Glee e seus personagens não me pertencem.
youlightupmyway Bre, EidrianVanBrown e MillaAmorim - Atendendo aos pedidos, segue o capítulo mais esperado por vocês. Espero que corresponda as expectativas. ;)
Boa leitura à todos!
A Descoberta
Os trigêmeos, Elise e Brittany se divertiram na festa, havia doces e brinquedos para um batalhão, Santana avisou que não era necessário tanta coisa, mas Quinn fez questão.
Houve um bolo só para os três que na hora dos parabéns se lambuzaram inteiros, e gargalhavam de emoção. Tinha um pequeno pula-pula, uma piscina de bolinhas e um escorrega. A animadora os manteve brincando o tempo todo e Brittany estava adorando tudo aquilo, a sala de Quinn literalmente virou um playground e as crianças estavam maravilhadas. Havia muitas miniaturas de animais do zoológico espalhados por todo o lugar, e se tocassem eles faziam o barulho que o animal emite.
Judy achou tudo lindo, e ela não teve nenhuma dúvida que eram os seu netos assim que os viu pessoalmente, ela não entendia como Quinn podia ser tão cega. Até Russel questionou Judy a respeito quando viu o trio.
- Quantos anos os aniversariantes estão comemorando hoje? – Hiram perguntou aos três bebês que estavam fazendo uma bagunça com os presentes que ganharam, supervisionados por uma Elise de seis anos que na verdade fazia tanta bagunça quanto eles.
- Doisi. Dois. Doisss. – Foi a resposta de Charlie, Beth e Luke, respectivamente.
- Quinn, você não acha que já estão suficientes as fotos? Vá guardar essa câmera e venha dar atenção aos convidados. – Judy disse e Quinn apesar do bico fez o que Judy pediu. – Ela nunca vai entender que esse bico não provoca nenhum efeito em mim. – Judy disse à Leroy que caiu na gargalhada.
Estavam todos sentados espalhados pela grande sala de estar, Russel estava sentado no sofá, quando um pequeno homenzinho veio falar com ele. O garoto o encarava seriamente.
- Você chama Russel? – O homem assentiu. - Eu tenho três vovôs. – O menino disse olhando para Leroy e Hiram. – Vovô Lee, Vozinho Hiram e Mamãe disse que eu tinha o nome do meu outro vovô, mas eu não conheço. Todos na sala estavam prestando atenção no menino, o coração de todos os que sabiam da verdade estavam acelerados e por isso poderia se ouvir um alfinete caindo ao lado de cada um.
- Você tem um avô chamado Luke, é um nome bonito, não é? – Russel lembrou-se que seria o nome de Quinn se ela fosse menino.
- Não. Ele não chama Luke, Luke é só eu. – Russel franziu as sobrancelhas.
- O nome dele é Russel Luke Berry Fabray. – Beth disse como se não fosse nada. – Mamãe disse que nosso outro vovô chama Russel, igual você, ela disse que Luke e Charlie tem os olhos igual dele e da Mamma. – A menina sorriu e continuou a brincar do lugar que estava. Luke apenas afirmou com a cabeça e todos estavam congelados, ninguém esperava por aquilo. Judy apenas sorriu por ter confirmado suas suspeitas, Russel estava de olhos arregalados, Frannie e Ethan também, Elise olhava para todos estranhando a reação, se os bebês eram da Dinda Quinn, é claro que vovô Russel era vovô dos trigêmeos também, era o que a menina pensava. O que ninguém viu foi que Quinn voltava a sala naquele momento e então as coisas passaram a fazer sentido.
– Talvez seja uma prova de que você nunca será um ninguém pra mim, Quinn...
- Quinn, não é o que você está pensando.
- Você me amou em algum momento, Rachel? - Quinn.. Você sabe que sim. Eu te dei provas disso.
- Nós só fazemos amor, baby, não importa como.
