarem dentro do domo, percebem que era bem construindo, sendo que havia uma espécie de recepção, assim como vários soldados saiyajins que faziam patrulhas e todos tinham algo na cintura, que os cientistas reconheceram a primeira vista como um chicote de energia, que surgia após apertar a base dos mesmos e que era muito usado, porque não deixava marcas visíveis, pois, feria somente a parte debaixo da pele, deixando o local extremamente dolorido.

O saiyajin que os puxava chega à recepção e fala rispidamente e autoritariamente a uma escrava que estava em frente a um monitor.

Os Briefs perceberam que ela tinha a pele clara, era baixa e possuía cabelos curtos e rosados, orbes vermelhos, além de um par de chifres curvados no lado da cabeça e usava um vestido de alça fino e curto de cor negra e que mal cobria as nádegas, sendo que a parte de cima deixava o colo da mesma, consideravelmente exposto.

- O imperador mandou esses escravos para serem levados ao laboratório real principal.

- Sim, senhor.

Ela fala humildemente, sem olha-lo, enquanto se levantava, prontamente, da cadeira e pegava de uma das gavetas um aparelho eletrônico que lembrava um bastão curto, tendo uma espécie de visor em um dos lados.

Nisso, ela se levanta com o aparelho na mão e passa na nuca deles, lendo a espécie de chip implantando para confirmar os dados no visor do aparelho e em seguida, aperta um botão, que os Briefs julgaram ser o botão que ativava o envio de informações ao computador.

A escrava digita rapidamente no painel e em seguia, alguns sons são escutados e depois, aparece uma mensagem no painel.

- Já foram transferidos, senhor. O laboratório fica no terceiro andar.

Então, orienta o saiyajin, sem olhar nos olhos dele e com a voz mais humilde possível e após a escrava curvar-se, ele leva os cientistas até o laboratório designado, sendo que usa um elevador.

Então, chegam ao terceiro andar e eles saem, com o mesmo os puxando até uma porta dupla imensa.

Os Briefs avistam um saiyajin parado na frente dela, sendo provavelmente, um dos guardas e o mesmo digita uma sequência de números em um painel, flutuante, após conversar brevemente com aquele que trazia os cientistas.

Quando eles entram em uma espécie de hall, que dava para outro par de portas duplas, ele toca na coleira deles em um dos botões e a corrente se retraí, entrando na coleira, enquanto ele saia e fechava as portas duplas atrás dele.

Então, os Briefs olham para frente ao ouviram o som da outra porta dupla sendo aberta e ficam estáticos com o que viam, pois era algo que eles não imaginavam que existia, até aquele momento, por mais que soasse como estranho, devido a sua situação passada e atual, de escravos de alienígenas.

Era um alienígena de pele arroxeada, com um único olho na testa e uma espécie de crista reptiliana na cabeça, em vez de cabelos, sendo que o mesmo usava uma espécie de capa e exibia uma coleira no pescoço:

- Sou o chefe dos escravos cientistas desse domo. Tenho que fiscalizar e criar relatórios. Vocês são os novos escravos cientistas do imperador. Nós somos escravos eleitos dentre todos para compor escravos exclusivos para o mesmo. Podem falar livremente conosco e caso precisem de auxilio para transportar algo pesado, podemos solicitar auxílio a alguns saiyajins, mas, nesse caso, eu terei que solicitar, ajuda, humildemente, em nome de quem pede tal auxílio para mover algum equipamento pesado.

-Entendemos... – Bulma fala, tentando não se abalar com o fato que ele tinha somente um único olho central.

Afinal, para a mesma, era algo perturbador.

- Com o tempo irá se acostumar com a minha aparência. – ele fala seriamente, ao perceber a face da jovem, por mais que a terráquea tentasse disfarçar – Vamos. Tenho que apresenta-los a seleção exclusiva de escravos cientistas. Qual a raça de vocês?

- Chikyuujins.

- Era só o que me faltava... – ele comenta amargurado ao imaginar solicitando várias vezes ajuda para um saiyajin, por causa da fraqueza deles - Vocês são uma das raças mais fracas que existem, no universo mapeado pelos saiyajins.

- Somos fracos... mas, nosso intelecto, no caso, o meu e do meu pai, compensam a fraqueza. E muito.

Bulma fala com certo orgulho e altivez, pois, os Briefs se orgulhavam de sua inteligência, mesmo que tenham sido reduzidos a meros escravos.

- Que seja. Venham. – ele fala dando de ombros, enquanto os conduzia, falando amargurado. – Ainda acho que por causa de vocês, vou ter que falar mais vezes com um saiyajin, algo que repudio.

