XXXVII — Cuidado.

(...)

Ao entrar em uma sala com as paredes pintadas em branco, o cheiro do éter invadiu as narinas do rapaz. Ainda que os corredores do hospital tivessem o mesmo odor, no leito da namorada parecia estar mais acentuado. Mesmo sabendo que Isabella estava bem, que os machucados em seu corpo resumiam-se em apenas algumas escoriações no antebraço e uma entorse no punho, o cheiro do lugar não era um dos melhores, deixando a situação ainda mais tenebrosa.

Ela estava deitada, com os olhos fechados enquanto mexia freneticamente os pés calçados com um all star na cor preta. O pulso da garota estava coberto com uma faixa. O rosto dela permanecia incólume como sempre. Ao notar passos caminhando em sua direção, Bella abriu os olhos, virando-se lentamente para encarar o visitante.

Seus olhos castanhos como chocolate derretido, ficaram brilhantes ao ver o namorado a poucos centímetros de distância. Ele carregava uma expressão preocupada em seu rosto e as mãos estavam escondidas dentro do bolso do jeans.

— Esse lugar é horrível — ela comentou, sem jamais quebrar a conexão visual. — E fede.

— Você me deixou preocupado, Bella — agora ele estava ao seu lado. Ela arrastou-se para cima, para ficar sentada.

— Eu estava distraída.

— Você tem noção do que poderia ter acontecido caso Billy estivesse dirigindo acima de 40 km? Você poderia estar morta ou então quase morta.

Bella encarou o punho enfaixado.

— Não briga comigo — ela disse, manhosamente, formando um beiço com o lábio inferior.

— Eu não estou brigando com você, neném — tocou a testa da namorada, limpando uma camada de suor que deixava a pele pálida, brilhante.

Bella apoiou a cabeça no torso de Edward, enquanto ele fazia carícias em seu couro cabeludo.

Ela seria capaz de adormecer apenas com aquele singelo toque do namorado.


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