- Eu sei que você está sofrendo. Acredite, eu também, mas um dia você vai entender, eu sei que vai.
– Quinn, Santana disse que você consta no seguro social delas como responsável pelos quatro.
- Mamma?
- Mamma..
– Você agora vai cuidá de mim, da Lil Lamb, da Lil Bee e da Mamãe?
- Não é que eu te ame menos, pelo contrário, mesmo distantes, meu amor por você é cada dia maior. Eu errei, agora eu sei, mas foi por medo de te perder, eu juro.
- Eu sou AB-, eu não sei se sou compatível, mas se for, vamos logo.
- Eu sou O-, vamos, doutora.
- Não é culpa sua.. Não é.. Mamãe disse que ela tudo culpa dela e que ela ia resolvê tudo, ela falou, não foi Lil Lamb?
- Não Papai. Você plometeu que ia cuidá dos bebês.
- Você é bonita, muito bonita.. – A menina falava já adormecendo. – Parece com eu..
- Não. As crianças ficarão juntas e perto da mãe.
- Você fez o que? NADA! Aliás, fez sim, mas nem em seus sonhos é perto do suficiente. Você apenas foi a ...
- Mamma... Mamãe, Mamãe...
- Pela idade dos filhos dela, ela provavelmente engravidou quando ainda mantinha um relacionamento com a advogada Quinn Fabray, ela traiu a advogada? Ou a advogada é a outra mãe das crianças?
- Q, se Rachel te trocou por alguém, foi pelos filhos, não por Sam, eu te garanto. Ela te amava.
- Q, ouça bem, Rachel não te traiu, ok? Nem em pensamento, eu posso te garantir. Ela não mantém um relacionamento com Sam... O restante você terá que perguntar a ela.
- Beth também ama você, Mamma.
Mamãe.. Eu gosta da Mamma Quinn.. muito, mas os trigêmeos quer as duas mamães..
Mamãe disse que eu tinha o nome do meu outro vovô, mas eu não conheço.
- O nome dele é Russel Luke Berry Fabray. Mamãe disse que nosso outro vovô chama Russel, igual você, ela disse que Luke e Charlie tem os olhos igual dele e da Mamma.
Como ela pode ser tão cega? Estava tudo na sua cara. Ela lembrava-se de cada detalhe, a mancha que Charlie tem nas costas é igual a dela, ambos Charlie e Luke tem os mesmos olhos cor de avelã como os dela, não verdes como os de Sam, Beth é sua cópia fiel, com exceção dos olhos que são cor de chocolate como os de Rachel, agora ela podia ver, Luke tem todas as suas manias, seu jeito protetor e observador, até a dificuldade de pronunciar o R, como ela teve na idade dele ele teve, o nariz dos três eram idênticos ao seu, os bebês se recusavam chamar Sam de pai e muitas vezes ela estranhou Luke o chamando de Dinho, como ela pode ser tão burra? Não era possível, por que Rachel a tinha tirado o direito de conhecer seus filhos? Se nada disso tivesse acontecido, será que ela saberia algum dia da existência deles? E por que Rachel mudou de ideia quando ela foi à LA? Ela veio pra Nova Iorque com o intuito de lhe contar, não foi? Merda, estava tudo uma bagunça em sua cabeça, mas ela agora tinha três filhos, as crianças mais lindas do mundo, e eram suas e de Rachel, essa era a família dela e não de Sam. Ela caminhou até onde os trigêmeos estavam e sentou em seus joelhos observando eles brincarem. Como ela não tinha se dado conta disso antes?
- Mamma, por que você está chorando? – Charlie disse já a abraçando.
- De felicidade, baby girl. De pura felicidade. – Quinn disse puxando Beth e Luke junto delas. – Eu os amo tanto, tanto, meus filhos.
- Os trigêmeos sabe, Mamma. – Luke disse sorrindo.
- Os trigêmeos também ama você, Mamma. – Beth disse acariciando a bochecha de Quinn.