Nisso, eles o seguem, com o mesmo fechando a porta dupla atrás dele, com Bulma ficando boquiaberta ao ver o quanto era imensa a área do laboratório e que possuía dezenas de computadores, aparelhos tecnológicos, diversos tipos de analisadores e vários outros equipamentos, que não conseguiu reconhecer de imediato.

Ao olhar para cima, percebe que havia uma espécie de corredor que circundava a sala, cujo teto era transparente, sendo que saiyajins passavam, constantemente e ocasionalmente, olhavam para os escravos cientistas, algo que esperava, pois eram guardas.

- Aproveitem o dia de hoje para pesquisar e aprender sobre o seu local de trabalho, assim como devem se inteirar de toda a tecnologia que trabalhamos no laboratório. Se tiverem qualquer dúvida, eu irei sana-la. Amanhã, vocês serão chamados pelo imperador. Ele irá falar um tipo que invenção que necessita e dará o prazo de um dia para desenvolverem um projeto e apresentar ao mesmo, em uma sala anexa desse laboratório, usada para apresentação de projetos.

- Obrigado. – o senhor Briefs fala – Vamos nos inteirar da tecnologia, agora.

- Ótimo. Vocês só tem o dia de hoje para se familiarizarem com o laboratório. Fiquem a vontade e acreditem, que para nós escravos, esse tempo é considerado um luxo.

- Nós sabemos... – Bulma comenta.

Então, ele se retira para retornar a fiscalização das invenções dos demais escravos cientistas, enquanto que a cientista e seu pai andavam dentre alguns alienígenas que compunham o grupo seleto de escravos cientistas do imperador, analisando equipamentos e tirando ocasionais dúvidas, assim como analisavam um dos vários computadores no local.

Porém, ambos não notaram que o imperador os observava, atentamente, arqueando o cenho, ao observar mais atentamente Bulma, não compreendendo motivo de ter se dirigido aos laboratórios, apenas para vê-la.

Então, chicoteia a cauda no ar em irritação e sai dali, bufando, repudiando qualquer pensamento de ter relações com a sua escrava-cientista.

Afinal, nunca teve relações com inferiores, pois tinha seu orgulho e não queria se sujar com tais animais, sendo que sempre havia demasiada oferta de sexo com suas conterrâneas, que praticamente se jogavam em sua cama, apenas pela honra de serem amantes, mesmo temporárias, do imperador dos saiyajins.

Inclusive, achava repugnante o fato de que, a maioria esmagadora de sua raça se deitava com seres inferiores e indignos de sequer respirarem o mesmo ar do que eles.

A única coisa que o confortava, era o fato de que a sua raça nunca encontrou nenhuma outra compatível com a sua genética e, portanto, duvidava que os terráqueos fossem compatíveis, pois, havia muitas raças humanoides escravizadas e nunca nasciam mestiços delas.

Já que a sua raça se sujava ao se deitar com inferiores, pelo menos não precisaria sofrer com os bastardos e assim, os mesmos não iriam emporcalhar o poderoso sangue saiyajin, ao mistura-lo com meros animais.

Afinal ele já tinha muitos problemas e repudiaria ter que lidar com mestiços, no mínimo imundos a seu ver, caso surgissem.

Pois, além de serem bastardos inferiores, seriam criaturas fracas e patéticas, que iriam apenas sujar o nome dos saiyajins.

Distante do castelo, na área de desembarque, Bardock estava explicando a Hanako sobre os costumes e cultura saiyajin para ajudá-la na adaptação, quando surge Kakarotto, com seu costumeiro mau humor, puxando as suas três escravas sexuais pela espécie de corrente luminosa oriunda de cada coleira, sendo que seu estado de humor era tanto pelos relatórios, quanto pelo fato do seu genitor conversar com a sua escrava, com a mesma sorrindo discretamente, enquanto não apreciava a proximidade entre ambos e chegou ao ponto de ser obrigado a suprimir um rosnado, pois, não era uma atitude lógica, perante uma simples escrava, a seu ver.

Porém, o rosnado foi ouvido por Bardock, que olha para a sua cria mais nova e como se lesse o pensamento dele, fala:

- Sabe que somente penso em sua mãe, Gine. Não tenho qualquer interesse em outra fêmea. Afinal, eu me vinculei a ela e vice-versa.

Ele percebeu que a carranca do seu filho suavizou um pouco, sendo que sabia que o mesmo olhou em seus olhos e viu a sinceridade em suas palavras.

- Terminou os relatórios?

- Não. Ainda falta entregar um, o seu.