Quinn estava ali abraçada aos três bebês que agora ela sabia que eram seus filhos. Era uma cena de cortar o coração, mas o rescaldo estava por vir e todos estavam aguardando. Ela soltou as crianças beijando o topo da cabeça de cada um e pediu a Lis e Brittany que continuassem brincando com eles, então virou-se para onde estavam os adultos.
- Santana, eu quero ver os documentos deles. – Ela falou com uma calma assustadora. Ela nunca tinha se preocupado com isso, Puck havia cuidado das documentações no início, e depois Santana sempre cuidava de todas as burocracias, como ela poderia imaginar?
- Quinn, eu acho que precisamos conversar. – A latina disse.
- Agora, Santana. – Ela disse com toda a frieza e rancor escorrendo em sua voz. Santana achou melhor fazer o que ela pediu, pegou os documentos em seu quarto e os entregou.
Russel Luke Berry Fabray
Charlotte Rae Berry Fabray
Elizabeth Marie Berry Fabray
Nas três certidões constavam como mães:
Rachel Barbra Berry e Lucy Quinn Fabray
Então Rachel não queria esconder dos filhos quem ela era, ela queria esconder os filhos dela enquanto pudesse, é claro que as crianças iriam procurá-la quando fossem mais velhas. Será que Rachel teve medo dela? Não. Não podia ser.
Ela olhou pra cada um presente na sala e sem dizer uma palavra saiu pela porta. Santana tentou seguir atrás, mas Brittany impediu segurando-a pelo braço, Santana sentiu todo o corpo arrepiar e encarou aqueles lindos olhos azuis.
- Ela precisa ficar um pouco sozinha, Santana, deixe. Ela vai procurar a única pessoa de quem ela quer respostas, confie em mim. – Disse a loira alta para uma latina que só acenou em concordância.
O telefone do apartamento tocou. Santana saiu de seu transe e atendeu, e para sua surpresa, felicidade e desespero, era do Mount Sinai. Rachel havia acordado.
...
A cabeça de Quinn estava uma confusão só, ela não sabia o que fazer, sua vontade era gritar e esbravejar com Rachel até ela acordar, talvez isso a tirasse daquela inércia, ao mesmo tempo ela queria beijar Rachel e agradecer por dar-lhe as três criaturinhas mais preciosas do mundo.
Ela queria gritar para o mundo e dizer que era mãe dos filhos de Rachel, que eles eram fruto do seu amor, ela também queria matar cada um dos que esconderam isso dela por tanto tempo, todos sabiam, era nítido, os únicos naquela sala feitos de bobos foram os Fabrays. O amor por Rachel a tinha cegado e ela só enxergou o que queria, era essa a verdade.
Ela estava preparada para fazer um grande discurso para Rachel, a morena tinha que entender a seriedade do que fez. "Você está mesmo louca, Quinn Fabray, Rachel não vai poder te dar explicações agora". Quinn pensava, ela só queria entender, é claro que ela estava transbordando de felicidade, mas a raiva que estava circulando em seu sangue agora era maior.
Agora ela entrava no corredor do quarto de Rachel e viu uma grande movimentação. Ela olhou pelo vidro e queria entender o que estava acontecendo, pois foi barrada na porta e apenas pediram para que ela aguardasse, então ela viu, e seu coração quase parou.
Rachel estava agitada e quando seus olhos se encontraram, foi como no primeiro dia, só havia amor, e uma ligação inexplicável, Quinn sentiu lágrimas escorrendo pelo rosto, e viu Rachel também com lágrimas nos olhos, Quinn encostou as palmas das mãos no vidro e Rachel apenas a olhava, enquanto os médicos estavam ao redor dela a impedindo de fazer qualquer outra coisa. A alma de Quinn havia voltado para o corpo, seu Anjo estava de volta à vida. E toda a raiva desvaneceu naquele momento.