- Vou sair do planeta por alguns meses. Você deverá entregar a meu substituto para análise, enquanto estou ausente. O nome dele é Spinak (Spinak – espinafre).

- Vou encaminhar a ele, então.

Nisso, sai dali e pega as correntes luminosas de Hanako e Kirara e parte com elas, que tornam a baixar o olhar, sendo que a chikyuujin acena discretamente, se despedindo de Bardock que corresponde, para depois se virar e suspirar cansado pelo gesto de seu filho para em seguida sair dali.

Após dar alguns passos, ouve uma voz familiar e vira o rosto na direção da voz.

- Ouvi dizer que vai sair de Bejiita, velho. – Raditz comenta, enquanto se aproximava.

- Sim. Você ouviu bem. Recebi autorização do imperador.

- É sobre Gine?

- Sim. Graças à ajuda de escravos cientistas, consegui encontrar a sua localização.

- Entendo...

Ele comenta pensativo, sentindo um conflito intenso dentro dele, como quando era apenas uma criança, pois, ao mesmo tempo em que odiava sentir saudade dela, também apreciava a sua presença, sendo que sempre viveu com esses dois sentimentos ambíguos, embora que no fundo de seu ser, apreciava demasiadamente a companhia de sua genitora e iria apreciar revê-la, apesar dela ser uma saiyajin vergonhosa para os padrões de sua raça por causa de seu coração gentil e amável.

- Bem, tenha uma boa viagem e boa sorte, velho.

Ele se despede, enquanto retornava para o hangar da nave do seu esquadrão, para terminar alguns relatórios padrões realizados no desembarque de escravos.

Então, Bardock caminha em direção ao hangar que a sua nave se encontrava, enquanto apertava um botão do scouter, acessando menus, até acessar uma lista de contatos e após alguns minutos, encontra o número de identificação que procurava, dentre as últimas chamadas efetuadas pelo scouter, que apareceu na tela do mesmo, pois, havia entrado em contato com esse saiyajin quando estava com Hanako e naquele momento, se certificava do contato, através da identificação do mesmo:

- Aqui é o general Bardock. Quanto tempo falta para terminar a revisão funcional em minha nave, assim como o abastecimento da mesma?

- Daqui a duas horas, ela estará operacional. Os escravos revisaram o computador de bordo, fazendo o upload dos dados recém-adquiridos pelo computador central, conforme a descrição da ordem de serviço.

- Muito bom. Bardock desliga.

Nisso, ele desconecta a ligação e em seguida, recebe uma ligação de Brokko, mal humorado:

- General Bardock. Precisamos que desbloqueie o campo de proteção energética e a porta.

- Vou desbloquear agora.

Ele acessa alguns menus e após selecionar os números pertencentes à senha, ele vê uma indicação, confirmando que havia desligado os sistemas.

- Pronto, já podem entrar.

- Vamos, homens. Peguem eles logo!

Então, após alguns minutos, fala:

- Já pode reativar os sistemas, já pegamos os escravos. Brokko desliga.

Então, o scouter fica mudo e Bardock torna a digitar a senha, para ativar a barreira e trancar a porta, sendo que os sensores indicavam que não havia ninguém dentro da mansão.

Após duas horas, sendo que parou em uma espécie de refeitório público para pedir porções generosas de carne, se levanta após comer tudo o que solicitou, para em seguida, se dirigir até o hangar designado para a sua nave, pois, recebeu uma chamada do responsável das naves, que informou que a mesma já estava preparada para partir.

Ele tinha orgulho daquela nave, que era uma casa móvel, que inclusive possuía uma área de treino.

Afinal, naves pessoais não eram acessíveis para a maioria dos saiyajins, pois, havia a manutenção semestral, assim como a necessidade de pagar um local para deixa-la estacionada. Portanto, isso o fazia se orgulhar ainda mais, inclusive pelo fato de ser o último modelo lançado.

Afinal, desejava voltar com Gine e a sua cria, em grande estilo e luxo.

Claro que sabia que com a vinda dos Briefs, precisaria comprar uma nave nova ou leva-la para reconfiguração, já que iriam mostrar o esquema de capsulas. Ele viu isso em suas visões, sendo que eles nunca haviam mostrado as cápsulas para ninguém.

Longe dali, Kakarotto puxava Hanako, Kirara e as suas três escravas sexuais pela corrente, se dirigindo até a Central de Identificação e Registro, quando olha para a nekomata e tem uma ideia súbita, sorrindo de lado, acabando por alarmar a gata, frente a tal face que exibia, sendo que Hanako também fica apavorada.